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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“O Valor da Liberdade e da Democracia”

Zé LG, 19.04.24

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é o título do livro que reúne os textos de alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico ao Ensino Secundário, 12 premiados e oito finalistas, do Prémio Literário Infantil e Juvenil ASSESTA, criado no âmbito da Promoção do Sucesso Escolar, numa parceria entre a CIMBAL e a ASSESTA. Com o objetivo de “fomentar o gosto pela leitura e escrita, a promoção da Língua Portuguesa e incentivar a criação literária sobre temáticas de carácter global e identitário”, o prémio teve como destinatários os alunos de todos os Agrupamentos de Escolas, Escolas Não Agrupadas e Escolas Profissionais dos municípios que integram a CIMBAL. Ontem, numa Sessão Pública, foram revelados os 12 vencedores e os oito finalistas, pertencentes a quatro escalões diferentes – 1.º Ciclo, 2.º Ciclo, 3.º Ciclo e Ensino Secundário. 

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Sejam todos felizes!

Zé LG, 12.04.24

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“O livro Identidade e Família criou um terramoto. Aproveitamento político e acusações de radicalismo apanharam os autores de surpresa.” - leia tudo aqui.
Porque é que se mostram tão ofendidos com as críticas recebidas? Ao escreverem (alguns) textos com uma visão contrária, ou diferente, da que tem vindo a fazer caminho, criticaram os que defendem este caminho. Estão no seu direito. Mas só eles é que devem ter direito a defender as suas visões e posições e quem tem visões e posições diferentes das suas não as pode criticar e contestar?  Convidar Pedro Passos Coelho para escrever (recusou) e fazer a(quela) apresentação do livro foi inocente? Juntar as figuras que juntou, pelas posições que defendem, não só - e, nalguns casos, nem sequer -, em relação ao tema do livro mas, principalmente, políticas que estão na ordem do dia, foi inocente? Querem-nos tratar como parvos? É evidente que mais do que o livro – cujos textos naturalmente podem e devem ser criticados , foi o contexto criado para a sua apresentação que merece, e sem sido, criticado por todos aqueles que não querem o regresso a um passado de triste memória. Há mais vida para além de “deus, pátria e família”. Não queiram obrigar-nos a todos a viver de acordo com os vossos conceitos. No caso do tema do livro, é simples: que cada um viva com a família que quer, que cria, que ama, com quem procura a felicidade. Sejam todos felizes!

"O Fim da Vergonha - Como a direita radical se normalizou"

Zé LG, 08.04.24

IMG_20240408_212006.jpgÉ o título do livro de Vicente Valentim, investigador no departamento de Ciência Políticada Universidade de Oxford, onde "escreve que havia muitas pessoas que estavam silenciadas. A sua tese central contraria a explicação dominante do voto de protesto. Para o autor, há uma parte do eleitorado que expressa agora o seu apoio público à direita radical, mas antes já tinha essas ideias em privado - faltava-lhe era o à-vontade para as manifestar em público, por causa da pressão social." Respigado da VISÃO de 28-03-2024.

José Calado lança “Alentejo de Honra – uma História do Vinho do Alentejo”

Zé LG, 04.04.24

Alentejo de Honra.pngO livro “Alentejo de Honra – uma História do Vinho do Alentejo” vai ser lançado, no próximo dia 5 de abril, na sede da Rota dos Vinhos, em Évora. Da autoria e fruto de um trabalho de investigação de cerca de doze anos de José Calado, procura traçar a evolução histórica da vitivinicultura regional nos últimos oitocentos anos e “contribuir para a valorização do presente e para a promoção futura do setor vitivinícola e de toda a região do Alentejo.”

"A origem das desigualdades"

Zé LG, 03.03.24

Sem nome (28).pngPara o economista-estrela, autor de O Capital no Século XXI, as desigualdades nascem mais de fatores socioeconómicos do que de fatores naturais, dos quais os recursos geográficos são exemplo. “O exemplo da Suécia, considerado um dos países mais igualitários do mundo, é interessante a este respeito. Alguns atribuem este facto às características intemporais do país, a uma cultura que é por natureza asepta da igualdade. Porém, na realidade, a Suécia foi durante muito tempo um dos países mais desiguais da Europa, com uma impressionante sofistificação na organização da sua desigualdade. Esta situação transformou-se muito rapidamente no segundo terço do século XX, em resultado de uma mobilização política e social, com a chegada ao poder do partido social-democrata, no início da década de 1930. Este partido social-democrata, que governou durante meio século, colocou a capacidade estatal da Suécia ao serviço de um projeto político completamente diferenteda ordem anteriormente vigente. A Suécia representa, neste contexto, um caso interessante que mata pela raiz a crença em qualquer determinismo a longo prazo, decorrente de fatores naturais ou mesmo culturais,responsável pelo facto de algumas sociedades serem eternamente igualitárias, ao contrário de outras, eternamente desiguais, como a Índia, por exemplo. As construções sociais e políticas estão sujeitas a mudanças, e por vezes de forma muito mais célere do que supõem os observadores contemporâneos – nomeadamente os vencedores do sistema, os grupos dominantes que, por razões óbvias,tendem a normalizar as desigualdades, apresentando-as como imutáveis e alertando contra qualquer mudança que possa ameaçar esta confortável harmonia. A realidade é bastante mais dinâmica e encontra-se em permanente reconstruçlão: é o resultado de relações de poder, compromissos institucionais e bifurcações inacabadas.”               Do novo livro de Thomas Piketty, de que a VISÃO pré-publicou dois capítulos, aqui.

“Mal sabia esse jovem que, dois meses depois, tudo iria mudar: a Revolução.”

Zé LG, 10.02.24

175341301_5332585400150219_6127023112928031226_n.jpg«Entretanto, num espaço que comecei a frequentar em novembro desse ano (1973) – o Centro de Juventude -, lia o Diário de Lisboa, jornal oposicionista.
Um dia, em Outubro ou Novembro, entrei timidamente na redação do Diário do Alentejo, instalada na Praça da República, no mesmo prédio da livraria e da gráfica que o imprimia. Lá estavam o José Moedas e o Manuel Sousa Tavares, cujos escritos eu admirava. E, ao fundo, o diretor, Melo Garrido, a quem me dirigi, falando-lhe do meu gosto pelos jornais, da intenção de ser jornalista e de como gostaria de ver publicado no Diário do Alentejo algo da minha autoria. Disse-me, então, para lhe enviar um texto, para ele analisar e decidir sobre a sua publicação. Assim fiz e, no dia 23 de Dezembro desse ano, era publicado um conto com o título “A Moda”, de que retiro estas citações: “ Sorte malvada, dizia ele. Até já lhe morrera um moço na tropa e agora já lá estava outro (…) Não queria trabalhar. Os ricos que o fizessem. Nele, já ninguém punha as mãos em cima. “
... nestas duas frases de um jovem de 15 anos, estava, afinal, a forma como iria encarar o futuro, fruto das vivências e das circunstâncias, em parte (pequena) aqui relatadas: a aldeia, a escola, os livros e os jornais. Mal sabia esse jovem que, dois meses depois, tudo iria mudar: a Revolução.» José Filipe Murteira, aqui.