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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Lay Off para os Funcionários Públicos?!

Zé LG, 06.04.20

Porque tenho ouvido pessoas a perguntar porque é que o governo não coloca, transcrevo aqui este texto de RuiMCB, do Economia e Finanças, que os pode ajudar a esclarecer.

Ode a João Vieira Pereira: Lay On para os FP

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Ode a João Vieira Pereira! O João, no seu editorial de hoje no Expresso indigna-se por os funcionários do Estado não estarem a contribuir para o sacrifício nacional pois não há um único em lay off com corte de salário (que seria pago pelo mesmo Estado). De quem falará ele?

Diz que não é dos 30.569 médicos, nem dos 49.022 enfermeiros. Nem será dos 9.670 técnicos de diagnóstico e terapêutica. Bem como dos 1.962 técnicos superiores de saúde. Também não será dos 51366 polícias das forças de segurança ou dos 1.548 polícias municipais. Ou dos 2.292 Bombeiros.

Se bem percebi também não fala dos 136.150 professores dos vários níveis de ensino básico e secundário que continuam a dar aulas à distância e a preparar o que aí vem. Ou dos 15.241 docentes universitários e 10.470 docentes superior politécnico que continuam com aulas não presenciais.

Continue a ler o resto resto do texto, porque vale a pena.

“Trabalhadores na linha da frente deviam receber subsídio de risco”

Zé LG, 04.04.20

naom_532389eecfd0e louçã.jpg"Uma das medidas de emergência que seria aconselhável, seria pagar um subsídio de risco aos médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico, polícias, enfim, às pessoas que estão na linha da frente [na luta contra a covid-19]", defende o professor universitário.

Francisco Louçã considera, assim, errada a opção do Governo de, no âmbito do estado de emergência, ter restringido o direito à greve nalguns setores da função pública.

“O estado de emergência não precisava e não devia ter recorrido ao dispositivo sobre suspender o direito de greve sobre os trabalhadores da saúde e dos serviços públicos pela muito simples razão de que não há nenhuma greve na saúde e nos serviços públicos e, pelo contrário, essas pessoas são as pessoas que aguentam a resposta do país", defende o economista, considerando mesmo a medida como "totalmente disparatada" e reveladora de "autoritarismo" e "até de preconceito ideológico anti-sindical".

“A extrema-direita é miserável”

Zé LG, 04.04.20

“Como reação a estas críticas, o chega acusa aqueles que as fazem de pertencerem à «esquerda radical». Ou de atentarem contra a democracia por quererem «calar o chega». Como diz um amigo meu, e muito bem, a extrema-direita manda as pessoas para a sua terra. A «esquerda-radical» como lhe chama o ventura, não manda ninguém para lado nenhum. A extrema-direita quer decidir quem ama quem e o que é uma família. A «esquerda-radical» acha que cada um ama quem quer e que a família só diz respeito a quem a ela pertence. A extrema-direita quer acabar com o Estado Social. A «esquerda-radical» quer mais Estado Social. Existe uma diferença entre querer nacionalizar os CTT e querer «mandar os pretos para a sua terra». A extrema-direita, que chama «monhé» ao nosso Primeiro-ministro, acha que existem pessoas melhores do que outras por causa do seu tom de pele, da religião que professam e do local onde nasceram. A «esquerda-radical» não. A extrema-direita é miserável. Tolerar a sua presença é uma fragilidade da democracia: xenofobia, homofobia e racismo não são opiniões. São crime.”

Trecho do texto “Dos vírus que nos assolam…”, de Paulo Monteiro, publicado aqui.

"Nós, os velhos, em caso de necessidade, cedemos o ventilador que nos for destinado ao homem que tenha mulher e filhos"

Zé LG, 01.04.20

Esta, entre muitas outras, foi uma afirmação forte de Ramalho Eanes, numa entrevista intensa concedida a Fátima de Campos Ferreira, na RTP, há pouco...

É uma entrevista que vale a pena ver e rever, em que o General Ramalho Eanes faz um conjunto de afirmações contundentes, bem fundamentadas em reflexões profundas. Só para dar um exemplo, alerta para a necessidade de aproveitar esta oportunidade, surgida com dramatismo, para corrigir erros graves que as sociedades têm vindo a praticar, sob pena de crises como a que estamos a atravessar passem a surgir com maior frequência...

“Agricultura do sudoeste alentejano continua a alimentar o país” ou está a seguir um “caminho extremamente arriscado”?

Zé LG, 31.03.20

imgLoader2.ashx estufas.jpgO Movimento Juntos Pelo Sudoeste acusou empresas frutícolas de Odemira e Aljezur de seguirem um “caminho extremamente arriscado” ao continuarem a operar, podendo “colocar em risco a saúde de milhares de pessoas”, devido à pandemia de covid- 19. “Poderá ser uma decisão economicista, em contraciclo com muitas outras empresas no país que foram obrigadas a parar”.

O comunicado do movimento surge em reação a uma nota de imprensa da Associação dos Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos Concelhos de Odemira e Aljezur (AHSA), com o título "Agricultura do sudoeste alentejano continua a alimentar o país”. As associadas da AHSA, que "representam mais de 200 milhões de euros de faturação anual", mantêm "atividade em pleno", apesar da pandemia de covid-19, e "Continuam a operar e a alimentar a cadeia de distribuição nacional e internacional", seguindo "todas as orientações das autoridades" e priorizarando “ao máximo a prevenção e a implementação e adaptação dos seus planos de contingência".

"normalmente os mais visivelmente defensores são os primeiros a trair, cá estamos para ver"

Zé LG, 28.03.20

"No esgoto também há vírus ou não? A defesa da nossa área politica não se faz só com o abanar de cabeça a dizer sim a tudo, também se faz com confrontação politica e discordância de métodos, não tempos que ter todos com o mesmo pensamento, assim não existia democracia, normalmente os mais visivelmente defensores são os primeiros a trair, cá estamos para ver."
Anónimo 22.03.2020, aqui.

NÃO PONHAM MAIS PRESSÃO ONDE JÁ EXISTE DEMASIADA!

Zé LG, 26.03.20

Numa fase difícil como esta, em que muitos nos interrogamos se vamos sobreviver e as autoridades fazem tudo para tentar controlar a epidemia com os menores custos (vidas e outros), tenho dificuldade em admitir que alguns continuem, permanente e insistentemente, de armas apontadas a quem tem a obrigação de nos defender.

Certamente que o governo, o Ministério da Saúde e demais já cometeram, estão a cometer e irão cometer erros na sua intervenção. Alguém acha que, nesta situação, o fazem intencionalmente, que não estão a fazer o que acham melhor para a ultrapassar da melhor forma e o mais depressa possível? Acham que é o momento de os criticar / acusar de tudo e mais alguma coisa? Não acham que já têm demasiada pressão em cima, para se dispensar que lhe acrescentem mais?

Nada do que escrevi deve ser entendido como eu achar que não devem ser feitas críticas à forma como o processo está a ser conduzido e às suas falhas. Acho é que AGORA devem ser feitas críticas com sugestões de como se deve fazer melhor, corrigindo falhas detectadas. As outras críticas de avaliação global da condução do processo devem ser feitas DEPOIS. A luta política não acaba aqui, mesmo que muitos dos seus protagonistas morressem nesta epidemia...

É uma questão de bom senso, de oportunidade e de responsabilidade. Apenas isso.

“que medidas de controlo estão a ser aplicadas aos trabalhadores agrícolas?”, pergunta o PCP

Zé LG, 24.03.20

201812241224561736 pcp.pngO PCP questionou a ministra da saúde sobre as medidas “a aplicar ao exercício da atividade agrícola na atual situação de pandemia associada à covid-19”, uma vez que “há registos, do INE, que dizem que no Litoral Alentejano há mais de 6 mil trabalhadores agrícolas” e quer saber “como está a ser feito o controlo nesta população vulnerável”.

O PCP entende que “há ainda um caminho extenso a percorrer no sentido de assegurar os rendimentos da população, a salvaguarda dos postos de trabalho e a prevenção da propagação da doença, nomeadamente no que concerne às atividades agrícolas.” Diz tratar-se “de um sector vulnerável já que por um lado se trata de atividades que não se compadecem com longos períodos de quarentena e por outro lado dificilmente o seu exercício é compatível com a aplicação das medidas de salvaguarda que estão a ser equacionadas.”

O PCP quer saber, ainda, “que medidas de prevenção da contaminação pelo novo Sars-Cov-2 estão a ser equacionadas para os territórios agrícolas em que se conhece haver grande concentração destes trabalhadores, em espaços confinados, nomeadamente estufas?

No confinamento em casa, “os conflitos em famílias disfuncionais podem aumentar, assim como os níveis de ansiedade”

Zé LG, 24.03.20

201901301006082121 stress.jpgCom muitas pessoas em situação de isolamento social e isolamento social por confinamento em casa, para a contenção do contágio por covid-19, “é preciso um olhar atento do lado da saúde mental”, diz a médica psiquiatra Ana Matos Pires.
“A coexistência pode ser fator de tensão e por isso, é preciso autocontrolo, assim como pedir ajuda quando se está perante dificuldades acrescidas e com as quais não se sabe lidar”, revela a médica psiquiatra exortando as pessoas a pedirem “ajuda por telefone, ou seja evitando as idas aos serviços de saúde, que não são recomendadas nesta altura”.