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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Toda a Esquerda, Melhor Esquerda

Zé LG, 05.03.24

esquerdanovo-1-671x377_c.jpgMuitos portugueses, tal como os subscritores deste Apelo, desejam que as eleições de 10 de Março tenham como resultado a constituição de uma Assembleia da República maioritariamente de esquerda, e que os partidos que dela se reclamam, ou que com ela colaboram reiteradamente em soluções progressistas, saibam encontrar o caminho certo que leve à formação de um governo que encontre as soluções políticas e sociais que respondam aos anseios por condições de vida com mais dignidade.
Se, apesar da precária situação deixada pela direita, em 2015, foi possível, mesmo assim, recuperar parte da destruição que tinha sido levada a cabo pelo governo do PSD/CDS, nas actuais condições, em que algum desafogo foi conseguido, é possível ir mais longe, nomeadamente em termos de valorização salarial e de reforço efetivo dos serviços públicos. Urge também resolver os problemas da habitação, limitar os privilégios fiscais dados aos estrangeiros e aumentar significativamente o peso dos salários, face aos rendimentos de capital, no PIB.

 

 

"A origem das desigualdades"

Zé LG, 03.03.24

Sem nome (28).pngPara o economista-estrela, autor de O Capital no Século XXI, as desigualdades nascem mais de fatores socioeconómicos do que de fatores naturais, dos quais os recursos geográficos são exemplo. “O exemplo da Suécia, considerado um dos países mais igualitários do mundo, é interessante a este respeito. Alguns atribuem este facto às características intemporais do país, a uma cultura que é por natureza asepta da igualdade. Porém, na realidade, a Suécia foi durante muito tempo um dos países mais desiguais da Europa, com uma impressionante sofistificação na organização da sua desigualdade. Esta situação transformou-se muito rapidamente no segundo terço do século XX, em resultado de uma mobilização política e social, com a chegada ao poder do partido social-democrata, no início da década de 1930. Este partido social-democrata, que governou durante meio século, colocou a capacidade estatal da Suécia ao serviço de um projeto político completamente diferenteda ordem anteriormente vigente. A Suécia representa, neste contexto, um caso interessante que mata pela raiz a crença em qualquer determinismo a longo prazo, decorrente de fatores naturais ou mesmo culturais,responsável pelo facto de algumas sociedades serem eternamente igualitárias, ao contrário de outras, eternamente desiguais, como a Índia, por exemplo. As construções sociais e políticas estão sujeitas a mudanças, e por vezes de forma muito mais célere do que supõem os observadores contemporâneos – nomeadamente os vencedores do sistema, os grupos dominantes que, por razões óbvias,tendem a normalizar as desigualdades, apresentando-as como imutáveis e alertando contra qualquer mudança que possa ameaçar esta confortável harmonia. A realidade é bastante mais dinâmica e encontra-se em permanente reconstruçlão: é o resultado de relações de poder, compromissos institucionais e bifurcações inacabadas.”               Do novo livro de Thomas Piketty, de que a VISÃO pré-publicou dois capítulos, aqui.

Hoje, foi o último dia da minha vida profissional

Zé LG, 29.02.24

IMG_20240229_181916_1.jpgHoje pus fim a uma vida profissional que durou meio século. Amanhã é um começo. Com menos responsabilidades, sem pressões, sem ter de prestar contas a outros que não aos meus e com tempo para fazer o que me der na real gana e os meus mais próximos permitam. Mais uma etapa a que espero adaptar-me, como aconteceu com as anteriores. Um novo desafio que vai obrigar a adaptações, nem sempre fáceis.

Até sempre Florival Baiôa!

Zé LG, 13.02.24

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Florival Baiôa Monteiro, de 73 anos, natural de Beja, morreu, na sua casa, vítima de doença prolongada. O funeral sai amanhã, às 10h45, da Casa Mortuária de Beja para o Cemitério da Quinta do Conde, onde será cremado.
Embora esperada, foi com profunda tristeza que recebi a notícia da sua morte. Um velho e bom amigo, com quem partilhei causas comuns, sempre irrequieto, com boa disposição e amigo do convívio com os amigos. 
Florival Baiôa marcou a vida de Beja nas últimas décadas: como professor marcou gerações de alunos que o admiravam e estimavam; como investigador e divulgador da história local, designadamente da azulejaria, da doçaria e das tradições; como dinamizador e agregador dos bejenses para causas importantes, quer através da Associação para a Defesa do Património da Região de Beja quer do movimento Beja Merece. Amava como poucos a sua / nossa Cidade e pôs a sua irreverênvia, o seu desassossego e o seu dinamismo ao seu serviço, em defesa das causas mais importantes contra a estagnação, o isolamento e o esquecimento de que tem sido vítima, nunca se acomodando a essa “fatalidade”. Foi assim até ao fim. Beja fica a dever-lhe muito. Ficámos todos, os que alguma vez com ele privámos, mais pobres.
A toda a família apresento os meus sentidos pêsames.

A propósito do meu 70º aniversário

Zé LG, 10.02.24

IMG_20240210_175832.jpg… que se cumpriu no passado dia 6, recebi inúmeras mensagens de felicitações. De entre elas, porque foram para além das felicitações pelo aniversário, destaco estas por, apesar de exageradas pela amizade, me terem enchido de orgulho (peço desculpa pela pieguice, explicada pela velhice…):

“Caro Amigo, representaste exemplarmente a nossa geração e vais continuar a fazê-lo nesta nova fase. Que ela seja longa e com saúde. Forte Abraço.”

“Muitos Parabéns pelo seu aniversário. afinal são só 70, venham mais 70 e parabéns também pelo desempenho e simpatia enquanto autarca no município de Alvito.”

“Muitos parabéns e que celebre muitos com tudo de bom!! Gratos por todo o empenho no nosso concelho.”

“Parabéns pelo teu aniversário! E também por tanto que deste à causa pública! Para mim foste sempre um exemplo a seguir! Um exemplo de trabalho, honestidade e competência, como então se dizia!”

“… para mim, também o exemplo daquilo que refere: trabalho, honestidade e competência! Muitos valores que infelizmente parecem estar em desuso na administração pública! Um grande beijinho de parabéns José Lopes Guerreiro e que a vida lhe sorria sempre!”

“Muitos Parabéns pelo 70º aniversário natalício.O poeta dizia: "com que então caiu na asneira, em fazer na terça-feira, 70 anos, que tolo!!! Ainda se os desfizesse, mas fazê-los não parece, de quem tem muito miolo". Assenta que nem luva! Abraço amigo Lopes Guerreiro.”

“Mal sabia esse jovem que, dois meses depois, tudo iria mudar: a Revolução.”

Zé LG, 10.02.24

175341301_5332585400150219_6127023112928031226_n.jpg«Entretanto, num espaço que comecei a frequentar em novembro desse ano (1973) – o Centro de Juventude -, lia o Diário de Lisboa, jornal oposicionista.
Um dia, em Outubro ou Novembro, entrei timidamente na redação do Diário do Alentejo, instalada na Praça da República, no mesmo prédio da livraria e da gráfica que o imprimia. Lá estavam o José Moedas e o Manuel Sousa Tavares, cujos escritos eu admirava. E, ao fundo, o diretor, Melo Garrido, a quem me dirigi, falando-lhe do meu gosto pelos jornais, da intenção de ser jornalista e de como gostaria de ver publicado no Diário do Alentejo algo da minha autoria. Disse-me, então, para lhe enviar um texto, para ele analisar e decidir sobre a sua publicação. Assim fiz e, no dia 23 de Dezembro desse ano, era publicado um conto com o título “A Moda”, de que retiro estas citações: “ Sorte malvada, dizia ele. Até já lhe morrera um moço na tropa e agora já lá estava outro (…) Não queria trabalhar. Os ricos que o fizessem. Nele, já ninguém punha as mãos em cima. “
... nestas duas frases de um jovem de 15 anos, estava, afinal, a forma como iria encarar o futuro, fruto das vivências e das circunstâncias, em parte (pequena) aqui relatadas: a aldeia, a escola, os livros e os jornais. Mal sabia esse jovem que, dois meses depois, tudo iria mudar: a Revolução.» José Filipe Murteira, aqui.

“Só conseguimos aquilo que nos era devido”, afirma o MCABA

Zé LG, 09.02.24

Agricultores-Moura-1-reuniao_800x800.jpgContrastando com uma rápida saída do Edifício da Câmara Municipal de Moura por parte da ministra da Agricultura e uma lacónica frase de que a reunião com os agricultores “correu muito bem. Foi muito proveitosa”, os homens da terra do Baixo Alentejo estavam visivelmente muito satisfeitos justificando que as pretensões iriam ter cumprimento “com garantias que foram dadas pelo Primeiro-ministro, com o aval da ministra”, justificou António João Veríssimo, o porta-voz do agora assumido Movimento Cívico de Agricultores do Baixo Alentejo (MCABA), embora prevenindo que “não vamos jogar foguetes porque nada de isto é novo. Só conseguimos aquilo que nos era devido. Tivemos ao nosso lado toda a sociedade civil que percebeu a nossa justa luta”.
Esclareceu ainda que “Não estamos contra a CAP, a Confagri ou outras associações, eles é que têm que estar ao nosso lado. Eles existem por nossa causa. Afinal com o nosso grito, conseguimos ser ouvidos”, deixando a garantia que o movimento não quer assumir o lugar de ninguém. Daqui e daqui.

Luta dos agricultores prossegue em Trás-os-Montes e ministra reúne com MIC em Moura

Zé LG, 08.02.24

Sem nome (13).pngDesde as primeiras horas da manhã, dezenas de máquinas agrícolas estão a concentrar-se em Macedo de Cavaleiros, onde pelas 08:00 já estavam concentrados cerca de 300 agricultores. Outro protesto decorria em Vila Flor.

A Ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes, reúne-se, hoje, a partir das 19 horas, em Moura, com o Movimento Civil de Agricultores de Portugal no Baixo Alentejo, que, na semana passada, cortaram a EN260, perto de Vila Verde de Ficalho, e só desmobilizaram depois de receberem a garantia que iriam receber os apoios que tinham sido retirados e ouvidos pela ministra.

Armando Álvaro morreu

Zé LG, 03.02.24

2024020215114093.nb.pngArmando Manuel do Rosário Álvaro, de 86 anos, natural de Beja, morreu no Hospital de Beja, tendo-se o funeral realizado no dia 3, da Casa Mortuária para o Cemitério de Beja.
Armando Álvaro foi empresário conhecido e reconhecido na região de Beja. Tinha sempre um sorriso, era muito simpático, e interessado por aquilo que se passava na nossa cidade. Sempre tivemos uma relação nuito cordial. Há já algum tempo que não tinha notícias suas. Só agora soube do seu falecimento.
À família apresento os meus sentidos pêsames.