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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

"Alexandre Frade: o guardião do vinho de talha alentejano"

Zé LG, 09.12.25

Frade.pngOs amigos chamavam-lhe “maluco”, mas Alexandre Frade, 70 primaveras e a fazer vinho “desde moço”, não desistiu de lhes provar que o vinho de talha podia ser longevo. Em 2015, montou a Talha de Frades. ... No início do próximo ano será inaugurado um novo restaurante, muito perto d’O Frade, dedicado à comida de tacho, em homenagem à mãe de Alexandre Frade. “Ela era uma cozinheira exímia e chegou a ter um restaurante em Beja, em 1966, chamado precisamente O Frade. Fazia umas migas e umas sopas de tomate divinais!”
Ler aqui o artido de Filipa Vaz Teixeira(texto) e Nuno Ferreira Santos (fotografia), no Público.

Michel Giacometti, o corso que “adotou” Peroguarda

Zé LG, 08.12.25

michel-giacometti_foto-de-inacio-ludgero-2.jpgCumpriram-se 35 anos da morte de Michel Giacometti. Conforme seu desejo, o etnólogo corso, responsável pela mais importante recolha do património musical popular português e, em particular, o do Baixo Alentejo, foi sepultado na aldeia de Peroguarda, a sua porta de entrada nos anos 60 no Sul de Portugal. No passado dia 1 de outubro, o presidente da Câmara de Ajaccio, Stéphane Sbraggia, e o cônsul-geral de Portugal em Marselha, Álvaro Ribeiro Esteves, descerraram uma placa que homenageia Michel Giacometti na fachada da casa onde nasceu o etnomusicólogo. O corso mais português do mundo. Leia, aqui, todo o texto de Aníbal Fernandes.

CEBAL avança com projeto na área da bioeconomia sustentável

Zé LG, 23.10.25

202510221447192698.PNG. cebal.PNG

O CEBAL vai avançar com o -, financiado pelo ALENTEJO 2030 -, que vai valorizar economicamente os produtos alimentares produzidos na região, ao fortalecer a competitividade do setor, constituindo um dos eixos centrais do BIOALENTEC “A proteção e valorização dos recursos genéticos vegetais, que recorre a metodologias biotecnológicas inovadoras para adaptar as culturas agrícolas às alterações climáticas e responder a novos desafios de produção”, apostando ainda “na recuperação e valorização de bioprodutos através de tecnologias limpas e de baixo consumo energético, na conservação de subprodutos agrícolas com recurso a processos de desidratação com recurso a energias alternativas, e na utilização de biomassa vegetal para o desenvolvimento de novos bioprodutos”.BIOALENTEC – Transferência de Conhecimento e Tecnologia para uma Bioeconomia Sustentável, Circular e Resiliente no Alentejo

Morreu Borges Coelho

Zé LG, 17.10.25

565698261_10238478439210706_4806836664134553626_n.jpgAntónio Borges Coelho, historiador, resistente antifascista, antigo preso político, faleceu hoje aos 97 anos. Nasceu em Murça, no final de 40 ingressou na FDUL, abandonando os estudos para se dedicar à luta antifascista. Em 1949 integrou o MUD Juvenil e, depois, o PCP. Já na clandestinidade, foi preso pela PIDE, tendo passado anos na cadeia do Aljube, de Caxias e de Peniche, sujeito a medidas de segurança. Em 1967 concluiu a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas na Universidade de Lisboa e trabalhou como jornalista, n’ A Capital, no Diário de Lisboa, no Diário Popular, na Vértice e na Seara Nova. Catedrático jubilado da FLUL, publicou obras como “As Raízes da expansão portuguesa”, “A Revolução de 1383”, “Questionar a História”, “A Inquisição em Évora” e vários volumes da História de Portugal.
Fundador do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória, foi até 2021 presidente do Conselho Consultivo do Museu do Aljube. Em 1999, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada, em 2018 com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e em 2019 com a Medalha de Mérito Cultural.

Spinumviva ainda não morreu e Montenegro ficou possesso com notícias sobre o caso

Zé LG, 08.10.25

Sem nome (113).pngO MP e a PJ querem abertura de inquérito a Luís Montenegro no âmbito do caso Spinumviva, porque só com ele será possível analisar as contas bancárias da empresa e dos seus sócios, assim como as faturas emitidas, cruzando-as com os montantes entrados, para que seja possível ter um “quadro global” da Spinumviva e dos serviços prestados, assim como os respetivos honorários cobrados.
A PGR garantiu que ainda não há decisão “sobre um eventual processo-crime relacionado com a empresa da família do primeiro-ministro”.
Luís Montenegro disse que ficou “absolutamente estupefacto e mesmo revoltado com o teor das notícias, que a virem de alguém ligado ao processo configuram uma situação que é uma pouca vergonha, de uma deslealdade processual, democrática, que é intolerável e que eu não aceito de maneira nenhuma”.

Olival em Alqueva exporta milhões, mas levanta desafios ambientais

Zé LG, 22.08.25

Olival1.jpgUm estudo recente sobre o olival no perímetro de rega de Alqueva revela que esta cultura é hoje um pilar da economia agrícola do Alentejo, mas que exige uma gestão equilibrada para garantir a sua sustentabilidade. A última década foi marcada por uma forte transição do sequeiro para o regadio, o que impulsionou a produtividade e permitiu que Portugal passasse de importador crónico de azeite a exportador, com um saldo positivo de 250 milhões de euros. O olival é uma cultura adaptada às condições de Alqueva, com baixas necessidades hídricas, resistência a pragas e doenças, e capacidade de melhorar a qualidade do solo quando se aplicam boas práticas, como o enrelvamento das entrelinhas. A aposta nesta fileira tem também permitido rentabilizar os investimentos públicos em regadio, criar emprego e fomentar o investimento em agroindústria, com destaque para lagares de última geração. Mas há necessidade de reforçar a monitorização e quantificação dos impactos desta cultura, bem como a articulação entre as entidades públicas que gerem o setor. O olival de regadio, quando gerido de forma responsável, pode ser um aliado no combate à desertificação e na captura de carbono, desempenhando um papel relevante nos objetivos climáticos nacionais. Contudo, o equilíbrio entre produtividade, conservação ambiental e diversidade agrícola é fundamental para garantir um desenvolvimento regional sustentável no Alentejo e no país.

O país estava a caminho da desgraça? Vejam os dados.

Zé LG, 23.07.25

195448370_1460866497586315_9127435544519192663_n (1).jpg"A direita toda - PSD, Chega, IL ... - passou oito anos a garantir que o país estava a caminho da desgraça. Os dados desde 2015 (até ao ano mais recente) são estes:
📌 Saúde
👩‍⚕️ Mais cuidados primários: de 10M (2016) para 10,6M de utentes (2024). 🏥 Mais cirurgias: de 3,6M (2015) para 5,1M (2024). ⏳ Menos espera por cirurgias: de 40 dias (2015) para 29 dias (2024). 💙 Esperança de vida subiu de 81,3 anos (2015) para 82,5 anos (2023). 👶 Mortalidade infantil desceu de 2,9‰ (2015) para 2,5‰ (2023).
📌 Educação
📉 Abandono escolar precoce caiu de 13,7% (2015) para 6,6% (2024). 🎒 Frequência na pré‑escola quase total: de cerca de 93% perto de 100%. 🎓 Mais qualificação: 61,5% da população (25‑64 anos) já tem pelo menos o secundário (era 45,1% em 2015).
📌 Economia
📉 Dívida pública: de 131,2% (2015) para 94,9% (2024). 📈 Taxa de emprego: de 67,9% (2015) para 78,5% (2024). 📉 Desemprego: de 13% (2015) para 6,5% (2024). 💸 Despesa com juros da dívida caiu de 4,6% para 2,1% do PIB.
Nada mau, para um país à beira do abismo. Desde há um ano e meio o país pouco mudou, mas é claro que a desgraça que anunciavam desapareceu, ou está em vias de desaparecer, por milagre. A bem dizer, há um domínio em que as coisas não pararam de piorar nos últimos anos: a habitação. Os preços médios mais do que duplicaram e uma parcela crescente da população vê-se aflita para ter casa onde viver." Ricardo Paes Mamede, aqui.