Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Fátima Carvalho, a nova presidente, quer um IPBEJA “que não desista e não se resigna à sua circunstância”

Zé LG, 01.12.21

202111302021106753.jpgFátima Carvalho, a nova presidente do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), assegurou, no seu discurso de posse, contribuir para o desenvolvimento de um IPBeja atrativo, diferenciador e sustentável, que aposte na qualidade dos processos de ensino/aprendizagem sustentados na inovação pedagógica, na investigação e no desenvolvimento tecnológico aplicado à resolução de problema e desafios societais, em estreita colaboração com a comunidade, atrativo para funcionários e estudantes, que se baseie na qualidade, na proximidade e na valorização pessoal.
Um Instituto que se pauta pelos princípios da sustentabilidade e empenhado na resolução dos grandes desafios que se colocam à Região e sobretudo, diz a presidente, “acredito num IPBeja que não desiste e não se resigna à sua circunstância e, às condições adversas do seu relativo enquadramento periférico e que procura encontrar oportunidades nas dificuldades com que se depara.
Fátima Carvalho tem como Vice-Presidentes José Jacinto Descalço Bilau e Rogério Ferrinho Ferreira.  A lista de Pró-Presidentes é constituída por Aldo Passarinho, João Paulo Barros, Nuno Loureiro e Silvina Ferro Palma.
A Escola Superior Agrária será dirigida por Manuel Patanita e Patrícia Palma como Subdiretora; A Escola Superior de Educação será dirigida por Cristina Faria e por Maria João Burrica como Subdiretora; A Escola Superior de Tecnologia e Gestão será dirigida por Pires dos Reis e Marta Amaral será a Subdiretora. A Escola Superior de Saúde será dirigida por Maria Antonieta Medeiros e conta com Ana Clara Pica Nunes como Subdiretora. Leia e oiça aqui e aqui.

“O poder está em nós, nos cidadãos: Proteste!”

Zé LG, 29.11.21

22201079_Rc3l3.jpeg«Viver em democracia, permite-nos decidir. Não somos peões comandados por outros. Vivemos numa democracia representativa, elegemos pessoas para decidirem por nós, mas precisamos de inverter as coisas e ter uma cultura de democracia participativa.

Todos exigem mudança, mas a mudança só acontece quando pessoas comuns protestam e se envolvem na comunidade e na política. Exigem a si e aos outros. Apenas com participação e escolhas que fazemos diariamente, construímos uma comunidade, cidade ou país melhores.» Daqui.

A vitória de Rui Rio

Zé LG, 28.11.21

RR.pngRui Rio, contrariando a generalidade dos comentadores de serviço, dos dirigentes das estruturas locais e dos "Barões" do PSD, venceu ontem, mais uma vez, as eleições directas para presidente do partido. O mérito maior na sua vitória foi mais uma derrota da opinião publicada e dos que se jugam "donos dos votos" dos militantes.

Ao contrário do que ouvi algumas pessoas defenderem, acho que para uma nova solução governativa à esquerda, teria sido preferível a vitória de Paulo Rangel, porque tenderia a empurrar mais o PS para a esquerda. Rui Rio, pelo que tem mostrado e repetido, tudo fará para evitar essa solução à esquerda e tentar uma solução de bloco central, formal ou informal.

Opinião publicada derrotada mais uma vez

Zé LG, 28.11.21

211124_visao1499-678x960.jpgEstamos a viver tempos interressantes, em que parce que as pessoas estão melhor informadas e mais conscientes do que devem fazer. Por mais que os chamados "líderes de opinião" ou "comentadores de serviço" façam na tentativa de convencer a opinião pública da bondade das posições que defendem (e lhes pagam para defender) nem sempre o conseguem. Ontem, com a vitória de Rui Rio nas eleições directas para presidente do PSD, mais uma vez a opinião publicada, que dava como certa a vitória de Paulo Rangel, saiu derrotada. Veja-se aqui o que o mais apaparicado (e pago) comentador de serviço Marques Mendes defendia, "analiticamente falando" como disse, e a resposta que os militantes de base do PSD deram. E atente-se também no conturcionismo que muitos desses comentadores fazem na vã tentativa de mostrar que não se enganaram, que foram as circunstâncias que se alteraram, como se nas suas análises não devessem perceber essas alterações...

A "coerência" de Marques Mendes

Zé LG, 27.11.21

211124_visao1499-678x960.jpg«Essa é a parte (se Rangel é o homem para sair desse impasse) que os militantes decidirão. Não quero nem me vou envolver nesta eleição. Desde que saí da vida política ativa e assumi o papel de comentador, não tomei mais posição pública nas eleições internas do PSD. Vou manter essa coerência. Porém, analiticamente falando, Paulo Rangel tem grandes condições para vencer. Acho que está em melhores condições que qualquer outro hoje para unir o partido. E tem um pensamento político de grande qualidade. Isto são mais-valias que os militantes normalmente valorizam.» - disse Luís Marques Mendes, em entrevista à VISÃO desta semana.

“Os baixo alentejanos têm de saber reivindicar, sob pena de se isolarem cada vez mais”

Zé LG, 27.11.21

«Estamos num território sui generis! Por um lado, por razões de comodismo ou de falta de operância cívica, tendemos a ficar calados, num gesto de assunção do estado da coisa; quando alguém intervém publicamente, expressando opinião com legítima posição (como será o caso) logo é rotulado como demagogo, oportunista ou hipócrita, defendendo-se o silêncio como metodologia de actuação! Uma porra de manifestação, que não abona em favor da região ou das suas gentes! A região tem problemas sérios para resolver, que estão mais ou menos identificados, e que têm essencialmente que ver com a falta de investimento público dos sucessivos governos centrais, e por inerência, da necessidade de criação de emprego e da fixação de quadros para estancar o abandono da população jovem, capaz e melhor preparada nas mais distintas áreas!...Os baixo alentejanos têm de saber reivindicar os seus direitos, anseios e preocupações, sob pena de se isolarem cada vez mais na sua existência quotidiana!...Política ou civicamente, é agora mais do que nunca, urgente arregaçar as mangas em prol desta vasta região que tem tanto para oferecer ao resto do território nacional nas suas potencialidades próprias! Assim saibamos pugnar por isso, congregando esforços e vontades em todas as frentes possíveis! Nós todos enquanto usufrutuários deste território, temos a nossa quota parte de responsabilidade, que deverá ser exercida a título político, cívico e social, sob pena de ficarmos eternamente num limbo de inoperância que não é benéfico para ninguém! É, para isso, preciso remarmos na mesma direcção, pondo de lado as diferenças e sermos dialogantes em benefício do interesse colectivo! Sem isso, não me parece que cheguemos a algum lado palpável!» Anónimo 26.11.2021, aqui.

“É preciso haver um investimento sério do poder central para inverter o desequilíbrio em Portugal”, defende Santiago Macias

Zé LG, 26.11.21

SM.png«Portugal não tem propriamente interior, o que tem é um país que está desequilibrado em termos demográficos, desequilibrado em termos de desenvolvimento e que está concentrado e torno de duas grandes áreas metropolitanas, Lisboa e Porto, além do Algarve. E é isso que é preciso inverter. Tem de haver uma intenção firme do nosso poder central. Os incentivos têm de partir do governo, porque as câmaras municipais, sobretudo as de pequena dimensão, com os orçamentos e a capacidade de decisão que têm não conseguem reverter a situação. E não é, manifestamente, com a criação de medidas fictícias, como a descida da taxa do IMI ou a devolução de uma parte do IRS aos munícipes - uma espécie de Robin dos Bosques ao contrário, que é dar dinheiro aos mais ricos - que se vai fixar a população. Não é por uma pessoa receber mais 100 ou 200 euros por ano que vai deixar de viver no Seixal e ir morar para Barrancos ou Moura. É preciso haver um investimento sério do poder central. Não vale a pena continuar a criar observatórios, autoridades ou unidades de missão se depois não há recursos financeiros ou intervenção política.»

“ULSBA saúda e apoia os movimentos sociais e de cidadania que procuram dar força à instituição e à região”

Zé LG, 26.11.21

259122632_5280967921930423_3138682635935549414_n.jO Conselho de Administração (CA) da ULSBA responde às denúncias públicas da “crónica falta de especialistas” no Hospital de Beja e outras matérias relacionadas com o funcionamento dos serviços, esclarecendo:

“Desde há vários anos que a ULSBA e o Hospital José Joaquim Fernandes como instituição integrante, se debate com grandes dificuldades na captação e fixação de médicos especialistas para os seus quadros, tendo várias especialidades hospitalares com um só especialista, como é o caso da pneumologia, neurologia, hematologia, entre outras.” E dá conta das diligências que tem feito para as colmatar.

Garante depois que, “Nos últimos anos, a ULSBA tem, ..., investido em equipamentos nas mais diversas áreas, ... “ e “Sempre temos defendido, em sede própria e junto da tutela, a construção da 2ª fase do hospital, algo que, infelizmente, até ao presente momento ainda não foi possível concretizar, mas da qual não desistiremos nunca.”

E termina afirmando: “A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo saúda e apoia os movimentos sociais e de cidadania que procuram dar força à instituição e à região e que têm como foco a melhoria dos cuidados de saúde e das condições oferecidas aos utentes, alertando todavia para o facto de que situações avulsas e descontextualizadas, no meio de outras verdadeiramente importantes, não contribuirão para esse propósito e são geradoras de ruído mais prejudicial para a instituição do que construtivas.”

Medidas anti-COVID-19 para tratar da ressaca das comemorações do Natal

Zé LG, 26.11.21

ac.pngO primeiro-ministro anunciou as medidas decididas pelo governo para travar a subida da pandemia. A que mais ressalta é a “seca” decretada para a primeira semana do novo ano, para tratar a ressaca dos “descuidos” das comemorações do Natal. Porque não prevenir em vez de remediar, evitando a repetição do que aconteceu no ano passado?

Exige-se a apresentação do resultado do teste, em diversas circunstâncias, mesmo para quem tenha sido vacinado. Mas que importância atribui o governo à vacina, que tanto promoveu e continua a promover, agora até paras as crianças dos 5 aos 12 anos, se o certificado de vacina não serve para nada?

Mais uma vez, vão ser os mesmos os mais penalizados com as “novas” medidas. É preciso teste (negativo?) para entrar num hotel mas não para nele permanecer, como se as pessoas ficassem “isoladas”, como se dele não saíssem e não contactassem com outras pessoas, eventualmente, infectadas...

A matéria é complexa e geradora de dúvidas. Ainda há bem pouco tempo nos prometiam ficarmos “a salvo” se atingíssemos a imunidade de grupo, de que se deixou de falar uma vez “alcançada”…

Vejam aqui as medidas anunciadas, entre recomendações e obrigações.

“Não podemos levar o tempo todo a descurar aquilo que são as infraestruturas de cada local”, afirma Santiago Macias

Zé LG, 25.11.21

SM.png«A descentralização implica capacidade operativa, não é afogar as câmaras em matérias cada vez mais burocráticas, com o presidente a desempenhar uma função que não chega ao ponto de ser decorativa, mas que tem uma capacidade de atuação cada vez mais diminuída. ... entre as despesas anuais, que eram substanciais, e os compromissos que tinham de ser assumidos, a margem para inovar ou para fazer qualquer coisa de mais ousado era curta. E há uma coisa que temos de pensar de forma muito firme, que é a infraestruturação. ... Não podemos levar o tempo todo a descurar aquilo que são as infraestruturas de cada local - e não pode ser só maquiagem, é preciso ir ao fundo. Nem sempre o que é visível é o mais importante. Tivemos como marco a reabilitação urbana, pegar em edifícios abandonados ou sem função definida e dar-lhes uma nova vida. Polvilhar as localidade de novos equipamentos sem ter decidido o que fazer com os antigos tem um interesse muito relativo, porque estamos a multiplicar despesa e custos futuros. Isto vai ser um problema.»

De um governo socialista esperava-se que revogasse as leis da Troika

Zé LG, 24.11.21

No centro da crise política criada pelo governo do PS está a rejeição à retirada dos cortes da troika das leis laborais.

OPINIAO_AIVECA-768x364.jpgEm 2012 o PS foi contra as medidas do governo PSD/CDS e apresentou propostas alternativas. São curiosamente essas mesmas propostas que agora rejeita liminarmente.

Manter as leis laborais da “troika” significa que, através da precariedade e do despedimento mais fácil e mais barato para os patrões, Portugal continua a ser um país de salários baixos, desigual e pobre.

Falamos de revogar a redução drástica do pagamento das horas extra, repor os 25 dias de férias, aumentar a indemnização devida ao trabalhador por despedimento, acabar com a caducidade dos Contratos Coletivos e retomar o princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador, entre outros.

Mariana Aiveca, ex-deputada do Bloco de Esquerda, aqui.

Vêm aí aumentos "significativos" dos ordenados

Zé LG, 24.11.21

PR.png

Paulo Rangel defende que deve haver um aumento "significativo do salário mínimo", mas também uma aposta no crescimento económico que permita fazer subir os salários médios. "A nossa economia não pode assentar em baixos salários", frisa. 

RR.png

"É indiscutível que o primeiro objetivo de um governo do PSD tem de ser conseguir melhores salários para os portugueses. É aquilo que se tem degradado mais", disse Rui Rio.

António Costa alegou ter «ambição de subir significativamente» os salários.

Quem duvida que, com qualquer um deles como primeiro-ministro e com os seus partidos a governar, é desta vez que Portugal vai ter ordenados ao nível da média europeia?

Paulo Arsénio alerta para a necessidade de expansão para a 2ª fase do Aeroporto de Beja

Zé LG, 23.11.21

202104130955585272.JPGPaulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, que marcou presença, como representante da CIMBAL, na recente reunião do Conselho Consultivo do Aeroporto de Beja, acredita que há um futuro muito promissor para a infraestrutura aeroportuária, sendo o reforço do segmento da aviação executiva, da carga e a instalação de atividades logísticas e industriais, as apostas a curto/médio prazo, sem deixar de considerar que o aeroporto de Beja possa ter um aproveitamento comercial de aeronaves no apoio a Lisboa e a Faro.

Paulo Arsénio diz que estão bem encaminhadas as negociações relativas a mais dois investimentos de volume, na área da indústria, da manutenção, da logística e da carga, revelando que, na reunião do Conselho Consultivo, chamou a atenção para a necessidade de expansão do aeroporto para a 2ª fase, disponibilizando assim mais sete lotes para futuros interessados. Daqui e daqui.

“política de destruição do SNS” está a "matar" o Hospital de Beja

Zé LG, 22.11.21

259122632_5280967921930423_3138682635935549414_n.jA propósito de mais algumas denúncias sobre as deficientes condições de funcionamento do Hospital de Beja, divulgadas por Bruno Ferreira, aquiJosé R. R. Janeiro  escreveu um comentário de que destaco: «O que falha, neste caso, não são as pessoas. É toda uma estrutura de apoio que se vem degradando para interesse da "morte do Hospital" em benefício do privado. Todos amamos o SNS mas ele não existe se não houver uma forte vontade política de apoio. O que assistimos actualmente é uma política de destruição do SNS a todos os níveis e consequente facilitismos à implantação do privado.»

Face às situações denunciadas que, a corresponderem à verdade, acabarão mesmo por acabar com o Hospital, tal como era e de que necessitamos, algumas perguntas se impôem: O que é feito do Conselho Consultivo? Ainda existe? Se existe, que posições tem tomado? E o represente dos municípios? Que faz ele? Informa-os do que se passa? E os municípios que posições têm sobre estas questões?

Ser comunista

Zé LG, 21.11.21

Ser Comunista 001.jpgA cada um segundo o seu trabalho, de cada um segundo a sua capacidade, a cada um segundo as suas necessidades, parecem-me ideias justas, por que vale a pena lutar. Ter como objectivo acabar com a exploração do homem pelo homem, combatendo as desigualdades e pela inclusão parece-me um caminho correcto para alcançar a justiça social. Sei bem que são frases feitas, mas que consubstanciam todo um programa político profundamente humanista, porque visa a emancipação da pessoa humana. Idealista? Certamente que sim! Mas quando deixarmos de prosseguir os nossos ideais e nos acomodarmos ao estabelecido, ao “sempre foi assim e sempre assim será” desistimos de ter um sentido para a vida. Pelo menos, um sentido com sentido.

Vítor Silva diz que Alentejo foi a região que sofreu menos quebra no turismo e a ARTPA vai ter uma campanha baseada na Luz do Alentejo

Zé LG, 21.11.21

6-1536x1270.jpgVítor Silva, presidente do Turismo do Alentejo (ERT), disse, à Planície, que “dentro da desgraça, que foi comum a todos, mesmo assim, fomos os que menos sofreram. Os cinco primeiros meses do ano, segundo o Instituto Nacional de Estatística, no global, estamos com os mesmos valores do ano transacto”. E sublinha: “Somos a única região do País, que não está ainda a perder em relação a 2020. Os portugueses não puderam sair de Portugal e grande parte deles, vieram para o Alentejo. Já vinham, já tínhamos tradicionalmente muitos portugueses a virem para cá no verão. Neste momento não há nada barato nesta região, a procura é superior à oferta”.
Vítor Silva, que é também presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA), adiantou que a mesma “vai ter uma nova campanha, para os mercados internacionais, que vai ser baseada na Luz do Alentejo. Depois declina para tudo, para ter residências, escritores, jornalistas, para escreverem sobre a luz que encontraram no Alentejo. Falar da luz e até dos nossos vinhos, uma luz impressionante. Uma campanha que foi feita internamente, nem contractámos, como é costume, uma empresa para o fazer”.

“O Beja Consegue foi o grande viabilizador da formação de executivos”

Zé LG, 20.11.21

OPINIAO_PALMA_FERRO-768x364.jpg«Quiseram as eleições de 26 de Setembro que o aparecimento do Beja Consegue recriasse a extinção das maiorias absolutas, o que causou uma intensa jornada de negociações (que apenas está no início) e que alterou estruturalmente a forma como os mecanismos de decisão funcionam. Tentámos ser coerentes e respeitar a vontade do eleitorado. Não apenas na forma como tentámos representar em quem em nós votou, mas também de permitir a quem venceu as variadas eleições que exerça a sua vitória: 1) Na Assembleia Municipal, um feito notável foi conseguido com uma mesa tripartida que acho que deve orgulhar e parabenizar todos os envolvidos. Sendo que a presidência pertence ao partido mais votado (PS). 2) Nas Juntas de Freguesia, o Beja Consegue foi o grande viabilizador da formação de executivos. Viabilizámos o vencedor na União de Freguesias de Santiago Maior e São João Baptista (CDU), assim como o vencedor da União de Freguesias de Salvador e Santa Maria (PS). 3) Na Câmara Municipal, a minha postura como vereador é bastante simples. Toda e qualquer proposta que traga benefícios a Beja terá maioria, seja ela proposta pelo Partido Socialista ou pelo Partido Comunista. Acreditando que o mesmo acontecerá quando o Beja Consegue propuser as suas ideias.»

Nuno Palma Ferro, Professor e vereador do PSD na CM de Beja, aqui.

Trabalhadores (também) são pessoas

Zé LG, 17.11.21

fg436_1.jpgÉ cada vez mais frequente ouvir tratar os trabalhadores como (simples) factores de produção ou recursos humanos das empresas e outras organizações, como se não fossem mais do que isso, como se não fossem pessoas, com vida própria. Encarar os trabalhadores apenas como factores de produção ou recursos humanos e como despesa em vez de investimento, contribui para a sua desvalorização e desmotivação.

O caminho da gestão das organizações deve ser outro e contar com os trabalhadores como pessoas, com vida e vontade próprias, que devem ser consideradas, motivando-os e envolvendo-os, de forma a desenvolverem o sentimento de apropriação da organização, ou seja, fazerem com que sintam que trabalham nela e não para ela, que sintam os problemas dela como seus e participem activamente na procura das suas soluções.

Para que tal aconteça, o trabalho e os trabalhadores devem ser reconhecidos como determinantes no sucesso das organizações e revalorizados e dignificados. Ao contrário do que frequentemente acontece, com as empresas a suportarem, praticamente sem reclamarem, aumentos do custo da energia, de matérias-primas e de equipamentos e a despedirem ou fazerem tudo para evitar a actualização dos salários e a melhoria das condições de trabalho, mesmo quando aquela não acompanha o valor da inflacção ou têm lucros chorudos.

Quando isto acontece onde temos os melhores...

Zé LG, 14.11.21

Sem nome.png

Porque é que uma selecção com alguns dos melhores jogadores do mundo, com provas dadas nas melhores equipas, joga tão poucochinho? Na selecção, os jogadores parece que não sabem jogar nem o que fazer. Não foi só este jogo que correu mal. Na maioria dos jogos, a Selecção tem jogado mal, não tem convencido. Está na altura dos responsáveis da FPF e do treinador tirarem as devidas consequências do que se tornou uma rotina - jogar mal e poucochinho.

Crise política? Qu'é dela?

Zé LG, 14.11.21

doc2018122025312733miguelalopes_7286047634defaultlMuito se falou e continua a falar de crise política. O primeiro a falar nela foi Marcelo Rebelo de Sousa, que ameaçou dissolver a Assembleia da República se o Orçamento de Estado não fosse aprovado, como forma de ultrapassar rapidamente a indesejada crise política, que viria a juntar-se às outras crises (económica, social, pandémica).

Ora, com o chumbo do OE, o que é que aconteceu? Marcelo rapidamente tratou de todos os procedimentos constitucionais para dissolver a AR e anunciou a sua dissolução... para daí a mais de um mês e eleições para o final de Janeiro, mais de três meses depois daquele anúncio... Ou seja, António Costa não se demitiu e o governo mantém-se em plenas funções e Marcelo anunciou a dissolução da AR, mas esta mantém-se em pleno funcionamento... Afinal onde está a crise política e a urgência da sua superação?!...

Entretanto, o PSD lá se vai consumindo em eleições internas, o CDS travou as eleições internas e arrumou-se e os principais protagonistas políticos do PS e da direita lá vão afinando o coro do bloco central (formal ou informal), com os grandes interesses económicos a apoiar...