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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O PCP (ainda) incomoda muita gente e a guerra na Ucrânia sem fim à vista

Zé LG, 05.06.24

Banner-Lopes-Guerreiro-300x286.jpgPode-se gostar ou não, pode-se concordar ou não com o PCP, mas pela resistência, pela coerência e pela persistência na luta pelos ideais, pelas políticas e pelos objectivos que defende não deixa ninguém indiferente.
Mesmo os que o acusam de continuar agarrado ao passado, a defender ideias e políticas ultrapassadas e de, para as defender, usar sempre a mesma cassete, não só não lhe são indiferentes as propostas do PCP como mostram até perturbá-los.
Independentemente da correcção e da razão que possa assistir às ideias que defende e às propostas que apresenta, um mérito não se pode negar ao PCP – o de incomodar, desassossegar e mostrar que nem todos pensam da mesma maneira, que há quem veja as questões de outra forma e apresente outros caminhos e propostas, diferentes dos que a opinião dominante tenta apresentar como únicos.

 

Até onde nos leva esta escalada da guerra na Ucrânia?

Zé LG, 01.06.24

Nato.png“Desde a invasão russa da Ucrânia em 2022, os aliados forneceram aproximadamente 40 mil milhões de euros por ano em ajuda militar à Ucrânia. Devemos manter pelo menos este nível de apoio todos os anos, durante o tempo que for necessário”, defendeu o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, depois de ter sugerido que os aliados dedicassem 100 mil milhões de euros para ajudar a Ucrânia na sua guerra contra a Rússia, e sugeriu aos aliados “que partilhem o encargo de forma equitativa”.

Pescov.png“Os países membros da NATO, especialmente os Estados Unidos e outras capitais europeias, iniciaram um novo ciclo de escalada nos últimos dias e semanas”, denunciou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, acrescentando que os países ocidentais “estão a provocar a Ucrânia por todos os meios possíveis para continuar uma guerra sem sentido” e avisando que a situação “acabará por ser prejudicial para os países que tomaram o caminho da escalada”.

Uma nova guerra civil não seria como outras

Zé LG, 14.04.24

Sem nome (53).png ... «com exércitos em manobras no campo de Batalha. Provavelmente seria um vale-tudo-menos-tirar-olhos, vizinhos contra vizinhos, divididos por crenças, cores da pele e religiões. Seria horrível.» ...                                                    «Os livros de História das guerras civis abrem geralmente com capítulos sobre os antecedentes desses conflitos. No caso dos EUA, esse primeiro capítulo poderia ser escrito hoje, Os desequilíbrios económicos e ambientais aumentam a cada ano que passa. A riqueza produzida na país reverte a favor dos que estão no topo. O Governo, cuja legitimidade nunca é reconhecida por todas as partes, não merece confiança. Diminui a fé nas instituições, sejam elas quais forem. O desígnio nacional esmorece. A solidariedade nacional está em processo de erosão. Mesmo quando dele recebe uma mandato claro, o Governo é cada vez mais incapaz de cumprir a vontade do seu povo. A politiquice contamina todas as tarefas executivas.» Do artigo "A próxima guerra civil já começou (e ainda ninguém reparou)", de Stephen Marche, in VISÃO de 28/03/2024.

Conselho de Segurança da ONU exige cessar-fogo imediato em Gaza

Zé LG, 25.03.24

onu.pngO Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) adotou hoje uma resolução que exige um cessar-fogo imediato em Gaza durante o Ramadão, que recebeu 14 votos a favor e uma abstenção dos Estados Unidos da América. Após mais cinco meses de guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas em Gaza, esta é a primeira vez que o Conselho de Segurança consegue aprovar uma resolução relativamente a um cessar-fogo no enclave, após vários projetos terem sido consecutivamente vetados.
A resolução "exige um cessar-fogo imediato para o mês do Ramadão, respeitado por todas as partes, levando a um cessar-fogo duradouro e sustentável", a libertação imediata e incondicional de todos os reféns e a garantia de acesso humanitário para atender às suas necessidades médicas e outras necessidades humanitárias, e que as partes em conflito cumpram as suas obrigações ao abrigo do direito internacional "em relação a todas as pessoas que detêm”.

Quem alimenta a guerra na Faixa de Gaza?

Zé LG, 09.03.24

Sem nome (29).pngOs Estados Unidos autorizaram mais de 100 acordos secretos de vendas de armas a Israel, incluindo milhares de bombas, desde o início do conflito com o Hamas, a 7 de outubro último.
São conhecidos poucos detalhes destas transações mas, de acordo com a publicação americana ‘The Washington Post’, deverão estar incluídas munições guiadas com precisão, bombas de pequeno diâmetro, destruidores de bunkers, armas pequenas e outras ajudas letais.
A campanha de bombardeamento de Israel sobre a Faixa de Gaza é uma das mais intensas da história militar: mais de 30.700 palestinianos foram mortos, enquanto grande parte da faixa ficou inabitável, criando uma crise humanitária sem precedentes, incluindo uma fome iminente.

Até quando o mundo vai continuar a permitir esta barbárie?

Zé LG, 06.03.24

palestina-israel-crianca1.jpegTess Ingram, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), disse que nunca pensou assistir a tanto horror durante a visita de uma semana, em trabalho, que efetuou ao sul e centro da Faixa de Gaza.
“A situação das crianças na Faixa de Gaza é inacreditável. Pelas notícias que vemos e lemos e pelas imagens que vemos, todos sabemos que é uma situação terrível. Mas quando se vê ao vivo e se fala com as pessoas sobre o que elas suportaram ao longo de 120 dias de guerra, isso faz-nos compreender que se trata de algo que está a tirar às pessoas a sua esperança, a sua dignidade e a sua segurança”.
“Muitas crianças estão exaustas. Têm fome, estão traumatizadas com o que viram e estão doentes porque estão a beber água contaminada, não estão vestidas adequadamente, estão expostas aos elementos e a viver muitas vezes em espaços muito lotados onde é muito fácil a propagação de doenças. Não há lugar para uma criança e não há lugar seguro na Faixa de Gaza para onde estas crianças possam ir”.
A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, manifestou a sua "profunda preocupação" com a crise humanitária em Gaza durante uma reunião em Washington com Benny Gantz, membro do gabinete de guerra israelita.
"É preciso resolver o problema". Trump apoia guerra de Israel em Gaza.

Até quando os EUA e outros vão continuar a apoiar estes massacres?

Zé LG, 01.03.24

gaza.pngIsrael levou a cabo um "massacre abominável" (nas palavras do governo do Qatar) no norte da Faixa de Gaza, na quinta-feira, que resultou na morte de mais de 100 pessoas e em mais de 700 feridos, segundo a Cruz Vermelha. As vítimas - civis - encontravam-se a aguardar a entrega de comida. O secretário-geral da ONU, António Guterres, "condenou o incidente", manifestando-se "consternado com o trágico custo humano do conflito". Já o subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, alertou que "a vida está a deixar Gaza a um ritmo aterrador". Por sua vez, o chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, denunciou uma "nova carnificina" e mortes "totalmente inaceitáveis" de "civis que estavam desesperados por ajuda humanitária" no norte de Gaza, dizendo-se "horrorizado". Daqui.

Basta de hipocrisia! De que valem palavras de indignação e solidariedade quando continuam a apoiar o governo de Israel e a alimentar a guerra causadora “do genocídio e da limpeza étnica do povo da Faixa de Gaza”? O que já teria acontecido se os papéis estivessem invertido?

Guerra Israel-Hamas sem fim à vista

Zé LG, 13.01.24

f9x0-chwwaaclgy.jpg“Nenhum plano de batalha sobrevive ao primeiro contato com o inimigo”: a frase do famoso estrategista alemão Helmuth von Moltke aplica-se perfeitamente à tragédia que o mundo testemunha em Gaza. Três meses após o início do conflito, os civis têm suportado o peso da violência dos dois lados, com a morte de mais de 22 mil palestinianos em Gaza e de 1.200 israelitas – cerca de 85% dos habitantes de Gaza foram deslocados e um quarto da população enfrenta a fome, denunciaram as Nações Unidas.

O conflito dá poucas mostras de poder parar num futuro próximo e pode resultar num impasse, segundo ilustrou a publicação ‘The Conversation’. Mas, há quem esteja a vencer? Dificilmente…

 

“não se pode ganhar uma guerra militarmente se, ao mesmo tempo, se perde a paz”

Zé LG, 10.12.23

b633d770-6a9b-11ee-a748-119a837bdbcd.jpg“Se milhares de crianças são mortas, isso não deixa ninguém indiferente”, afirmou a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, defendendo que “as ações militares têm de ser mais precisas, porque a luta de Israel não é contra palestinianos inocentes, mas contra a organização terrorista Hamas”.
“É por isso que as baixas civis devem ser evitadas tanto quanto possível e Israel deve garantir que menos pessoas sejam mortas na luta contra o terror”, afirmou, acrescentando que “Não se pode chamar os civis para a segurança através de panfletos se não houver locais seguros”, referindo-se aos avisos israelitas para que os residentes abandonem zonas que vão ser atacadas.