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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Mário Murcho morreu

Zé LG, 28.06.20
Morreu o Mário Murcho, companheiro antigo da RDP (Praça pública, ver, ouvir e contar, etc.) e da vida. Estava no Garcia da Orta na sequência de um AVC. O funeral ainda não está marcado, devendo o corpo ser cremado nos próximos dias.

Mário Murcho, aos vinte e poucos anos ingressou na Emissora Nacional como secretário de redacção e mais tarde obteve muito justamente o título e a carteira de jornalista. A sua perspicácia e a sua grandeza como pessoa e como jornalista fizeram dele um membro da equipa de grande reportagem da RDP.

Em 1984, com Carlos Júlio, Emídio Rangel e Carlos de Carvalho, Mário Murcho foi Prémio Gazeta (Antena 1).

Mário Murcho era natural das Alcáçovas e tinha cerca de 80 anos. Era um bom homem, muito atento e perspicaz, frontal, que gostava de tertúlias e convívio e fazia facilmente amigos. Tive o prazer de ser um deles.

À família apresento os meus sentidos pêsames.

Morreu António Julião “Batata”

Zé LG, 12.06.20

2020061216451091.nb Julião.pngAntónio José Alvito Julião Jordão, de 59 anos, natural de Nossa Senhora das Neves, morreu hoje no Hospital de Beja. O funeral realiza-se amanhã, dia 13, às 11 horas, da Igreja Paroquial do Carmo para o Cemitério de Beja.

O Julião, ou “Batata” como era conhecido, era funcionário da Câmara Municipal de Beja, onde desempenhou diversas funções. Foi aí, há mais de 35 anos, que o conheci e com ele convivi. Era um bom homem, de fácil trato e amigo do convívio com os amigos.

À família apresento os meus sentidos pêsames.

Para bom entendedor, poucas palavras bastam...

Zé LG, 08.06.20

202006080954449965 RVP.jpgComunicado da direção da RVP

A Direção da Rádio Voz da Planície informa que a jornalista Inês Patola deixou, por sua opção, de fazer parte da equipa desta estação.

A Rádio Voz da Planície deixa o seu reconhecido agradecimento por todo o empenho e profissionalismo que sempre dedicou a esta casa.

À jornalista deixamos ainda votos de sucessos pessoais e profissionais.

O que se passa na Rádio Voz da Planície, que levou à demissão da jornalista Inês Patola?

Zé LG, 07.06.20

102412571_1376974499174839_5864477826337472512_n I"Hoje foi o último dia a desempenhar funções de jornalista na Rádio Voz da Planície. Como não me identifico com o projecto que a actual direcção tem para o Departamento de Informação decidi demitir-me." - Ines Patola, aqui.

"Posso dizê-lo, sem qualquer receio de ser desmentido, que em 20 anos nestas funções, com a Inês, ou com qualquer outro jornalista que tenha dirigido, respeitei sempre,e fiz respeitar, os instrumentos que regem esta atividade profissional, nomeadamente o seu Código Deontológico. Compreendo as razões que assistem à Inês na sua tomada de decisão." - Justino Engana, aqui.

Alterações nos horários de trabalho e de local de plenário de trabalhadores põem STAL e Câmara de Beja de candeias às avessas

Zé LG, 05.06.20

201812202250165321 stal.pngO STAL de Beja denuncia “a tentativa de limitar a atuação deste Sindicato por parte do Executivo da Câmara Municipal, bem como da chefe de divisão da Cultura, que tentou boicotar o plenário de trabalhadores, agendado para as instalações da Biblioteca Municipal da cidade”, revela esta estrutura sindical em comunicado. Paulo Arsénio nega tais acusações e diz que "o STAL está a tomar uma atitude de hostilidade". Ler mais aqui.

A independência dos órgãos de comunicação social

Zé LG, 02.06.20

Visão 001.jpg"... porque razão serão então, afinal, menos independentes os meios que aceitam uma compra de espaço publicitário pelo Estado, que é "cega", pública e indiscriminada, do que os que a recusam, mas vivem de subsidiação de dezenas de empresários com agendas políticas e interesses privados?"

Mafalda Anjos, Directora da Visão.

“Mais fardas para os profissionais de saúde da ULSBA”

Zé LG, 31.05.20

202005281518094551 fardas.jpgEstá no terreno a iniciativa “Mais fardas para os profissionais de saúde da ULSBA”. A iniciativa é organizada por um grupo de voluntários e tem como objetivo angariar donativos para ajudar os profissionais de saúde da ULSBA.

O donativo é feito através da Liga dos Amigos do Hospital de Beja, utilizando o IBAN: PT50 0010 0000 1832 4190 0012 8.

Porque têm os clubes e os jogadores de futebol tratamento diferente dos outros trabalhadores e empresas / serviços, face à COVID-19?

Zé LG, 21.05.20

images.jpgPorque é que os clubes de futebol tiveram de ter um conjunto apertado de regras aplicadas pela DGS às suas instalações e aos seus trabalhadores (jogadores, equipas técnicas e demais profissionais) para poderem voltar à sua actividade e a generalidade das empresas não?

Quantos jogadores, técnicos e outros profissionais de futebol foram infectados pelo novo Coronavírus e quantos trabalhadores de outras actividades o foram? Veja-se o que se tem passado, nos últimos dias, na Plataforma Logística de Azambuja...

Importa ainda não esquecer que muitos trabalhadores, de diversas actividades não pararam de trabalhar e outros passaram mesmo a trabalhar mais para que os países não parassem e pudéssemos continuar a viver.

Parece tratar-se de um contra-senso, porque são precisamente os jogadores, técnicos e demais profissionais de futebol que têm maior vigilância no controlo sanitário e, consequentemente, os riscos que correm são menores...

Não dispenso ouvir o Dr. António Silva Graça

Zé LG, 19.05.20

ASG_page-0001.jpgOuvir a opinião diária, no Telejornal, do infecciologista António Silva Graça tornou-se para mim um ritual que não dispenso. Não o conhecia mas a clareza e a sensatez das suas opiniões fundamentadas, contrastando com a de muitos outros comentadores, tornou-se indispoensável para a compreensão da COVID-19 e a da sua evolução.

Tribunal de Trabalho de Beja dá razão a Paulo Barriga e condena CIMBAL a indemnizá-lo

Zé LG, 13.05.20

201811021734494317 PB.jpgNo final de 2018, quando Paulo Barriga ainda era director do Diário do Alentejo, a CIMBAL abriu concurso para o lugar, que ele contestou, considerando que o concurso estava viciado, porque os critérios eram um “casaco feito à medida de alguém” e que “havia um gato escondido com rabo de fora”.

Ontem, dia 12 de maio, o jornalista Paulo Barriga ficou a conhecer a sentença, em que o Tribunal de Trabalho de Beja lhe deu razão,  reconhecendo a ilicitude do seu despedimento pela CIMBAL, devido ao contrato de trabalho ainda estar vigor na altura, pelo que condenou a CIMBAL a indemnizar o trabalhador pelas retribuições que deixou de auferir, incluindo férias, subsidio de férias e de natal, dias de férias não gozadas e respetivo subsidio e outras compensações, no valor de dezenas de milhares de euros. A CIMBAL foi ainda comndenada ao pagamento das custas por ter saído vencida.

Trabalhadores imigrantes vivem em condições degradantes

Zé LG, 12.05.20

Muitos imigrantes, que trabalham na agricultura intensiva, vivem em condições degradantes e indignas (áreas de regadio de Alqueva e sudoeste Alentejano).

No alojamento da foto vivem 24 pessoas!…

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Para além das condições degradantes de alojamento de trabalhadores, só por acaso a COVID-19 não se propaga mais...

Viva o 1º de Maio! 25 de Abril sempre!

Zé LG, 02.05.20

1maio-2020.jpgAs comemorações do 1º de Maio, pela CGTP, voltaram a ser criticadas pelos mesmos que criticaram as comemorações do 25 de Abril, pela Assembleia da República. Com os mesmos argumentos, de não cumprirem as normas estabelecidas, dos responsáveis por elas e dos que nelas participaram estarem a dar um mau exemplo, etc. Já para não referir as "declarações de amor" ao que se comemorou, porque não quero ser desagradável...

Não me vou alongar em apreciações a tais opiniões, porque cada um é livre de expressar as suas, mas não quero deixar de afirmar que me desgostou ler e ouvir comentários de algumas pessoas, de quem esperava mais seriedade, coerência e respeito por aquelas datas.

«COVID-19 E A MEMÓRIA CURTA: OS HERÓIS E OS TONTOS»

Zé LG, 01.05.20

17630070_1303540933015535_1034379106345096982_n(1)«Como Médico de um Centro de Saúde que, bem cedo, se antecipou em funcionar de forma exemplar neste combate, registo como raramente alguém fala dos Centros de Saúde, afinal a outra Linha da Frente desta guerra, com profissionais empenhados desde a 1a hora, desmultiplicando-se em voluntárias atitudes, ditadas pela sua obrigação ética e pela sua formação pessoal. Entrega e trabalho, curiosamente, reconhecidos pelos doentes, mas que os "media" não enxergam. Chega-nos, por isso, esse reconhecimento que, afinal, nos inclui no comovente elogio de Heróis -- embora tenha para mim que, passado o tsunami, depressa voltemos a ser os "privilegiados" e "corporativos" de antes. ...

Mas... (mas!) os resultados positivos que têm sido alcançados são indissociáveis de uma realidade estrutural, sem a qual nada de parecido hoje existiria no cenário obtido: o Serviço Nacional de Saúde! Sem o SNS (sistema que, apesar das lacunas que lhe têm imposto, continua a ser uma estrutura de qualidade internacionalmente reconhecida), seria impossível a reorganização de cuidados, a agregação de medidas, a difusão homogénea de directrizes, o contrôlo de desempenhos, a avaliação credível de dados, a oferta equitativa de serviços! Não fora existir uma realidade com a qualidade e a universalidade do SNS e, muito provavelmente, hoje não estaríamos a sair do estado de emergência nacional; ...
É bom (mais, é imperioso!) que a memória curta dos homens, especialmente os homens políticos, lembre bem o que devem ao SNS. E não é só por não terem que se sujar, exigindo aos cidadãos que paguem as batas dos profissionais que os têm que atender... »
Leia todo o comentário de Pedro Vasconcelos, aqui.

Recomendações da ACT para adaptar os locais de trabalho e proteger os trabalhadores

Zé LG, 29.04.20

act.jpgMais de um mês depois de parte do país se ter adaptado ao teletrabalho ou suspendido atividade devido à pandemia de Covid-19, Governo e empresas já preparam o regresso. No Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) lançou 19 recomendações para "garantir que todos convivam e trabalhem com segurança, saúde e bem-estar“.

Para que nenhum cuidado seja esquecido e para que as empresas funcionem da melhor forma possível, acabam de ser disponibilizadas pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em articulação com a ACT e a DGS [Direção Geral de Saúde], 19 Recomendações para Adaptar os Locais de Trabalho e Proteger os Trabalhadores”.

Galp suspende atividade na refinaria de Sines por impossibilidade de escoamento "dos produtos produzidos", na sequência da pandemia

Zé LG, 24.04.20

202004211236192771 sines CT.jpgA Galp anunciou que vai suspender a atividade na refinaria de Sines a partir de 4 de maio e durante cerca de um mês, por impossibilidade de escoamento "dos produtos produzidos", na sequência da pandemia.

Hélder Guerreiro, da Comissão de Trabalhadores da Refinaria de Sines, está preocupado com a situação e, embora a empresa tenha afirmado que “a medida não terá impacto nos salários dos trabalhadores”, diz que “o mais importante nesta altura é garantir todos os postos de trabalho, incluindo dos prestadores de serviços e evitar mais despedimentos que podem criar a situação social grave em toda a região”.

Isolamento, densidade populacional e mobilidade são os trunfos do Alentejo a evitar a COVID-19

Zé LG, 23.04.20

image nuno sousa.jpg"Na origem disto, acho que há três fatores: o isolamento social, a baixa densidade populacional e a menor mobilidade. É uma região do país onde a pirâmide etária é composta por pessoas mais idosas, há menos mobilidade e contacto social e de facto as cadeias de transmissão não tiveram um impacto tão grande", explica Nuno Sousa, presidente da faculdade de Medicina da Universidade do Minho. "Sendo que o rácio de infetados é menor quando comparado com a quantidade de pessoas que vivem no Alentejo. No entanto, não haver mortos é algo que nos deve deixar muitíssimo felizes, mas provavelmente reflete estes três fatores", acrescenta.

Rui Raposo, presidente da Câmara de Vidigueira, acredita que "a menor densidade populacional e o distanciamento social podem ser as razões [para ainda não haver nenhum caso de covid-19 na Vidigueira]. Depois também há o acatar das normas e o trabalho de prevenção que os municípios têm feito junto da população, mas sabemos que de um momento para o outro tudo pode mudar", refere. Por isso, promete não baixar os braços.