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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

OM criou grupo de trabalho para responder à falta de médicos nas zonas de baixa densidade

Zé LG, 15.09.25

Ordem_dos_Médicos.pngA Ordem dos Médicos (OM) lançou um grupo de trabalho que vai apresentar uma resposta para a falta de clínicos nas zonas de baixa densidade populacional, revelou o bastonário, dando o exemplo de zonas como o Alentejo que enfrentam a carência de clínicos e onde se estão “a perder muitas especialidades médicas”. Disse que “Não queremos ter todas as especialidades em todas as áreas do país, não é possível”, mas tem de haver “uma boa rede de referência das várias especialidades” e “uma base de resposta que possa tratar dos doentes, pelo menos numa primeira fase", esclarecendo que “tanto nos cuidados de saúde primários, como nos cuidados hospitalares, isso não está a acontecer”. Carlos Cortes informou ainda que a OM vai também apresentar, nas próximas semanas, ao Governo e aos grupos parlamentares, um conjunto de 20 medidas para “ajudar a ultrapassar problemas” do setor e uma proposta para a nova carreira médica.

“Profundamente revoltante e desonesto”

Zé LG, 29.06.25

236102799defaultlarge_1024.jpg"O absurdo, de contornos quase kafkianos, surge quando, perante esta tragédia, se decide responsabilizar precisamente aqueles que, em pleno caos e condições particularmente adversas, procuraram cumprir o seu dever profissional e ético. Um médico e uma técnica de emergência, que aceitaram estar de serviço nesse dia conturbado, são inesperadamente apontados como culpados, transformados em verdadeiros bodes expiatórios numa inversão chocante da realidade", reagiu Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos, à nota do Ministério da Saúde dizendo que "a eventual demora na chegada do socorro do INEM, e ao contrário do que foi aventado por alguns, não é atribuída à existência de greve no INEM, nem sequer a uma demora no atendimento da chamada pelo CODU", e que "as causas da demora" estarão relacionadas "com a alegada "falta de zelo, de cuidado e de diligência" de dois profissionais que intervieram no processo de socorro".

“Garantir a independência da Ordem dos Médicos: Haja decência!”

Zé LG, 07.05.25

OM.png“Neste momento de crise na saúde os (mais de mil) médicos signatários vêm manifestar a sua determinação em contribuir para a independência da Ordem dos Médicos (OM) em relação ao poder político”, exigindo ao seu Bastonário que sejam tomadas “as iniciativas adequadas ao bom nome e preservação da decência a que esta instituição se obriga”, face à “existência de conflitos de interesse em vários dirigentes da Secção Regional do Norte (SRN)”, pondo em causa a sua independência, porque “Quando o Ministério da Saúde introduz ao mais alto nível decisório e de aconselhamento pessoas com elevadas funções nos órgãos dirigentes da OM viola um saudável princípio de distanciamento e compromete irremediavelmente a independência que esta instituição deve manter. Todos os comentários perdem sentido quando se argumenta em causa própria. Haja decência!” Veja aqui o texto e os signatários.

Eduardo Barroso propôs à OM “um grande debate ...para a qualidade dos cuidados médicos”

Zé LG, 07.01.24

cimu8vbae5zg.png“A OM tem responsabilidades óbvias, quer aceitando numerus clausus em largos períodos da sua existência, não apostou como devia no prestígio e manutenção das carreiras médicas, ... Propôs e aceitou grelhas burocráticas de avaliação que não só não premiavam os melhores, como eram facilmente impugnados os resultados. Nunca teve uma palavra na defesa dos Centros de Referência, nem nunca denunciou a competição desleal dos privados, ao poderem ir buscar os especialistas aos hospitais públicos, sem ter de indemnizar o Estado pelo esforço financeiro do custo dessa formação. Competia também à nossa Ordem, apoiar a permanência dos jovens especialistas formados nos hospitais públicos, um tempo de permanência obrigatória no SNS, antes de poderem aceitar trabalhar no privado ou no estrangeiro. Nunca vi a OM defender modelos organizacionais multidisciplinares, essenciais para a formação correta dos jovens especialistas. ... Proponha-se um grande debate dentro da classe, aberto a todos os que quiserem participar, até com o patrocínio do PR, ..., e era a altura certa. Repor as carreiras com dignidade e dando-lhes prestigio, ajudando a reter os profissionais no SNS, combatendo a competição completamente desleal dos privados, obrigando-os a ter regras e não saquearem o público, modernizar a formação, prestigiar exames e concursos acabando com grelhas que envergonham e não premeiam os melhores. ” Eduardo Barroso, aqui.