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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Livro Novo dos Usos e Costumes da Freguesia de Santa Catharina de Pardaes” disponível na Câmara Municipal de Vila Viçosa

Zé LG, 06.09.20

Livro Novo dos Usos e Costumes da Freguesia de SanA Câmara Municipal e as Edições Vieira da Silva editaram o “LIVRO NOVO DOS USOS E COSTUMES DA FREGUESIA DE SANTA CATHARINA DE PARDAES”, uma análise, enquadramento e transcrição do manuscrito do Padre Joaquim Espanca, que contem informações detalhadas sobre esta freguesia de Vila Viçosa, nos séculos XVIII e XIX, que resultou de um projeto de investigação desenvolvido por Rute Pardal e Tiago Salgueiro, durante os últimos quatro anos, no Arquivo Histórico Municipal de Vila Viçosa, onde se encontra o documento original.

No centésimo aniversário do nascimento do Poeta Raul de Carvalho

Zé LG, 04.09.20

raul252bcarvalho.jpg...

Terra de alqueives, ou monda, ou de pousio,

Terra de largos trigueirais ao sol,

— Quem vos mandou contaminar-me,

E para sempre, do vosso resplendor?...

 

Poalha luminosa, mas agreste;

Folha de zinco em brasa; imensidão;

A toda a volta — Tanto em vós como em mim —

Implantou Deus a solidão.

 

Solidão! de hastes curvas no silêncio

Que dá a volta inteira à terra inteira,

Solidão que eu invoco como se

Vos conhecesse pela primeira vez!...

 

Subo os degraus a medo; páro e ouço...

O que ouço eu? a voz dos sinos? minha mãe?

É com palavras simples e em segredo

Que eu beijo a terra onde nasci também,

In: Perdão, que pode ler todo aqui.

Raul de Carvalho morreu há 40 anos

Zé LG, 03.09.20

imgLoader.ashx RC.jpgRaul de Carvalho nasceu em Alvito faz amanhã 100 anos, onde começou a redigir os primeiros versos.

O poeta conta com vinte e uma obras publicadas em vida e duas ainda a título póstumo.

A preocupação com a condição dos mais desprotegidos é uma constante na vida do poeta, tendo estado ligado a protestos contra a Lei da Segurança Interna, com Natália Correia, Ruy Cinatti e Augusto Abelaira.

A sua inclinação artística pela pintura e pela fotografia fez-se sentir durante os anos vividos em Lisboa.

Raul de Carvalho morreu a 3 de Setembro, na véspera do seu sexagésimo quarto aniversário.

“quem gosta de Portugal jamais diz ‘Vão!’, antes diz ‘Venham!’”

Zé LG, 18.08.20

escritores.pngUm conjunto de quase 200 escritores de língua portuguesa exigiu hoje que sejam assumidos compromissos políticos para impedir uma “escalada” do populismo, da violência e da xenofobia, e apelou aos agentes democráticos para que contrariem estas ameaças ressurgentes.

“Temos de reagir antes que seja tarde. E usar as palavras contra o insidioso ataque à democracia, ao multiculturalismo, à justiça social, à tolerância, à inclusão, à igualdade entre géneros, à liberdade de expressão e ao debate aberto”, escrevem os autores, realçando que “quem gosta de Portugal jamais diz ‘Vão!’, antes diz ‘Venham!’”.

Ana Paula Fitas apresenta livro “Landroal d´Encantar”, no Dia da Criança, no Castelo de Alandroal

Zé LG, 31.05.20

hbuh.jpgAlandroal prepara-se para celebrar o 1 de junho, Dia Mundial da Criança, com o lançamento de um livro de contos infantis que junta velhas e novas histórias de um Alandroal "terra de mitos e lendas sem fim que são o resultado de uma combinação única de heranças culturais diversas e cultos antigos". “Landroal d´Encantar”, é assim que se chama o livro, é da autoria de Ana Paula Fitas e ilustrado por Andreia Albernaz Valente.
Simbolicamente, será realizada uma breve cerimónia de lançamento da obra, no castelo de Alandroal, pelas 11h30 do dia 1 de Junho, dia da Criança, com a presença da Diretora Regional de Cultura, Ana Paula Amendoeira e do Presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, assim como da autora, a ilustradora e o editor da obra.

“À descoberta com a Francisca”

Zé LG, 29.04.20

94365315_2843912225644479_2437291131847835648_n fr… é o nome do novo livro digital de sensibilização ambiental da EMAS de Beja. Trata-se de um projecto, direccionado aos mais novos, que pretende promover através da literacia infantil o conhecimento, despertando a consciência dos leitores de palmo e meio para as questões ambientais.

A EMAS considera que “os novos tempos desafiam-nos a novas respostas e este projecto pretende ser pelos seus conteúdos pedagógicos uma ferramenta útil a toda a comunidade escolar”.

As missões sugeridas pela Francisca, a nova amiga dos Heróis da Água, podem ser realizadas em casa e em família, neste período de confinamento social em que ler se assume como uma das actividades mais importantes para uma mente saudável.

O livro é gratuito e pode ser acedido através da página de facebook da EMAS de Beja.

EDIA já tem disponível o Anuário Agrícola de Alqueva 2019

Zé LG, 25.02.20

AnuarioAgricolaAlqueva2019 (1).jpgTrata-se de uma “ferramenta” que se assume cada vez mais como uma forma de auxiliar agricultores e investidores a desenvolverem actividades agrícolas sustentáveis. O documento sistematiza informação das várias culturas e variedades com potencial agrícola em Alqueva, a sua rentabilidade económica, bem como, análises às tendências variáveis de mercados nacionais e internacionais.

Consultar em: https://www.edia.pt/…/o-que-fazemos/apoio…/anuario-agricola/

“Eu Solidão” vencedor 2ª edição do Prémio Literário Joaquim Mestre

Zé LG, 09.02.20

202002041806404176.jpgJá é conhecido o vencedor da 2ª edição do Prémio Literário Joaquim Mestre. O original, vencedor, chama-se “Eu Solidão” e é da autoria de Maria Luísa Santos, de 68 anos, natural do Porto. A cerimónia pública de entrega do prémio acontecerá em Beja, na Biblioteca Municipal José Saramago, durante o mês de abril, em data a confirmar. 

O Prémio Literário Joaquim Mestre teve a sua primeira edição em 2018 e que é instituído pela ASSESTA – Associação de Escritores do Alentejo, em parceria com a DRCAlentejo – Direção Regional de Cultura do Alentejo, contando com a colaboração do Município de Beja.

NOTA: Figueira Mestre faria hoje 65 anos, se não tivesse morrido. Saudades...

"e eu não sei se ainda estou viva"

Zé LG, 24.12.19

breviário.jpg“A mesa está posta. Os pratos brancos com flores azuis à volta e ao centro um cavalinho sobre uma ponte. Os garfos, as facas, os guardanapos e os copos. A toalha é aquela, de linho bordado a azul, com flores e pássaros que levam nos bicos cerejas vermelhas. As cadeiras são quatro: a minha, a do meu irmão, a do meu pai e a da minha mãe.

  Todos os anos, na noite de Natal, faço a ceia, ponho a mesa e espero a chegada deles.

  Levei todo o dia a cozinhar: carne de porco com amêijoas, uma galinha acerejada, arroz-doce e filhós, para a sobremesa. Comprei aquele vinho abafado que o meu pai e o meu irmão tanto gostam. Sempre fiz assim.

 Estou velha e cansada de viver.

 Esperei até tarde, porque o meu irmão vinha da vila. Depois, sentei-me ao lume e adormeci. Quando acordei, era de madrugada, já as pessoas tinham vindo da Missa do Galo, já o sino badalara, já em todas as casas se tinham aberto os presentes. Espreitei a rua, mas só vi silêncio e sombras. Tudo parado. Tudo morto como as casas. Levantei os pratos, os garfos, as facas, os guardanapos, os copos, a toalha de linho. Depois, pus umas coisas no guarda-louça e outras na arca. A comida, dei-a aos cães porque o meu pai já morreu, a minha mãe já morreu, o meu irmão já morreu, e eu não sei se ainda estou viva.”

 

 

Conto de Joaquim Mestre, retirado do seu livro Breviário das Almas – colectânea de contos com que ganhou o Prémio Manuel da Fonseca 2008 -, editado pela Oficina do Livro, que publiquei aqui há 10 anos.