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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O PREC ou a contra-revolução?

Zé LG, 24.04.24

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgMeio século depois, recordamos o país que Portugal era antes da Revolução do 25 de Abril, as portas que este abriu e algumas das quais que voltaram a ser encerradas.
Portugal, governado por uma ditadura durante 48 anos, era um país muito atrasado e fechado ao mundo.
Não haviam liberdades de expressão, de imprensa, de reunião, sindical, nem quaisquer outras. Tudo e todos eram vigiados e controlados pela polícia política e por uma rede de bufos. E quem ousava criticar o regime e os seus representantes arriscava ser preso, torturado e até morto, como aconteceu a alguns anti-fascistas.

 

“nada me move contra as pessoas que defendem um determinado modelo de organização familiar”

Zé LG, 18.04.24

Sem nome (55).png«O que me parece estar em causa é uma tentativa de regresso a um conjunto de valores que garantiam a hegemonia de uns poucos que, nostálgicos desse poder, sentem agora o chão seguro para reverter o que entretanto se alcançou. Porque tudo na vida, caríssimos ouvintes, é política e, se é política, é ideologia e, sendo-o, pode e deve ser confrontada e combatida.» Assim termina a sua crónica Rui Óscar Teixeira, aqui.

“após 50 anos de caminho, voltam os fantasmas do passado”

Zé LG, 14.04.24

Leopoldina.png«E não consigo deixar de sentir uma revolta enorme ao pensar em todas aquelas pessoas que lutaram e deram até a vida para agora chegarmos “ao estado a que chegamos”, parafraseando Salgueiro Maia. Voltaram a normalizar-se atitudes racistas e xenófobas. Voltaram a sair dos armários discursos bafientos de ódio contra migrantes, ciganos, pessoas LGBTIA+, Mulheres. Volta a elogiar-se o papel da mulher como “dona de casa” - ao invés de a valorizar como a dona DA casa, já que é maioritariamente ela que a limpa e cuida da família que a habita - a glorificar-se o papel da mãe, ou seja, a mulher como aparelho reprodutor, que à custa das narrativas do instinto maternal e do “amor e carinho” é uma faz-tudo nas tarefas de limpeza e cuidado, sem nada receber em troca a não ser a manutenção do elevado número de crimes de violência de género e a hipótese de reversão a lei do aborto. Pois é, manobras de distração para nos desfocar da deterioração no investimento no SNS e na escola pública, da decrescente qualidade de vida de milhares de pessoas, em contraste com os lucros desmesurados das grandes empresas, apesar de toda a informação, apesar da consciência das desigualdades, apesar da crise climática.» Leopoldina Almeida, aqui.

“não consigo ficar indiferente ao rumo que a nossa história pode tomar”

Zé LG, 11.04.24

Leopoldina.png«50 anos são muitos dias. E todos os dias contam. Tenho esperança que este arrombo na nossa democracia nos possa fazer abanar e agir. A democracia tem que ser uma prática diária, vivida em casa, na escola, nas assembleias, nos coletivos, nas associações, nas instituições, nas ruas. É uma luta constante. Talvez nos tenhamos esquecido disso por uns tempos… Mas é urgente recordar-nos, pois corremos o risco de não ter garantido o dia 25 de Abril de 2025, 2026, 2027... Até que tenha que surgir um novo dia, num novo mês, num novo ano para voltarmos a comemorar!» Leopoldina Almeida, aqui.

É fundamental celebrar Abril

Zé LG, 10.04.24

abril.png«É fundamental celebrar Abril, lutar pela preservação da memória dos acontecimentos que, em 1974 e 1975, contribuíram então e nos anos seguintes para as transformações profundas do País e do seu relacionamento com outros Estados no mundo. E, deste modo, combater falsificações, manipulações e silenciamentos da História. ...
Hoje, num tempo em que lavram duas guerras, uma na Ucrânia e outra no Médio Oriente, que de um momento para outro podem alastrar, e em que forças de extrema-direita e fascistas ressurgem na Europa e no mundo, tão importante como celebrar os 50 anos da Revolução de Abril é continuar a defender os seus valores e a lutar pela sua concretização e consolidação – valores como a liberdade, a democracia, o desenvolvimento, a justiça social e, sobretudo, a paz.»                       Carlos Lopes Pereira, aqui.

“A esquerda tem de ser reponsabilizada pelo que ofereceu de bandeja”

Zé LG, 05.04.24

1588860203550.jpg«A esquerda tem de ser reponsabilizada pelo que ofereceu de bandeja hoje: a incapacidade de se entender após a "Geringonça"; uma maioria absoluta gerida com amadorismo e sem integridade em muitos setores da governação; posições controversas sobre a guerra na Ucrânia; uma agenda exposta de forma arrogante, como se bastassem as certezas quanto ao seu brilhantismo para que todo um povo as aplaudisse como avanços civilizacionais que são. Parte da esquerda não percebeu o povo português nos anos seguintes ao 25 de Abril. Não, a revolução não estava madura. Como nunca esteve. Passaram 50 anos e a culpa é apenas do povo que não percebe o bem que a esquerda lhe faz?» - trecho de um texto de Miguel Carvalho, jornalista freelancer.