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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aljustrel, Grândola e Mértola vão promover património mineiro e geológico

Zé LG, 25.10.22

Aljustrel-Parque-Mineiro-1024x576.jpgAs três autarquias vão estabelecer as "bases de entendimento para a criação de mecanismos de cooperação permanente no âmbito da valorização do património mineiro e geológico dos respetivos territórios”. Tem igualmente por base “a urgência da preservação da cultura e da identidade destes territórios, bem como dar particular visibilidade aos recursos patrimoniais e geológicos, contribuindo para a criação de rotas e de iniciativas de caráter lúdico, pedagógico, cultural e científico”, acrescenta a mesma fonte.
“Estes locais têm potencial para se tornarem atrativos pedagógicos, científicos e turísticos capazes de ter reflexos positivos na sociedade e economias locais, como a criação de emprego e receitas, promovendo, ao mesmo tempo, a minimização da degradação social associada ao encerramento de antigas explorações mineiras”.

Touradas

Zé LG, 27.09.22

275213629_1383858255379747_5176698178895736913_n.jpg“Na sequência da notícia do blogue taurmáquico "Toiroeouro.com" que titula numa das notícias da semana passada, e cito: "Câmara de Beja deixa cair BejaBrava da Patrimónios do Sul", importa esclarecer o seguinte: …

Vários outros contactos foram feitos, telefonicamente, pelo Vítor Besugo e pessoas do meio, junto de atores do tauromáquico nacional;

Apurou-se que perante a disponibilidade de apenas 3 entidades, das mais de 30 consultadas, poderem estar presentes, não estavam reunidas as condições nesta edição de se ter uma BejaBrava com a dignidade e a força que deve ter; …

A CM Beja não deixou pois cair a BejaBrava como se comprova com os factos objetivos aqui expostos e espera que a mesma possa regressar com número elevado de promotores na edição de 2023; …” - Paulo Arsénio, presidente da CM de Beja, aqui.

Beja Hostel tem campanha de fundos para manter o hostel a funcionar e abrir um museu no piso térreo

Zé LG, 12.09.22

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A unidade hoteleira Beja Hostel descobriu uma “parte da cidade antiga” enquanto realizava obras de reparação na sua rede de esgotos. Depois da importante descoberta, os responsáveis decidiram criar uma campanha de angariação de fundos para financiarem a adaptação do seu piso térreo a fim de abrirem um museu.

Colabora com o futuro museu de Beja e associa o teu nome a esta obra, que será de todos. Contribui aqui.

Centro de Receção e Acolhimento/Parque Mineiro de Aljustrel em fase de conclusão

Zé LG, 13.01.22

202201121240513061.JPGA obra do Centro de Receção e Acolhimento do Parque Mineiro de Aljustrel está em fase de finalização e deverá estar concluída em breve. Instalado junto a um dos poços de descida ao fundo da mina (Malacate Viana), tem como objetivo potenciar o turismo, dando a conhecer o património, a identidade e a memória coletiva deste concelho. Com esta obra, será possível requalificar esta zona e dinamizar este espaço público, tornando-o mais acessível e possibilitando o seu usufruto a toda a população, recuperando as antigas minas desativadas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável. 

“Olivença precisa, pelo menos culturalmente, que o Estado português lhe dê a mão”

Zé LG, 25.12.21

372326.jpg«... Numa região bem definida (Olivença, incluindo o novo concelho de Táliga), ... , subsiste um falar português alentejano, com algumas marcas próprias. Teimosamente. Numa resistência de duzentos anos. Ou resiliência, como está na moda dizer-se. As autoridade locais buscam atualmente promovê-lo. Há mesmo, o que é mais controverso, quem defenda ser esse português algo de razoavelmente diferenciado, e não faltou uma empresa portuguesa, de Campo Maior, que se ofereceu pata o divulgar. …

O que será preciso para órgãos de soberania portugueses, incluindo a Assembleia da República, darem alguma atenção a esta realidade?

Note-se, como curiosidade, que, a nível de Estado, Portugal considera haver ali um problema de definição de soberania. Então… porquê tanto silêncio?

Olivença precisa, pelo menos culturalmente, que o Estado português lhe dê a mão. E, já agora, que a comunicação social não silencie tudo o que por lá se passa. Que critérios se podem aferir?»

Carlos Eduardo da Cruz Luna, Prof. História e formado pela Faculdade (Clássica) de Letras de Lisboa

Festas do Povo de Campo Maior já são Património da Humanidade

Zé LG, 16.12.21

202112151512031816.jpgTradição secular, transmitida de geração em geração, oralmente e de forma informal, estas festas tradicionais são conhecidas por apresentarem dezenas de ruas, sobretudo no centro histórico, decoradas com milhares de flores de papel, feitas voluntariamente pela população.

Promovida pela Câmara e Associação das Festas do Povo de Campo Maior (AFPCM) e a Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, a candidatura das Festas do Povo de Campo Maior a Património Cultural Imaterial da Humanidade foi, ontem, apreciada e aprovada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Alentejanos indignados com “usurpação abusiva da patente dos capotes e samarras alentejanas”

Zé LG, 12.12.21

265400316_408648024021085_6811135821103484622_n.jpOs produtores de capotes, samarras e capas típicas do Alentejo têm sido surpreendidos com avisos do titular dos direitos de registo deste tipo de vestuário para pararem as vendas ou pagarem licença, por violação de direitos. Na carta, o advogado realça que Joaquim Moreira “é titular dos direitos de registo de propriedade industrial dos desenhos e modelos” e que a venda destes produtos sem autorização ou licença “configura uma clara infração dos legítimos direitos de propriedade industrial”.

A diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira já está a analisar o processo, admitindo que possa ser pedida “a anulação deste registo” e adiantou que, para evitar situações semelhantes no futuro, está a ser estudada a inscrição deste vestuário no Inventário Nacional do Património Imaterial e a obtenção do registo da denominação de origem.

A Câmara Municipal de Évora, considerando “o carácter de património popular do Alentejo do capote e da samarra alentejanas, entre outro vestuário popular alentejano que integra a identidade cultural do Alentejo”, deliberou “repudiar a tentativa de apropriação privada”, “exigir ao INPI que anule os registos ilegítimos daquele vestuário popular e património identitário do Alentejo” e “desencadear, em cooperação com todas as instituições do Alentejo que o desejem, as medidas e ações necessárias à denúncia da situação e à anulação daqueles registos.”

Também os deputados do PS eleitos pelos círculos eleitorais do Alentejo estão indignados com aquilo a que chamam de “usurpação abusiva da patente dos capotes e samarras alentejanas” e já questionaram os ministérios da Cultura e da Justiça sobre as diligências que estão a ser tomadas para a salvaguarda deste património cultural.