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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Um em cada quatro utentes não tem médico de família no concelho de Beja

Zé LG, 17.01.23

BEJA-Hospital-Piso_800x800-160x160.jpgO concelho de Beja tem cerca de 8.000 utentes sem médico de família atribuído, revela o presidente da Câmara Municipal, admitindo a possibilidade da autarquia criar um regulamento municipal para fixar mais clínicos.

“Faltam-nos cinco médicos de família no concelho capital de distrito, o que é naturalmente muito preocupante”, o que tem igualmente repercussões no funcionamento do hospital da cidade, porque “Havendo uma boa prevenção de saúde e bons cuidados de saúde a nível primário, são também menos os casos que nos chegam aos hospitais e às urgências”, onde “começamos a ter uma situação realmente muito complexa e muito preocupante”, afirma.

Perante este quadro, o presidente da Câmara de Beja admite vir a “avançar” com a criação de um regulamento municipal para atrair e fixar mais médicos para a região, à semelhança do que sucede em municípios vizinhos, apesar de“a distribuição de médicos ao longo do território nacional é iminentemente uma competência da administração central que tem de ser salvaguardada, em primeiro lugar, pelo poder central”.

ULSBA recebe dez médicos internos

Zé LG, 04.01.23

internos232-768x576.jpgA ULSBA deu as boas-vindas aos dez novos médicos internos que dão início às formações geral e específica no Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, e nos Centros de Saúde do Baixo Alentejo: oito médicos internos para Formação Específica nas especialidades de Medicina Intensiva, Cirurgia Geral, Psiquiatria, Pediatria, Ortopedia e Medicina Geral e Familiar a que se juntam dois para Formação Geral.
Estes profissionais juntam-se aos 33 médicos das especialidades hospitalares e aos 13 de Medicina Geral e Familiar, que se encontram em formação na instituição.

“Nascer em Segurança” – o que fica para além da propaganda governamental?

Zé LG, 04.01.23

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgMais uma vez o governo mostrou do que é capaz a sua máquina de propaganda, lançando o programa – ou slogan? -, “Nascer em Segurança”. Tanto quanto se pode perceber, com tal programa o governo procurou, evitar antes de mais, mortes de crianças como a que levou à demissão da ministra da Saúde Marta Temido, cuja mãe andou de hospital em hospital. Com ele ter-se-á, fundamentalmente, tentado assegurar o funcionamento de serviços de urgência de ginecologia/obstetrícia e bloco de partos nalguns hospitais e informação às parturientes em relação aos locais onde se deviam dirigir para ter os seu bebés.

Entretanto, Beja e outros hospitais ficaram pelo Natal e passagem de ano sem ter esses serviços a funcionar, obrigando, no caso de Beja, tal com já acontecera noutras alturas, as parturientes a deslocarem-se largas dezenas de quilómetros para os seus bebés pudessem nascer em segurança…

 

 

Proibido nascer em Beja desta manhã até à manhã de Segunda-Feira

Zé LG, 30.12.22

BEJA-Hospital-Piso_800x800-160x160.jpgOs serviços de urgência de ginecologia/obstetrícia e bloco de partos do Hospital de Beja vão estar encerrados entre as 8 horas desta sexta-feira e as 8 horas da próxima segunda-feira, dia 2 de janeiro. Condicionamentos que já levaram a que os serviços no Hospital de Beja estivessem encerrados durante 24 horas, entre as 08,00 horas do dia 25 e o mesmo horário do dia seguinte.

Os serviços da urgência de ginecologia/obstetrícia e bloco de partos do Hospital de Beja “estão encerrados, apenas mantendo o apoio aos internamentos e apoio de emergência ao serviço de emergência geral” e contará apenas com “a presença física de um especialista de cirurgia para situações de emergência”, pelo que “só serão atendidas ... as grávidas cujos partos estejam iminentes e que vieram pelos seus próprios meios. A parturiente será atendida e o parto efetuado em segurança. De ressalvar que toda a equipa de enfermagem (enfermeiras parteiras) mantêm-se ao serviço”, sendo “avisados o INEM e o CODU que não transportam grávidas para os serviços”.

As grávidas que não forem atendidas serão encaminhadas para o Hospital do Espirito Santo, em Évora, uma das duas maternidades a funcionar sem interrupção no Alentejo, a outra será em Portalegre, a 200 quilómetros.

Dr. Domingos Carvalho morreu

Zé LG, 27.12.22

322073829_3407077659570906_4681452603681093696_n (1).jpgDomingos de Jesus Machado Carvalho, de 67 anos, natural de Vale de Vargo, morreu no dia 24, em sua casa em Beja. O funeral realizou-se no dia 26, da sua casa para o Cemitério de Vale de Vargo. O Dr. Domingos Carvalho era (um bom) médico do Hospital de Beja, de onde se  aposentou por incapacidade, devido à doença que o afectou há mais de duas décadas.

Fui, há pouco, surpreendido com a notícia da sua morte por um amigo comum. Há muito que não sabia dele. A última vez que o vi há quase 10 anos, quando estive internado no Hospital de Beja e fui visitá-lo na sua cama na enfermaria. Já estava bastante mal e, embora me tendo reconhecido emocionado, já não foi capaz de falar. Fomos colegas de turma no Liceu e  o Domingos - ou o Carvalho ou o Machado, como também o tratava -, era um dos meus amigos mais próximos. Era muito inteligente e trabalhador e um dos melhores alunos do nosso tempo. Muito calmo, de uma ironia refinada, um pouco tímido e reservado, amigo do convívio com os amigos. É mais um ex-colega de Liceu e amigo próximo que perco. Até sempre Carvalho!

À família e amigos apresento os meus sentidos pêsames.

Presidente da Câmara de Mértola diz que “Governo não está a dar resposta na Saúde”

Zé LG, 21.12.22

Mário-Tomé--768x432.jpgNo concelho de Mértola, a falta de médicos de família e todas as consequências que isso tem na saúde da população é um problema que o presidente da Câmara Municipal diz estar a ajudar a resolver “comparticipando a renda da habitação de uma médica, para evitar que se desloque para outra localidade”.
O presidente da Câmara Municipal de Mértola, Mário Tomé, afirma que o “Governo não está a dar resposta nesta matéria no concelho de Mértola, assim como no resto do País”, lembrando ser “este um problema nacional”. Não deixou, contudo, de dizer que “o Município de Mértola não foge às suas responsabilidades e neste caso teve de tomar medidas, substituindo o poder central. Esta é uma questão em que os municípios avançam mesmo sem a respetiva compensação financeira”. Ler mais aqui, aqui e aqui.

Câmara de Aljustrel exige mais médicos de família no concelho

Zé LG, 17.12.22

Aljustrel-centro-de-saude-1024x576.jpgA Câmara de Aljustrel está preocupada com a falta de médicos de família no concelho, “situação tem vindo a agravar-se com a saída, por diversas razões, de vários médicos que prestavam serviços de medicina geral e familiar no concelho” e já pediu uma reunião, “com caráter de urgência”, ao Ministério da Saúde, para ser possível “encontrar as soluções que melhor sirvam os interesses dos habitantes” do município.

O período pós-pandemia Covid-19 “veio colocar ainda em maior evidência as carências que já se verificavam, há muito tempo, ao nível dos serviços de saúde no território”, afiança o município., que, para ultrapassar este problema, “tem já em discussão pública o projeto do Regulamento Municipal de Apoio à Fixação de Médicos no Concelho de Aljustrel, que prevê a atribuição de apoios à aquisição e aluguer de habitação e deslocação de médicos no concelho”.

Utentes dos Serviços Públicos de Odemira exigem melhores serviços de Saúde

Zé LG, 17.12.22

Saude-2-pz1zmv8d7yfiqkxe95yqfase4m9godidwb8yedx2ow.jpgA Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Odemira está a realizar um abaixo-assinado, a exigir ao Governo a atribuição de médico de família “a todos os utentes”, a “construção e/ou reparação do Centro de Saúde de Odemira e das extensões de Saúde de Saboia e de Vila Nova Milfontes” e a “reabertura da extensão de Saúde de Luzianes-Gare”, “confrontada com graves dificuldades de acesso aos cuidados de saúde”, onde há falta de médicos de família, o que leva a que “no Serviço de Urgência Básico do Centro de Saúde de Odemira os utentes esperam largas horas para serem atendidos, com a agravante de serem crianças e idosos”.

"A superespecialização da medicina torna a prática médica demasiado defensiva, retirando capacidade de intervenção aos médicos de primeira linha."

Zé LG, 03.12.22

87181594_3046936935325239_7543563306087219200_n.jpgGuido Pires considera que é necessário «redesenhar o perfil de intervenção do Médico nos Cuidados Primários de Saúde e a sua própria formação científica post-escolar de modo a aproximá-lo do "modus operandi" dos Médicos de Medicina Interna. O SNS não precisa apenas de meios auxiliares de diagnóstico de primeira linha ou seja nos Centros de Saúde, mas da capacidade diagnóstica eminentemente clínica de primeira linha e da elaboração de protocolos de intervenção em determinadas patologias, …

Aquilo que acabei de dizer já se passa na prática em muitas intervenções médicas, mas o profissional médico corre riscos apenas cobertos pela sua responsabilidade profissional pois se tudo fosse ESPECIALIZADO nas múltiplas intervenções no doente, morreria muita gente...

Às vezes é necessário fazer recuos naquilo que parece um avanço mas que se torna incomportável aplicar na prática clínica diária.

Uma pergunta final. Como ficará um médico não especialista se for capaz de intervir num doente e se omitir de o fazer apenas por não estar habilitado por uma especialidade médica? »

Leia aqui todo o texto de Guido Pires, que me parece, conter matéria suficientemente pertinente e oportuna para justificar um debate sério sobre o assunto.