Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“CDU quer ser a alternativa política que Beja precisa”, afirma Vítor Picado

Zé LG, 10.05.21

Entrevista-Vítor-Picado-768x566.jpg“Beja primeiro sempre, para um concelho mais desenvolvido e feliz” é o mote da candidatura da CDU à Câmara de Beja, que tem como grande objectivo reconquistar a maioria, nas eleições autárquicas deste ano, “construindo uma alternativa política que o concelho precisa”.

“É um projeto autárquico alicerçado, no contacto direto, com as populações, com os trabalhadores, repleto de concretizações no concelho de Beja”, sublinha o candidato Vítor Picado, acrescentando que: “Prioridade às Pessoas e Bem-Estar social”, “Afirmação da cidade e do concelho” e “Melhoria dos serviços do município” são os três eixos programáticos em que assenta o projeto autárquico da CDU à autarquia de Beja.

Vítor Picado afirmou ainda que aquilo (a Câmara de Beja ser da mesma cor política do Governo) que poderia ter sido uma vantagem, tornou-se “numa subserviência político-institucional, muitas vezes aflitiva, na falta de defesa dos interesses da região, perante um Governo que tem desprezado o interior”.

Excertos da Grande Entrevista da Rádio Pax a Vítor Picado, candidato da CDU à CM de Beja.

"Os senhores lá em Lisboa não conhecem o território", acusa presidente da JF de Longueira-Almograve

Zé LG, 10.05.21

Steotonio.png“Eu acho que os senhores [do governo] lá em Lisboa não conhecem o território e legislam uma coisa que não é exequível nesta freguesia”, lamentou Glória Pacheco, recordando que: “A farmácia que nós temos mais perto está fora da cerca, a nove quilómetros, em Vila Nova de Milfontes. Para comprar um teste, têm de saltar a cerca e, para a ir a São Teotónio, fazem o dobro dos quilómetros”.

O Governo decidiu que a cerca sanitária em vigor, desde dia 30 de abril, vai manter-se, mas definiu que a entrada naquelas freguesias para o “exercício de atividades profissionais” e para o “apoio a idosos, incapacitados ou dependentes e por razões de saúde ou por razões humanitárias” depende da apresentação de comprovativo de teste PCR negativo realizado nas 72 horas anteriores ou de teste rápido antigénio negativo realizado nas 24 horas anteriores.

A autarca afirmou ainda que “É uma vergonha o que se está a passar”, acrescentando que “Não sei se não está também aqui em causa uma questão de direitos humanos”.

A "independência" dos movimentos "independentes"é relativa?

Zé LG, 09.05.21

«Esta moda dos movimentos "independentes", confesso que me causa alguma apreensão! Porque muitas vezes, e do percurso político que se conhece dos elementos que os compõem, se fica com a ideia de que a sua "independência" é muito relativa, revelando-se mais uma oportunidade de conquista de espaço eleitoral, do que um projecto assumidamente independente de qualquer força partidária!...Cria divisões no eleitorado, certamente, em razão da origem dos candidatos e dos seus percursos pessoais, mas pode também, naturalmente constituir um espaço alternativo, em cenário programático e eleitoral!...A ver vamos.»

Anónimo 03.05.2021, aqui.

Paulo Arsénio afirma que tem "a certeza que iremos ganhar”

Zé LG, 09.05.21

“SENTIR BEJA-o futuro que nos une” é o lema da candidatura do PS nas próximas eleições autárquicas.

PS.png

Paulo Arsénio afirmou que “queremos ganhar, merecemos ganhar e tenho a certeza que iremos ganhar” referindo-se às eleições autárquicas, revelando ainda que no final de junho, princípios de julho será divulgada a lista completa do PS à Câmara de Beja e garantindo ter orgulho na equipa que o tem acompanhado neste mandato que está na reta final.
Paulo Arsénio considerou que por detrás da candidatura do PS existe credibilidade, confiança e segurança, garantiu que não vai usar a mentira para alcançar objetivos e que o projeto socialista está alicerçado naquilo que tem vindo a ser construído nos últimos 4 anos e informou que a candidatura do PS vai promover, como aconteceu em 2017, sessões para “Ouvir Beja” tendo em vista a construção do programa que será apresentado aos munícipes do concelho.

"É fundamental denunciar os abusos, pois sabemos que a justiça não o faz e não existe nenhum outro mecanismo de regulação"

Zé LG, 09.05.21

«Não acho que só eu é que presto e que todos os outros são ruins, mas já vim aqui inúmeras vezes criticar os detentores do poder local. Faço-o não pelas suas características pessoais mas por achar que a sua atuação, determinada certamente por condicionamentos impostos pelo partido (ps) a que não conseguem escapar e, em grande parte por um doentio apego ao poder, não serve os interesses da região e causa desequilíbrios gravíssimos na gestão dos recursos e, na perspectiva interna, na gestão das pessoas.

Isto não é uma questão de opinião, é algo que toda a gente fora do circuitos dos "amigos" sente bem na pele. Não existindo uma cultura de debate aberto e sendo a discriminação das vozes criticas uma realidade, é só de forma anónima que eu e outros nos conseguimos manifestar.

Só nós é nos safamos?

Zé LG, 07.05.21

A opinião publicada anda muito excitada. A pandemia talvez tenha contribuído para isso. As eleições autárquicas estão a acentuar ainda mais, porque o "debate político" caiu na fulanização excessiva.

Se estivermos atentos ao que se vai dizendo e escrevendo, principalmente nas redes sociais, facilmente chegamos à conclusão de que (quase) ninguém presta. Basta surgir um nome e eis que parece abrir-se um concurso para apurar quem mais ataca, mais denigre, mais ofende e insulta o nomeado. Se o tema não incluir nomes poucos comentários suscita. Mas se incluir... logo começa o "tiro ao alvo".

Sugiro que antes de iniciarmos aquele exercício nos coloquemos na posição do visado e talvez possamos encarar as coisas de outra forma e sermos menos negativos. Talvez haja mais alguém que se safe, para além de nós...

Presidente da Câmara de Odemira alertou para a falta de água no concelho, devido à falta de ordenamento e às explorações agrícolas

Zé LG, 05.05.21

jose-alberto-guerreiro.pngJosé Alberto Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de Odemira, alertou para a forte possibilidade de haver falta de água na região e de a água disponível na barragem de Santa Clara, situada no rio Mira, só chegar para o período de um ano, caso não chova. Para o autarca, o problema é agravado pela agricultura intensiva, situação que o próprio já tinha denunciado ao Governo.

O presidente da Câmara de Odemira assegura ainda que o Governo já tinha conhecimento do problema, uma vez que as deliberações da autarquia sobre o caso foram remetidas ao Executivo e à Assembleia da República, acusando o poder central de “surdez” perante a autarquia.

De acordo com José Alberto Guerreiro, o surgimento de cada vez mais empresas que contratam estes migrantes para a agricultura intensiva preocupa a autarquia, que teme, “no próximo ano, ter também um problema de falta de água”, caso se continue “a acrescentar explorações agrícolas, sem nenhum critério”.

Prioridade da cerca sanitária em Odemira é a saúde pública, diz Eduardo Cabrita

Zé LG, 05.05.21

O ministro da Administração Interna disse que a prioridade da cerca sanitária em Odemira (Beja) é a saúde pública, devido à covid-19, mas o Governo está atento a problemas ligados aos trabalhadores agrícolas.

20210504152746329.jpgQuestionado pelos jornalistas sobre problemas que enfrentam os imigrantes que vêm trabalhar na agricultura no Alentejo, não apenas em Odemira, mas também em outros concelhos da região, nomeadamente nas campanhas da apanha da azeitona na zona de Beja, o governante defendeu que “o essencial é que existam medidas preventivas”.

Eduardo Cabrita adiantou que as questões relacionadas com os trabalhadores agrícolas, muitos deles imigrantes, que representam grande parte dos casos de covid-19 neste concelho, não estão esquecidas pelo Governo, afirmando que: “Não é agora, não é hoje, não é essa a prioridade da cerca sanitária. Não é resolver esse problema, mas o Governo está atento”.

Recordou ainda que “um dos quatro pilares do programa do Governo é, exatamente, o desfio demográfico”, que tem, entre as suas componentes, “uma política de inclusão, de integração”, que “levou aliás à constituição, pela primeira vez, de uma secretaria de Estado para a Integração de Migrantes”.

Jorge Rosa, presidente da Câmara de Mértola, considera que a “falta de influência política leva a menos investimento público”

Zé LG, 04.05.21

imgLoader2.ashx.jpg

Jorge Rosa, presidente da Câmara de Mértola, refere o “caminho de desenvolvimento” iniciado há duas décadas, que tem permitido ver reconhecidas, “por todos”, a modernização e a evolução do concelho. O autarca manifesta ainda as condicionantes provocadas pela pandemia.

O que se modificou no concelho de Mértola, desde 2017 - o Pavilhão Expo Mértola, o projeto e a filosofia da Estação Biológica de Mértola e a Galeria da Biodiversidade. Há outros projetos em curso, como sejam o Centro Ocupacional para Deficientes; o novo Centro Escolar de Mértola; a remodelação da Avenida Aureliano Mira Fernandes. Redes de águas e esgotos e respetivos órgãos de reserva e tratamento; reparação e requalificação de parte da rede viária; remodelação em várias localidades ao nível dos arruamentos e pavimentação. Avanços no processo da navegabilidade do Rio Guadiana, na requalificação ambiental do parque mineiro de São Domingos, na eletrificação agrícola e rural.

As “obras” mais emblemáticas deste mandato - o Lar das 5 Freguesias, apesar de ainda não estar acabado; o Pavilhão Expo Mértola; o processo de eletrificação agrícola e rural.

Objetivos, ambicionados para este mandato, que poderão ficar por cumprir - nada de essencial ficou por avançar.

Principais problemas com que o concelho de Mértola se debate - Falta de influência política. Que leva a menos investimento público, menos oportunidades de emprego, menos pessoas, menos consumo e menor dinâmica empresarial. Aas alterações do clima, do aumento da desertificação física, que será um problema não regional ou nacional, mas global.

Principais desafios que o presidente da Câmara de Mértola terá pela frente - Espera-se que um presidente de câmara tenha uma perspetiva mais regional, mais aberta e estratégica, ao mesmo tempo que tem de ter capacidade de gestão, de liderança e de decisão. Dar continuidade – que em minha opinião é absolutamente vital – ao deixado trabalho encaminhado.

Cercas sanitárias no Concelho de Odemira evidenciam a opção do governo no combate à pandemia

Zé LG, 03.05.21

Desde há muito que o governo conhece os graves problemas vividos no Concelho de Odemira, designadamente nas Freguesias de Longueira/ Almograve e São Teotónio/ Zambujeira do Mar, em consequência das condições de vida dos imigrantes contratados para as explorações de agricultura intensiva e não só. E sabia, como todos, que tal situação poderia provocar o descontrolo dos contágios da COVID-19.

ODEMIRA-Cerca-Sanitaria_800x800.jpgMas, em vez de atacar os problemas na sua raiz, tomando as medidas necessárias para resolver as condições de vida dos imigrantes, designadamente as condições em que estão alojados, bem como a testagem de todos os trabalhadores e demais colaboradores das explorações agrícolas (e outras empresas) que os empregam, senão fosse possível de toda a população, ignorou os alertas feitos e só começou a testar os trabalhadores há poucos dias.

Não satisfeito com isto, o governo não considerou os imigrantes para efeitos de cálculo do número de infectados por 200 mil habitantes, nem o facto desse número já ter sido muito mais elevado e, mais uma vez, optou pelas medidas de restrição das liberdades, como sempre tem feito desde o início do combate à pandemia. Neste caso, mesmo sem estado de emergência…

Razão tem o presidente da Junta de Freguesia de São Teotónio, Dário Guerreiro, que afirmou que:São Teotónio está neste momento a ser uma vítima da incompetência deste Governo, porque parece só agora ter acordado para esta realidade.”

Presidente da Junta de Freguesia de São Teotónio culpou o Governo pela necessidade de criação de uma cerca sanitária na sua freguesia

Zé LG, 02.05.21

202104301830519587.pngSão Teotónio está neste momento a ser uma vítima da incompetência deste Governo, porque parece só agora ter acordado para esta realidade. A situação não tem sido acompanhada e não foi devidamente acautelada, mas o Governo sabe há muito tempo o que se passa nesta freguesia, afirmou Dário Guerreiro (PS), mostrando-se “surpreendido” com as declarações do primeiro-ministro, que só agora diz estar preocupado com a “sobrelotação das habitações, no que isso representa para a saúde pública e a violação gritante dos direitos humanos”.
As freguesias de São Teotónio e Almograve-Longueira estão, desde as 08:00 do dia 1 de Maio, em cerca sanitária. “O Governo tem agora as portas abertas para, definitivamente, revolver a situação que existe na freguesia e não pode continuar a fechar os olhos, tem que agir e imediatamente”, advertiu, deixando perguntas à atual ministra e ao ex-ministro da Agricultura sobre o que foi feito ou está previsto fazer para que “este problema [de habitação dos migrantes] nunca mais venha a acontecer”, já que a pandemia “pode ir embora, mas este problema vai cá ficar”.

CGTP-IN contesta falta de direitos e resposta "desequilibrada" do Governo

Zé LG, 01.05.21

safe_image.jpg

A secretária-geral da CGTP-IN afirmou hoje, na concentração do 1.º de Maio em Lisboa, que a pandemia da covid-19 “agravou muitos dos problemas” dos trabalhadores e que “a resposta do Governo” tem sido “desequilibrada”, pedindo o combate à exploração laboral.

Apontando a precariedade, o desemprego, os baixos salários e as reduzidas reformas como “realidades que já cá estavam e que se agravaram”, Isabel Camarinha criticou a resposta do Governo, que “atribui ajudas a quem deveria ser chamado a contribuir e deixa de fora muitos dos que realmente necessitam”. “Não estamos todos no mesmo barco”, reforçou.

No próximo sábado, 08 de maio, está já agendada uma manifestação nacional, a realizar no Porto, para “lutar pelos diretos, por mais emprego, pela produção nacional, pelos salários e os serviços públicos, a lutar por uma Europa dos trabalhadores e dos povos e pela afirmação da soberania”, adiantou a secretária-geral, concluindo que é aos trabalhadores que pertence o futuro.

"Basta seguir o rasto do dinheiro"

Zé LG, 29.04.21

Sem nome.png«... E não vale o argumento de que legislar agora sobre a ocultação de riqueza é legislar a quente. Como se tivéssemos descoberto a falta de criminalização do enriquecimento ilícito só com as curvas do processo Marquês. Não foi agora, foi há muito tempo, há tempo demais, que tomámos consciência de que uma lei que permita ir no encalço do dinheiro da corruipção é imprescindível. Não é, pois, por precipitação, mas sim, por responsabilidade que se deve criminalizar a ocultação de incrementos de riqueza.

A democracia não pode ficar refém dos que a querem frágil para dela se servirem ou para a liquidarem. A ambos a democracia tem de tirar o chão. e, Para isso, não precisa de inventar a roda. Basta seguir o rasto do dinheiro.»

José Manuel Pureza, in VISÃO, de 22/04.

PCP diz que “é caso para dizer, faz o que eu digo, não faças o que eu faço” na eleição dos órgãos sociais da Águas Públicas do Alentejo

Zé LG, 29.04.21

202104281104258818.jpgA Direção Regional do Alentejo (DRA) do PCP acusa a Federação do Baixo Alentejo (FBA) do PS de ter “motivações partidárias” no que se refere à eleição dos órgãos sociais da empresa Águas Públicas do Alentejo (AgdA), uma situação que remonta ao passado mês de março.

“O PS como é seu apanágio dá uma pirueta completa na sua opinião sobre este assunto, tendo, apenas, como móbil o facto de, agora, o administrador executivo em causa ser um eleito do Partido Socialista. Agora percebe-se bem quem é que tem motivações partidárias”, acusam os comunistas.

A DRA do PCP reafirma “o empenho dos comunistas em desenvolver todos os esforços para assegurar a gestão pública da água, continuando a lutar, contra as investidas do Partido Socialista que a nível da baixa aposta na transformação da água num negócio”.

Francisco Santos falou de Beja, pela primeira vez, desde que saiu da Câmara

Zé LG, 29.04.21

202104280019038775.jpgFrancisco Santos, médico, natural da freguesia de Santa Clara do Louredo (Boavista), liderou durante um mandato (2005/2009) a Câmara Municipal de Beja. A derrota nas autárquicas de 2009, apesar de ter subido a votação com que foi eleito, fê-lo regressar à medicina e à sua residência em Almada.

Pela primeira vez, desde a noite eleitoral de 19 de outubro de 2009 que ditou o seu afastamento da Câmara de Beja, Francisco Santos, aceitou dar uma entrevista onde revisita o seu mandato, os projetos que mais gosto lhe deram implementar, como o CEBAL ou a Academia Sénior, e os projetos estruturantes da região como o Aeroporto de Beja e as acessibilidades rodo/ferroviárias.

"Cabo Delgado somos nós"

Zé LG, 27.04.21

LJ 001.jpg«... o que se está a passar é uma tragédia. Há uma personagem do meu livro Estuário, um jovem, que diz que, se não se tomar cuidado, a terra será destruída por um vento de irracionalidade. O que está em Cabo Delgado a acontecer é justamente um vento de irracionalidade, que pode alastrar para outros campos. Devámos escrever em todas as paredes: "Cabo Delgado somos nós". Cabo Delgado está abandonado, aquelas pessoas estão cheias de fome. Neste momento, estou muito desiludida com a ONU. Acho fraca, acho frouxa, acho lenta, acho muito lírica, não acho ativa. A ONU não está adaptada aos dias de hoje. E António Guterres, que nos diz tanto, ou abre os olhos para a situação de Cabo Delgado ou, de facto, não fica à altura do momento. Ele lá saberá as linhas com que se cose e as dificuldades que terá, mas Ban Ki-moon (antecessor de António Guterres no cargo de secretário-geral das Nações Unidas) gritava mais alto. Guterres não está a gritar suficientemente alto. E eu, como portuguesa, precisava de que a sua voz fosse mais firme. É mais fácil falar das mudanças ambientais: hoje já toda a gente fala, até as crianças falam... É preciso rebentar as convivências internacionais, com as insensibilidades, com as indiferenças.» Lídia jorge, in VISÃO, de 22/4.

CDU de Beja quer um “futuro de progresso e um Alentejo mais desenvolvido”

Zé LG, 27.04.21

20210425170652712.jpgNo âmbito das comemorações do 47º Aniversário da Revolução de Abril, a CDU celebrou a Revolução nas Arcadas da Casa da Cultura da cidade de Beja, frisando que quer “um futuro de progresso e um Alentejo mais desenvolvido”, garantindo “a luta pelos direitos e liberdades conquistados pelos trabalhadores e pelo povo português com a Revolução de Abril” e que “as respostas mais urgentes aos problemas económicos e sociais que os trabalhadores e o povo enfrentam encontrarão soluções com a concretização de uma política que coloque de novo os valores de Abril no futuro de Portugal”.

Figueira Mendes diz que "Já superámos largamente os objetivos a que nos tínhamos proposto para este mandato autárquico" em Grândola

Zé LG, 26.04.21

imgLoader2.ashx.jpgO presidente da Câmara Municipal de Grândola, António Figueira Mendes, faz o balanço do atual mandato, referindo a concretização de “dezenas de investimentos estruturantes, em todo o concelho”.

O que se modificou no concelho de Grândola, desde 2017: o reforço dos serviços operacionais da câmara, passando a ter mais capacidade de resposta; a forte aposta na dinamização da Zona Industrial Ligeira e na captação de empresas; a aposta na educação e formação; o reforço do trabalho na área da proteção civil, defesa do ambiente, proteção animal, cultura e património, desporto, juventude, desenvolvimento social, turismo…

As “obras” mais emblemáticas deste mandato: a requalificação da Escola EB1 de Grândola e de diversas escolas rurais, do Jardim 1.º de Maio, da antiga Igreja de São Pedro – que é agora um núcleo museológico, da Biblioteca e Arquivo, da Olaria de Melides, das estradas de acesso ao Lousal e às Sobreiras Altas, a construção da estrada de ligação da Zona Industrial Ligeira (ZIL) ao IC1, da Casa Mostra de Produtos Endógenos, dos Centros Comunitários da Aldeia do Pico e de Água Derramada, entre outras.

A principal prioridade nesta “reta final” de mandato: o combate à pandemia, em estreita articulação com as autoridades de saúde, e a concretização do plano e orçamento que aprovámos para este ano, incluindo um conjunto alargado de obras, em curso que queremos que avancem o mais possível.

Os principais problemas com que o concelho de Grândola se debate: a fraca resposta ao nível dos serviços de saúde e as muito más condições da escola secundária e da escola profissional, da responsabilidade direta do Governo, que persistem há vários anos.

Os principais desafios para o quadriénio 2021/2025: dar continuidade ao grande desenvolvimento que o concelho tem assistido nos últimos anos, continuando a melhorar a qualidade de vida da população.

Agricultor “ligado à terra que respeita a identidade do local” corre o risco de extinção?

Zé LG, 26.04.21

No âmbito do Dia da Terra, o Movimento Chão Nosso exige uma alteração de políticas agrícolas e ambientais que “promovam um rumo diferente para o nosso território”, demonstrando a sua preocupação com a extinção de agricultores como os conhecemos, “um homem ligado à terra que respeita a identidade do local”, porque, “Até para aqueles que gostariam de fazer agricultura, é vantajoso alugar o terreno para estas práticas (subsidiarização que permite alugar a bom preço os terrenos a terceiros, recebendo os proprietários uma renda fixa)”, colocando em causa o futuro das suas próprias terras.

IMG_3876 - Cópia.JPG

Entre outros aspetos, o movimento refere também que “é fundamental alcançar um equilíbrio entre o modelo de produção super intensivo e um outro modelo distinto, assente numa agricultura mais conscienciosa e assente em circuitos curtos de produção e comercialização”.

"O povo soltou-se, abraçou a liberdade e ... despertou dum sono onde todos os sonhos pareciam poder transformar-se em realidade"

Zé LG, 25.04.21

transferir.jpg«Fernando Caeiros, que, com 20 anos, fez parte da comissão administrativa da Câmara Municipal de Castro Verde e, depois, em 1976, foi eleito presidente da autarquia (cargo para o qual foi reeleito ao longo de mais de 30 anos), escreveu sobre esses dias: “Com o derrube da ditadura pelos militares de Abril, o povo soltou--se, abraçou a liberdade e a democracia despertou dum sono onde todos os sonhos pareciam poder transformar-se em realidade. É neste ambiente que se lançam as fundações de um novo poder local, parcela do Estado mais próxima dos cidadãos, onde caíam todas as reivindicações, sempre acompanhadas dum surpreendente voluntarismo e imaginação, bastas vezes sob a batuta das mulheres ou de informais comissões de moradores que pululavam por todo território. Despertava um tempo novo, democrático e anticolonial, cheiinho de manifestações de generosidade, onde até alguns dos apoiantes do ‘Estado Novo’ envergavam o casaquinho da democracia, com o cravinho a pontuar na lapela, com militares e guardas-republicanos ao lado do povo, rendidos à liberdade, afrontando o RDM de cravo vermelho ao peito”.»

Trecho do texto “Eleições autárquicas de 1976 marcaram nascimento do Poder Local democrático”, in Diário do Alentejo | 23 abril 2021.