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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

A CADEIRA E A VIDA, de António Vilhena

Zé LG, 20.05.22

22687938_112235742873964_8205962711830460295_n.jpg«... Tenho, ainda, na memória a imagem da minha primeira cadeira, quando a minha avó, Maria Luísa, me levava, depois das aulas da escola primária, para a casa da menina Bia, em Beja, uma espécie de explicadora ou de ATL dos tempos modernos. A minha avó comprou-me uma cadeirinha azul, onde escorriam algumas flores pintadas. Ao final das aulas lá ia eu fazer os trabalhos de casa com a professora, amiga da minha avó. Sentava-me com uma ardósia sobre os joelhos e, assim, passava as tardes a fazer contas de somar e subtrair. Ao final do dia, arrumava a cadeirinha azul num canto até ao dia seguinte. Com o tempo a cadeira ficou pequena, o mundo mudou, a minha avó reformou-se e eu cresci, quiçá, para compreender a relação entre a cadeira e a minha avó, que foi lavadeira no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Beja. Levou uma vida em pé a precisar, também, de uma cadeira.»                                                                                                             Final da Crónica de António Vilhena, publicada no Diário de Coimbra, dia 19 de Maio de 2022)

João Céu e Silva, com o romance «Guadiana», venceu 3ª edição do Prémio Literário Joaquim Mestre

Zé LG, 16.04.22

joão-céu-e-silva-768x512.jpgDe acordo com o júri, a obra vencedora “é um texto sólido e consistente do ponto de vista da escrita e do enredo, com uma trama bem construída, com boa interligação entre os momentos narrativos e com um final surpreendente”.

João Céu e Silva nasceu em Alpiarça em 1959, e viveu no Rio de Janeiro, onde se licenciou em História. Desde 1989 que é jornalista e colaborador do Diário de Notícias. Recebeu em 2021 o Prémio Carreira de Jornalismo do festival literário Escritaria e publicou neste mesmo ano Uma Longa Viagem com Vasco Pulido Valente, o sexto volume de uma série, que conta com vários autores.

O júri atribuiu ainda uma menção honrosa ao original «Para lá do sol-posto», da autoria de António José da Costa Neves.

"À Conversa" sobre o Escritor e o Livro "António dos Olhos Tristes", em Cuba

Zé LG, 03.03.22

Cartaz_ Antonio_dos_olhos_tristes.jpg

«António dos Olhos Tristes tem palavras absolutamente actuais, como esta pequena

síntese:

Ele, e outros da aldeia, ouviam Mestre Regedor a explicar “(...) quem era o Hitler,

Roosevelt (...) e essa gente toda que fazia a guerra (...)”

Perguntas de António dos Olhos Tristes:

- “E essa gente que faz as guerras conhece-se toda uma à outra?”

- “Então porque é que se matam?

- Os generais “Dão as ordens para os homens deles matarem pessoas que nunca se

ofenderam nem roubaram?” (...)

Como o Mestre Regedor referiu que “É matar quem atirar primeiro, quem tiver mais

material de fogo ...”

António diz: “Então porque é que esses generais não mandam os homens deles

falarem com os homens das outras partes do mundo pra ver o que é melhor pra todos,

cada qual a dar a sua ideia (...)”»

Francisca Bicho / adaptação

Santiago Macias vai publicar “MEMÓRIAS AUTÁRQUICAS”

Zé LG, 05.02.22

aviu.jpg«… Anunciei, há uns anos, a intenção de escrever um livro sobre a minha experiência autárquica. ... Os temas procuram ser claros e objetivos: porque se atrasam os planos de ordenamento? Porque falham, por vezes, os planos de pormenor? Como se financiaram os projetos comunitários? Qual a importância da reabilitação urbana? Qual foi a evolução da dívida da Câmara? Qual foi a evolução dos prazos de pagamento? Como é que as despesas correntes condicionam a nossa atuação? Porque é que os outros concelhos são sempre “melhores” que o nosso (Reguengos!, esse fantástico e falido farol…)? Porque atuei daquela forma enquanto presidente? … Um livro assim tem de ser, ou tentar ser, um exercício de verdade. Não é um panegírico nem uma autoflagelação. Só se quer a verdade, nua e crua. Por muito difícil que possa ser. ...»  Santiago Macias, Crónica em "A Planície", aqui.

Apresentação pública em Cuba do livro de BD Fialho de Almeida – Um Homem Sem Medo

Zé LG, 03.12.21

apresentação banda desenhada fialho.jpg

Na sequência da apresentação da BD Fialho de Almeida – Um Homem Sem Medo, no Festival de BD da Amadora (1-11-2021; Paulo Monteiro e Francisca Bicho), bem como das 5 primeiras sessões já realizadas com Alunos (2ºs e 3ºs. Ciclos) do Agrupamento de Escolas de Cuba, foi agendada, entre a Associação e o Autor, Paulo Monteiro, a apresentação pública em Cuba.

Médica da ULSBA publica livro sobre “saúde mental para todos”

Zé LG, 27.11.21

Livro-Não-Há-Mal-que-sempre-dure-1-768x576.jpg“Não há mal que sempre dure” é o título do livro, recentemente, publicado da autoria de Mariana Duarte Mangas, médica interna da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), e recém especialista em Psiquiatria, com o apoio do Programa Nacional para a Saúde Mental.
O livro “dirigido a pequenos e graúdos”, aborda a saúde mental de forma simples, “numa linguagem acessível a todas e a todos, ancorada num trabalho artístico de excelente qualidade estética” tal como destaca Ana Matos Pires, Diretora do Serviço de Psiquiatria da ULSBA, no prefácio do livro. O posfácio é de Júlio Machado Vaz, médico psiquiatra e sexólogo

Ser comunista

Zé LG, 21.11.21

Ser Comunista 001.jpgA cada um segundo o seu trabalho, de cada um segundo a sua capacidade, a cada um segundo as suas necessidades, parecem-me ideias justas, por que vale a pena lutar. Ter como objectivo acabar com a exploração do homem pelo homem, combatendo as desigualdades e pela inclusão parece-me um caminho correcto para alcançar a justiça social. Sei bem que são frases feitas, mas que consubstanciam todo um programa político profundamente humanista, porque visa a emancipação da pessoa humana. Idealista? Certamente que sim! Mas quando deixarmos de prosseguir os nossos ideais e nos acomodarmos ao estabelecido, ao “sempre foi assim e sempre assim será” desistimos de ter um sentido para a vida. Pelo menos, um sentido com sentido.

Prazo para entrega de originais para a 3ª edição do Prémio Literário Joaquim Mestre decorre até ao fim do ano

Zé LG, 02.11.21

202107021023209126.PNGDe acordo com o respectivo regulamento, podem concorrer maiores de 18 anos, portugueses ou estrangeiros a residir em Portugal, a modalidade a concurso é Romance, e o prazo para entrega de originais decorre até 31 de dezembro de 2021. O valor do prémio é de 3000 euros, ao qual acresce a publicação da obra numa editora de referência.

Este Prémio, com uma periodicidade bienal, é instituído pela ASSESTA - Associação de Escritores do Alentejo, em parceria com a Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlentejo) e com o apoio do Município Beja.