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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

PCP e BE alertaram para a necessidade de combater a inflação, em Abril de 2022

Zé LG, 16.04.23

Sem nome (20).pngLogo em abril de 2022, no âmbito da discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2023, na Assembleia da República, o então secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, alertou para "a falta de respostas aos problemas dos trabalhadores e do povo" e, sobre a inflação, avisou que "apesar de se poder prolongar até 2027, o Governo continua a considerá-la passageira". "Este Orçamento do Estado traduz-se num corte salarial. O Governo podia e devia apresentar medidas de combate à inflação, mas não o faz por causa dos grandes grupos económicos", declarou Jerónimo de Sousa.

Nesse mesmo debate parlamentar de abril de 2022, a líder do Bloco de Esquerda criticou o ministro das Finanças, Fernando Medina, por ter dito que "aumentar os salários para responder à inflação é uma ilusão". E alertou: "Com tudo mais caro, os serviços públicos ficam com menos meios."

Nesta altura ainda Montenegro nem tinha sido eleito líder do PSD. Daqui.

António Costa promete travar a escalada dos preços dos alimentos

Zé LG, 23.03.23

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António Costa, reconheceu que a subida dos preços é uma “realidade muito grave” e que o seu valor está “acima daquilo que é a média da inflação a nível nacional e mesmo acima do que acontece noutros países europeus”, abriu a porta a um “controlo de preços” através de “um acordo com a distribuição” e a um “acordo com a produção” e sinalizou que o Executivo vai “trabalhar com o setor para agir sobre preços em diversas dimensões”: por um lado, através de “ajudas de Estado à produção”, por forma a “diminuir os custos de produção” e, por outro, através da “redução da fiscalidade”, esclarecendo que os novos apoios serão decididos em função dos resultados da execução orçamental do ano passado, mas assumindo como “compromisso” “que toda a receita extraordinária que decorreu da inflação” seja ” redistribuída aos portugueses”.

Beja entre os distritos com os preços mais altos dos combustíveis

Zé LG, 11.03.23

Combustíveis.jpgO Boletim Mensal dos Combustíveis, publicado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), indica que, em janeiro passado, “os distritos de Castelo Branco, Braga e Santarém registaram os preços de gasóleo e gasolina mais baixos em Portugal continental. Bragança, Beja, Lisboa e Faro apresentaram os preços mais altos”.

O valor médio de venda ao público em Portugal da gasolina simples de 95 foi de 1,727 €/l (1,743€/l , no distrito de Beja) e de gasóleo simples foi de 1,695 €/l (1,711 €/l , no distrito de Beja). No distrito de Beja o preço médio de uma garrafa de gás butano foi de 32,60€, mais 4,2% do que o valor médio em Portugal. No propano o valor médio atingiu os 32,41€, mais 4,9% do que a média nacional.

O que explica isto? Será que os nossos revendedores não nos querem dar essa explicação?

Empresas da distribuição de alimentos com lucros milionários à custa dos produtores e consumidores

Zé LG, 11.03.23

Sem nome (11).pngO cabaz alimentar, composto por bens essenciais, nomeadamente peixe, carne, legumes, frutas, massas, arroz, azeite, óleo, ovos açúcar, leite, pão e farinha, definido para calcular pela ASAE a evolução dos preços, aumentou quase 29%, desde 2022 e até fevereiro deste ano, ou seja mais 96 euros e 44 euros.

Perante os dados, não será de estranhar que a inflação nos produtos alimentares se mantenha acima dos 20 por cento, mesmo quando a inflação geral está nos 8,2 por cento. Mas se hoje grande parte da população tem enormes dificuldades financeiras para pôr comida na mesa, não são os agricultores que estão a tirar proveitos, muito pelo contrário.

Tendo em conta que o rendimento dos agricultores desceu 11,8% em 2022, segundo o INE, por não conseguirem escoar a produção a preços justos e capazes de compensar os aumentos dos custos de produção, percebe-se quem fica com a fatia de leão. Basta olhar para os crescentes lucros milionários – e escandalosos – das empresas da distribuição de alimentos, denuncia a CNA.