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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Campanha de cereais de inverno foi a 2.ª pior dos últimos 105 anos

Zé LG, 20.08.22

202206141049008051.jpg"As previsões agrícolas, em 31 de julho, apontam para uma campanha cerealífera fortemente marcada pela seca severa a extrema que acompanhou grande parte do ciclo vegetativo dos cereais de inverno", segundo o INE, que deverá ser a segunda pior desde que existem registos sistemáticos, apenas superior à produção de 2012 e próxima da de 2005, que foram igualmente anos de secas extremas.

Segundo o INE, embora existam searas com produtividades e qualidade aceitáveis, a maior parte das áreas colhidas apresentam quebras de produção na ordem dos 30% no trigo mole, triticale e cevada, 25% na aveia e 15% no trigo duro e centeio.

Ministra da Agricultura aponta investimento em charcas como solução

Zé LG, 11.08.22

Maria-do-Céu-Antunes-1-768x432.jpgA ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, apontou a criação de charcas como solução para os problemas da seca e do abeberamento animal, na visita que fez ontem, em Mértola, a uma exploração agropecuária apontada como exemplar no uso eficiente da água.
A Ministra frisou que aquele projeto agrícola em Mértola para além da gestão eficiente da água, investe em raça autóctones e na produção de culturas forrageiras para alimentar os animais em situações difíceis como as vividas agora devido à seca.

Seis concelhos alentejanos com abastecimento de água com recurso a autotanques

Zé LG, 03.08.22

38956765.JPGO abastecimento público de água está a ser assegurado através de autotanques, devido à seca, em localidades de seis concelhos servidos pelo sistema da Águas Públicas do Alentejo (AgdA) - Aljustrel, Mértola e Moura (no distrito de Beja), Alcácer do Sal e Santiago do Cacém (Setúbal) e Montemor-o-Novo (Évora).

Com uma “comunicação diária da evolução de consumos de água aos respetivos municípios” e recomendações para a restrição de usos não potáveis, a empresa salientou que está também a preparar “origens alternativas”, acrescentando que, até agora, “o reforço com transportes de água através de autotanques e a reativação de origens alternativas tem permitido garantir o abastecimento às populações, tendo em conta a dimensão dos aglomerados”.

Odemira com abastecimento de água assegurado “nos próximos tempos”, apesar do impacto do aumento da agricultura e do turismo

Zé LG, 03.07.22

202205172034435584.jpgCom as juntas de freguesia, o município já identificou os “principais locais problemáticos, onde pode haver necessidade de abastecimento de água individual” e, caso se verifique essa situação, a água terá de ser levada "às pessoas, através dos bombeiros ou com outros recursos das juntas de freguesia ou do próprio município", disse o presidente da Câmara de Odemira.
Hélder Guerreiro disse que está a trabalhar com “as entidades públicas e privadas no estabelecimento de um pacto para o uso sustentável da água”, que estará concluído “nos próximos tempos”, que olha para para “as necessidades de consumo”, contemplando “o consumo eficiente e o uso circular da água”.
“Importa fazer um investimento na barragem de Santa Clara para que seja possível captar e levar água a uma cota mais baixa do que a cota 109, ..., para que esteja totalmente acautelada a questão do abastecimento público” e  “essa captação de água a cotas mais baixas tem como primeira prioridade assegurar o abastecimento público”.

Baixo Alentejo em seca severa

Zé LG, 14.06.22

seca2-768x432.jpgO Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) revelou que a quase totalidade do território do Baixo Alentejo estava numa situação de seca severa, no final de maio, apontado como o mais quente e seco dos últimos 92 anos.
Segundo o IPMA, no final de maio verificou-se uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo, em todo o território, sendo de realçar a região Alentejo, entre outras, “onde se verificam valores de percentagem de água no solo inferiores a 20%”. Em Beja, a média da temperatura mínima foi de 13,2 graus. A média da temperatura máxima foi de 28,8 graus. A precipitação total foi de 4.1mm.

Ler mais aqui e aqui.

Situação de seca que Portugal vive será “o novo normal”(?)

Zé LG, 23.02.22

A falta de chuva na Peninsula Ibérica está a arrastar várias zonas de Portugal e Espanha para risco de seca extrema muitos meses antes do verão, elevando o perigo de incêndios, como mostram as imagens captadas pelos satélites Copernicus.

Sem nome.pngO alerta do EFFIS mostra a seca fora de época, considerada já extrema e com um risco muito elevado de incêndios no sul de Portugal, na Catalunha, Estremadura e Andaluzia em Espanha, mas também em Perpinhão, em França, e na Sardenha, em Itália.

FAABA defende que efeitos da seca na agricultura deveriam ser cobertos por seguros de colheitas

Zé LG, 22.02.22

seca-2-768x432.jpgO presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) considerou “pequenos paliativos” as medidas anunciadas pelo Governo para combater efeitos da seca na agricultura, os quais deveriam ser cobertos por seguros de colheitas, dizendo: “O que está em causa é que a seca seja também um sinistro segurável, o que não é”, explicou Rui Garrido, referindo que, atualmente, um agricultor pode fazer um seguro contra sinistros como um incêndio e uma geada, mas não contra uma seca, frisando que a medida “tem sido apresentada ao Ministério da Agricultura noutros anos, noutras secas e já por mais do que uma vez”.

Mais de 90% do território português estava, a 15 de fevereiro, em seca severa ou extrema, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que indica um novo agravamento da situação de seca meteorológica no país. “Deus queria que não atinja, mas se [a seca deste ano] atingir as proporções [de outras] secas, vai ser uma calamidade enorme. Não pode ser com paliativos destes. Muitas explorações [agrícolas e pecuárias] ficariam pelo caminho”, alertou Rui Garrido.

Portugal tem hoje menos água nas barragens do que na seca de 2005, a pior de sempre

Zé LG, 18.02.22

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O cenário de seca é bem conhecido em Portugal. A mais severa foi em 2005, mostram os dados do INE, e a falta de água no país voltou a repetir-se com gravidade em 2012 e 2017. Agora, em janeiro de 2022, o nível de armazenamento nas albufeiras do Continente chega já a ser inferior ao registado nas secas das duas últimas décadas, nomeadamente em 4 pontos percentuais face à seca de 2005, revelam as estatísticas. O ano ainda agora começou, falta saber se a comparação se manterá na mesma trajetória.

Municípios do Baixo Alentejo apresentam medidas contra a seca

Zé LG, 09.02.22

Agricultura-seca-Entradas-1024x576.jpg“Resultante dos contactos estabelecidos” pelos autarcas “com algumas das associações mais representativas do setor”, é proposto “um conjunto de intervenções e de apoios de forma a mitigar” e “proporcionar condições para que a atividade agrícola e agropecuária consiga ultrapassar este dificílimo momento”, sublinha a CIMBAL, que, para além das 12 medidas urgentes propostas, apresenta também medidas de médio prazo a propor ao futuro governo.

Esta seca “é a pior de todas pois afeta o País de uma maneira geral e de forma severa”

Zé LG, 06.02.22

20220203125405343.jpgafirma José da Luz, presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco (A.A.C.B.), que deixa claro que “já não há pastagens” nem “o que estava armazenado” para suprimir esta falta, acrescentando que à seca juntaram-se “os preços das rações que dispararam” e que “se não chover nos próximos 15 dias, as culturas outono/inverno e pastagens estão completamente perdidas”. É perentório ao afirmar que “nesta situação, seca e custos de produção inflacionados, sem apoios extraordinários as explorações de sequeiro não vão sobreviver”.

O IPMA anuncia que “a sul do Tejo espera-se uma situação de seca extrema", com o litoral alentejano e a região de Lisboa a enfrentarem as piores condições.

Rui Garrido, presidente da FAABA, afirma que “chegou a altura de nós alertarmos, porque brevemente, vamos ter um novo governo e, em conjunto temos que equacionar as medidas. Perante a falta de água e o aumento brutal dos custos de produção, gera-se uma situação muito complicada, para a rentabilidade das explorações agrícolas”. E adianta que “é nesse sentido que nós não podemos deixar de avisar, quem vem a seguir e estaremos cá para isso em termos de equipa ministerial, para o Ministério da Agricultura”.

FENAREG identifica medidas urgentes para “mitigar” efeitos da seca na agricultura

Zé LG, 04.02.22

202202021543474085.jpgCom 45% do país em situação de seca severa e extrema e a disponibilidade de água em níveis críticos nas barragens portuguesas”, a Federação Nacional de Regantes (FENAREG) identifica medidas urgentes para mitigar os efeitos da seca na agricultura, no sentido de ser garantido “o acesso dos agricultores à água e assegurar a produção da campanha agrícola”.

Seca severa já atinge alguns locais do Sul, deixando agricultores preocupados

Zé LG, 13.12.21

seca2-768x432.jpgO Boletim Climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indica que “os valores de precipitação foram muito inferiores ao valor normal em todo o território” e “verificou-se um aumento significativo da área em seca meteorológica”. O IPMA destaca “o aumento da intensidade da seca na região Sul, com alguns locais dos distritos de Setúbal, Beja e Faro na classe de seca severa”.

Rui Garrido, presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo fala numa situação preocupante. Há barragens sem água e culturas que não se desenvolvem dada a fraca precipitação. À situação de seca junta-se o aumento dos custos de produção. “Sem ninguém a quem recorrer” para pedir apoios, a Federação pondera apresentar os problemas ao Presidente da República.

Seca começa a fazer-se sentir no Baixo Alentejo

Zé LG, 09.08.21

Segundo o mais recente boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), no final de julho mantinha-se a situação de seca meteorológica em Portugal Continental, com grande parte do Baixo Alentejo e Barlavento Algarvio em seca moderada.

IMG_7566-PANO.jpgJosé da Luz Pereira, presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB), disse que “Não sendo uma situação dramática, está a notar-se falta de água”, admitindo que a frota de depósitos de água da associação, que são cedidos aos agricultores, está a ter “grande procura, mais do que se esperava”.

Albufeira do Roxo com 19,5% da sua capacidade

Zé LG, 03.10.20

No último dia do mês de setembro e comparativamente ao último dia do mês anterior verificou-se uma descida do volume armazenado em todas as bacias hidrográficas.

IMG_5315.JPGNa Bacia do Guadiana, duas barragens estavam entre os 50 e os 80% da sua capacidade limite e sete abaixo dos 50%. Alqueva armazenava 59,3% da sua capacidade máxima.
Na Bacia do Sado, uma albufeira estava entre os 50 e os 80% e nove abaixo dos 50%. O Roxo, que abastece Beja, estava com 19.5% do seu máximo e a barragem do Monte da Rocha a 8,8%.
Na Bacia do Mira, a barragem de Santa Clara armazenava 36,5% de água e a de Corte Brique 40,5% do volume total.

Ligação de Alqueva à barragem do Monte da Rocha “está atrasado”, o que “para muitas pessoas é muito tarde”

Zé LG, 11.09.20

A campanha de rega deste ano a partir da albufeira do Monte da Rocha foi cancelada devido à seca, afetando três mil hectares, segundo a Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS). “A barragem, nesta altura, está com 9% da capacidade. Já há dois anos praticamente que ela não tem qualquer reserva para rega”, porque a água existente é para o abastecimento público.

Sem nome.pngA ARBCAS refere que, “neste momento, está a decorrer uma obra de ligação” do Alqueva “à barragem da Fonte Serne”, também pertencente ao perímetro de rega e que deverá “estar pronta no próximo ano”, mas o projeto do Monte da Rocha “está atrasado”. “Temos esperança de que venha a estar pronto em 2024. Infelizmente, para muitas pessoas é muito tarde, esta ligação já devia estar feita há alguns anos e evitava-se esta tragédia que está a acontecer nesta zona”, defende.

Ministro do Ambiente e da Ação Climática, preocupado com baixo nível das albufeiras do Sul, diz que é preciso poupar mais água

Zé LG, 09.09.20

ministroambiente.pngO ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, considerou preocupante o baixo nível das albufeiras, sublinhando que a seca é um problema estrutural a sul do rio Tejo, e pedindo por isso poupança de água
O ministro, que falava durante a cerimónia assinatura do projeto “Roteiro Nacional para a Adaptação 2100 — Avaliação da vulnerabilidade do território Português às alterações climáticas no século XXI”, realçou que a seca, a sul do rio Tejo, “já não é uma coisa conjuntural” (de anos em que chove menos), mas “é mesmo estrutural”.
Assim, “temos de ter ações de fundo e a principal ação de fundo é a eficiência, isto é, poupar mais água, gastar menos água nos diversos usos que fazemos dela”, defendeu João Pedro Matos Fernandes.

Comissão Europeia anuncia apoio aos agricultores confrontados com a seca

Zé LG, 29.07.19

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Os agricultores “poderão receber uma percentagem mais elevada dos seus adiantamentos em pagamentos directos e pagamentos a título do desenvolvimento rural”, revela a representação da Comissão Europeia em Portugal.

Por outro lado, terão maior flexibilidade na utilização de terrenos para alimentação animal.