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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Gostava de saber a opinião do Papa Francisco sobre o altar dos milhões

Zé LG, 26.01.23

324273123_1117867912194708_247328372498946061_n.jpg

Sem prejuizo de voltar ao tema - porque tem tanto que se lhe diga -, gostava de saber o que pensa o Papa Francisco da construção de um altar com um custo de cinco milhões, sem contar com derrapagens, para a realização de um missa campal, desconhecendo-se eventuais utilizações futuras. Se a imagem que transmite ao Mundo é verdadeira - e não tenho razões, por enquanto, para duvidar -, não acredito que Jorge Mario Bergoglio esteja a par do que (lhe) estão a fazer...

Há muita gente séria na política. Nem todos são iguais.

Zé LG, 25.01.23

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgCom demasiada frequência, ouvimos dizer que, na política, são todos iguais. E esta afirmação, que podia ser um elogio, pretendendo dizer que todos os que fazem política o fazem de forma desinteressada em termos pessoais e com todo o empenhamento em servir a comunidade e a sociedade, não passa de um atestado de malvadez aos políticos, principalmente aos que militam em partidos com poder e aos que exercem cargos públicos, seja a que nível for.

 

A Humanidade está “a brincar com desastre ambiental”, diz Guterres

Zé LG, 19.01.23

guterres-onu-e1667558216875.pngO secretário-geral da ONU, António Guterres, na sua intervenção no Fórum Económico de Davos, afirmou que “alguns produtores de combustíveis fósseis tinham total conhecimento, na década de 1970, de que o seu produto estava a queimar o planeta, mas, tal como [aconteceu] na indústria do tabaco, passaram por cima da ciência” e defendeu que “As grandes empresas de petróleo cavalgaram em cima de grandes mentiras” e quem o fez “tem de ser responsabilizado”.

Mesmo hoje, sublinhou Guterres, “os produtores de combustíveis fósseis tentam aumentar a produção sabendo perfeitamente que este modelo de negócio é inconsistente com a sobrevivência humana”, alertando para o facto da Humanidade estar “a brincar com [a possibilidade de haver um] desastre ambiental”. “Todas as semanas surge uma nova história de horror climático. As emissões de gases com efeito de estufa estão em níveis recorde, mas continuam a aumentar”, referindo que o compromisso para travar o aumento médio global da temperatura a 1,5 graus Celsius está a desvanecer-se. “Se não adotarmos mais ações, vamos ter um aumento de 2,8 graus e as consequências disto, como todos sabemos, serão devastadoras”, advertiu, acrescentando que “Muitas partes do nosso planeta deixarão de ser habitáveis e, para muitos, isso será uma sentença de morte”.

A impunidade de quem desempenha funções de poder tem de ser combatida

Zé LG, 18.01.23

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgNo discurso de vitória após as últimas eleições legislativas, António Costa afirmou que a maioria absoluta não significava poder absoluto. Houve quem entendesse, na altura, que António Costa estava a fazer uma declaração de humildade democrática e de promessa de que tal iria acontecer. Passado um ano, será mais fácil de compreender que, com aquela afirmação, António Costa estava a fazer um aviso para dentro do PS. Ou seja, estava a fazer um aviso prévio de como se deviam comportar os que ocupassem lugares em representação do PS nos diversos órgão de poder. Que deviam respeitar a ética republicana e as regras democráticas, não abusando do poder nem dele se servindo em proveito próprio ou de familiares, amigos ou correlegionários.

Entretanto o que temos verificado? Exactamente o contrário do que António Costa afirmou há um ano. As demonstrações do quero, posso e mando não têm faltado. Os casos, casinhos e casões demonstrando que alguns dos eleitos do PS na Assembleia da República e em autarquias, quer ministros e secretários de Estado não ouviram ou não ligaram aquele seu pré-aviso também não têm faltado. Isto para não falar nas empresas públicas ou tuteladas pelo Estado…

 

 

Deve haver uma “evolução salarial que atenue a perda de poder de compra”

Zé LG, 17.01.23

_cc509fd05a4f29f3694b2dbf2b4f7f04_5e8f9585183a3.jpgNão, não são (apenas) os comunistas nem os esquerdalhos a defender tal heresia... É o Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) que considera que, “de acordo com as práticas nacionais e respeitando o papel dos parceiros sociais”, os Estados-membros devem “apoiar uma evolução salarial que atenue a perda de poder de compra dos trabalhadores assalariados, em particular dos trabalhadores com baixos rendimentos”, no contexto da elevada inflação na zona euro.

Requalificação do Mercado Municipal de Beja prorrogada até Fevereiro

Zé LG, 15.01.23

BEJA-Mercado_800x800.jpgA Câmara Municipal de Beja aprovou a prorrogação do prazo de execução da empreitada de requalificação do Mercado Municipal de Beja, por 123 dias, até 3 de fevereiro, por maioria com os votos favoráveis do PS e as abstenções da CDU e o voto contra do vereador da Coligação Consigo Beja Consegue.

Nuno Palma Ferro, vereador eleito pela coligação, justificou o voto contra com o facto de considerar que “não estão a ser defendidos os interesses do Município ao não se considerar que a adjudicatária deverá ter custas pelos adiamentos no ato de revisão de preços” e porque “face aos dois anos de atraso, da obra deverá ter custos indiretos, pagamento de rendas a comerciantes, no valor de 200.000 euros”.

Em dezembro de 2021, quando foi feita uma visita e vistoria à obra, foi revelado que contava o empreiteiro poder entregar o equipamento ao Município até ao final do 3.⁰ trimestre de 2022...

O presidente da Câmara de Beja revelou na reunião do Executivo que “depois da aprovação do regulamento, o município avançará com a reinstalação dos comerciantes, tendo sido contratada uma empresa para desenvolver o projeto”.

Alvitrando há 19 anos

Zé LG, 14.01.23

IMG_20221118_172947.jpgO Alvitrando tem vindo a transformar-se num espaço de resistência. Resistência ao tempo - já lá vão 19 anos a alvitrar, resistência ao cansaço, resistência ao pensamento único, resistência aos que, pelas mais diversas formas, querem destruir a democracia, resistência aos que o querem acomodado e não incomodando, resistência aos que o querem calar, usando para tal os mais diversos estratagemas.

O Alvitrando é um espaço de liberdade onde todos podem expressar as suas opiniões, desde que o façam com civilidade. Embora tendo-me visto obrigado, nos últimos tempos, a apagar alguns comentários de duas ou três pessoas que, para além de não usarem a civilidade, o querem usar como se fosse seu para branqueamento do fascismo e propaganda de ideias populistas e anti-democráticas, tenho continuado a admitir algum abuso da liberdade em detrimento da sua limitação.

Alvitrando vamos continuar, provocando algum desassossego que contrarie a tendência para a acomodação das nossas gentes.

Imigrantes "são uma oportunidade"

Zé LG, 14.01.23

imigrantes despejados.png"Em Portugal, as contribuições para a Segurança Social, em 2022, já ultrapassaram os mil milhões de euros, um número significativo e um importante contributo para a sustentabilidade daquele sistema", segundo a secretária de Estado da Igualdade e Migrações, Isabel Almeida Rodrigues, defendendo que os imigrantes "são uma oportunidade" não só para quem parte à procura de melhores condições de vida e segurança, mas também para o País acolhedor.

Além das contribuições para a Segurança Social, a Secretária de Estado da Igualdade e Migrações, considerou que os imigrantes "abrem os nossos olhos e os nossos horizontes" para novas culturas e "trazem outros sabores e outras cores" e acrescentou que o nosso País continua a receber imigrantes "quase todos os dias”, defendendo que a mobilidade "tem de ser vista como um direito fundamental do ser humano".

“teimamos em não ver a realidade que nos rodeia”

Zé LG, 13.01.23

322466659_661137209122038_1749207199176113891_n.jpg«O Jornal Diário do Alentejo traz-nos o agitar de consciência, mas quantas capas serão precisas mais…

Triste a realidade que verificamos e constatamos. Passaram 14 anos! Sim 14 anos!  Poderia enumerar diversos exemplos de como alguns serviços públicos não se adaptaram ao que este estudo identificou, assim como algumas empresas. Seja no atendimento, no acolhimento, na habitação, na formação, no emprego, no acesso à saúde, na valorização das competências, na cultura. Em suma, na capacidade de acolher, integrar, proteger e promover todos os que aqui chegam com a dignidade de um país europeu.

Razões? Muitas! Mas uma delas, a meu ver, a incapacidade de criar novas dinâmicas, disruptivas, de modernização, que agreguem, promovam o trabalho em rede, que criem compromissos supra-partidários, de lobbie, de união de esforços. Que nos coloquem no lugar do outro. Do que chega, e do qual necessitamos face à perda assustadora de pessoas, particularmente jovens que somos incapazes de fixar, para sermos comunidade, antes de cidade.

Estamos em 2023 e teimamos em não ver a realidade que nos rodeia, e isoladamente o sector social vai dando resposta e acrescentando Inovação à sua intervenção. Mas até quando? Com que custos?» Márcio Guerra, aqui.

Guterres afirma que mundo está “em grave risco de ausência de lei”

Zé LG, 13.01.23

gettyimages-1235384474-612x612.jpgO secretário-geral da ONU destacou a importância do Estado de Direito para as missões de Paz no mundo e classificou-o como a primeira linha de defesa contra crimes de atrocidades, incluindo genocídio. Contudo, para António Guterres, a conjuntura internacional mostra que ainda há muito caminho para percorrer. “Estamos em grave risco do Estado de ausência de lei. Em todas as regiões do mundo, os civis sofrem os efeitos de conflitos devastadores, perda de vidas humanas, aumento da pobreza e da fome. Do desenvolvimento ilegal de armas nucleares ao uso ilegal da força, os Estados continuam a desrespeitar impunemente o direito internacional”.