Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
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 Copiado DAQUI.

publicado por Zé LG às 23:46
Como já outro comentador disse, em gestão de saúde nem tudo é informação, de que se possa extrair juízo. As estatísticas comparativas como estas não traduzem as dificuldades no acesso aos cuidados. O indicador aqui apurado - tempo de espera - traduz uma média, que inclui Especialidades muito diferentes, desde a de Medicina Familiar até à de Oncologia. O tempo adequado nestes casos é bem diferente. Estamos a comparar alhos com bugalhos? Não será indutor de erro comparar unidades de saúde compostas por conjuntos muito diferentes de recursos humanos especializados? Estes gráficos servem muito bem para publicidade ministerial e deixam satisfeitinhos alguns conselhos de administração, mas apenas isso. Parecem aqueles que são feitos periodicamente sobre os supermercados. A acreditar neles, os consumidores seguirão a sugestão de onde ir para adquirir produtos de marca branca.
Anónimo a 29 de Dezembro de 2017 às 09:28
Seria bom se fosse verdade, Lopes Guerreiro. Mas não se iluda!...
Anónimo a 29 de Dezembro de 2017 às 09:49
Jogo pela “rama” dar aqui uma ideia de como tem que ser analisada alguma desta informação publicitada.

Porque são realizadas as consultas,primeiras ou outras em tempo adequado?
-A oferta do hospital é suficiente para a procura local e ou mais abrangente,na especialidade.Por exemplo tenho 14 cardiologistas para uma área de influência de 170mil habitantes(número avulso) e o racio médico por habitante é ajustado à razão oferta/procura. Se os rácicos são os definidos e adequados em todas as especialidades,ou há um esforço de resposta de algumas especialidades (até com consultas além horário..pagamentos extra..etc),o resultado médio do hospital é tempo adequado em 100%dos pedidos, ou proximo deste valor,e a oferta satisfaz a procura de cuidados, em cenário de normal gestão.Pode até responder a outras necessidades de escolha de utentes ,além da área de influência.Nesse caso , o hospital “vende “serviços a outros, tem capacidade instalada de recursos que o permitem, a gestão incentiva a produção e digamos que a oferta vai induzindo a procura.

-O hospital é especializado. Caso dos hospitais psiquiátricos Reabilitação e oncológicos, e a oferta deve estar ajustada à procura e responder assim as necessidades dos utentes.Sobretudo se são primeiras consultas.Se o utente precisa de uma primeira consulta de oncologia para diagnóstico imediato, o sistema deve dar-lhe resposta imediata e os nossos IPO parecem estar a responder de um modo satisfatório.

Nos hospitais especializados a média é um indicador não comparável a outros hospitais, ou unidades locais, com várias especialidades.

Nos hospitais distritais e unidades locais posso ter oferta que satisfaz a procura em algumas especialidades e o utente ter consulta praticamente sem espera, logo que precisa e é solicitado.Em outras especialidades, podem ocorrer tempos de resposta nada satisfatórios , graves problemas até,porque tenho por exemplo um médico ou dois para um Distrito em patologias de elevada morbilidade como as doenças cardiovasculares.Passa a ser esse um problema grave a resolver pela gestão.Mas essa gestão também pode ter problemas para resolver se tem oferta superior à procura,com todos os doentes atendidos e satisfeitos com a resposta imediata em determinada especialidade;neste contexto até pode estar a fomentar a procura e criar necessidades duvidosas,gastando recursos desnecessários ao SNS, porque tem capacidade instalada em excesso à procura.
Logicamente, no contexto descrito,a média de tempo de resposta adequado, e desconheço se é esse o indicador aqui postado,está totalmente afectado pelos extremos, é muito pouco ou nada indica.
E na nossa unidade local há tempos de resposta adequados, menos adequados e muito pouco adequados.
Isto sem contar, com outros factores (são muitos)que interferem na procura e na oferta de cuidados, entre eles a resposta privada da envolvente externa que em algumas especialidades satisfaz uma procura de classe média a uma primeira e ou consultas subsequentes.
A gestão hospitalar é mesmo complexa, mesmo para quem não acredita e pensa que é só ser nomeado e assinar de cruz, pois o tal bem saúde comporta-se diferentemente,desviando-se da curva normal dequalquer outro bem que adquirimos na loja ou na fábrica.

Mariana Raposo -Administradora hospitalar da ULSBA

Anónimo a 29 de Dezembro de 2017 às 11:54
Em vez de Jogo, deveria ter escrito Só,
Anónimo a 29 de Dezembro de 2017 às 11:56
São comentários destes que ajudam a formar a opinião pública informada. Bem hajam pela contribuição de cidadania.
Anónimo a 29 de Dezembro de 2017 às 12:08
Pena que ainda sejam apenas dois (ou três?) os funcionários da ULSBA que regularmente aqui vêm esclarecer a população.
Anónimo a 29 de Dezembro de 2017 às 13:19
Não será bem assim.Vem aqui muita gente esclarecer, informar-se e de vez em quando perturbar ou mandar calar e insultar outros especialmente quando se trata da saúde.
E se são poucos os que informam e ou discutem,valem talvez pela qualidade,tal como diz o ditado”poucos mas bons”.
Anónimo a 29 de Dezembro de 2017 às 13:54
E também é pena que os dirigentes continuem a primar pela ausência, impedindo-nos de sabermos se há contraditório.
Anónimo a 29 de Dezembro de 2017 às 13:59
Ainda há poucos meses li por aí que o Hospital de S.Joao do Porto era um dos primeiros na qualidadedos cuidados quando não era sempre o primeiro classificado com prémios de produtividade e organização.Entao agora é dos piores? Vá lá a gente fiar-se nesta informação de jornais e televisões ou perceber isto!
Anónimo a 29 de Dezembro de 2017 às 14:24
Ao publicar este tipo de alvitres, não estou a emitir a minha opinião. Apenas pretendo provocar quem pode esclarecer que o faça. E isso, felizmente, vai acontecendo, como se pode ver por aqui. Obrigado a quem se dá a esse trabalho!
Há que dar o respectivo valor, aos profissionais que contribuem para estes resultados, tão positivos.

PS: No outro lado, encontra se Évora! E são eles que precisam de um novo hospital?

Feliz ano novo, para todos, em especial para os bejenses!
Anónimo a 29 de Dezembro de 2017 às 19:57
Sim,precisam porque têm muitos médicos e não chegam para as consultas. E muitos doentes incluindo os que passam a ir de Beja,as salas não chegam.
Anónimo a 30 de Dezembro de 2017 às 20:22
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