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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Subiu para 11 o número de mortes no Lar Mansão de São José com covid-19

Zé LG, 19.11.20

mansao-768x432.jpgMorreu, com 88 anos, a última das utentes infetadas no surto de covid-19 no Lar Mansão de São José, em Beja, que ainda estava internada no hospital de Beja.

O surto que teve início a 14 de outubro chegou a infetar um total de 110 pessoas, das quais 88 utentes e 22 funcionárias. O primeiro caso de infeção foi detetado a 12 de outubro, numa idosa de 89 anos após uma ida ao Serviço de Urgência do Hospital de Beja.

Valverde Martins morreu

Zé LG, 15.11.20

2020111512133563.nb.pngAntónio Pedro Valverde Martins, com 85 anos, natural de Beja, morreu ontem no Hospital de Beja. O funeral realizou-se, esta manhã, das Casas Mortuárias para o Cemitério de Beja.

Valverde Martins era bancário reformado. Foi sindicalista, fundador e dirigente da Cooperativa Proletário Alentejano, dirigente do MURPI, para além de outras actividades comunitárias. Foi militante e dirigente distrital do PCP e autarca da CDU.

Valverde Martins era uma um homem bom, humilde, cordato, sempre na procura de consensos, de fortes convicções e de uma dedicação e empenhamento totais às causas em que se envolvia. Foi uma figura marcante de Beja, do simdicalisto e do movimento cooperativo.

À família apresento os meus sentidos pêsames.

Virús mata velhos

Zé LG, 03.11.20

Covid-19.png

Desculpem a minha insistência, mas alguém pode dizer que, perante estes números, a estratégia de combate ao novocoronavirus de tratar todos da mesma forma é a melhor, quando estes gráficos ilustram bem como o vírus, por mais que infecte as pessoas até aos 50 anos, mata mais quanto mais velhos somos. E a "culpa" não deve ser atribuída aos moços, como alguns gostam de fazer. Tal como o primeiro ministro não pode relativizar o que passa nos lares, como fez, quando todos os dias há mais lares infectados e morrem mais pessoas neles. Não morrem só nos lares, mas morrem muitos nos lares. E até algumas pessoas mais novas têm morrido "nos" lares. Insisto mais uma vez, definam estratégias para combater o vírus onde ele faz mais estragos, apertem as medidas de prevenção de forma mais cirúrgica, comuniquem melhor. Qual é o moço que se inibe de fazer seja o que for com receio do que o vírus lhe possa lhe possa causar? Aos jovens deve apelar-se ao seu espírito solidário, pedindo-lhes que não contribuam para contagiar os mais velhos.

“O Instituto da Segurança Social não fica nada bem no meio desta triste realidade que tem obrigação de conhecer profundamente”

Zé LG, 31.10.20

Idosos.jpg"Na área social em que os lares operam, há efectivamente muitos problemas que são conhecidos de longa data!... São do conhecimento de todas estas instituições, que agora esboçam uma mobilização oportuna por força da situação pandémica que o sector atravessa!... Não há nada de novo aqui a não ser a actual circunstância em que tem morrido mais gente em consequência do surto viral recente!... Não se morre só de Covid nos lares, dirão alguns, mas o actual momento veio por a descoberto uma realidade débil, com imensos problemas de sobrelotação, de má gestão das instituições sociais, de falta de recursos técnicos e logísticos, etc... O Instituto da Segurança Social não fica nada bem no meio desta triste realidade que tem obrigação de conhecer profundamente, basta aferir as condições deficitárias em que muitos Lares funcionam por esse País, legal ou ilegalmente (sim, porque ainda há lares que funcionam irregularmente), pelo que esta crise que estamos a viver só veio por a nú (à conta de vidas humanas) as vicissitudes da prestação de cuidados no País!... Falta fazer muita coisa na área, a começar pela intensificação da actividade fiscalizadora, pelo licenciamento de equipamentos sociais, pela supervisão e pela disponibilização de recursos e apoios ao sector!... Impõe-se uma reflexão séria porque os idosos merecem se tratados com dignidade!”

Anónimo 28.10.2020, aqui.

“não fora agora o COVID19, tudo estaria tudo muito bem, e nas graças de Deus”

Zé LG, 29.10.20

Idosos.jpg“É o que se chama por o dedo na ferida e em toda a sua extensão.

Como é que foi possível construírem-se lares e lares, e alguns bem recentes, com as particularidades que relatas?

A única e provável explicação, é que, quem para lá vai já não tem capacidade de reivindicação alguma, quem os lá põe regra geral quer-se ver livre deles, os proprietários dos lares de um modo geral apenas os pretendem rentabilizar o melhor possível e o Estado nomeadamente a Segurança Social estão-se borrifando para o que lá se passa.

Pois não fora agora o COVID19, tudo estaria tudo muito bem, e nas graças de Deus.”

Anónimo 28.10.2020, aqui.

Quantas mortes são necessárias para que se façam inquéritos aos lares?

Zé LG, 28.10.20

Idosos.jpgDepois da Ordem dos Médicos ter feito uma auditoria ao que se passou no lar de Reguengos de Monsaraz, da ARS e do Ministério Público terem instaurado inquéritos sobre o surto de covid-19 no mesmo lar, do presidente da Assembleia da República ter afirmado que "não entende como não se retiraram lições quanto aos lares" e de terem morrido mais oito utentes em dois lares de Beja, depois de terem morrido dois (?) noutro lar, ninguém fala na necessidade de inspecionar a situação neles existente, designadamente no lar da Mansão de São José em que praticamente todos os utentes e trabalhadores foram infectados pelo novo coronavirus. Fala-se em sobreocupação, em utilização das mesmas máscaras por diferentes utentes, em falta de acompanhamento na toma de medicamentos e em outras situações e muito mais e nada disto justifica uma auditoria ou inquérito da Segurança Social, da ARS, das Ordens dos Médicos, do Ministério Público? Quantas mortes são necessárias para que tal aconteça? Ou não se passou nada de grave ou são todos coniventes com o que lá se passou?

Os lares não podem ser encarados como antecâmaras da morte, onde as famílias depositam os seus velhos, nem como negócios chorudos de instiuições que de solidariedade pouco mais têm que o nome (felizmente que isto não se aplica a todos). Não podemos esquecer que os velhos são - ou, pelo menos, deviam assim ser considerados - o nosso mais rico património. Em mais um Dia Internacional do Idoso, que se assinala a 1 de Outubro, é importante que se faça uma reflexão sobre o tema e sejam tomadas medidas de travem descuidos, desleixos, irresponsabilidades e exploração no tratamento dos idosos, que, nestes tempos de pandemia, são as principais vítimas. 

Lar de Idosos do Salvador em Beja com 31 casos de Covid-19

Zé LG, 20.10.20

202010191634322712 salvador.jpg

A ULSBA informou da existência de casos de infeção por covid-19 no Lar Residencial Polo 2, do Centro Paroquial e Social do Salvador, em Beja, registando-se 31 casos positivos - 24 entre os utentes e 1 inconclusivo e 7 entre os funcionários, com 1 inconclusivo -, entre 146 testes efetuados a funcionários e utentes. O Lar do Polo 1 não regista qualquer caso de Covid-19. Daqui e daqui.

“em primeiro lugar a qualidade de vida dos nossos idosos”

Zé LG, 17.10.20

2020101510104364 mansão.jpg“… Onde está a sua indignação quando aqui muitos dos que frequentemente comentam e procuram um debate elevado são desrespeitados? Só porque não são camaradas?
Os que introduziram conversas de facebook e incubadoras para si não mataram o debate… foi o meu comentário que matou o debate... Engraçadinho ...
O sr acha que tem de se exigir mais aos poderes públicos, até posso concordar, mas a segurança social já contribui com muito, e o facto dos utentes e famílias pagarem bastante para usufruir do apoio de uma instituição?... Numa fase da vida da pessoa que necessita de tantos cuidados? Quem justifica o superlotamento? Quem justifica a falta de pessoal e a sua fraca formação? Quem é responsável pelo fraco acompanhamento médico? etc, etc, etc.
O sr se calhar mede o desenvolvimento por uma tabela que não é a minha, na minha está em primeiro lugar a qualidade de vida dos nossos idosos, ...”

Anónimo 17.10.2020, aqui.

Não aprendemos nada com o que se passou no Lar de Reguengos de Monsaraz?

Zé LG, 16.10.20

2020101510104364 mansão.jpgDepois do que se passou no Lar de Reguengos de Monsaraz e do que tem estado a acontecer em vários outros, um pouco por todo o país, eis que no Lar Mansão de São José, em Beja, praticamente todos os utentes e muitos dos profissionais que nele trabalham estão infectados com o novo coronavírus. (Ler aqui, aqui e aqui.)

Estranha-se que a Ordem dos Médicos, que esteve tão activa na denúncia das falhas que detectou no Lar de Reguengos de Monsaraz, não tenha tido a mesma intervenção nos outros casos.

É muito difícil aceitar que não haja estratégias mais eficazes na prevenção da COVID-19 nos lares, onde se encontram “confinadas” as pessoas mais frágeis e que deviam ter mais protecção.

É preciso proteger mais os mais idosos, da COVID-19!

Zé LG, 01.10.20

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 1.324 (+3) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (391 +2), entre 60 e 69 anos (172 =), entre 50 e 59 anos (60 +1) e 40 e 49 anos (23).

Sem nome.png

Ou seja, foram registados até agora os seguintes óbitos relacionados com a COVID-19: 90 pessoas com menos de 60 anos, das quais 67 com menos de 50 anos.

São números que nos devem obrigar a reflectir na estratégia de combate ao novo coronavírus e tirar as devidas ilacções e tomar as medidas mais adequadas de protecção dos que mais precisam dela.

Era também importante que fosse divulgada a informação - designadamente a idade -, sobre os internados e em cuidados intensivos.

Ministério Público abre inquérito a mortes em Lar de Reguengos de Monsaraz

Zé LG, 11.08.20

imgLoader2.ashx.jpgO Ministério Público (MP) instaurou um inquérito sobre o surto de covid-19 num lar em Reguengos de Monsaraz, que já provocou 18 mortos, revelou a Procuradoria-Geral da República (PGR), revelando que o processo corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora.

Afinal quem tem razão: A Ordem dos Médicos ou a FMIVPS de Reguengos de Monsaraz?

Zé LG, 11.08.20

Lar.jpgO conselho de administração da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), órgão presidido por José Calixto, igualmente presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz e Autoridade Municipal de Proteção Civil, emitiu hoje um comunicado em que garante que fez “tudo o que estava ao seu alcance e dentro das suas competências, com a ajuda de várias dezenas de instituições e pessoas que, ao nosso lado, lutaram para salvar vidas humanas, numa crise de saúde pública que assumiu contornos absolutamente dramáticos”.

A questão que importa esclarecer é exactamente essa: Ou foi feito tudo o que tinha de ser feito, como diz a Fundação, e a Ordem dos Médicos (OM) tem de ser responsabilizada pelas acusações que fez nas conclusões do seu Inquérito; ou houve problemas vários, incluindo a desidratação de algumas pessoas, como diz a OM, e a FMIVPS tem de ser responsabilizada por tudo o que não fez e devia ter feito.

Inquérito ao Lar de Reguengos de Monsaraz concluiu que houve responsabilidades atribuíveis à ARSA e à Administração do Lar

Zé LG, 06.08.20

mw-860.jpgO lar de Reguengos de Monsaraz onde um surto de covid-19 provocou a morte de 18 pessoas não cumpria as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), conclui uma auditoria da Ordem dos Médicos, que aponta responsabilidades à administração.

… “vários doentes estiveram alguns dias sem as terapêuticas habituais, por falta de quem as preparasse ou administrasse” e “houve casos de preparação e administração de fármacos por pessoal sem formação de enfermagem”.

Os doentes não foram tratados “de acordo com as boas práticas clínicas”, com responsabilidades “para quem, sabendo que não tinha os recursos humanos adequados e preparados, permitiu que esta situação se protelasse no tempo”.

Foram criadas todas condições para a “rápida disseminação, com responsabilidades para quem geria o espaço, o processo de rastreio epidemiológico e a aplicação das normas da DGS”.

A comissão de inquérito conclui pela “desorganização e consequente prejuízo para os doentes, atribuível à Autoridade de Saúde e à ARS do Alentejo”, dizendo que “o processo de governança clínica” falhou.

IMPACTO SOCIAL DA PANDEMIA NA VIDA DOS UTENTES DO PROJETO COM_VIDA EM DEBATE

Zé LG, 23.06.20

Programa Impacto Social da Pandemia.png

Esta iniciativa pretende realizar uma apresentação e discussão pública dos resultados do estudo levado a cabo, durante o mês de Maio, onde se avaliou, a mais de 300 seniores do projeto, a “percepção de impactos do confinamento (COVID-19)” nas dimensões da saúde, condição física, cognitiva, saúde mental, emotiva e relacional, qualidade de vida, bem-estar e satisfação com a vida, assim como o impacto, durante a pandemia, das atividades dinamizadas pelo COM_VIDA.

Na plataforma ZOOM em direto na sua página de Facebook “COM_VIDA”.

MURPI pede “urgência” na retoma de visitas aos idosos em lares, para evitar o agravamento da sua situação clínica

Zé LG, 09.05.20

201902111652468846 lares.jpgÉ urgente que a DGS-Direcção Geral de Saúde tome medidas para que seja possível retomar visitas aos lares de idosos. Casimiro Menezes, presidente da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos-MURPI, recorda que os residentes dos lares estão sem visitas há mais de dois meses e, por isso, defende que é fundamental criar condições para que os idosos voltem a ver os seus familiares ou amigos mais próximos, porque convém ter em conta que o isolamento total a que os idosos têm estado sujeitos leva a depressão, angustia, ansiedade e naturalmente a um agravamento da situação clínica destas pessoas.

“Lares não são unidades de saúde” alerta a CNIS e a União das Misericórdias Portuguesas

Zé LG, 15.04.20

210620131636-405-mosidosos.jpgA Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e a União da Misericórdias Portuguesas (UMP) manifestam a sua preocupação “com a grave situação que se vive nos Lares de Idosos e de Deficientes” no nosso país e dizem estar a aguardar “uma tomada de posição do Ministério do Trabalho e da Segurança Social”.  

A CNIS e a UMP sublinham que “um doente com infecção COVID-19 necessita de cuidados de saúde, com vigilância diária por médicos e enfermeiros” e, não obstante, de todo o suporte e cuidados que os profissionais dão aos utentes, “as auxiliares não podem prestar cuidados de saúde em doença aguda”, uma vez que “não é a sua competência nem a sua missão”.

“No caso da infecção COVID-19, acresce o risco de disseminação interna da doença em estruturas que não têm condições físicas (espaços de isolamento), equipamentos de protecção individual (EPI) e profissionais de saúde adequadamente treinados para prevenir o contágio. E, pela enorme concentração de pessoas frágeis, também não faz qualquer sentido comparar os lares às casas das pessoas”.

A Autoridade de Saúde”, frisam a CNIS e a UMP, “deverá assegurar antecipadamente o seguimento clínico pelo hospital e pelos ACES e ULS eficaz, com adequada alocação nominal de profissionais e respectivos horários, e o fornecimento de equipamentos de protecção individual”.

"Nós, os velhos, em caso de necessidade, cedemos o ventilador que nos for destinado ao homem que tenha mulher e filhos"

Zé LG, 01.04.20

Esta, entre muitas outras, foi uma afirmação forte de Ramalho Eanes, numa entrevista intensa concedida a Fátima de Campos Ferreira, na RTP, há pouco...

É uma entrevista que vale a pena ver e rever, em que o General Ramalho Eanes faz um conjunto de afirmações contundentes, bem fundamentadas em reflexões profundas. Só para dar um exemplo, alerta para a necessidade de aproveitar esta oportunidade, surgida com dramatismo, para corrigir erros graves que as sociedades têm vindo a praticar, sob pena de crises como a que estamos a atravessar passem a surgir com maior frequência...

Abertas inscrições para Banco de Voluntariado do Baixo Alentejo

Zé LG, 31.03.20

Foi criado no Baixo Alentejo um Banco de Voluntariado com o objetivo, caso seja necessário, de "prestar apoio às estruturas de apoio social aos idosos", numa parceria da Cruz Vermelha, do Centro Distrital de Beja da Segurança Social e da CIMBAL.

202003302030409543 cruz vermelha.jpgCom esta iniciativa, as entidades envolvidas pretendem “dar uma resposta eficaz à pandemia provocada pela covid-19” e apelam a todos os interessados que façam a sua inscrição. É esclarecido, igualmente, que "os inscritos ficam apenas de prevenção e que só serão chamados em caso de manifesta necessidade."

“Fique em Casa, nós vamos até si”

Zé LG, 25.03.20

… é o mote lançado pela Santa Casa da Misericórdia de Beja, num programa de apoio à população mais vulnerável do concelho bejense que, nesta altura de pandemia por Covid19, necessita de auxílio.

20200323165341267 scmb.pngUma iniciativa que arrancou esta semana e presta ajuda a pessoas idosas, residentes no concelho de Beja com mais de 70 anos, com dificuldades em sair de casa, que estejam isoladas ou doentes.

Daqui e daqui.