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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Santiago Macias propõe reflexões sobre o Fórum de Beja

imgLoader2.ashx.jpgO conflito de pouco nos serve… Sem entrar na polémica em torno do projeto de arquitetura e do futuro das estruturas arqueológicas, gostaria de deixar aqui alguns tópicos para reflexão:

1. A leitura de espaços como o dos templos de Beja só consegue ser feito através da sua “verticalização”. Muitos teatros romanos, muitos arcos do triunfo foram refeitos e reerguidos. O processo é conhecido pelo nome de anastilose, um “palavrão” que se refere à (re)construção a partir de elementos previamente existentes.

2. Não me parece disparatado que, nesse processo, se incorporem no fórum elementos arquitetónicos de grandes dimensões – designadamente, capitéis – que hoje se encontram na galeria do Museu Regional.

3. Ou seja, que estabeleça uma ligação próxima entre estes vestígios, absolutamente notáveis, o Museu, que dispõe também de outros materiais de grande qualidade, o sítio arqueológico de Pisões e o núcleo da Rua do Sembrano.

4. É crucial criar condições para que as escavações arqueológicas se concluam, prevendo-se um programa de edições destinado a uma ampla divulgação dos resultados e das conclusões a que se chegou. Incluo aqui a Casa da Moeda, peça crucial no processo de investigação que Maria da Conceição Lopes tem em curso.5. Não creio que seja possível pôr em funcionamento todo este complexo de sítios – por vezes a razoável distância, como Pisões –, com o habitual e rígido programa: cada sítio com o seu núcleo de exposições, com horário fixo e quadro de pessoal próprio. Ou há um plano em rede, com partilha de recursos, e com intervenções concretas e realistas ou daqui a 10 anos estaremos na mesma. Ou pior, discutindo a privatização ou a alienação de sítios.

A tomada de decisões sobre o património, na perspetiva da sua reabilitação, nem sempre é “simpática”. Nem imediata. É mais fácil “feirizar” a História, criar “eventos” e complementá-los com iniciativas folclóricas. Dá muito menos trabalho e rende mais, no curto prazo. Ora, como bem sabemos, e tendo em conta o que nos resta do fórum, o Património é matéria para o longo prazo.

Leia aqui todo o texto, publicado na edição da semana passada do Diário do Alentejo.

Guia turístico-cultural “Território Hospitalário: História Medieval da Raia”

201906211727469913.jpgAracena, Aroche, Moura e Serpa têm uma história comum durante a Idade Média, vinculada à Ordem de São João do Hospital. O fortalecimento desses laços históricos materializou-se através da concretização de uma Rota de Turismo Cultural inspirada nos castelos destas populações.

Esta rota é o resultado do projeto transfronteiriço que desenvolveu várias atividades entre março e junho deste ano, incluindo a edição de um folheto trilingue, em português, espanhol, inglês sobre as quatro fortalezas, que foi apresentado no dia 20 de junho, em Aracena.

ADPBeja desafia população para debate sobre horários, serviços prestados ou potencialidades dos museus

“Falar para depois empreender” é o objectivo do debate agendado para as 21h15 de hoje, no Auditório da Biblioteca Municipal de Beja. A saída do Museu Regional para o Ministério da Cultura justifica este debate, acrescenta Florival Baiôa.

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Para além de projectos de musealização em curso, a cidade possui o Museu Regional, o Museu do Sembrano, o Museu Visigótico, o Museu Jorge Vieira e Museu da Diocese.
“Beja tem uma potencialidade estonteante para criação de novos museus, de reestruturação dos Museus existentes e de promoção da História e da Arte”, afirma o presidente da Associação de Defesa do Património.

Daqui e daqui.

“Alentejo VIVO” é um novo Movimento criado para defender...

... “a promoção duma agricultura sustentável que respeite o ambiente, o património, a saúde pública e a qualidade de vida dos cidadãos”, segundo José Paulo Martins, membro da sua comissão coordenadora.

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O Movimento quer “lançar o  debate em torno de diversas questões associadas à instalação de mais de 200.000 hectares de culturas intensivas, onde sobressai neste momento o olival intensivo e superintensivo, de modo a se acautelarem os impactes que começam já a ser manifestos, na conservação do solo, na qualidade da água superficial e subterrânea, na saúde humana, na perda de biodiversidade, na afectação de património arqueológico e histórico, e de algum modo também na perda de uma certa identidade regional”.

O Movimento Alentejo VIVO pretende “desenvolver um conjunto de acções... com o objectivo de alertar as consciências e obrigar o poder político a agir com o objectivo último de defender o ambiente, defender a saúde das populações e garantir a qualidade de vida das comunidades locais”.

Ler também aqui.

PSD apresentou e aprovou recomendação ao Governo para valorização de ZPE na Margem Esquerda do Guadiana

Nilza-de-Sena-768x432.jpgO grupo parlamentar do PSD apresentou e aprovou uma recomendação ao Governo para que este elabore o plano de gestão da Zona de Protecção Especial (ZPE) dos concelhos de Moura, Mourão, Barrancos e Serpa, na estratégia do Turismo 2027, no prazo de um ano, que estabeleça as medidas e acções de conservação, visando a compatibilização da conservação dos valores naturais com as actividades praticadas no Sítio e na ZPE”.

Recomenda aiunda que “a estratégia do Turismo 2027, que consagra a natureza como activo estratégico, contenha mecanismos de combate à sazonalidade” e que sejam criadas “medidas especiais de apoio aos agricultores e às agroindústrias existentes e às que futuramente se venham a instalar neste território, para aproveitar e incrementar o potencial do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva e a sua importância estratégica para o País”.

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    São apenas recomendações e mais nada.O que é que q...

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