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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

UMA MULHER NO TOPO DO MUNDO

Zé LG, 12.11.17

img236.jpgUma mulher solidária

Faz tempo que tive o ensejo de ouvir na rádio uma entrevista de uma senhora que, pelo teor da mesma, não me deixou sobremaneira indiferente e a partir daí procurei acompanhar o seu percurso na saga solidária que a anima. Trata-se de Maria do Céu da Conceição e da sua inspiradora história de sucessivos desafios e sucessos. Resumidamente, esta mulher inconformada procura com a sua generosidade e criatividade retirar da pobreza e da ignorância várias centenas de crianças de bairros de lata do Bangladesh, mais concretamente da capital do país, Daca. A divulgação da sua ação, bem como a principal angariação de receitas, derivam de imensas iniciativas arrojadas em que se envolve, nomeadamente maratonas, escaladas em várias partes do mundo, destacando-se uma nos Himalaias (8 848 metros de altitude), sendo a primeira mulher portuguesa a conseguir tal proeza.

Os dados mais recentes, referentes a 2010, anunciados pelo Banco Mundial em junho de 2013, indicam que 47 milhões de pessoas no Bangladesh vivem na pobreza, com menos de dois dólares por dia. A somar a este panorama, frequentemente este país é assolado por catástrofes naturais, sendo um dos países mais populosos do mundo, com cerca de 160 milhões de habitantes. Entretanto cria uma organização não-governamental designada por The Dhaka Project e outra, a Maria Cristina Foundation, tendo elas como principal preocupação a alfabetização de crianças desafortunadas e, desta forma, contribuir para vencer a inevitabilidade de apenas terem como horizonte o trabalho escravo nas fábricas de têxteis, a condução de riquexó (moto-táxi) ou servir chá na rua, para além de outras práticas de mendicidade. Esta mulher quando consegue superar-se, nos momentos em que atinge as fatídicas metas de centenas de quilómetros, bem como o alcance de altitudes praticamente inalcançáveis, certamente que o seu regozijo se assemelha aos momentos mais saborosos pela constatação de os seus meninos alcançarem empregos promissores ou ao ingresso em universidades, que há bem pouco tempo seriam consideradas autênticas miragens. Pôr em evidência o papel desta mulher é muito importante. Fica o registo do exemplo inigualável da sua ação e que todos façamos votos e contribuamos para que o seu projeto se replique e concorra para a melhoria das condições de vida destes cidadãos nesta esquecida parte do mundo. Termino com a dedicatória aposta no seu livro que adquiri – Uma Mulher No Topo Do Mundo, “Tudo é possível, só basta nunca parar de acreditar”. Bem-haja.

MANUEL CAMACHO, ENGENHEIRO, in Diário do Alentejo – edição de 10/11/2017

 

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