Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Nenhum território tem futuro sem pessoas. Pessoas em idade para trabalhar e que tenham emprego."

IMG_7447.JPGUma coisa é certa. Não é possível inverter esta situação sem que isso seja um desígnio nacional. E a solução não passa por políticas de incentivo à natalidade nestes territórios em processo de despovoamento, pois que velhos não fazem filhos.
... A solucão tem que assentar em dois eixos estratégicos: Um deles que tenha como objectivo a fixação das pessoas que ainda vão nascendo nesses territórios e que as impeçam de os abandonar quando entrarem na idade activa. O outro eixo tem que ter o objectivo de atrair pessoas de fora, sejam elas portuguesas ou de outros países, sejam eles da União Europeia ou não.
Assim termina Vitor Silva a sua crónica sobre “o envelhecimento do interior”, que pode ler e ouvir aqui.

“... mas ninguém nos ouve, ninguém nos escuta”

«… é também por estas e por outras que cada vez estou mais farto de politicos e de outras elites que à conta do estatuto são detentores da sabedoria suprema quando na maior parte das vezes mais não fazem se não andarem a patinar, ainda assim nunca têm culpa de nada e sabem sempre tudo! E depois há os outros, os que tudo podem, os inatacáveis, que não sendo da cupula, condicionam a cupula, que põem e dispõem a seu bel prazer sem que alguém lhes faça frente e mesmo que haja alguém que o tente fazer sairá irremediavelmente a perder pois o medo de quem pode decidir tolda-lhes o discernimento, tornando-os incapazes de destrinçar o bem do mal, o errado do correcto, tornando-os dependentes "desses outros". É este o mundo em que vivemos, tanto que haveria para dizer, tanto que haveria para reivindicar, tanto que há para gritar, mas ninguém nos ouve, ninguém nos escuta, principalmente se formos do Baixo Alentejo. Sinto-me doente, cansado e farto... apenas um desabafo, fiquem bem.

Assim termina o desabafo de Vitor Paixão 22.05.2019 00:21», aqui.

 

Mas quantos outros já não se dão ao trabalho ou não se atrevem a “desabafar” o que sentem e pensam perante as (faltas de) respostas que se obtêm quando se reclama, reivindica, protesta, critica ou simplesmente se opina?

“PCP luta por um sociedade nova, profundamente democrática, sem exploradores e explorados”

"1-Não mais há propriedade individual, a terra não pertence a ninguém e os seu frutos pertencem a todos. Desaparecei de vez, insultantes distinções entre ricos e pobres, entre grandes e pequenos, entre senhores e servos. In Manifesto dos Iguais, Babeuf, 1795.
2-Eu pergunto aos economistas-políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho deproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico. in Viagens na Minha Terra, Almeida Garrett 1840.
3-Para responder a estas questões, com os ensinamentos de Marx e o exemplo de Lenine, foram criados partidos de novo tipo como o PCP que fará cem anos em 2021 e que com altos e baixos, com alguns erros mas com grande independência e assertividade, luta por um sociedade nova, profundamente democrática, sem exploradores e explorados.
Francisco da Cruz dos Santos, 20.05.2019 19:50", aqui.

 

É preciso acreditar na mudança e mudar mesmo!

Muita gente (eu incluído) reclama a necessidade de uma nova forma de fazer política e de novos agente políticos. Mas depois, não raras vezes, para não dizer (quase) sempre, quando alguém mete as mãos à obra, acaba, invariavelmente, por repetir as fórmulas antigas, usadas pelos partidos tradicionais. Já para não referir que sempre que alguém mostra essa intenção é recebido com desconfiança até por aqueles que reclamam essas mudanças.

 

 

Benfica é Campeão!

BRUNO LAGE: "QUE ESTA SEJA A RECONQUISTA DO BOM FUTEBOL E DAS BOAS MANEIRAS"

transferir.jpg"O futebol é muito importante, mas há coisas mais importantes na vida. Quando se perde, há que dar mérito a quem ganha e é muito importante os benfiquistas olharem para os nossos adversários e a tratá-los pelo nome e não por outras coisas. Que esta reconquista seja a reconquista do bom futebol e das boas maneiras. Acontece tanta coisa na nossa sociedade.”...

A OVIBEJA e o Parque de Feiras e Exposições existiriam sem o Carreira Marques?

Provavelmente sim, mas não seriam a mesma coisa... - é talvez a melhor resposta que se consegue para aquela pergunta provocadora e retórica.

56242565_10210833922803475_5680075574442196992_n.j

Para memória futura, importa recordar:

Nem sempre as relações entre a ACOS e a Câmara de Beja, liderada por Carreira Marques, foram fáceis. Mas apesar disso, com Carreira Marques à frente do Município, nunca faltou o apoio necessário à OVIBEJA (que durante os primeiros anos, foi decisivo para a sua realização e afirmação), nem as decisões e os financiamentos para a construção do Parque de Feiras e Exposições (sem os quais este não existiria), nem tão pouco a decisão de criar e assegurar o funcionamento da EXPOBEJA.  

Depois de Carreira Marques, passaram a escassear os apoios municipais à OVIBEJA, a EXPOBEJA foi extinta administrativamente por manisfesta vontade de um Executivo Camarário e o Parque de Feiras e Exposições foi-se degradando por falta de manutenção e vigilância, apesar de alguns dos presidentes da Câmara que lhe sucederam terem sido eleitos com o apoio decisivo de pessoas da ACOS. 

Também a RURALBEJA, criada por iniciativa de Carreira Marques , para suceder à Feira de Agosto e que, no seu tempo, se foi afirmando como a "OVIBEJA de Outono", com a organização progressivamente concentrada na ACOS, foi "municipalizada" por um Executivo Camarário, que não quis conceder o apoio financeiro para a sua realização, passando a Câmara Municipal a gastar algumas vezes mais do que investia naquele tempo e trocar-lhe o nome conforme os Executivos Camarários, para a apresentarem como criação sua.

Na fotografia da inauguração do "Pavilhão Multi-usos", estão os tês homens que foram decisivos para a construção do Parque de Feiras e Exposições de Beja - Carreira Marques, Castro e Brito e António Guterres.

Eu "demagogo" me confesso. E radical.

O governo tapa todos os buracos provocados nos bancos, por banqueiros e administradores de "méritos reconhecidos", incluindo com condecorações presidenciais. O governo "não dá o dinheiro", empresta-o, dizem, sem esclarecer as condições e quando será pago. É necessário assegurar a estabilidade do sistema bancário, reforçam, sem esclarecer a quem isso serve. Não deve ser aos que nunca lá puzeram um chavo, porque nunca conseguiram "fazer economias", apesar de "só saberem" trabalhar... 

Os trabalhadores reclamam direitos que lhe são reconhecidos na legislação mas que não são aplicados na prática; melhores condições de trabalho e remunerações mais justas; recuperação de tempo e remunerações travadas pela crise que não criaram; mais justiça na repartição da riqueza produzida entre o capital e trabalho; condições para quem, apesar de "só trabalhar", não consegue assegurar uma vida digna aos seus, mantendo-os na pobreza. Não pode ser, porque as condições e o orçamento do país não permitem e a necessidade de manter "as contas certas" com o capital e o prestígio do ministro das Finanças enquanto presidente do Eurogrupo se impõe a essas "exigências incomportáveis". 

Mas que demagogia!, não perdem tempo em afirmar os do governo, os que o apoiam e todos os, que mesmo se afirmando muito preocupados com as desigualdades, os direitos dos trabalhadores e a pobreza, defendem que a solução para resolver todos esses problemas é manter todas as suas causas. 

Eu demagogo me confesso. E radical. Porque só com medidas radicais se podem resolver problemas estruturais, cujas causas assentam nas políticas que, com mais ou menos pequenas nuances, têm como objectivo central manter tudo, mais ou menos, na mesma.

E o que é que ganhamos com isso?

Nos últimos tempos, têm-se multiplicado as visitas de membros do governo à nossa região. É raro o dia em que isso não acontece. Há dias em que até vêm aos molhos... Eles vêm participar em reuniões dos mais diversos tipos, visitar feiras e outros certames,  associações empresariais e empresas, instituições públicas e privadas, ...

Importa, face a este corropio, questionar o que ganhamos com todas essas visitas, para além de ficarem a conhecer melhor a nossa região e alguns dos seus / nossos problemas. É que, pelo que se vai sabendo, para além dumas conversas, duns passeios e duns petistos, não se vislumbra que tragam os apoios de que a região tanto precisa do governo...

Ucasul repudia e condena intervenção da deputada do PSD, de Nilza de Sena, sobre a sua fábrica de Alvito

Fábrica de Óleso, a libertar vapor de água.jpg

A Direção da Ucasul, manifesta o seu total repúdio e condenação, pelo conteúdo da intervenção da deputada do PSD por Beja, Nilza de Sena, questionando recentemente o Ministro do Ambiente e evocando a fabrica de Alvito como foco de perigo para a saúde pública. As mentiras utilizadas pela senhora deputada, que nunca esteve na fábrica da Ucasul, são elas sim, uma fonte inaceitável de poluição da opinião publica, e demonstram bem a sua forma de fazer política partidária.

A Ucasul, tem investido milhões de euros na sustentabilidade ambiental da sua atividade e, está quase a tornar-se na 1ª empresa do setor ibérico com eliminação total de efluentes líquidos e emissões gasosas. ...

(a Foto é antiga)

João Cravinho diz que “o Alentejo beneficiaria com a regionalização”

regionalização.jpgJoão Cravinho, coordenador da Comissão Independente para a Descentralização, criada pela Assembleia da República, considera que a Regionalização do país é um processo que demorará entre uma a duas legislaturas para ser implementada.

João Cravinho avança que o processo vai ser lento e considera mesmo, que é preciso esclarecer se há vontade política, ou não, para implementar a regionalização e que o Alentejo beneficiaria com a regionalização porque há muito por fazer e seria possível, igualmente, definir o rumo do aeroporto de Beja, “potencialidade que não se está a saber aproveitar”.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Tristeza de comentário!

  • Anónimo

    Vamos lá ver como é que os nossos políticos e afin...

  • Anónimo

    Fartura de partidos! Tudo quanto é demais não pres...

  • Anónimo

    Tem razão! No entanto é necessário não perder voz,...

  • Anónimo

    Foram buscar o antigo imperador JR .....dizem que ...

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.