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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

E vão seis meses… e a guerra continua. A quem interessa?

Zé LG, 24.08.22

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Seis meses depois da Rússia, de Putin, ter invadido a Ucrânia, de Zelensky, a guerra continua. Nem as intenções de Putin, nem as previsões dos EUA, da NATO e da UE, de que tratava de um conflito rápido se confirmaram. Seis meses depois e apesar de todas as sanções e “apoios”, a guerra continua a devastar a Ucrânia, a matar civis e militares, a deslocar milhões de pessoas, a empobrecer ainda mais os povos ucraniano e russo e a criar dificuldades aos povos do resto do mundo.

Para quando e como se poderá alcançar os tão ambicionados cessar fogo e paz? Mantenho a opinião que tenho desde o início: Independentemente do que cada uma possa achar da guerra, esta só terminará com um acordo entre a Rússia e a Ucrânia ou uma guerra mundial, de consequências incalculáveis. Isto porque: (1) Ninguém acreditará que a Rússia, de Putin, que invadiu a Ucrânia, volte atrás de “mãos a abanar”, o que implicará cedências territoriais por parte da Ucrânia, de Zelensky, mais ou menos estratégicas; (2) Ninguém acreditará que a Ucrânia, de Zelensky, por mais “apoios” que receba do “Ocidente” para manter a guerra contida àquele espaço, consiga vencer a guerra. Importa ainda lembrar o facto dos países mais populosos do mundo e com maiores forças militares (ainda) não manifestaram o seu apoio à Ucrânia, de Zelensky.

Face ao exposto, que me parece retratar factualmente a situação actual, basta escolher o achamos menos mau – um acordo bilateral, com cedências de território ucraniano à Rússia, de putin, ou continuação da guerra por tempo e consequências indeterminadas...

Os cereais ucranianos vão para quem mais precisa deles?

Zé LG, 06.08.22

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O primeiro carregamento de cereais ucranianos deixou o porto de Odessa na manhã desta segunda-feira, com destino ao Líbano.                                          (© TURKISH DEFENCE MINISTRY / AFP)

Saíram da Ucrânia mais três barcos de transporte, com mais de 58.000 toneladas de cereais, agora com destino à Turquia, Reino Unido e Irlanda, avançou esta sexta-feira o ministro da Defesa da Turquia, Hulusi Akar.

A visão do “único jornalista português que cobre a guerra do lado russo”

Zé LG, 20.07.22

Sem nome.png«Eu sou jornalista e estou deste lado [na região de Donbass, a cobrir o conflito a partir de zonas controladas pelas forças russas e separatistas], pelo que a única coisa que posso reportar é aquilo que vejo a partir daqui. Da mesma forma que os jornalistas que estão em território sob controlo ucraniano a única coisa que podem fazer é reportar o que vêm desse lado.

... qual o motivo para não existirem mais jornalistas portugueses aqui? Sou o único. A resposta a isso ajudaria a explicar se existe ou não uma campanha para que não venham para cá outros repórteres, para cobrir o outro lado da guerra. Era importante que existisse uma cobertura mais alargada deste lado da guerra, feita por diferentes órgãos de comunicação social. Ficaríamos todos a ganhar se houvesse outras vozes, além da minha, a reportar o que se passa aqui.»

Declarações de Bruno Amaral de Carvalho, em entrevista a José Pedro Lobato, aqui.

“Ucrânia é um dos principais produtores de aço mundial”?

Zé LG, 05.07.22

download-2020-05-12T145656.241-1200x675.png«Vi/ouvi, há dias, uma peça na RTP 1, onde se afirmava, com convicção, que a Ucrânia é um dos principais produtores de aço mundial. À luz dessa afirmação, a condenável destruição de siderurgias ganhou outra leitura. Vejamos os números:

Top 10 de produtores de aço — milhões de tons (Mt) em 2021: China — 1,032.8 (53% do total); Índia — 118.1; Japão — 96.3; Estados Unidos — 86.0; Rússia — 76.0 (estimativa); Coreia do Sul — 70.6; Turquia — 40.4; Alemanha — 40.1; Brasil — 36.0; Irão — 28.5 (estimated).

Depois, Itália, Taiwan e Vietname.

Ucrânia - 14º., produz 1,09% do aço mundial... China, Índia e Japão produzem 64%.»

Santiago Macias, aqui.

"o que acontecerá quando o entusiasmo para ajudar passar? Porque as coisas estão esfriando", pergunta o Papa

Zé LG, 16.06.22

Papa: a guerra não pode ser reduzida a uma distinção entre bons e maus

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Publicamos uma grande parte da conversa de Francisco com os diretores das Revistas dos Jesuítas, recebidos em audiência no Vaticano em 19 de maio. A íntegra do encontro foi divulgada na edição desta terça-feira (14) da revista "La Civiltà Cattolica". In: Vatican News

A Companhia está presente na Ucrânia. Estamos vivendo uma guerra de agressão. Nós escrevemos sobre isso em nossas revistas. Qual é o seu conselho para comunicar sobre a situação que estamos vivendo? Como podemos contribuir para um futuro de paz?

Para responder a essa pergunta, temos que nos afastar do esquema normal de "Chapeuzinho Vermelho": a Chapeuzinho Vermelho era boa e o lobo era o mau. Aqui não há bons e maus metafísicos, de uma forma abstrata. Algo global está surgindo, com elementos que estão muito interligados entre eles. Alguns meses antes do início da guerra encontrei um chefe de Estado, um homem sábio, que fala pouco, muito sábio mesmo. E depois de falar sobre as coisas de que ele queria falar, me disse que estava muito preocupado com a maneira como a OTAN estava se movendo. Eu lhe perguntei porquê, e ele me disse: "Estão latindo nas portas da Rússia. E não entendem que os russos são imperiais e não permitem que nenhuma potência estrangeira se aproxime deles". Ele concluiu: "A situação pode levar à guerra". Essa era a sua opinião. Em 24 de fevereiro, a guerra começou. Aquele chefe de Estado foi capaz de ler os sinais do que estava acontecendo.

Aquilo que estamos vendo é a brutalidade e a ferocidade com que esta guerra está sendo conduzida pelas tropas, geralmente mercenárias, utilizadas pelos russos. E os russos realmente preferem enviar chechenos, sírios, mercenários. Mas o perigo é que só vemos isso, o que é monstruoso, e não vemos todo o drama que está se desenrolando por trás desta guerra, que talvez tenha sido de alguma forma provocada ou não impedida. E registro o interesse em testar e vender armas. É muito triste, mas no final é isso que está em jogo.

 

PSD acusa o presidente da Câmara de Almodôvar de misturar “cargos com negócios”

Zé LG, 02.06.22

PSD-Almodôvar-768x432.jpgEm causa está o facto de António Bota ter adquirido um restaurante na localidade e ter contratado, para executar obras de remodelação do espaço, uma empresa que tem feito vários trabalhos para a Câmara. O PSD fala em “promiscuidade que deveria ser evitada”, frisando que “inclusive, neste momento, decorrem trabalhos contratuais entre essa empresa e a autarquia, o que deveria motivar uma outra atitude por parte do cidadão e presidente da Câmara, a bem da responsabilidade, ética, transparência e respeito pelos munícipes que está obrigado a representar” e questiona o facto do restaurante adquirido pelo presidente da autarquia, antes de abrir, ter servido refeições num recente evento de ciclismo financiado pela Câmara.

“Isto não é perseguição ao comuna?... Não?... É democracia?...Ah!”

Zé LG, 11.05.22

image.png«Uma associação de ucranianos denunciou que em Setúbal (presidência CDU), Aveiro (PSD), Gondomar (PS) e Albufeira (PSD) os refugiados da guerra na Ucrânia estavam a ser recebidos por, cito as palavras que Pavlo Sadokha usou na RTP, a 29 de abril, "russos e ucranianos pro-Moscovo".

Este presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal afirmou que avisou essas autarquias do facto e que, nessa data, apenas a algarvia alterara a situação.

Nessa manhã o jornal Expresso titulara, em manchete, "Ucranianos recebidos em Câmara CDU por russos Pró-Putin".

… Porque carga de água é que só o PCP e a CDU levam pancada, são investigados, são criticados, são acusados pelos processos de receção aos refugiados ucranianos? Porque é que as outras autarquias, com procedimentos similares ou também controversos, são poupadas a esse escrutínio? Porque é que as instituições nacionais com responsabilidades nesta operação são esquecidas?

Isto não é perseguição ao comuna?... Não?... É democracia?...Ah!»

Pedro Tadeu, Jornalista, aqui.

“Não sei onde é que isto vai parar, mas receio que acabe mal”

Zé LG, 06.05.22

279847962_10158608861163302_5462405853837098712_n.

«Razão para perguntar se, no lado ucraniano, a realidade que os camaradas do Bruno mostram não é apenas a realidade de um país invadido e se a Visão e vigilante Ana Gomes não entendem como útil aos cidadãos o conhecimento do que ocorre em cada um dos lados.

Insistamos na questão: os jornalistas, Ana Gomes, João Galamba, os cidadãos consideram mesmo dispensável a cobertura jornalística "no outro lado" da guerra? Que noção e que valor dão realmente ao pluralismo jornalístico, incluindo o reconhecimento de que a realidade é sempre observada, analisada e contada de ângulos e perspectivas mais ou menos singulares?

Resumindo:

O velho macarthismo agora travestido de puritanismo jornalístico anda à solta, farejando um comunista atrás de cada repórter. Pena não haver mais camaradagem, respeito pelo trabalho dos outros e defesa do direito dos outros ao trabalho. Não sei onde é que isto vai parar, mas receio que acabe mal.»

Leiam aqui este pertinente e oportuno texto de Alfredo Maia, ex-presidente do sindicato dos jornalistas, que a todos nos devia fazer refectir se é isto que queremos.

Afinal quem invadiu a Ucrânia? Foi a Rússia ou o PCP?

Zé LG, 23.04.22

_100518426_irsqueafp.jpgAs invasões, ocupações e intervenções de países por outros são mais que muitas e todas condenáveis. Umas não podem nem devem servir de justificação a outras. O PCP costuma(va) ter uma posição que muito me agrada, que é a de que nenhum país deve intervir nas questões internas de outro, salvo se a pedido do seu governo legítimo, e, por isso, sempre esteve na primeira linha da crítica às inúmeras intervenções, directas ou por interpostos agentes, dos EUA noutros países. Já quando se trata(va) de intervenções da ex-URSS ou da Rússia, como agora está a acontecer na Ucrânia, não é capaz de tomar a mesma posição, ficando-se por, quando muito, criticá-las mas justificando-as. É o que se verifica agora, mais uma vez. Zelensky e o seu governo podem ser tudo o que de pior o PCP diz deles, mas nada disso justifica a invasão e a guerra desencadeadas pela Rússia na Ucrânia com o objectivo de ocupá-la "a bem", através de um governo seu amigo, ou à força, através da guerra, ocupando-a por inteiro ou partes que reduzam drasticamente a sua importância.

Posto isto, parecem-me manifestamente despropositadas as críticas tão profusamente feitas ao PCP, pelas posições que tem tomado, que não são novas e que tem o direito de tê-las, por mais condenáveis que as possamos considerar. Perante tudo o que tantos têm escrito e dito sobre as posições do PCP, chego a ter dúvidas se foi Putin a dar instruções para a Rússia invadir a Ucrânia ou se foi o PCP. E também é verdade que algumas pessoas do PCP, por aquilo que têm dito e escrito, não têm ajudado a esclarecer estas dúvidas...

Se o PCP só dissesse isto eu até estava de acordo...

Zé LG, 21.04.22

20220420_declaracao_paulsa_santos_conferencia_impr«Face à grave situação na Ucrânia e no Leste da Europa, que afecta de forma preocupante toda a situação mundial, o PCP reafirma a necessidade de serem realizados todos os esforços no sentido da paz e contra a escalada da guerra e que deve ser este objectivo que deve pautar o papel de Portugal e das suas instituições. Ao mesmo tempo, o PCP reafirma que não tem nada a ver com o governo russo e o seu presidente. A opção de classe do PCP é oposta à das forças políticas que governam a Rússia capitalista e dos seus grupos económicos

O problema é que, quando explica mais a sua posição, atribui todas as responsabilidades pela situação ao governo ucraniano e seus apoiantes e passa olimpicamente ao lado das responsabilidades de Putim e do governo russo, como se não tivesse sido a Rússia a invadir a Ucrânia e a iniciar a guerra. Para além de todas as razões e justificações que possam existir ou ser apresentadas, há um país agressor e um país invadido e a ser destruído, há milhões de ucranianos que tiveram de fugir das suas casas, das terras e do país onde viviam, deixando tudo para trás. Há milhares de mortos e muitos mais feridos. Todas as guerras têm essas consequências, em maior ou menor grau. Mas quem iniciou esta e quem invadiu a Ucrânia foi a Rússia. Putin e o governo russo não podem deixar de ser condenados por isso. Tal como todos os outros que tiveram responsabilidades semelhantes noutras situações. Mas agora é desta que se trata. O PCP não pode dizer que defende a Paz e não responsabilizar quem iniciou esta guerra e invadiu um país.

"ONU alerta para aumento de demonstrações de ódio e violência nos Balcãs"

Zé LG, 06.04.22

«De acordo com Alice Wairimu Nderitu, nas últimas seis semanas, o conflito na Ucrânia deteriorou algumas dessas dinâmicas, com demonstrações de ódio, “incluindo reivindicações abertas de violência contra membros de um grupo nacional” e “apelos à religião como fonte de legitimidade para violência ou alinhamento de atividades nacionais para a causa das partes beligerantes no conflito na Ucrânia”.»

Mesmo numa guerra, não vale tudo

Zé LG, 03.04.22

guerra.pngAs imagens publicadas de Bucha, na Ucrânia, são demasiado violentas e atentatórias dos mais elementares direitos humanos, mesmo em plena guerra, para que fiquem sem responsáveis apurados e responsabilizados. Tudo deve ser feito para que os seus responsáveis sejam condenados para que crimes hediondos não sejam cometidos.

A Terra está a ficar pouco recomendada para vivermos

Zé LG, 31.03.22

Ainda não saímos de uma pandemia a que se apressaram a chamar "guerra" e já temos uma guerra a sério, mandada fazer por um aspirante a imperador, cujo fim ainda não se vislumbra.

briga-e-discussao-imagem-animada-0010.gifTalvez sejam estas razões mais que suficientes para todo o tipo de excessos, de que refiro apenas dois exemplos recentes: O Presidente dos EUA chama "carniceiro" e outros "mimos" ao Presidente da Federação Russa (refiro os cargos que desempenham, para que se perceba que não são dois amigos desavindos depois de uns copos...); Na entrega dos Óscares, um comediante deu uma chapada no seu colega que fez a apresentação, porque não gostou da piada que este fez à sua esposa e foi aplaudido!... A exasperação que se nota nos relacionamentos entre as pessoas é bem evidente. Com exemplos destes...

“Só fica confuso quem andou distraído da política”

Zé LG, 28.03.22

70365791_10205606536479761_4613475439241854976_n.j«Os anti-stalinistas não estão confusos. Como é sabido, a maior parte das antigas Repúblicas Soviéticas transformaram-se em antros de corrupção oligárquica. A feroz acumulação capitalista que se deu com o desmembramento da URSS foi não só selvagem, mas sobretudo mafiosa. Devido a isso, apenas algumas conseguiram transitar para regimes democráticos. Só fica confuso quem andou distraído da política, ou sossegadinho pela informação tendenciosa.»                                      Munhoz Frade 28.03.2022, aqui.

Quem (não) quer a Paz?

Zé LG, 27.03.22

image.jpgSou contra a invasão da Ucrânia, como sou contra a invasão de qualquer outro país soberano. A Rússia, tal como todos os países que invadiram outros países soberanos, merece a nossa condenação. Dito isto, que parece amplamente consensual, pergunto se todos os que agora se dizem “ucranianos” se dizem (ou disseram alguma vez) igualmente “iraquianos” ou “palestinos”, só para dar dois exemplos...

Não gosto de unanimismos e temo as visões únicas de situações e problemas complexos. E fico preocupado com a forma como são tratados todos os que levantam a mínima dúvida em relação à visão única que nos é apresentada.

A invasão da Ucrânia e a guerra feita pela Rússia neste país soberano, não tem justificação. Não me parece que tenha sido esgotada a via diplomática para resolver diferendos e conflitos existentes. Mas a guerra está lá, a matar e ferir milhares de pessoas, a expulsar muitas mais daqueles territórios, a destruir cidades e vidas. Quando vai acabar? Fica por ali contida ou estende-se a outros países? Que consequências vai ter na Ucrânia, na Rússia, na Europa e no Mundo? Mesmo à distância já sentimos algumas. Mas que mais irá acontecer?

Perante esta dramática situação, ouvimos apelos à paz mas não vemos serem dados passos nesse sentido. Antes pelo contrário, vemos, ouvimos e lemos declarações de guerra, acusações de crimes contra a humanidade e uma corrida ao reforço do armamento. Será este o caminho para se chegar ao cessar fogo e à construção dos compromissos necessários ao fim da guerra e à contrução da paz?

Nestas situações críticas – a pandemia, a guerra -, por que passamos é frequente dizer-se que todos perdemos. Mas não é verdade! Veja-se o que aconteceu com a pandemia...

O jogo dos números de mortos na guerra na Ucrânia

Zé LG, 19.03.22

guerra.pngTemos assistido à divulgação de números de mortos na guerra na Ucrânia que, só por si, nos devem fazer reflectir. Acontece principalmente com os números divulgados pelas autoridades ucranianas, porque é de onde recebemos quase todas as informações. Desde o princípio que o número de militares russos mortos divulgado por Kiev, quase, que duplicava diariamente. Fui registando até 13.000, depois perdi-me... Entretanto, de militares ucranianos não tenho ouvido números, o que é estranho porque seriam, em princípio, mais fáceis de contabilizar... E os números de civis mortos ainda geram mais confusão, porque apesar de dizerem que há cidades, incluindo prédios de habitação, quase totalmente destruídas, o último número que ouvi foi de 800 e tal. Ou seja, as tropas russas estão a destruir cidades e "só" mataram 800 e tal civis e não se sabe se mataram algum militar ucraniano e, entretanto, já sofreram mais de 13 000 baixas...

Vamos lá então falar da guerra e das suas implicações

Zé LG, 15.03.22

p0bsg9sr.jpgSou dos que consideram que, apesar do grande flagelo que é a guerra, designadamente para as pessoas que a “sentem na pele”, a vida continua e que não podemos / devemos deixar-nos paralisar por antecipação das suas consequências.

Não perco (não foi erro, foi mesmo intencional) muito tempo a ver o que nos mostram em directo da guerra, não me sou nem quero ser voieur das desgraças que afectam a humanidade. Prefiro, enquanto puder, ocupar o meu tempo com outras coisas. Mas, procurando ir ao encontro de quem acha que (só) a guerra é assunto para debate na actualidade, aqui ficam alguns temas para debate, sugeridos por este “Anónimo 15.03.2022”, aqui.

«O que pode fazer, ou está a fazer a nossa autarquia em relação aos refugiados?
Estamos preparados para a crise que ai vem?
Como foi possível isolar uma nação como a Rússia de toda a informação do exterior?
Devemos criticar os boicotes a tudo a que é "Russo" ?
Está o Putin a preparar-se para utilizar armas químicas?
Quem recebeu financiamento do Putin?»

GUERRA – não deitem mais "achas para a fogueira"

Zé LG, 11.03.22

MTIxNzI.jpgUma guerra, qualquer que seja, é uma coisa demasiado grave e complexa para poder ser analisada como se analisa um jogo de futebol ou o big brother à mesa do café...

O que é importante e fundamental, logo que uma guerra seja iniciada, é procurar a forma / fórmula para lhe por termo o mais depressa e duradouramente possível.

Infelizmente, parece que nem todos, designadamente os "especialistas", entendem ou querem isso, parecendo alguns mais interessados em deitar "achas para a fogueira" do que apagá-la…

Não alimentemos também nós, cada um de nós, o ambiente crispado que dificulta a procura de entendimentos que ponham fim à guerra e evidencia e acentua divergências também entre nós.

Não basta dizermos que somos contra a guerra e que queremos a paz, devemos ser consequentes nos comportamentos que temos, mesmo no nosso dia a dia, no relacionamento uns com os outros.

“DE BAGDADE A KIEV (OU O ARLEQUIM PORTAS SEMPRE A FACTURAR)”

Zé LG, 07.03.22

-4.jpg«Paulo Portas, o irrevogável oportunista que foi ministro da Defesa de um governo, chefiado por Durão Barroso, que aprovou a invasão do Iraque, e até quis enviar tropas portuguesas para ajudar a arrasar esse país, decisão inviabilizada por Jorge Sampaio, comenta agora na televisão a invasão da Ucrânia. Boa escolha da TVI. O arlequim sabe da poda.» Pedro Martins, aqui.

PCP condena a intervenção militar da Rússia na Ucrânia e diz que está do lado da paz, não da guerra

Zé LG, 06.03.22

No comício comemorativo do 101.º aniversário do PCP, no Campo Pequeno, em Lisboa, em que se gritou "paz sim, guerra não", Jerónimo de Sousa condenou "a recente intervenção militar da Rússia na Ucrânia, "uma guerra que urge parar e que nunca deveria ter começado", e a intensificação da escalada belicista dos Estados Unidos, da NATO e da União Europeia".

jcf2295.jpg"Não caricaturem a posição do PCP que sem equívocos, e ao contrário de outros, condena todo um caminho de ingerência, violência e confrontação, o golpe de Estado de 2014, promovido pelos EUA na Ucrânia, que instaurou um poder xenófobo e belicista, a recente intervenção militar da Rússia na Ucrânia e a intensificação da escalada belicista dos EUA, da NATO e da União Europeia”, afirmou.