Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Uma candidatura autárquica de nível precisa-se com urgência!”? Quem a pode protagonizar?

Zé LG, 04.01.21

"As razões estão à vista de todos: incapacidade em toda a linha dos responsáveis autárquicos, falta de comprometimento efectivo com o objectivo que deveria ser central de desenvolvimento do concelho e da região, protagonismos pessoais doentios e carreirismo político do mais baixo nível, má gestão crónica, mediocridade técnica, inoperância em larga escala, favoritismo escandaloso na escolha dos ocupantes dos cargos de chefia, invariavelmente motivado por critérios partidários ou outros amiguismos obscuros, enfim, subdesenvolvimento deprimente na gestão dos assuntos públicos, que apenas em vão se tenta disfarçar com manobras publicitárias de inaugurações de parques de lazer. Uma candidatura autárquica de nível, precisa-se com urgência!" Anónimo 31.08.2020, aqui.

P1080375.JPGPodemos concordar ou não com este comentário. Mas certamente todos estaremos de acordo que seria bom para Beja, tal como para qualquer outro concelho, ter na gestão dos seus órgãos autárquicos os melhores. Quem são eles? Estamos a nove meses das eleições autárquicas, pelo que é natural que estejam a realizar as movimentações no sentido da escolha dos candidatos, principalmente dos cabeças de listas candidatas. Por isso, lanço aqui o desafio que indiquem nomes dos que consideram mais capazes para desempenhar funções autárquicas. Talvez a vossa opinião possa ser um contributo para termos melhores candidatos e melhores autarcas, capazes de ultrapassar, pelo menos, algumas das muitas dificuldades apontadas.

Ideologia

Zé LG, 27.12.20

mafalda-apagador-de-ideologias.jpg

Ideologia é um termo que possui diferentes significados e duas concepções: a neutra e a crítica.[1] No senso comum o termo ideologia é sinônimo ao termo ideário, contendo o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas. Para autores que utilizam o termo sob uma concepção crítica, ideologia pode ser considerado um instrumento de dominação que age por meio de convencimento (persuasão ou dissuasão, mas não por meio da força física) de forma prescritiva, alienando a consciência humana.  -  Daqui.

“São os novos lobos liberais atacando o rebanho...”

Zé LG, 24.12.20

«A MINISTRA DA SAÚDE

ms.jpgA ministra assim, a ministra assado. Devia demitir-se, já se devia ter demitido. As vacinas não vão dar para todos, pois já se sabia. Dias a fio disto, semanas a fio. A minha área política não é, claramente, a da ministra Marta Temido. Mas, muitas vezes tenho pensado, durante estes meses, quantas pessoas aguentariam, com aquela serenidade consciente (consciente porque conhecedora, não por indiferença), a pressão de todas as dificuldades. Seria possível ter feito melhor? Com os meios que há? Tenho, enquanto cidadão (não sou técnico nem comentador televisivo), as maiores dúvidas.

Ganhei, ao longo dos meses, respeito à ministra Marta Temido. Ao mesmo tempo que se me firmou a convicção que sem o papel do Estado, que sem o Serviço Nacional de Saúde, sem os trabalhadores que têm dado o seu melhor, e até mais que isso, teríamos fracassado.

Ouvir um candidato à Presidência da República, chamado Tiago Mayan, dizer que a ministra é responsável por 10.000 mortes causa uma tristeza sem limites. E revolta, ante a infâmia. São os novos lobos liberais atacando o rebanho…” - Santiago Macias, aqui.

Será que está a ser feito tudo para evitar que tantos velhos morram?

Zé LG, 23.12.20

100564761_2802640163182185_2963252152606130176_o.j«O factor idade parece ser o mais forte a empurrar alguém para a doença grave, ser hospitalizado, ir parar à UCI e morrer. Se compararmos um jovem de 20 ou 30 anos que tem uma insuficiência cardíaca com um idoso saudável de 75 ou 80 anos, o idoso continua a estar em maior risco do que o jovem» - Manuel Carmo Gomes, professor de Epidemiologia da FC da Universidade de Lisboa, in VISÃO de 17/12.

Sabendo-se isto, porque é que continuam a morrer tantos velhos, designadamente nos lares, onde estão confinados? Porque não são tomadas medidas mais rigorosas de forma a travar a entrada do vírus nos lares? Se há (deve haver) controlo das pessoas - funcionários, técnicos de Saúde, fornecedores, familiares -, que entram nos lares e se já há testes rápidos, porque não se fazem de forma obrigatória a todas elas?

Desculpem, mas não consigo entender que se façam tantos testes e que não se façam todos os que forem necessários para poupar vidas dos mais velhos, por mais curtas que sejam as suas esperanças de vida...

PCP diz que Alentejo necessita de respostas integradas e de uma estratégia de desenvolvimento assente nas suas potencialidades

Zé LG, 21.12.20

PCP-1-768x432.jpgA DRA do PCP abordou a situação que o país enfrenta, devido à pandemia e concluiu que é “uma situação com contornos ainda mais graves no Alentejo, dado o abandono a que tem vindo a ser sujeito por sucessivos governos da política de direita (PS, PSD e CDS).” Nesta região “a necessidade de respostas integradas é fundamental, seja ao nível da estrutura económica e na sua densificação e diversificação, criando mais e melhor emprego, seja ao nível do combate aos focos de pobreza, que tendem e tenderão a aumentar, seja na rede pública de lares e creches, seja no combate à demagogia e a teses racistas e xenófobas”, segundo Dias Coelho, que afirmou ainda que “ficou clara a urgência de se encontrar para o Alentejo uma estratégia de desenvolvimento assente nas suas potencialidades, com o PCP na dianteira deste trabalho”.

“Mais interessante seria discutir a decadência do PCP concelhio e distrital”

Zé LG, 20.12.20

91609282_106538534344076_4413909985696677888_o.jpg“Mais interessante, na minha opinião, seria discutir a decadência do PCP concelhio e distrital, pois considero que apesar de tudo o PCP nacional tem conseguido minimamente progredir apesar do conservadorismo ignorante. Os deputados na Assembleia da República e no parlamento europeu são do melhor ou mesmo o melhor que existe em Portugal. Agora cá no Baixo Alentejo, valha-me São Heráclito, que a cegueira e preconceitos do chefe e seguidores descerebrados destruíram o PCP a médio prazo cortando qualquer laço com a juventude e com as ideias de liberdade e sonhos da mesma. Jogam para perder por poucos pois assim quem ocupa os cargos terá a garantia de permanecer mas a médio prazo é a morte. Estes senhores não se preocupam com o partido mas consigo mesmos. Ou confundem os seus interesses com os do partido. Ah, e não conquistarão o poder nas próximas autárquicas, cair-lhe-à de podre no colo porque a incompetência do PS local é galáctica ao ponto de envergonhar qualquer socialista não fanatizado. Enquanto tudo isto se dá povo sofre e a terra definha num coma catatónico.”

Anónimo 02.12.2020, aqui.

Beja, "madrasta" e com outros "defeitos", entre desilusão e pessimismo e factos e confiança

Zé LG, 19.12.20

127039230_1087071795058396_6042060700786322194_o.j«Mas mais do que "madrasta" a cidade tem outros "defeitos" bem piores. Sendo o principal a total ausência de investimentos estruturais...

E não há nada a fazer, dada a inoperância e incapacidade manifesta dos políticos e governantes locais para conseguirem atrair investidores e investimentos sobre o que quer que seja. Com exceção evidente dos olivais e outras culturas intensivas e superintensivas. Que pouco ou nenhum emprego criam, cujas mais valias não ficam na região, que degradam a qualidade de vida e o ambiente e que dentro de duas ou três décadas só deixaram terra queimada...»

 

«O seu post é de uma ignorância atroz. Informe-se do número de pessoas que trabalham nas explorações de regadio do Alqueva, informe-se do número de jovens formados no IPB que trabalham nas empresas agrícolas da Região, informe-se do contributo que essas empresas têm no PIB, informe-se do contributo para a Segurança Social de empregados e empregadores. Senão tivesse um sector agrícola e pecuário de grande dinâmica, e criador de riqueza, quereria viver num perfeito deserto. Concerteza que existem alguns problemas de natureza ambiental e social, mas com vontade do Estado e das Empresas serão resolvidos.»

Anónimos 19.12.2020, aqui.

"A lógica do combate à pandemia"

Zé LG, 18.12.20

EmygiGtW8AAk3pT.jpgAs autoridades de Saúde dizem que os contágios do novo coronavírus se verificam predominantemente em ambiente familiar, em casa.

O primeiro-ministro ao anunciar as medidas do actual estado de emergência alertou para que, se a evolução da contenção da pandemia não fosse a esperada, as medidas restritivas pelo Natal teriam de ir para além das anunciadas. 

Agora, ao anunciar as novas medidas para mais um estado de emergência, António Costa reconheceu que aquela evolução estava mais lenta e menos segura do que o previsto.

Face a isto, que medidas toma o governo? Tenta evitar que as famílias se reúnam para além do agregado base, como o seu alerta deixava antever? Não, nada disso! Apela à nossa responsabilidade individual pelo Natal e considerando que, mesmo assim, a situação se vai agravar, anula toda e qualquer possibilidade de comemoração do Ano Novo, para procurar remediar os estragos causados pelo Natal... É lógico, não é?...

E, se depois do Natal comemorado com responsabilidade individual e sem testar esta pela passagem do ano, a pandemia se descontrolar e aumentarem significativamente as mortes dos mais velhos e mais vulneráveis? Quem assume a responsabilidade? António Costa e o governo, com a cumplicidade do PR Marcelo Rebelo de Sousa ou passam-na para nós?

PSD apela “ao sentimento solidário” da CMB para minimização do impacto social e económico da crise gerada pela pandemia

Zé LG, 17.12.20

10664_big.jpgA Concelhia do PSD de Beja, tendo em conta a situação de pandemia que assola o país e a região, mostra-se preocupada com os que, neste momento, têm dificuldades em exercer a sua profissão ou a sua actividade económico-empresarial no concelho e com os postos de trabalho que lhes estão adstritos.

“A política que se pode fazer agora tem a ver com alguns cuidados e sabemos que é sempre difícil as câmaras exercerem as suas funções, num período muito complicado. No entanto, já devia por parte desta autarquia de Beja, ter existido apoios nomeadamente à restauração, às PMEs e aos pequenos comerciantes que efectivamente estão a passar por enormes dificuldades”, disse José Pinela Fernandes, o presidente da Comissão Política Concelhia de Beja do PSD, fazendo um apelo “ao sentimento solidário” da CMB para que direccione os seus esforços na minimização do impacto social e económico desta crise, afastando o fantasma do desemprego.

PCP promove Conferência de Imprensa, à porta do Hospital de Beja

Zé LG, 17.12.20

PCP-1-768x432.jpgA Comissão Concelhia de Beja do PCP promove, esta quinta-feira, pelas 14:30 horas, uma Conferência de Imprensa, à porta do Hospital de Beja, para abordar questões relacionadas com a saúde dos portugueses “que não pode ser um negócio”.

O PCP de Beja considera que “temos assistido ao encerramento de vários serviços e valências, com a consequente contratação de serviços ao privado”, assim como, “ao desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao nível de recursos humanos, mas também ao nível financeiro, “prática comum dos governos PS e PSD-CDS”.

“Portugal deve criar regiões administrativas para se diferenciar e desenvolver”

Zé LG, 16.12.20

imgLoader2.ashx.jpgO antigo ministro João Cravinho defendeu que Portugal deve criar regiões administrativas para se diferenciar e desenvolver, caso contrário corre o risco de, daqui a 20 anos, ser visto na Europa como uma província espanhola.

João Cravinho defendeu que a regionalização terá de consolidar o conjunto do território português numa ótica relacional, não favorecendo “uma ou outra região, mas tratá-las todas como partes integrantes de um mesmo sistema”, que “garanta aos portugueses, vivam onde viverem, prosperidade e respeito pelos seus direitos fundamentais”.

“Os países mais desenvolvidos são mais descentralizados e os países mais centralizados são menos desenvolvidos. Isto é, se quiserem, uma correlação estatística. Não é uma análise de causalidade”, salientou.

Para o antigo ministro, a regionalização seria ainda “uma oportunidade absolutamente imperdível do ponto de vista do benefício nacional para fazer a grande reforma da administração central”, que considerou “um bom ‘cocktail’” construído ao longo de décadas e séculos com “inúmeras omissões em relação ao tempo de hoje, com inúmeras incoerências”. No entanto, este terá de ser “um processo de aprofundamento democrático que envolva os cidadãos nas circunstâncias em que eles vivem”.

“o preço da água disponibilizada aos consumidores passou a estar dependente de movimentos especulativos de obscuros grupos"

Zé LG, 13.12.20

131015080_10218913945500247_4117382635411247705_n.«O dia de ontem ficará conhecido, no futuro, como um dos mais negros na história da Humanidade. Dele se falará quando se procurar explicar a causa de guerras, crises humanitárias e sociais e aumento de clivagens entre ricos e pobres. Desde ontem, a água passou a ser um recurso cotado em Wall Street o que quer dizer, explicado para tótós, que o preço da água disponibilizada aos consumidores deixa de reflectir apenas os custos de captação, tratamento, transporte e distribuição e, ainda, os lucros das empresas que vêm beneficiando da privatização desta actividade, para passar e estar dependente de movimentos especulativos de obscuros grupos de investidores em bolsa, os tão famosos mercados.

Parece-me o corolário lógico do vendaval neoliberal que assolou o Mundo desenvolvido nas últimas décadas, responsável em grande medida pela crise do sistema financeiro de há dez anos e que teve o seu apogeu na eleição de homens sem qualidade para os governos de grandes potências, praticantes do culto à sacrossanta auto regulação desses ditos mercados.» Leia aqui o resto do texto de Rui Oscar Teixeira.

“Beja é uma cidade madrasta”?

Zé LG, 12.12.20

127039230_1087071795058396_6042060700786322194_o.j«Há muito tempo ouvi alguém dizer na rua que Beja era uma cidade madrasta. Só anos depois percebi o que isso significava. Infelizmente é assim, para os seus, para os que vierem de fora, na verdade para todos aqueles que estejam dispostos a fazer alguma coisa diferente, Quem tiver o azar de dar nas vistas por boas razões logo é "abatido" seja dentro do partido, do clube, da empresa, na coletividade ou na associação, em qualquer lugar. A mediocridade reinante logo se encarrega de esconder, abafar, anular.....apenas para se defender e poder continuar a dominar pela mediocridade.» Anónimo 10.12.2020, aqui.

Candidaturas de João Ferreira e Marisa Matias em campanha em Beja e Fortes

Zé LG, 12.12.20

10631_big.jpgA candidatura de João Ferreira às eleições para a Presidência da República promove neste sábado, às 10.30 horas, no auditório da Biblioteca Municipal José Saramago, em Beja, a apresentação dos mandatários concelhios e distrital da candidatura, a qual contará com a presença dos mesmos.

10630_big.jpg

A candidata à presidência da República, Marisa Matias, vai estar no próximo domingo, dia 13, às 15h, na sede da Associação Ambiental Amigos das Fortes (junto à antiga escola primária), para um encontro com a população e activistas .

“O estafado e falso argumento que o socialismo não elevou a condição de vida dos povos”

Zé LG, 11.12.20

«O texto de Nmfdm sff traduz o pior que existe no pensamento ultraliberal da Escola de Chicago. O estafado e falso argumento que o socialismo não elevou a condição de vida dos povos, (desde logo na União Soviética), é uma das mais refinadas aldrabices que tentam apagar factos históricos. Depois a ideia de que o "capitalismo deu-nos a possibilidade de emergir pelo mérito, pela inovação, pela competição. Querer anular os mais capazes, perspicazes, audazes, etc, é nivelar por baixo.", é a prova provada de que Nmfdm sff , nem sequer se contenta com a social democracia, preferindo alinhar pelas matrizes ideológicas de um capitalismo sem regras e atentatório da dignidade humana nas suas múltiplas vertentes, porventura inspirado em John Rawls ou Nozick. Afirmar que todos podem "emergir pelo mérito", é a negação da realidade e a prova dos nove do velho ditado: "os cristãos novos são sempre os piores".»
Anónimo 10.12.2020, aqui.

“a Constituição permite enquadramentos legais aos protestos”

Zé LG, 10.12.20

70365791_10205606536479761_4613475439241854976_n M«As “contestações fraturantes” podem assumir variadas formas, consoante o regime. Não é no entanto o caráter legítimo ou não, do ponto de vista democrático, que confere a força e eficácia às ações de protesto. Se tiverem objetivos justos e apoio social alargado, regra geral os poderes instituídos acabam por ceder. No nosso caso, a Constituição permite enquadramentos legais aos protestos. Ainda bem que assim é, pois de vez em quando há que ser radical...»

Munhoz Frade 07.12.2020, aqui.

António José Brito "parece ser daqueles que manifestam azia com os acordos parlamentares à esquerda”

Zé LG, 10.12.20

83042740_2978637818814585_4059015051321802752_o.jp«Este caro sr (AJB), parece ser daqueles que manifestam azia com os acordos parlamentares à esquerda, como forma de luta inevitável, para evitar mais um governo de centro-direita de tão memória para todos!...Pois, esta coisa da disciplina político-partidária praticada por indivíduos moderadinhos e obedientes, já deu frutos noutras circunstâncias, mas os tempos são outros!...Tivemos pela primeira vez na nossa curta história democrática, uma solução governativa que muitos vaticinavam como um suicídio político, mas que contrariamente a essa expectativa, conseguiu retirar o País do abismo em que se encontrava, com sacrifícios desproporcionais para os contribuintes/trabalhadores deste País!...Abriu-se um novo ciclo, com altos e baixos, é certo, mas ainda assim preferível ás anteriores governações!...E nessa matéria talvez as autarquias locais pudessem aprender alguma coisa, mas parece que não é assim!...Estamos entregues a bicharada provinciana!»
Anónimo 07.12.2020, aqui.

“Não castrem quem é mais capaz, nem deixem cair quem tem menos capacidades”

Zé LG, 09.12.20

«Que comunismo (tentativas que sejam) conhece que tenham melhorado as condições de vida do seu povo? Foi (é) apenas a tentativa de nos nivelar por baixo. Ao menos o capitalismo deu-nos a possibilidade de emergir pelo mérito, pela inovação, pela competição. Querer anular os mais capazes, perspicazes, audazes, etc, é nivelar por baixo.

Dos fracos não reza a história, sabe, metaforicamente, o que significa? Não que sejam deixados para trás, mas são os outros, os inovadores, progressistas, que fazem a civilização que hoje vivemos, e usufruímos.»

Nmfdm sff 08.12.2020

 

«Essa pode ser uma das conclusões da análise. Que a Humanidade precisa dos inovadores, dos criadores, dos empreendedores. Mas precisa também de mecanismos que coordenem e regulem justamente a distribuição da riqueza produzida, para não agravar assimetrias sociais.»

Munhoz Frade 08.12.2020

 

«Concordo e subscrevo. Não castrem quem é mais capaz, nem deixem cair quem tem menos capacidades.»

Nmfdm sff 08.12.2020, aqui.

"PARA ALÉM DA ESPUMA DOS DIAS"

Zé LG, 09.12.20

123197476_10224192795827201_6062389950285520325_o.«A maior parte dos programas políticos dos partidos de esquerda têm sobretudo medidas, a curto prazo, sociais-democratas. Não há problema nisso.
A social-democratas era até a designação inicial de quase todos os partidos do movimento operário, pelo menos os de inspiração marxista.
Até os bolcheviques eram a fração maioritária do Partido Operário Social Democrata Russo. No entanto, a sua mudança de nome, para comunistas, dá-se para sublinhar uma diferença com os partidos maioritários na segunda Internacional: a defesa do derrube do capitalismo.
O que é importante esclarecer é que quem se reivindica da social-democracia o faz em que termos? Significa que aceita o capitalismo como realidade alegadamente inultrapassável?
Mais do que adoptar designações mais ou menos redondas é preciso definir com precisão o que elas significam. Às vezes as pessoa tentam tanto agradar aos eleitores que perdem a diferença que têm em relação aos projetos contra quem se batem.
Quem não se considera social-democrata valoriza as eleições como um momento importante no combate contra o capitalismo, o que significa que é preciso denunciar as suas características fundamentais e não acabar por o eregir em história sem fim e sem alternativa.»

NUNO RAMOS DE ALMEIDA, daqui, aqui.