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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

CDU questiona a Câmara de Beja e apresenta propostas para a revitalização económica do Concelho

Zé LG, 18.06.20

De acordo a CDU, “a situação económica e social do concelho” não apresenta sinais de revitalização”, pelo que “é neste domínio que as políticas de fomento, de apoio ao tecido empresarial, de promoção e atração de investimento, nomeadamente externo, podem alavancar dinâmicas locais de crescimento e desenvolvimento de atividades económicas”.

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“Dado que cabe ao município incentivar essas dinâmicas”, os vereadores da CDU na Câmara de Beja solicitaram informação sobre “a situação em que se encontram as obras na zona de atividades económicas”, “o ponto de situação da ligação do IP8 à referida zona” e, ainda, sobre a política adoptada pelo executivo camarário “para a captação de investidores”. 

De forma a sinalizar iniciativas que contribuam para o desenvolvimento do concelho, apresentaram um conjunto de propostas, designadamente a criação de um Centro Logístico e Empresarial de Beja (CLEB), “Aprofundar a criação de incentivos para atrair empresas”, “promover uma campanha de marketing para reforçar Beja, enquanto polo importante de desenvolvimento da agricultura e de afirmação da multifuncionalidade do espaço rural” e, ainda, a requalificação da Estrada da Carocha, bem como, a construção da “ligação à rotunda de Serpa”.

Para aumentar a capacidade aeroportuária de Lisboa, Esquadra 101 - “Roncos” é deslocalizada para Beja

Zé LG, 16.06.20

A Base Aérea de Beja, recebe, amanhã, a Cerimónia de receção da Esquadra 101- “Roncos” que operava na Base Aérea nº 1, em Sintra, em consequência da “reorganização do espaço aéreo da Área Terminal de Lisboa (ATL), estabelecida no acordo entre a NAV- Navegação Aérea de Portugal e a Força Aérea, para aumentar a capacidade aeroportuária de Lisboa até 72 movimentos por hora”.
A cerimónia, presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Joaquim Borrego, inicia-se às 11h15 com a receção das aeronaves TB-30 Epsilon e dos Pilotos Instrutores na Placa 1 e termina com a visita às instalações da Esquadra 101- “Roncos”.

95249338_1825423344264148_6065997623146315776_n roRecorde-se que o ministro da Defesa Nacional esteve, hoje, em Beja, na Base Aérea Nº 11, onde terá realizado “um voo a bordo do helicóptero Alouette III (ALIII)”, para assinalar “o final de serviço desta aeronave, após 57 anos de operação na Força Aérea Portuguesa”.

João Leão substituiu Mário Centeno como ministro de Estado e das Finanças

Zé LG, 15.06.20

Depois de cinco anos no cargo de secretário de Estado do Orçamento, João Leão sobe agora à posição de ministro de Estado e das Finanças, substituindo Mário Centeno, que pediu a demissão numa altura em que termina também o seu mandato como presidente do Eurogrupo.

tomada_de_posse.jpgAlém de Mário Centeno, agora ex-ministro das Finanças, saem também do Governo Ricardo Mourinho Félix, até aqui secretário de Estado Adjunto e das Finanças; e Álvaro Novo, que era secretário de Estado do Tesouro.

Da anterior equipa ficou apenas um secretário de Estado: António Mendonça Mendes, que se mantém agora com a pasta dos Assuntos Fiscais, mas é promovido a Adjunto. Cláudia Joaquim regressa ao Governo, desta vez como secretária de Estado do Orçamento, enquanto João Nuno Mendes é o novo secretário de Estado das Finanças e Miguel Cruz é secretário de Estado do Tesouro.

BARREGÃO: Um exemplo do despovoamento do Interior de Portugal

Zé LG, 14.06.20

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Uma pequena aldeia reduzida a cerca de 10% da população que já teve. Hoje não tem mais de oito residentes.

Apesar dos investimentos - estrada, arruamentos, águas e esgotos, recolha de lixo e transportes colectivos - feitos pela Autarquia nos últimos anos e da recuperação de algumas casas feita por naturais que querem manter a ligação à Aldeia, o despovoamento e a degradação da maioria das casas avança a passos largos.

Paralelamente e apesar de alguns investimentos feitos por alguns proprietários, a maioria dos terrenos vai ficando abandonada, avançando o mato e o risco de incêndios...

O despovoamento e, nalguns casos, a consequente desertificação, é um problema demasiado complexo para ser resolvido com a criação ou instalação arbitrária de secretarias de Estado em locais "à sorte"... Exige um outro olhar para o Território, para o Ambiente, para o Desenvolvimento sustentado, coeso e coerente, traduzido em políticas sérias, coerentes, adequadas e persistentes de médio e longo prazo.

Olivum diz que “agricultura de subsistência e agricultura de escala devem coexistir pacificamente”

Zé LG, 13.06.20

A Olivum - Associação de Olivicultores do Sul considera “positiva a não aprovação, na Assembleia da República, dos projectos de lei e de resolução com vista à regulamentação discriminatória do Olival”, porque representa “a reafirmação do Alqueva, um projecto de três mil milhões de euros, como um empreendimento de fins múltiplos em abastecimento humano, regadio agrícola e produção de energia, sem exclusão discriminatória de qualquer uma das vertentes”.

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A discussão e votação em sessão plenária “deram vitória à ciência e à razão ao deixar de lado os argumentos com base nas emoções ou convicções, que em nada contribuem para o esclarecimento do cidadão. Ficou demonstrado que a polarização da discussão dos dois modelos agrícolas – agricultura de subsistência e agricultura de escala – é o caminho errado, pois os ambos os modelos devem coexistir pacificamente” sublinha a Olivum, concluindo que “A desmistificação da agricultura intensiva, super intensiva e da monocultura, assim apelidadas nos projectos legislativos agora chumbados, e a afirmação do olival como agricultura de precisão, dotada de sustentabilidade económica e ambiental, um dos objectivos da Olivum, sai reforçada. O olival moderno continuará a assegurar a viabilidade económica das explorações, dinamizando a economia local e fixando as populações ao território.”

«onde tem andado a intervenção que compete à Assembleia Municipal?»

Zé LG, 06.06.20

20190408161646116 agricultura.jpg«É preciso ter descaramento politico, há 4 anos quando apregoavam a fileira do azeite, deixaram os agricultores fazer as maiores barbaridades ambientais, talvez para pagamento de votos, permitiram a eliminação de linhas de água, plantações em cima dos aglomerados urbanos, escorrência de águas para as valetas e estradas, ocupação de caminhos rurais com estreitamento dos mesmos, era só fazer cumprir o PDM e exigir uma correta e equilibrada ocupação do solo e não desculpar-se com o Ministério da Agricultura, agora é tarde para vir com arremessos bafientos, quando é para intervir escondem-se entre conveniências de acordos políticos, depois do mal feito denuncia-se para tirar dividendos políticos, onde tem andado a intervenção que compete à Assembleia Municipal? e os ambientalistas estavam a dormir? infelizmente para todos nós e para o ambiente é o que temos.»
Anónimo 05.06.2020, aqui.

PCP quer esclarecimentos sobre o problema ambiental e de saúde pública em Fortes

Zé LG, 27.05.20

O Grupo Parlamentar do PCP deu entrada de um requerimento a solicitar a presença de um conjunto de entidades para prestar esclarecimentos sobre o problema ambiental e de saúde pública em Fortes, no concelho de Ferreira do Alentejo e nos concelhos limítrofes, relacionado com laboração do bagaço de azeitona.

202003041945039545 pcp.jpgO PCP recorda que, em Agosto de 2018, na Assembleia da Republica foi aprovada por unanimidade uma “Resolução que Recomenda ao Governo Português que promova medidas urgentes para por termo ao problema ambiental e de saúde pública em Fortes, Ferreira do Alentejo e concelhos limítrofes, relacionado com laboração do bagaço de azeitona, da qual nada foi cumprido”.

Entre o oito e o oitenta devia existir mais bom senso

Zé LG, 13.05.20

image.jpgParece-me estarmos a viver um período em que o bom senso - sempre tão necessário e agora mais do que nunca -, escasseia. Vejamos só dois  exemplos.

As medidas de combate à COVID-19 balançam, rápida e frequentemente, de excessivamente condicionantes e impraticáveis a excessivamente distentidas e pouco cautelosas. Veja-se o que se passa com as escolas e creches, com as empresas e o trabalho, com a restauração e o turismo, com o futebol e outras modalidades desportivas, para já não falar nas máscaras, no distanciamento físico, na lavagem e limpeza, etc, etc.

A crise governamental, escancarada entre o ministro das Finanças e o primeiro ministro, com este a dar já como eleito para um novo mandato o PR, que, embalado, se envolve naquela crise, acentuando-a com a afirmação de que o primeiro-ministro tinha razão e, consequentemente, sugerindo o afastamento do ministro das Finanças. Tudo isto, depois de terem afirmado repetidamente que tudo devia ser feito para evitar outras crises à crise sanitária causada pela COVID-19.

Se isto não é falta de bom senso, digam lá o que é isto...

Foto: TIAGO PETINGA/LUSA/Arquivo

«Começa a pôr-se a mesa. O que se seguirá, não será bom.»

Zé LG, 13.05.20

setc3babal-1938-oficiais-alemc3a3es-visitam-fc3a1b«O que aconteceu, em Portugal, entretanto? Surgiu e instalou-se, em Portugal, um partido de extrema-direita, sem programa a não ser o do ódio, e que tira partido da raiva e do desencanto que se instalaram. Esvaziou o CDS e foi buscar votos a franjas da esquerda, que acham que "assim é que é", "ali está um que diz as verdades" (seja lá isso o que for). E que conta com o beneplácito dos "media".

Começa a pôr-se a mesa. O que se seguirá, não será bom.»

Assim termina um oportuno texto, intitulado SOMBRAS PRÓXIMAS, de Santiago Macias no seu “avenida da salúquia 34”.

O novo Coronavírus não criou a pobreza e a fome

Zé LG, 12.05.20

A pobreza e a fome afectavam milhões de pessoas antes no novo Coronavírus surgir. Este só veio acentuar e evidenciar mais uma realidade cruel e que os poderes pouco têm feito para combater. Daí o seu agravamento progressivo, que afecta cada vez mais um maior número de trabalhadores, o que é alvitante.

Daí assistir com surpresa(?) às declarações de alguns responsáveis, que parecem atribuir ao novo Coronavírus a responsabilidade por essas situações…

Sou a favor da construção do Hospital Central do Alentejo em Évora

Zé LG, 07.05.20

202004291145302429 hospital.jpgJulgo que é importante para o Alentejo ter um Hospital Central, com valências que devem estar centralizadas para poderem responder com maior qualidade, tendo em conta os recursos necessários e disponíveis, que funcione como alternativa a outros hospitais centrais, designadamente da Área Metropolitana de Lisboa.

Isso não pode e não deve significar a retirada de mais alguns serviços dos outros hospitais existentes. Deve traduzir-se na criação de novos serviços, até então só disponíveis em Lisboa.

Parece acertada a localização do Hospital Central em Évora, por ser a Cidade mais central (e também mais populosa) do Alentejo. Localizá-lo em Portalegre, Beja ou Litoral Alentejano serviria melhor as populações dessas zonas mas deixaria de ser alternativa a Lisboa para as restantes.

Beja e o Baixo Alentejo (Distrito de Beja menos Odemira) devem bater-se para assegurar a manutenção e melhoria das valências do Hospital de Beja, com os ajustes aconselháveis em termos técnicos, geográficos e das características da sua população, o que deve implicar a rápida construção da sua 2ª fase. E não "embarcarem" tão fácilmente em aventuras de hospitais privados. Importa termos presente, também aqui, as lições que o combate à COVID-19 nos está a dar...

Viva o 1º de Maio! 25 de Abril sempre!

Zé LG, 02.05.20

1maio-2020.jpgAs comemorações do 1º de Maio, pela CGTP, voltaram a ser criticadas pelos mesmos que criticaram as comemorações do 25 de Abril, pela Assembleia da República. Com os mesmos argumentos, de não cumprirem as normas estabelecidas, dos responsáveis por elas e dos que nelas participaram estarem a dar um mau exemplo, etc. Já para não referir as "declarações de amor" ao que se comemorou, porque não quero ser desagradável...

Não me vou alongar em apreciações a tais opiniões, porque cada um é livre de expressar as suas, mas não quero deixar de afirmar que me desgostou ler e ouvir comentários de algumas pessoas, de quem esperava mais seriedade, coerência e respeito por aquelas datas.

Sem papas na língua

Zé LG, 18.04.20

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"Houve sempre quem fizesse fortunas nas horas mais tenebrosas, aproveitando-se de quem já vive esmagado pela pobreza e pela miséria. Estamos a assistir a isso de novo."

"Alguns descobriram que somos mais do que um País bonito, com pessoas acolhedoras e boa gastronomia. Temos qualidades mais valiosas e não devemos resumir-nos ao turismo."

In: VISÃO, de 16-04-2020.

Obrigado, Sr. Presidente, pelos esclarecimentos! Mas tenha calma.

Zé LG, 14.04.20

93695738_918098818622362_8743899875252371456_o (1)«Têm sido várias as referências ao(s) Bairro(s) das Pedreiras nestes últimos dias relativamente ao COVID-19.
Permitam-me observar que por vezes fico com a indelével ideia, nos comentários que leio, de que há quem esteja "desejando" ardentemente que aconteça ali um surto para que depois, à boa maneira portuguesa, digam alto e bom som... "Eu bem que avisei!" e "Já se sabia, tava mais que visto" e, finalmente o sentencioso, "Fartei-me de avisar! Mas ninguém fez nada, são todos uns incompetentes, Governo, Câmara, Freguesia, Saúde Pública."....
É isto.
Esses abutres das sentenças que são ricos em palpites mas parcos em soluções aguardam o momento de glória.

Beja (Concelho) tem até ao momento 9 casos confirmados, todos na cidade, e não há ainda qualquer caso confirmado nestes Bairros.
Se amanhã forem conhecidos os resultados dos testes efetuados no Lar Nobre Freire, subiremos infelizmente esse número.
Devido às condições exíguas de habitabilidade de uma parte substancial da comunidade que ali está fixa, algumas das regras de segurança, nomeadamente a que respeita ao distanciamento social recomendado, são de complicada ou impossível concretização.
A CM Beja, no início de março promoveu uma ação de limpeza de grande escala do Bairro com a participação da comunidade;
Promoveram-se ações de informação no Bairro quer através do Mediador da étnia, quer através do Gabinete de Ação Social;
A Junta de Freguesia, nesta fase em que com cedência de produtos higienizantes por parte do Município se estão a proceder a limpezas localizadas, está a preparar uma ação no local se o tempo desta semana o permitir, e eu próprio e a Vereadora verificamos no final da semana passada "in loco" que a comunidade está bem avisada das precauções que deve ter, que sabe que apresenta um risco particular pelos motivos atrás apontados e que está até assustada.»

LEIA AQUI O RESTO do texto do presidente da Câmara Municipal de Beja.

Ao presidente da Câmara Municipal de Beja agradece-se os esclarecimentos, mas dispensam-se, pelo menos nesta fase, os juizos de intenções e a guerrilha politiqueira. É natural a preocupação generalizada com a eventual contaminação da comunidade cigana, residente no Bairro das Saibreiras, pelos riscos acrescidos de contaminação de toda a população. Existem potenciais focos de contaminação (este, os lares e outros) que devem merecer um acompamhamento diferenciado. Não são tanto os "deveres e direitos" mas a Saúde Pública, que, nesta fase, deve merecer o nosso foco. Apenas isso.

PCP contra encerramento das extensões de saúde diz que “as outras doenças, crónicas, agudas e urgentes, não estão de quarentena”

Zé LG, 14.04.20

201812241225153249.pngO grupo parlamentar do PCP questionou a ministra da Saúde sobre o encerramento, por tempo indeterminado, de grande parte das extensões de saúde do distrito de Beja e o cancelamento de consultas. Segundo o PCP a justificação, por parte da ULSBA, é que  são medidas inseridas nos planos de contingência Covid 19.

João Dias, deputado do PCP eleito por Beja, afirma que as outras doenças, crónicas, agudas e urgentes, não estão de quarentena, sendo elevado o número de pessoas, maioritariamente idosas, que continuam a precisar de vigilância médica e de enfermagem o que evidentemente vai muito para além do receituário, que ficam assim sem atendimento com esta decisão de encerramento das extensões e de cancelamento de consultas. Para o deputado comunista é preciso não esquecer que o acesso à saúde é um bem essencial.

Para o PCP “no momento atual do combate ao surto epidémico, ainda é mais necessário garantir o funcionamento adequado das extensões de saúde (…) com a adoção de medidas sanitárias, de prevenção e de proteção do contágio (…)”.

O deputado refere ainda que é importante que o Governo aprenda que “o SNS público é essencial para a população”, sendo que a saúde não pode ser “algo de compra e venda”.

João Paulo Ramôa fez acusações graves à ARS e à CMB e estas reagiram em força

Zé LG, 10.04.20

João Paulo Ramôa acusa ARS Alentejo de discriminar Beja

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João Paulo Ramôa comentou a falta de informação dada pela ARS – Administração Regional de Saúde do Alentejo no que diz respeito a dados relativos a casos de infeção pelo novo Coronavírus na região, dizendo que sente que “a ARS faz discriminação entre filhos e enteados, isto é, entre Évora, Beja e Portalegre, sendo Évora o filho”.

 

Bairro das Pedreiras, uma “bomba relógio” às portas de Beja

O ex-governador civil do distrito de Beja lançou duras críticas ao executivo PS, na Câmara Municipal de Beja (CMB). O motivo é o facto do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC) ter sido acionado “tão tardiamente”.

 

Acusações de João Paulo Ramôa “suscetíveis de provocar alarme social” diz ARS

O Conselho Diretivo da ARS- Administração Regional de Saúde do Alentejo veio esclarecer aquelas que diz ser “as acusações graves e infundadas” de João Paulo Ramôa, acrescentando que, no âmbito da pandemia da Covid-19, atua “em estreita articulação com a Direcção-Geral da Saúde, Serviços de Saúde Pública, e todas as instituições prestadoras de cuidados de saúde, quer hospitalares quer de cuidados de saúde primários (…)”.

A ARS diz ser “incompreensível que o comentador preste informações destituídas de qualquer fundamento, ofensivas e suscetíveis de provocar alarme social”.

 

Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, diz estar a ser "saco de porrada"

26060133_405059736592942_4666802667944049120_o PA.

“As afirmações - numa entrevista que não passou de um ataque politico à CM Beja na pior altura - mal fundamentadas são tantas que nem sei por onde começar.”

Depois de dar o seu ponto de vista sobre “3 ou 4 afirmações”, afirma que “estamos a "anos-luz" de sermos tão maus e impreparados quanto o Eng. Ramoa nos fez no seu comentário. Não sei o que o move para desferir este surpreendente ataque à CM Beja nesta fase. Mas confesso que até calculamos.”, para terminar dizendo que “Não ficaria bem comigo se não tivesse escrito esta nota. Sermos "saco de porrada" nesta fase com afirmações em que não acertou numa única, e que ficam "no ar", lamento mas não podia deixar passar.“

 

O PSD fica-se ou dá cobertura a JPR? O PS mostrou-se unido nas várias frentes, tendo respondido "com tudo". E agora? Será que fica por aqui ou iremos assistir a cenas dos próximos capítulos?... 

Não haverá mais nada para inspeccionar?! “ACT ameaça Centro de Paralisia Cerebral de Beja com participação criminal”

Zé LG, 08.04.20

CPCB_.jpgA ACT- Autoridade para as Condições do Trabalho abriu um processo inspetivo ao CPCB- Centro de Paralisia Cerebral de Beja. Em causa estão os 14 dias de trabalho consecutivo dos funcionários do Lar Residencial da instituição. Segundo o CPCB, após esse período os “funcionários ficarão em casa, pelo mínimo durante 14 dias”.

A instituição informa que “a razão” desses dias de trabalho consecutivo “é sobejamente conhecida por todos”: Deve-se ao período de quarentena aconselhado pela Direção Geral de Saúde.

Francisca Guerreiro, presidente do Centro de Paralisia Cerebral de Beja diz estar “sem palavras”, pois a instituição não está a “fazer nada que prejudique os trabalhadores”, até porque o “horário é totalmente normal”, com o máximo de “sete horas e vinte [por dia]”.

Recorde-se que o Lar Residencial do Centro de Paralisia Cerebral de Beja “desenvolve uma resposta de alojamento e atividades de vida diária para pessoas portadoras de deficiência e outras enfermidades crónicas, que não têm qualquer outra alternativa de apoio”.

Jorge Seguro Sanches designado para a coordenação das medidas de combate à pandemia da covid-19 no Alentejo 

Zé LG, 07.04.20

O primeiro-ministro designou cinco dos seus secretários de Estado para a coordenação da execução aos níveis local e regional das medidas de combate à pandemia da covid-19 no âmbito da declaração de estado de emergência.

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"Sem prejuízo das competências dos presidentes das câmaras municipais, como autoridades municipais da política de proteção civil, nos termos da Lei de Bases de Proteção Civil, considera-se imprescindível assegurar uma melhor coordenação dos serviços da administração central de nível regional ou distrital e a devida articulação supramunicipal", justifica-se no despacho assinado pelo primeiro-ministro.

Jorge Seguro Sanches, secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional e que desempenhou as funções de presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, S.A. de abril a novembro de 2015, foi designado para fazer aquela coordenação no Alentejo.

Gostei de ouvir António Saraiva

Zé LG, 07.04.20

images.jpgO líder da CIP defendeu, esta noite na SIC, algumas posições, como a necessidade de parte da dívida externa ser perdoada, que até há muito pouco tempo apenas era defendida pela "esquerda radical" e pouco mais. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...

Apresentou uma proposta das empresas se comprometerem a não despedir nem a distribuir dividendos durante quatro anos, como contrapartida de financiamento necessário à manutenção da sua actividade. Parece uma proposta que vale a pena ser considerada e que pode ser parte da solução para a crise económico-social que está aí.

“Trabalhadores na linha da frente deviam receber subsídio de risco”

Zé LG, 04.04.20

naom_532389eecfd0e louçã.jpg"Uma das medidas de emergência que seria aconselhável, seria pagar um subsídio de risco aos médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico, polícias, enfim, às pessoas que estão na linha da frente [na luta contra a covid-19]", defende o professor universitário.

Francisco Louçã considera, assim, errada a opção do Governo de, no âmbito do estado de emergência, ter restringido o direito à greve nalguns setores da função pública.

“O estado de emergência não precisava e não devia ter recorrido ao dispositivo sobre suspender o direito de greve sobre os trabalhadores da saúde e dos serviços públicos pela muito simples razão de que não há nenhuma greve na saúde e nos serviços públicos e, pelo contrário, essas pessoas são as pessoas que aguentam a resposta do país", defende o economista, considerando mesmo a medida como "totalmente disparatada" e reveladora de "autoritarismo" e "até de preconceito ideológico anti-sindical".