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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alentejo poderá perder até 60% de fundos comunitários

Zé LG, 07.12.25

Grilo.photo-2022-12-28-11-03-45_1.jpgO presidente reconduzido da ADRAL - Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, João Grilo, advertiu que a região poderá perder até 60% dos fundos comunitários caso deixe de ser classificada como zona de convergência pela União Europeia, devido ao impacto estatístico de Sines, cujo desempenho económico eleva o PIB regional e dificulta a leitura das assimetrias existentes no território. A eventual reclassificação teria efeitos imediatos no acesso a financiamento, reduzindo de forma drástica os apoios diretos que atualmente sustentam múltiplos projetos municipais, e um corte desta magnitude representaria um desafio sério para o futuro económico e social do Alentejo.

"Estamos sob uma enorme pressão da máquina militar"

Zé LG, 16.10.25

images (8).jpg"Dentro de alguns minutos, terei um telefonema com o Presidente do Conselho Europeu, Sr. Costa, sobre a cimeira que terá lugar em Bruxelas na próxima semana. Lamento muito dizer isto, mas o tema número um é a Ucrânia. O tema número dois é o dinheiro para a Ucrânia. O tema número três são os empréstimos à Ucrânia. O tema número quatro são as armas para a Ucrânia. O tema número cinco é como ajudar a Ucrânia. O tema número seis é como não deixar a Ucrânia sozinha. O tema número sete é como derrotar a Rússia. Como sempre, nada, nada, nada, nada, nada. Bem, no final, talvez falemos um pouco sobre competitividade. Estamos sob uma enorme pressão da máquina militar. Não faço ideia do que vai acontecer daqui a um ou dois meses. Quem de entre vós tem coragem para mencionar Boris Johnson e a sua doação de um milhão de libras? Imaginem que eu trazia um empresário para a Ucrânia que fornece armas para lá, e esse empresário dava-me um milhão de libras esterlinas em euros ou libras por um dos meus fundos. Impossível. Quem de vós está a falar sobre a explosão do Nord Stream? O que está a acontecer na Polónia agora com a pessoa acusada ou responsável por isso? Se tiverem a coragem de gritar apenas com o governo da República Eslovaca, o máximo que conseguirão é o assassinato do primeiro-ministro. Não conseguirão mais nada." Primeiro-ministro eslovaco, Fico, aqui.

“o mito de que o Estado tem um peso desmesurado na economia portuguesa”

Zé LG, 18.09.25

550350821_2610075055998781_6825993462290377087_n.jpg«Apesar de sermos dos países que mais reduziram a despesa pública em proporção do PIB, os partidos, comentadores e trolls de direita continuam a jurar que é preciso cortar mais nas “gorduras do Estado”.
Depois, pesarosos, queixam-se de que o Estado português não dá as respostas de que as pessoas precisam – na saúde, na educação, na habitação, no atendimento público, etc. Continuem a cortar, a ver se melhora…» Ricardo Paes Mamede, aqui.

O papel da PAC na coesão social dos países da UE

Zé LG, 13.08.25

Sem nome (29).png«… É precisamente pela necessidade de continuar a assegurar esta função (contribuidora ativa para a coesão — e para a paz — social na UE) que a referida proposta da Comissão para o QFP 2028-2034, que, a par de uma redução do orçamento total para a agricultura, levanta ainda o espetro da renacionalização de partes da PAC — o que a desfiguraria, enquanto política comum —, suscita reservas, ... porque estamos perante um instrumento que, ao longo das últimas seis décadas, se tornou estrutural, ou seja, foi incorporado por todos os intervenientes ... como fazendo parte do mundo em que vivemos. ... a grande maioria dos produtores só consegue colocar produtos no mercado a "preços razoáveis" para os consumidores, porque conta com o apoio da PAC. ... tem sido, particularmente desde a reforma de 1992, uma componente significativa, não só da compatibilização da atividade agrícola, com a conservação dos recursos naturais, como também da promoção de muitos valores de conservação valorizados pela nossa sociedade. ... (e) a já referida relevância social, ...» João Madeira, Engenheiro Agrónomo e Agricultor, aqui.

Europa diz “basta” à sobrecarga de turistas

Zé LG, 07.07.25

turismo-autocarro-900x450.jpgO verão de 2025 está a ser marcado por uma onda crescente de protestos contra o turismo de massas em vários pontos da Europa, à medida que cidades e ilhas tentam lidar com a pressão provocada pelo regresso em força dos visitantes após a pandemia.
Com cerca de 756 milhões de turistas em 2024, os impactos da sobrecarga são cada vez mais visíveis. Desde aumento do custo de vida e escassez de habitação, até pressão sobre recursos naturais e degradação do património, muitos residentes sentem que a vida quotidiana está a tornar-se insustentável.

“E a Europa mantém-se calada” perante a morte de “milhares de crianças palestinianas em Gaza”

Zé LG, 02.06.25

Sem nome (71).png“Mas onde é que está a liderança europeia? Eu gostaria muito de ter um líder na Europa que, perante os massacres em Gaza, diga ‘não'”, afirmou o antigo Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança Josep Borrell, porque o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu “é um líder está a conduzir o seu país a cometer crimes de guerra tão horríveis ou ainda mais horríveis do que aqueles cometidos pelo Hamas”. “E a Europa mantém-se calada”, lamentou, acrescentando que “Eu gostaria de ter uma liderança europeia que fosse capaz de dizer: não, não é possível. Sim, nós matámos judeus há vários anos atrás, mas isso não dá razão aos israelitas para matar milhares e milhares de crianças palestinianas que não são culpadas”.

de “até ao último ucraniano” para “até ao último europeu de bem”?

Zé LG, 18.03.25

484907270_3013021725531339_8318027474110162274_n.jpg«Está bem de ver que a alteração da política externa norte-americana - com Donald Trump a suspender o apoio à Ucrânia e a insistir em negociações numa altura em que os avanços russos se tornam indesmentíveis - está na raiz da viragem armamentista. Desde o início, porém, que mentes mais pragmáticas - ... - vinham avisando que o optimismo de Ursula von der Leyen - ... - talvez fosse exagerado. O que não deixa de me surpreender é como alguém que se enganou tanto e tão tragicamente continue responsável por delinear a estratégia futura que, desta vez, sim!, levará ao colapso da Federação Russa... O mantra dominante - ... - é que ou nós vencemos os russos ou os russos vencem-nos a nós. No solo ucraniano não estariam em causa a independência e integridade do país, mas da liberdade e democracia europeias. Não fica claro como, após mais de três anos de guerra substancialmente apoiada pelos EUA, os russos não foram vencidos, sendo agora, com o exército europeu imaginado por Macron, os 800 mil milhões orçamentados no ReArm e com Trump fora de cena, que a vitória estaria assegurada mais tarde ou mais cedo. Passaríamos de “até ao último ucraniano” para “até ao último europeu de bem”? ...
Se a presidente da Comissão Europeia nos garante que a Rússia “é uma ameaça existencial” que temos de vencer até à morte, já a Emmanuel Todd (...) a vitória da Rússia na Ucrânia não só lhe parece assegurada como vir, por arrasto, acelerar a decadência europeia.» Ana Cristina Leonardo, no Ipsilon / Público de 14.03.2025, aqui.

“A UE será a grande vítima da guerra da Ucrânia”

Zé LG, 18.03.25

viriato-sm_1-1-1440x512.jpg«Só um milagre poderia impedir as forças centrífugas dentro da UE de prevalecer. Não sei quanto tempo ainda teremos antes de este edifício, cheio de fissuras, nos tombar sobre a cabeça.
A zona Euro, totalmente dependente de Wall Street e da Reserva Federal, irá contribuir para que governos e povos fiquem paralisados à espera do pior. Curiosamente, os furiosos governos anti-russos do Leste da Europa, darão, provavelmente, lugar a novos governos favoráveis à colaboração com Moscovo.
A UE será a grande vítima da guerra da Ucrânia. Os insensatos que em Bruxelas abraçaram uma política totalmente oposta às realidades históricas e geopolíticas da Europa, serão, pelo menos, testemunhas do imperdoável caos em que nos fizeram mergulhar.» Viriato Soromenho-Marques, aqui.