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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Domar as palavras é fundamental para manter o controlo político”

Zé LG, 23.11.12

Quando George Orwell falou da novilíngua descreveu-a como um mecanismo produtor de duplopensar. É assim que, diante dos nossos olhos, todos os dias somos informados de que atacar o Estado social é salvar o Estado social, destruir emprego é criar emprego, empobrecer o país é reajustar o país. Também aqui é preciso vencê-los.

Ler aqui, na íntegra, o excelente artigo de Miguel Cardina, que termina com este trecho.

Dez anos depois

Zé LG, 17.07.12

Dez anos depois do último processo de expulsões do PCP, o ex-dirigente histórico Carlos Brito afirma que o movimento dos renovadores “tinha razão” ao pedir mudanças ideológicas e políticas, perante o que considera ser a presente “estagnação do partido”.

“Passaram dez anos e a estagnação continua e até se agrava. O PCP na sua tradicional coligação eleitoral CDU nunca mais foi capaz de ultrapassar a fasquia dos oito por cento nas eleições legislativas. Quer fossem antecipadas ou não e estivesse o PS ou a direita no poder”.

“Não tenho por adquirido como alguns dizem, que dali (PCP) já não há nada a esperar, que aquilo há de ficar assim até à consumação dos séculos…Não, não tenho essa opinião. São pessoas que lá estão, são militantes que vivem os problemas do nosso povo e que estão a refletir sobre o que se passa e eu espero que haja capacidade de renovação e de inovação. Não espero que seja uma questão arrumada”.

 

O ex-militante comunista Carlos Luís Figueira, expulso há dez anos, recorda hoje com “bastante mágoa” todo o processo, valorizando a "liberdade necessária para ter opinião" e disse ver o PCP como “um partido de protesto”.

“O corte com as relações pessoais, com a vida que se teve, é um processo duro. Não é fácil aos 50 anos recompor a vida, recomeçar. Mas tive a sorte de me reconhecerem algum mérito, por parte de quem me procurou para trabalhar e provar que, para além de ter sido funcionário e dirigente de um partido político também sabia fazer outras coisas na vida”.

Dez anos passados, é possível provar que os propósitos dos renovadores comunistas nunca passaram pela “social-democracia”.

Disse, ainda, admitir "com dificuldade que o PCP mude” devido à “estrutura que tem e com o estilo de organização que continua a ter. (...) Pode-se continuar a ter uma opinião diferente no interior do PCP mas isso não serve para nada. A direção não sustenta qualquer opinião divergente”.

Feira, um país assim …

Zé LG, 04.05.12

Feira, um país assim …

Imagens, cores, sons
Em movimento …
Montra, ostentação,
Ocultação,
Verdade, mentira,
Televisão,
Olhares, neblinas,
Uma lasca, um copo,
Mil e mil sorrisos,
Promessas mil,
(Sim, um dia …),
Artistas,
Gente,
Montes de gente,
Um país ali assim …

Tanta a vida,
Gente em privação …
A morte
Assim
Em solidão …

Évora, 2012-05-03


J. Rodrigues Dias

Portugal está entre os 3 países da UE com mais precariedade laboral

Zé LG, 28.04.11

Hoje a OIT chama a atenção para as questões da segurança no trabalho. Um dia para  o mundo pensar na necessidade de acrescentar qualidade ao trabalho que temos.
É boa altura para rever a dimensão das palavras segurança e saúde no trabalho. Para além da necessidade de prevanir sinistralidade, e reforçar sistemas de saude laboral, crescem outras (in)seguranças.

"De acordo com os dados do Eurostat, em Portugal, em 2005, 24,9% dos trabalhadores estavam com contrato não permanente. Em 2010 este número era de 29,4%. Portugal está entre os 3 países da UE com mais precariedade laboral."
 
E ouvimos tantos especialistas repetirem que o problema da produtividade em Portugal é a inflexibilidade da legislação laboral. Será hoje um dia para se desdizerem?

 

Post certeiro e oportuno da minha amiga Dores Correia, publicado aqui.

Os sete pecados mortais do PS, segundo Ana Benavente

Zé LG, 07.02.11

 

1. Adoptou "políticas neoliberais e, portanto, abandonou a matriz ideológica socialista";
2. "Autoritarismo interno e ausência de debate, empobrecendo o papel do PS no país";
3. "Imposição de medidas governativas como inevitáveis e sem alternativa, o que traduz dependências nacionais e internacionais não assumidas nem clarificadas para o presente e o futuro";
4. "Marketing político banal e constante, de par com uma superficialidade nas bandeiras de modernização da sociedade portuguesa";

5. "Falta de ética democrática e republicana na vida pública e na governação";

6. "Sacrifício de políticas sociais construídas pelo próprio PS em fases anteriores";
7. "Falta de credibilidade, quer por incompetência quer por hipocrisia, dando o dito por não dito em demasiadas situações de pesadas consequências".

 

Mas Ana Benavente, ex-dirigente nacional do PS, que integrou o secretariado quando Ferro Rodrigues foi líder, não se fica por aqui e faz ainda mais acusaões:

- "[A liderança de Sócrates] tornou-se autocrata, distribuindo lugares e privilégios, ultrapassando até o 'centralismo democrático' de Lenine que tanto criticámos. Alimentando promiscuidades que recuso."
- "Sócrates e os seus amigos serviram-se de uma ideologia incompatível com a essência do socialismo democrático."
- "O PS hipotecou o seu papel na sociedade portuguesa e deixou-nos sem perspectivas de um futuro melhor. Assumiu o papel que antes pertencia aos centristas do PSD, ocupou o seu espaço e tornou o país mais pobre, política e economicamente.”

"O DIA SEGUINTE"

Zé LG, 31.01.11

A questão que se nos coloca é a de saber como resistir e passar à ofensiva!

O combate para reerguer Portugal será um combate muito duro. Um combate que exige inteligência, coragem, flexibilidade táctica e definição clara de objectivos estratégicos e de políticas. Que aconselha a procura de entendimentos e de alianças políticas e sociais eficazes com incidência parlamentar e de governação.

Entendimentos e alianças com força suficiente para resistir ao golpe inconstitucional da direita e da extrema-direita parlamentares e dos mercados financeiros, forças animadas pela vitória do candidato que apoiaram nas eleições presidenciais de 23 de Janeiro de 2011.

Entendimentos e alianças que permitam alcançar objectivos constitucionais e patrióticos, na nova fase que os portugueses e o país estão a atravessar sob o jugo das instituições financeiras nacionais e internacionais, do directório radical da União Europeia, e do radicalismo do Fundo Monetário Internacional|FMI, cujo rotundo fracasso na Irlanda e na Grécia é já indisfarçável.

Como os últimos trinta e quatro anos mostram, e as eleições de Janeiro confirmam, nenhuma das actuais forças democráticas e de esquerda, só por si, está em condições de resolver a situação.

Sobretudo enquanto o PS continuar a ser o Cavalo de Tróia da direita e da extrema-direita parlamentares para penetrarem e destruírem por dentro a cidadela da democracia portuguesa, tal como a Constituição a acolhe.

As análises que as forças políticas, democráticas e de esquerda,  estão a fazer da situação que o país vive após as eleições presidenciais, em meu entender, são demasiados circunstanciais, não têm suficientemente em conta os dados novos da situação, não avançam nada de novo.

Nota: O artigo Dia Seguinte será publicado na Revista Alentejo de Fevereiro|Março|Abril.

António Murteira

Recebido por e-mail.

Municípios do Baixo Alentejo contra fecho de escolas

Zé LG, 01.07.10

A AMBAAL considerou «inadmissível» o fecho de escolas básicas com menos de 21 alunos e apelou para que as medidas aprovadas pelo Governo sejam «revogadas de imediato», reafirmando a sua «disponibilidade» para «conversações no sentido de serem adoptadas as melhores soluções com vista a combater verdadeiramente o insucesso escolar».

O «combate ao insucesso escolar não passa pelo critério único do encerramento das escolas com poucos alunos», que «preenchem todos os requisitos pedagógicos e, em regra, estão localizadas em zonas isoladas», onde «são um dos principais elos de ligação ao exterior, dinamizando a actividade social e assumindo um papel determinante para o desenvolvimento das pequenas comunidades», acrescenta a AMBAAL, recordando que o fecho de escolas no interior, «aliado ao encerramento de outros serviços públicos, nomeadamente no sector da saúde», torna-se «mais grave» quando «se estão a definir e a concretizar» projectos locais de dinamização para «evitar o abandono populacional» e criar «capacidade de atrair pessoas».

Não fui eu que disse…

Zé LG, 02.06.10

O Bispo de Beja teme uma “revolta perigosa” caso não exista coesão social no país, questionando se as medidas do PEC vão recair sobre os mais pobres e aumentar as desigualdades em vez de unir os portugueses no esforço comum de cortar nos «gastos supérfluos» e nos «rendimentos exagerados», afirmando que «Se queremos vencer a crise, não podemos pedir sacrifícios apenas a alguns, nem muito menos aos mais pobres».

Exige que o exemplo venha dos «detentores do poder», pelo que diz não compreender como as empresas fornecedoras de bens essenciais, como a GALP, EDP e Telecom, mantêm «lucros elevados à custa da subida dos preços dos seus produtos para os consumidores» enquanto distribuem «simultaneamente, altos dividendos pelos sócios e atribuem «prémios escandalosos aos administradores», «à custa dos consumidores».

O Bispo de Beja reafirma ainda a necessidade da «moderação das ambições de alguns e da inveja de outros» e da «luta contra a corrupção e os compadrios».

Tínhamos um Sócrates e passámos a ter dois

Zé LG, 16.05.10

"O paradoxo da política portuguesa é que tínhamos um Sócrates até estas medidas e passámos a ter dois: os dois [José Sócrates e Passos Coelho] são iguais e estão de acordo no aumento dos impostos e na redução dos salários e acham que o abismo é o caminho para onde Portugal deve caminhar cantando e rindo", disse Francisco Louçã, para quem Portugal precisa "de uma economia que recupere o emprego, que seja séria no combate à corrupção, que seja mobilizadora no combate à precariedade" e não, "o contrário".

"Em toda a Europa estas medidas provocaram um afundamento da bolsa que reconheceu que vem uma nova recessão a caminho e essa é pior notícia de todas", comentou o líder do BE, reiterando a necessidade de "proteger os salários, criar emprego, diminuir a precariedade, aumentar as qualificações e obter impostos de quem nunca pagou e não aos pobres" e concluindo que "Atacar a segurança social e os salário médios de 700 euros não resolve os problemas do país, piora e nós precisamos de uma economia que se concentre no essencial e o essencial é ter decência nas decisões económicas e é isso que tem faltado a esta aliança entre o PS e o PSD".

Magistratura de (pouca) influência

Zé LG, 19.02.10

O senhor Governador Civil chamou ao seu Palácio os representantes dos trabalhadores das Minas Neves-Corvo, precisamente na véspera do início de uma greve que os mineiros se viram forçados a convocar.

Já agora seria também importante que Manuel Monge mandasse, ou pedisse à Administração da Somincor para vir ao seu Palácio no sentido de a sensibilizar para as justas reivindicações dos trabalhadores.

Seria boa ideia não!

Copiado daqui.

A DORBE do PCP foi mais longe do que lhe competia e ficou aquém do que devia

Zé LG, 13.01.10

A propósito disto, o Secretariado da DORBE do PCP emitiu um comunicado, em que foi mais longe do que lhe competia, porque, tratando-se de um assunto relacionado com a Câmara Municipal de Beja, deveria ser a Comissão Concelhia de Beja do PCP, ou a Coordenadora da CDU, a tomar posição e ficou aquém do que devia, porque, no mínimo, devia ter (re)afirmado a defesa do Estado de Direito Democrático e que, por isso, condena todas as práticas de uso indevido dos bens públicos e de abuso de poder, pelo que, no caso em causa, devem ser apuradas eventuais responsabilidades e condenados os seus responsáveis.

Materiais de campanhas eleitorais da CDU terão sido feitos na Câmara de Beja

Zé LG, 12.01.10

A Câmara de Beja entregou uma queixa no Ministério Público por terem sido encontrados indícios e provas concretas da elaboração dos materiais de propaganda da CDU nas campanhas eleitorais de Beja, Mértola, Ferreira do Alentejo e Cuba nos seus serviços, nomeadamente no Gabinete de Informação e Relações Públicas.

De acordo com Jorge Pulido Valente, o presidente Câmara de Beja, “os materiais das campanhas foram elaborados nos serviços da Câmara quer ao nível da concepção, quer ao nível da impressão conforme está comprovado pelos elementos que foram entregues no Ministério Público”.

Ministro António Serrano aposta na política de proximidade

Zé LG, 11.01.10

O Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP), António Serrano, iniciou hoje, no Alentejo, uma ronda pelas direcções regionais, que servirão para contactar directamente com os serviços desconcentrados, de forma a serem discutidas e explicadas as estratégias de actuação para este ano.

De manhã, decorreu uma reunião interna com os serviços, a que se seguiu um encontro com as organizações locais representativas dos agricultores, enquanto que durante a tarde o ministro visitará o investimento realizado na Herdade da Fonte dos Frades, entre Beja e Serpa, apoiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).

Na cerimónia serão entregues 28 contratos PRODER, a que corresponde um investimento superior a 49 milhões de euros.

PCP considera “UE 2020” pior que “Estratégia de Lisboa”

Zé LG, 28.12.09

Após a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, a Comissão Europeia e o patronato europeu consideram que chegou o momento de impor aos Estados-membros, aos trabalhadores e às populações o acelerar do processo de destruição dos direitos sociais e laborais, das conquistas históricas dos trabalhadores e dos povos ao longo do século XX, com a justificação da interdependência, da globalização e da livre concorrência, incluindo das tecnologias, a que chamam a quinta liberdade. Ou seja, querem a imposição das patentes das multinacionais que conseguirem impor-se no mundo do conhecimento e da tecnologia, objectivo que há muito prosseguem em nome da Estratégia de Lisboa, mas que ainda não foi completamente conseguido graças à oposição dos trabalhadores e das correntes progressistas de diferentes países.

Tal como o PCP afirmou em Março de 2000, a Estratégia de Lisboa não criou mais empregos com direitos, não reduziu a pobreza e exclusão social nem aumentou o crescimento económico. O que conseguiu foi abrir caminho a uma maior concentração e centralização capitalistas, através de diversas directivas que facilitaram privatizações de sectores estratégicos da economia e a sua desregulamentação (serviços financeiros, energia, transportes e comunicações), ataques a fatias de serviços públicos essenciais que interessam ao capital em áreas como a saúde, segurança social, educação, cultura, justiça e tudo o que possa dar lucro, para o que já contam com a famigerada directiva Bolkestein.

Simultaneamente, em nome da maior flexibilidade laboral, insistiram na desregulamentação laboral, na dita “ flexigurança” e na proposta de alteração da directiva sobre organização e tempo de trabalho.

O PCP reafirma a sua oposição a estas estratégias e insiste na necessidade de ruptura com estas políticas. Defendemos uma outra Europa de coesão económica e social, respeitadora dos direitos dos trabalhadores e dos povos, que aposte na produção e no emprego com direitos, que promova serviços públicos de qualidade, que respeite o direito soberanos dos povos a escolherem a sua opção em termos de organização económica, social e política, na defesa da paz e da cooperação com os povos de todo o mundo.    

Para ver todo o documento clique aqui.

O Mundo Quer um Acordo p’ra Valer!

Zé LG, 11.12.09

Amanhã, tendo presente esta única mensagem, milhares de cidades iluminar-se-ão com vigílias procurando que seja o maior dia de acção global sobre mudanças climáticas da história.

Estão previstas mais de 1700 vigílias em 110 países - eventos simples e divertidos – onde basta comparecer e acender uma vela e serão lidas mensagens curtas sobre a importância de um acordo climático e tiradas fotos para documentar o evento, que serão entregues à mídia global e aos governantes.

O mundo inteiro, incluindo 200 organizações da sociedade civil que representam milhões de indivíduos, bem como muitos governos e praticamente todos os especialistas e cientistas climáticos estão-se unindo em torno do que está sendo chamado de um "Acordo pra Valer" - que se traduz em 3 pontos chave: justo, ambicioso e vinculante. São metas concretas para deixar clara a nossa demanda, impedindo os nossos governantes que estão a negociar o acordo mais importante do nosso tempo - um que deve impedir uma catástrofe climática -, disfarçarem resultados medíocres como uma vitória heróica.

Clique em http://www.avaaz.org/po/real_deal_map para saber se há um evento perto de si, ou porque não organizar um também?