Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvito é o terceiro lugar do quarto país mais seguro para viver

Segundo  o Global Peace Index de 2019, Portugal está entre os países mais seguros do mundo, numa  lista composta por 163 países, obtém o 4º lugar. Apenas trás da Islândia, Nova Zelândia e Áustria.

ALVITO-678x381.jpg

Quanto a cidades, as cinco mais seguras são Torres Novas, Seixal, Alvito, Góis e Vila Franca de Xira. Segundo a National Geographic, Alvito “apesar de ser uma pequena vila portuguesa do Distrito de Beja, região do Alentejo, Alvito está na lista das cidades mais seguras para viver em Portugal, ocupando a 3.ª posição.”

Se procura um local mais tranquilo para viver, Alvito pode ser a oportunidade que procura.

Alunas da Universidade de Évora vencem prémio com tenda biónica para refugiados

ue.jpgO concurso de melhores ideias de negócio Born from Knowledge 2019, promovido pela Agência Nacional de Inovação, atribuiu ao Nautilus, um projeto desenvolvido na Universidade de Évora, o prémio inovação na categoria “Materiais e Tecnologias Avançadas de Produção”.

Inês Secca Ruivo e Cátia Bailão Silva conceberam uma tenda biónica, que promete ajudar as pessoas em risco humanitário, mas que também poderá ser comercializada para o público em geral. A tenda Nautilus, além de ser um abrigo facilmente transportável, incorpora um tecido com propriedades hidrofílidas e hidrofóbicas, que permite a recolha, recuperação e conversão da humidade ambiental em água limpa e segura para ingestão, bem como seu armazenamento e transporte. Com um design atrativo, a tenda, para uma ou duas pessoas, é facilmente montada e desmontada, e, graças às suas alças ergonómicas, é perfeitamente transportável de forma confortável nas deslocações.

As mentoras do projeto, que teve início em 2015, com a tese de mestrado de Cátia Bailão Silva, perspetivam produzir e distribuir as tendas Nautilus em 2022.

Campo Arqueológico de Mértola distinguido com “IV Prémio Sísifo a la Investigación, Defensa y Difusión del Património Arqueológico”

cam.jpgO Campo Arqueológico de Mértola (CAM) vai receber, nesta quinta-feira, o “IV Prémio Sísifo a la Investigación, Defensa y Difusión del Património Arqueológico” 2019, atribuído pela Associação Arqueología Somos Todos, da área de arqueologia da Universidade de Córdoba.

O júri do Prêmio Sísifo decidiu por unanimidade, atribuir o galardão em “reconhecimento pelo trabalho de pesquisa, protecção, e revitalização do património arqueológico e cultural desta localidade, que se tornou um modelo internacional de arqueologia integral”, refere a Associação Cultural da Universidade de Córdoba.

PJ apreendeu cartas régias escritas entre os séculos XVII e XIX

201910041109179824.jpgA Polícia Judiciária, através da Directoria do Sul, no âmbito de uma investigação em curso, procedeu à apreensão de um códice factício, constituído por 165 documentos, em bifólio de papel, manuscritos, entre os anos de 1623 e 1806, contendo maioritariamente cartas originais enviadas em nome do “Rei” do “Príncipe” do “Infante” e da “duquesa de Mântua” e endereçadas a figuras ilustres da cidade de Beja.

Estes documentos, que se encontravam em posse de particulares, foram apreendidos por terem sido levantadas dúvidas, pela Câmara Municipal de Beja, relativamente ao seu eventual descaminho do espólio do Estado e vão agora ser alvo de perícia, no Laboratório de Polícia Científica, com vista a determinar a sua autenticidade.

Empresa mineira quer fazer prospecção no Alentejo

prosp-mineira-768x432.jpgA Matsa, S. A., requereu a atribuição de direitos de prospecção e pesquisa de depósitos minerais de cobre, chumbo, zinco, ouro, prata e metais associados, no Alentejo.
A empresa quer fazer prospecção numa zona denominada de “Ermidas”, localizada nos concelhos de Ferreira do Alentejo, Aljustrel, Santiago do Cacém, Grândola e Ourique.
O pedido está patente para consulta, dentro das horas de expediente, na Direcção de Serviços de Minas e Pedreiras da Direcção-Geral de Energia e Geologia.

Hospital de Beja pioneiro no Sul a tratar fibrilhação auricular

O Serviço de Cardiologia do Hospital de Beja realizou a primeira ablação de fibrilhação auricular pela técnica de crioablação na região sul, um procedimento minimamente invasivo utilizado para corrigir esta perturbação do ritmo cardíaco através do isolamento elétrico das veias pulmonares na aurícula esquerda.

médicos.jpg“A fibrilhação auricular aumenta o risco de insuficiência cardíaca e Acidente Vascular Cerebral (AVC), sendo também fator de risco para o desenvolvimento de demências. É uma condição que aporta custos para a população e, por isso, é com orgulho que o hospital de Beja passa agora a ser um centro que vem ajudar a tratar esta patologia”, afirma o médico cardiologista Luís Moura Duarte.

Papa Francisco premeia 40 anos de trabalho do Campo Arqueológico de Mértola

claudio_torres.jpgEnquanto o sumo pontífice “encoraja e apoia” os que se comprometem na “pesquisa histórico-arqueológica”, o Governo português privou os investigadores de Mértola dos apoios necessários ao desenvolvimento do seu trabalho, acusa Cláudio Torres.

O trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 40 anos pelo Campo Arqueológico de Mértola (CAM) acaba de ser reconhecido pela Cúria Romana com a atribuição do prémio das Academias Pontifícias do Vaticano, este ano dedicado aos primeiros séculos do Cristianismo.

Durante a sessão pública das Academias Pontifícias, realizada na terça-feira no Vaticano, o arqueólogo Cláudio Torres, director do CAM, foi surpreendido com uma mensagem enviada aos participantes no encontro pelo Papa Francisco onde este diz: “Apraz-me entregar o prémio das Academias Pontifícias à associação portuguesa Campo Arqueológico de Mértola pelas campanhas arqueológicas conduzidas nos últimos anos e pelos extraordinários resultados obtidos”, acrescentando ainda que pretende “encorajar e apoiar” os que se comprometem na “pesquisa histórico-arqueológica e relativa aos mártires”.

Santiago Macias propõe reflexões sobre o Fórum de Beja

imgLoader2.ashx.jpgO conflito de pouco nos serve… Sem entrar na polémica em torno do projeto de arquitetura e do futuro das estruturas arqueológicas, gostaria de deixar aqui alguns tópicos para reflexão:

1. A leitura de espaços como o dos templos de Beja só consegue ser feito através da sua “verticalização”. Muitos teatros romanos, muitos arcos do triunfo foram refeitos e reerguidos. O processo é conhecido pelo nome de anastilose, um “palavrão” que se refere à (re)construção a partir de elementos previamente existentes.

2. Não me parece disparatado que, nesse processo, se incorporem no fórum elementos arquitetónicos de grandes dimensões – designadamente, capitéis – que hoje se encontram na galeria do Museu Regional.

3. Ou seja, que estabeleça uma ligação próxima entre estes vestígios, absolutamente notáveis, o Museu, que dispõe também de outros materiais de grande qualidade, o sítio arqueológico de Pisões e o núcleo da Rua do Sembrano.

4. É crucial criar condições para que as escavações arqueológicas se concluam, prevendo-se um programa de edições destinado a uma ampla divulgação dos resultados e das conclusões a que se chegou. Incluo aqui a Casa da Moeda, peça crucial no processo de investigação que Maria da Conceição Lopes tem em curso.5. Não creio que seja possível pôr em funcionamento todo este complexo de sítios – por vezes a razoável distância, como Pisões –, com o habitual e rígido programa: cada sítio com o seu núcleo de exposições, com horário fixo e quadro de pessoal próprio. Ou há um plano em rede, com partilha de recursos, e com intervenções concretas e realistas ou daqui a 10 anos estaremos na mesma. Ou pior, discutindo a privatização ou a alienação de sítios.

A tomada de decisões sobre o património, na perspetiva da sua reabilitação, nem sempre é “simpática”. Nem imediata. É mais fácil “feirizar” a História, criar “eventos” e complementá-los com iniciativas folclóricas. Dá muito menos trabalho e rende mais, no curto prazo. Ora, como bem sabemos, e tendo em conta o que nos resta do fórum, o Património é matéria para o longo prazo.

Leia aqui todo o texto, publicado na edição da semana passada do Diário do Alentejo.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Bem, quer reparou como vinham vestidos e calçados ...

  • Anónimo

    Os alentejanos são RACISTAS nas atitudes por muito...

  • Anónimo

    Disparates de quem não entende nadinha da matéria!...

  • Vitor Paixão

    "Para Telma Guerreiro “é importante que a tutela t...

  • Anónimo

    Palavras para quê? É o PS no seu melhor nas instit...

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.