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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

CAP defende plano de atracção e pacto para habitação de imigrantes

Zé LG, 11.07.24

imigrantes-1.jpgO presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura, defendeu a criação de um plano para atrair imigrantes, em conjunto com um pacto para a habitação, que mobilize edifícios devolutos, caso contrário Portugal poderá ter uma situação de “penúria” de trabalhadores. Acrescentando que este plano deverá ter regras “claras e céleres” para a emissão de vistos, oportunidades de emprego, benefícios fiscais e disponibilidade de habitação, voltou a manifestar preocupação quanto ao “deficiente funcionamento” da AIMA, vincando que resolver a questão das “pendências de regularização e processos de reagrupamento familiar” deve ser uma prioridade.

“A hierarquia interna no MP deu-se a ver de uma forma clara.”

Zé LG, 09.07.24

450400509_10161804113422430_7755474986276262220_n.jpg«A PGR deu uma entrevista
Fiquei muito preocupada. Penso que muita gente ficou.
O Ministério Público não comete erros, é isso que é dito. É verdadeiramente irresponsável. ...
A tese que a PGR apresenta para o parágrafo não colhe. Diz Lucília Gago que se não o fizesse estaria a proteger o PM. Ora, se há indícios de crime, há segredo de justiça, logo não há parágrafo. Mas o que se pergunta é isto: nas investigações sem “parágrafos” a PGR está a proteger alguém? É isso...
Não basta dizer “todos são iguais perante a lei”. Foi um momento populista. Uma PGR tem de ter em consideração as consequências que erros grosseiros podem ter na própria democracia. Não se trata de “proteger” alguém, mas de ter consciência do que significa a possibilidade de um PM de uma maioria absoluta eleita pelo povo demitir-se. A robustez jurídica que se exige num caso destes não tem a ver com a proteção da pessoa y ou c, mas da democracia. ...
A PGR pensa que o MP não sai mal na fotografia de leituras muito diversas dos factos. Tudo é normal. O juiz de instrução olhou para aquelas buscas e escutas e detenções e não aplicou medida alguma porque não viu indícios de crime.
Normal? Diz que sim.
O tribunal da Relação de Lisboa, por unanimidade, arrasou o MP. Não há indícios de crime e basicamente as pessoas em causa estavam a exercer as suas funções.
Qual a explicação para escutas de anos e anos?
Foi muito chato tanta gente estar detida para interrogatório tantos e tantos dias, mas havia greve dos oficiais de justiça. A sério?
A hierarquia interna no MP deu-se a ver de uma forma clara.» Isabel Moreira, aqui.

“Mas qual regionalização?”

Zé LG, 08.07.24

«Mas qual regionalização? E em que medida é que a ausência de políticas de imigração inclusivas e claras são culpa da "regionalização"? Os governos não terão em primeiro lugar, a nível europeu e nacional, que adoptar medidas mais eficazes? O problema que relata o post, não será exclusivo do sul do País (é só observar o que se passa no resto do País), sendo que por cá se agudiza também porque quem contrata mão de obra exterior, nem sempre está disponível para proporcionar as condições de trabalho dignas! Como os governos sucessivos, pouco ou nada têm feito, recai sistematicamente sobre os políticos locais, preocupações que são de âmbito transnacional!» Anónimo, 07.07.2024, aqui.

"melhorar condições de alojamento da população cigana e aplicar legislação que rege crimes de ódio"

Zé LG, 08.07.24

ciganos (1).pngA Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI, na sigla inglesa) do Conselho de Europa alertou Portugal para melhorar as condições de alojamento da população cigana e aplicar a legislação que rege os crimes de ódio, referindo que “As autoridades devem tomar medidas rápidas e resolutas para garantir condições de habitação dignas e seguras para os ciganos que vivem em alojamentos precários, incluindo bairros de lata, procurando simultaneamente soluções de habitação a longo prazo para eles, em estreita consulta com as comunidades”,e que Portugal deve “desenvolver e adotar instrumentos adequados, incluindo protocolos e procedimentos operacionais normalizados, com o objetivo de ajudar os serviços responsáveis pela aplicação da lei a tratar de forma eficaz e coerente os incidentes e crimes de ódio”.

PS já não tem quadros capacitados para conduzir a estrutura local de Beja?

Zé LG, 08.07.24

211370034_1226531014445806_5352244084883556163_n.jpg“Cumpro hoje o último dia como Presidente da Concelhia de Beja do Partido Socialista. … Para trás ficam 11 anos à frente do PS na capital de distrito. Hoje fecha-se esta porta. …
Foi uma enorme honra ter durante 11 anos a confiança dos socialistas bejenses para os liderar.
Perto dos 51 anos de idade, e como não alimento tabus, não. Não mais voltarei a ser candidato à Concelhia de Beja do Partido Socialista no futuro.
O meu bom ou mau contributo (conforme cada ponto de vista) foi dado. Ponto!
Tive esta oportunidade na vida que jamais esquecerei.
Obrigado a todos do fundo do coração!
Agora é o tempo de outros militantes.
De novas ideias e de novos métodos de trabalho.
E felizmente o PS/Beja tem um número expressivo de quadros bem capacitados para conduzir muito bem a estrutura local.” Paulo Arsenio em 7 de outubro de 2022. Daqui.

"Beja está sem voz há já muito tempo."

Zé LG, 07.07.24

449762414_10226555426891643_8488099221793443202_n.jpg«Beja está sem voz.
Nas ruas deambulam pessoas que pagaram por promessas que resultaram num vazio de tudo. Deixaram para trás um país e uma família endividada e ganharam a certeza que não serão capazes de voltar. Anda por cá também quem vinha com a intenção de entrar numa Europa que lhe foi vendida como uma galinha de ovos de ouro mas que mais não é do que miséria e portas fechadas. Bons e maus estão cá e chegam diariamente. Tal como os que cá vivem que em tantos momentos são excelentes a dar palpites e em nada fazer pela cidade.
Beja está sem voz há já muito tempo. Tanto quando é conhecida por ser uma cidade ingrata, principalmente com os seus. Não somos amigos uns dos outros. Não nos unimos. Não fazemos pela cidade e quem cá vem, ou vem perdido ou vem iludido.
As políticas para o interior Sul há já muitos anos que não existem. Estamos num completo abandono de investimento porque não temos voz. Não nos fazemos ouvir. Não nos unimos para o que verdadeiramente faz falta. Somos bons a unir-nos sim, nas redes sociais para “correr à pazada” com “esta gente que não está cá a fazer nada”.

“Alentejo pode afirmar-se como plataforma de investimento e internacionalização”

Zé LG, 29.06.24

ministro-696x378.jpegO seminário “Construir o Desenvolvimento Económico a partir do Interior: Atração e Fixação de Talento” contou com a presença do ministro da Economia, Pedro Reis, que destacou a importância da Universidade de Évora, afirmando que “Faz a ponte entre a história e o futuro, entre o talento e a economia, mostrando como é possível sonhar mais alto”. Salientou ainda a capacidade do Alentejo de se afirmar como plataforma de investimento e internacionalização, afirmando que, “Havendo grandes projetos e equipas, e uma articulação com universidades e outros polos de conhecimento, não há fronteiras,” a necessidade de atrair investimento externo, a importância de quebrar as barreiras que condicionam o interior do país e de um crescimento sustentável e humanista da economia portuguesa, a necessidade de aliviar a fiscalidade, construir infraestruturas estratégicas e promover a inovação. “A economia de hoje está muito dependente da energia e da água. Precisamos de tomar decisões de fundo para assegurar a sustentabilidade e o equilíbrio,” afirmou.
O seminário na Universidade de Évora sublinhou a necessidade de um esforço conjunto para desbloquear o potencial de crescimento do interior de Portugal, promovendo a atração e fixação de talento como chave para um desenvolvimento económico sustentável.

“Se querem trabalhadores têm que ter também deveres para com eles”

Zé LG, 27.06.24

imgLoader2 (4).jpg«A CAP pode estar certa, agora é preciso convencer os associados a receberem com tratamento digno os imigrantes que queiram ficar na empresa, dando-lhe boas condições de alojamento, porque é que não recuperam os montes com água, eletricidade e acessibilidades, aqui poderia entrar o estado através de financiamentos em conta para o efeito, acho que é de pensar nisso.» Anónimo 26.06.2024
«Sem dúvida que sim. Se querem trabalhadores têm que ter também deveres para com eles. Como garantir habitação além do salário. Esse seria o papel dos organismos de supervisão do Estado, e no qual até a GNR poderia participar.» Anónimo 27.06.2024.                                                                                                                      Aqui. Fotografia daqui.

CAP defende plano de atração de imigrantes e não apenas de controlo

Zé LG, 26.06.24

UN7248237_aa7_-810x540.jpg“Em relação ao futuro, enfrentamos um cenário complicado a nível internacional. Julgo que ninguém de bom senso fará uma previsão de como vai ser a situação internacional daqui a um ou dois anos. Temos uma grande incerteza quanto ao futuro das guerras e à eleição nos Estados Unidos”, assinalou o presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura, destacando a importância do reforço da concertação social para enfrentar estas mudanças.
O presidente da CAP disse que a concertação social terá de se debruçar sobre o aumento da competitividade das empresas e do rendimento dos trabalhadores, não esquecendo a energia e as alterações climáticas, vincando que “sem imigração, não há desenvolvimento económico”, sendo indispensável pensar, em sede de concertação social, na eventualidade de o país ter “um plano de atração de imigrantes e não só de controlo”, o que também disse ser importante. “Que imigrantes queremos e como é que os podemos atrair?”, questionou.

A Escola, para além de ensinar, tem também de educar

Zé LG, 26.06.24

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgCom demasiada frequência, lemos e ouvimos comentários, designadamente de professores, a afirmar que são os pais que devem educar os filhos, porque a eles apenas lhes compete ensinar.
Ou seja, de acordo com aqueles comentários, aos pais compete-lhes “a transmissão de princípios relacionados com comportamentos e atitudes correspondentes aos usos socialmente corretos” aos seus filhos, enquanto aos professores compete “a transmissão de conhecimentos e competências”, porque têm “apenas como função fornecer aos alunos as condições necessárias para que eles aprendam”.