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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Participação

23167967_1702994809775981_8137771581011925297_n.jpFoi há pouco mais de um mês que se realizaram as eleições para o Parlamento Europeu. Percentagem de votantes: 51% (global); 31% (Portugal); 55% (Suécia, onde, nas legislativas de 2018, se registou uma participação de 87%). Sobre estes números, diversas podem ser as explicações (de natureza económica, social ou religiosa) mas aquela que mais justifica tal diferença é, sem dúvida, a política. De facto, 48 anos de ditadura no nosso país, fazem a diferença e contribuem para que, no Índice de Democracia 2018 (da revista The Economist), numa escala até 10, Portugal tenha as pontuações de 6,11 e 6,88 e a Suécia tenha 8,33 e 10, nos parâmetros Participação Política e Cultura Política, respetivamente.

… (ler aqui todo o texto)

Voltando ao início, se quase meio século de ditadura impediu (e até reprimiu) os cidadãos de terem voz ativa na vida da sua aldeia, cidade, concelho ou até do país, daqui a cinco anos comemorar-se-á meio século de democracia. Para que esta seja mais do que o ato formal de depositar o voto nas urnas, importa refletir sobre a forma de incentivar e promover o que de mais importante têm os regimes democráticos: a participação do cidadão, o “animal cívico” descrito por Aristóteles no século IV a.C.

Claudino Matos acusa IP de estar "de costas voltadas" para o Alentejo

imgLoader2.ashx.jpg"A conclusão a que chegámos é que a IP faz estudos mais ou menos encomendados à medida pelo Governo para beneficiar determinados distritos do Alentejo em detrimento de outros e dos interesses regional e nacional", disse Claudino Matos, do secretariado da Plataforma Alentejo, após uma reunião realizada com um vice-presidente e técnicos da empresa.

Claudino Matos acusou a IP de estar "basicamente de costas voltadas para o Alentejo" e, "ignorando contributos da sociedade civil", também para as propostas da estratégia defendida pela plataforma em termos de acessibilidades rodoviárias e ferroviárias "indispensáveis ao desenvolvimento harmonioso" da região.

“Empresa de água envolvendo municípios do PS poderá ser inviável”

EMAS-1-768x432.jpgÉ assim, sem parêntesis”, que o Diário do Alentejo, na sua edição da semana passada, noticia a situação em que ficou “a proposta de criação da Águas do Baixo Alentejo. Uma empresa que envolveria oito dos nove municípios socialistas” da CIMBAL “e o grupo Águas de Portugal, que ficaria com 51 por cento do capital desta entidade para gerir a distribuição da água em baixa”, segundo esclarece aquela notícia do Diário do Alentejo.

A inviabilização da criação da referida empresa resultará do chumbo da proposta registado nas Assembleias Municipais de Castro Verde e de Beja.

Pela importância do que está em causa e pela polémica que aqueles chumbos geraram, proponho-me, através dalguns alvitres a publicar aqui, colocar algumas questões que nos podem ajudar a compreender melhor este processo e as suas repercussões.

Comecemos, neste primeiro alvitre, pelas seguintes questões:

1 – Porque envolveu esta proposta apenas municípios geridos pelo PS? Se, com esta empresa, se pretendia aproveitar “a oportunidade de ter um investimento de renovação das redes de água”, porque ficaram de fora os municípios geridos pela CDU?

2 – Porque não integrou a proposta um município (de Ferreira do Alentejo) gerido pelo PS? Porque, segundo Pita Ameixa, o se presidente, “importa tomar decisões de fundo e fundamentadas… um rumo, definido e seguro, para as próximas décadas, e não apenas para os próximos anos” e avaliar “os prós e contras de cada tipo de sistema”.

Será que o processo foi conduzido procurando envolver todos os municípios e esclarecendo os autarcas, os trabalhadores e os consumidores do que pretendiam os seus promotores directos e das diversas consequências desta alteração na gestão da água em baixa?

Voltaremos ao assunto, noutros alvitres, abordando outros aspectos do processo.

EMAS não prevê problemas devido à seca

EMAS-1-768x432.jpgA EMAS- Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja não prevê problemas no abastecimento de água às populações devido à seca que atinge a região e o país.
Rui Marreiros, administrador da Empresa, garante que a abastecimento está assegurado a partir da barragem do Roxo. As captações subterrâneas podem, em caso de necessidade, ser utilizadas para abastecimento público.
A estas fontes, junta-se a nova estação de tratamento de água de Beja que permitirá, em breve, a ligação ao sistema de Alqueva, o que reforça a origem de água para distribuição, esclarece Rui Marreiros.

Nem mesmo com este consenso

Poucas têm sido as vezes em que um tão amplo consenso se gerou entre todas as forças políticas, institucionais, associativas, económicas e sociais em torno da urgente necessidade da conclusão da A26/IP8, da modernização da linha de caminho de ferro e do material circulante, do aproveitamento das potencialidades do Aeroporto, do reforço de financiamento do Hospital Distrital, que garanta a construção da 2ª fase e os equipamentos necessários, e de médicos, enfermeiros e técnicos de diagnóstico, para o desenvolvimento da nossa região, aproveitando da melhor maneira o surto de crescimento económico provocado pelo Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, que deve ser sustentado no respeito pelo ambiente, combatendo a desertificação e o despovoamento.

IMG_7420 - Cópia.JPGPara este consenso tão alargado foi decisiva a acção de movimentos de cidadania como o Beja Merece+, acompanhado, noutros âmbitos mas com objectivos convergentes, pelo Amalentejo e a pela Plataforma Alentejo, esta com uma intervenção mais institucional e fundamentada tecnicamente.

Apesar deste tão amplo consenso que inclui todos os líderes e deputados distritais dos diversos partidos, o PS, que governa o país, e o PSD, principal partido da oposição, ainda mostram resistências à sua concretização, a nível central, como agora se viu nas votações de propostas de recomendação ao governo de concretização de algumas daquelas medidas, apresentadas pelo PCP e pelo BE.

Um consenso histórico como este, que raramente acontece na nossa região, deve ser respeitado pelo governo, até porque não são muito avultados os valores dos investimentos reclamados. E devem ser severamente julgados por todos nós os que não permitirem o aproveitamento desta janela de oportunidade para o tão ambicionado desenvolvimento da nossa região.

Santiago Macias propõe reflexões sobre o Fórum de Beja

imgLoader2.ashx.jpgO conflito de pouco nos serve… Sem entrar na polémica em torno do projeto de arquitetura e do futuro das estruturas arqueológicas, gostaria de deixar aqui alguns tópicos para reflexão:

1. A leitura de espaços como o dos templos de Beja só consegue ser feito através da sua “verticalização”. Muitos teatros romanos, muitos arcos do triunfo foram refeitos e reerguidos. O processo é conhecido pelo nome de anastilose, um “palavrão” que se refere à (re)construção a partir de elementos previamente existentes.

2. Não me parece disparatado que, nesse processo, se incorporem no fórum elementos arquitetónicos de grandes dimensões – designadamente, capitéis – que hoje se encontram na galeria do Museu Regional.

3. Ou seja, que estabeleça uma ligação próxima entre estes vestígios, absolutamente notáveis, o Museu, que dispõe também de outros materiais de grande qualidade, o sítio arqueológico de Pisões e o núcleo da Rua do Sembrano.

4. É crucial criar condições para que as escavações arqueológicas se concluam, prevendo-se um programa de edições destinado a uma ampla divulgação dos resultados e das conclusões a que se chegou. Incluo aqui a Casa da Moeda, peça crucial no processo de investigação que Maria da Conceição Lopes tem em curso.5. Não creio que seja possível pôr em funcionamento todo este complexo de sítios – por vezes a razoável distância, como Pisões –, com o habitual e rígido programa: cada sítio com o seu núcleo de exposições, com horário fixo e quadro de pessoal próprio. Ou há um plano em rede, com partilha de recursos, e com intervenções concretas e realistas ou daqui a 10 anos estaremos na mesma. Ou pior, discutindo a privatização ou a alienação de sítios.

A tomada de decisões sobre o património, na perspetiva da sua reabilitação, nem sempre é “simpática”. Nem imediata. É mais fácil “feirizar” a História, criar “eventos” e complementá-los com iniciativas folclóricas. Dá muito menos trabalho e rende mais, no curto prazo. Ora, como bem sabemos, e tendo em conta o que nos resta do fórum, o Património é matéria para o longo prazo.

Leia aqui todo o texto, publicado na edição da semana passada do Diário do Alentejo.

“Como se a população tivesse que escolher inequivocamente entre um e outro…”

“… a morte desta cidade está a ser acelerada com esta guerrilha partidária, estas palas dos partidos que os obriga a dizer mal de tudo o que o outro faz, mesmo que seja bom, é o maior defeito dos partidos, a incapacidade para dialogar entre eles só nos prejudica enormemente, a alternância democrática na autarquia está a ser ainda pior que 40 anos do mesmo, não por o PS ser mau ou a CDU melhor… mas porque as vitórias e derrotas são mal digeridas e o discurso é completamente toldado. Como se a população tivesse que escolher inequivocamente entre um e outro… a Comissão de Utentes é vítima disso, apesar da defesa dos serviços de saúde ser uma coisa de todos, como tem pessoas da CDU e a câmara é PS e política entra em ação e destruímos uma luta que é de todos.

Anónimo 01.07.2019 08:54”, aqui.

 

Recordo, a propósito, que a tentativa de evitar a bipartidarização e as suas nefastas consequências no concelho de Beja foi uma das principais razões que levou à candidatura Por Beja com Todos às eleições autárquicas de 2013.

E as primeiras intenções não contam?

Sempre que alguém toma a inciativa de promover acções em defesa do que entende estar ameaçado logo aparece quem acusa os promotores de terem segundas intenções ao terem aquela iniciativa.

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Muitas vezes, essa acusação até pode ser verdadeira. Mas, por isso, vamos inibir-nos de participar ou apoiar essas acções devido às segundas intenções dos seus promotores, ignorando ou substimando as suas primeiras intenções, que justificam apoio?

65318916_2804757339554705_6828698650009403392_n.jpO desafio que deve ser lançado aos que criticam tudo o que outros tentam fazer é o de que tomem eles a iniciativa de fazer alguma coisa - e se possível, melhor -, para tentar alcançar os objectivos defenidos, que não questionam.

Fotos daqui.

"Sou um privilegiado"

"Por tudo aquilo que aqui foi dito, posso dizer com toda a propriedade que sou um privilegiado, pois fui desde muito novo tocado pela referida "magia" e felizmente hoje usufruo destes locais (Bibliotecas Municipais de Aljustrel e Beja) com a naturalidade de uma conquista que há três ou quatro décadas eram puras miragens." - assim termina Manuel Camacho uma das suas 40 crónicas publicadas no Diário do Alentejo, que agora reuniu em livro, que na Sexta-Feira apresentou na Biblioteca Municipal de Beja, depois de o ter apresentado na Biblioteca Municipal de Aljustrel.

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Pedro do Carmo contra Capoulas Santos?

pedro-do-carmo-AR2-768x432.jpgO deputado do PS eleito por Beja interveio a favor do olival, durante o debate realizado na Assembleia da República, marcado pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), com o tema “travar as culturas intensivas e superintensivas”, considerando que a plantação de olival no Alentejo “cria emprego e fixa população jovem e qualificada nos territórios do interior” e que o Baixo Alentejo “é hoje uma das regiões do país que mais contribui para as nossas exportações” fruto dos investimentos realizados.

No mesmo debate, afirmou o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural: “Determinei, no atual quadro comunitário de apoio, que não haverá no perímetro de Alqueva mais apoios ao investimento para a instalação de olivais e de agro-industrias associadas ao olival, porque temos capacidade de laboração suficiente”.

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