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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aeroporto de Beja é “uma excelente e útil alternativa” aos de Lisboa e Faro, “em caso de necessidade e de sobrelotação”

Zé LG, 23.06.22

202104130955585272.JPGA Assembleia Municipal de Beja aprovou uma moção, proposta pela coligação Beja Consegue (PSD/CDS-PP/PPM/IL/Aliança) e aprovada por unanimidade pelos eleitos das várias forças políticas, em que, apesar de admitir que o Aeroporto de Beja “dificilmente conseguirá ser um aeroporto complementar ao de Lisboa”, os eleitos defendem que “pode ser, em caso de necessidade e de sobrelotação dos aeroportos de Lisboa e de Faro, uma excelente e útil alternativa”.

O Alentejo, “como potencial económico, precisa do aeroporto como polo de desenvolvimento e valorização da região, pois, este possui espaço suficiente para uma plataforma logística de carga aérea, tendo um elevado potencial como zona industrial”, acrescenta a Moção. Daqui e daqui.

Desviar temporariamente tráfego excedentário da Portela para o Aeroporto de Beja “para evitar o colapso do acesso aéreo a Lisboa”

Zé LG, 12.06.22

Aeroporto-de-Beja-768x432.jpgPor proposta do Aliança, os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa recomendaram à Câmara Municipal que, junto das companhias aéreas, dos operadores turísticos e da ANA – Aeroportos de Portugal, “desenvolva todas as ações que tiver por adequadas no sentido de aliviar, no imediato, a pressão sobre o Aeroporto Humberto Delgado, procurando evitar o seu esgotamento e os inquantificáveis prejuízos que daí adviriam para o turismo e negócios na cidade de Lisboa”.
A recomendação aprovada frisa que “desviar temporariamente algum do tráfego excedentário do AHD – Portela para o Aeroporto Internacional de Beja é, neste momento, a única alternativa possível para evitar o colapso do acesso aéreo a Lisboa”.

Crise nas lideranças dos partidos da extrema esquerda portuguesa(?)

Zé LG, 20.03.22

esq.png«… com exceção do Livre, os outros dois têm mesmo um problema grave de lideranças. O PCP não consegue encontrar um substituto há altura de Jerónimo de Sousa, e assim vai protelando a sua substituição. A tal ponto, que já começa a ser manifesto o embaraço e bem visivel a ausência completa de soluções.
Por último, o Bloco, trata-se de um problema ainda mais grave, que é, após ter atingido um almejado pico de populariedade, os seus lideres e responsáveis só o que têm feito é cometer erros crassos ou asneiras até dizer basta.

Louçã, que embora retirado dos holofotes, ainda é quem mexe os cordelinhos do poder no seu partido, depois de ter cometido o tremendo erro de chumbar o PEC IV e derrubar o governo minoritário do PS de José Sócrates, e ter aberto o caminho para uma maioria de direita de Passos Coelho. Esteve por trás agora do trambolhão em termos eleitorais que deu Catarina Martins nas últimas eleições ao derrubar o governo de António Costa, e ao mesmo tempo acabar-lhe de vez com a sua carreira politica.
Isto, sem que haja ninguém que se posicione com credibilidade suficiente para a substituir, já que a sua delfim Mortágua acaba de dar um tiro em cada pé por causa de uns dinheiritos a mais de forma indevida.
Enfim, esperemos que melhores dias venham, já que a extrema esquerda é absolutamente necessária neste país, até para contrapor o evidente crescimento em curso da extrema direita.» Anónimo, aqui.

Rui Marreiros e Dinis Cortes disputam concelhia de Beja do PS

Zé LG, 08.02.22

RuiMarreiros-768x483.jpgRui Marreiros anunciou a sua candidatura à Concelhia de Beja do PS, afirmando que se trata “de um projeto de continuidade, acrescido das oportunidades de melhoria que todos já identificámos como necessárias e que passam por um modelo assente em dois pilares fundamentais: a partilha da presidência da concelhia e a delegação de responsabilidades em áreas chaves”. 

Dinis-Cortes-768x432.jpg

Dinis Cortes avançou com a candidatura à presidência da concelhia de Beja do PS, em resposta “a inúmeras solicitações de militantes e mesmo simpatizantes”e porque entende que as estruturas representativas do PS não devem ser lideradas por pessoas com responsabilidades autárquicas. Ou seja, a presidência da concelhia deve ser separada do desempenho de funções autárquicas. 

A “justiça social” da taxa única de IRS

Zé LG, 28.01.22

IRS2021.jpgOs partidos de direita têm defendido a aplicação de uma taxa única de IRS, de 15%, para fazer crescer a economia. Vejamos o que a aplicação daquela taxa traria:

Um contribuinte com um rendimento de 25.000 euros anuais, paga actualmente 6.250 euros de IRS. Passaria a pagar, com aquela taxa, 3.750 euros, poupando 2.500 euros.

Um contribuinte com um rendimento de 100.000 euros anuais, paga actualmente 48.000 euros de IRS. Passaria a pagar, com aquela taxa, 15.000 euros, poupando 33.000 euros.

Ou seja, ambos poupavam, mas o que tem menos rendimento poupava 2.500 euros enquanto o que tem rendimento quatro vezes superior poupava 33.000 euros (13 vezes mais do que o outro). É esta a justiça social que a direita defende – pagar menos (em termos relativos) quem mais ganha.

E o Estado recebia menos 35.500 euros para fazer face aos serviços públicos que tem de assegurar e que todos, incluindo os da direita, queremos melhores.

Quem ganhou o frente-a-frente entre os líderes dos partidos com representação parlamentar?

Zé LG, 17.01.22

frente-a-frente.png1 - O PS e o PSD saíram diminuídos, porque António Costa não respondeu a muitas críticas que ouviu, tendo inclusivamente remetido para a História a explicação das razões porque Portugal se deixou ultrapassar por outros países, e Rui Rio foi palavroso mas frouxo, quer nas críticas à governação quer nas propostas que apresentou, parecendo menos do menos. Entre os dois, António Costa esteve melhor, ao assumir a pose de estado e apresentando números positivos da sua governação.

2 - As Esquerdas (e o PAN) estiveram mais sóbrias e fundamentaram melhor as críticas e as propostas que apresentaram. Rui Tavares terá sido o que teve melhor prestação, seguido de Catarina Martins, João Oliveira, Inês Corte Real, todos bastante bem, e, finalmente, António Costa.

3 - As Direitas, designadamente o CDS e o Chega, optaram pelo estilo "pé em riste" e mostraram contradições em propostas que apresentam com os resultados que delas resultariam. André Ventura e Francisco Rodrigues dos Santos estiveram francamente mal, Rui Rio pouco convincente e João Cotrim de Figueiredo foi o que teve melhor prestação, apesar de não conseguir convencer ninguém (nem ele próprio) da justeza da taxa única do IRS, que Rui Tavares tão bem desmontou.

4 - Em conclusão, parece-me que a vitória do PSD ou a maioria absoluta do PS ficaram mais afastadas e que "ecogeringonça" pode vir a ter pernas para andar.

BL - IL um exemplo de debate democrático

Zé LG, 06.01.22

catarina-martins-cotrim-figueiredo-850x525.jpgTenho procurado ver todos os debates eleitorais nos diversos canais televisivos. Tem havido de tudo, predominando as "peixeiradas", tipo "pé em riste", onde o que é mais valorizado é o "sangue" que cada um faz correr "das feridas abertas" para alimentar os ódios clubísticos, assentes na total falta de racionalidade e - porque não dizê-lo? -, no pior que a natureza humana tem. Para que tal aconteça nos debates que estão a realizar-se tudo tem feito um candidato treinado naquele "campeonato". Mas, felizmente, que têm existido excepções. E esta noite houve uma destas - o debate entre os líderes do Bloco de Esquerda e da Iniciativa Liberal. Apesar de ter sido um dos debates que colocou frente-a-frente os líderes de partidos com visões e propostas mais opostas, foi um debate em que os participantes, sem deixarem de ser frontais e contundentes, se respeitaram e mantiveram um debate sereno, sem gritos, sem atropelos, ofensas e injúrias. Julgo que quem assistiu a este debate, independentemente do seu posicionamento, terá ficado mais esclarecido sobre ambas as visões, tão diferentes, quase sempre antagónicas. Que diferença deste para o debate, realizado também esta noite, com os líderes do PS e do Chega!...

“Os mourenses devem naturalmente estar apreensivos com a situação!”

Zé LG, 02.01.22

orca-1-690x450.jpg«Aqui está um caso de insanidade e enorme incompreensão para o comum dos mortais! Senão vejamos: O orçamento municipal é aprovado em reunião de câmara (de Moura), numa primeira instância, com os votos a favor do PS, contra da CDU e a abstenção do Chega! Agora em Assembleia Municipal o mesmo é reprovado com os votos contra da CDU e do Chega (que se havia abstido num primeiro momento)!...Um momento sui generis, que denota enorme desorientação da parte do partido Chega, que não consegue internamente gerar consenso de qualquer espécie! Se no caso da CDU já era expectável tal posição, na situação do vereador do Chega, já tinha colocado o lugar à disposição, por incongruência na votação! Uma galhofa, que espelha muita da realidade política local, completamente espartilhada em interesses pessoais, sem estratégia ou visão de qualquer espécie!...Os mourenses devem naturalmente estar apreensivos com a situação!» Anónimo 30.12.2021, aqui.

Jorge Barnabé mostra-se preocupado “com a instalação de um modelo político que acentua a ostracização da nossa região”

Zé LG, 31.12.21

imgLoader2.ashx.jpg«Considero mais importante falar sobre os processos que condicionaram as propostas de candidaturas que os partidos apresentam aos eleitores no círculo eleitoral de Beja. E nesses processos destaca-se um elemento comum: a ausência de respeito pelas opiniões das estruturas de base, com imposições que tomam conta da participação de militantes partidários e da auscultação da sociedade. Este modelo de escolha é contrário à natureza da democracia e reflecte ainda mais o espírito estalinista e autocrático das lideranças.

... de facto o que os partidos políticos estão a construir, destruindo a essência da política participativa, é um princípio perigoso, que esvazia as expectativas e enfraquece as ambições dos territórios e das populações. Faço esta reflexão por preocupação com a instalação de um modelo político que acentua a ostracização da nossa região, porque já se sabe que a imposição não satisfaz o desempenho e o perfil essenciais ao compromisso. A imposição de candidatos esvazia os compromissos e alimenta unicamente o jogo do poder.

Jorge Barnabé, Presidente do Observatório do Baixo Alentejo», aqui.

Tribunal Judicial de Beja recebeu 17 listas de candidatos à AR por Beja

Zé LG, 22.12.21

202112211543241759.jpgAs listas são lideradas por Pedro do Carmo (PS), João Dias (CDU), Henrique Ferreira (PSD), José Esteves (BE), Francisco Palma (CDS-PP), Luís Vicente (PAN), Ana Moisão (Chega), Ana Pereira (IL), João Caseiro (LIVRE), Iris Lá Féria (Volt Portugal), Francisco Faria (Ergue-te), Mário Balsemão (RIR), João Pascoal (MAS), Susana Abreu (PTP), Carlos Pais (PCTP-MRPP), Vítor Leal (PPM-PURP) e Arlindo de Oliveira (MPT).

O Tribunal está agora em processo de apreciação das listas para apurar se está tudo em conformidade ou se existe alguma irregularidade.

“Rebenta a bolha”

Zé LG, 21.12.21

Pedro Coelho.png«A política funciona em circuito fechado, com um discurso e uma linguagem próprios, que afastam o cidadão comum. Nenhum partido político pode dizer o contrário. Acham que a maior parte dos jovens dos 15 aos 30 anos teria paciência ou interesse para ouvir os vossos congressos? Nem vou falar em ler programas eleitorais de 90 ou 100 páginas. ...

A bolha política está frequentemente a falar para si própria. Quantos de nós já nos demos conta de vermos noticiários inteiros a discutir polémicas e escândalos dos quais não ouvimos ninguém falar no café, no autocarro ou na mesa de jantar lá de casa?

Isto é mais simples de dizer do que de fazer, mas provavelmente não devíamos ficar-nos por criticar o facto de alguém com um apelido que já conhecemos estar numa lista de candidatos, mas devíamos estar a incentivar os nossos amigos, a quem reconhecemos capacidades de liderança, altruísmo e iniciativa, a participarem e a chegarem-se à frente num partido. Porque também nos partidos o que conta são os números e, se formos muitos a querer mudar as coisas, elas vão mesmo acabar por ter de mudar.»

A opinião de Pedro Miguel Coelho, publicada aqui.

“clima de subserviência reduz estruturas locais a figuras de adorno sem qualquer legitimação própria do seu papel organizativo”

Zé LG, 20.12.21

mrbp.gra_.2970-743x1024.jpg«Serão as vicissitudes da vida política com todos os seu tiques, negócios e conveniências que trazem ao de cima um clima de subserviência que reduz as estruturas locais à sua condição de figuras de adorno sem qualquer legitimação própria do seu papel organizativo! A culpa será também destas e dos seus militantes que não possuem a coragem necessária para reivindicar a sua própria existência enquanto órgãos de decisão e de materialização dos estatutos partidários no seio da organização! E quando assim acontece, só resta a assunção da insignificância que ocupam no regime partidário excessivamente centralizado! Um mera peça de engrenagem da máquina partidária, que não registando qualquer oposição ou discussão interna, só servirá para perpetuar o exercício de um poder cada vez mais centralizado e egocêntrico! Esta manifestação de Pulido Valente vem constatar uma realidade cada vez mais evidente e inexorável da posição periférica e subalternizada das instâncias locais!» Anónimo 15.12.2021, aqui.

“Seria uma discussão bem mais profícua, mas talvez não haja muito a discutir!...”

Zé LG, 19.12.21

imagen-destacada.jpg«Eu até gostava de discutir neste espaço que o LG coloca ao nosso dispor, as políticas ou pelo menos uma ideia para o País e por inerência, para a região, que o Chega tenha em termos objectivos! Seria uma discussão bem mais profícua, mas a julgar pelo resultado das últimas eleições autárquicas, talvez não haja muito a discutir!...Como não me considero estúpido de todo, e como também não ouvi em momento algum dos debates que aconteceram no passado recente, qualquer ideia da parte do Chega para a região (e talvez não a tenha) no sentido de pretender ser alternativa, ficou uma mão cheia de nada! Talvez por isso, falte uma verdadeira discussão sobre o sistema político actual, os programas eleitorais de cada uma das forças, para tentarmos perceber não só onde estão as diferenças e as semelhanças, mas também, para podermos construir de modo mais objectivo uma verdadeira consciência das decisões que os cidadãos têm de tomar!» Anónimo 18.12.2021, aqui.

“A opinião dos militantes (do PS) nunca contou nem conta e o mérito muito menos”, diz Jorge Pulido Valente

Zé LG, 15.12.21

pulidoooooooooooaaaa.jpg«Nota: A Federação não vai reagir e os militantes amocham porque o negócio está feito pelo NB com o PC, o AC e a TG
1 - Pedro do Carmo sai para o governo (isto se o PS ganhar as eleições)
2 - Nelson de Brito e a Telma entram para deputados
Todos ficam satisfeitos, à excepção do Jorge Rosa que ficou a perceber que passou a dispensável por já ser politicamente irrelevante
A opinião dos militantes nunca contou nem conta e o mérito muito menos
Assim vai o PS do Baixo Alentejo. Nos outros partidos não será muito diferente.»
Jorge Pulido Valente 14.12.2021, aqui.

RIR retira poderes a mandatário e cabeça de lista à AR por Beja, por ser militante do Chega

Zé LG, 30.11.21

20211129151503262.PNGO RIR expressou “muita surpresa” por ter tomado conhecimento, “esta manhã”, que Luís Miguel Serra Godinho é “afinal é militante n.º 5.595 do Partido Chega”, para cujo Conselho Nacional foi “eleito no último congresso”.

Luís Godinho tinha sido “nomeado mandatário” do RIR, no passado dia 23 deste mês, “para a elaboração da lista pelo círculo eleitoral de Beja às próximas eleições legislativas, sendo ele próprio o cabeça de lista”, pode ler-se no comunicado.

“Na política não pode valer tudo e as pessoas que integram partidos políticos devem ter consciência da responsabilidade que lhes cabe”, afirma o RIR, concluindo que são situações como estas “que afastam cada vez mais as pessoas da política e contribuem para o aumento da abstenção”.

Em quem é que vamos votar?

Zé LG, 11.11.21

Foi com esta pergunta que um amigo se me dirigiu face à situação criada com a marcação de eleições legislativas antecipadas e a possibilidade de poder “ficar tudo na mesma”.

AC.jpgPara mim ficou mais claro ainda onde devemos (as pessoas de esquerda) votar depois do que António Costa disse na entrevista à RTP: que cedeu às exigências, do BE e do PCP, de medidas de avanço socialmente progressistas até às exigências relativas às condições para a reforma (BE) e de maior aumento do salário mínimo nacional (PCP). Ou seja, quem defende e reclama melhores condições para os trabalhadores e para os reformados, entre outros sectores desfavorecidos da sociedade, ficou a saber – se tinha dúvidas -, que tal só é possível com os partidos à esquerda do PS e por isso deve votar neles, para lhes dar mais força nas negociações com o PS. Quem entende que tais reivindicações são irresponsáveis e não devem ser satisfeitas, pode votar nos partidos da direita ou no PS, que, em tonalidades diferentes, tendem a desvalorizar a importância do trabalho e dos trabalhadores em favor do capital e dos grandes grupos económicos. Os direitos dos trabalhadores (por conta de outrem ou conta própria e dos pequenos empresários) e dos reformados não devem ser direitos de segunda, a ser cumpridos com migalhas caídas da mesa do Orçamento de Estado e políticas conexas.

Entrevista de António Costa - um exemplo de boa comunicação

Zé LG, 08.11.21

AC.jpg

A entrevista dada, há pouco, por António Costa a António José Teixeira, da RTP, constituiu-se num exemplo da forma de bem comunicar: Bem preparado, seguro e claro, bem disposto e confiante, mantendo a posição de Estado, evitando fazer juizos de intenção e comentário político e meter-se na vida dos outros partidos, deixando muito claras as suas principais posições (salário mínimo e segurança social impediram o entendimento com o PCP e o BE), afirmando-as pela positiva, com humildade democrática e respeito pela decisão dos eleitores, procurando não dificultar necessários entendimentos pós-eleitorais, "puxando a brasa à sua sardinha" sem ofender os outros, mesmo quando os criticou claramente.

Espero que o BE e o PCP revelem a mesma capacidade de comunicar, afirmando com clareza e pela positiva as suas posições e não entrem (ou continuem) numa espiral de acusações, que contribuam para dificultar eventuais entendimentos pós-eleitorais, tendo em conta que a alternativa a um governo do PS, com uma maioria, mais ou menos, reforçada, será um governo da direita.

Eleições antecipadas – porquê e para quê?

Zé LG, 04.11.21

Marcelo.jpg"Uma semana e um dia depois" da rejeição do Orçamento do Estado para 2022, como frisou, o Chefe de Estado optou por dissolver a Assembleia da República e convocar eleições para dia 30 de janeiro de 2022.

Porque se vão realizar eleições, a meio de uma legislatura? - Porque os partidos à esquerda do PS entenderam que este não estava a promover políticas adequadas à necessária recuperação do país e à melhoria das condições de vida dos trabalhadores e de outros sectores da população e porque o PS entendeu que “o equilíbrio das contas públicas” não permitia ir mais longe naquelas políticas. E, face a esta discordância insanável, aqueles partidos decidiram votar, logo à partida, contra a proposta de Orçamento de Estado (OE), apresentada pelo governo, deixando o PS a votar sozinho a favor do mesmo, o que levou ao seu chumbo.

Para que se vão realizar eleições antecipadas? - Para tentar encontrar uma solução que viabilize o OE e ao novo governo governar. Para que tal aconteça o que é necessário?

a) Um maioria absoluta de um qualquer partido. Se for o PS a alcançá-la, ficam “mal na fotografia” os partidos à sua esquerda, que votaram contra o OE. Se for a direita, ficarão o PS e os partidos à sua esquerda em muito maus lençóis, a responsabilizarem-se, ainda mais, uns aos outros pela entrega do poder à direita.

b) Uma maioria constituída por dois ou mais partidos – (1) A mesma que suportou o governo nestes seis anos, com reforço do PS, que obrigará a maiores cedências dos outros, ou com reforço destes, que obrigará a maiores cedências do PS; (2) Maioria PS / PSD, reconstituindo o bloco central no poder e dos interesses, que António Costa tem recusado, o que deixaria, também, o PS e os partidos à sua esquerda em muito maus lençóis.

c) Um governo minoritário de qualquer partido ou coligação, procurando governar com apoios de diferentes maiorias circunstanciais na AR.

Não me parece que qualquer uma destas soluções, com excepção da apontada em b) (1), garanta maior estabilidade governativa, porque qualquer outra irá gerar crescente contestação social. E a ser aquela – reconstituição, com eventuais “retoques”, da “geringonça”-, mostrará que a crise política foi precipitada por Marcelo Rebelo de Sousa, ao anunciar que marcaria eleições antecipadas se o OE fosse chumbado, e que a falta de vontade política manifestada pelo PS e partidos à sua esquerda em evitar a crise política penalizou o país e o(s) partido(s) que vier(em) a ser mais penalizado(s) pelos eleitores.

A decisão está mais uma vez nos eleitores, sendo o Povo mais uma vez entalado.

PS, PSD e Chega uniram-se para afastar a CDU da Mesa da Assembleia Municipal de Silves

Zé LG, 21.10.21

246988794_4727253240652326_1261468908764530755_n.j«E esta eleição da Mesa da Assembleia é um bom exemplo pelo qual existe um afastamento das pessoas em relação à política, a escolha e a vontade do Povo não foi respeitada nesta Eleição!!!

A escolha do Povo no dia 26 de Setembro foi clara e inequívoca, e escolheu a CDU como a Força mais votada para a Assembleia Municipal de Silves, tendo a CDU eleito o dobro dos membros de cada um dos 2 partidos democráticos desta Assembleia: PSD e PS.

Na politica temos que saber respeitar os resultados e as escolhas da população que nos elege e em vez do PS e PSD reconhecerem que a vitória clara da CDU lhe daria a legitima presidência da Mesa da Assembleia (como até aqui tem acontecido) o PS sendo a 3.ª força mais votada (força essa que se diz de Esquerda) preferiu aliar-se à Direita, com o PSD a abdicar da própria presidência da Mesa da Assembleia mesmo tendo sido entre essas 2 forças políticas a mais votada.»

In: DECLARAÇÃO DE VOTO DA CDU lida na Assembleia Municipal de Silves, no dia 18 de Outubro de 2021.