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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

"Futuros autarcas devem ser agentes ativos do desenvolvimento económico e social"

Zé LG, 11.07.21

15534161_MKKAw.jpegA autarquia deve "apostar em fixar mais empresas, criando mais empregos e riqueza e condições para que as pessoas se fixem, sem o que pouco mudará no desenvolvimento do concelho", assumindo “o compromisso de trabalhar" para "reforçar a identidade de Beja assente na agricultura, na ruralidade e no património cultural, histórico e natural" e "fazer de Beja um concelho onde interesse investir, se possa trabalhar, apeteça viver e dê prazer conhecer e visitar".

Uma autarquia "tem pouca responsabilidade direta" no crescimento económico e na fixação de empresas, mas "é importante mudar de paradigma e os futuros autarcas de Beja devem ser, acima de tudo, agentes ativos do desenvolvimento económico e social". Os autarcas devem estar "empenhados na captação de investimento e na fixação de empresas geradoras de emprego".

Devido à "situação de emergência social que o concelho e o país atravessam", devem também adoptar medidas para "dar resposta a problemas sociais mais prementes".

Foi isto que defendemos há quatro anos e que achamos que se mantêm actual.

PR inaugura Casa da Cidadania Salgueiro Maia, em Castelo de Vide

Zé LG, 30.06.21

Amanhã, 1 de julho, dia de aniversário do nascimento do capitão de Abril, pelas 16:30, será inaugurada a primeira fase do projeto, que contempla o núcleo principal, estando ainda prevista a concretização de uma segunda fase. O espaço museológico, instalado no Castelo daquela vila alentejana, reúne o espólio doado por Salgueiro Maia à autarquia da sua terra natal.

207338399_4170329356377203_5169385330636004883_n.jO presidente da Câmara de Castelo de Vide, António Pita, explicou que esta inauguração cumpre “um imperativo de consciência” uma vez que Salgueiro Maia deixou em testamento o desejo de que a sua terra tivesse um museu com todo o espólio legado à autarquia, destacando a qualidade ímpar do novo espaço museológico, para a cultura e turismo nacional, bem como ao nível da componente pedagógica.

3ª edição do Prémio Literário Joaquim Mestre lançada na “Feira do Livro – Solstício das Palavras”

Zé LG, 27.06.21

Passados dois anos desde o lançamento da primeira edição do Prémio Literário Joaquim Mestre, uma iniciativa promovida pela ASSESTA, em parceria com a Câmara Municipal de Beja e a Direção Regional de Cultura do Alentejo, Luís Miguel Ricardo afirma que “o balanço é francamente positivo”.
O presidente da ASSESTA recorda que, em 2017, quando surgiu a iniciativa, “não havia nenhum prémio literário na região” e “hoje existem três”.  Acrescenta que “ter um Prémio Literário no Alentejo de dimensão nacional”, foi um dos objetivos cumpridos.
Nesta terceira edição, o período de entrega dos trabalhos vai ser estendido até ao último dia deste ano.
Tal como nas edições anteriores, o prémio irá atribuir ao vencedor um valor de 3 mil euros, além de apoio à publicação da obra, numa editora prestigiada.

Bloco de Esquerda evoca hoje Catarina Eufémia

Zé LG, 19.05.21

202105181248095592.jpgO Bloco de Esquerda (BE) recorda que Catarina Eufémia foi assassinada há “67 anos pela GNR a soldo do fascismo” e revela que faz hoje, a sua homenagem, lembrando que “o exemplo de Catarina Eufémia continua a inspirar-nos e a dar-nos forças para as batalhas do presente.”

A homenagem a Catarina Eufémia e ao seu sobrinho Manuel da Saudade está marcada para as 19.00 horas para o cemitério de Baleizão e às 20.00 horas é realizado um jantar na Sociedade Filarmónica 24 de Outubro.

"A gente vinha de uma situação muito complicada. E tem que se ser muito forte para não fazer aos outros o que nos fizeram a nós."

Zé LG, 25.04.21

transferir.jpgQuando se deu o 25 de Abril, o então tenente Silva Carvalho estava preso na Trafaria por ter participado na tentativa de golpe contra o regime 40 dias antes, a 16 de Março. Saiu de uma prisão, mas poucos dias depois estava a entrar noutra, em Peniche, para comandar os militares que tomaram conta do Forte.

Com apenas 31 anos, o então tenente Silva Carvalho viu o 25 de Abril mudar radicalmente a sua vida: estava preso e passou a comandar uma prisão para onde foram levadas figuras destacadas da ditadura, entre elas Silva Pais, último director da PIDE. Ali viveu momentos tensos, "havia gente com espírito de vingança", mas a experiência na Guerra Colonial num dos piores palcos possíveis — a Guiné — ajudou-o a ter sangue frio em Peniche.

Conta que chegou a dizer: "Se é para fazer o que vos fizeram, então eu escuso de estar aqui".

Silva Carvalho recorda diversos momentos onde teve oportunidade para mostrar que podia ser diferente dos seus antecessores. Como aquela vez em que viu um bebé a beijar o vidro do parlatório numa visita ao pai, preso. Os vidros foram retirados, porque "não tinham nada a ver com questões de segurança", recorda. Daqui.

Serpa comemora quatro décadas de Cortejo Histórico e Etnográfico

Zé LG, 04.04.21

202103301841126320.jpgSerpa comemora quatro décadas de realização do Cortejo Histórico e Etnográfico. A Câmara de Serpa preparou um conjunto de iniciativas para transmissão dos canais do Município. Com o intuito de recriar a história, tradição, usos e costumes locais refletidos no Cortejo, foi produzido um filme documental, a cargo da Ronda – Associação Cultural, e dirigido pelo encenador serpense João Duarte Costa, divulgado neste domingo de Páscoa e pretende “proporcionar um meio para reflexão em torno da diversidade e identidade cultural, patente nos inúmeros quadros que constituem o Cortejo Histórico e Etnográfico.”

A Metalúrgica Alentejana “possuía uma capacidade técnica e tecnológica que permitia desenhar, fundir, fresar… peças para a indústria naval”

Zé LG, 06.02.21

«Metalúrgica Alentejana: terra, memória e futuro

Aldo-Passarinho-opinião-696x366.png… a MA emerge como espaço de perceção, memória e fantasia que nos desafia a cartografar os testemunhos, a documentação ou os objetos que nos permitem compreender o papel desta indústria no espaço sociocultural, onde se fundiram alfaias que rasgaram a terra e ajudaram o homem a “modelar” a paisagem, num período histórico de grandes transformações no Alentejo.

No Álbum Alentejano, por volta de 1932, podemos ler que a MA era uma “…das mais importantes casas no género existentes no país…”, especializada em “relhas aceiradas e bicos” (poético!); e, vamos perceber através da documentação do fundo da MA no Arquivo Distrital de Beja[4] que nos anos 60-70 esta, para além de ter clientes um pouco por todo o Alentejo, possuía uma capacidade técnica e tecnológica que permitia desenhar, fundir, fresar… peças para a indústria naval. ...»

Aldo Passarinho, Professor Instituto Politécnico de Beja, aqui.

Despedi-me do PCP, há 10 anos

Zé LG, 01.01.21

Adeus Camaradas!

Depois de muita ponderação e de ter adiado esta decisão para não criar quaisquer polémicas no último ciclo eleitoral, decidi renunciar à condição de militante do PCP.

Podia, para tal, invocar as minhas conhecidas divergências nos planos da ideologia, da política, da prática e da organização, designadamente da democracia interna com a Direcção do PCP, que naturalmente também contaram para esta minha decisão. Mas, apesar dessas divergências de sempre, desde que fui admitido como militante, não foram elas que me determinaram a tomar esta decisão.

A “gota de água” foi o desincentivo à militância que fui sentindo desde o XVII Congresso (2004), em que dei a cara afirmando a minha discordância em relação ao funcionamento do Partido. Nessa altura logo, foi assumido por um alto dirigente do Partido que só não era expulso pelos danos que tal decisão provocaria ao Partido. Desde então, para além de convocatórias para reuniões destinadas a aprovar o que já está aprovado e de convites para iniciativas comemorativas do aniversário do Partido e outras, para mais nada tenho sido convocado.

Se o Partido não precisa da minha participação militante, eu também não tenho jeito para “verbo-de-encher”

Promotores e mecenas de Vila Viçosa recuperam casa e espólio de Florbela Espanca

Zé LG, 31.12.20

ta_-_2020-12-30t063446.066.pngNeste ano em que se assinalam os 90 anos sobre a morte de Florbela Espanca, encontra-se em franco desenvolvimento o projeto da CASA FLORBELA ESPANCA ® em Vila Viçosa, uma iniciativa concebida por um conjunto de promotores e de mecenas, que tem como objetivo valorizar, estudar e divulgar a vida e a obra da Poetisa.
O projeto tem por base a requalificação do imóvel onde Florbela Espanca residiu durante a infância e adolescência, precisamente no nº 59 da antiga Rua da Corredoura (actual Rua Florbela Espanca), em pleno centro histórico de Vila Viçosa.
Para além da aquisição do edifício "florbeliano", foi possível reunir um vasto espólio original da Poetisa, em parte inédito, que conjuga textos manuscritos, cartas, postais, fotografias e objectos pessoais e que irá ser o núcleo estruturante do projeto museológico que está a ser desenvolvido e que muito em breve será uma realidade.

(Ex)citações em tempos de crise

Zé LG, 28.11.20

Em tempos de crise a natureza humana revela-se mais, no que tem de melhor e pior. Os comportamentos, atitudes e discursos negativos predominam, embora existam exemplos positivos que nos ajudam a compreender melhor como melhor podia ser o mundo se fossem partilhados por mais.

A solidariedade dos que menos têm para os que já nada têm é mais praticada por mais gente, porque cresce significativamente o número dos que menos vão tendo e porque a ameaça de poderem ficar sem nada e da solidariedade dos outros poderem precisar reforça este sentimento.

A disponibilidade para resistir às malfeitorias de quem tanto e tão bom prometeu e lutar por uma vida melhor cresce igualmente nestes tempos, apesar das pressões e repressões de todo o género, desde as mais evidentes às mais refinadas, como agora se viu com a Greve Geral, a segunda que juntou as duas centrais sindicais e a maior que se realizou em Portugal.

 

 

Há 16 anos, fiz a minha primeira e última intervenção em congressos do PCP

Zé LG, 27.11.20

Camaradas

"As teorias de Marx, Engels e Lénine estão sujeitas às correcções, aos aprofundamentos e às actualizações que ao longo do tempo a evolução e as mudanças políticas, económicas e sociais, o progresso científico e a experiência revolucionária necessariamente impõem. Desde o "Manifesto Comunista" de Marx e Engels passou um século e meio. Desde "O imperialismo, estádio supremo do capitalismo" de Lenine passou mais de um século em que o capitalismo sofreu assinaláveis transformações. Em todo este longo período verificaram-se a nível mundial profundas e radicais transformações nas sociedades. As transformações da vida obrigaram à análise das novas realidades e no domínio da teoria a modificação e actualizações de conceitos e princípios."

Esta é apenas uma citação da resolução política, aprovada no XIII Congresso, em Maio de 1990, na ressaca da falência dos partidos comunistas de leste.

Se a recordo aqui é porque parece que a estamos a ignorar.

A preparação e a realização do último congresso agravaram ainda mais a que já era uma situação complexa que se vivia no Partido. Depois do congresso as coisas complicaram-se ainda mais. Nenhum dos grandes objectivos aprovados foi alcançado. Há responsabilidades externas que são apontadas. As responsabilidades internas ou não são reconhecidas ou são atribuídas aos militantes, principalmente aos que têm assumido posições críticas. Nunca aos dirigentes.

 

 

"Desporto... com tudo aberto"

Zé LG, 20.11.20

"O desporto deveria ser aquela actividade, em todos os níveis de competição, desde as crianças aos adultos, com tudo aberto. Porque é a melhor forma de ter um corpo resiliente e com mecanismos imunitários. Claro que teriam de ser cumpridas algumas regras básicas, mas não é aceitável que um grupo de jovens que pratica futebol, andebol ou basquetebol esteja "fechado". - Prof. Carlos Neto, em entrevista à VISÃO de 5/11. 002 - Cópia (2).jpgA propósito desta entrevista, fui ao baú buscar esta fotografia, com meio século, onde eu e outros colegas "fomos apanhados" a fazer ginástica no campo, num dos tempos das actividades extra-curriculares que tínhamos às quartas-feiras de tarde no Liceu. E no Liceu, a maior parte do desporto escolar tinha lugar nos espaços exteriores...

No centésimo aniversário do nascimento do Poeta Raul de Carvalho

Zé LG, 04.09.20

raul252bcarvalho.jpg...

Terra de alqueives, ou monda, ou de pousio,

Terra de largos trigueirais ao sol,

— Quem vos mandou contaminar-me,

E para sempre, do vosso resplendor?...

 

Poalha luminosa, mas agreste;

Folha de zinco em brasa; imensidão;

A toda a volta — Tanto em vós como em mim —

Implantou Deus a solidão.

 

Solidão! de hastes curvas no silêncio

Que dá a volta inteira à terra inteira,

Solidão que eu invoco como se

Vos conhecesse pela primeira vez!...

 

Subo os degraus a medo; páro e ouço...

O que ouço eu? a voz dos sinos? minha mãe?

É com palavras simples e em segredo

Que eu beijo a terra onde nasci também,

In: Perdão, que pode ler todo aqui.

Raul de Carvalho morreu há 40 anos

Zé LG, 03.09.20

imgLoader.ashx RC.jpgRaul de Carvalho nasceu em Alvito faz amanhã 100 anos, onde começou a redigir os primeiros versos.

O poeta conta com vinte e uma obras publicadas em vida e duas ainda a título póstumo.

A preocupação com a condição dos mais desprotegidos é uma constante na vida do poeta, tendo estado ligado a protestos contra a Lei da Segurança Interna, com Natália Correia, Ruy Cinatti e Augusto Abelaira.

A sua inclinação artística pela pintura e pela fotografia fez-se sentir durante os anos vividos em Lisboa.

Raul de Carvalho morreu a 3 de Setembro, na véspera do seu sexagésimo quarto aniversário.