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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Petição para revogação de Resolução que permite aumentar área de estufas até 40 % e de contentores no Perímetro de Rega do Mira

Zé LG Zé LG, 24.01.20

imgLoader2.ashx.jpg“Temos cerca de 11 por cento da agricultura intensiva coberta por plástico e aquilo que a resolução [do Conselho de Ministros] diz é que pode vir a aumentar até 40 por cento, além da autorização, a título excecional, de contentores dentro das explorações agrícolas” e da "contratação de milhares de trabalhadores asiáticos em condições pouco claras”, disse Fátima Teixeira, porta-voz do movimento que lançou a petição.

O movimento alerta para as consequências “nefastas” de práticas agrícolas “que apostam na utilização intensiva de água para rega, plásticos, fertilizantes e pesticidas sintéticos”, no “Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, uma zona de excelência, com recursos ambientais que é preciso proteger. Estamos a destruir um património ambiental que é único”, pelo que é urgente “resolver os problemas que já existem ao nível de estufas, de agricultura intensiva e da capacidade para acolher tantos imigrantes” antes de se avançar para a expansão da atividade agrícola.

É urgente travar este avanço e proteger as zonas sensíveis do ponto de vista ecológico, assim como as populações dos aglomerados urbanos, das contaminações desta agroindústria, sendo por isso imperativo a demarcação de uma faixa mínima de 1.000 metros a partir da linha de costa e de 500 metros dos perímetros urbanos, livres de agricultura intensiva”.

Serpa registou “o maior número de visitantes de sempre”

Zé LG Zé LG, 20.01.20

visitantes-768x432.jpgO Castelo de Serpa registou mais de 31 mil visitantes em 2019 e o Museu Municipal de Arqueologia chegou perto das 16 mil entradas. O Museu, após a sua requalificação em 2016, já acolheu 52 mil visitantes enquanto que, no mesmo período, o Castelo recebeu 117 mil visitas. Agosto foi o mês em que se registou “o maior número de visitantes”.
Estes números reflectem o “aumento do número de excursões nacionais e internacionais” na cidade alentejana. Durante o ano de 2019 foram realizados cursos, exposições, visitas guiadas, entre outras, como forma de divulgar o património cultural de Serpa.

Câmara de Castro Verde confirmou destruição de peças da INSTALAÇÃO ARTÍSTICA DE PRESÉPIO e pediu desculpa aos autores

Zé LG Zé LG, 26.12.19

"A Câmara Municipal de Castro Verde ..., para esclarecimento público, entende informar o seguinte:

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1 - O presépio foi exposto entre 2002 e 2016. Em 2017 e 2018, dado o seu estado avançado de degradação e os graves riscos para exibição pública, a Câmara Municipal optou por deixar de o apresentar para não pôr em causa a segurança das pessoas.

2 - ..., deve ficar claro que em nenhum momento o executivo da Câmara Municipal ordenou o desmantelamento propositado do presépio. Contudo, apurou-se agora, no decurso de trabalhos no estaleiro municipal, que algumas peças sofreram danos irreparáveis.

3 - O executivo da Câmara Municipal lamenta verdadeiramente o sucedido e assume, com toda a clareza, transparência e frontalidade, que é o único responsável pelo sucedido.

4 - ... a Câmara Municipal sempre respeitou a criatividade e o trabalho artístico associados ao presépio e, naturalmente, tem admiração, desde sempre, pelos autores da obra, a quem já manifestou o seu desalento e apresentou desculpas pelo ocorrido. …"

NOTA: Apesar de ter sidp publicado em 12 de dezembro às 12:09, só agora tive conhecimento desta informação da Câmara Municipal de Castro Verde, através de uma mensagem pessoal de António José Brito, seu presidente. Só publiquei o meu alvitre sobre o assunto no passado dia 24, porque esperei pelo esclarecimento da CMCV, de que só agora tive conhecimento, como referiu.

CÂMARA DE CASTRO VERDE DESTRÓI PATRIMÓNIO ARTÍSTICO

Zé LG Zé LG, 24.12.19

Há anos, a Câmara Municipal de Castro Verde encomendou aos artistas locais Joaquim Rosa e Pedro Pinheiro, um presépio, executado por gente da terra. A ideia era a de que o presépio fosse anualmente acrescentado de novas peças que ocupassem algumas das principais vias do Centro da Vila, o que efectivamente aconteceu durante alguns anos.

78792598_2591726724257250_2460339124654047232_o.jpLogo após a sua tomada de posse, o novo executivo na Câmara Municipal de Castro Verde optou por não o colocar no espaço público, deixando as peças de autor num abandono visível aos olhos de muita gente. Não contente com essa situação, no início deste mês mandou destrui-las, ou permitiu que as destruíssem sem apurar responsabilidades pelo crime de lesa património cometido.

78746508_2591727237590532_1801335783890616320_n.jpA “vontade desmedida e irracional de querer apagar o passado sem olhar a meios” do actual executivo camarário, como acusa a CDU, ou qualquer outra explicação para o acontecido, deveria obrigar o executivo camarário a esclarecer a situação, a pedir desculpas públicas aos autores da obra artística e a toda a população e a recuperar as peças destruidas. Não fazê-lo, para além de cobardia política, revela também uma grande falta de respeito pelo património artístico municipal, pelos seus autores e, principalmente, pela população que se comprometeu servir.

Vila Viçosa quer ser Património Mundial da UNESCO

Zé LG Zé LG, 22.12.19

imgLoader2.ashx.jpgA Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) abriu o procedimento para atribuir a classificação de interesse nacional ao conjunto denominado "Vila Viçosa, vila ducal renascentista", que inclui o centro histórico de Vila Viçosa, onde estão vários monumentos, como o Paço Ducal, o castelo e o Santuário de N. Sra. da Conceição, e a zona agrícola que constitui a Tapada Real, que se estende por áreas dos concelhos de Vila Viçosa, Borba e Elvas.
Segundo o vice-presidente da Câmara de Vila Viçosa, Luís Nascimento, o procedimento para atribuir a classificação de interesse nacional constitui "mais um passo" no processo de candidatura de Vila Viçosa, no distrito de Évora, a Património Mundial da UNESCO.

“Museu do Pão/Centro Interpretativo do Pão” vai ser criado nas traseiras da Casa do Forno da Ti Bia Gadelha, em Beja

Zé LG Zé LG, 20.12.19

Há pouco mais de um mês que o cheiro a pão fresco começou a “invadir” a Rua Aresta Branco, em Beja, no Forno da Ti Bia Gadelha onde um jovem faz pão, dois dias por semana. “No ano em que a adpBeja está a comemorar o seu 40º aniversário”, Florival Baiôa diz que “esta é uma boa notícia para a comunidade, até porque os objetivos de recuperação deste espaço estão a ser concretizados”.

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Florival Baiôa avançou, também, que “está a ser desenvolvida uma parceria que junta a adpBeja ao IPBeja, à ACOS, às juntas de Freguesia da cidade e à ERT – Entidade Regional de Turismo do Alentejo/Ribatejo, com o objetivo de ser criado o Museu do Pão/Centro Interpretativo do Pão”, que “ficará patente ao público nas traseiras da Casa do Forno.”

Prémio Internacional TSS distingue Espanha, Portugal e Cabo Verde

Zé LG Zé LG, 01.12.19

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A intérprete de Flamenco Carmen Linares, o arquiteto João de Almeida e o Jardim Botânico de Cabo Verde são os vencedores do Prémio Internacional Terras sem Sombra (TSS) 2019, respetivamente nas categorias de Música, Património Cultural e Salvaguarda da Biodiversidade.

António Lamas, do Conselho de Curadores do TSS, explica como evoluiu ao longo dos anos o festival, que começou por destacar a música sacra, no território do Baixo Alentejo, até ao momento atual, já atingindo o patamar internacional, homenageando individualidades nas áreas da Música, do Património Cultural e da Salvaguarda da Biodiversidade.

Vinho de Talha candidatado a Património Cultural e Imaterial da Humanidade

Zé LG Zé LG, 11.11.19

Ao longo dos tempos, a técnica de produzir vinho em talhas, grandes vasilhas de barro, foi passada de geração em geração, de forma quase imutável. O processo existe há mais de dois mil anos, desde a época dos romanos, é encarado como uma herança do Alentejo e faz parte do dia a dia da população de Vila de Frades, ...

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O projeto “Gerações da Talha” surgiu para dar forma a esta arte milenar, com a pretensão de valorizar e manter a produção genuína do vinho de talha, que tem neste momento uma candidatura a Património Cultural e Imaterial da Humanidade.