Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
29
Jul 17

Bem, e para os que não têm saúde, e são muitos, e ou em determinado momento a perdem ou precisam de cuidados para voltarem a ter a tal saúde, e ainda os que tendo a dita saúde a precisam de manter, está a ULSBA à altura de uma resposta adequada?
O SNS responde localmente com uma resposta ajustada às necessidades de todos? Nada de críticas que está tudo bem, é assim? Ou vamos, os que podem ou fazem para poder, à privada das redondezas, que já são alargadas a Lisboa e ao Algarve? Sim, só se não for emergente!

Comentário de Anónimo a 28 de Julho de 2017 às 14:37, AQUI.
publicado por Zé LG às 19:20
1. As conhecidas limitações orçamentais resultantes, entre outras causas, de passivos de elevada grandeza (o défice das contas do Ministério da Saúde no ano transacto é de 259 milhões de euros) impõem uma gestão rigorosa das unidades do Serviço Nacional de Saúde.
2. Nesse contexto nacional, a principal responsabilidade das equipas dirigentes de Hospitais e Centros de Saúde será a de manter as garantias de acessibilidade e qualidade na prestação de cuidados de saúde, a partir de recursos financeiros “apertados”.
3. Cumulativamente, a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, sendo uma importante empresa do setor dos serviços (a entidade que mais pessoas emprega no nosso distrito), vê-se confrontada com o questionamento dos contornos do seu futuro a curto/médio prazo. Na presente conjuntura, pode colocar-se a questão de saber como manter esta empresa pública numa região em regressão económica, social e demográfica.
4. Superar esta dupla conjugação de difíceis contextos, impõe claramente às forças políticas comprometidas na presente solução governativa um irrecusável sentido de Estado. A defesa do interesse das populações do Baixo Alentejo, a nosso ver implica uma atitude verdadeiramente patriótica e responsável.
5. Neste âmbito da actividade do Estado Social, não basta assumir o dever de fiscalizar a gestão e os resultados. Os eleitores que apoiam essas forças políticas têm a legítima expectativa de ver defendidos os seus interesses não apenas com discursos e posições partidárias de recorte reivindicativo, mas também com a cooperação e participação, seja na definição de opções estratégicas e no acompanhamento como também na operacionalização das soluções.
Munhoz Frade a 2 de Março de 2016 às 16:59, AQUI.
Anónimo a 29 de Julho de 2017 às 20:57
Pois é, mas a nomeação do novo CA foi um golpe reacionário!
Anónimo a 29 de Julho de 2017 às 21:05
Porque diz isso?
Anónimo a 29 de Julho de 2017 às 21:11
Vamos muitos e cada vez mais procurar cuidados de saúde na privada.Vejam-se os números.
Anónimo a 29 de Julho de 2017 às 21:17
Porque deixará degradar o Hospital público, facilitando o aparecimento de unidades privadas.
Anónimo a 29 de Julho de 2017 às 21:38
Claro, porque a alternativa derrotada tinha um projeto de desenvolvimento.
Anónimo a 29 de Julho de 2017 às 22:28
Um conluio entre um ministro anti-geringonça e um presidente de federação segurista.
Anónimo a 29 de Julho de 2017 às 22:53
Finalmente se começam a "chamar os bois pelos nomes". Até o Jorge Sampaio já denunciou o estado agónico em que está o Serviço Nacional de Saúde.
Anónimo a 29 de Julho de 2017 às 23:05
Pode-se continuar com o choradinho do fim do SNS, mas a realidade é mais dura e difícil de entender.
Isto porque não é só o desinvestimento nos serviços públicos de saúde, que está por trás desta debandada para os privados.
Há outros valores, em que entra até o consumismo próprio de uma visão de novo-riquismo em que mesmo as pessoas de esquerda não abdicam, mas sobretudo o status e o não ter que recorrer a um local onde os ciganos agora tão em moda, passam à frente dos outros e não esperam pela sua vez.
Não vale a pena tanta hipocrisia, aqui tão vem espelhada.

Anónimo a 30 de Julho de 2017 às 00:35
Pior cego é o que não quer ver.
Anónimo a 30 de Julho de 2017 às 00:38
Sem dúvida, que esta ladainha do SNS pobrezinho tem que mudar de vez, para bem de tudo e de todos.
Caso contrário, vamos continuar a encher os bolsos às multinacionais sobretudo chinesas e americanas que dominam os hospitais privados e que todos os dias aumentam os seus lucros.

Não é com discursos de esquerda politicamente correctos e mais ou menos bem intencionados, mas desfasados no tempo e na realidade que lá vamos, venham eles de onde vierem, inclusive de ex-presidentes da República.
O problema é complexo e complicado, e não é exclusivo de Portugal.
Agora de certeza, não vamos a lado algum é enfiando a cabeça na areia, com reivindicações descontextualizadas da realidade económica do país ou visões programáticas redutores de alguma expertos e que na prática deixam tudo como está.
Pois o busílis da questão é não querer perceber que grande parte da classe média, mesmo com serviços públicos de saúde tendencialmente gratuitos, aspira a outros serviços médicos de muito maior qualidade sob todos os pontos de vista do que por exemplo o hospital e os centros de saúde de Beja, por mais dinheiro que se lhes injecte.
Anónimo a 30 de Julho de 2017 às 09:02
Anónimo das 9h e 2m: não sei se pertence à classe média, mas quer-me parecer que quando se discutem opções de política social, se pretende exigir dos governos que melhorem as condições de vida da maioria da população, não apenas satisfazer desejos e caprichos da classe média. Quer dar como exemplo de maior qualidade a possibilidade de ter o poder de cliente, exigindo dos profissionais de saúde que lhes forneçam os produtos da moda? Já que invoca a globalidade da questão, será por acaso que Trump ainda não conseguiu acabar com o Obamacare? Repare que este problema não é só resultante da necessidade de gerir as prioridades em contexto de recursos limitados. A qualidade não se mede pela abundância de recursos ou por prateleiras de supermercado cheias e com muito que escolher, mas pela racionalidade. Pela organização, que siga uma lógica inteligente. Se for o medo a determinar as escolhas dos cidadãos, cada vez mais se consumirão produtos e mais produtos, serviços e mais serviços, sem que a satisfação se atinja. De facto, pensar deste modo é próprio da esquerda. Para a direita, é "sempre a abrir e que se lixem os que não tem unhas para tocar viola"...
Anónimo a 30 de Julho de 2017 às 10:05
O anónimo das 9:02 não sabe,com toda a certeza, sobre o que se pronuncia.
Não me diga que faz parte da classe média que é sempre bem atendida no hospital de Beja porque usa as cunhas do costume..
Declaração de interesse:não faço parte-se dita"esquerdalha" nem da ladainha do SNS pobrezinho.E vou ao público.
Anónimo a 30 de Julho de 2017 às 11:27
Resumindo, não há ideias nem alternativas credíveis ao atual estado se saúde do SNS. O qual tem tendência para se agravar progressivamente, colocando-o até em estado bem critico.
Apenas a eterna conversa do blá, blá, blá,.. pardais ao ninho.
Anónimo a 30 de Julho de 2017 às 14:41
Conclui falsa e enganadoramente, quiçá voluntariamente... Já é do domínio público um Manifesto em que se faz o ponto da situação do SNS, com dados objectivos e indicadores oficiais. A questão alternativa que se põe não é injectar constantemente cada vez mais dinheiro no SNS, mas sim modificar as estratégias, de modo a que o investimento público produza mais saúde. Se não forem promovidos estilos de vida saudáveis, não haverá orçamento que chegue para tratar tantos doentes.
Anónimo a 30 de Julho de 2017 às 15:00
Precisamos que as organizações de saúde sejam emocionalmente inteligentes,e dotadas de conhecimento.A ULSBA terá que fazer essa viragem se quiser sobreviver com alguma qualidade.E esse o grande desafio que se coloca.Podemos discutir como fazê-lo.
Anónimo a 31 de Julho de 2017 às 15:23
As organizações empresariais não serão emocionalmente inteligentes (nem racionalmente) se desprezarem a mais-valia da experiência dos seus profissionais e a criatividade dos que se motivam para melhorá-la. O que acontece na ULSBA?
Anónimo a 31 de Julho de 2017 às 18:25
Nada disso acontece.Seria bom que o caminho fosse outro.
Anónimo a 31 de Julho de 2017 às 21:31
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