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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Preso político cubano morre em greve de fome

Zapata Tamayo morreu esta terça-feira num hospital de Havana, após 85 dias de greve de fome em protesto contra o tratamento recebido na prisão. Trata-se da primeira morte de um prisioneiro político cubano desde os anos 70.
Viveu os últimos anos num recorrente entra e sai das prisões cubanas, tendo sido preso pela primeira vez em 2002 por fazer greve de fome em apoio aos prisioneiros do regime castrista.
Em 2003, Zapata Tamayo, membro de uma associação cívica ilegalizada pelo governo cubano, foi condenado a 18 anos de prisão por alegada desordem pública.

 

Quem morre pelos seus ideais merece o meu respeito, por maior repúdio que me possam merecer os seus ideais. Um regime que deixa morrer, ou mata, quem pensa diferente não revela força, mostra medo e não sobreviverá, por mais tempo que dure.

A Greve da fome da Sahauri Aminetu Haidar

Confesso que as notícias recentes sobre a greve de fome da sahauri Aminetu Haidar me chocaram. Como é possível que a Comunidade Internacional pareça ter esquecido a Questão do Sahará Ocidental (RASD)?
   Mas... também me chocam as reacções de alguns analistas e de muitos leitores de jornais e blogues. Em linhas gerais, vários, não maioritários, mas em número significativo, defendem a chamada «RealPolitik», isto é, que o que está feito, está feito, e que não vale a pena falar-se dos Direitos do Povo Sahauri, e que se perde tempo com estas causas. Há quem chegue a dizer que, sem petróleo ou outras riquezas em causa, ninguém se importa, a não ser idealistas ultrapassados.
   O que o caso de Aminetu Haidar prova é que há causas pelas quais vale a pena lutar... e, talvez, infelizmente, morrer. A liberdade dos povos não está morta, o Direito Internacional tem de ser respeitado. Pouco importa que seja no Irian Jaya (Nova Guiné Ocidental), no Curdistão, no Sahará (RASD), em Olivença, na Irlanda do Norte, ou em qualquer ponto do globo onde subsistam situações coloniais, de desrespeito pelos Direitos Humanos, de violação do Direito Internacional. E não há perspectivas de real progresso sem que tal se verifique.
   Engana-se quem pensa que basta garantir prosperidade económica para que os povos se calem. O ser humano não se reduz a uma mera máquina consumista. Que o diga a Bélgica, um dos países mais prósperos do mundo, onde as divergências entre duas entidades se discutem de forma tão exaltada.
   Estremoz, 11 de Dezembro de 2009

Carlos Eduardo da Cruz Luna

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