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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O problema deste Orçamento de Estado é... de ser de continuidade

Zé LG Zé LG, 19.12.19

naom_56b308bcc7606.jpgMário Centeno, durante a apresentação do Orçamento de Estado, afirmou, vezes sem conta e a propósito de várias propostas do mesmo, que “esta é a verdade”. Deveria ter sido mais preciso e afirmar que “esta é a minha verdade”, porque certamente que muitos não se reveem “na sua verdade” ou “nas suas verdades”.

António Costa veio a terreiro afirmar que não via razões para os partidos de esquerda, que constituíram a “geringonça” com o PS, não apoiarem a proposta de OE, apresentada pelo seu governo, por esta ser de continuidade dos que na legislatura anterior eles apoiaram.

Ora, quer-me parecer que é essa mesma razão apresentada por António Costa – OE de continuidade -, que pode justificar que os partidos à esquerda do PS não apoiem a proposta apresentada pelo governo.

Convém lembrar que, depois de um período com intervenção externa, veio a última legislatura com uma solução de compromisso à esquerda com o objectivo de recuperar rendimentos e direitos que tinham sido retirados no período anterior. Com este objectivo maior os partidos à esquerda assinaram compromissos que remeteram para mais tarde a luta por outros objectivos que defendem.

António Costa reconheceu na campanha eleitoral que uma maioria absoluta não era desejada e afirmou-se disposto a renovar a “geringonça”. Mas bastaram as primeiras dificuldades nesse processo para logo ter desistido daquela intenção, mostrando que nela não estava sinceramente empenhado e que pretendia governar como se tivesse obtido a maioria absoluta, apesar de não a ter alcançado.

É natural por isso que a continuidade das políticas que a proposta de OE aponta, não satisfaçam as expectativas de ir mais além dos partidos à esquerda, que, sem compromissos negociados como aconteceu há quatro anos, podem não estar dispostos a apoiar políticas de continuidade, que não resolvam ou nem sequer, nalguns casos, atenuem os mais graves problemas de Portugal e dos portugueses.

Vamos ver até onde vai “o esticar da corda” na discussão do OE e se António Costa (e, principalmente, Mário Centeno) vai ter “jogo de cintura” suficiente para manter a “geringonça” sem compromissos ou se o seu amigo Rui Rio deixa passar o OE, com a abstenção do PSD, na linha do que defendia, ou seja, que não sendo possível o PSD formar governo deveria evitar que o PS governasse na dependência da “extrema esquerda”.

Resultados Eleitorais Globais (faltam os votos da emigração)

Zé LG Zé LG, 07.10.19

Resultados Globais.JPG

Para além da abstenção ter subido de 43% para 45,5%, os votos nos pequenos partidos (>1,5%) subiram de 6,88% para 7,50% e os brancos e nulos de 3,70% para 4,28%.

Actualização: O apuramento dos votos dos círculos da emigração atribuiu dois deputados para o PSD, e dois também para o PS, vencedor das eleições de 6 de outubro. Assim, o PS reforça a presença no Parlamento para 108 deputados, enquanto o PSD passa a ter 79 mandatos.

Rádio Pax, Rádio Castrense, Diário do Alentejo e Correio Alentejo realizam debate com os candidatos por Beja à AR

Zé LG Zé LG, 02.10.19

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Frente-a-frente vão estar Pedro do Carmo, cabeça de lista do PS; João Dias, cabeça de lista da CDU; Henrique Silvestre, cabeça de lista do PSD; Mariana Aiveca, cabeça de lista do BE e Inês Palma Teixeira, cabeça de lista do CDS, esta quarta-feira, dia 2 de Outubro, às 18 horas.
O debate será transmitido em directo nas redes sociais dos promotores da iniciativa e onde os ouvintes podem colocar questões aos candidatos.

Voz da Planície promove debate público com os candidatos à AR

Zé LG Zé LG, 01.10.19

candidatos.jpgA Rádio Voz da Planície promove, esta tarde, a partir das 18.00 horas, na Cafetaria do Pax Julia, um debate público com os cabeças de lista das forças políticas com assento parlamentar, pelo círculo eleitoral de Beja: Pedro do Carmo, do PS, João Dias, da CDU, Mariana Aiveca, do BE, Henrique Silvestre Ferreira, do PSD, Inês Palma Teixeira, do CDS-PP e Inês Campos, do PAN.

Saúde, desenvolvimento regional e acessibilidades são os temas que vão estar em destaque num debate onde os candidatos vão estar disponíveis para responder às questões colocadas pelo público.

O debate pode ser acompanhado em directo através dos 104.5 da Voz da Planície ou on-line na página www.vozdaplanicie.pt .

“Os populismos apenas surgem por incompetência dos partidos do sistema”

Zé LG Zé LG, 21.09.19

"Os populismos apenas surgem por incompetência dos partidos do sistema, que por multiplas razões sobejamente conhecidas, não conseguem resolver os problemas básicos dos cidadãos.
De modo que, se assim continuarem, de forma paulativa, vão ver o que é que sucede por toda a Europa aliás por todo o mundo e até por cá.
Aliás, já está acontecendo ..., basta só dar tempo ao tempo.

Anónimo 18.09.2019 23:34", aqui.

“Prevejo o reforço da votação no PS mas não sei se será suficiente para "roubar" o deputado do PSD”

Zé LG Zé LG, 19.09.19

"Gosto destas aritméticas de futurologia.
A minha opinião:
1 - Os resultados das Europeias não nos fornecem grandes indicações. Não devemos, portanto, contar com eles neste exercício de futurologia;
2 - Em 2015, o PSD (coligado com CDS), que venceu as eleições a nível nacional, obteve 14980 votos no Distrito de Beja;
3 - O BE obteve 6.105 votos em 2015;
4 - Quem for entendido no método de Hondt deverá saber quantos votos são necessários para "meter" o deputado nº 3.;
5 - Se, como prevejo, o PSD sofrer uma grande derrota, descendo para 10 mil votos (optimista), é provável que perca o deputado pelo círculo de Beja. Não me parece que o BE consiga ir muito além dos 8 mil. Desconheço o "peso" do CDS a concorrer sozinho e se os seus habituais votantes irão optar por votar contra a previsível maioria quase absoluta do PS, votando útil no PSD;
6 - O PCP, ou a CDU se preferirem, está em queda e desmobilizado, não lhe vendo força para aumentar o número de votos.
Face ao que escrevi, prevejo o reforço da votação no PS mas não sei se será suficiente para "roubar" o deputado do PSD.

João Espinho 16.09.2019 16:49", aqui.

PAN e as incompreensões na sua avaliação

Zé LG Zé LG, 15.09.19

Tenho assistido a quase todos os debates do líder do PAN com os dos outros partidos e confesso a minha estupefação com a incompreensão manifestada relativamente ao que este partido representa.

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Parece óbvio que ninguém acredita que o PAN vá governar o país, pelo menos já, pelo que criticá-lo ou atacá-lo por não ter um programa de governo representa um tiro ao lado.

O PAN, sem essa capacidade organizativa e governativa, constitui, por algumas propostas que apresenta, designadamente em termos ambientais, de saúde e defesa dos animais, uma alternativa diferenciadora de todas as outras e que obrigou a colocar no centro do debate político-eleitoral alguns temas, que sem a sua intervenção não teriam ganho essa centralidade.

Independentemente dos juízos de valor que se possam fazer às suas propostas, pelo que tenho assistido, julgo que o PAN é provavelmente o que mais beneficiou com estes debates e o que mais irá subir eleitoralmente, em termos relativos.

O debate entre André Silva, do PAN, e Assunção Cristas, do CDS-PP, foi, talvez, o mais esclarecedor das dificuldades que os partidos que têm estado no governo revelam em compreender o que se está a passar. E o CDS-PP poderá ser mesmo a principal vítima do previsível sucesso eleitoral do PAN.

NERBE promove sessão de trabalho sobre “O Futuro do Baixo Alentejo” com candidatos às legislativas

Zé LG Zé LG, 13.09.19

nerbe.jpgO NERBE/AEBAL realiza hoje, a partir das 14 horas, na sua sede, uma sessão de trabalho sobre o tema: “O Futuro do Baixo Alentejo”, que conta com a participação dos candidatos do CDS-PP, do Aliança, do PSD, da CDU, do PS e do BE às legislativas 2019, pelo circulo eleitoral de Beja. Refletir sobre os assuntos regionais mais relevantes e elaborar um documento estratégico destinado a ser entregue aos grupos parlamentares dos partidos participantes são os objetivos.

Ver mais aqui e aqui.