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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Plataforma Casa Para Viver em Beja alertou sobre o "direito à habitação"

Zé LG, 27.01.24

202401271019197542.jpgA defesa do direito à habitação regressou hoje às ruas do País. Em Beja, a concentração da Plataforma Casa Para Viver começou às 09h00, junto ao mercado de Santo Amaro, com a distribuição de informação sobre o que falta cumprir nesta matéria e com as exigências desta organização. Os protestos voltam às ruas do País porque "os problemas relacionados com a habitação continuam e nalguns casos até agravaram". A Plataforma Casa Para Viver recorda que há reivindicações que continuam por cumprir como e que se pretende marcar a agenda política, num ano em que "é preciso pedir aos partidos compromissos relativos à habitação", tendo em atenção as legislativas de 10 de março.

Câmara de Beja vai limpar e entaipar edifício, depois de desocupado

Zé LG, 16.11.23

202305041559393044.jpgO Presidente da Câmara de Beja deixou claro que "a intervenção da autarquia no «Edifício Refer» é contribuir para uma limpeza final e profunda, do espaço em causa, ou seja, numa altura em que a possibilidade de nova ocupação já não se coloque" e esclareceu que "o que está perspetivado é encontrar uma solução para as pessoas que estão no «Edifício Refer», limpar e entaipar, cabendo depois à Cruz Vermelha Portuguesa decidir o que fazer com este espaço, que ao que tudo indica não será um lar residencial para idosos como estava previsto". Paulo Arsénio acrescentou que "a expetativa da Cruz Vermelha é ter esta questão resolvida até ao último dia de dezembro deste ano, mas isso não significa que não possa demorar mais algum tempo".

Este caso é um exemplo do que se passa em Beja: pessoas sem abrigo que deambulam pela Cidade e ocupam edifícios devolutos e degradados; número crescente de edidícios devolutos a degradarem-se a ritmo acelerado; dificuldades das entidades dialogarem e cooperarem na tentativa de resolver problemas que se arrastam sem fim à vista. Esperemos que este seja um princípio na inversão dessa situação, encontrando soluções dignas para as pessoas que ali se protegeram e que, finalmente, seja encontrada uma solução para a boa utilização daquele edifício.

Falta de habitação impede jovems de ter direito ao futuro

Zé LG, 15.10.23

202310152149243260.jpg«A questão (habitação) atravessa todas as gerações, mas são sobretudo os jovens as principais vítimas de uma problemática que, e entre outras consequências, os impede de sair da casa dos pais, por vezes de contrair matrimónio ou mesmo de ter filhos. Em resumo, de ter direito ao futuro. ...
Claro que há sempre dinheiro para quase tudo. Até para fazer a guerra. Para fazer casas para as pessoas é que não há. Ou talvez seja porque os governos não queiram, digo eu. Se as pessoas tivessem casas, os Fundos Imobiliários, os bancos e as seguradoras não tinham uma parte considerável dos seus lucros garantidos. E assim não seríamos uma sociedade liberal, empreendedora, onde “cada dificuldade deve ser uma oportunidade”. ...
Em Portugal, a taxa de habitação pública rondava, em 2022, os 2% (não é lapso, é mesmo dois por cento).» Miguel Bento, aqui.

PCP e BE "apelam" à participação na tribuna pelo direito à habitação

Zé LG, 29.09.23

202309231938106610.pngA Direção Regional do Alentejo do PCP e a Coordenadora Concelhia de Beja do Bloco de Esquerda "apelam" à participação no protesto, agendado para sábado de manhã, pelo direito à habitação. Em Beja está prevista a realização de uma tribuna pública, às 10.00 horas, no Jardim do Bacalhau, para exigir “medidas que baixem os custos com a habitação e garantam o acesso à mesma pelo tempo condigno e com a estabilidade necessária à emancipação e vida de cada um, o fim dos despejos e a revogação da Lei dos Despejos, mais habitação publica e alojamento estudantil e a melhoria dos salários, reformas e pensões para fazer face aos custos com a habitação.”

“5 anos volvidos, parece que se está a dar os primeiros passos!”

Zé LG, 15.09.23

Screenshot 2023-09-12 at 20-08-53 Rádio Vidigueira - Rádio Vidigueira.png«Como muitas vezes acontece, talvez esta reunião já peque por tardia! O diploma de base é de 2018, e 5 anos volvidos, parece que se está a dar os primeiros passos! Como em Portugal tudo é demorado em matéria administrativa, técnica e financeira (a ironia é que o simplex administrativo até foi criado por governos socialistas) é muito provável que daqui a dois anos estejamos quase no mesmo ponto de "arranque"! Existem estratégias locais de habitação (ELH) em quase todos os municípios, verbas cabimentadas para a sua implementação, mas falta o mais importante: Fica-se com a sensação de que ninguém sabe como vai operacionalizar o programa com as outras políticas sectoriais, nomeadamente, as políticas urbanas, sociais, de emprego, educação, saúde, transportes, etc. Em muitos casos, e apesar do diagnóstico das necessidades de habitação, é de prever que o dinheiro de cada ELH, se revele escasso atendendo à complexidade inerente à disponibilização de fogos habitacionais, nas várias modalidades! Esperemos que esta concertação de interesses e de esforços, se revele profícua para todos! A ver vamos...» Anónimo 13.09.2023, aqui.

CIMBAL fez com ministra ponto de situação das Estratégias de Habitação

Zé LG, 12.09.23

Screenshot 2023-09-12 at 20-08-53 Rádio Vidigueira - Rádio Vidigueira.pngOs municípios do Baixo Alentejo, reuniram com a ministra da Habitação, Marina Gonçalves, acompanhada do presidente do Conselho Diretivo do IHRU, António Gil Leitão. O “principal objetivo da reunião foi efetuar um ponto de situação sobre a implementação das Estratégias Locais de Habitação nos treze municípios do território, identificar os principais constrangimentos para o seu desenvolvimento e avançar com propostas de solução”, segundo a CIMBAL, que efetuou ainda a apresentação da Estratégia Supramunicipal de Habitação do Baixo Alentejo e do Plano Intermunicipal de Promoção de Habitação Acessível do Baixo Alentejo.

A CIMBAL diz ter sido uma “reunião profícua que permitiu avançar na procura de soluções conjuntas para dar resposta à questão da habitação no Baixo Alentejo, tendo ficado agendadas futuras reuniões, de âmbito técnico e a assinatura de protocolo de colaboração entre a CIMBAL e o IHRU, que permita capacitar as equipas técnicas municipais”.

Pousadas da Juventude de Évora e Beja reforçam alojamento estudantil

Zé LG, 01.09.23

pousada_0.pngDezanove pousadas da juventude, entre elas a de Évora e Beja, vão reforçar o alojamento estudantil em cerca de 9%, no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior. O “valor mensal dos quartos varia entre 200 e 300 euros por pessoa (conforme a unidade e tipologia), em quartos duplos ou múltiplos, e inclui pequeno-almoço, internet wi-fi, limpeza diária, troca de roupa de cama e atoalhados semanalmente e utilização da cozinha de alberguista”, para além de descontos no acesso a alguns serviços.

Concelho de Grândola vai ter Centro de Acolhimento para migrantes

Zé LG, 28.08.23

575d81414d5594df1b6bd2c8f290b116_XL.jpgO contrato de financiamento que permitirá a construção do Centro de Acolhimento para Refugiados Nuno Álvares Pereira, situado em Azinheira dos Barros, no concelho de Grândola, foi assinado entre a Fundação Padre Américo e o IHRU. O centro não limitará a resposta a pessoas refugiadas, podendo receber duas centenas de pessoas migrantes, respondendo a «uma necessidade» local mais abrangente, que inclui as pessoas que têm chegado ao Alentejo buscando melhores condições de vida. «O Alentejo é um território em transformação, com muitas comunidades migrantes», explicou Pedro Ruas, gestor do contrato para a construção do novo centro, sublinhando a importância de assegurar um acompanhamento «mais profissional» da comunidade estrangeira no Alentejo e destacou que o novo centro terá equipas «altamente especializadas em acolhimento de refugiados».

“um problema social grave e explosivo a curto prazo” em Beja

Zé LG, 24.08.23

imgLoader2 (5).jpg«É estranho ou talvez não, o facto de ninguém aqui querer tecer comentários sobre um dos temas mais importantes da nossa cidade. ...
Não só porque se trata de um problema social grave como explosivo a curto prazo. Pois para além da extrema pobreza e os riscos sanitários, todas aquelas crianças e jovens irão ter famílias numerosas como as dos seus pais. Pelo que não caberão todos num espaço exíguo como é o caso.
Que fazer então, ou como se pode lidar com tão grave situação?
Não tenho e creio que não há nenhuma solução mágica, mas apenas ideias ...
A primeira é que é um problema nosso, cidadãos de Beja em exclusivo. ...
E que mais tarde ou mais cedo, ter-se-á que construir bairros periféricos que alberguem não só as comunidades ciganas como até as de imigrantes. ...
E como em todo o mundo, porque não em vez de casas de betão, que exigem mais custos de manutenção, porque não de madeira e onde seja possível acoplar módulos conforme as necessidades e dimensões das famílias.
Por fim, claro que mesmo mais baratas, têm custos que se devem repercutir nas famílias e se necessário através do rendimento mínimo de inserção.
Tratam-se apenas de ideias, e não mais do que isso.
Anónimo 23.08.2023, aqui.

Câmara de Beja abriu concurso para aquisição de 45 habitações novas

Zé LG, 18.08.23

366382140_1730328564066046_7503834370428675053_n.jpgNo âmbito da Estratégia Local de Habitação (ELH) do concelho de Beja foi publicado o concurso público para aquisição das primeiras 45 novas habitações (tipologias T1 e T3) das 84 a que o Município de Beja se comprometeu, no contrato assinado com o IHRU em janeiro de 2022, uma das três componentes da ELH de Beja. As propostas serão apresentadas até 18 de setembro. Caso este concurso corra bem (tenha propostas), será lançado novo concurso para aquisição de mais cerca de 40 fogos das tipologias T2 e T4. Daqui.