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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Não dispenso ouvir o Dr. António Silva Graça

Zé LG, 19.05.20

ASG_page-0001.jpgOuvir a opinião diária, no Telejornal, do infecciologista António Silva Graça tornou-se para mim um ritual que não dispenso. Não o conhecia mas a clareza e a sensatez das suas opiniões fundamentadas, contrastando com a de muitos outros comentadores, tornou-se indispoensável para a compreensão da COVID-19 e a da sua evolução.

Tribunal de Trabalho de Beja dá razão a Paulo Barriga e condena CIMBAL a indemnizá-lo

Zé LG, 13.05.20

201811021734494317 PB.jpgNo final de 2018, quando Paulo Barriga ainda era director do Diário do Alentejo, a CIMBAL abriu concurso para o lugar, que ele contestou, considerando que o concurso estava viciado, porque os critérios eram um “casaco feito à medida de alguém” e que “havia um gato escondido com rabo de fora”.

Ontem, dia 12 de maio, o jornalista Paulo Barriga ficou a conhecer a sentença, em que o Tribunal de Trabalho de Beja lhe deu razão,  reconhecendo a ilicitude do seu despedimento pela CIMBAL, devido ao contrato de trabalho ainda estar vigor na altura, pelo que condenou a CIMBAL a indemnizar o trabalhador pelas retribuições que deixou de auferir, incluindo férias, subsidio de férias e de natal, dias de férias não gozadas e respetivo subsidio e outras compensações, no valor de dezenas de milhares de euros. A CIMBAL foi ainda comndenada ao pagamento das custas por ter saído vencida.

Hotel alentejano Craveiral Farmhouse em destaque na imprensa internacional por manter as portas abertas em plena pandemia

Zé LG, 26.04.20

Com cerca de dois anos, o hotel de São Teotónio, na costa alentejana, optou por continuar a funcionar implementando todas as recomendações das autoridades de saúde e sendo assim capaz de manter todos os postos de trabalho.

craveiral.pngNuma entrevista à CNN, o fundador do Craveiral Farmhouse, Pedro Franca Pinto disse que tentaram “Cumprir e manter os princípios de integridade e sustentabilidade é o nosso maior património e é a nossa maneira de continuar a agregar valor ao projeto, apesar de todas as perdas de rendimento”. Já antes, o Craveiral fora notícia na rádio britânico Monocle, pelas mesmas razões, numa altura em que estão hospedadas quatro famílias no Craveiral Farmhouse, e que já lá estavam desde o início da imposição do isolamento social.

O espaço conta ainda com 38 casas isoladas e que foram postas à disposição das Autoridades Portuguesas e de todas as pessoas da região para cuidados profiláticos, quarentenas obrigatórias e hospitalização domiciliária.

“Se não existisse o SNS, não imagino como estaríamos”, afirma Ana Matos Pires

Zé LG, 18.04.20

imgLoader2.ashx amp.jpgAna Matos Pires, diretora do Serviço de Psiquiatria da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (Ulsba), coordenadora da Saúde Mental da Administração Regional de Saúde do Alentejo e assessora do Programa Nacional para a Saúde Mental, fala do impacto da covid-19 na saúde mental dos portugueses, considerando expectável que “a mudança abrupta do nosso estilo de vida” traga um aumento de perturbações mentais. Entre muitas outras considerações, a psiquiatra refere que a situação prova “a absoluta necessidade” de um Serviço Nacional de Saúde robusto, no “contexto da resposta de saúde no País”. Expressa a importância de as famílias reforçarem os contactos entre si, da maneira possível, no dia-a-dia bem como nesta quadra de Páscoa atípica e apela, simultaneamente, para que se fique em casa.

Leia a entrevista de Ana Matos Pires ao jornalista José Serrano, do Diário do Alentejo.

José Miguel Júdice disse o que eu penso

Zé LG, 07.04.20

Acabei de ouvir José Miguel Júdice, no seu comentário semanal na SIC, dizer algumas coisas, que eu penso e tenho dito às pessoas com quem lido, sobre a evolução da actual pandemia em Portugal, ou seja, para além de outras:

- As mortes devidas exclusivamente à Covid - 19 e mesmo as causadas pela conjugação desta com outras doenças, sempre a lamentar, não serão tantas quantas as causadas por outras doenças, incluindo a gripe vulgar;

- É preciso e urgente retomar a normalidade do tratamento de outras doenças graves, que estão a matar muita gente por falta de acompanhamento /assistência;

- O confinamento não deverá demorar muito tempo (para além deste mês) sob pena dos danos serem superiores às vantagens da medida, devendo manter-se apenas para os grupos de maiores riscos (idosos, doentes crónicos);

- As decisões devem ser tomadas pelo governo, ouvindo naturalmente os especialistas, ponderando as diversas implicações, lembrando a propósito o encerramento das escolas no dia seguinte aos especialistas terem dito que não deviam fechar.

Nada disto deve ser entendido como um convite ao abrandamento dos cuidados a ter. Antes pelo contrário, o que escrevi atrás só faz sentido no pressuposto de que a evolução do comportamento das pessoas e dos resultados da doença vão continuar como até aqui.

Lay Off para os Funcionários Públicos?!

Zé LG, 06.04.20

Porque tenho ouvido pessoas a perguntar porque é que o governo não coloca, transcrevo aqui este texto de RuiMCB, do Economia e Finanças, que os pode ajudar a esclarecer.

Ode a João Vieira Pereira: Lay On para os FP

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Ode a João Vieira Pereira! O João, no seu editorial de hoje no Expresso indigna-se por os funcionários do Estado não estarem a contribuir para o sacrifício nacional pois não há um único em lay off com corte de salário (que seria pago pelo mesmo Estado). De quem falará ele?

Diz que não é dos 30.569 médicos, nem dos 49.022 enfermeiros. Nem será dos 9.670 técnicos de diagnóstico e terapêutica. Bem como dos 1.962 técnicos superiores de saúde. Também não será dos 51366 polícias das forças de segurança ou dos 1.548 polícias municipais. Ou dos 2.292 Bombeiros.

Se bem percebi também não fala dos 136.150 professores dos vários níveis de ensino básico e secundário que continuam a dar aulas à distância e a preparar o que aí vem. Ou dos 15.241 docentes universitários e 10.470 docentes superior politécnico que continuam com aulas não presenciais.

Continue a ler o resto resto do texto, porque vale a pena.

“Vamos Vencer a Pandemia”, uma campanha que aborda questões da saúde mental

Zé LG, 05.04.20

202004011106158385 mental.jpg... que arrancou na passada quinta-feira, numa parceria do Serviço de Psiquiatria da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) e a Rádio Voz da Planície.

Lançar algumas recomendações dirigidas, essencialmente, à população em geral, relativamente à preservação da saúde mental, tanto quanto possível, neste momento, é a ideia da campanha “Vamos vencer a pandemia”, tal como explica Ana Matos Pires, frisando que o objetivo passa por ajudar a comunidade, nesta altura, de risco acrescido, em particular, para a doença mental.