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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

UMA NOVA REFORMA AGRÁRIA ESTÁ A SURGIR ONDE A DE ABRIL COMEÇOU

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No Monte do Outeito, um pouco como em toda a região de Beja, está em curso uma nova Reforma Agrária, com uma total alteração das culturas, que se tornaram possíveis a partir da chegada da água de Alqueva.

A produção extensiva de sequeiro está a dar lugar a produções intensivas de regadio, com uma grande preponderância de olivais.

Esta nova Reforma Agrária terá um grande peso económico e no saldo da nossa balança comercial, mas não tem o impacto social na região que a Reforma Agrária de Abril teve. 

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AS "VERDADES" DE ANTÓNIO BARRETO SOBRE A REFORMA AGRÁRIA

Em entrevista à revista Visão (nº 1212, de 26/5/2016), António Barreto, ex-ministro da Agricultura de Mário Soares, afirmou: "Metade das ocupações não estavam de acordo com a lei. A lei visava as terras abandonadas mas as que foram ocupadas eram as melhores, está se bem a ver porquê!" 

Ora, seria interessante que António Barreto sustentasse essas suas afirmações com dados objectivos, porque tanto quanto sei (e vivi, por dentro esse processo) as coisas não se passaram assim: 

1 - As ocupações foram feitas de acordo com o que a lei previa (acima dos 50.000 pontos), lei essa que ele alterou (a célebre lei Barreto) que alargou aquela pontuação para os 70.000 pontos, mais majorações. Ou seja, as terras entregues por António Barreto não foram ilegalmente ocupadas e, para que as pudesse emtregar alterou a lei, v´-se lá saber porquê... Sem essa alteração grande parte das "reservas" não teriam sido possíveis e a maior parte da área ocupada teria continuado na Reforma Agrária. Por isso, António Barreto foi, de facto, o coveiro da Reforma Agrária. 

2 - Não lhe fica bem insinuar que as terras ocupadas foram as melhores, porque não só foram essas, que a pontuação permitia, como as piores, cobertas de mato e de pedras, cuja ocupação veio a criar emprego na sua limpeza. Na entrega das "reservas" é que aconteceu isso, tendo sido dada preferência às melhores terras.  

Muito mais se poderia contraditar nas afirmações de António Barreto mas talvez não valha a pena.

“CAMPOS DO SUL – MEMÓRIA DE UMA REVOLUÇÃO – TRANSFORMAÇÕES ECONÓMICAS E SOCIAIS 1974-75”

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É o nome da exposição, organizada pela CULTRA – Cooperativa Cultural Trabalho e Socialista, referente aos 40 anos passados sobre a Reforma Agrária, patente ao público na Biblioteca Municipal de Beja.
No contexto desta mostra é realizada no dia 18 deste mês, também na Biblioteca de Beja, às 21.30 horas, uma mesa redonda sobre o tema: “A Reforma Agrária”. Constantino Piçarra apresentou, igualmente, à nossa estação os intervenientes e objetivos desta realização.

MANUEL POMBINHO MORREU

10470238_835414766494644_7146832620790396807_n_003Acabei agora de tomar conhecimento do falecimento de Manuel Pombinho, ocorrida no dia 21. Custou-me a acreditar, tal foi o inesperado da notícia.

O Pombinho foi um grande e bom Homem. Trabalhador, sempre empenhado nas causas colectivas, algumas vezes com sacrifício para si e para a sua família. Militante do PCP, convicto e empenhado, foi dirigente da Reforma Agrária, sindical e autarca.

Conheci-o há cerca de 40 anos. Trabalhei, militei e privei com ele durante muitos anos e em muitas circunstâncias. Fomos amigos e sempre nos respeitámos, mesmo quando discordámos.

À família, a quem era muito dedicado, apresento os meus mais sentidos pêsames e um abraço de solidariedade.

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