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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Porque razão a CIP fez recentemente exigências ao governo para que o Orçamento do Estado para 2022 aumente o orçamento da saúde?

Zé LG, 19.09.21

CJ.jpgO anúncio da construção de um hospital privado em Beja retoma a discussão sobre os papéis do sector público e do sector privado na prestação de cuidados de saúde à população. É do conhecimento geral que que a actividade lucrativa da saúde não desistirá de se expandir, sobretudo na área hospitalar, enquanto não reduzir a prestação pública à vocação de prestadora dos cuidados que para ela tenham uma margem de lucro desprezível. Há muito que este objectivo foi enunciado pelo presidente da associação dos prestadores privados, e o projecto de Beja é só mais um sinal dessa intenção. 

Leia aqui todo o artigo de Cipriano Justo, intitulado “Estatuto perfeito”, publicado no Público.

Espanta que um partido político, que se diz de esquerda, tenha facilitado a vida a um hospital privado e tenha feito bandeira dele?

Zé LG, 18.09.21

«Espanto meu, e de alguns, é novamente um partido político, que se diz de esquerda, a facilitar a vida a esse investimento, desinvestindo no HJJF, e ainda pior a fazer bandeira da matéria, em campanha autárquica. Uma Câmara socialista que não aceitou as competências, legisladas em decreto lei, na área da saúde. Não se constituiu como parceiro natural da Unidade Local para ajudar ao investimento no hospital. Tantos cidadãos iludidos! ...Tenho, e têm muitos utentes, que lamentar que o hospital público HJJF de Beja tenha chegado ao patamar que permite o investimento privado em áreas nobres dum hospital distrital, tenha gradualmente abandonado uma causa pública, que se exige ou se deveria existir, também com lucro social bastante. Achará um partido socialista que num território de baixa densidade, progressivamente envelhecido, com graves problemas sócio demográficos, a EQUIDADE pode existir nesta dupla realidade?» Anónimo 17.09.2021, aqui.

Cinco mil ovinos no Alentejo detetados com vírus da língua azul

Zé LG, 04.09.21

LA.jpg…, tendo perto de 40 explorações pecuárias declarado casos suspeitos, nos concelhos de Serpa, Moura, Barrancos, Mértola, Beja, Portel e Évora, revelou hoje fonte do Ministério da Agricultura.

“A vacinação obrigatória do efetivo ovino reprodutor adulto e dos jovens destinados à reprodução tem sido a medida mais eficaz para controlar a doença, aconselhando-se ainda a vacinação dos restantes animais das espécies sensíveis”, é referido também num edital recente da DGAV.

Candidatura autárquica do BE a Beja quer "Meios de Diagnóstico ao Serviço de Tod@s"

Zé LG, 26.08.21

rx-unidade-movel-ars-lvt.jpgTendo em conta as dificuldades de acessibilidade aos centros de Saúde e ao Hospital para populações muitas vezes envelhecidas e isoladas, seria fundamental a implementação de Unidades Móveis de Radiologia no distrito de Beja (já existem noutras regiões) permitindo ainda uma poupança financeira significativa.

O investimento para cada unidade que incluísse todo o sistema de radiologia digital e todo o equipamento informático, assim como de recolha de material de análises clínicas terá um preço acessível.

Permitiriam ainda a transmissão dos dados clínicos diretamente através da rede para os serviços hospitalares e centros de saúde, tornando o processo mais eficaz, bem como a notificação médica e o tratamento do utente mais rápido.

A constituição de outra unidade móvel composta por médico e enfermeiro para consulta domiciliária iria gerar uma poupança significativa dos recursos financeiros e profissionais, diminuindo ainda o excesso de deslocações das ambulâncias dos Bombeiros.

Texto da responsabilidade da candidatura autárquica do Bloco de Esquerda a Beja.

Vagas de médicos de família preenchidas por concurso não chegaram aos 60% no Alentejo

Zé LG, 17.08.21

202107191222044211.jpgO preenchimento das 459 vagas para a contratação de médicos de família ficou aquém das expectativas e registou mais de 130 desistências, denunciou a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que responsabilizou o Governo pela situação. Vagas preenchidas no Alentejo não chegaram aos 60%.
A FNAM sustentou que o défice na fixação de médicos de família no Serviço Nacional de Saúde (SNS) terá deixado “cerca de 200 mil utentes” sem um profissional dedicado ao seu acompanhamento.
Sublinhando que esta situação tem “vindo a repetir-se nos concursos anteriores”, a FNAM lembrou a necessidade de “investir diretamente em condições de trabalho adequadas” para os médicos no setor público da Saúde, alertando para o risco de se continuar a perder profissionais com elevados níveis de qualificação, vincou a urgência de o Ministério da Saúde retomar as negociações com os diferentes sindicatos médicos “de forma séria e ponderada”.

Afinal o "pior cenário possível" admitido pela DGS concretizou-se

Zé LG, 15.08.21

DGS.pngNo último dia de fevereiro de 2020, em entrevista ao jornal Expresso, Graça Freitas admitia que, no pior cenário possível, seriam infetados com covid-19 um milhão de portugueses, sendo que na semana mais crítica poderia haver 21.000 casos. Em janeiro deste ano só num dia foram contabilizados mais de 16.000 infeções.

A previsão suscitou na altura polémica e apreensão. Graça Freitas convocou uma conferência de imprensa para dizer que afastava “completamente” a hipótese de um milhão de infetados. Daqui.

Produzida em Aljustrel “a maior transação” de canábis medicinal

Zé LG, 30.07.21

Canabis.jpgA RPK Biopharma anunciou hoje a primeira venda de canábis medicinal a granel produzido na sua exploração no concelho de Aljustrel, naquela que será “a maior transação” do género “conhecida na União Europeia até à data”.

A RPK Biopharma conseguiu “cultivar canábis medicinal ao ar livre com sucesso em mais de 30 hectares” na sua exploração, localizada perto de Montes Velhos. “Os resultados mostraram que Aljustrel é o local ideal para cultivar canábis medicinal ao ar livre e com uma estrutura de custos que tornará o nosso produto muito competitivo como contributo para produtos médicos derivados da canábis”, disse Darryl Brooker, CEO da empresa.

Sindicato acusa Governo por falhar na concretização de medidas necessárias à fixação de médicos

Zé LG, 21.07.21

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O Sindicato de Médicos da Zona Sul avança que o processo de recrutamento de médicos que se encontra a decorrer apresenta erros e não contempla as necessidades identificadas no país, porque muitos dos serviços e especialidades carenciadas não constam do mapa de vagas que foi colocado a concurso pelo Ministério da Saúde.

“Saber mais…Cuidados Paliativos” em livro do IPBeja

Zé LG, 05.07.21

202106281723064943.jpgO Instituto Politécnico de Beja, num exercício de responsabilidade social, concebeu e editou o livro “Saber mais…Cuidados Paliativos”, que surge de uma parceria com a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP). O livro encontra-se disponível na loja Cubo e na APCP.

O IPBeja, que juntamente com a APCP, desenvolveu uma Pós-Graduação em Cuidados Paliativos, cujas candidaturas estão a decorrer, revela que, o objetivo do livro é ajudar ao esclarecimento de dúvidas em torno do que são e como funcionam os Cuidados Paliativos, ao mesmo tempo que é feita uma visita às instalações do Instituto Politécnico de Beja.

Quem serão os próximos a serem homenageados pela Câmara Municipal de Castro Verde?

Zé LG, 04.07.21

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Depois de ter homenageado o presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco, a Câmara Municipal de Castro Verde homenageou 100 profissionais de saúde do concelho.

É evidente que ninguém porá em causa a justeza destas homenagens. Já a sua oportunidade e a forma como foram organizadas as cerimónias não deixarão de alimentar muita polémica.

Clínica de Diagnósticos de Sines transformada em Hospital Particular do Alentejo

Zé LG, 23.06.21

202106211751187469.jpgO Hospital Particular do Alentejo - o primeiro hospital privado do litoral alentejano -, é inaugurado oficialmente hoje na cidade de Sines e integra o Grupo HPA Saúde, tomando o lugar da maior e mais antiga clínica estabelecida na região – a CLÍDIS, Clínica de Diagnósticos de Sines – que opera há 44 anos, em conjunto com vinte e quatro postos de colheitas de análises clínicas, espalhadas pelos distritos de Setúbal e Beja.

Para se transformar em hospital, houve necessidade de executar grandes alterações físicas ao edifício, por forma a que agora seja possível disponibilizar duas salas de bloco operatório, um internamento, uma unidade de cuidados intermédios e um serviço de imagiologia renovado que possui tecnologia diferenciada, nomeadamente a única ressonância magnética da região.

O Grupo HPA Saúde tem planeado num futuro próximo construir de raiz um edifício em espelho relativamente a este original, prevendo-se que aí se estabeleçam a maior parte dos serviços de ambulatório, permitindo que no edifício atual se expanda por exemplo o internamento.

Aumentou 38% o número de utentes da ULSBA sem médico de família

Zé LG, 03.06.21

HDB.jpgEntre março de 2020 e o mesmo mês de 2021 mais 1151 utentes (+ 38%) do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Alentejo ficaram sem acesso a um médico de família. A evolução negativa desta sub-região está em contracorrente ao verificado na totalidade do Alentejo em que mais 8399 passaram a ter acompanhamento médico personalizado.
O valor até tinha sofrido uma evolução positiva entre março de 2019 (3437) e março de 2020 (3052), mas este ano voltou a subir para 4209 utentes. Um cenário contrário ao que se verifica em toda a região do Alentejo, em que se assistiu a um aumento da oferta e a uma redução do número de pessoas sem médico de família, de 36 413, em 2020, para 28 014, quase tudo conseguido à custa da “recuperação” no Alentejo Litoral que passou dos 17 649 para 8 494, no mesmo período.

Dr. José Barriga esclarece que declinou a vacinação em Março, quando foi contactado pela Ordem dos Médicos

Zé LG, 18.05.21

202104191040235356.PNG«Fui alertado por um post no blog “Alvitrando” sobre o problema da vacinação dos profissionais de saúde privados em Beja (a minha vacinação em particular). Naturalmente, como médico, fui contactado pela ordem dos médicos no final de Março de 2021 para vacinação. A situação foi equacionada por mim e por outros colegas privados e foi declinada.

Nunca esteve em causa em todo este processo a vacinação do médico José Barriga, mas sim a de todos os profissionais de saúde das clínicas abaixo mencionadas: Clínica Médica José Barriga; Laclibe; Centro de Imagiologia do Baixo Alentejo; Centro de Radiologia de Beja.

Há valores que esta gentalha que está no poder decisório não entende. A honra, a solidariedade, dignidade, idoneidade, fraternidade, são palavras que infelizmente não constam nos seus dicionários.

Venho por este meio informar que fui vacinado no dia 07/05/2021 pelo factor idade e não pelo grupo profissional a que pertenço. No entanto, a nossa luta continua até que o último profissional de saúde privado em Beja seja vacinado. Não entendemos que, sendo prioritários da primeira fase de vacinação, não nos deem resposta a um nosso direito, o da vacinação.

No entanto cabe-nos apontar o dedo aos responsáveis da vacinação locais e regionais, altamente coniventes com a catastrófica primeira fase de vacinação na região, a qual, segundo temos conhecimento, encontra-se em processo de investigação pela Polícia Judiciária, Ministério Público e Inspeção-Geral das Atividades em Saúde. Aguardamos serenamente o resultado dessa investigação.»

José Barriga, aqui.

Afinal o que fez o Dr. José Barriga para ser vacinado, para além de protestar?

Zé LG, 15.05.21

Barriga-768x432.pngSegundo me informaram, os médicos que exercem medicina privada, sem ligação directa ao SNS, para serem vacinados contra a COVID-19, devem fazer a sua inscrição na Ordem dos Médicos, que a encaminha para o Sistema de Vacinação. O Dr. José Barriga, apesar de informado deste procedimento, não terá feito a sua inscrição, razão por que não foi vacinado.

Dando como boa esta informação, a responsabilidade que o Dr. José Barriga tem atribuído à ULSBA e à ARS do Alentejo é apenas sua. É importante, por isso, que  esclareça esta situação.

Porque continuam por vacinar profissionais de saúde do sector privado de Beja, que denunciaram a situação há quatro meses?

Zé LG, 12.05.21

Barriga-768x432.pngContinuamos sem estar vacinados, continuamos completamente ignorados por todas as entidades responsáveis” pelo processo de vacinação contra a Covid-19, frisa José Barriga, considerando que “não há esquecimento possível”, uma vez que, garante ter já contactado e pressionado, “de todas as formas as entidades locais”, que dizem “não serem responsáveis pela vacinação”.
José Barriga diz que as entidades locais de saúde “são altamente responsáveis” pela “1ª fase catastrófica da vacinação”, porque foram inoculadas “vacinas, completamente indevidas, no Hospital de Beja e fora” deste equipamento, e “entregues vacinas aos médicos de família para eles vacinarem caoticamente” pessoas, “nessa 1ª fase”, apontando o dedo à ARS do Alentejo, que diz ser a responsável por esta situação.

Profissionais de saúde privados de Beja continuam a aguardar vacinação, sem explicações das entidades competentes

Zé LG, 19.04.21

202104191040235356.PNGUm grupo, que representa profissionais de saúde privados do CRB, CIBA, CM José Barriga e LACLIBE, que ainda não foram vacinados, escreveu uma carta ao Presidente da República, ministra da Saúde e ao coordenador da Task Force para a Vacinação contra a Covid-19 em Portugal a denunciar a situação, questionando: “Será que não merecem mais consideração e respeito por parte das entidades oficiais? Será que os responsáveis pela saúde na região não reconhecem o papel destas entidades na prestação de cuidados de saúde, por incompetência ou por ignorância? Ou será que haverá outras razões? Ideológicas? Outras?”

Na missiva é também afirmado que "as normas da DGS sobre prioritários colocam-nos na 1ª fase do Plano de Vacinação (Resiliência do Estado), não discriminando profissionais de saúde públicos ou privados."

ULSBA criou consulta de acompanhamento pós-covid

Zé LG, 09.04.21

2021021916425172.jpgA Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) colocou em funcionamento, a partir de hoje, uma Consulta de Follow-Up COVID-19.
Trata-se de uma consulta da responsabilidade do Serviço de Medicina Interna, mas de âmbito multidisciplinar, ou seja, com o apoio da Enfermagem de Reabilitação, da Medicina Física e Reabilitação e do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental, sempre que se justifique.
Melhorar a qualidade de vida dos doentes após a doença Covid-19, visando a sua total recuperação, através da avaliação de sequelas (pulmonares ou a nível de outros órgãos e sistemas) e, assim, adequar as necessidades e os cuidados de saúde futuros é o principal objetivo do Conselho de Administração da ULSBA com a criação desta consulta.

Câmara de Beja concluiu a manutenção da Rota do Pão

Zé LG, 07.04.21

167761905_3489010277870430_2339142740678119548_n.jA Câmara Municipal de Beja concluiu os trabalhos de requalificação da Rota do Pão, localizada na freguesia de Salvada numa extensão de cerca de 13 quilómetros, um dos seis percursos pedestres do concelho que estão homologados pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.

A autarquia diz que se encontra a “promover a reabilitação e revitalização dos percursos pedestres do concelho, no sentido de valorizar o património natural e cultural, melhorando a oferta ao nível das atividades de pedestrianismo e outras atividades desportivas, turísticas e ambientais”.

A esta intervenção seguem-se outras nos restantes percursos pedestres espalhos pelo concelho, que se localizam nas freguesias de Quintos, Trindade, Albernoa, Beringel e Trigaches.

Ana Matos Pires desafiou José Barriga para discutirem publicamente declarações públicas que este fez sobre vacinação em Beja

Zé LG, 22.03.21

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Barriga-768x432.jpgA Drª Ana Matos Pires, escreveu uma carta ao Dr. José Barriga, em que, depois de se apresentar, escreveu: “Tenho, como todos os médicos, responsabilidades acrescidas nesta fase pandémica que implicam, também, a informação prestada à comunidade. É nesta qualidade que me dirijo a si e que lhe lanço o repto de discutir publicamente consigo algumas das declarações públicas que fez e que implicam questões deontológicas, cujo esclarecimento aos pares e à comunidade me parecem de primordial importância.” Que, segundo ela, ficou sem resposta. No comentário que escreveu, no blogue Praça Pública e onde deu divulgou aquela carta, descreveu também as questões que pretendia debater e esclarecer com o Dr. José Barriga.