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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Domar as palavras é fundamental para manter o controlo político”

Quando George Orwell falou da novilíngua descreveu-a como um mecanismo produtor de duplopensar. É assim que, diante dos nossos olhos, todos os dias somos informados de que atacar o Estado social é salvar o Estado social, destruir emprego é criar emprego, empobrecer o país é reajustar o país. Também aqui é preciso vencê-los.

Ler aqui, na íntegra, o excelente artigo de Miguel Cardina, que termina com este trecho.

Dez anos depois

Dez anos depois do último processo de expulsões do PCP, o ex-dirigente histórico Carlos Brito afirma que o movimento dos renovadores “tinha razão” ao pedir mudanças ideológicas e políticas, perante o que considera ser a presente “estagnação do partido”.

“Passaram dez anos e a estagnação continua e até se agrava. O PCP na sua tradicional coligação eleitoral CDU nunca mais foi capaz de ultrapassar a fasquia dos oito por cento nas eleições legislativas. Quer fossem antecipadas ou não e estivesse o PS ou a direita no poder”.

“Não tenho por adquirido como alguns dizem, que dali (PCP) já não há nada a esperar, que aquilo há de ficar assim até à consumação dos séculos…Não, não tenho essa opinião. São pessoas que lá estão, são militantes que vivem os problemas do nosso povo e que estão a refletir sobre o que se passa e eu espero que haja capacidade de renovação e de inovação. Não espero que seja uma questão arrumada”.

 

O ex-militante comunista Carlos Luís Figueira, expulso há dez anos, recorda hoje com “bastante mágoa” todo o processo, valorizando a "liberdade necessária para ter opinião" e disse ver o PCP como “um partido de protesto”.

“O corte com as relações pessoais, com a vida que se teve, é um processo duro. Não é fácil aos 50 anos recompor a vida, recomeçar. Mas tive a sorte de me reconhecerem algum mérito, por parte de quem me procurou para trabalhar e provar que, para além de ter sido funcionário e dirigente de um partido político também sabia fazer outras coisas na vida”.

Dez anos passados, é possível provar que os propósitos dos renovadores comunistas nunca passaram pela “social-democracia”.

Disse, ainda, admitir "com dificuldade que o PCP mude” devido à “estrutura que tem e com o estilo de organização que continua a ter. (...) Pode-se continuar a ter uma opinião diferente no interior do PCP mas isso não serve para nada. A direção não sustenta qualquer opinião divergente”.

Feira, um país assim …

Feira, um país assim …

Imagens, cores, sons
Em movimento …
Montra, ostentação,
Ocultação,
Verdade, mentira,
Televisão,
Olhares, neblinas,
Uma lasca, um copo,
Mil e mil sorrisos,
Promessas mil,
(Sim, um dia …),
Artistas,
Gente,
Montes de gente,
Um país ali assim …

Tanta a vida,
Gente em privação …
A morte
Assim
Em solidão …

Évora, 2012-05-03


J. Rodrigues Dias

Portugal está entre os 3 países da UE com mais precariedade laboral

Hoje a OIT chama a atenção para as questões da segurança no trabalho. Um dia para  o mundo pensar na necessidade de acrescentar qualidade ao trabalho que temos.
É boa altura para rever a dimensão das palavras segurança e saúde no trabalho. Para além da necessidade de prevanir sinistralidade, e reforçar sistemas de saude laboral, crescem outras (in)seguranças.

"De acordo com os dados do Eurostat, em Portugal, em 2005, 24,9% dos trabalhadores estavam com contrato não permanente. Em 2010 este número era de 29,4%. Portugal está entre os 3 países da UE com mais precariedade laboral."
 
E ouvimos tantos especialistas repetirem que o problema da produtividade em Portugal é a inflexibilidade da legislação laboral. Será hoje um dia para se desdizerem?

 

Post certeiro e oportuno da minha amiga Dores Correia, publicado aqui.

Os sete pecados mortais do PS, segundo Ana Benavente

 

1. Adoptou "políticas neoliberais e, portanto, abandonou a matriz ideológica socialista";
2. "Autoritarismo interno e ausência de debate, empobrecendo o papel do PS no país";
3. "Imposição de medidas governativas como inevitáveis e sem alternativa, o que traduz dependências nacionais e internacionais não assumidas nem clarificadas para o presente e o futuro";
4. "Marketing político banal e constante, de par com uma superficialidade nas bandeiras de modernização da sociedade portuguesa";

5. "Falta de ética democrática e republicana na vida pública e na governação";

6. "Sacrifício de políticas sociais construídas pelo próprio PS em fases anteriores";
7. "Falta de credibilidade, quer por incompetência quer por hipocrisia, dando o dito por não dito em demasiadas situações de pesadas consequências".

 

Mas Ana Benavente, ex-dirigente nacional do PS, que integrou o secretariado quando Ferro Rodrigues foi líder, não se fica por aqui e faz ainda mais acusaões:

- "[A liderança de Sócrates] tornou-se autocrata, distribuindo lugares e privilégios, ultrapassando até o 'centralismo democrático' de Lenine que tanto criticámos. Alimentando promiscuidades que recuso."
- "Sócrates e os seus amigos serviram-se de uma ideologia incompatível com a essência do socialismo democrático."
- "O PS hipotecou o seu papel na sociedade portuguesa e deixou-nos sem perspectivas de um futuro melhor. Assumiu o papel que antes pertencia aos centristas do PSD, ocupou o seu espaço e tornou o país mais pobre, política e economicamente.”

"O DIA SEGUINTE"

A questão que se nos coloca é a de saber como resistir e passar à ofensiva!

O combate para reerguer Portugal será um combate muito duro. Um combate que exige inteligência, coragem, flexibilidade táctica e definição clara de objectivos estratégicos e de políticas. Que aconselha a procura de entendimentos e de alianças políticas e sociais eficazes com incidência parlamentar e de governação.

Entendimentos e alianças com força suficiente para resistir ao golpe inconstitucional da direita e da extrema-direita parlamentares e dos mercados financeiros, forças animadas pela vitória do candidato que apoiaram nas eleições presidenciais de 23 de Janeiro de 2011.

Entendimentos e alianças que permitam alcançar objectivos constitucionais e patrióticos, na nova fase que os portugueses e o país estão a atravessar sob o jugo das instituições financeiras nacionais e internacionais, do directório radical da União Europeia, e do radicalismo do Fundo Monetário Internacional|FMI, cujo rotundo fracasso na Irlanda e na Grécia é já indisfarçável.

Como os últimos trinta e quatro anos mostram, e as eleições de Janeiro confirmam, nenhuma das actuais forças democráticas e de esquerda, só por si, está em condições de resolver a situação.

Sobretudo enquanto o PS continuar a ser o Cavalo de Tróia da direita e da extrema-direita parlamentares para penetrarem e destruírem por dentro a cidadela da democracia portuguesa, tal como a Constituição a acolhe.

As análises que as forças políticas, democráticas e de esquerda,  estão a fazer da situação que o país vive após as eleições presidenciais, em meu entender, são demasiados circunstanciais, não têm suficientemente em conta os dados novos da situação, não avançam nada de novo.

Nota: O artigo Dia Seguinte será publicado na Revista Alentejo de Fevereiro|Março|Abril.

António Murteira

Recebido por e-mail.

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