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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Beja Hostel tem campanha de fundos para manter o hostel a funcionar e abrir um museu no piso térreo

Zé LG, 12.09.22

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A unidade hoteleira Beja Hostel descobriu uma “parte da cidade antiga” enquanto realizava obras de reparação na sua rede de esgotos. Depois da importante descoberta, os responsáveis decidiram criar uma campanha de angariação de fundos para financiarem a adaptação do seu piso térreo a fim de abrirem um museu.

Colabora com o futuro museu de Beja e associa o teu nome a esta obra, que será de todos. Contribui aqui.

Centro de Receção e Acolhimento/Parque Mineiro de Aljustrel em fase de conclusão

Zé LG, 13.01.22

202201121240513061.JPGA obra do Centro de Receção e Acolhimento do Parque Mineiro de Aljustrel está em fase de finalização e deverá estar concluída em breve. Instalado junto a um dos poços de descida ao fundo da mina (Malacate Viana), tem como objetivo potenciar o turismo, dando a conhecer o património, a identidade e a memória coletiva deste concelho. Com esta obra, será possível requalificar esta zona e dinamizar este espaço público, tornando-o mais acessível e possibilitando o seu usufruto a toda a população, recuperando as antigas minas desativadas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável. 

“Olivença precisa, pelo menos culturalmente, que o Estado português lhe dê a mão”

Zé LG, 25.12.21

372326.jpg«... Numa região bem definida (Olivença, incluindo o novo concelho de Táliga), ... , subsiste um falar português alentejano, com algumas marcas próprias. Teimosamente. Numa resistência de duzentos anos. Ou resiliência, como está na moda dizer-se. As autoridade locais buscam atualmente promovê-lo. Há mesmo, o que é mais controverso, quem defenda ser esse português algo de razoavelmente diferenciado, e não faltou uma empresa portuguesa, de Campo Maior, que se ofereceu pata o divulgar. …

O que será preciso para órgãos de soberania portugueses, incluindo a Assembleia da República, darem alguma atenção a esta realidade?

Note-se, como curiosidade, que, a nível de Estado, Portugal considera haver ali um problema de definição de soberania. Então… porquê tanto silêncio?

Olivença precisa, pelo menos culturalmente, que o Estado português lhe dê a mão. E, já agora, que a comunicação social não silencie tudo o que por lá se passa. Que critérios se podem aferir?»

Carlos Eduardo da Cruz Luna, Prof. História e formado pela Faculdade (Clássica) de Letras de Lisboa

Festas do Povo de Campo Maior já são Património da Humanidade

Zé LG, 16.12.21

202112151512031816.jpgTradição secular, transmitida de geração em geração, oralmente e de forma informal, estas festas tradicionais são conhecidas por apresentarem dezenas de ruas, sobretudo no centro histórico, decoradas com milhares de flores de papel, feitas voluntariamente pela população.

Promovida pela Câmara e Associação das Festas do Povo de Campo Maior (AFPCM) e a Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, a candidatura das Festas do Povo de Campo Maior a Património Cultural Imaterial da Humanidade foi, ontem, apreciada e aprovada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Alentejanos indignados com “usurpação abusiva da patente dos capotes e samarras alentejanas”

Zé LG, 12.12.21

265400316_408648024021085_6811135821103484622_n.jpOs produtores de capotes, samarras e capas típicas do Alentejo têm sido surpreendidos com avisos do titular dos direitos de registo deste tipo de vestuário para pararem as vendas ou pagarem licença, por violação de direitos. Na carta, o advogado realça que Joaquim Moreira “é titular dos direitos de registo de propriedade industrial dos desenhos e modelos” e que a venda destes produtos sem autorização ou licença “configura uma clara infração dos legítimos direitos de propriedade industrial”.

A diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira já está a analisar o processo, admitindo que possa ser pedida “a anulação deste registo” e adiantou que, para evitar situações semelhantes no futuro, está a ser estudada a inscrição deste vestuário no Inventário Nacional do Património Imaterial e a obtenção do registo da denominação de origem.

A Câmara Municipal de Évora, considerando “o carácter de património popular do Alentejo do capote e da samarra alentejanas, entre outro vestuário popular alentejano que integra a identidade cultural do Alentejo”, deliberou “repudiar a tentativa de apropriação privada”, “exigir ao INPI que anule os registos ilegítimos daquele vestuário popular e património identitário do Alentejo” e “desencadear, em cooperação com todas as instituições do Alentejo que o desejem, as medidas e ações necessárias à denúncia da situação e à anulação daqueles registos.”

Também os deputados do PS eleitos pelos círculos eleitorais do Alentejo estão indignados com aquilo a que chamam de “usurpação abusiva da patente dos capotes e samarras alentejanas” e já questionaram os ministérios da Cultura e da Justiça sobre as diligências que estão a ser tomadas para a salvaguarda deste património cultural.

Beja, Castro Verde e Cuba celebram hoje o 7.º aniversário da elevação do Cante Alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade

Zé LG, 27.11.21

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Um desfile com atuação de oito grupos corais do concelho de Beja vai decorrer, a partir das 10:00 horas, incluindo dois percursos diferentes pela cidade com a participação de quatro grupos corais em cada um, com início no Largo de Santo Amaro, perto do castelo, e no Largo de D. Nuno Álvares Pereira, junto à Pousada de São Francisco, e terminando no Jardim do Bacalhau, para um momento final.

202111241136166145.PNGA Câmara de Castro Verde celebra a efeméride com a abertura de uma exposição e um encontro sobre aquela expressão cultural no concelho.

202111261012209251.pngA Câmara de Cuba faz o lançamento, com a participação de grupos corais do concelho, do CD “Catedral do Cante”.

"De Geração em Geração, Património e Formação" foi o grande vencedor da 1ª edição dos Prémios patrimonio.pt

Zé LG, 31.10.21

A 1ª edição dos Prémios patrimonio.pt contou com 45 candidaturas, tendo sido premiados 6 projectos. Os Prémios patrimonio.pt são o resultado de uma iniciativa da Spira – revitalização patrimonial e contam com o apoio do Turismo de Portugal, na categoria Melhor Projecto de Touring Cutural e da HERIFAIRS – rede europeia das feiras do património – na categoria de Melhor Projecto Em Parceria.

thumbs.web.sapo.io.jpgNas palavras de Margarida Alçada, Presidente do Júri, “Os Prémios são uma fundamental iniciativa de celebração dos profissionais do sector, de divulgação do trabalho de grande valor realizado por todo o país, de partilha de Boas Práticas e, ainda, de identificação das lacunas a suprir em diversas dimensões deste trabalho especializado”.

Antiga Estação Ferroviária em Beja vai ser reabilitada para fins turísticos

Zé LG, 30.09.21

Apeadeiro_de_Reprezas_2021-04-09-768x564.pngA Estação das Represas, localizada no concelho de Beja – cuja circulação de comboios foi encerrada em 1970 – é uma das seis antigas estações ferroviárias inseridas no Fundo Revive Natureza que será alvo de trabalhos de reabilitação, para posterior exploração turística.
O concurso para a reabilitação das estações foi lançado pela Turismos Fundos e as candidaturas podem ser apresentadas até dia 26 de janeiro de 2022.

AR aprovou por unanimidade a proteção e a valorização do barranquenho

Zé LG, 18.09.21

Barrancos-768x512.jpgA Assembleia da República aprovou por unanimidade o projeto de lei do PS para “Proteção e valorização do Barranquenho” e do PCP para “Reconhecimento e proteção do barranquenho e da sua identidade cultural”, tendo todos os partidos concordado com a necessidade de reconhecer, como língua oficial, e proteger como manifestação cultural imaterial identitária, o barranquenho, falar típico do concelho raiano de Barrancos, no distrito de Beja, que cruza português e espanhol. Por isso, os diplomas defendem que o barranquenho seja ensinado na escola, estudado e investigado.

Spira lança Prémios PATRIMONIO.PT

Zé LG, 25.07.21

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Dedicados ao sector do Património Cultural e de âmbito nacional, os Prémios PATRIMONIO.PT, pretendem distinguir as boas práticas no sector do Património, galardoando Projectos, Entidades e Profissionais nacionais actuantes no sector, abrangendo projectos desenvolvidos nos dois anos antecedentes à data de atribuição dos Prémios. Candidaturas de 1 de Junho a 8 de Setembro de 2021.

Com um Júri nacional e internacional, os Prémios PATRIMONIO.PT são o resultado de uma parceria entre a Spira – revitalização patrimonial | patrimonio.pt, com a colaboração do Turismo de Portugal e da Herifairs - Rede Europeia de Feiras do Património. Esta primeira edição decorre no âmbito da AR&PA Bienal Ibérica de Património Cultural 2021, com cerimónia de entrega no dia 16 de Outubro.

CATEGORIAS: Melhor Projecto de Mediação; Melhor Estratégia de Comunicação; Melhor Projecto em Parceria; Melhor Projecto de Touring Cultural; Especial 2021: Melhor Projecto de aproximação ao Público Jovem; Prémio Patrimonio.pt.

Estação da CP de Alvito não vai ser demolida(?)

Zé LG, 18.07.21

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A Câmara Municipal revela que esteve reunida com a empresa IP, Infraestruturas de Portugal-Património para abordar esta questão. O município saiu deste encontro com a garantia que o edifício da Estação não será demolido, tendo a IP avançado que está a ser pensada uma solução em parceria com a Ucasul-União de Cooperativas Agrícolas do Sul.

LAGAR DE VARAS DE MOURA: O que faria sentido aqui? Em vez disso o que se fez?

Zé LG, 04.07.21

1317.png«O que faria sentido aqui?

Concretizar o Centro Documental da Oliveira, ligá-lo ao Jardim e ao Lagar de Varas;

Continuar a atribuir o Prémio de Mérito Académico a dissertações de mestrado e de doutoramento sobre olivicultura;

Concretizar o projeto de iluminação do Lagar de Varas (pronto desde 2017) e melhorar o espaço do monumento.

Em vez disso o que se fez?

Fez-se um trabalho de maquilhagem no edifício do antigo grémio, que continua subaproveitado;

Suprimiu-se o Prémio de Mérito Académico, porque tinha sido lançado pela Câmara anterior;

Meteu-se o projeto de iluminação na gaveta.

Construir, financiar e concretizar projetos que valham a pena e que sejam estruturantes é difícil. Assinar protocolos e fazer promessas futuras é coisa facílima.»

PR inaugura Casa da Cidadania Salgueiro Maia, em Castelo de Vide

Zé LG, 30.06.21

Amanhã, 1 de julho, dia de aniversário do nascimento do capitão de Abril, pelas 16:30, será inaugurada a primeira fase do projeto, que contempla o núcleo principal, estando ainda prevista a concretização de uma segunda fase. O espaço museológico, instalado no Castelo daquela vila alentejana, reúne o espólio doado por Salgueiro Maia à autarquia da sua terra natal.

207338399_4170329356377203_5169385330636004883_n.jO presidente da Câmara de Castelo de Vide, António Pita, explicou que esta inauguração cumpre “um imperativo de consciência” uma vez que Salgueiro Maia deixou em testamento o desejo de que a sua terra tivesse um museu com todo o espólio legado à autarquia, destacando a qualidade ímpar do novo espaço museológico, para a cultura e turismo nacional, bem como ao nível da componente pedagógica.

Presidente da Câmara de Alvito garante que “tudo fará para que o edifício (da estação ferroviária de Alvito) se possa manter de pé”

Zé LG, 22.06.21

Estação-de-Alvito-768x400.pngAntónio João Valério, presidente da Câmara de Alvito diz-se “surpreendido” com a notícia que dá conta da intenção da Infraestruturas de Portugal (IP) de querer demolir a centenária estação ferroviária de Alvito, porque os “edifícios estão em adiantado estado de degradação e não têm condições de habitabilidade”, segundo alega a empresa.

“É um facto que a estação está inactiva e em estado de abandono há muitos anos”, admite o autarca, discordando, contudo, desta intenção da IP, justificando que “poderá ser encontrada uma alternativa para aquele edifício” que data do século XIX, na altura em que foi construída a Linha do Alentejo.

António João Valério, esclarecendo que, até ao momento, a autarquia de Alvito não foi informada oficialmente sobre esta matéria, aguarda uma “comunicação oficial do assunto” afirmando que “tudo fará para que o edifício se possa manter de pé” e que o seu maior desejo é que o edifício fosse recuperado e voltasse a desempenhar as funções para as quais foi construído”.

Frescos do século XVI colocados a descoberto por restauro na Igreja Matriz de Alvito

Zé LG, 20.06.21

20210615171016451.jpgUma série de importantes pinturas murais a fresco, do século XVI, foram colocadas a descoberto durante uma intervenção de restauro dos azulejos da Igreja Matriz de Alvito e podem ser visitadas no dia 3 de Julho, no âmbito do evento “Dias Abertos da Rota do Fresco 2021”, organizado pela SPIRA – Revitalização Patrimonial, com acompanhamento dos técnicos de restauro responsáveis pela intervenção. A inscrição para a observação dos frescos da Igreja Matriz de Alvito é gratuita e pode ser feita por ‘email’ (compadres@spira.pt) até 29 de junho e inclui, também, uma visita à Ermida de São Neutel, com mais de 500 anos, em Vila Nova da Baronia, que já se encontra totalmente recuperada.

Demolições de estações da CP de Alvito e Alcáçovas “não se respeita a memória das pessoas”, diz Florival Baiôa

Zé LG, 10.06.21

202106081751535069.jpgA Infraestruturas de Portugal (IP) quer “demolir” as estações ferroviárias de Alvito e Alcáçovas no âmbito da “modernização da linha do Alentejo entre Casa Branca e Beja, prevista no PNI 2030” e substituí-las por “um abrigo em cimento”. Florival Baiôa diz tratar-se de “invenções de gabinete que não respeitam as memórias das pessoas”. A IP alega que os edifícios em causa estão “em adiantado estado de degradação” e que “não têm condições de habitabilidade”. As estações datam do século XIX, ou seja da altura em que a linha do Alentejo foi construída e Florival Baiôa diz que “estas construções podem ser adaptadas a outras finalidades”, pois “recuperar é sempre preferível a demolir”.

Florival Baiôa deixa ainda duras críticas ao facto de existirem 10 milhões de euros para investir na ferrovia e de “verificar”, como sublinha, que não vê “capacidade no Governo de resolver esta situação”.