A verdadeira transformação requer uma visão integrada que coloque a digitalização ao serviço de objetivos de eficiência, inclusão e qualidade de vida. A revolução de atores políticos que se irá verificar nas próximas eleições autárquicas (com mudança de, pelo menos, mais de 100 dos 308 executivos municipais), faz antever a renovação dos agentes políticos, quiçá uma mudança geracional, que se deseja mais atenta e mais sensível às questões da transição digital, perspetivando um necessário alinhamento holístico e universal nos vários entes do poder local e independentemente das suas dimensões.
A Administração Local dispõe, então, de um momento decisivo para abraçar uma nova vaga de políticas públicas, todas elas mais inteligentes, sim, mas, acima de tudo, profundamente humanas, colaborativas e alicerçadas em dados fiáveis que espelhem a realidade de cada território.