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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Os cereais ucranianos vão para quem mais precisa deles?

Zé LG, 06.08.22

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O primeiro carregamento de cereais ucranianos deixou o porto de Odessa na manhã desta segunda-feira, com destino ao Líbano.                                          (© TURKISH DEFENCE MINISTRY / AFP)

Saíram da Ucrânia mais três barcos de transporte, com mais de 58.000 toneladas de cereais, agora com destino à Turquia, Reino Unido e Irlanda, avançou esta sexta-feira o ministro da Defesa da Turquia, Hulusi Akar.

Secretário-geral da ONU insta governos a taxar lucros "imorais" das empresas

Zé LG, 04.08.22

Sem nome.pngO secretário-geral da ONU considerou "imoral" que as empresas de petróleo e gás estejam a registar resultados financeiros recorde durante a atual crise energética e exortou todos os governos a tributarem os seus "lucros extraordinários".

Esta ganância grotesca está a punir as pessoas mais pobres e vulneráveis, enquanto destrói a nossa única casa”, apontou António Guterres, que pediu aos governos de todo o mundo que imponham mais impostos sobre estes “lucros extraordinários” e que utilizem os recursos para “apoiarem as pessoas mais vulneráveis nestes tempos difíceis”.

O responsável das Nações Unidas lembrou que os lucros combinados das maiores empresas de energia a nível global aproximaram-se dos 100.000 milhões de dólares no primeiro trimestre deste ano e que o negócio neste setor tem um “custo enorme” em efeitos ambientais.

Ucrânia e a Moldova juntaram-se hoje a um grupo alargado de países candidatos à adesão à UE

Zé LG, 23.06.22

Após a ‘luz verde’ dada hoje pelos 27 chefes de Estado e de Governo da UE à concessão do estatuto de países candidatos a Kiev e Chisinau, tal como recomendado pela Comissão Europeia, Ucrânia e Moldova juntam-se a Albânia, Macedónia do Norte, Montenegro, Sérvia e Turquia como candidatos, e ‘ultrapassam’ Kosovo e Bósnia-Herzegovina, ainda “potenciais candidatos”, enquanto à Geórgia foi dada somente para já uma “perspetiva europeia”.

bandeiras-dos-estados-membros-da-uniao-europeia-ba“É bom que seja dado o estatuto [de país candidato à UE] à Ucrânia, mas espero que o povo ucraniano não se encha de ilusões. A Macedónia do Norte é candidata há 17 anos, se não me perdi nas contas, e a Albânia há oito, então boas-vindas à Ucrânia”, disse Edi Rama em tom irónico.

América do Sul está a virar virar à esquerda

Zé LG, 20.06.22

gustavo-petro-848x477.jpegNa Colômbia, os eleitores que votaram (58% dos 39 milhões de inscritos) ditaram uma revolução: pela primeira vez, a Colômbia tem um presidente de esquerda e que se assume porta-voz dos de baixo. O eleito, Gustavo Petro, com 62 anos, integrou nos tempos de juventude o M-19 ...

A guinada à esquerda começou com a eleição do esquerdista Andrés Manuel López Obrador, no México, em 2018. O país foi seguido de Argentina, com Alberto Fernández em 2019, e Bolívia, com Luis Arce em 2020. No ano seguinte, 2021, foi a vez de Peru, com Pedro Castillo; Chile, com Gabriel Boric; e Honduras, com Xiomara Castro… E poderá prosseguir no Brasil, com nova eleição de Lula.

As desigualdades sociais, a noção de muita corrupção no topo do poder, a perceção de que as alterações climáticas são uma realidade negligenciada pelos governos e a má resposta à pandemia são contributos fortes para esta viragem – por período curto? Os novos governos conseguirão corresponder às promessas? – na América do Sul.

"o que acontecerá quando o entusiasmo para ajudar passar? Porque as coisas estão esfriando", pergunta o Papa

Zé LG, 16.06.22

Papa: a guerra não pode ser reduzida a uma distinção entre bons e maus

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Publicamos uma grande parte da conversa de Francisco com os diretores das Revistas dos Jesuítas, recebidos em audiência no Vaticano em 19 de maio. A íntegra do encontro foi divulgada na edição desta terça-feira (14) da revista "La Civiltà Cattolica". In: Vatican News

A Companhia está presente na Ucrânia. Estamos vivendo uma guerra de agressão. Nós escrevemos sobre isso em nossas revistas. Qual é o seu conselho para comunicar sobre a situação que estamos vivendo? Como podemos contribuir para um futuro de paz?

Para responder a essa pergunta, temos que nos afastar do esquema normal de "Chapeuzinho Vermelho": a Chapeuzinho Vermelho era boa e o lobo era o mau. Aqui não há bons e maus metafísicos, de uma forma abstrata. Algo global está surgindo, com elementos que estão muito interligados entre eles. Alguns meses antes do início da guerra encontrei um chefe de Estado, um homem sábio, que fala pouco, muito sábio mesmo. E depois de falar sobre as coisas de que ele queria falar, me disse que estava muito preocupado com a maneira como a OTAN estava se movendo. Eu lhe perguntei porquê, e ele me disse: "Estão latindo nas portas da Rússia. E não entendem que os russos são imperiais e não permitem que nenhuma potência estrangeira se aproxime deles". Ele concluiu: "A situação pode levar à guerra". Essa era a sua opinião. Em 24 de fevereiro, a guerra começou. Aquele chefe de Estado foi capaz de ler os sinais do que estava acontecendo.

Aquilo que estamos vendo é a brutalidade e a ferocidade com que esta guerra está sendo conduzida pelas tropas, geralmente mercenárias, utilizadas pelos russos. E os russos realmente preferem enviar chechenos, sírios, mercenários. Mas o perigo é que só vemos isso, o que é monstruoso, e não vemos todo o drama que está se desenrolando por trás desta guerra, que talvez tenha sido de alguma forma provocada ou não impedida. E registro o interesse em testar e vender armas. É muito triste, mas no final é isso que está em jogo.

 

Ambientalistas apelam a uma melhor coordenação na gestão das águas do Rio Guadiana

Zé LG, 02.05.22

guadiana_river.jpg“A captação de água do Rio Guadiana não pode ser feita, por Portugal ou por Espanha, sem ambos os países estarem coordenados entre si e sem conhecerem as reais disponibilidades do rio, principalmente numa zona que sofre de escassez”, alertam a ANP|WWF e a WWF Espanha.

Estas organizações ambientalistas apelam ao governo portuguêes e espanhol para que haja uma melhor coordenação na gestão das águas partilhadas por ambos os países, em particular no troço fronteiriço final, e para que estabeleçam legalmente, no âmbito da Convenção de Albufeira e dos Planos de Bacia, as reais exigências ecológicas de caudais* e as efetivas disponibilidades para captações de água a partir do Rio Guadiana.

Ao abrigo da Convenção de Albufeira, que regula a utilização de água nas bacias partilhadas pelos dois países, foram definidos regimes de caudais mínimos trimestrais e anuais na passagem de cada rio pela fronteira. No entanto, tal não foi acordado no local onde o Guadiana volta a ser fronteira - no Pomarão/Chança - o que, nos termos da Convenção, deveria ter ocorrido até 2002 para gerir a situação ambiental do Estuário do Guadiana.

Afinal quem invadiu a Ucrânia? Foi a Rússia ou o PCP?

Zé LG, 23.04.22

_100518426_irsqueafp.jpgAs invasões, ocupações e intervenções de países por outros são mais que muitas e todas condenáveis. Umas não podem nem devem servir de justificação a outras. O PCP costuma(va) ter uma posição que muito me agrada, que é a de que nenhum país deve intervir nas questões internas de outro, salvo se a pedido do seu governo legítimo, e, por isso, sempre esteve na primeira linha da crítica às inúmeras intervenções, directas ou por interpostos agentes, dos EUA noutros países. Já quando se trata(va) de intervenções da ex-URSS ou da Rússia, como agora está a acontecer na Ucrânia, não é capaz de tomar a mesma posição, ficando-se por, quando muito, criticá-las mas justificando-as. É o que se verifica agora, mais uma vez. Zelensky e o seu governo podem ser tudo o que de pior o PCP diz deles, mas nada disso justifica a invasão e a guerra desencadeadas pela Rússia na Ucrânia com o objectivo de ocupá-la "a bem", através de um governo seu amigo, ou à força, através da guerra, ocupando-a por inteiro ou partes que reduzam drasticamente a sua importância.

Posto isto, parecem-me manifestamente despropositadas as críticas tão profusamente feitas ao PCP, pelas posições que tem tomado, que não são novas e que tem o direito de tê-las, por mais condenáveis que as possamos considerar. Perante tudo o que tantos têm escrito e dito sobre as posições do PCP, chego a ter dúvidas se foi Putin a dar instruções para a Rússia invadir a Ucrânia ou se foi o PCP. E também é verdade que algumas pessoas do PCP, por aquilo que têm dito e escrito, não têm ajudado a esclarecer estas dúvidas...

"ONU alerta para aumento de demonstrações de ódio e violência nos Balcãs"

Zé LG, 06.04.22

«De acordo com Alice Wairimu Nderitu, nas últimas seis semanas, o conflito na Ucrânia deteriorou algumas dessas dinâmicas, com demonstrações de ódio, “incluindo reivindicações abertas de violência contra membros de um grupo nacional” e “apelos à religião como fonte de legitimidade para violência ou alinhamento de atividades nacionais para a causa das partes beligerantes no conflito na Ucrânia”.»

Semana da Interculturalidade começou hoje em Beja

Zé LG, 04.04.22

202204011453011954.jpgA Semana da Interculturalidade 2022 realiza-se de 4 a 10 de abril. A iniciativa, que é promovida pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, com o apoio institucional do Alto Comissariado para as Migrações (ACM), prevê a realização de 260 ações em todo o país. Em Beja há atividades na Praça da República e na Praça do Jornal Ala Esquerda.

Consulte a programação completa aqui e leia e oiça mais aqui e aqui.

Mesmo numa guerra, não vale tudo

Zé LG, 03.04.22

guerra.pngAs imagens publicadas de Bucha, na Ucrânia, são demasiado violentas e atentatórias dos mais elementares direitos humanos, mesmo em plena guerra, para que fiquem sem responsáveis apurados e responsabilizados. Tudo deve ser feito para que os seus responsáveis sejam condenados para que crimes hediondos não sejam cometidos.

“O Imperador do Ocidente”

Zé LG, 02.04.22

277445378_2155870137913173_6589874954186500318_n.j«... foi o Imperador do Ocidente, que veio pessoalmente visitar as suas províncias, porque não acreditava que um Cônsul com poderes especiais, não seria capaz de exprimir claramente qual a posição do Império sobre o momento atual. Lá do alto das escadarias do Senado, um resquício dos tempos em que havia uma certa democracia, chamou a atenção para os seus fiéis Governadores de Províncias que não estavam a ser suficientemente duros com os Bárbaros que tentam abrir uma brecha nas defesas do Império. Tendes que tomar decisões firmes, porque se eles conseguem uma brecha é o fim do Império.” Zé Onofre 29.03.2022, aqui.

“Joe Biden ameaça tudo e todos”

Zé LG, 29.03.22

«JOE BIDEN COWBOY ARROGANTE E MALCRIADO VAI DE MAL A PIOR!                          – texto de Vitor Mineu (adaptado por mim, Alfredo Barroso)

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Este Joe Biden, a que vários jornalistas da América Latina já chamam “manequim de funerária”, trata a Rússia e os eleitores da Rússia, mas também o partido comunista da China e os seus dirigentes, como se fossem seus subordinados, como se Joe Biden fosse o ‘boss’, o patrão deles! Joe Biden ameaça tudo e todos, vocifera, vai soltando uma data de impropérios, de forma absolutamente incontinente e irresponsável, como não há memória de ouvir de um Chefe de Estado em tempo algum.

Joe Biden fala com a Rússia e com o seu líder, Vladimir Putin, como se estivesse a falar com os líderes de países que os Estados Unidos da América já ameaçaram, bombardearam, invadiram ou ocuparam militarmente – como o Afeganistão, a Jugoslávia, o Iraque, a Líbia, a Síria, o Iémen, a Somália, a Venezuela e mais um ror de países que bombardearam porque SIM, quer dizer, porque querem mandar em todo e qualquer sitio do Mundo, submetendo-o e saqueando as suas riquezas, como sempre costumam fazer…

Já se ouviram declarações de militares dos EUA, de médias e altas patentes, dizerem que «onde estiverem nossos militares, navios e aviões, é território dos EUA» ...» Daqui.

“Só fica confuso quem andou distraído da política”

Zé LG, 28.03.22

70365791_10205606536479761_4613475439241854976_n.j«Os anti-stalinistas não estão confusos. Como é sabido, a maior parte das antigas Repúblicas Soviéticas transformaram-se em antros de corrupção oligárquica. A feroz acumulação capitalista que se deu com o desmembramento da URSS foi não só selvagem, mas sobretudo mafiosa. Devido a isso, apenas algumas conseguiram transitar para regimes democráticos. Só fica confuso quem andou distraído da política, ou sossegadinho pela informação tendenciosa.»                                      Munhoz Frade 28.03.2022, aqui.

Quem (não) quer a Paz?

Zé LG, 27.03.22

image.jpgSou contra a invasão da Ucrânia, como sou contra a invasão de qualquer outro país soberano. A Rússia, tal como todos os países que invadiram outros países soberanos, merece a nossa condenação. Dito isto, que parece amplamente consensual, pergunto se todos os que agora se dizem “ucranianos” se dizem (ou disseram alguma vez) igualmente “iraquianos” ou “palestinos”, só para dar dois exemplos...

Não gosto de unanimismos e temo as visões únicas de situações e problemas complexos. E fico preocupado com a forma como são tratados todos os que levantam a mínima dúvida em relação à visão única que nos é apresentada.

A invasão da Ucrânia e a guerra feita pela Rússia neste país soberano, não tem justificação. Não me parece que tenha sido esgotada a via diplomática para resolver diferendos e conflitos existentes. Mas a guerra está lá, a matar e ferir milhares de pessoas, a expulsar muitas mais daqueles territórios, a destruir cidades e vidas. Quando vai acabar? Fica por ali contida ou estende-se a outros países? Que consequências vai ter na Ucrânia, na Rússia, na Europa e no Mundo? Mesmo à distância já sentimos algumas. Mas que mais irá acontecer?

Perante esta dramática situação, ouvimos apelos à paz mas não vemos serem dados passos nesse sentido. Antes pelo contrário, vemos, ouvimos e lemos declarações de guerra, acusações de crimes contra a humanidade e uma corrida ao reforço do armamento. Será este o caminho para se chegar ao cessar fogo e à construção dos compromissos necessários ao fim da guerra e à contrução da paz?

Nestas situações críticas – a pandemia, a guerra -, por que passamos é frequente dizer-se que todos perdemos. Mas não é verdade! Veja-se o que aconteceu com a pandemia...

Caetano Veloso liderou grupo de artistas brasileiros contra “pacote de destruição da Amazónia e do Brasil"

Zé LG, 10.03.22

CV.pngCaetano Veloso liderou um protesto na frente do Congresso, em Brasília, contra a política ambiental do Governo do Presidente, Jair Bolsonaro, que mobilizou dezenas de artistas e ativistas para exigir o fim da "destruição da Amazónia e do Brasil." A manifestação em frente ao prédio do Congresso, no coração político de Brasília, eve como principal objectivo criticar o conjunto de leis que tramitem no legislativo com o apoio do Governo que comprometem a conservação ambiental e até mesmo a saúde da população.

Um dos projetos citados propõe liberar a exploração de minérios na Amazónia, reduzir terras indígenas e flexibilizar a fiscalização ambiental. Além disso, um projeto já aprovado na Câmara dos Deputados (câmara baixa do Congresso) poderá aumentar o número de agrotóxicos utilizados na poderosa agricultura brasileira que coloca em causa a saúde da população já que a nova lei flexibiliza as regras de aprovação de pesticidas e acumula no Ministério da Agricultura (Mapa) as diferentes decisões que tratam da liberação desses produtos.

Ucrânia: parar a agressão, lutar pela paz!

Zé LG, 05.03.22

1646510497J9xPZ2ws6Qm43NL3.jpg«A Renovação comunista toma posição sobre a grave e perigosa situação criada a leste pela agressão russa à Ucrânia a qual afronta a regulação pacífica dos conflitos e visa esmagar a autodeterminação da Ucrânia e os seus direitos nacionais. Sem esquecer o contexto de progressiva militarização pela NATO dos países limítrofes da Rússia, o que representa cada vez mais uma ameaça que se vem acumulando desde há anos. Esse crescimento da tensão entre Rússia e Estados Unidos, é em boa parte explicado pelas ambições dos diversos interesses oligárquicos que dominam as grandes potências.»