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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Morreu Manuel Picamilho

Zé LG, 27.11.22

2022112712302867.nb.pngManuel Miranda Picamilho, de 90 anos de idade, natural de Évora mas radicado em Beja há largas décadas, morreu hoje, em Serpa. O funeral realiza-se amanhã, 28, às 11:45, da Casa Mortuária para o Cemitério de Beja.

O Senhor Picamilho - foi sempre assim que o tratei -, foi durante largos anos encarregado de jardins da Câmara Municipal de Beja. Foi nessas funções, há cerca de 40 anos, que o conheci e com quem lidei no exercício das minhas funções de vereador. Era um profissional conhecedor e que levava as suas funções muito a sério, austero e de poucas palavras e que, coordenando a equipa à sua disposição, mantinha os jardins e demais espaços ajardinados em boas condições. Morou,  até à sua saída da Câmara Municipal, na casa de função do Jardim Público. Depois de sair da Câmara Municipal continuou a trabalhar na sua área por conta própria.

À família e aos amigos apresento os meus sentidos pêsames.

"É na construção que há mais trabalho clandestino e escravatura", diz presidente Sindicato da Construção de Portugal

Zé LG, 24.11.22

838164.jpg“Se há setor onde há mais trabalho clandestino e com muitos sinais de escravatura é o do construção civil”. O alerta é dado ao i pelo presidente Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro e garante que “ao contrário da agricultura que tem centenas de trabalhadores nessa situação, o da construção tem milhares e é uma situação muito mais grave”.

Em causa estão, de acordo com Albano Ribeiro, trabalhadores que vêm da Índia, do Paquistão, do Brasil , entre outros. E não hesita: “Não há nenhum setor que tenha tanta falta de mão-de-obra como o nosso e a fileira da construção tem cerca de 450 mil trabalhadores, mas depois aparecem estas redes mafiosas a darem cabo do mercado”.

O responsável admite, no entanto, que a falta de inspetores tanto na Polícia Judiciária como na Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) levam a que esta atividade não seja alvo de investigação no terreno.

PJ levou a cabo, na região de Beja, a maior operação de sempre no combate ao tráfico ao tráfico humano

Zé LG, 24.11.22

BEJA-Operacao-PJ-viaturas_800x800.jpgCerca de 400 inspetores da Polícia Judiciária (PJ) da Unidade Nacional de Contraterrorismo foram, ontem, para o terreno para dar cumprimento a 65 mandados de busca domiciliária e não domiciliária e à detenção fora de flagrante delito de 35 homens e mulheres em Beja, Cuba, Serpa e Ferreira do Alentejo.

Naquela que é a maior operação de sempre levada a cabo pela PJ no combate ao tráfico ao tráfico humano, com pessoas exploradas em trabalhos agrícolas, os suspeitos detidos com idades compreendidas entre os 22 e os 58 anos de idade, vinte e nove de nacionalidade estrangeira e seis portugueses, entre os quais Ana Almanso, de 32 anos, uma solicitadora com escritório em Cuba. Os detidos de nacionalidade estrangeira são os angariadores dos trabalhadores que depois eram colocados em explorações agrícolas, cinco portugueses, que eram o elo de ligação entre aqueles e um grupo empresarial da região, e que lucrariam com a colação da mão-de-obra explorada e a solicitadora que era a responsável por criar empresas fantasmas, de contratos de trabalhos falsos e outra documentação para benefício dos exploradores.Também aqui e aqui.

O diretor nacional da PJ antecipou hoje o lançamento de mais operações contra o tráfico de seres humanos, como a que foi efetuada na ontem na região de Beja.

O melhor futebolista da Liga de Macau jogou nas camadas jovens do Moura AC

Zé LG, 13.11.22

nicolas-690x450.jpgChama-se Niki Torrão, começou a jogar futebol nas camadas jovens do Moura Atlético Clube (MAC) e foi agora considerado pela primeira vez, o melhor jogador da época 2022 da Liga de Elite do Futebol de Macau, país onde vive.

O avançado joga há dois anos no Must CPK, e além do importante troféu, conquistou ainda a distinção de Melhor Jogador Local da Liga, Melhor Artilheiro, com 32 golos marcados e o Melhor 11 da Liga.

“Todos os anos perder poder de compra”

Zé LG, 21.10.22

image (1).jpg«de há uns anos para cá (2008?) baixar pensões, não atualizar salários de acordo com a inflação. Todos os anos perder poder de compra, mas os politiqueiros não anulam as suas mordomias, não acabam com as subvenções vitalicias (das poucas coisas boas que fez sócrates). Tiveram coragem de mudar as leis da aposentação a meio do jogo e outras no código do trabalho. mas não têm coragem de estabelecer uma pensão máxima de 1500 euros ou 1700 como noutros países, para garantir uma reforma normal para todos os que trabalham 40 anos.» ze toi 16.10.2022, aqui.

“Se os Acordos de Cooperação não forem atualizados de acordo com o que o Estado se comprometeu muitas IPSSs entrarão em rutura”

Zé LG, 18.10.22

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«As alterações que se têm verificado na estrutura e funcionamento interno das famílias, a par de outros fenómenos, em particular do aumento da esperança média de vida, por vezes acompanhado de um decréscimo dos níveis de autonomia, são aspetos que no seu conjunto têm contribuído para um incremento dos serviços de apoio social e de saúde, de um modo geral organizados no âmbito da denominada Economia Social.
Por todo o país e em particular na nossa região, e a par de organizações como as seculares misericórdias, emergiram nas últimas décadas inúmeras associações que têm levado a cabo um meritório trabalho de intervenção social, em domínios como a infância, a deficiência ou a terceira idade.» Miguel Bento, aqui, onde pode ler o resto.

Saúde Mental – Como promovê-la dentro das organizações?

Zé LG, 15.10.22

thumbs.web.sapo.png63% dos colaboradores afirmam que ter um líder que fala abertamente sobre saúde mental faz com que se sintam mais confortáveis em expressar os seus sentimentos.

A Saúde Mental dentro das organizações é um problema que deve ser tomado em consideração. A Organização Mundial de Saúde define a saúde mental como um estado de bem-estar em que o indivíduo desenvolve as suas capacidades, lida com as tensões normais da vida, pode funcionar produtivamente, e é capaz de contribuir para a sua comunidade.

De acordo com a Federação Mundial de Saúde Mental (WFMH), uma em cada cinco pessoas tem sofrido algumas condições de saúde mental no local de trabalho.

As pessoas são o trunfo mais importante das organizações. A saúde mental é primordial e as organizações têm a responsabilidade de criar um ambiente honesto e aberto que apoie os colaboradores face às dificuldades.

 

Imigrantes em Portugal já atingem 6,7% da população residente

Zé LG, 05.10.22

Screenshot 2022-10-02 at 20-18-56 Avança projeto para integração de migrantes e refugiados em Portugal Rádio Voz da Planície - 104.5FM - Beja.pngO projeto “Portugal: Melhorar os Serviços de Integração de Migrantes” vai apoiar o Alto Comissariado para as Migrações, visando a integração e inclusão de migrantes, através da melhoria das estruturas existentes em Portugal e a sua capacidade de resposta.

“Melhorar a resposta das equipas de emergência e o apoio no terreno envolvendo migrantes, avaliar e melhorar as plataformas digitais recém-criadas que ajudarão migrantes e refugiados na utilização dos múltiplos canais de acesso aos serviços do Estado, tais como segurança social, cuidados de saúde e finanças”, são propósitos previstos igualmente.

Portugal tem assistido, ao longo dos anos, a um aumento da chegada de migrantes, com atualmente mais de 690 mil a residir no território, representando cerca de 6,7 por cento do total da população residente.

Necessidade de um debate sobre a redução do tempo de trabalho e nos caminhos para lá chegar

Zé LG, 21.09.22

Relaes-trabalho-1.jpg“O tempo de trabalho que existe na sociedade em que vivemos é injustificável”, frisou Vieira da Silva, ex-ministro do Trabalho e da Economia ,considerando ser necessário promover o debate sobre esta matéria e pensar em alternativas como a semana de quatro dias ou uma distribuição diferenciada de horários ao longo da vida.

Também Carvalho da Silva, antigo secretário-geral da CGTP, partilhou a ideia de debater o tema, mas alertou para o “perigo” de “entrar numa discussão focalizada num instrumento ou apenas via de lá chegar”, apontando outras formas como alterar o conceito de vida ativa e argumentando que o foco deve ser colocado na redução do tempo de trabalho e nos caminhos para lá chegar.

Já José da Silva Peneda, ex-ministro do Trabalho e antigo presidente do Conselho Económico e Social (CES), considerou que existem matérias laborais sobre as quais “valeria a pena” uma comissão no parlamento com representantes dos partidos políticos.

Opiniões expressas aqui.

“Fugir” de má chefia é o motivo número um de saída de uma empresa

Zé LG, 18.09.22

398142.pngDe acordo com vários estudos e com um inquérito feito por Susana Barros, B2B Strategy and Leadership Advisor | Invited teacher and mentor na Porto Business School / Executive Education Entrepreneur, no LinkedIn com mais de 1200 respostas, o motivo número um de saída de uma empresa é “fugir” de uma má chefia.

Na sua página de Linkedin, a responsável destaca que a maioria das empresas «não têm essa noção porque não fazem entrevistas de saída aos seus colaboradores. Da parte dos colaboradores que estão a “fugir” de uma má chefia, por um lado não querem arranjar problemas e por outro acham que ninguém quer saber em qualquer caso, por isso escudam-se no aumento salarial para justificarem a saída.»

"Há muita gente que não quer trabalhar"?

Zé LG, 05.09.22

Banner-2_-990-x-250px_bottom_Sodexo-795x201-795x20Hugo Bernardes, fundador e sócio-gerente da Key Talente, entende que "a nossa cultura empresarial ainda encara o envolvimento e a valorização do propósito de vida como um problema imediato". O que pensar, então, do desabafo comum: Há muita gente que não quer trabalhar"? O psicólogo... vê a escazzez de colaboradores em certas áreas como um reflexo dos salários baixos: "Como diz uma famosa citação, se pagar em amendoins, terá macacos".

As novas gerações, influenciadas pela cultura Erasmus, "olham para os bens na perspetiva do uso e não da propriedade, querem ter experiências e tempo; o trabalho é uma componente da vida, nem sempre a principal", afirma Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal, que aposta em medidas para cativar colaboradores, como oferta de seguros de saúde, o trabalho híbrido - a pensar ns redução de custod de deslocação e no aumento das taxas de juro - e a criação de espaços para refeições e convívio.

In: VISÃO, de 26/08/2022.

Imigrantes timorenses despejados e sem comida

Zé LG, 28.08.22

202208251048091658.PNGCerca de uma centena de cidadãos timorenses, homens e mulheres, foram nos últimos trinta dias, despejados por proprietários e outros tiveram que abandonar as casas onde residiam por se encontrarem a viver em condições habitacionais indignas, em Pias e Cabeça Gorda. Foram entretanto realojados e estão a ser receber as refeições com o apoio das autarquias e de instituições de solidariedade social.

Ver aqui, aqui, aqui, aqui e aqui

Adeus Chalana! Morreu “o Pequeno Genial que era enorme em tudo”

Zé LG, 10.08.22

futebol-benfica-chalana-thumbnail-8.jpg«Chalana partiu, deixou-nos cedo demais. Se Eusébio era o Rei e Coluna o Monstro Sagrado, Fernando Chalana era o Pequeno Genial. Para muitos desapareceu, nesta quarta-feira, 10 de agosto, a primeira definição de magia no futebol. Quantos se apaixonaram pelo pequeno extremo, enquanto este bailava no relvado do antigo Estádio da Luz? Quantos se renderam ao futebol encantado do mágico jogador? Quantos adversários caíram a seus pés, sem que este tocasse sequer na bola? Multidões chamaram pelo seu nome, pelo nome de Chalana, que com um sorriso envergonhado cativou pelo futebol e pela simplicidade.»

Com o PS a governar sozinho, os trabalhadores e os pobres que paguem a crise

Zé LG, 02.08.22

Sempre que acontece algo de muito negativo, lá vêm as fases costumeiras de que “nada irá ficar como dantes”, “o mal afecta-nos a todos”, “agora é que vamos perceber que estamos todos no mesmo barco”, “a ganância de alguns irá ser combatida para que os que mais precisam possam ter mais alguma coisa e mais dignidade”, …. Depois é o que se tem visto e está a ver.

Ouvimos ainda recentemente, aquando do debate do Orçamento de Estado, o governo afirmar que não há condições para aumentar os salários e as pensões, tal como falta dinheiro para assegurar as funções do Estado, designadamente as que mais poderão combater as crescentes desigualdades sociais, como se está ver com o que se está a passar no Serviço Nacional de Saúde.

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Mas, por outro lado e de forma pornográfica, os bancos aumentaram em mais do dobro os seus lucros no primeiro semestre, fundamentalmente à custa do do desemprego de milhares de trabalhadores e do aumento das comissões. E ainda justificam tais aumentos com a necessidade de fazer face à inflação, que, segundo os seus administradores, afecta a todos.

Aliás, os lucros, pornográficos face à situação que estamos a viver, estão a ser obtidos igualmente por muitas outras empresas, designadamente na área das energias, que utilizam a mesma justificação da inflação.

Ou seja, as grandes empresas servem-se da inflação para especularem e terem lucros superlativos, enquanto os trabalhadores, os reformados e os mais necessitados empobrecem devido ao aumento do custo de vida provocado pela inflação.

Esta é a política de subserviência aos grandes interesses instalados que o governo do PS insiste em seguir e acentuar, agora sem os empecilhos dos seus ex-parceiros da Geringonça… É um fartar vilanagem.

Ver lucros dos bancos aqui e aqui.

Criada uma nova resposta social em Beja para imigrantes e refugiados

Zé LG, 25.07.22

Screenshot 2022-07-25 at 12-41-11 Há uma nova resSediada em Beja, a recentemente aberta Cooperativa de Apoio Social a Imigrantes e Refugiados quer apoiar pessoas ao nível burocrático, jurídico e de habitação. Conhecer a cultura das diferentes comunidades que vivem na cidade é um dos primeiros passos.

A Cooperativa de Apoio Social aos Imigrantes e Refugiados (Cossir) é uma organização sem fins lucrativos e nasce de uma necessidade verificada no distrito de Beja. São muitos os imigrantes que chegam ao País para trabalhar e instalar-se, porém, ao nível social, as instituições nem sempre conseguem chegar a todos.

Neste momento os órgãos sociais da Cossir são constituídos pelos cooperadores fundadores, como titulares únicos. Luís Narciso é o administrador único, Carlos Moreira o fiscal único e Sérgio Martins titular único da MAG. Trabalhar no sentido de conseguir a equiparação a IPSS é um dos objetivos iniciais, disse Carlos Moreira.

BE quer agricultura intensiva com avaliações de impacto ambiental e laboral

Zé LG, 25.07.22

20210916144922802.pngA coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, propôs que passem a existir avaliações de impacto da agricultura intensiva e superintensiva, ao nível “do impacto sobre a água, de impacto ambiental, mas também sobre as condições dos trabalhadores”.

A dirigente do BE discursou no arranque de uma marcha integrada no “Roteiro pela Justiça Climática”, promovido pelo partido, realizada entre a zona dos Alteirinhos e a Zambujeira do Mar. Na sua intervenção, a coordenadora do BE manifestou apoio aos trabalhadores agrícolas imigrantes e salientou que a marcha serve para “lutar por uma lei contra o trabalho forçado e que garanta condições a todos os trabalhadores em Portugal”.