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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“PSD fez o mal e agora faz a caramunha”

Zé LG, 24.09.20

70365791_10205606536479761_4613475439241854976_n M“Que o Hospital está em crise não é coisa nova. Em 2013, o então CA da ULSBA, nomeado pelo governo de Passos Coelho, capitulou perante interesses externos, suprimindo as camas de oncologia, iniciando a descaracterização do nosso Hospital. O clima interno era de terror, impondo o silêncio aos funcionários. A denúncia pública da grave perda foi tratada pela Administração do PSD com calúnias sobre o profissional que a fez. Outras alterações se sucederam, designadamente nos serviços cirúrgicos, matando a sua diferenciação, apontando aos especialistas um futuro desmotivador. Não tenho dúvidas de que era uma estratégia destinada a facilitar a centralização regional, e/ou interesses privados. Em novembro desse mesmo ano, conforme então noticiado no Alvitrando, o PSD emitiu um comunicado, falando em nome do CA da ULSBA, tomando-lhe as “dores” provocadas pelas críticas de um deputado. Implicitamente, o PSD assumia como boa essa estratégia de definhamento. Os impactos das malfeitorias então feitas foram tais que duram até aos dias de hoje.”
Munhoz Frade 23.09.2020, aqui.

Como é que se luta pela Saúde de uma região

Zé LG, 23.09.20

amp.jpg“Com decência, seriedade e honestidade. Com propostas realistas de soluções e sem populismo. Com conhecimento de causa e, sobretudo, sem escamotear a situação pandémica que se vive a nível mundial.
Outras alturas houve em que as dificuldades tb comprometeram as soluções e, outras ainda, em que foi a falta de vontade política - e as opções políticas feitas em relação ao SNS - do poder central que determinaram desinvestimento.

Em rigor e honestamente alguém consegue afirmar que a situação da Saúde na região é um problema novo? Onde estava o PSD qdo foi governo e qdo tinha uma deputada eleita pelo distrito de Beja? Sugiro que vá procurar declarações da Nilza de Sena feitas sobre a Saúde na região, e sobre a ULSBA em particular, na altura em que era deputada e que as compare com o que agora é dito pelo partido que a elegeu.
Estou particularmente à vontade, tenho lutado pela melhoria da Saúde na região com todas as minhas forças, vim para Beja na vigência do anterior CA - que sempre me deu o apoio que pôde - e sou testemunha do esforço do atual CA - que me apoia na luta pela melhoria da Saúde Mental na região como pode -, em particular da sua Presidente.
Injustiça, maldicência e populismo barato não são o caminho em política.”

Ana Matos Pires 23.09.2020, aqui.

O que se passa na Rádio Voz da Planície?

Zé LG, 20.09.20

logo RVP.pngDepois de muitas entradas e saídas registadas ao longo dos anos, eis que, nos últimos meses,  a Rádio Voz da Planície perde três dos seus principais profissionais. Primeiro foi a Inês Patola que tornou pública a sua saída. Depois foi o Justino Engana que informou, indivudualmente, quem entendeu informar da sua saída, primeiro de Director e agora de colaborador. E, ontem mesmo, na sua página do Facebook, Ana Teresa Alves escreveu: "Decidi pedir a demissão e, ontem, foi o meu último dia enquanto jornalista da RVP."

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319691_2467093555073_1283647385_n Justino.jpg

Porque decidiram sair? Embora todos reconheçam a importância da RVP nas suas carreiras, percebe-se que não a abandonaram de ânimo leve. Algo se está a passar na Rua da Misericórdia, em Beja...  Se nada for explicado pelos responsáveis, os próximos tempos se encarregarão de mostrar que alterações se registaram na Rádio Voz da Planície.

Câmara de Beja pretende “ir diretamente ao terreno e aos campos” para “para responder às necessidades sentidas” pelos imigrantes

Zé LG, 19.09.20

Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, referiu que, “em termos de relatos da PSP, não têm chegado [à Câmara Municipal] queixas de maior” relativas à população imigrante, que tem “aparecido em número expressivo em alguns pontos da cidade”.

P1090980.jpgPorque “é preciso criar condições para que estas pessoas se possam integrar o quanto possível na comunidade”, a Câmara de Beja tem estado a trabalhar em parceria com a Cáritas Diocesana no projecto “Rostos com Futuro”, “para ajudar e responder às necessidades sentidas” pelos imigrantes e apresentou uma candidatura no âmbito da integração da comunidade migrante para muito em breve “ter recursos humanos que possam ir diretamente ao terreno e aos campos de trabalho destas pessoas”, para as ajudar.

“Atualmente não há hipótese de encerramento da urgência de Cirurgia Geral do Hospital” de Beja

Zé LG, 04.09.20

serviço-cirurgia-768x432.jpg"Atendendo ao comunicado do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) - Delegação Alentejo, de 1 de setembro de 2020, sentem os profissionais do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital José Joaquim Fernandes necessidade de esclarecer que atualmente não há hipótese de encerramento da urgência de Cirurgia Geral do Hospital. Apesar das contingências e dificuldades presentes neste e em muitos e muitos outros hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), muitos com mais carências que as nossas e nunca citados, a urgência de Cirurgia Geral não irá encerrar. Os cirurgiões do Serviço de Cirurgia Geral fazem da sua profissão uma via, um modo de estar, uma missão, e não um emprego. Sabem que outros dependem deles e têm certamente feito um esforço constante e voluntário, não de agora, mas de décadas, em detrimento da sua vida pessoal e familiar, para manter as atividades diárias em funcionamento e ainda mais, com a implementação de novas técnicas, consultas, atualizações e formação profissional de internos do Internato de Formação Específica de Cirurgia Geral e do Internato Geral e formação pré-graduada e, fazem-no com gosto. A urgência de Cirurgia Geral não fechará a curto e médio prazo. A longo prazo dependerá de fatores alheios à nossa vontade. O comunicado do SIM, enferma de incorreções. A idade dos médicos está incorreta. Sabe muito bem o SIM o que se passa quanto à média etária dos médicos do SNS e das suas graves implicações a nível nacional. Nenhum médico é obrigado a trabalhar mais do que a lei obriga e, aqueles que o fazem, fazem-no por sua livre vontade. De notar que isto se passa em todo o SNS e a questão que colocamos é o porquê e o agora do comunicado. Lamentamos que o Serviço de Cirurgia Geral do HJJF tenha sido utilizado pelo SIM para atingir outros fins, completamente alheios a esta Instituição. Não nos revemos no comunicado do SIM.”

(Fátima Caratão, Diretora de Serviço de Cirurgia Geral da ULSBA, EPE).

Anónimo 04.09.2020, aqui.

 

Obrigado Drª Fátima Caratão, pelo esclarecimento, que afasta alarmismos!

Posso comprovar, por experiência própria, a vossa dedicação à vida profissional e aos doentes que tratam. Obrigado!

“Novo ano letivo cheio de “incertezas por parte de toda a comunidade educativa”

Zé LG, 02.09.20

202008211743173958 prof.jpg"A pouco mais de duas semanas do início de um novo ano letivo, os professores pouco sabem, na medida em que as medidas anunciadas são para resolver casos de contágio, caso existam, e não preventivas, como seria de esperar”, diz o SPZS, afirmando, também, que se avizinha um novo ano letivo cheio de “incertezas por parte de toda a comunidade educativa.”

“O governo tem decidido, mas sem auscultar a comunidade educativa e no caso concreto dos professores há muitas perguntas sem respostas: dimensão das turmas, horários flexíveis, garantia de existência de máscaras, o que vai acontecer aos docentes que fazem parte dos grupos de risco?”, frisa Manuel Nobre, do SPZS.

“Já sabemos que não vai ficar tudo bem, mas escusamos de piorar as coisas.”

Zé LG, 31.08.20

mafalda-anjos-2-crop-1578691778-1300x1300.png“O encontro desta terça-feira do primeiro-ministro com o bastonário dos médicos acalmou os ânimos, e ainda bem. Feitas as declarações de paz e aceites as explicações, é preciso seguir rapidamente em frente. Estamos todos cansados e enervados com tudo por que passámos e temos ainda pela frente. Não tenhamos dúvidas: vêm aí novos tempos difíceis. As escolas vão reabrir – sabe-se lá como e com que efeitos –, o outono está à porta com os seus vírus, e temos mais com que nos ocupar do que com guerras perdidas que em nada contribuem para o que é essencial: ultrapassar a pandemia o melhor possível. Já sabemos que não vai ficar tudo bem, mas escusamos de piorar as coisas.”

Mafalda Anjos, Directora da Revista Visão, aqui.

“A crise não é igual para todos”

Zé LG, 30.08.20

rui-tavares-guedes-2-150x150.png“Um relatório do Institute for Policy Studies é claro: desde o início da pandemia, a fortuna combinada dos 12 homens mais ricos dos EUA aumentou 238 mil milhões de dólares. Noutras contas, feitas pela Bloomberg, a fortuna dos 20 mais ricos do mundo cresceu 300 mil milhões de dólares, apesar das perdas registadas por alguns dos seus membros – como o espanhol Amancio Ortega ou o francês Bernard Arnault – , mas que foram largamente compensadas pelos ganhos de Jeff Bezos, Bill Gates, Mark Zuckerberg e Elon Musk. É verdade que algum deste “sobe-e-desce” resulta de capitalizações bolsistas que podem ser efémeras. Mas é inegável que, enquanto a esmagadora maioria do mundo ficou mais pobre, o pequeno grupo de supermilionários ficou ainda mais rico.”

Rui Tavares Guedes, Director Executivo da Revista Visão, aqui.

Bejense João Aurélio vai jogar no Chipre

Zé LG, 30.08.20

202008271726131 JA.jpgJoão Aurélio, que na última temporada representou o Moreirense, vai jogar em 2020-2021 no Chipre, ao serviço do Pafos FC, equipa do primeiro escalão futebolístico daquele país.
Natural de Nossa Senhora das Neves, onde nasceu há 32 anos, João Aurélio jogou nas duas últimas épocas no Moreirense, depois de passar pelo Vitória de Guimarães e pelo Nacional, todos da I Liga Portuguesa.
João Aurélio é internacional pela Selecção Nacional nas camadas jovens, fez parte da sua formação no Despertar e no Desportivo de Beja, ao lado do seu irmão gémeo Luís Aurélio (que este ano foi campeão na Roménia ao serviço do Cluj).

Ulsba com carência de médicos em 15 especialidades

Zé LG, 29.08.20

imgLoader2.ashx saúde.jpgDe acordo a administração hospitalar, das especialidades identificadas, “as mais críticas são, a nível hospitalar, as especialidades de anestesia, ortopedia, ginecologia/obstetrícia, pediatria e radiologia, e, na área de cuidados de saúde primários, a medicina geral e familiar e a saúde pública”. As “listas de espera não apresentam tempos excessivos, garantindo a resposta dentro dos tempos máximos de resposta garantidos (TMRG), exceto nas especialidades de ortopedia e cardiologia, as quais estão em processo de recuperação através de produção adicional dos profissionais do quadro da instituição, prevendo-se a sua resolução até ao final do ano”.

Na opinião de Guida da Ponte, médica psiquiatra, dirigente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), “a legislação referente aos incentivos é, de forma visível, manifestamente insuficiente”, o que “deveria obrigar o Ministério da Saúde a levar a cabo negociações com os representantes dos seus trabalhadores médicos que efetivamente procurassem soluções”. Lembrando que “o direito à saúde é um direito fundamental do cidadão e tem de ser assegurado pelas entidades responsáveis”, acrescenta que: “Numa altura de pandemia, não é compreensível que o Ministério da Saúde continue a apostar em medidas que sabidamente não terão resultados”.

Combate ao Covid-19 gerou “descompensação de doenças crónicas e aumento da mortalidade”

Zé LG, 24.08.20

202008222020407322.jpgOs impactos das medidas de combate ao Covid-19 têm-se feito sentir na “descompensação das doenças crónicas” e no “aumento da mortalidade como consequência indireta da pandemia”, porque piorou “o seguimento destas pessoas”.

A médica Helena Canhão esclarece o que foi feito em Portugal e como as medidas tomadas tiveram consequências na “descompensação de doenças crónicas, assim como no aumento da mortalidade como consequência indireta da pandemia, porque piorou o acompanhamento destes casos”. Quando voltou a fazer consultas presenciais aos seus pacientes, percebeu que “muitos faltavam por terem medo de ser contaminados no Hospital”.

Helena Canhão fez parte, também, do grupo de trabalho responsável pela realização dos testes serológicos, ou seja os testes de sangue que podem ajudar a perceber como está a imunidade de grupo. Os resultados dizem que “a população portuguesa em geral tem 2,9% de imunidade e os profissionais de saúde 6%”. Terminou referindo que “é uma percentagem muito baixa” e que “isto significa que o risco de infeção é muito elevado”.

“o Hospital é um bem público, o nosso melhor seguro de saúde”

Zé LG, 23.08.20

70365791_10205606536479761_4613475439241854976_n M"Na sua história ao serviço da população do distrito, o Hospital de Beja foi sendo alvo de sucessivos melhoramentos. No que respeita ao serviço de urgência, destaco duas grandes obras de ampliação das instalações, que muito melhoraram as condições de atendimento e de trabalho. Nos dias de hoje é grande o desafio que o nosso Hospital tem pela frente. Apesar de há muitos anos ter um plano de contingência, a pandemia impôs alterações e adaptações nunca antes imaginadas. Assim, todos nós, utentes e trabalhadores, devemos ter uma atitude de compreensão e cooperação, para com as especiais dificuldades que os dirigentes enfrentam. Como tive oportunidade de dizer publicamente como responsável, há mais de vinte anos, hoje repito que o Hospital é um bem público, o nosso melhor seguro de saúde."

Munhoz Frade 22.08.2020, aqui.

Lar de “Reguengos foi pessimamente gerido, com culpas múltiplas”

Zé LG, 21.08.20

Lar.jpg“Vamos lá deixar a política rasteira de lado. Vamos lá não fazer chicana política à custa de assuntos graves e sérios. Vamos lá ser sérios e honestos. Memória, precisa-se. O atual presidente da ARS Alentejo, José Robalo, já o era no tempo do governo PSD, foi nomeado por despacho de Paulo Macedo.”

“Dito isto, acho que a gestão da situação de Reguengos é absolutamente lamentável, ninguém esteve, nem está, bem na fotografia.”

“Repito, Reguengos foi pessimamente gerido, com culpas múltiplas. O Ministério Público, onde o caso já está, que investigue. Tudo o resto é gasolina para a fogueira, fogueira que não deveria ter existido.”

Comentários de Ana Matos Pires, 20.08.2020, aqui.

“quem gosta de Portugal jamais diz ‘Vão!’, antes diz ‘Venham!’”

Zé LG, 18.08.20

escritores.pngUm conjunto de quase 200 escritores de língua portuguesa exigiu hoje que sejam assumidos compromissos políticos para impedir uma “escalada” do populismo, da violência e da xenofobia, e apelou aos agentes democráticos para que contrariem estas ameaças ressurgentes.

“Temos de reagir antes que seja tarde. E usar as palavras contra o insidioso ataque à democracia, ao multiculturalismo, à justiça social, à tolerância, à inclusão, à igualdade entre géneros, à liberdade de expressão e ao debate aberto”, escrevem os autores, realçando que “quem gosta de Portugal jamais diz ‘Vão!’, antes diz ‘Venham!’”.

Pescadores de Lagostins do Baixo Alentejo vão reunir com ICNF

Zé LG, 18.08.20

9938_big.jpgOs pescadores de lagostins do Baixo Alentejo desmarcaram a manifestação que estava prevista realizar-se na A2, Auto Estrada do Sul.

João Cortez da Associação Importante Oásis referiu à Planície que “ relativamente à manifestação deste sábado passado, não se realizou, visto que o ICNF nos contactou para reunirmos com eles. Vamos tentar chegar a um consenso sobre a alteração da Lei que nunca deveria ter sido alterada.”

Recordamos que a alteração da Lei delimita as zonas onde se pode realizar a pesca. O exercício de pesca profissional fora dos locais delimitados para a prática desta actividade é punido com Coima. Por mais estranho que pareça a maioria das albufeiras onde é permitido pescar, não têm lagostins. Por outro lado, esta é uma pesca sazonal, cuja época está a terminar.

Esta é uma questão decisiva para o bom funcionbamento das escolas

Zé LG, 18.08.20

Sindicato diz que funcionários nas escolas são insuficientes para garantir novas regras da pandemia

Escolas.jpgOs trabalhadores não docentes alertaram hoje que faltam funcionários nas escolas para conseguir garantir as regras de segurança associadas à covid-19, lembrando que já antes da pandemia eram poucos e estavam sobrecarregados de trabalho.

Artur Sequeira,da FNSTFP, lembrou que “a pandemia só veio pôr a nú” os problemas já existentes da falta de pessoal não docente, a situação laboral instável e precária e o excesso de trabalho.

“Mais de um terço dos trabalhadores das escolas tem mais de 50 anos e há muita gente em situação de risco. Além disso, já havia uma distribuição de trabalho abusiva, havia quem tivesse a seu cargo um número de salas que era humanamente impossível limpar”, alertou.

Apesar do meu alvitre sobre o funcionamento das escolas no próximo ano lectivo não ter merecido um só comentário, vou insistir em trazer o tema para aqui, porque o considero oportuno e pertinente.

Afinal quem tem razão: A Ordem dos Médicos ou a FMIVPS de Reguengos de Monsaraz?

Zé LG, 11.08.20

Lar.jpgO conselho de administração da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), órgão presidido por José Calixto, igualmente presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz e Autoridade Municipal de Proteção Civil, emitiu hoje um comunicado em que garante que fez “tudo o que estava ao seu alcance e dentro das suas competências, com a ajuda de várias dezenas de instituições e pessoas que, ao nosso lado, lutaram para salvar vidas humanas, numa crise de saúde pública que assumiu contornos absolutamente dramáticos”.

A questão que importa esclarecer é exactamente essa: Ou foi feito tudo o que tinha de ser feito, como diz a Fundação, e a Ordem dos Médicos (OM) tem de ser responsabilizada pelas acusações que fez nas conclusões do seu Inquérito; ou houve problemas vários, incluindo a desidratação de algumas pessoas, como diz a OM, e a FMIVPS tem de ser responsabilizada por tudo o que não fez e devia ter feito.

Morreu a “Senhora do Parque Infantil” do Jardim Público

Zé LG, 31.07.20

3d041a_b47bca9d78574b9385b54489a1d215a4_mv2.jpgMaria Teresa Felisberto Baganha Salvador, de 85 anos, viúva, natural de Monchique, morreu no dia 23, tendo-se o funeral realizado no dia seguinte para o cemitério de Beja.

Era a Senhora que tomou conta do Montinho e Parque Infantil do Jardim Público. Sempre a conheci ali e apenas ali. Muito simpática, sempre com um sorriso na cara. Quantas crianças e respectivas famílias não conviveram com ela, ao longo de décadas naquelas funções, ao serviço da Câmara Municipal de Beja?

À família apresento os meus sentidos pêsames.

Prioridades na gestão da água e do solo para a sustentabilidade da agricultura no Alentejo

Zé LG, 28.07.20

A sustentabilidade e a equidade no acesso à água e a coesão territorial na região do Alentejo estão em risco devido ao aumento da área de agricultura intensiva no Alentejo por contraponto à escassez de água que se vive na região. Há necessidade de os decisores reverem as prioridades na gestão da água e nas funções do solo, para que haja uma distribuição mais equitativa e racional e com apoios aos diversos agentes económicos.

P1080351.JPGNo Alentejo, o território gerido pelos sistemas agrícolas e florestais é de cerca de 2,6 milhões de hectares (ha). A área regável nesta região (incluindo a extensão do projeto de Alqueva atualmente em fase de conclusão) é de cerca de 372 mil ha, dos quais 217 mil são perímetros de rega públicos e 155 mil pequenos regadios de iniciativa privada. Ou seja, o regadio serve menos de 15% da área do Alentejo. Forçoso se torna concluir que as funções atribuídas à gestão do território e ao fornecimento de bens e serviços públicos terão de ser principalmente desempenhadas pela agricultura de sequeiro e pela silvicultura. Dadas as características da região no que se refere ao clima e aos solos, torna-se necessário reconhecer que os sistemas capazes de sobreviver em condições de sequeiro são os sistemas agro-silvo-pastoris, de que o montado é um exemplo emblemático.

Leia aqui o texto completo, subscrito por um grupo de universitários.

Munhoz Frade apresentou projeto de criação de Unidade de Cuidados Paliativos no Hospital de Beja

Zé LG, 27.07.20

111499245_10206917466572194_4323091150535120281_n O Dr. Munhoz Frade, para além da persistente atitude crítica que tem manifestado ao longo dos tempos, principalmente neste blog nos últimos anos, também trabalha com espírito cooperativo, apresentando propostas organizativas. Nesse sentido, apresentou, em Março, uma proposta de criação de uma Unidade de Cuidados Paliativos no Hospital de Beja, que aponta para a abertura de camas para Internamento Hospitalar, através da reconversão de espaços existentes nas instalações do Hospital, por considerar ser a mais adequada à finalidade pretendida – capacitar a nossa unidade de saúde para melhor tratar situações que necessitam de cuidados paliativos de elevada complexidade. Propõe ainda como modelo gestionário para a UCP a criação de uma Unidade Autónoma de Gestão (vulgo CRI), sem prejuízo de outros modelos.