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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Governo anuncia nova fábrica de aviões em Évora

Zé LG, 26.09.20

copy_of_copy_of_copy_of_copy_of_cronistas_ta_14.pnO projeto apresentado, em Évora, com a presença da ministra da Coesão Social e o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, pretende criar 1200 empregos em cinco anos no Alentejo e vai instalar-se no Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia, em Évora e criar uma aeronave ligeira de nova geração para um mercado de curtas distâncias (a ATL-100).

E depois vêm alguns acusar a regionalização, que não existe, e os bejenses de tudo ir para Évora... FOI O GOVERNO E O PS que mais uma vez fizeram a opção e tomaram a decisão de construir mais uma fábrica de aviões em Évora (onde existe o aeroporto?) e criar 1200 empregos no Alentejo (ou em Évora?), em nome na "Coesão"!...

Nunca vamos poder provar isso, mas talvez se já tivesse sido concretizada a regionalização, que a Constituição determina, estas decisões não fossem sempre no sentido de centralizar tudo em Évora... Mas certamente que não será com a eleição do presidente e de um vice-presidente da CCDRA que isso se consegue...

"falta o essencial - investimento, valorização da profissão, dotação financeira e técnica dos organismo de saúde"

Zé LG, 25.09.20

“… Felizmente ainda nos resta (vamos ver durante quanto tempo) o estado social - esse chavão de Abril, que até já não parece significar grande coisa para o espectro político nacional!...
Tem faltado muita clarividência - como aliás se constata noutros sectores - ou por outras palavras, que saúde pública queremos para o País?… E nem sequer vale a pena particularizar, ou restringir as idiossincrasias do sistema à região do Baixo Alentejo, porque os problemas têm origem bem mais a montante!… Quem está atento ás críticas das instituições regionais do sector noutras geografias, percebe facilmente que até há quem esteja pior, não obstante a convergência das preocupações e limitações da Saúde em Portugal!… Os problemas do sector estão identificados há muito tempo (já se construíram teses de mestrado e de doutoramento sobre o assunto), falta o essencial - investimento, valorização da profissão, dotação financeira e técnica dos organismo de saúde, etc, etc...
Haverá sempre espaço para a utopia e para o optimismo (muito bem), mas é preciso muito mais!… E parece que os profissionais da Saúde continuam a não querer ver a realidade do sector de modo objectivo e clarividente!...”

Anónimo 24.09.2020, aqui.

“O que importa é praticar a política de uma nova forma, deixando para trás a “clubite”.”

Zé LG, 25.09.20

70365791_10205606536479761_4613475439241854976_n MO que está em causa não é quem pode atirar pedras e quem tem telhados de vidro. O que neste momento imperiosamente importa é praticar a política de uma nova forma, deixando para trás a “clubite”. O que hoje em dia está em causa é a definição de uma estratégia para Portugal, e também para a região, em todos os sectores da economia e da vida social. É uma tarefa de grande envergadura, pois claro. Precisa, para ser enfrentada, que se reúnam os recursos mais amplos que consigamos reunir. Seguramente, não será a União Europeia a determinar as prioridades de desenvolvimento do nosso País. Também na Saúde, obviamente, o teremos de fazer. Teremos de imaginar como se deverá processar a evolução e reforço do Serviço Nacional de Saúde. O empenho de todos nós cidadãos, na cooperação para descoberta de soluções para os problemas que nos constrangem é fundamental. Por isso, concordo com o sentido das palavras da Dra. Matos Pires, definindo o modo honesto e solidário de trabalhar, com o fito de beneficiar o interesse público.

Munhoz Frade 23.09.2020, aqui.

“É preciso muito mais, na acção política e no exercício da cidadania individual e colectiva!”

Zé LG, 22.09.20

“Pois. Mas quem é que pretende fazer, e quem é que atrapalha quem quer fazer?
Um lugar comum, que pode encerrar uma visão clarividente de que não é possível questionar os métodos, os agentes ou as políticas levadas a cabo!...Era só o que nos faltava, que ninguém pudesse pôr em causa o modo de fazer!...
Se é verdade que "periódica e esporadicamente vamos assistindo a alguma coisa de positivo que, felizmente, vai acontecendo por cá". Ser "profeta da desgraça" não ajuda, antes favorece a tristeza espiritual dos bejenses. Não demos ouvidos a estes "velhos do Restelo"! "Os bejenses acreditam nas suas capacidades! Não atrapalhem quem quer fazer!”...O problema não está na capacidade (ou falta dela) do povo alentejano, que me parece que já deu provas históricas suficientes de resiliência em momentos delicados da sua história, mas na forma como os arautos da verdade pretendem conduzir a região em nome colectivo, sem contar com a participação de todos!...E já agora, os alentejanos não são profetas da desgraça nem têm problemas de natureza espiritual ( fosse esse o mal maior); antes conhecem, profundamente os problemas da região como ninguém! ...E tendo durante anos a fio, confiado responsabilidades nos seus representantes, se vêm pessimistas, pelos parcos resultados alcançados!...O Povo alentejano também é resistente nas suas aspirações, mas infelizmente quem nos representa não se tem mostrado à altura desse desafio!...E aqui o problema será transversal, numa relação de impotência por um lado, e de falta de assertividade no plano da representatividade dos dirigentes!...É preciso muito mais, na acção política e no exercício da cidadania individual e colectiva!...Mas também não será menos importante colocar de lado as diferenças ou conflitos de natureza partidária (com as suas proporções provincianas), em nome do superior interesse de defesa da maior região do País!”

Anónimo 21.09.2020, aqui.

“O que falta é TUDO O RESTO!”

Zé LG, 21.09.20

105913804_967840566981520_4336672682235452250_o PI“Desculpe o tom talvez indelicado deste comentário, mas o senhor está com esse tipo de discurso a tentar branquear a incompetência que é REAL na gestão pública. Não se trata de avaliar com base em estatísticas nem em obras feita. Até porque se o desenvolvimento se medisse em infraestruturas de lazer, desporto e afins, Beja até não estaria mal classificada. O que falta é TUDO O RESTO! É preciso estratégia para o apoio ao investimento e para a fixação de jovens e de profissionais qualificados de qualquer idade. É preciso profissionalismo, coragem e verdadeiro empenhamento por parte dos responsáveis autárquicos (mesmo que isso venha a ser pouco reconhecido nas urnas) para canalizar os fundos que existem para a qualificação das pessoas, para a criação de massa crítica e atração de investimento que, por sua vez tenha efeitos favoráveis e sustentados ao nível do dinamismo económico e da criação de emprego. Isto é, sem dúvida, intangível, mas não quer dizer que não possa ser comunicado aos munícipes - não está é a ser feito, ponto. É preciso ainda lutar ferozmente pelos investimentos estratégicos que há demasiado tempo são adiados na ferrovia, no aproveitamento do aeroporto, entre outros. Custe o que custar! É para isso que estas pessoas são eleitas, mas não é nada disso que têm para mostrar quando deixam os cargos. Aquilo que uns e outros vão deixando sempre é, isso sim, um rasto de novos tachos do respectivo partido, que vão aumentando eternamente as hostes de funcionários mais ou menos inúteis, com competências e perfis profissionais muito desajustados às funções que exercem nas autarquias e outras organizações públicas e privadas de relevância local e regional.”

Anónimo 20.09.2020, aqui.

ANAFRE exige aprovação de nova lei de freguesias a tempo de produzir efeitos nas próximas eleições autárquicas

Zé LG, 21.09.20

imgLoader2.ashx.jpg“Queremos que o Governo aprove em Conselho de Ministros ainda este mês a proposta de lei de criação, modificação e extinção de freguesias, que a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública tem, para que possa seguir para a Assembleia da República para ser apreciada, discutida e aprovada até dia 31 de março" do próximo ano, disse o presidente da ANAFRE, Jorge Veloso, no final da reunião ordinária mensal, descentralizada e estatutária do conselho diretivo da ANAFRE que decorreu em Beringel.

Na reunião, entre outros assuntos, o conselho diretivo discutiu as negociações do novo protocolo que vai ser assinado entre os CTT e a ANAFRE e que deverá conter um novo modelo de pagamento às juntas de freguesia pela prestação do serviço postal. Este "assunto não foi resolvido a 100%, falta limar umas pequenas arestas", as quais "serão resolvidas na comissão permanente", que foi mandatada para tal pelo conselho diretivo da ANAFRE, acrescentou Jorge Veloso.

“O que falta nesta ideologia dominante não habita as consciências”

Zé LG, 20.09.20

105913804_967840566981520_4336672682235452250_o PI“Na vida pública, é habitual não se dar conta do que produzem os mais variados serviços indispensáveis para o normal funcionamento da sociedade. Por falta de visibilidade material e perene, não se considera que fazem parte da vida económica, do desenvolvimento. O que é valorizado como significativo são as infraestruturas bem visíveis, como auto-estradas, aeroportos, edifícios fabris, etc. Apenas o que modifique a percepção do horizonte à volta. O trabalho diário e invisível de professores, profissionais de saúde, administrativos e funcionários, etc. não modifica a ideia de que nada fazem mexer. Nos dias de hoje, a certeza de desenvolvimento que se constrói nas mentes baseia-se no número de viaturas pessoais, na intensidade do tráfego rodoviário, na confusão urbana. O que falta nesta ideologia dominante não habita as consciências. É pois difícil exercer o contraditório, fazer ouvir alguma crítica. Onde o sentido do progresso civilizacional é medido pelas toneladas de combustíveis consumidas é árduo ter uma narrativa contra-corrente. Globalmente, a consciência da Humanidade parece andar desprovida de realidade, especialmente da sua parte intangível. E localmente? Aqui, em Beja, também. Também se diz que não há nada, que falta tudo. É certo que boa parte dos insaciáveis procuram outras distantes paragens, outras satisfações. E se perguntássemos aos que vão ficando, às famílias que aqui crescem? Se lhes perguntássemos o que conseguiram erigir, e como? Se soubéssemos olhar para outros indicadores que não os estatísticos? Se valorizássemos os casos exemplares? Se déssemos outro significado ao conceito de sucesso?”

Munhoz Frade 20.09.2020, aqui.

Luís Filipe Vieira fez o que já devia ter feito e outros não fizeram

Zé LG, 17.09.20

image.jpg«Reforçando ainda que é altura dos responsáveis políticos se preocuparem mais em "combater a tendência de transformar em sentença transitada a notícia de uma suspeita ou de uma acusação judicial", Vieira agradece a todos os benfiquistas pelos apoios que tem recebido, mas afirma que não pode permitir que "instrumentalizem o Sport Lisboa e Benfica e a minha comissão de honra em lutas políticas que nada têm que ver com o Clube a que presido e a cuja presidência serei recandidato".

Desta forma, Luís Filipe Vieira tomou a decisão de retirar da sua Comissão de Honra "todos – todos – os titulares de cargos públicos, sejam autarcas, deputados ou membros do Governo", lamentando que  "nos depois do 25 de Abril, se tenha de censurar quem livremente decidiu manifestar-me o seu apoio, mas o populismo e a demagogia dos dias de hoje obrigam-me a fazê-lo de forma a terminar com uma polémica injustificada e profundamente hipócrita".»

Vamos ver se agora o FCP e outros clubes na mesma situação afastam dos seus órgãos sociais "todos – todos – os titulares de cargos públicos, sejam autarcas, deputados ou membros do Governo", que os integram e se os partidos políticos deixam de integrar dirigentes de clubes e outras associações nas listas de apoio às suas candidaturas...

“Beja pode ser a capital ibérica contra a desertificação”

Zé LG, 17.09.20

Costa_e_Silva_3.jpgOutra das medidas defendidas pelo professor e consultor (António Costa Silva ) prende-se com a criação de geoeconomias favoráveis à inovação ao longo da fronteira com Espanha, em regiões progressivamente isoladas e envelhecidas. “Beja pode ser a capital ibérica contra a desertificação”, exemplificou o professor, que imagina para a cidade polos semelhantes aos desenvolvido no Fundão.

“Precisamos de pensar! De pensar mais além!”

Zé LG, 16.09.20

“Não sei o que me custa mais, se o problema na saúde ou se o problema moral, social, económico e político... Felizmente na saúde ainda não me afectou, directa ou indirectamente, mas nas outras vertentes afecta-me a cada instante.

Vejo tanta hipocrisia, vejo tanto falso moralismo, vejo tanta ignorância...

Minha gente, ver os telejornais e acreditar não basta para se ser gente!

É preciso acreditar e pensar. É preciso prevenir e pensar. É preciso prevenir e não parar com o que nos faz falta. E não é só o trabalho que nos faz falta, não é só o trabalho que nos alimenta... Somos seres humanos, porra! Para além de todos os defeitos inerentes do ser humano, como o de apontar o dedo porque discordamos de algo mesmo sem conhecimento, precisamos de amor, diversão, compreensão, consideração... Precisamos de nos prevenir mas não de sermos escravos de um sistema cada vez mais capitalista. Precisamos de nos amar! Precisamos de nos respeitar! Precisamos de pensar! De pensar mais além!”

Anónimo 16.09.2020, aqui.

E depois da Festa do Avante… o Benfica. É este o programa político da direita?

Zé LG, 15.09.20

image.jpgRui Rio, presidente do PSD, disse que "não faz sentido" que o primeiro-ministro António Costa e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, façam parte da Comissão de Honra da candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica.

O presidente do CDS-PP criticou hoje o apoio do primeiro-ministro ou de “qualquer outro político” à recandidatura do presidente do Benfica, defendendo que é um assunto relacionado “com a vida de todos” e não deve ser normalizado.

Declaração de interesses: Sou adepto do Benfica e acho mal que o primeiro-ministro e o presidente da Câmara de Lisboa apoiem publicamente a recandidatura de LFV  à presidência do SLB, porque nem sequer se trata do apoio ao Clube, o que excluiria os outros, mas o apoio a um dos candidatos, o que é uma intervenção directa numa disputa interna, ou seja, é o menor denomidador comum possível. Isto para além da situação em que se encontram alguns processos judiciais, o que recomendaria, no mínimo, algum recato.

Posto isto, pergunto se os dois líderes partidários da direita criticaram da mesma forma o envolvimento de presidentes de câmaras, deputados e outros políticos do Norte no apoio à recandidatura de Pinto da Costa à presidência do FCP e, mais grave do que isso, à integração do seu Conselho Superior? E, pior do que isso, não têm mais nada com que fazer oposição do que se entreter com estes temas?!...

"Será que o IP 8 não é mais importante para a competitividade do todo nacional?"

Zé LG, 13.09.20

Imagen 027.jpg"António Costa deverá ter um qualquer "plano secreto", ... que nós, obviamente, não o entendemos. Foi o que se viu, ..., no lançamento do novo ano político do PS... "Há vulnerabilidades sociais que temos de enfrentar", diz Costa. De acordo. "O interior não é menos desenvolvido que o litoral por mero acaso, é porque tem menos condições de competitividade e isso traduz-se em menos coesão". Certíssimo. "Temos de voltar a ser um país agrícola e com agricultura de qualidade". Ora nem mais. ... "Vamos disponibilizar 20 mil fogos com renda acessível e 17 mil camas para estudantes universitários". ... "Menos coesão é uma vulnerabilidade que temos de ser capazes de enfrentar". ... "Estrada Nacional 14 é fundamental para resolver os problemas entre Porto e Braga". ... ligação de Bragança à fronteira com Espanha; IC 31 entre Castelo Branco e Monfortinho; ligação entre Nisa e Cedilho e a ponte entre Alcoutim e Sanlúcar do Guadiana. Tudo certamente importante. Sim, sim. Mas, e então, será que o IP 8 - não digo até Beja porque ele já se encontra inscrito no Plano Nacional de Investimentos mas até à fronteira de Ficalho, das maiores fronteiras luso-espanholas a única que não tem ligação por autoestrada - não é mais importante para a competividade do todo nacional? 

Luís Godinho, Director do Diário do Alentejo, no seu editorial da edição do dia 4 deste mês.

“Nem vale a pena comparar a atribuição de dinheiros dos fundos comunitários, que aí ficamos definitivamente conversados!...”

Zé LG, 12.09.20

"A terminologia "dirigidos", não será muito feliz (eu prefiro cidadãos, que é mais abrangente e eventualmente menos discriminatória), mas seja como for, semânticas à parte, os residentes de Beja não são estúpidos, e apenas exercem o seu direito de cidadania, na resposta a provocações desta espécie, que colocam a responsabilidade não na classe política, dirigente, mas nos cidadãos em termos gerais!… A maior responsabilidade que estes possuem é nas opções que tomam em termos eleitorais, para o bem e para o mal, na atribuição dessa responsabilidade a figuras que não só não honram compromissos para com os seus concidadãos, como se esquecem de quem permitiu que o seu poder de representação! Também é verdade que os políticos do BA pouco têm feito pela região (talvez com poucas excepções), mas até compreendemos porquê!… Évora tem e teve sempre, uma maior dimensão política, institucional, cultural, económica, etc… e até uma maior proximidade com o poder central, que lhe permitiu atingir um grau de desenvolvimento diferente!… E tudo porque ainda há decisores que se esquecem que o Alentejo é uma região muito extensa, idiossincrática, diversificada e muito heterogénea, como poucas no País!… E aqui a culpa é também em grande parte dos representantes da região de Évora, que possuem um certo complexo de superioridade, que roça o provincianismo!… Nem vale a pena comparar a atribuição de dinheiros dos fundos comunitários, que aí ficamos definitivamente conversados!..."

Anónimo 10.09.2020, aqui.

Mas somos assim tão maus? Olhe bem para o espelho, caro Chalaça.

Zé LG, 10.09.20

70995711_966075560399666_176337205256519680_o BA.jAfinal de quem é a culpa das nossas dificuldades, de não termos o desenvolvimento (não apenas o crescimento económico) que ambicionamos? Depois de apontados os dedos a muitas causas, eis que surge o eborense Francisco Chalaça a arrumar a questão, apontando as culpas: primeiro, declara que “o grande problema de Beja é estar sempre contra tudo e todos, mesmo os seus, colocando-se sempre do lado do problema e nunca do lado da solução.”; para, depois, rematar que “Querer ver o problema do Baixo Alentejo só na qualidade, ou na falta dela, dos seus dirigentes é um erro, o problema está igualmente nos dirigidos”. E, assim, não deixou nenhum bejense sem culpas no cartório...

Devo fazer uma declaração de interesses: Só me senti bairrista quando me relacionei com algumas pessoas de Évora. Que parecem “ter o rei na barriga”, falam de cátedra, armados em doutores (sendo ou não sendo) e fazem afirmações com se fossem verdades absolutas e incontestáveis, mesmo sem as conseguir fundamentar.

Sem prejuízo de poder voltar ao assunto, vou aqui deixar apenas algumas notas para reflexão:

1 – Desde há quanto tempo foi definida como estratégia de desenvolvimento do território continental concentrar o investimento na afirmação e desenvolvimento de algumas cidades de média dimensão? E qual é essa cidade no Alentejo?

2 – A concentração de serviços desconcentrados da Administração Central em Évora deve-se a “Beja estar sempre contra tudo e todos” e ou aos seus “dirigidos”? Só um exemplo, porque é que a Direcção Regional de Agricultura ficou sediada em Évora e não em Beja, com maior peso agrícola?

3 – A ligação por autoestrada de Lisboa a Espanha por Évora, a passagem da ligação de Lisboa directa para Évora em vez de Beja, a instalação da Embraer em Évora aconteceram por “obra e graça” dos “dirigidos” que “estão sempre a favor de tudo e de todos” de Évora?

4 – A instalação da CCDRA e a concentração de todas as direcções regionais de serviços públicos, a criação da Universidade e a existência da Fundação Eugénio de Almeida ou a criação de um hospital central em Évora devem-se à qualidade dos “dirigidos” que “estão sempre a favor de tudo e de todos” desta Urbe?

5 – Porque não conseguiram ainda os “dirigidos” que “estão sempre a favor de tudo e de todos” de Évora construir um Parque de Feiras e Exposições e fazer uma “Suinévora”? Por que não têm uma “Biblioteca Municipal” de referência nacional como tem Beja, apesar de “estar sempre contra tudo e todos”?

6 – Onde é que está a capacidade das associações de cidadãos (não folclóricas) de Évora para mobilizar dezenas de milhares de cidadãos em defesa do que necessitam e lhes é negado, apesar de ciclicamente prometido, como conseguiu o movimento “folclórico” Beja Merece+?

Gostava ainda que Francisco Chalaça esclarecesse qual é o seu entendimento da expressão “dirigidos”. Porque, tal como a usou, dá uma imagem de “grande chefe”...

De “Beja nada de novo”

Zé LG, 10.09.20

281893_235492956485711_8379156_n Chalaça.jpg"O Lopes Guerreiro, decidiu fazer-me uma maldade, ou pelo menos uma maldadezinha ao dar expressão e visibilidade a dois comentários que coloquei num seu post sobre a candidatura de Ceia da Silva a Presidente da CCDR Alentejo. Os meus comentários resultavam do facto de, durante dois anos da minha vida, ter trabalhado em Beja o que me conferiu a proximidade mínima à cidade e às suas forças vivas, o que conjugado com o fato de ser de Évora me proporciona o distanciamento necessário para poder comentar como o fiz .

Não tinham, nem têm, os comentários em causa, a pretensão de ensinar nada às gentes de Beja, mas nem isso me livrou de ser alvo da turba enraivecida, que reagiu como é normal nestas situações: primeiro entrando em negação; 2º pretendendo denegrir e ofender o mensageiro. já sobre a mensagem disseram nada, como eu os compreendo.
Parafraseando e adaptando Erich Maria Remarque é caso para dizermos de “Beja nada de novo”. Apesar de tudo sem mágoa, dou por encerrado este assunto endereçando saudações Alentejanas." Francisco Chalaça - Anónimo 10.09.2020, aqui.

“o problema está igualmente nos dirigidos”?!

Zé LG, 09.09.20

281893_235492956485711_8379156_n Chalaça.jpg“Querer ver o problema do Baixo Alentejo só na qualidade, ou na falta dela, dos seus dirigentes é um erro, o problema está igualmente nos dirigidos, repare-se como sub-regiões do Alentejo, que são dirigidas pelos mesmos dirigentes inaptos (segundo os Bejenses) conseguem prosperar. É preciso não esquecer que os dirigentes indicados num post anterior são os mesmos que dirigem todo o Alentejo (Beja, Évora, Portalegre, Litoral Alentejano e a Lezíria - quando se trata de ALENTEJO2020). O que fazem as Agências de Desenvolvimento, as Associações Empresariais, as Associações Comerciais, o Politécnico, as associações de cidadãos (não as folclóricas como o + Beja), etc, a gente pensante da Região, se todos estes nada fizerem os dirigentes, autarcas e políticos nada conseguirão fazer.”
Francisco Chalaça, Anónimo 08.09.2020, aqui.

“Este é o grande problema de Beja, estar sempre contra tudo e todos”

Zé LG, 08.09.20

281893_235492956485711_8379156_n Chalaça.jpg“A propósito da eleição do próximo Presidente da CCDR Alentejo, vai nas redes sociais, frequentadas pelas gentes de Beja, um alarido que é bem demonstrativo das razões porque o Distrito está estagnado, a mal decência, a desconfiança permanente naqueles que governam na região e localmente, a desorganização da sociedade civil, enquanto elementos indutores de desenvolvimento, o reafirmar quotidiano de que são preteridos nas políticas públicas em detrimento de Évora, mentido a si próprios sobre o domínio de Évora nos organismos regionais liderantes do desenvolvimento o que é um embuste que tem como único objetivo esconder as suas reais e evidentes responsabilidades pela situação que o Distrito vive.
Veja-se só quem de fato tem poder nos organismos, determinantes para o desenvolvimento do Alentejo:
CCDR Alentejo:
Presidente: Roberto Grilo (Portalegre)
Vice Presidente: Jorge Pulido Valente (Beja)
Vogal: Carmem Carvalheira (Évora)
Autoridade de Gestão do Alentejo 2020
Presidente. Roberto Grilo (Portalegre)
Vogal: Hélder Guerreiro (Beja)
Vogal: Filipe Palma (Beja)
Como se vê Évora tem 1 Vogal nos 2 órgãos mais importantes da Região, é conhecido algum alarido da sociedade civil ou das forças politicas de Évora reclamando, o que até seria legitimo, sobre esta sub-representação nos órgãos de poder regionais?
Este é o grande problema de Beja, estar sempre contra tudo e todos, mesmo os seus, colocando-se sempre do lado do problema e nunca do lado da solução.”
Francisco Chalaça - Anónimo 08.09.2020, aqui.

“Uma espécie de democracia a fingir, virada para o umbigo, e isolada dos problemas que a sociedade enfrenta”

Zé LG, 07.09.20

“Quando o Establishmen político se instala com os seus mecanismos de opressão, não pode ser perturbado na sua bolha de felicidade, de modo algum!… Ora a pior coisa que esta forma de poder tem é precisamente o lidar muito mal com a opinião fundamentada e inteligente!… Incomoda o próprio sistema político no seu funcionamento básico e quotidiano, porque alguém usa as faculdades mentais que possui para questionar métodos, soluções e estruturação do poder!… Por essa mesma razão, tendem a ser afastadas as vozes discordantes não porque são intrinsecamente divergentes, ou diferentes (se assim se quiser), mas sobretudo e de modo objectivo, porque são geradoras de perturbação do status quo vigente!… Não se avança na discussão do que interessa, porque a manutenção do exercício político autista e egocêntrico, não permite intromissões nem contributos de qualquer natureza!… Uma espécie de democracia a fingir, virada para o umbigo, e isolada dos problemas que a sociedade enfrenta!… E esta poderosa máquina, tem uma engrenagem mais ou menos complexa, impenetrável e de tal forma hermética, que não se coaduna com a liberdade de expressão e de opinião dos cidadãos em geral!… O afastamento é quase inevitável, sob pena de se esbarrar em paredes muito espessas!...Digo eu.”

HC - Anónimo 06.09.2020, aqui.

“O que é que se passou para se terem tornados uns carneirinhos obedientes e seguidistas das orientações superiores?”

Zé LG, 06.09.20

“Este blog está com um sentido de oportunidade e uma excelência dignos de nota, daí os meus parabéns a LG; mesmo embora motivado pelas graves contingências em que se encontra a cidade e a sua região.

Todos nós que já passámos a barreira dos sessenta anos, nos lembramos que após o 25 de abril de 1974, quando o povo teve finalmente a oportunidade de se exprimir em liberdade. Em todas as sedes dos partidos incluindo até o PCP e a sua ortodoxia institucional, se discutia de forma apaixonada o dia-a-dia da região e os seus problemas. Havendo sempre vozes bem activas e discordantes, rebatendo e propondo alternativas às linhas oficiais das estruturas centrais dos seus partidos, quando estas não eram consentâneas com os interesses das suas populações.

O que é que se passou, para atualmente, os militantes locais de todos os partidos, quase sem exceção, se terem tornados uns carneirinhos obedientes e seguidistas das orientações superiores, mesmo quando elas são contra o desenvolvimento da cidade e da região?”

Anónimo 05.09.2020, aqui.

“Uma cultura de exigência que deveria começar nas estruturas locais e na população em geral”

Zé LG, 05.09.20

“Essa reflexão deveria ser feita em primeiro lugar no seio das organizações partidárias!

Devem ser escolhidas as figuras mais capazes em detrimento das que manifestam disponibilidade imediata, ou se movem por interesses de amiguismos e clientelismo de qualquer espécie!… Mas parece-me que os mais capazes se têm alheado da vida partidária de modo gradual!… Também falta muita actividade cívica para despertar consciências, e exigir competência aos actores políticos que nos representam… Uma cultura de exigência que deveria começar nas estruturas locais e na população em geral… sem isso estamos condenados a definhar, ao sabor das idiossincrasias da incompetência e da personalidade egocêntrica de muitos dirigentes! Uma verdadeira porra.”

HC - Anónimo 01.09.2020, aqui.