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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Beja Consegue” critica a instalação de contentores para pernoita dos sem abrigo do edifício “Refer”

Zé LG, 05.02.24

202401311545508453.jpgA coligação de direira “Beja Consegue” critica o Executivo da Câmara de Beja por ter instalado "contentores durante um mês e meio (não mais), no Flávio dos Santos, sem consultar a oposição”, por "a medida, agora tomada, apenas resolver uma situação pontual, motivada por pressões externas” e porque “como medida avulsa a mesma não permite traçar um caminho para a resolução de situações de pessoas” sem abrigo, depois de ter apresentado “uma proposta para a criação de um espaço permanente (...) onde pudessem pernoitar e ser monitorizados, controlados e apoiados todos os sem abrigo e imigrantes”, num “edifício desabitado/abandonado, ...,  que devidamente remodelado fosse uma solução duradoura, minimizando e invertendo a tendência crescente para este problema”. E conclui que “se torna evidente a falta de estratégia do executivo em funções..., atuando sempre em último recurso, de forma reativa e nunca de uma forma ativa e preventiva”, porque “... para o bem de Beja, e num assunto desta natureza, era crucial que tivéssemos chegado a uma solução duradoura com um projeto a desenvolver nos próximos anos.”

Dar voz às "VOZES INVISÍVEIS”

Zé LG, 18.11.23

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A realização da II conferência sobre as realidade das Pessoas em Situação de Sem Abrigo, subordinada ao tema "VOZES INVISÍVEIS - Boas Práticas e Criatividade" tem como objetivo a reflexão em torno dos desafios que estão colocados à sociedade, assim como as boas práticas existentes no território, de forma a responder a esta realidade no concelho de Beja.

“shiu que isto é um estado socialista”

Zé LG, 29.08.23

345628500_800198228157374_6827157474773887391_n.jpg«O FABRICO DAS NOVAS ELITES

Sempre achei desajustado o foco na luta contra as propinas. Mais graves me pareciam/parecem outras situações. As dificuldades crescentes em se pagar um alojamento e o vale-tudo no arrendamento de quartos veio, infelizmente, dar-me razão. Há um sacrifício crescente por causa das famílias e o que mais pesa não são as propinas. Mas sim o resto: o alojamento, a alimentação, as deslocações, os livros etc. As desigualdades vêm de trás e cimentam-se aí.

A ironia maior é andarmos a criar elites em domínios com grande procura (medicina, engenharia, arquitetura...) para depois serem outros países a disso tirar partido. E empresas nossas que não investem um cêntimo na Educação.

Mas, atenção!, shiu que isto é um estado socialista.»

Santiago Macias, aqui.

Concelho de Grândola vai ter Centro de Acolhimento para migrantes

Zé LG, 28.08.23

575d81414d5594df1b6bd2c8f290b116_XL.jpgO contrato de financiamento que permitirá a construção do Centro de Acolhimento para Refugiados Nuno Álvares Pereira, situado em Azinheira dos Barros, no concelho de Grândola, foi assinado entre a Fundação Padre Américo e o IHRU. O centro não limitará a resposta a pessoas refugiadas, podendo receber duas centenas de pessoas migrantes, respondendo a «uma necessidade» local mais abrangente, que inclui as pessoas que têm chegado ao Alentejo buscando melhores condições de vida. «O Alentejo é um território em transformação, com muitas comunidades migrantes», explicou Pedro Ruas, gestor do contrato para a construção do novo centro, sublinhando a importância de assegurar um acompanhamento «mais profissional» da comunidade estrangeira no Alentejo e destacou que o novo centro terá equipas «altamente especializadas em acolhimento de refugiados».

“Os ciganos é que são o problema de Beja???”

Zé LG, 25.08.23

imgLoader2 (5).jpg«Que falta de discernimento! Então e a falta de cuidados de saúde dignos, a falta de oportunidades de trabalho para os jovens qualificados, a incapacidade de captação de investimento interno e externo, a incapacidade de atrair turistas, a degradação do centro histórico, a incapacidade de dinamizar o aeroporto e de exigir infraestruturas ferroviárias e rodoviárias que apoiem essa dinamização, então e...! Isto são pormenores? Também será culpa dos ciganos??»  Anónimo 23.08.2023, aqui.

“um problema social grave e explosivo a curto prazo” em Beja

Zé LG, 24.08.23

imgLoader2 (5).jpg«É estranho ou talvez não, o facto de ninguém aqui querer tecer comentários sobre um dos temas mais importantes da nossa cidade. ...
Não só porque se trata de um problema social grave como explosivo a curto prazo. Pois para além da extrema pobreza e os riscos sanitários, todas aquelas crianças e jovens irão ter famílias numerosas como as dos seus pais. Pelo que não caberão todos num espaço exíguo como é o caso.
Que fazer então, ou como se pode lidar com tão grave situação?
Não tenho e creio que não há nenhuma solução mágica, mas apenas ideias ...
A primeira é que é um problema nosso, cidadãos de Beja em exclusivo. ...
E que mais tarde ou mais cedo, ter-se-á que construir bairros periféricos que alberguem não só as comunidades ciganas como até as de imigrantes. ...
E como em todo o mundo, porque não em vez de casas de betão, que exigem mais custos de manutenção, porque não de madeira e onde seja possível acoplar módulos conforme as necessidades e dimensões das famílias.
Por fim, claro que mesmo mais baratas, têm custos que se devem repercutir nas famílias e se necessário através do rendimento mínimo de inserção.
Tratam-se apenas de ideias, e não mais do que isso.
Anónimo 23.08.2023, aqui.

Tratar todos da mesma maneira

Zé LG, 03.08.23

Sem nome (34).png… é a melhor forma de tratar os que mais precisam de cuidados e apoios. É evidente que melhor ainda seria discriminar positivamente os menos favorecidos. Só que isso, na maioria dos casos, não passa de conversa fiada, sem tradução prática.

Fiz este introito, a propósito de mais uma situação, que se repete com inaceitável frequência, que deve ser investigada e, se confirmada, julgada e condenados os seus autores, independentemente da sua condição política, social, ética, nacionalidade, cor da pele ou qualquer outra.

Em situações deste tipo, o que tem de ser salvaguardado, antes de mais nada, é o assegurar as condições necessárias a uma boa prestação de serviços públicos, de acordo com as regras estabelecidas. Ninguém, em função da sua condição, deve desrespeitar essas regras e, muito menos – porque é completamente injusto e inaceitável -, tratar mal quem nos acolhe e tem por obrigação tratar o melhor que puder. Se as regras estão erradas lutemos pela sua alteração. Se quem tem a obrigação de nos acolher e tratar bem não o faz apresentemos queixa. Nunca, pertençamos a uma maioria ou a uma minoria e independentemente da nossa condição, devemos tentar fazer “justiça pelas nossas mãos”. E quando o fizermos devemos ser justamente tratados pelas entidades competentes. Sempre que tal não acontecer a responsabilidade tem de ser assacada a quem prevarica (ou pratica um crime) mas também a quem permite que tal aconteça, sem as devidas consequências.

Posto isto, entendo que não se deve referir a condição do prevaricador (ou criminoso), a não ser para que funcione como atenuante, sempre que tal se justifique. Nunca, como frequentemente se observa, como agravante, porque tal traduz vontade de exclusão em função da condição, o que não deve acontecer numa sociedade que se quer inclusiva e solidária.

“Marca Entidade Empregadora Inclusiva” atribuída a Câmaras de Moura e Ourique e IPBeja

Zé LG, 31.07.23

Entidade-Empregadora-Inclusiva.jpgA distinção é atribuída pelo IEFP e este ano contemplou, as Câmaras de Moura e Ourique bem como o IPBeja, entre as mais 54 entidades galardoadas das 165 entidades dos setores privado, público e da economia social que se candidataram.
Esta Marca “destina-se a promover o reconhecimento e a distinção pública de práticas de gestão abertas e inclusivas, desenvolvidas por entidades empregadoras relativamente às pessoas com deficiência e incapacidade”.

“Todos diferentes, todos iguais”

Zé LG, 05.07.23

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpg“Todos diferentes, todos iguais” é a insígnia que deve constituir o objectivo principal de qualquer programa de inclusão.

Com efeito somos todos diferentes, a começar, desde logo, na configuração do código genético. Essa constatação deve levar-nos a respeitar todos da mesma forma e a defender a criação de iguais oportunidades e direitos para todos, independentemente das características, condições e circunstâncias de cada um.

Devemos esforçar-nos por nos colocar na pele do outro, para, dessa forma, conseguirmos percebê-lo melhor, na sua idiossincrasia, e como primeiro passo para o sabermos respeitar e aceitar a diferença e evitar que as diferenças que nos identificam e distinguem nos afastem.