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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Governo quer atores locais a definirem estratégias para aplicar fundos em cada território

Zé LG, 23.05.22

202205211453264192.jpgIsabel Ferreira, a secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, disse que vai convocar os diferentes atores locais para pensarem e definirem onde devem ser aplicados os fundos do comunitários em cada território, trabalho que já iniciou com as cinco comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) do país e que pretende ouvir os diferentes níveis de poder e agentes locais para decidir como será aplicado o dinheiro.
“Não chega nós distribuirmos fundos comunitário aleatoriamente, é preciso que quem recebe esses fundos tenha uma estratégia, saiba o que quer, onde é que quer ir, é preciso convocar os atores todos”, salientou, afirmando que este é um trabalho de rede, que será feito “de baixo para cima”, que é preciso “pensar no país, nas regiões e depois dentro de cada região, dentro de cada comunidade intermunicipal, dentro de cada município, entre um município maior e as freguesias à volta”.
“Os atores, as lideranças locais são fundamentais e determinantes, nomeadamente os municípios. É tratar diferente o que é diferente, não podemos ter medidas iguais para todo o território e isso só se faz identificando região a região”, acrescentou, alertando que as estratégias locais devem articular-se com os três grandes desafios nacionais e europeus, que são o demográfico, a transição digital e a transição verde.

A CADEIRA E A VIDA, de António Vilhena

Zé LG, 20.05.22

22687938_112235742873964_8205962711830460295_n.jpg«... Tenho, ainda, na memória a imagem da minha primeira cadeira, quando a minha avó, Maria Luísa, me levava, depois das aulas da escola primária, para a casa da menina Bia, em Beja, uma espécie de explicadora ou de ATL dos tempos modernos. A minha avó comprou-me uma cadeirinha azul, onde escorriam algumas flores pintadas. Ao final das aulas lá ia eu fazer os trabalhos de casa com a professora, amiga da minha avó. Sentava-me com uma ardósia sobre os joelhos e, assim, passava as tardes a fazer contas de somar e subtrair. Ao final do dia, arrumava a cadeirinha azul num canto até ao dia seguinte. Com o tempo a cadeira ficou pequena, o mundo mudou, a minha avó reformou-se e eu cresci, quiçá, para compreender a relação entre a cadeira e a minha avó, que foi lavadeira no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Beja. Levou uma vida em pé a precisar, também, de uma cadeira.»                                                                                                             Final da Crónica de António Vilhena, publicada no Diário de Coimbra, dia 19 de Maio de 2022)

Até sempre Eulália!

Zé LG, 19.05.22

2022051811294381.nb.pngEulália Parreira Queixinhas Coimbra, natural de Beja, com 49 anos, morreu no dia 17, em sua casa, vítima de doença grave. O funeral realizou-se esta manhã, das Casas Mortuárias de Beja para o Cemitério de Ferreira do Alentejo, onde será cremada. Era técnica da Biblioteca Municipal de Ferreira do Alentejo.

Conheci-a desde que nasceu, porque fui vizinho dos seus pais. Era filha de um Homem – Carlos Queixinhas -, que sempre respeitei e estimei. Já depois de formada trabalhou na Biblioteca Municipal de Alvito, na altura em que estive na Câmara Municipal. Há já algum tempo que não a via nem tinha notícias dela e fui surpreendido pela notícia da doença, que infelizmente a vitimou. A Eulália era uma moça cheia de vida, bem disposta, de fácil relacionamento, que fazia amigos em todas as pessoas que conhecia, dinâmica, sempre com ideias e projectos.

À família apresento as minhas sentidas condolências.

Luís Trigacheiro lançou o seu primeiro álbum

Zé LG, 15.05.22

280413140_410054397791271_3057790670005380875_n.jpO “Fado do Meu Cante” compila 12 músicas, com 10 originais e duas do Cancioneiro Alentejano, mas “adaptadas com uma versão diferente”, revelou o músico. Nele constam os temas já de sucesso, com a sua marca própria e influência do cante alentejano, “Quem me Vê”, “Meu nome é Saudade” e “Peixe fora de Água”. Destaque para as canções “O Meu Herói” e o “Fado do Meu Cante”, com poemas de Paulo Abreu de Lima e musicados, respetivamente, por António Zambujo e o próprio Luís Trigacheiro.

“Transferência de competências é um processo de sucesso”, segundo o secretário de Estado Carlos Miguel

Zé LG, 15.05.22

280218155_717349746068089_1360722201708026737_n-76Carlos Miguel, secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, na Feira de Maio, em Moura, afirmou que, apesar da complexidade inerente e “ao contrário de que muitos querem fazer crer, o processo de descentralização de competências é um processo de sucesso para os territórios”, pois “aproxima as competências das pessoas” e logo, permite um maior escrutínio, embora admitindo que “não é um processo perfeito” e, por isso, precisará de “ser limado”.

Casa Museu Silvestre Raposo inaugurada em Vila Nova de São Bento

Zé LG, 27.04.22

Casa-Museu-S-Raposo-768x432.jpgA União das Freguesias de Vila Nova de São Bento e Vale de Vargo e a Silvestre Raposo Associação Cultural inauguraram, no passado fim-de-semana, a Casa Museu Silvestre Raposo.

A Casa Museu é, segundo a Junta de Freguesia, “o resultado do esforço desenvolvido entre estas duas entidades, tendo a União de Freguesias sido responsável pela criação de um espaço para a Casa Museu e da parte da Silvestre Raposo Associação Cultural a cedência do espólio do autor, composto por obras da sua autoria e de outros autores de renome nacional e internacional”.

A Casa Museu terá programação própria contemplando inúmeras iniciativas e atividades.

Governo tem dado a devida atenção aos investimentos para a região(?)

Zé LG, 23.04.22

Sem nome.pngA Ovibeja tem uma relevância incontornável no panorama nacional, a afirmação foi feita por João Torres, secretário geral adjunto do PS hoje de visita ao certame. João Torres destacou ainda o tema escolhido pela organização e afirmou que o governo e o 1º ministro têm dado a devida atenção aos investimentos tão necessários para o Alentejo dando como exemplo o anuncio feito pela ministra da Agricultura ontem na Ovibeja, referente ao regadio de Alqueva.          Leia e oiça também aqui.

Jovem de Castro Verde recebe Prémio de Mérito

Zé LG, 20.04.22

Andreia-Silva-aluna-de-CV-premiada-no-IGOT-pnlqx62A jovem Andreia Alves da Silva, natural de Castro Verde, foi uma das distinguidas com o Prémio de Mérito Caixa Geral de Depósitos/IGOT. Licenciou-se em Geografia e agora frequenta um mestrado em Geografia Física e Ordenamento do Território, também no IGOT, além de integrar dois projetos de investigação científica.

A distinção foi atribuída aos melhores alunos que terminaram as licenciaturas de Geografia e de Planeamento do Território no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa, reconhecendo o seu “empenho, esforço e dedicação” ao longo dos três anos de curso.

38ª OVIBEJA inaugurada pela (mal amada) ministra da Agricultura

Zé LG, 19.04.22

Ministra-da-Agricultura-768x466.jpgA 38ª Ovibeja vai ser inaugurada pela Ministra da Agricultara, Maria do Céu Antunes, na próxima quinta-feira, pelas 11 horas.
O Presidente da República não vai estar na inauguração da Ovibeja devido à participação (on line) do Presidente da Ucrânia na Assembleia da República, prevista para para o dia da abertrura da Feira.

CORRECÇÃO:

Na próxima quinta-feira, dia 21, a 38ª Ovibeja abre ao público a partir das 11h00. A inauguração oficial vai acontecer às 15h00, pela Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes que, por razões de agenda, foi forçada a mudar a hora anteriormente anunciada.  

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa vai visitar a Ovibeja no dia 24 (domingo), às 15h00.  

A decorrer de 21 a 25 de abril, a 38ª Ovibeja vai contar, como habitualmente, com a visita de vários membros do Governo e representantes de partidos políticos, assim como do Corpo Diplomático.

“Que cidade queremos construir?”

Zé LG, 14.04.22

Sem nome.png«A escritora norte-americana Jane Jacobs escreveu: “Os seres humanos, é óbvio, fazem parte da natureza, assim como os ursos-pardos e as abelhas e as baleias e a cana de açúcar. Sendo produto de uma forma de natureza, as cidades dos seres humanos são tão naturais quanto os locais onde vivem os cachorros-do-mato ou as colónias de ostras.” Entender as cidades como habitat natural do homem, e o homem como parte da natureza leva-nos a questionar de que natureza estamos a falar. Os nossos espaços construídos, muitas das vezes a régua e esquadro, mais parecem criar barreiras em vez de procurarem o tão necessário equilíbrio, entre esses dois mundos que insistimos em separar.

Mas se pensamos que o desenho de cidade apenas diz respeito a arquitectos, urbanistas e engenheiros então é porque ainda não percebemos que a cidade diz respeito ao colectivo e como tal é uma construção colectiva. »

Texto escrito por Xana Melão, arquitecta e dinamizadora do Laboratório, aqui.

Afinal, como terminou o concurso?

Zé LG, 12.04.22

concurso-publico-duvidas.jpg«É triste a forma como alguns reagem aos factos. A questão é o concurso que deve ter um início, um meio e um fim, goste-se ou não, concorde-se ou não. Questionar a situação é um direito de todos, sobretudo se forem concorrentes. Quanto ao resto, de facto é uma vergonha a forma como alguns tentam adulterar a situação ou, cobardemente, tentar denegrir a imagem dos que legitimamente expõem as situações (bloguista) ou pedem os devidos esclarecimentos (autora do artigo). Na realidade a sociedade, os partidos, mesmo o PS dispensa esta gente!» Justo 12.04.2022, aqui.

Atacam o mensageiro em vez da mensagem e quem a produziu

Zé LG, 09.04.22

«LG devia ter vergonha de trazer este assunto para aqui. E sobretudo fazer propaganda desta senhora. Mas enfim...lá deverá ter os seus interesses, embora obscuros. »

«LG está usando aqui o seu bog da forma mais ignóbil e baixa que pode haver.
A partir deste momento não mais mais aqui virei. Adeus.»

«LG anda certamente deslumbrado com o sucesso local do seu blog, a ponto de ter perdido a noção do ridículo. E envolver-se tomando posição, sem perceber nada do que se passa, a não ser o que uma parte e bem interessada lhe conta.
Aliás é bem demonstrativo do seu sectarismo político e impreparação com que aborda aqui alguns temas, sem que deles tenha o devido conhecimento. Como é caso.
Opina e defende posições e interesses , segundo o que lhe parece ou o que dizem ou assopram.
Não se pode levar o Alvitrando e o que aqui se diz a sério. Está comprovado.»

Daqui.

“Por que não experimentar novos Governos?”

Zé LG, 07.04.22

images.jpg«Por que não experimentar novos Governos que não recebam o "direito divino" do Capital, enquanto explorador do Trabalho?

É simplesmente isto que desejo e pelo que luto.

E se não der certo? O caminho nunca será voltar atrás que já vimos que não é bom o suficiente, mas procurar novos caminhos a partir do lugar onde paramos.»

Zé Onofre, Anónimo 07.04.2022, aqui.

CNA preocupada com a não valorização da agricultura tradicional

Zé LG, 07.04.22

CNA-768x512.jpgA Confederação Nacional da Agricultura (CNA) acompanha o Grupo de Trabalho para as Migrações e Trabalho Rural da Coordenadora Europeia Via Campesina. Neste contexto são avaliadas as questões do trabalho agrícola, o olival intensivo e as pequenas explorações nos concelhos de Odemira e Serpa. A CNA defende que se devem “estabelecer limites para a utilização da terra” no que se refere às culturas intensivas.

A grande preocupação da CNA, diz o dirigente Joaquim Manuel, é o facto de não se valorizar a agricultura tradicional. Isto significa, na sua opinião, que se está subjugado às culturas intensivas abandonando outras, como os cereais, que nos deixam dependentes em mais de 90 por cento desta necessidade.

“O Imperador do Ocidente”

Zé LG, 02.04.22

277445378_2155870137913173_6589874954186500318_n.j«... foi o Imperador do Ocidente, que veio pessoalmente visitar as suas províncias, porque não acreditava que um Cônsul com poderes especiais, não seria capaz de exprimir claramente qual a posição do Império sobre o momento atual. Lá do alto das escadarias do Senado, um resquício dos tempos em que havia uma certa democracia, chamou a atenção para os seus fiéis Governadores de Províncias que não estavam a ser suficientemente duros com os Bárbaros que tentam abrir uma brecha nas defesas do Império. Tendes que tomar decisões firmes, porque se eles conseguem uma brecha é o fim do Império.” Zé Onofre 29.03.2022, aqui.

“Só fica confuso quem andou distraído da política”

Zé LG, 28.03.22

70365791_10205606536479761_4613475439241854976_n.j«Os anti-stalinistas não estão confusos. Como é sabido, a maior parte das antigas Repúblicas Soviéticas transformaram-se em antros de corrupção oligárquica. A feroz acumulação capitalista que se deu com o desmembramento da URSS foi não só selvagem, mas sobretudo mafiosa. Devido a isso, apenas algumas conseguiram transitar para regimes democráticos. Só fica confuso quem andou distraído da política, ou sossegadinho pela informação tendenciosa.»                                      Munhoz Frade 28.03.2022, aqui.

“A autarquia deveria ter um papel mais activo e uma visão mais abrangente com a adopção de apoios mais firmes e objectivos”

Zé LG, 26.03.22

57209146_2147160238653491_188981494486663168_n.jpg«A degradação do centro histórico em Beja, como em outros lugares, deve-se a múltiplos factores, desde a especulação imobiliária, a decrepitude do tecido habitacional e comercial, que não se tem reinventado de modo amplo, a neglicência do poder autárquico por falta de uma verdadeira estratégia para o território e para os valores patrimoniais, etc...Temos todos, que definitivamente repensar este rumo que tem levado os proprietários e os empresários a abandonar o centro da cidade. As casas no centro histórico são caras é um facto. A vontade de alguns em investir na requalificação avulsa de imóveis depara-se efectivamente com um contexto altamente burocrático e dispendioso, que não permite estimular uma procura suficientemente forte! A autarquia deveria ter por isso um papel mais activo, e uma visão mais abrangente com a adopção de apoios mais firmes e objectivos! O mercado do arrendamento jovem a preços controlados tem funcionado bem noutros lugares, quer por iniciativa dos proprietários que são apoiados nesse sentido, quer por intervenção dos organismos públicos locais! Não haverá fórmulas mágicas para resolver o problema, mas é preciso encontrar soluções e realizar experiências que permitam avançar noutra direcção que não aquela a que se assiste quotidianamente! Para esse desígnio é fundamental congregar interesses e vontades de todos os agentes transformadores do território, que em suma somos todos enquanto habitantes!» Anónimo 26.03.2022, aqui. Foto copiada daqui.

Movimento reivindica “gestão atualizada, consciente e justa do Aproveitamento Hidroagrícola do Mira”

Zé LG, 23.03.22

202106221435312052.PNGO movimento Juntos Pelo Sudoeste lançou um manifesto contra o declínio do nível da água na albufeira de Santa Clara, concelho de Odemira, exigindo uma “monitorização e fiscalização sucessivas” dos ecossistemas “na defesa de um património natural já muito sacrificado pelos interesses de muito poucos, delapidados pela negligência das autoridades públicas (in)competentes e pelo incumprimento da legislação nacional e europeia em vigor” e afirmando-se “Juntos a favor de uma biodiversidade de valor incalculável, em vez de um mar de plástico em solos áridos, inférteis e secos, regados por rios de fitofármacos poluentes” que “contaminam as nossas linhas de água e banham a nossa costa”.