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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Se for mais do mesmo, o Alentejo continuará a empobrecer em silêncio”

Zé LG, 03.01.26

Lucio-Nota-do-Dia.jpg«… Enquanto o país celebra, o Alentejo empobrece. Não por acaso, nem por fatalidade geográfica, mas por uma combinação tóxica de desigualdade estrutural, abandono político e cegueira estratégica. Os dados são claros: foi nesta região que a pobreza mais subiu no último ano, ao ponto de o Alentejo passar a ser considerado a região mais pobre do país. Um título que ninguém disputa, mas que todos fingem não ver. … O Alentejo, ..., afunda-se. Não por falta de trabalho ou de valor, mas porque continua a ser tratado como território periférico: bom para produzir, bom para explorar, bom para estatísticas agrícolas, mas fraco candidato a investimento social consistente. Os números podem ser os melhores desde 1994, mas a desigualdade continua viva, ativa e territorializada. E isso deveria incomodar mais do que qualquer gráfico animador. ...» António Lúcio, aqui.

Município de Beja activa Abrigo Noturno Temporário para Pessoas Sem-Abrigo

Zé LG, 06.12.25

CASA-ESTUDANTE-Residência._800x800jpg-768x768.jpgO Município de Beja revelou que, na sequência da avaliação dos riscos e dos avisos emitidos pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, será ativado o Abrigo Noturno Temporário destinado a proteger as pessoas em situação de sem-abrigo, durante o período de maior vulnerabilidade associado às condições meteorológicas adversas, até 20 de março, diariamente, entre as 19h00 e as 09h00, na antiga Casa do Estudante, propriedade da Caritas Diocesana de Beja. Aqui, aqui e aqui.

"Diário do Alentejo" distinguido no Prémio de Jornalismo “Analisar a pobreza na imprensa”

Zé LG, 15.10.25

565864985_1373855951406533_4039713728777614219_n.jpgEntre 34 trabalhos jornalísticos a concurso, dos quais 13 a nível regional, o “Diário do Alentejo” foi distinguido com um segundo prémio na categoria “Imprensa Regional”, no âmbito da 8.ª edição do Prémio de Jornalismo “Analisar a pobreza na imprensa”, promovido pela Rede Europeia Anti-Pobreza. A distinção foi atribuída à reportagem “Sonhos”, da série “Invisíveis” – conjunto de 10 reportagens sobre a temática das pessoas em situação de sem-abrigo –, publicada no primeiro trimestre de 2024, da autoria da jornalista Ana Filipa Sousa de Sousa e do fotojornalista Ricardo Zambujo.

Rede Europeia quer compromisso do poder local para erradicação da pobreza

Zé LG, 09.10.25

RSi-pobreza.jpgA poucos dias das eleições autárquicas, a EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza reforça a “necessidade urgente de um compromisso político local contra a pobreza e a exclusão social, sublinhando que o combate a estas realidades deve ser um desafio coletivo, territorial e de cidadania”. João Martins, presidente do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal, alerta para a necessidade do poder local assumir o compromisso na luta contra a pobreza, através da “valorização da articulação intermunicipal”, do “reforço dos recursos locais e da sua eficácia” e da “resposta aos desafios sociais emergentes e estruturais”. A rede lembra que um em cada cinco portugueses vive em situação de pobreza ou exclusão social. Daqui e daqui.

“o melhor é brincar à caridadezinha...”

Zé LG, 14.06.25

202506061824364920.png«Se não me engano este António Saraiva foi "Patrão dos patrões", isto é Presidente da CIP.
Agora que esta presidente da Cruz Vermelha, é muito fácil apelar "à responsabilidade social" e ao "inverter o ciclo da exclusão".
Que é que este Senhor fez no Conselho da Concertação Social para melhorar a vida dos trabalhadores. Apoiava as aspirações destes por melhores salários, ou dizia que eram medidas impossíveis para o Patronato?
Agora é fácil "condoer-se" da situação de milhares de famílias portuguesas porém, quando efetivamente poderia ter feito a diferença não o fez.
De fato o melhor é brincar à caridadezinha...» zé onofre 09.06.2025, aqui.

"resposta social tem de ser uma prioridade nacional”

Zé LG, 08.06.25

202506061824364920.pngA pobreza que enfrentamos já não se vê só nas ruas — mas sente-se nas casas, nas mesas vazias, na solidão. E é por isso que a Cruz Vermelha tem de estar no terreno, todos os dias. Mas não o pode fazer sozinha. Precisamos de todos. Da mobilização da sociedade civil, das empresas e das entidades públicas. Precisamos de apoios para continuar a chegar a quem precisa, onde precisa, quando precisa”, afirmou António Saraiva, o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, defendendo que “a resposta social tem de ser uma prioridade nacional”: “Temos de inverter o ciclo da exclusão, e isso exige investimento, estratégia e compromisso. A Cruz Vermelha está pronta. Mas não chega sermos resilientes. Precisamos de meios. Só assim transformamos solidariedade em dignidade.”

Uma em cada dez famílias vive em pobreza extrema

Zé LG, 04.06.25

Jovens-e-pobreza.-Foto-©-Nicola-Barts-de-Pexels.jpgEm Portugal, 1,761 milhões de pessoas vivem com menos de 632 euros por mês. Uma em cada dez famílias vive em pobreza extrema. Um em cada quatro pobres trabalha a tempo inteiro. Sem as transferências sociais, mais de 40% da população estaria naquela condição. Para erradicar este flagelo, no sentido de subir os rendimentos daqueles quase dois milhões de portugueses ao limiar de pobreza, seriam necessários cerca de 3,5 mil milhões de euros, aproximadamente 1,3% do PIB nacional. Cerca de 10% dos trabalhadores são pobres, e é nos setores do turismo e agricultura que aquela taxa é mais preponderante: 22,8% e 22,3%, respetivamente. No turismo, aliás, aumentou 7,8 pontos percentuais face a 2008. 

Portugueses têm rendimentos mais baixos da Europa

Zé LG, 23.05.25

Sem nome (67).pngNo contexto europeu são os portugueses aqueles que auferem dos rendimentos mais baixos da Europa, sendo que 77% admite problemas na gestão diária, 18% são mesmo incapazes de pagar o essencial, por auferirem rendimentos insuficiente, e, apesar da descida da inflação, a maioria (61%) continua a sentir um aumento dos preços e até uma diminuição do poder de compra (43%).

“Natal da solidão”

Zé LG, 18.12.24

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgTu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão
Nunca como hoje estes versos de Ary dos Santos foram tão verdadeiros e mentirosos ao mesmo tempo. Verdadeiros porque há cada vez mais pessoas a viver ao relento e mentirosos porque muita gente não as vê como irmãos e acusam-nas de viver assim porque não querem trabalhar ou por outra razão qualquer.
E todos sabemos que assim não é. Se alguns, poucos, dos sem abrigo assim vivem porque querem, nada fazendo para evitar a situação, a esmagadora maioria caiu nessa situação por diversos infortúnios da vida, sendo, sem dúvida, o mais chocante o de pessoas que, apesar de trabalharem, não conseguem pagar uma casa onde possam viver com as condições mínimas de habitabilidade.