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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Centro de Abrigo Noturno Temporário já foi encerrado em Beja

Zé LG, 20.03.24

202403191700451688.pngO Centro de Abrigo Noturno Temporário que estava a funcionar desde o dia 12 de fevereiro, no Estádio Flávio dos Santos em Beja, e serviu de realojamento, durante um mês, a 35 pessoas em situação de sem abrigo que viviam em condições indignas no edifício REFER, já foi encerrado, uma vez que “a integração dos utilizadores do Abrigo Noturno Temporário, foi garantida através da alternativa a alojamento ou a outro tipo de projetos de vida”, com a colaboração do Centro Distrital de Segurança Social.

Câmara de Beja cria Abrigo Temporário Noturno no Estádio Flávio dos Santos

Zé LG, 31.01.24

202401311545508453.jpgForam montados no Estádio Flávio dos Santos contentores, com camas e espaços de higiene, para albergar as pessoas em situação de sem abrigo que ocupam o edifício “Refer” em Beja. Trata-se de um Centro de Abrigo Temporário Noturno que surge para dar resposta à falta de vagas a nível nacional nos Centros de Alojamento de Emergência Social (CAES) para instalar estas pessoas em situação de sem abrigo.
Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, explicou que são 35 as pessoas que ali vão pernoitar, entre as 19.00 e as 8.00 horas, encaminhadas pela autarquia, e que espera que até à Páscoa este Centro possa ser desativado e as pessoas integradas nos Centros de Alojamento de Emergência Social existentes no país.

Câmara de Beja cria centro de acolhimento temporário de pessoas sem-abrigo

Zé LG, 26.01.24

Sem abrigo.pngA Câmara de Beja conta ter concluída, até final desta semana, a instalação de contentores para higiene e pernoita de pessoas em situação de sem-abrigo. A criação de um Centro de Abrigo Temporário, associado a um plano de contingência, foi a solução encontrada para dar resposta, entre outras, à necessidade de alojamento de pessoas que ocupam neste momento o edifício da Refer, pertencente à Cruz Vermelha Portuguesa, que vai ser desocupado e entaipado, no início de fevereiro.

Dar voz às "VOZES INVISÍVEIS”

Zé LG, 18.11.23

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A realização da II conferência sobre as realidade das Pessoas em Situação de Sem Abrigo, subordinada ao tema "VOZES INVISÍVEIS - Boas Práticas e Criatividade" tem como objetivo a reflexão em torno dos desafios que estão colocados à sociedade, assim como as boas práticas existentes no território, de forma a responder a esta realidade no concelho de Beja.

Trabalhando e empobrecendo

Zé LG, 06.09.23

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Um em cada dois portugueses atualmente empregados sente que o seu salário não cobre todas as suas despesas, de acordo com o primeiro Barómetro Europeu sobre Pobreza e Precariedade, divulgado esta quarta-feira.

Portugal é o terceiro país da UE com maior precariedade. Segundo o Eurostat, no primeiro trimestre do ano 17,2% dos trabalhadores tinham um contrato a termo ou com duração limitada, registando-se um agravamento no segundo trimestre, tendo aquela percentagem aumentado para 17,8%.

"Não é de estranhar que as pessoas que começaram - já há muito tempo e com crises sucessivas - a encontrar soluções alternativas para cortar tudo quanto podiam cheguem a este ponto. É assustador porque, de acordo com o estudo, 50% das pessoas não têm capacidade para pagar as suas despesas mensais. Nós, neste momento, estamos a falar de 50%. Nós nunca falamos de 50% de pessoas em situação de pobreza", alerta a presidente da Cáritas portuguesa, Rita Valadas.

“Os salários dos trabalhadores no nosso país de facto são salários muito baixos que não dão garantia de dignidade de vida, de poder responder às necessidades que os trabalhadores têm – bem como as pensões, em relação aos reformados e pensionistas”, afirmou a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, frisando que: “No nosso país trabalha-se e empobrece-se. Isto é inaceitável, porque efetivamente nós temos todas as condições para garantir a vida digna a todos”, porque “tem havido crescimento económico, tem havido crescimento da produtividade, mas isso tudo não tem sido acompanhado pelo aumento dos salários dos trabalhadores”.

Beja é o 2º distrito onde as famílias têm “maior desafogo financeiro”

Zé LG, 16.03.23

20230315170909573.jpgSegundo os resultados do barómetro anual da Deco Proteste, 74% das famílias assumiram ter enfrentado, mensalmente, problemas financeiros, em 2022, sendo que 8% afirmaram ter dificuldade em pagar despesas ditas essenciais, relacionadas com a mobilidade, alimentação, saúde, habitação, lazer e educação. Face a 2021, a dificuldade em enfrentar as despesas com a alimentação sofreu o maior aumento (15%), seguindo-se as despesas com a habitação (5%) e com a mobilidade (4%).

“O índice que mede a capacidade financeira das famílias também não deixa espaço para dúvida: em 2022, atingiu o valor mais baixo desde há cinco anos – 42,1 (de 0 a 100; em que quanto mais elevado o número, maior a capacidade financeira para enfrentar as despesas mensais)”, salienta a Deco Proteste, que considera que “os resultados de 2022 não são animadores” e que “É constatável que não houve uma melhoria efetiva das condições de vida dos portugueses nos últimos anos e as consequências da guerra na Ucrânia puseram a nu todas as fragilidades da nossa economia e a debilidade económica da maioria dos agregados familiares”.

Em termos geográficos, é nos Açores que o índice apresenta piores resultados (37,2), seguindo-se os distritos de Vila Real (38) e Aveiro (39,4). Em “maior desafogo financeiro” estão os distritos de Coimbra (47,1) Beja (43,5), Lisboa (43,5) e a Região Autónoma da Madeira (45,1).

“Esta é a cara da crise climática de perto…”

Zé LG, 20.11.22

thumbs.web.sapo.jpg«As pessoas em situação de maior pobreza no mundo estão morrendo em decorrência de desastres climáticos neste exato momento. E não é “apenas” um punhado de pessoas -- 40% da população da Somália pode morrer de fome.

Temos que responder à crise mais imediata -- mas também precisamos intensificar nossa campanha voltada aos governos globais. Ainda é muito fácil para eles ignorarem as notícias, quando a realidade é que seres humanos estão morrendo porque nossos líderes estão fracassando.
Se os maiores poluidores não ajudarem as nações vulneráveis a se adaptarem e sobreviverem, mais crianças morrerão conforme os desastres climáticos continuarem a assolar o planeta. Elas foram as que menos contribuíram para a crise climática, mas agora pagam o preço mais alto que se pode imaginar.» Trecho de um apelo da Avaaz

Que Mundo é este que está sempre a prometer o combate à pobreza e esta não para de aumentar?!…

Zé LG, 16.11.22

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgVivemos num Mundo, cada vez mais desigual, em que uma pequena minoria concentra cada vez mais a riqueza produzida, e, cada vez mais, pessoas não conseguem ter uma vida digna, porque o que recebem do trabalho não o permite, porque os valores das reformas ficam aquém do contratualizado e da inflação, ou porque os apoios sociais, na maioria dos casos, nem sequer garante um mínimo de subsistência a quem deles depende. Isto já para não falar da miséria crescente, que predomina nas populações de alguns países menos desenvolvidos e que não deixa de afectar, cada vez mais, pessoas que caíram na miséria extrema, não tendo comida, nem casa, nem roupa.

 

 

Salários e de pensões vão aumentar? Sim! Vamos enriquecer? Não!

Zé LG, 17.10.22

pobres.jpgAntónio Costa - e, consequentemente, o governo e o PS -, anunciou e repete até à exaustão que o seu governo vai aumentar os salários e as pensões, dando a entender que os trabalhadores e os pensionistas vão ficar melhor/enriquecer. Mas não diz e finge ignorar que a inflação sobe muito mais do que aqueles aumentos, pelo que os trabalhadores e os pensionistas vão perder poder de compra, vão ter meses mais longos, porque salários e pensões não vão chegar até ao fim do mês, vão empobrecer ainda mais.

Este é o primeiro-ministro que se fartou de dizer que não ia fazer o fez o seu antecessor, Passos Coelho, que nunca iria aplicar a austeridade para manter "as contas certas", a sua grande obsessão. Não seria mais correcto e adequado à situação que vivemos não gastar tanto dinheiro na redução da dívida (que até seria admissível que subisse atendendo à inflação) e o investisse no investimento, passe o pleonasmo, e aumentasse salários e pensões de forma a que os trabalhadores e pensionistas não perdessem poder de compra? Seria bom que não se esquecesse das suas promessas, designadamente das mais recentes como esta: "Persistem níveis intoleráveis de pobreza laboral"Não basta observar, é preciso agir no combate à pobreza.                     
(A foto é de Marcelo Rebelo de Sousa, numa das suas acções caritativas pelo Natal, porque, apesar de muito procurar não consegui encontrar uma de António Costa com pobres...)