Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Albufeira do Roxo com 19,5% da sua capacidade

Zé LG, 03.10.20

No último dia do mês de setembro e comparativamente ao último dia do mês anterior verificou-se uma descida do volume armazenado em todas as bacias hidrográficas.

IMG_5315.JPGNa Bacia do Guadiana, duas barragens estavam entre os 50 e os 80% da sua capacidade limite e sete abaixo dos 50%. Alqueva armazenava 59,3% da sua capacidade máxima.
Na Bacia do Sado, uma albufeira estava entre os 50 e os 80% e nove abaixo dos 50%. O Roxo, que abastece Beja, estava com 19.5% do seu máximo e a barragem do Monte da Rocha a 8,8%.
Na Bacia do Mira, a barragem de Santa Clara armazenava 36,5% de água e a de Corte Brique 40,5% do volume total.

Ligação de Alqueva à barragem do Monte da Rocha “está atrasado”, o que “para muitas pessoas é muito tarde”

Zé LG, 11.09.20

A campanha de rega deste ano a partir da albufeira do Monte da Rocha foi cancelada devido à seca, afetando três mil hectares, segundo a Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS). “A barragem, nesta altura, está com 9% da capacidade. Já há dois anos praticamente que ela não tem qualquer reserva para rega”, porque a água existente é para o abastecimento público.

Sem nome.pngA ARBCAS refere que, “neste momento, está a decorrer uma obra de ligação” do Alqueva “à barragem da Fonte Serne”, também pertencente ao perímetro de rega e que deverá “estar pronta no próximo ano”, mas o projeto do Monte da Rocha “está atrasado”. “Temos esperança de que venha a estar pronto em 2024. Infelizmente, para muitas pessoas é muito tarde, esta ligação já devia estar feita há alguns anos e evitava-se esta tragédia que está a acontecer nesta zona”, defende.

Ministro do Ambiente e da Ação Climática, preocupado com baixo nível das albufeiras do Sul, diz que é preciso poupar mais água

Zé LG, 09.09.20

ministroambiente.pngO ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, considerou preocupante o baixo nível das albufeiras, sublinhando que a seca é um problema estrutural a sul do rio Tejo, e pedindo por isso poupança de água
O ministro, que falava durante a cerimónia assinatura do projeto “Roteiro Nacional para a Adaptação 2100 — Avaliação da vulnerabilidade do território Português às alterações climáticas no século XXI”, realçou que a seca, a sul do rio Tejo, “já não é uma coisa conjuntural” (de anos em que chove menos), mas “é mesmo estrutural”.
Assim, “temos de ter ações de fundo e a principal ação de fundo é a eficiência, isto é, poupar mais água, gastar menos água nos diversos usos que fazemos dela”, defendeu João Pedro Matos Fernandes.

Comissão Europeia anuncia apoio aos agricultores confrontados com a seca

Zé LG, 29.07.19

seca1-768x512.jpg

Os agricultores “poderão receber uma percentagem mais elevada dos seus adiantamentos em pagamentos directos e pagamentos a título do desenvolvimento rural”, revela a representação da Comissão Europeia em Portugal.

Por outro lado, terão maior flexibilidade na utilização de terrenos para alimentação animal.

EDIA facilita acesso à água devido à seca

Zé LG, 28.07.19

EDIA-1-1-768x512.jpgA EDIA-Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva decidiu facilitar o acesso à água nas suas infra-estruturas e reservatórios para fins de abeberamento de gado e, sempre que tecnicamente possível, para rega de emergência de culturas.

Com base na informação prestada, a empresa analisará qual o ponto da rede e as condições em que os volumes requeridos poderão ser disponibilizados.

Problemas de abastecimento de água serão "absolutamente pontuais e em pequenas localidades”

Zé LG, 23.07.19

imgLoader2.ashx.jpgO ministro do Ambiente disse que a atual situação de seca é "menos complexa" do que a de 2017 e se houver problemas de abastecimento público de água serão "absolutamente pontuais e em pequenas localidades”. "Relativamente ao abastecimento público, os problemas, a acontecerem, serão sempre absolutamente pontuais e em pequenas localidades", mas "não temos nenhuma previsão de que eles possam vir a acontecer", afirmou o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, no concelho de Beja.

PCP reclama medidas excepcionais para a situação de seca que vive a região

Zé LG, 18.07.19

A Direção Regional do Alentejo (DRA) do PCP frisa que é necessário tomar medidas excecionais para a situação de seca que se vive na região, para assegurar o abastecimento de água e o desenvolvimento da atividade agropecuária.

201020161743-300-secaAlentejo.jpgA DRA do PCP refere que “para além das medidas de carácter excecional que a situação exige, é indispensável a adoção de medidas de carácter estrutural que vão para além das de mitigação e contingência, partindo da realidade concreta, da previsão das necessidades, planeando os investimentos necessários, definindo prazos e meios para a sua concretização.”

 

EMAS não prevê problemas devido à seca

Zé LG, 08.07.19

EMAS-1-768x432.jpgA EMAS- Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja não prevê problemas no abastecimento de água às populações devido à seca que atinge a região e o país.
Rui Marreiros, administrador da Empresa, garante que a abastecimento está assegurado a partir da barragem do Roxo. As captações subterrâneas podem, em caso de necessidade, ser utilizadas para abastecimento público.
A estas fontes, junta-se a nova estação de tratamento de água de Beja que permitirá, em breve, a ligação ao sistema de Alqueva, o que reforça a origem de água para distribuição, esclarece Rui Marreiros.

FAABA reclama medidas de combate à seca

Zé LG, 19.06.19

As situações de seca extrema no Alentejo infelizmente são recorrentes, e este ano não é excepção. A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo – FAABA solicita ao governo medidas de apoio de modo a mitigar os prejuízos causados.

seca.jpgComo medida de carácter geral, os agricultores alentejanos pedem que seja concedida a dispensa e deferimento do pagamento de contribuições à Segurança Social.

Baixo Alentejo entrou em seca severa

Zé LG, 11.06.19

O IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera classificou o mês de Maio como “muito quente em relação à temperatura do ar e extremamente seco em relação à precipitação”.

“O valor médio da temperatura máxima do ar, 25,09 °C, foi muito superior ao valor normal +4.13 °C, sendo o 2º valor mais alto desde 1931”.

O IPMA registou no final de Maio um aumento da área em seca meteorológica e da sua intensidade. O Baixo Alentejo passou de uma situação de seca moderada em Abril para seca severa em Maio.

Governo está a “preparar um Plano de Contingência para situação de seca”

Zé LG, 28.02.19

Capoulas.jpgO Ministro da Agricultura esteve ontem, em Beja, onde revelou que o Governo está a “preparar um Plano de Contingência para situação de seca”.

Capoulas Santos esteve reunido, na EDIA, com o Conselho para o Acompanhamento do Regadio de Alqueva (CAR Alqueva) para começar a preparar a próxima campanha de rega.

Um terço do território nacional está em seca moderada. O Ministro da Agricultura referiu que o cenário ainda não é grave, mas não afastou a hipótese de avançar com um plano de contingência.

O Alentejo não deverá sofrer grandes problemas com a seca. O Governante salientou que a Barragem de Alqueva “está a revelar plenamente a sua eficácia e a sua capacidade para responder [em situações de seca]. Neste momento, Alqueva tem capacidade disponível para manter uma campanha agrícola normal”.

Falta de chuva já afeta sementeiras, gado e barragens no Alentejo

Zé LG, 27.01.19

50639427_543182732861767_299012161403879424_n.jpgA falta de chuva no Alentejo já começou a afetar o desenvolvimento das pastagens, comprometendo mesmo algumas culturas relativas às sementeiras de outono/inverno.

Olha-se agora com especial atenção para as barragens da região, mas os níveis de água também não são generosos, pelo que - tal como aconteceu no ano passado - ainda não é possível definir estratégias para o ano agrícola.

Os agricultores garantem que os próximos dias são decisivos para os animais e sementeiras de outono/inverno, que também mergulharam num futuro incerto, depois de terem começado por ter boas perspetivas entre outubro e novembro.

Foto de Pedro Veríssimo.

FAABA RECLAMA MEDIDAS EXCEPCIONAIS CONTRA A SECA

Zé LG, 08.03.18

seca.jpg

A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) vai enviar com caráter de urgência, uma missiva ao Ministério da Agricultura, a solicitar medidas imediatas de apoio, que previnam o aumento insustentável dos prejuízos provocados pela situação de seca extrema que esta região atravessa.

A direção da FAABA considera que se mantêm atuais as propostas anteriormente apresentadas, contudo reclama junto do Ministério da Agricultura a adopção de medidas de carácter excepcional.

“PIOR SECA DOS ÚLTIMOS 20 ANOS” REDUZIRÁ EM 50% ÁREA REGADA E TERÁ CONSEQUÊNCIAS NA ECONOMIA RURAL

Zé LG, 20.02.18

201802192318235843.jpg

A FENAREG – Federação Nacional de Regantes alerta que este ano “haverá fortes restrições em quase todas as obras de rega” e frisa que “a maioria não terá água”, lembrando que “após quatro anos consecutivos de precipitação inferior à média, as reservas de água situam-se agora nos 36%”.

Isto significa para a FENAREG que mais de 50% das áreas irrigáveis não vão poder ser regadas em 2018, que os agricultores são os primeiros a ser afetados pela seca e que terão que adaptar as culturas e as áreas cultivadas à água disponível. Acrescenta que redução de colheitas e menores rentabilidades são efeitos da seca prolongada e que acabam transferidos à indústria agroalimentar e à economia rural.

Para a FENAREG a seca vai provocar em 2018, um prejuízo direto estimado de mais de 1,1 mil milhões de euros no saldo da balança comercial e por tudo isto pede “urgentes medidas compensatórias aos agricultores pelo agrupamento de custos com a rega.”

Para a FENAREG o Programa Nacional de Regadios, cujo arranque foi assinalado pelo ministro da Agricultura no passado dia 2, é “mais um progresso na adaptação às alterações climáticas” e refere, igualmente, que “como aposta na competitividade da agricultura, também a PAC pós 2020 deve assegurar a continuidade dos investimentos em regadio para melhor resiliência aos períodos de seca.”

AGRICULTORES PREOCUPADOS COM CONSEQUÊNCIAS DA SECA EM 2018

Zé LG, 02.01.18

010520171256-691-IMG_0087.JPG

A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) reuniu com Capoulas Santos, a quem apresentaram matérias relacionadas com a seca e o regadio.

Rui Garrido, presidente da FAABA, frisou que ficou combinado com o ministro da Agricultura monitorizar o que se vai passando com as culturas de sequeiro e deixada a nota de preocupação com as questões do abeberamento do gado, em 2018 e da falta de água nas barragens que se faz sentir.

As questões do regadio também foram abordadas tendo sido discutido, entre outras matérias, o preço da água do Alqueva, tendo sido deixado o pedido de não pagar a taxa de recursos hídricos de 2017, tendo em atenção o aumento das despesas que os agricultores vão ter este ano.

PCP DIZ QUE O ALENTEJO “PRECISA É DE UMA VERDADEIRA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO”

Zé LG, 07.12.17

mupi01.jpg

A Direcção Regional do Alentejo (DRA) do PCP lamenta “a postura de alguns eleitos do PS que, na busca de hegemonização do poder, ignoram a lei e não olham a meios para atingir os seus fins”, responsabiliza os eleitos socialistas pela “situação de impasse na eleição de órgãos” e acusa-os da prática de “uma cultura de poder pelo poder, diminuindo a matriz de diversidade e pluralidade que existe no Poder Local”.

O PCP diz que Alqueva “não tem condições para resolver todos os problemas existentes no Alentejo” e que a região “precisa é de uma verdadeira política de desenvolvimento, assente no aproveitamento dos recursos e potencialidades existentes”.

 

O PCP mostra-se preocupado com os efeitos da seca na agricultura e no abastecimento à população numa parte substancial da região e refere que há medidas de caráter estrutural que urgem ser implementadas para que se possa fazer face a este tipo de flagelo.