“Se for mais do mesmo, o Alentejo continuará a empobrecer em silêncio”
«… Enquanto o país celebra, o Alentejo empobrece. Não por acaso, nem por fatalidade geográfica, mas por uma combinação tóxica de desigualdade estrutural, abandono político e cegueira estratégica. Os dados são claros: foi nesta região que a pobreza mais subiu no último ano, ao ponto de o Alentejo passar a ser considerado a região mais pobre do país. Um título que ninguém disputa, mas que todos fingem não ver. … O Alentejo, ..., afunda-se. Não por falta de trabalho ou de valor, mas porque continua a ser tratado como território periférico: bom para produzir, bom para explorar, bom para estatísticas agrícolas, mas fraco candidato a investimento social consistente. Os números podem ser os melhores desde 1994, mas a desigualdade continua viva, ativa e territorializada. E isso deveria incomodar mais do que qualquer gráfico animador. ...» António Lúcio, aqui.