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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Festa Multicultural na Escola D.Manuel I, em Beja

Zé LG, 16.05.24

Festa-Multicultural-2.jpgO Agrupamento de Escolas nº2 de Beja e a equipa do Centro Qualifica AEBeja promovem, hoje, entre as 18:30 e 22:00 horas no pátio da Escola D. Manuel I, a 7ª edição da Festa Multicultural, com música jazz, capoeira, cante alentejano, danças sul americanas e degustação de iguarias do mundo. Este é um projeto criado a partir da vontade e organização dos adultos imigrantes que frequentam a formação em língua portuguesa, em conjunto com os professores, com o objetivo der dar a conhecer os seus países, a sua cultura, as suas tradições.

OVIBEJA convida Fundão e realiza conferência sobre integração de migrantes

Zé LG, 09.04.24

slide_2024_4 (1).jpgA 40ª Ovibeja retoma a iniciativa da Região Convidada que este ano vai ser o Concelho do Fundão. Entre outras ações previstas no âmbito da partilha de conhecimento, um dos destaques vai para a conferência organizada pela ACOS sobre Integração de migrantes no Baixo Alentejo. Além de outros convidados para refletir sobre esta temática de grande relevo na atualidade, contam-se a participação da representante do Centro para as Migrações do Fundão, Filipa Batista, do Chefe de Missão da OIM Portugal – Organização Internacional para as Migrações, Vasco Malta e de um representante da ACOS.

Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes na Cáritas de Beja

Zé LG, 14.03.24

CLAIM.png"O Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes da Cáritas é um serviço de atendimento, com várias atividades de informação, capacitação e orientação, que possibilitam uma oportunidade para a regularização e a promoção da interculturalidade a nível local. Estes serviços prestam apoio e informação geral em diversas áreas, tais como, regularização, nacionalidade, reagrupamento familiar, habitação, retorno voluntário, trabalho, saúde, educação".
"Prevê disponibilizar horários diferenciados, que consistem em 3 dias de semana abertura entre as 9h00 e as 17h00 e dois dias entre as 11h00 e as 19h00, permitindo garantir que os serviços estejam acessíveis para aqueles que têm compromissos durante o dia, como trabalho ou estudo. Continuará a ter um serviço itinerante pelos concelhos de Ferreira do Alentejo, Cuba, Vidigueira e Alvito e terá uma equipa de três técnicos, um dos quais em permanência na sede de concelho de Ferreira do Alentejo, e coordenados, a meio tempo, por um outro técnico".

Estrangeiros em Portugal. Quem são? Em que trabalham? Como vivem?

Zé LG, 18.12.23

emigracao-6.pngEm 2022, viviam em Portugal 798.480 cidadãos estrangeiros com enquadramento legal, representando 7,6% do total da população. Portugal é o 10º país da União Europeia com menor proporção de estrangeiros. As nacionalidades mais representativas em Portugal são a brasileira (29,3%), britânica (6%), cabo-verdiana (4,9%), italiana (4,4%), indiana (4,3%) e romena (4,1%).

Em 2022, a taxa de desemprego da população estrangeira, proveniente de países fora da UE, era mais do dobro da média nacional (14,3% vs. 6,1%). Portugal é o 4º país com maior precaridade laboral entre os estrangeiros. 31% dos estrangeiros residentes em Portugal estão em situação de pobreza ou exclusão social, 11 pontos percentuais acima do valor da população portuguesa.

Em 2022, destacam-se como principais tendências no perfil dos imigrantes: 62% eram homens; Metade tinham entre 15 e 44 anos; Quase metade (48,8%) eram portugueses; 1 em cada 4 nasceram em Portugal; 3 em cada 10 viviam anteriormente noutro Estado-Membro da União Europeia.

Desde 2019 que o número de imigrantes é três vezes maior do que o de emigrantes, contribuindo para os saldos migratórios positivos. Entre 2011 e 2016, o saldo foi negativo.

Tráfico de escravos na agricultura no Alentejo rendeu 7,7 milhões de euros aos traficantes

Zé LG, 10.12.23

BEJA-Operacao-PJ-vitimas_800x800.jpgRede altamente organizada e multinacional explorou em Portugal milhares de imigrantes timorenses, romenos, moldavos, indianos, ucranianos, paquistaneses e senegaleses, que viviam em condições desumanas, entre ameaças e fome. Os seus escravos, em cinco anos, permitiram à organização faturar mais de €7,7 milhões, sem declarações de IVA, IRC ou contribuições à Segurança Social. MP acusou 41 pessoas por associação criminosa, tráfico e branqueamento. Há 9 portugueses envolvidos. Ler tudo aqui.

“incapacidade do Estado em acompanhar e gerir a demanda de imigrantes”

Zé LG, 22.11.23

202211241123056161.PNGO presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo insistiu nas críticas à falta de meios do Estado para acompanhar e fiscalizar os imigrantes que chegam à região para trabalhar na agricultura, afirmando que “Os serviços do Estado não estão capacitados para lidar com esta emergência de grande escala de pessoas que vêm trabalhar, nomeadamente a ACT e o [extinto] SEF”. Luís Pita Ameixa (PS), que já tinha criticado a “incapacidade do Estado em acompanhar e gerir a demanda de imigrantes” no território, aquando de uma operação policial idêntica realizada em novembro de 2022, vincou que a situação das entidades fiscalizadoras “era assim no passado e continua a ser igual”, considerando que “da parte do Estado não houve uma reação capaz” depois da operação policial realizada há um ano. Apenas a Câmara de Ferreira do Alentejo “fez alguma coisa”, pois criou “um programa de apoio à integração dos imigrantes” e apertou as “ações de fiscalização com os fiscais municipais para impedir a ocupação incorreta ou indevida de casas. Aqui não há nem deixamos que haja gente alojada em palheiros, nem em garagem. As casas têm que ter licença de habitação”. Daqui e daqui.

PJ tenta travar tráfico de imigrantes para trabalho em explorações agrícolas no Alentejo

Zé LG, 21.11.23

202106301257163723.jpgA Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contra Terrorismo, desencadeou, hoje, uma vasta operação policial envolvendo cerca de quatrocentos e oitenta operacionais, em várias localidades do Alentejo, tendo procedido à detenção fora de flagrante delito, até ao momento, de 28 homens e mulheres, suspeitos de integrarem uma estrutura criminosa dedicada à exploração do trabalho de cidadãos imigrantes, aliciados nos seus países de origem para virem trabalhar em explorações agrícolas. Os suspeitos, de nacionalidade portuguesa e estrangeira, encontram-se fortemente indiciados pela prática de crimes de associação criminosa, de tráfico de pessoas, de auxílio à imigração ilegal, de angariação de mão-se-obra ilegal, de extorsão, de branqueamento de capitais, fraude fiscal, ofensas à integridade física, posse de arma de fogo e falsificação de documentos. Daqui e daqui.

Concelho de Grândola vai ter Centro de Acolhimento para migrantes

Zé LG, 28.08.23

575d81414d5594df1b6bd2c8f290b116_XL.jpgO contrato de financiamento que permitirá a construção do Centro de Acolhimento para Refugiados Nuno Álvares Pereira, situado em Azinheira dos Barros, no concelho de Grândola, foi assinado entre a Fundação Padre Américo e o IHRU. O centro não limitará a resposta a pessoas refugiadas, podendo receber duas centenas de pessoas migrantes, respondendo a «uma necessidade» local mais abrangente, que inclui as pessoas que têm chegado ao Alentejo buscando melhores condições de vida. «O Alentejo é um território em transformação, com muitas comunidades migrantes», explicou Pedro Ruas, gestor do contrato para a construção do novo centro, sublinhando a importância de assegurar um acompanhamento «mais profissional» da comunidade estrangeira no Alentejo e destacou que o novo centro terá equipas «altamente especializadas em acolhimento de refugiados».

Município de Odemira quer para acabar com alojamentos temporários ilegais

Zé LG, 25.07.23

HELDER-GUERREIRO_800x800-160x160.jpgA Câmara de Odemira vai agir judicialmente contra as empresas agrícolas que insistem em manter alojamentos temporários ilegais neste território, apesar da legislação criada para melhorar as condições dos trabalhadores sazonais nas campanhas agrícolas.

Segundo o presidente do município, Hélder Guerreiro, desde o início do processo de legalização dos alojamentos nas explorações agrícolas já foram aprovadas 18 Instalações de Alojamento Temporário Amovíveis (IATA), “mas há algumas que ainda estão ilegais no território”.

Hélder Guerreiro assegurou que o município vai exigir a demolição daquilo que está construído. “Não quiseram legalizar, não se legalizaram e, para já, algumas delas que nem sequer estão em condições, face à lei, de estar nesse sítio têm de lá sair” frisou o autarca, dando o exemplo de uma exploração na freguesia de Zambujeira do Mar, “um caso claro e inequívoco” de ilegalidade.