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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Câmara de Moura licenciou Projeto de Arquitetura (de reconversão) do Convento do Carmo num empreendimento turístico de 5 estrelas

Zé LG, 13.09.20

Convento-do-Carmo-768x512.jpgEstá previsto um investimento na ordem dos 11 milhões de euros, da SPPTH –Sociedade de Promoção de Projetos Turísticos e Hoteleiros, entidade que é também proprietária do Convento de Espinheiro, em Évora. O novo empreendimento tem abertura prevista para 2022, no âmbito de uma concessão de 50 anos para fins turísticos.

O imóvel está localizado no centro histórico de Moura, próximo do castelo, sendo que o conjunto que engloba a igreja e o claustro do convento está classificado como imóvel de interesse público desde 1944.

Recordamos que o Convento do Carmo foi um dos imóveis inscritos no Programa REVIVE, um programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais.

Forte da Graça, em Elvas, no Top 10 das atrações de todo o mundo

Zé LG, 30.08.20

forte_da_graca.pngO Forte da Graça, em Elvas, recentemente requalificado com recurso a fundos comunitários, foi o vencedor da Travelers’ Choice Winner, do TripAdvisor, e está no Top 10 das atrações de todo o mundo. Esta plataforma turística mundial, dedicada a viagens, distinguiu o monumento da cidade alentejana através das críticas e classificações dadas pelos visitantes de todo o mundo e que já passaram pelo Forte da Graça.
Esta classificação, de acordo com a autarquia, espelha o trabalho desenvolvido pelo Município na preservação e divulgação do património elvense, classificado em 2012 como Património Mundial.

José António Falcão “repudia” acusações do Bispo de Beja e acusa-o de "atentar contra o seu bom nome"

Zé LG, 15.08.20

Falcao.jpgJosé António Falcão, ex diretor do DPHA- Departamento Histórico e Artístico da Diocese de Beja, considera as afirmações de D. João Marcos, Bispo de Beja “atentatórias do seu bom nome, não têm aderência com a realidade e levam a conclusões que repudia”.

José António Falcão afirma que o “Sr. Bispo diz ter sido um «padre idoso», chanceler da Cúria Diocese, quem recebeu o «relatório e lista de peças inventariadas, que foram confirmadas pela Diocese», referindo ainda que esse inventário é «falso», o que é incompreensível e difamatório para todos os envolvidos, porquanto o recebimento do inventário, em documentos originais autênticos, foi feito pelas duas pessoas citadas, que assinaram em conformidade”, acrescentando que “é igualmente falsa e difamatória a referência na peça ao «desaparecimento» de património, porquanto o mesmo estava e sempre esteve devidamente referenciado em museus diocesanos, o que era do conhecimento da Diocese de Beja”.

“De todo o modo, a responsabilidade do ex DPHADB terminou com a receção, pela Diocese, dos inventários, relatórios, documentação e chaves, e com a entrada em funções de novos responsáveis”. 

Até onde irá esta guerra e qual dos dois vai ficar mais chamuscado? Espera-se que este assunto tão melindroso seja cabalmente esclarecido.

Bispo de Beja mantém guerra aberta a José António Falcão

Zé LG, 10.08.20

“Grande parte” das peças de arte sacra da Diocese de Beja que estavam desaparecidas foram encontradas na Igreja de Santiago do Cacém.

Bispo-768x432.jpgD. João Marcos, Bispo de Beja disse que as paróquias e o seminário “pediam a devolução das peças”, mas que isso “raramente acontecia”, considerando que ainda existem mais peças que “não se sabe onde estão” e que este assunto não está “todo esmiuçado”.

Em declarações, à Rádio Pax, a 13 de julho, José António Falcão, garantiu que “quando terminavam as exposições temporárias, as peças eram devolvidas à sua proveniência” com exceção de alguns casos em que “os responsáveis das paróquias ou da Diocese consideravam que não havia condições de segurança ou de conservação para regressar logo aos locais de origem”. Nessas situações, as peças “ficavam nos museus da Diocese, no Seminário ou na Casa Episcopal”.

Falcão disse ter entregue um “relatório e lista de peças inventariadas, que foram confirmadas pela Diocese”. D. João Marcos confirmou esse documento, entregue “depois da extinção do DPHA” e alertou também para o facto de esse inventário ter sido “assinado por um padre idoso, que confiava em José António Falcão”, garantindo que esse documento “é falso” e que “foi assinado inadvertidamente”

Entretanto, a pergunta que se impõe continua sem resposta: onde estão as restantes peças de Arte Sacra da Diocese de Beja?

Apresentada candidatura de “Vila Viçosa, Vila Ducal Renascentista” a Património Mundial

Zé LG, 27.07.20

dossier cnu banner.pngA Câmara Municipal de Vila Viçosa, enquanto entidade promotora e responsável pela candidatura, procedeu à entrega do documento oficial, constituído peloa Proposta de Inscrição na Lista do Património Mundial, pelo Plano de Gestão do Património e pelos Estudos Históricos, na Comissão Nacional da UNESCO. De igual modo, o referido documento foi também entregue aos Parceiros Institucionais da candidatura.

José António Falcão refuta todas as acusações sobre desaparecimento de peças de arte sacra

Zé LG, 22.07.20

JAF.jpgJosé António Falcão, ex-diretor, o DPHA, questionado sobre o paradeiro das peças de arte sacra desaparecidas, disse, ao Diário do Alentejo da semana passada, que “os empréstimos eram autorizados pela diocese, pelos senhores párocos ou, no caso dos museus paroquiais, pelos seus responsáveis”, que, quando deixou de exercer funções, “as peças nessas condições estavam no Museu Episcopal de Beja; no Museu de Arte Sacra de Santiago do Cacém; no Museu de Arte Sacra de Moura; na Igreja de Nossa Senhora ao Pé da Cruz; no Seminário Diocesano; e na Casa Episcopal de Beja. Todas elas referenciadas pela diocese”, locais onde não voltou mais.

Quanto à devolução dos fundo europeus, diz que a rescisão do contrato de financiamento foi uma decisão do então bispo D. António Vitalino, à qual é “alheio”. Sublinha, no entanto, que “a diocese cumpriu sempre as regras comunitárias” e relembra que o DPHA “não tinha autonomia”.

Afirmou ainda que lamenta “não ter podido promover a homenagem devida a um grande bispo de Beja, D. Manuel Franco Falcão, que fez muito pelo Alentejo e pelo património da região”.

Vidigueira integra a recém-criada Associação de Municípios Portugal Romano

Zé LG, 09.03.20

120720131558-993-DSC_0059 Romano.JPGSão membros fundadores, para além de Vidigueira, as autarquias de Braga, Ansião, Oliveira do Hospital, Penela, Santiago do Cacém, Seixal, Tomar e Condeixa-a-Nova. Trata-se de uma associação que pretende preservar a herança romana e promover o turismo cultural.

O interesse de Vidigueira em participar nesta associação advém do seu território ser possuidor de património romano relevante, como sejam a Vila Romana de S. Cucufate, localizada na freguesia de Vila de Frades, e as ruínas romanas do Monte da Cegonha, localizadas na freguesia de Selmes como afirma o autarca vidigueirense, Rui Raposo.

Percurso Temático da Água “Do Castello até Pisões” no Dia Internacional da Mulher

Zé LG, 03.03.20

202002261516482346 Pisões.jpgNo âmbito nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, que decorrem no concelho de Moura entre 8 e 10 de março realiza-se, no próximo domingo, dia 8, o Percurso Temático da Água “Do Castello até Pisões”.

"Trata-se de um percurso com cerca de 3 km, que revisita a história da marca Água Castello e a sua ligação à cidade de Moura", revela a autarquia mourense.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição até sexta-feira, dia 6, através do correio eletrónico moura.turismo@cm-moura.pt ou do telefone 285 25 13 75.

O que pensa Santiago Macias do do Projeto do Sítio do Fórum Romano de Beja

Zé LG, 27.02.20

frb.jpgO que penso, em suma, de todo aquele processo?

1. Que a Câmara Municipal de Beja tem legitimidade para tomar decisões e para as por em prática, dentro do que é o legal de atuação. Não vi nada que contrarie este princípio;
2. Que o projeto tem princípios fundamentais de reversibilidade que permitem que a arquitetura se minimize ou, mesmo, se anule;
3. Que a monumentalização do sítio - via anastilose ou outros métodos - é fundamental para a leitura pelos visitantes;
4. Que o centro de interpretação + centro de arqueologia deveria ter um programa articulado com o restante património da cidade, nomeadamente o Museu Regional, a Rua do Sembrano, a igreja de Santo Amaro e o sítio de Pisões. Caso contrário, a lógica dispersiva e capelística dominará;
5. Que é imprescindível ter em conta os sábios comentários que ouvi ontem a propósito de drenagens, valorização de aspetos importantes (cisterna republicana, casa da moeda etc.), que em nada contrariam o que está previsto.
Houve aspetos que correram menos bem, neste processo? Sim, manifestamente. Está na altura de arrumar essa parte do dossiê. E de retomar o estudo com quem melhor conhece o sítio, e há mais de duas esforçadas e militantes décadas o escava. Continuo com a esperança que o retomar do diálogo resolva o que está por resolver.

Ler todo o texto, publicado por Santiago Macias à(s) 10:11, de 22/02/2020, aqui.

Será este Projeto que vai tirar o Sítio do Fórum Romano de Beja do abandono em que se encontra?

Zé LG, 20.02.20

O Projeto do Sítio do Fórum Romano é apresentado esta sexta-feira, 21 de Fevereiro, às 21h00, no Centro Unesco, em Beja, numa sessão que contará com a presença de Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, Ana Paula Amendoeira, diretora regional de Cultura do Alentejo, e do arquiteto Vitor Mestre.

projeto-do-sitio-forum-romano-848x468.jpgEstas ruínas foram descobertas em 2008, mas têm sofrido um elevado estado de degradação desde então. Agora, este projeto nasce para dar vida a um espaço de valor histórico.

Barrancos pretende elevar o Barranquenho a 3ª Língua oficial em Portugal

Zé LG, 16.02.20

A Câmara Municipal de Barrancos está a desenvolver um projecto de investigação e valorização do Barranquenho como Língua e cultura locais. O Barranquenho é desde 2008 “Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal”.
Este “dialecto local, que mistura o português e o castelhano, revela a nítida influência Andaluz nas raízes culturais do seu povo, de fortes tradições, alegre e hospitaleiro”.
Para João Serranito Nunes, presidente da Câmara Municipal, a Língua Barranquenha encontra-se “viva”, visto que “os melhores falantes são os mais novos que ainda não foram para a escola”.
Recorde-se que a par do Português, o Mirandês é a 2ª língua oficial Portuguesa desde 1999 e é falada por mais de 10 mil pessoas.

Patrimónios Imateriais: “Manter viva a língua e cultura portuguesa no Luxemburgo”

Zé LG, 10.02.20

202002091210524824.JPGO projeto, iniciado há 3 anos numa parceria da Associação de Divulgação e Intervenção Educativa, do Luxemburgo, e a Associação Juvenil Carpe Diem, de Portugal, tem contribuído para a promoção e a valorização da língua e da cultura portuguesa no Luxemburgo.
A iniciativa, de levar ao Luxemburgo uma embaixada cultural, terminou com um jantar convívio e concerto, que contou com a presença de mais de 600 pessoas, entre elas Franca Romeo, presidente da comissão municipal de integração, e o Burgermeister (presidente de câmara) Georges Engel.
A animação esteve a cargo das fadistas Joana Vales e Mafalda Vasques, acompanhadas por António Barros na guitarra portuguesa, António José Caeiro na viola de fado e Paulo Lopes viola baixo. O espectáculo foi encerrado pelo grupo “De Moda em Moda”.

202002072327277526.jpgMafalda Vasques e a Joana Vales e os De Moda em Moda fizeram ainda um espetáculo na casa do bejense António Castanho.

Proposta de gestão partilhada de Pisões e dos Museus de Beja

Zé LG, 08.02.20

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«... Em minha opinião, essa ligação poderia/deveria passar por um modelo que, agregando as três entidades – Direção Regional, Universidade e Câmara Municipal – desse origem a uma única entidade responsável pela gestão conjunta do museu (incluído naturalmente o seu Núcleo Visigótico), de Pisões e, eventualmente, do Núcleo Museológico da Rua do Sembrano. Deixo de fora o Centro de Arqueologia e Artes e o sítio arqueológico anexo, que aguardam, por parte da autarquia, uma decisão sobre o seu futuro e modelo de funcionamento.

pisões.jpg

Essa nova entidade deveria ter uma administração tripartida, coadjuvada por um conselho consultivo alargado e, tal como prevê o citado decreto-lei, um diretor recrutado “…através de concurso público (…) a quem são delegadas competências para uma gestão responsável, que prime pela transparência e pelo cumprimento do quadro legal vigente e que se adeque às características do equipamento em causa, permitindo agilizar a operacionalização do seu plano de atividades do setor”. ...»

José Filipe Murteira, aqui.

Alvito convidou a conhecer novas experiências no concelho

Zé LG, 08.02.20

202002061950169377.jpgA Câmara Municipal de Alvito e a SPIRA estão a promover “dois dias de emoção e novas experiências no concelho, dando a conhecer costumes e tradições do Alentejo”, que terminam hoje.

“Com o intuito de promover o concelho e atrair turistas e visitas de grupo, programámos dois dias para ter tempo de ver, sentir e degustar o melhor que o Alentejo tem”, refere a organização, esclarecendo que a oferta destes dois dias assenta no “Património Cultural Edificado, no Cante, no Vinho, na Gastronomia, nos Produtos e Produtores.

Mértola em... “Lugares Encantados, Espaços de Património”

Zé LG, 05.02.20

IMG_20200130_191953.jpg“Lugares Encantados, Espaços de Património” é a exposição que vai ficar no Museu Nacional de Etnologia, até ao próximo mês de outubro. São quatro os sítios à volta dos quais se reflete o significado da patrimonialização: Fátima, Sintra, Mouraria de Lisboa e Mértola. É um trabalho de grande interesse onde Mértola aparece bem de destaque. O binómio arqueologia-Festival Islâmico está no centro dos tópicos sobre a vila. O diretor do Museu Nacional de Etnologia fez questão de referir o contributo do Museu de Mértola.

Petição para revogação de Resolução que permite aumentar área de estufas até 40 % e de contentores no Perímetro de Rega do Mira

Zé LG, 24.01.20

imgLoader2.ashx.jpg“Temos cerca de 11 por cento da agricultura intensiva coberta por plástico e aquilo que a resolução [do Conselho de Ministros] diz é que pode vir a aumentar até 40 por cento, além da autorização, a título excecional, de contentores dentro das explorações agrícolas” e da "contratação de milhares de trabalhadores asiáticos em condições pouco claras”, disse Fátima Teixeira, porta-voz do movimento que lançou a petição.

O movimento alerta para as consequências “nefastas” de práticas agrícolas “que apostam na utilização intensiva de água para rega, plásticos, fertilizantes e pesticidas sintéticos”, no “Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, uma zona de excelência, com recursos ambientais que é preciso proteger. Estamos a destruir um património ambiental que é único”, pelo que é urgente “resolver os problemas que já existem ao nível de estufas, de agricultura intensiva e da capacidade para acolher tantos imigrantes” antes de se avançar para a expansão da atividade agrícola.

É urgente travar este avanço e proteger as zonas sensíveis do ponto de vista ecológico, assim como as populações dos aglomerados urbanos, das contaminações desta agroindústria, sendo por isso imperativo a demarcação de uma faixa mínima de 1.000 metros a partir da linha de costa e de 500 metros dos perímetros urbanos, livres de agricultura intensiva”.

Serpa registou “o maior número de visitantes de sempre”

Zé LG, 20.01.20

visitantes-768x432.jpgO Castelo de Serpa registou mais de 31 mil visitantes em 2019 e o Museu Municipal de Arqueologia chegou perto das 16 mil entradas. O Museu, após a sua requalificação em 2016, já acolheu 52 mil visitantes enquanto que, no mesmo período, o Castelo recebeu 117 mil visitas. Agosto foi o mês em que se registou “o maior número de visitantes”.
Estes números reflectem o “aumento do número de excursões nacionais e internacionais” na cidade alentejana. Durante o ano de 2019 foram realizados cursos, exposições, visitas guiadas, entre outras, como forma de divulgar o património cultural de Serpa.