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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“se fossem verdadeiros democratas...”

Zé LG, 23.01.26

«Qualquer destes cromos que pululam nas autarquias, se fossem verdadeiros democratas, com preocupações sociais, há muito que tinham denunciado as condições miseráveis de quem trabalha na agricultura e similares, já tinham resolvido o problema dos ciganos, que dura há décadas e envergonha qualquer Bejense, já tinham antecipado o envelhecimento da população, com tudo o que isso implica, já tinham antecipado o ordenamento e prioridades no território, consequência do desenvolvimento provocado pelo Alqueva.» Anónimo 23.01.2026, aqui.

BE acusa de Executivo Camarário de Beja de “opção política e ideológica do neoliberalismo”

Zé LG, 23.01.26

BE.202507171601217699.pngA Concelhia de Beja do BE acusa o Executivo Municipal, da coligação Beja Consegue (PSD-CDS/PP-IL) e da CDU, de entregar a gestão da área social a IPSS. Em causa está a decisão de cessação de um concurso para a contratação de duas técnicas superiores de Serviço Social e uma Psicóloga para a Divisão de Desenvolvimento e Inovação Social/Serviço de Ação e Desenvolvimento Social, aprovada com os votos a favor do presidente da Câmara, do vereador do Chega e dos dois vereadores da CDU e o voto contra dos dois vereadores PS. O BE considera que, “perante uma proposta de teor claramente neoliberal da AD, com o apoio do Chega,” é de estranhar “o voto a favor dos vereadores da CDU, pois têm repetido que o pelouro a tempo inteiro do vereador Vítor Picado não os obriga a votar ao lado da direita”.

Que o oceano de diferenças seja também em relação ao sistema e não apenas ao regime

Zé LG, 22.01.26

sv.pngQuando se normaliza o que não é admissível correm-se riscos graves, tal como quando se entende que o que é preciso é mudar nem que seja para pior pode-se entrar por caminhos perigosos e irreversíveis a curto e médio prazo. O regime precisa de ser confrontado e provocado, para ser melhorado e não para ser destruído. É nesta perspectiva que entendo Seguro quando diz que entre ele e Ventura existe um oceano de diferenças. Pessoalmente, gostava que algumas diferenças com Ventura também o separassem de Cotrim e Montenegro e que com todos eles se diferenciasse também e principalmente quanto ao sistema, porque queixar-se do que está mal e apontar para resolver os problemas políticas e medidas que os provocaram não se poderá esperar muito de diferente...

Suave, suavemente, Seguro venceu a primeira volta das eleições presidenciais

Zé LG, 21.01.26

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgAs eleições para a Presidência da República, realizadas no Domingo, foram ganhas por António José Seguro, um vencedor esperado, com uma votação bastante superior à prevista em todas as sondagens.
E tiveram um grande derrotado, Marques Mendes, como as últimas semanas deixaram antever, embora com uma votação inferior à prevista nas piores sondagens.
André Ventura correspondeu às expectativas, subindo ligeiramente em percentagem em relação à melhor votação do Chega, mas um pouco aquém em número de votos. Foi o candidato em cuja votação as sondagens mais acertaram.
Cotrim de Figueiredo triplicou a melhor votação do seu partido, a Iniciativa Liberal, embora a sua votação tenha ficado muito aquém das previsões das sondagens.
Gouveia e Melo alcançou 12,32 % e quase 700 mil (695.088) votos, o que, embora tenha ficado muito abaixo do que as sondagens lhe chegaram a dar, foi uma votação notável, tendo em conta que foi o único candidato sem apoios partidários declarados.

E agora, quem vai ganhar a segunda volta?

Zé LG, 19.01.26

Sem nome (4).pngEsta é, seguramente, a pergunta mais repetida desde que foram conhecidos os resultados da primeira volta das eleições presidenciais. Embora nenhum dos outros candidatos tenha dado, para já, qualquer orientação de voto e António José Seguro precise de quase mais 20% para ser eleito, a pergunta parece-me um pouco retórica. Este é o cenário que lhe é mais favorável. Qualquer outro que fosse o seu concorrente seria sempre mais incerto o resultado, porque muitos votos nos outros concorrentes seriam agora colocados nele. André Ventura tem a particularidade de fidelizar um quarto e hostilizar dois terços do eleitorado. Assim e a esta distância, parece-me que António José Seguro será eleito com cerca de 70 por cento dos votos.

Petição apela ao Governo para manter Ana Paula Amendoeira na CCDRA

Zé LG, 18.01.26

ana-paula-amendoeira_ccdra.jpgAgentes culturais, artistas e autarcas subscrevem uma petição dirigida ao primeiro-ministro e à ministra da Cultura defendendo a continuidade de Ana Paula Amendoeira como vice-presidente da CCDR do Alentejo para a cultura, considerando “fundamental para a estabilidade institucional, a boa implementação das políticas culturais definidas pela tutela, e a relação de proximidade construída com a comunidade cultural da região, num quadro raro, amplo e transversal de valorização do trabalho”, com a aproximação da Capital Europeia da Cultura, que "exige estabilidade, memória institucional”.

"LIBERTEM O IRÃO", reclama Kareem Abdul-Jabbar

Zé LG, 18.01.26

Sem nome (3).png«O mundo já não pode fechar os olhos à brutalidade desencadeada pelo Aiatola e pelo seu círculo de executores extremistas. Durante gerações, os iranianos têm sido espancados, silenciados, presos e executados por ousarem exigir a mais básica liberdade humana. Como alguém que se recusa a aceitar a injustiça como o status quo, apelo a todos os líderes e a todas as pessoas comuns com consciência para que se ergam com o povo do Irão, para amplificar a sua luta, para rejeitar a sua opressão e para enviar uma mensagem que atravesse fronteiras e regimes: LIBERTEM O IRÃO», escreveu Kareem Abdul-Jabbar, o seis vezes campeão da NBA, que nasceu Ferdinand Lewis Alcindor Jr. e mudou de nome quando se converteu ao islão, perguntando: «Quantas mortes serão necessárias até sabermos que já morreram pessoas a mais?»

Legitimidade eleitoral na CCDRAlentejo posta em causa por 45% dos autarcas

Zé LG, 17.01.26

WhatsApp Image 2025-02-21 at 15.41.21.jpegA DRA do PCP defendeu que a nomeação do novo Conselho Diretivo da CCDR Alentejo “ficará marcada pelo desrespeito pelo poder local democrático, pela região e pelas suas instituições”, acusando PS e PSD de terem rompido com práticas institucionais que marcaram décadas de relacionamento na região, sublinhando que, dos 1.284 autarcas que integravam o colégio eleitoral, 350 optaram por não votar, 210 votaram em branco e 28 anularam o voto. No total, 44,7% do colégio eleitoral “decidiram não legitimar o processo com o seu voto ou, votando, não manifestar apoio à solução previamente decidida por PS e PSD”, o que não pode ser reduzido a uma simples abstenção, constituindo antes “um posicionamento político consciente de protesto institucional” e “um facto político importante e inédito” que PS e PSD “não podem ignorar”. Daqui e daqui.

Todos os governos que oprimem os seus povos devem ser condenados

Zé LG, 17.01.26

Irão.pngTalvez por ficarem distantes, geográfica e culturalmente, nem sempre damos a devida atenção ao que se passa nalguns países, em que os povos são mantidos, à custa da repressão, sem poderem usufruir dos mais elementares direitos humanos. E isso continua a verificar-se mesmo quando a repressão se agrava face aos protestos das pessoas. O exemplo mais recente é o que tem vindo a registar-se, nas últimas semanas, no Irão, em que mais de 3000 pessoas terão sido mortas, muitas mais feridas e mais de 10 mil presas por protestarem contra a situação económica do país, onde a moeda local sofreu forte desvalorização e o custo de vida aumentou.
Os iranianos, tal como todos os povos oprimidos e reprimidos, merecem a nossa solidariedade activa e os seus governos devem ter a nossa condenação. Os direitos humanos devem ser respeitados em todos os países por todos os regimes e governos.