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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Jerónimo de Sousa diz que “ditadura do défice não dá resposta aos problemas do país”

jerónimo.jpgO secretário-geral do PCP criticou neste sábado o programa do Governo PS por “dar prioridade” à “ditadura do défice” e manter “privilégios” dos grandes grupos económicos “em detrimento” do investimento e da resposta aos problemas do país.

Jerónimo de Sousa veio a Beja dizer que “desviam-se milhões para negócios ruinosos, como o Novo Banco, mas não se dá resposta às necessidades do desenvolvimento do País, como é o caso do distrito de Beja que vê adiada a resposta aos seus problemas e aos das sua gentes que tem direito de usufruir de uma eficiente rede de acessibilidades rodoferroviárias, ou de uma rede de cuidados de saúde de qualidade prestados pelo Serviço Nacional de Saúde.”

São muitos os milhões que se esvaem, enquanto se adia a reclamada requalificação da rede de estradas nacionais, como por exemplo a ligação Moura – Barrancos, as ligações Cuba-IP8, a ligação Beja/Aljustrel-Odemira, a concretização de projectos e obras adiadas sucessivamente como o IP8/A26 em perfil de autoestrada, ou a modernização da rede ferroviária, entre muitos outros problemas a aguardar a resposta que se impõe.

"Não, Secretário João Galamba. Aljustrel não é um “bom exemplo” ambiental."

galamba.PNGNo programa Prós e Contras do dia 11 de Novembro de 2019, o Secretário de Estado Adjunto João Galamba referiu Aljustrel enquanto um "exemplo" no que concerne a “minas modernas”, referindo-se a um suposto bom desempenho ambiental que "vale a pena ver". Estas afirmações vão contra posições de diversas instituições, individualidades, investigações jornalísticas e movimentos ambientalistas. Vão também contra um largo consenso entre a população da vila mineira alentejana: a população quer a mina aberta, mas quer também que sejam tomadas medidas que salvaguardem o ambiente e a saúde.

O Movimento Aljustrel Pelo Ambiente repudia qualquer tratamento leviano dos problemas ambientais e de saúde de Aljustrel. ... Rejeitamos também que Aljustrel seja apresentado enquanto bom exemplo ambiental enquanto os problemas ambientais que se arrastam não forem devidamente estudados e resolvidos.

As palavras de João Galamba chocam de caras com a realidade. Um tema desta complexidade não se coaduna com declarações levianas na praça pública. Em vez de espalhar desinformação sobre temas complexos, pede-se aos responsáveis políticos que falem com conhecimento de causa e sustentação científica e técnica. Aproveitamos estas infelizes declarações do Secretário de Estado para reafirmar a necessidade de mais fiscalização e de mais medidas concretas para mitigar os efeitos da indústria na vila mineira.

Leia tudo aqui.

PCP questiona Governo sobre reativação do ramal ferroviário de Aljustrel

João-Dias10-768x512.jpgO Grupo Parlamentar do PCP quer saber se o Governo tem “conhecimento dos efeitos resultantes para a população, ambiente e infraestruturas rodoviárias no que respeita ao transporte de minério, com recurso a viaturas pesadas usado pela Almina”, se “reconhece que o transporte por via rodoviária compromete a saúde e segurança das populações, (…)”, “quais os custos acrescidos com a reparação de infraestruturas rodoviárias danificadas pela sobrecarga resultante do transporte de minério”, “que medidas pensa o Governo tomar para eliminar todos os efeitos prejudiciais resultantes do transporte de minério (…)”, se “reconhece que o Ramal Ferroviário de Aljustrel de apenas 8 km e 276 m é a melhor opção para o transporte de tão avultadas quantidades de minério” e se “está o Governo disponível para implementar um plano de reativação do Ramal Ferroviário de Aljustrel”.

João Dias, deputado do PCP disse que tem recebido muitas preocupações “relativamente ao transporte de minério” proveniente da Almina.

Ministro das Infraestruturas “promete” abertura da A26 para daqui a três meses

A26.jpgO troço da A26 concluído e encerrado há mais de dois anos vai abrir ao público daqui a “cerca de 3 meses”. A afirmação foi feita aos jornalistas pelo ministro das Infraestruturas, em Elvas, à margem da cerimónia de assinatura do auto de consignação da empreitada de construção do novo troço ferroviário entre Alandroal e Elvas.
O ministro das Infraestruturas admitiu que não fazia sentido nenhum a obra estar concluída e, por falta de uma Praça de Portagens, não poder ser utilizada.

Se não fazia sentido, como todos estamos fartos de saber e denunciar, porque tem estado há mais de dois anos o troço da A26 fechada, senhor ministro? Vamos ver, daqui a três meses, se já podemos circular nela e em que condições....

Primeiro-ministro diz que eletrificação da linha férrea Beja/Funcheira não está prevista nem para daqui a 10 anos

Ontem, na apresentação do programa do XXII Governo Constitucional, foi dito por António Costa, em resposta a uma pergunta de um deputado do PEV, que a eletrificação da linha férrea Beja/Funcheira “não é uma prioridade” e não está no “Programa Ferrovia 2020 nem no Programa Nacional de Infraestruturas”.

A Plataforma Alentejo diz que é “uma má notícia” e que “o bom-senso acabará por prevalecer” e o Beja Merece+ que “não há boas intenções” para a região e que, por isso, a “pressão ao primeiro ministro tem de subir de tom”.

funcheira.jpgEsperamos agora ouvir o que têm para dizer os deputados, os autarcas e os dirigentes regionais do PS sobre esta posição do primeiro-ministro.

Para memória futura: Costa quer salário mínimo de 750 euros em 2023

antonio_costa_tomadaposse_lusa.jpgOs portugueses exigem que façamos mais e melhor”, disse António Costa no discurso de tomada de posse no Palácio da Ajuda. Nesse sentido, o primeiro-ministro defende que “nesta legislatura é necessário ter uma valorização do salário mínimo”. Por isso defende que o objetivo do Governo é atingir um salário mínimo de 750 euros em 2023.

“É desta que o nosso território vai mesmo ficar um brinquinho”

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Só alguém com manifesta falta de visão não compreende as vantagens do foco na resolução de problemas, se o que é preciso é valorizar o interior, o melhor mesmo é diminuir as probabilidades de dispersão no trabalho que é preciso fazer.

Confesso que estou em pulgas para ver finalmente a paisagem do país a ser gerida como deve ser, cada assunto tratado de forma profunda e completa, sem distracções nem desvios, ...

Desmantelamento do Ministério da Agricultura é retrocesso e erro histórico

O anúncio por parte do Primeiro-Ministro da nova estrutura orgânica do XXII Governo Constitucional constitui, no que respeita à área da Agricultura, da Floresta e do Desenvolvimento Rural (espalhando-as por três ministérios distintos), um erro e um retrocesso histórico.

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Trata-se de um processo de desarticulação de uma área estratégica que devia ser prioritária para o País, do ponto de vista da defesa da produção nacional, da defesa do mundo rural, da defesa da natureza e de um ambiente ecologicamente equilibrado, ou da defesa da floresta contra incêndios. De facto, não compreender a dinâmica da agricultura nacional com toda a sua dimensão agrícola, pecuária, silvícola e florestal, em que os tempos de trabalho, as práticas agrícolas e os rendimentos se complementam, e colocar as políticas de costas umas para as outras levará, inevitavelmente, à redução de rendimentos e ao abandono de novas áreas.

Leia o resto NOTA DA COMISSÃO NACIONAL DE AGRICULTURA JUNTO DO COMITÉ CENTRAL DO PCP.

Esvaziar o Ministério da Agricultura de competências é uma boa solução?

Começo pelo fim: espartilhar” as competências tradicionais do Ministério da Agricultura entre pelo menos três ministérios (Ambiente e Ação Climática, que assume as florestas em exclusivo, Coesão Territorial, que arrecada o Desenvolvimento Rural, e Agricultura, que fica com o que sobra) parece-me ser uma ideia muito estranha. Tão estranha, tão estranha que só espero que possa ser genial. Leia o resto deste pertinente e oportuno artigo.

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Novo governo tem mais sete membros que o anterior

thumbs.web.sapo.io.jpgO primeiro-ministro indigitado, António Costa, apresentou hoje ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, uma equipa de 50 secretários de Estado para o XXII Governo Constitucional, entre eles 18 mulheres. A lista conta com 22 novos nomes em relação ao Governo anterior.

No total, incluindo o primeiro-ministro, o XXII Governo Constitucional terá 70 elementos, somando ministros e secretários de Estado, dos quais 26 mulheres e 44 homens. O peso das mulheres no conjunto do novo Governo será de 37,1%.

O executivo cessante de António Costa, o XXI Governo Constitucional, tem 17 ministros (passa agora para 19), 43 secretários de Estado, 17 dos quais mulheres. No total, entre primeiro-ministro, ministros e secretários de Estado, a atual equipa cessante tem 61 governantes.

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