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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Governo está a “preparar um Plano de Contingência para situação de seca”

Capoulas.jpgO Ministro da Agricultura esteve ontem, em Beja, onde revelou que o Governo está a “preparar um Plano de Contingência para situação de seca”.

Capoulas Santos esteve reunido, na EDIA, com o Conselho para o Acompanhamento do Regadio de Alqueva (CAR Alqueva) para começar a preparar a próxima campanha de rega.

Um terço do território nacional está em seca moderada. O Ministro da Agricultura referiu que o cenário ainda não é grave, mas não afastou a hipótese de avançar com um plano de contingência.

O Alentejo não deverá sofrer grandes problemas com a seca. O Governante salientou que a Barragem de Alqueva “está a revelar plenamente a sua eficácia e a sua capacidade para responder [em situações de seca]. Neste momento, Alqueva tem capacidade disponível para manter uma campanha agrícola normal”.

Falta de chuva já afeta sementeiras, gado e barragens no Alentejo

50639427_543182732861767_299012161403879424_n.jpgA falta de chuva no Alentejo já começou a afetar o desenvolvimento das pastagens, comprometendo mesmo algumas culturas relativas às sementeiras de outono/inverno.

Olha-se agora com especial atenção para as barragens da região, mas os níveis de água também não são generosos, pelo que - tal como aconteceu no ano passado - ainda não é possível definir estratégias para o ano agrícola.

Os agricultores garantem que os próximos dias são decisivos para os animais e sementeiras de outono/inverno, que também mergulharam num futuro incerto, depois de terem começado por ter boas perspetivas entre outubro e novembro.

Foto de Pedro Veríssimo.

FAABA RECLAMA MEDIDAS EXCEPCIONAIS CONTRA A SECA

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A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) vai enviar com caráter de urgência, uma missiva ao Ministério da Agricultura, a solicitar medidas imediatas de apoio, que previnam o aumento insustentável dos prejuízos provocados pela situação de seca extrema que esta região atravessa.

A direção da FAABA considera que se mantêm atuais as propostas anteriormente apresentadas, contudo reclama junto do Ministério da Agricultura a adopção de medidas de carácter excepcional.

“PIOR SECA DOS ÚLTIMOS 20 ANOS” REDUZIRÁ EM 50% ÁREA REGADA E TERÁ CONSEQUÊNCIAS NA ECONOMIA RURAL

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A FENAREG – Federação Nacional de Regantes alerta que este ano “haverá fortes restrições em quase todas as obras de rega” e frisa que “a maioria não terá água”, lembrando que “após quatro anos consecutivos de precipitação inferior à média, as reservas de água situam-se agora nos 36%”.

Isto significa para a FENAREG que mais de 50% das áreas irrigáveis não vão poder ser regadas em 2018, que os agricultores são os primeiros a ser afetados pela seca e que terão que adaptar as culturas e as áreas cultivadas à água disponível. Acrescenta que redução de colheitas e menores rentabilidades são efeitos da seca prolongada e que acabam transferidos à indústria agroalimentar e à economia rural.

Para a FENAREG a seca vai provocar em 2018, um prejuízo direto estimado de mais de 1,1 mil milhões de euros no saldo da balança comercial e por tudo isto pede “urgentes medidas compensatórias aos agricultores pelo agrupamento de custos com a rega.”

Para a FENAREG o Programa Nacional de Regadios, cujo arranque foi assinalado pelo ministro da Agricultura no passado dia 2, é “mais um progresso na adaptação às alterações climáticas” e refere, igualmente, que “como aposta na competitividade da agricultura, também a PAC pós 2020 deve assegurar a continuidade dos investimentos em regadio para melhor resiliência aos períodos de seca.”

AGRICULTORES PREOCUPADOS COM CONSEQUÊNCIAS DA SECA EM 2018

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A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) reuniu com Capoulas Santos, a quem apresentaram matérias relacionadas com a seca e o regadio.

Rui Garrido, presidente da FAABA, frisou que ficou combinado com o ministro da Agricultura monitorizar o que se vai passando com as culturas de sequeiro e deixada a nota de preocupação com as questões do abeberamento do gado, em 2018 e da falta de água nas barragens que se faz sentir.

As questões do regadio também foram abordadas tendo sido discutido, entre outras matérias, o preço da água do Alqueva, tendo sido deixado o pedido de não pagar a taxa de recursos hídricos de 2017, tendo em atenção o aumento das despesas que os agricultores vão ter este ano.

PCP DIZ QUE O ALENTEJO “PRECISA É DE UMA VERDADEIRA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO”

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A Direcção Regional do Alentejo (DRA) do PCP lamenta “a postura de alguns eleitos do PS que, na busca de hegemonização do poder, ignoram a lei e não olham a meios para atingir os seus fins”, responsabiliza os eleitos socialistas pela “situação de impasse na eleição de órgãos” e acusa-os da prática de “uma cultura de poder pelo poder, diminuindo a matriz de diversidade e pluralidade que existe no Poder Local”.

O PCP diz que Alqueva “não tem condições para resolver todos os problemas existentes no Alentejo” e que a região “precisa é de uma verdadeira política de desenvolvimento, assente no aproveitamento dos recursos e potencialidades existentes”.

 

O PCP mostra-se preocupado com os efeitos da seca na agricultura e no abastecimento à população numa parte substancial da região e refere que há medidas de caráter estrutural que urgem ser implementadas para que se possa fazer face a este tipo de flagelo.

DESCIDA DOS NÍVEIS DE ÁGUA DAS BARRAGENS ACENTUOU-SE EM SETEMBRO

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No último dia do mês de Setembro e comparativamente ao último dia do mês anterior (Agosto) verificou-se uma descida no volume armazenado em todas as bacias hidrográficas.

De acordo com o Boletim de Armazenamento das Albufeiras, publicado pelo Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), das 60 albufeiras monitorizadas, 3 apresentavam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 23 disponibilidades inferiores a 40% do volume total.

Na Bacia do Guadiana, 4 barragens estavam entre os 50 e os 80% e 5 abaixo dos 50% da sua reserva máxima de água. Alqueva estava a 71,2%.

Na Bacia do Sado as 10 albufeiras encontravam-se abaixo dos 50% da capacidade limite. O Roxo, que abastece Beja e Aljustrel, estava a 17,8% da sua capacidade limite.

Na Bacia do Mira uma barragem estava acima dos 80% e outra entre os 50 e os 80% do seu máximo.

EPAL/ADVT RESOLVE PROBLEMA DE FALTA DE ÁGUA NO MUNICÍPIO DO REDONDO

logo.jpgA EPAL / AdVT (Águas do Vale do Tejo), juntamente com a Associação dos Beneficiários da Obra da Vigia e em articulação com o Município de Redondo, encontraram uma solução no sentido de minimizar os efeitos da seca sobre o sistema de abastecimento público que serve a região do Redondo.
A solução de engenharia encontrada foi concebida e executada com meios internos da EPAL/AdVT e compreende duas ligações e a utilização de uma conduta existente (da AdVT) de forma reversível, possibilitando a ligação da água proveniente da barragem do Alqueva diretamente à Estação Elevatória da Vigia, viabilizando o acesso a outra origem de água, de melhor qualidade e quantidade, solução que mereceu o imediato apoio da APA e demais entidades envolvidas.

ALENTEJO PODE CHEGAR A AGOSTO SEM ÁGUA E EDIA GARANTE QUE A RESERVA DE ÁGUA DE ALQUEVA É SUFICIENTE PARA MAIS DOIS ANOS

No final de Junho cerca de 80% do território português encontrava-se em seca severa ou extrema.

Nesta altura, das 60 barragens existentes em Portugal continental, há 18 que registam menos de metade do nível de água que conseguem armazenar, o que levou já o Governo a activar a Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Efeitos da Seca, criada há cerca de 1 mês.

O Alentejo é uma das regiões do país que mais está a preocupar o Governo, uma vez que pode chegar a Agosto sem água, uma situação idêntica à da região da Beira interior.

 

A EDIA garante que a reserva de água que hoje existe em Alqueva é suficiente para mais dois anos sem afluências significativas e capazes de responder às necessidades agrícolas e de abastecimento público na sua área de influência, tendo capacidade para satisfazer todas as necessidades de água para a agricultura na região equipada pelo sistema, 120 mil hectares actualmente, estando apenas limitado pela capacidade dos adutores às diferentes albufeiras, tal como acontece em qualquer sistema de distribuição de água.

Relembra que se alguma Associação que gere outras barragens receptoras de água de Alqueva necessita de 20, 30 ou 40 milhões de metros cúbicos, e se sabe que o sistema tem capacidade para debitar cerca de 7 milhões por mês, então esse volume de água terá de ser solicitado à EDIA vários meses antes.

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