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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“o utente tem que adivinhar que vai ficar doente, que vai ter uma dor aguda”

Zé LG, 13.08.22

centro-de-saude-1.jpg«Não sei se deva rir ou chorar. Presentemente a Urgência no Centro de Saúde funciona por marcação, uma coisa nunca vista uma Urgência funcionar por marcação, o que quer dizer que um utente que tenha que ir de urgência ao Centro de Saúde não pode ser atendido porque tem que ser por marcação, portanto o utente tem que adivinhar que vai ficar doente, que vai ter uma dor aguda. Agora ainda querem encaminhar os casos que aparecem na Urgência do Hospital para os Centros de Saúde, que por sua vez não têm vaga porque funcionam por marcação, ou seja de manhã fica logo esgotada e da parte da tarde fica logo esgotada às 14h. Francamente haja paciência para tanta falta de incompetência.» Anónimo 10.08.2022, aqui.

Transferência de "urgências" para os Centros de Saúde:

Resolver o problema ou transferi-lo de local?

Zé LG, 08.08.22

centro-de-saude-1.jpgHá dias ouvi e li que o Ministério da Saúde pretende aliviar os serviços de Urgências dos hospitais, transferindo os casos menos graves para os centros de saúde. À primeira vista, parece uma boa medida, tendo em conta que não há necessidade de sobre-utilização das Urgências dos hospitais com casos que não são muito urgentes e passar estes para os centros de saúde, que os conhecem melhores e estão mais próximos. Mas, infelizmente há um mas...

Fui agora mesmo ao meu centro de saúde, porque ando com um problema que se tem vindo a agravar, causando-me muito incómodo. Ao perguntar ao segurança se podia marcar uma consulta de recurso ele respondeu-me, simpaticamente, que as consultas de recurso estavam esgotadas para hoje... Este é, de facto, um grande MAS. Se os centros de saúde já não conseguem dar resposta satisfatória às funções que actualmente devem como vai ser com mais aquela sobrecarga de trabalho?

Andaram-nos a vender a (falsa) ideia de que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tinha grande capacidade de resposta, durante a pandemia, porque se mobilizou (quase todo) exclusivamente para ela. Fizeram orelhas moucas aos inúmeros alertas e denúncias de tudo o que estava a deixar de ser tratado e das consequências que daí resultariam. Aí está à vista de todos. Os problemas do SNS não são de hoje, vêm de muito longe. Há muitos responsáveis - uns assumidos outros nem tanto -, que pouco fazem para defendê-lo, contribuindo com decisões inadequadas e ineficientes ou com a falta delas corretas e tomadas oportunamente, para a sua degradação.

O SNS é seguramente o serviço público que que mais importância tem para todos, principalmente para os mais necessitados, porque garante / deve garantir o que de mais importante temos, a VIDA, sempre que possível com qualidade.

“A solução passa por centralizar os serviços dos centros de saúde e criar nas equipas dos cuidados continuados a valência médica”?

Zé LG, 07.08.22

images.jpg«..., ponha os pés bem assentes na terra. Pois não é esse o país em que vive e que está preparado para os próximos tempos de crise que se adivinham.
Se não há médico em Beringel ou em muitas outras povoações do interior é porque não se criaram condições para eles irem para lá. E não são só económicas. ...
A solução para os próximos tempos passa a meu ver, por centralizar os serviços dos centros de saúde e criar nas equipas dos cuidados continuados também a valência médica, Para que se possa deslocar a casa de todas as pessoas que tenham dificuldades de o fazer. Aliás como já sucede com os cuidados paliativos.
E que a pensar já no futuro, as autarquias e as juntas de freguesia assumam uma parte dessa responsabilidade, aliás como aconteceu desde sempre, incluindo os primeiros anos após o 25 de abril de 1974. ...» Anónimo 07.08.2022, aqui.

Beringel sem médico desde o início deste mês

Zé LG, 06.08.22

médico-768x512.jpgA população de Beringel está sem médico. A única profissional que prestava serviço naquela localidade do concelho de Beja reformou-se no início deste mês. Os serviços de enfermagem continuarão a ser assegurados às terças e sextas-feiras.

Quem necessitar de receitas, exames, renovação de baixa, dúvidas em relação à medicação, pode contactar a Junta de Freguesia, cujos serviços farão a coordenação dos pedidos com a Unidade Local de Saúde.

ULSBA vai ter equipa comunitária de saúde mental para crianças e jovens

Zé LG, 01.08.22

202207301125062211.jpgO Governo vai criar, em vários pontos do país, dez equipas comunitárias de saúde mental, cinco para a população adulta e cinco para a infância e adolescência.

No caso concreto da equipa comunitária de saúde mental para a infância e adolescência da ULSBA, será constituída por um médico com a especialidade de psiquiatria, um enfermeiro especialista em saúde mental e psiquiátrica, dois psicólogos clínicos, um técnico superior de serviço social, um técnico superior de diagnóstico e terapêutica, com a profissão de terapeuta ocupacional, e um assistente técnico.

Comissão de Utentes de Beja diz que: “Não dá mais! Exigimos soluções para problemas que se arrastam ano após ano”

Zé LG, 27.07.22

HOSPITAL_-Obrigado_800x800-240x240.jpg“Não dá mais!”, é o lema da concentração em defesa do SNS, convocada para amanhã, às 18:30 horas, junto do Hospital José Joaquim Fernandes, pela Comissão de Utentes de Beja (CUB), que apela aos profissionais de saúde, bem como a todos os utentes para que se juntem neste protesto “para fazermos um dia de denúncia, de unidade e de luta pela resolução destes problemas e pela efetivação de um Serviço Nacional de Saúde Público, gratuito e de qualidade para todos.

A Comissão de Utentes recorda que “no Hospital de Beja, a obstetrícia fecha ao fim de semana”, que “não há ressonância magnética”, que “os equipamentos são deficitários”, que “faltam médicos, enfermeiros e auxiliares” e que “continua por construir a segunda fase das obras desta resposta de saúde”. Lembra, ainda, que, “no âmbito da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) há utentes sem médico de família”.

Daqui e daqui.

O privado só aparece quando o Estado o falha

Zé LG, 12.07.22

22311692_yTgte.jpeg«E o problema persiste, porque somos incultos, preguiçosos e apáticos. O povo só reclama dos serviços públicos, quando os utiliza, e junto de quem não tem culpa - os trabalhadores - quando deveria pensar, à priori, e nas consequências de ter serviços públicos, sem capacidade ou investimento, porque amanhã, todos iremos lá parar, num hospital do SNS.

O Partido Socialista, muito tem prometido, mas nada concretizou para melhorar os cuidados de saúde do interior do país. Prova disso, é o crescimento do número de portugueses com seguro de saúde privado, ADSE ou outros sub-sistemas de saúde e o surgimento, a cada ano, de mais instituições privadas de saúde. O privado só aparece, quando os outros falham, neste caso o Estado.» MAIS BEJA, aqui.

“O pior que pode acontecer é adoecer ou ter acidentes em agosto”, disse a DGS

Zé LG, 22.06.22

GF.pngA diretora-geral da Saúde apresentou hoje, em Alpiarça, o plano de contingência para o verão, o qual junta várias entidades em campanhas para a prevenção de situações que aumentam o risco de doenças ou de acidentes nesta época do ano.

As campanhas abordam questões que se prendem com os efeitos das altas temperaturas, com comportamentos de risco e com o aumento sazonal da população em determinadas zonas do país, os quais aumentam os riscos de doença e de acidentes, com reflexos na procura das urgências hospitalares, disse.

As campanhas do programa “Juntos por um verão seguro 2022” abordam temas como os cuidados em viagem, a necessidade de hidratação, a prevenção de acidentes e de consumos aditivos.

Graça Freitas referiu situações como afogamentos, lesões provocadas por mergulhos, intoxicações alimentares, infeções por transmissão sexual, habituais nesta época do ano.

“O Alentejo tem as mais altas taxas de patologias depressiva, ansiosa e demencial do país”

Zé LG, 07.05.22

imgLoader2.ashx.jpg«O Alentejo tem as mais altas taxas de patologia depressiva do país, e este dado não é novo. De resto acontece o mesmo com a patologia ansiosa e demencial. Os dados epidemiológicos relativos à DRT não são conhecidos mas a alta incidência e prevalência de patologia depressiva, aliadas às condições socioeconómicas e à dificuldade de acesso a cuidados de Saúde Mental determinam uma alta probabilidade de, também aqui, o Alentejo ocupar um lugar preocupante.»

Ana Matos Pires, Médica da Ulsba e coautora de estudo sobre depressão, aqui.

Comissão de Utentes de Beja promove marcha em defesa em defesa do Serviço Nacional de Saúde

Zé LG, 19.02.22

202002291227534940.jpg…  no dia 26, com início às 10h00, junto à Casa da Cultura de Beja.  Nela, "a reabertura das extensões de saúde da área de abrangência da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), a falta de médicos em diversas especialidades, incluindo a de Medicina Geral e Familiar e terminar com os atrasos nas marcações de consultas são reivindicações que também se vão fazer ouvir".

A Comissão de Utentes de Beja "apela à participação dos profissionais de saúde e de todos os utentes", sublinha que "este será "um dia de unidade e de luta pela resolução destes problemas e pela efetivação de um Serviço Nacional de Saúde público, gratuito e de qualidade para todos.”

É preciso “combater mercenários que encostam à parede serviços do SNS, pensando exclusivamente no lucro pessoal”

Zé LG, 19.01.22

130420151031-871-HospitalBeja.jpg«... Durante o ano de 2021 aconteceram diversas situações destas por todo o Pais, porém, e tanto quanto sei, esta, pelo timing, pelo contexto e pela forma como aconteceu, ou seja, sem qualquer tentativa prévia de reivindicação ou sequer negociação, foi feita de forma vil, ardilosa, de forma desleal, provocando a desconfiança nos restantes profissionais de saúde, a desconfiança da população face ao pouco que ainda lhes resta e acabando por darem um completo tiro nos pés. Existem formas de reivindicar, existe negociação, podem inclusivamente existirem ultimatos, mas ao que parece nada disto foi feito ou sequer tentado pelos profissionais demissionários. O SNS precisa rapidamente ser repensado, em particular as carreiras dos seus profissionais, em particular da sua afetação e manutenção às regiões do interior, mas também temos de combater muitos mercenários e para-quedistas que comem por conta do sistema vigente e que sistematicamente encostam à parede os próprios serviços do SNS, pensando exclusivamente na saúde como lucro pessoal. ...» Atento 18.01.2022, aqui.

Governo abre 16 vagas para especialistas para ARS Alentejo

Zé LG, 18.12.21

imgLoader2.ashx.jpgO Governo autorizou a abertura de 235 vagas para médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar para o Serviço Nacional de Saúde no segundo concurso da época de 2021, sendo que 16 pertencem à Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo.

Recorde-se que a Unidade de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) confirmou que durante a primeira época foram abertas 25 vagas, mas apenas três ficaram preenchidas, “duas da especialidade de medicina interna e uma de especialidade de ginecologia/obstetrícia”.

“política de destruição do SNS” está a "matar" o Hospital de Beja

Zé LG, 22.11.21

259122632_5280967921930423_3138682635935549414_n.jA propósito de mais algumas denúncias sobre as deficientes condições de funcionamento do Hospital de Beja, divulgadas por Bruno Ferreira, aquiJosé R. R. Janeiro  escreveu um comentário de que destaco: «O que falha, neste caso, não são as pessoas. É toda uma estrutura de apoio que se vem degradando para interesse da "morte do Hospital" em benefício do privado. Todos amamos o SNS mas ele não existe se não houver uma forte vontade política de apoio. O que assistimos actualmente é uma política de destruição do SNS a todos os níveis e consequente facilitismos à implantação do privado.»

Face às situações denunciadas que, a corresponderem à verdade, acabarão mesmo por acabar com o Hospital, tal como era e de que necessitamos, algumas perguntas se impôem: O que é feito do Conselho Consultivo? Ainda existe? Se existe, que posições tem tomado? E o represente dos municípios? Que faz ele? Informa-os do que se passa? E os municípios que posições têm sobre estas questões?

Filomena Mendes substituiu José Robalo na ARS do Alentejo

Zé LG, 17.11.21

202111171813024672.PNGMaria Filomena Ferreira Mendes, até agora, presidente do conselho de administração do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), foi nomeada para presidente do conselho diretivo da ARS do Alentejo, “com efeitos ao dia de hoje”, substituindo José Robalo, que terminou o mandato, que desempenhava desde outubro de 2011.

Licenciada em Economia e doutorada em Sociologia, na especialidade de Demografia, pela Universidade de Évora, presidia ao hospital de Évora desde 2016, depois de já ter liderado o HESE entre 2009 e 2013.

Mantêm-se “em funções os demais membros do conselho de administração” do HESE.

Porque razão a CIP fez recentemente exigências ao governo para que o Orçamento do Estado para 2022 aumente o orçamento da saúde?

Zé LG, 19.09.21

CJ.jpgO anúncio da construção de um hospital privado em Beja retoma a discussão sobre os papéis do sector público e do sector privado na prestação de cuidados de saúde à população. É do conhecimento geral que que a actividade lucrativa da saúde não desistirá de se expandir, sobretudo na área hospitalar, enquanto não reduzir a prestação pública à vocação de prestadora dos cuidados que para ela tenham uma margem de lucro desprezível. Há muito que este objectivo foi enunciado pelo presidente da associação dos prestadores privados, e o projecto de Beja é só mais um sinal dessa intenção. 

Leia aqui todo o artigo de Cipriano Justo, intitulado “Estatuto perfeito”, publicado no Público.

Vagas de médicos de família preenchidas por concurso não chegaram aos 60% no Alentejo

Zé LG, 17.08.21

202107191222044211.jpgO preenchimento das 459 vagas para a contratação de médicos de família ficou aquém das expectativas e registou mais de 130 desistências, denunciou a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que responsabilizou o Governo pela situação. Vagas preenchidas no Alentejo não chegaram aos 60%.
A FNAM sustentou que o défice na fixação de médicos de família no Serviço Nacional de Saúde (SNS) terá deixado “cerca de 200 mil utentes” sem um profissional dedicado ao seu acompanhamento.
Sublinhando que esta situação tem “vindo a repetir-se nos concursos anteriores”, a FNAM lembrou a necessidade de “investir diretamente em condições de trabalho adequadas” para os médicos no setor público da Saúde, alertando para o risco de se continuar a perder profissionais com elevados níveis de qualificação, vincou a urgência de o Ministério da Saúde retomar as negociações com os diferentes sindicatos médicos “de forma séria e ponderada”.

PCP e BE querem Hospital de Serpa com gestão pública e integrado no SNS

Zé LG, 22.07.21

202102091017026961.pngDeputados do PCP e do Bloco de Esquerda defendem o revogação do acordo para a gestão do hospital de Serpa pela Misericórdia local e a integração da unidade hospitalar no Serviço Nacional de Saúde (SNS), porque “Só a gestão pública dos hospitais integrados no SNS cumpre os princípios constitucionais, nomeadamente a universalidade e a qualidade dos cuidados de saúde, independentemente das condições sociais e económicas dos utentes”, assinala o PCP, e para que “garanta o regular funcionamento da urgência e invista no hospital” para “aumentar o número de consultas, exames e cirurgias, melhorando os cuidados”, garante o BE.

Sindicato acusa Governo por falhar na concretização de medidas necessárias à fixação de médicos

Zé LG, 21.07.21

202107191222044211.jpg

O Sindicato de Médicos da Zona Sul avança que o processo de recrutamento de médicos que se encontra a decorrer apresenta erros e não contempla as necessidades identificadas no país, porque muitos dos serviços e especialidades carenciadas não constam do mapa de vagas que foi colocado a concurso pelo Ministério da Saúde.