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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Hictal revisitam grandes nomes do rock, blues e reggae, em Beja

Zé LG, 30.06.22

Hictal revisitam grandes nomes do rock, blues e reggae dos anos 60, 70 e 80, com versões de clássicos dos Beatles, Rolling Stones, Eric Clapton, Bob Marley, entre muitos outros, num concerto onde apresentam também músicas originais e uma delas inédita. Este é o mote da noite de hoje, no Logradouro do Centro Unesco, em Beja, a partir das 21h.

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'Mais Para Dar' é um dos originais dos Hictal, que vai ficar gravado nas paredes do Logradouro do Centro Unesco, no concerto desta noite a partir das 21h. Os bilhetes devem ser adquiridos previamente no Pax Júlia.

Santos Arranha, secretário-geral da CGT, e a solidariedade desta com os mineiros de Aljustrel

Zé LG, 18.03.22

Arranha.png«Nascido em 1891, em Caldas da Rainha, Santos Arranha foi secretário-geral da CGT em 1922/23. E foi director do diário sindicalista A Batalha, em 1925/26.

Além da defesa da paz, uma prioridade da CGT sob a sua liderança foi a luta contra o agravamento do custo de vida. ... foi peculiar a sua acção de solidariedade: “em Outubro de 1922 os mineiros de Aljustrel declaram-se em greve, reclamando melhores salários, luta que sustentaram ininterruptamente até Janeiro seguinte”. A CGT organizou então o acolhimento temporário dos filhos destes trabalhadores em famílias de Beja e Lisboa, “para subtraí-los à fome e ajudar os pais na sua luta”.

Uma outra nota da sua liderança, inovadora para os dias de hoje, foi defender a redução do horário de trabalho para 6 horas por dia. Já no jornal A Batalha sob a sua direção, uma preocupação dominante foi o perigo de uma ditadura de tipo fascista.

Nos anos 1930, Santos Arranha viveu na Bélgica, de onde terá regressado para escapar à invasão nazi. Nos anos 1940, de novo em Lisboa, integrou um grupo anarquista clandestino. E manteve os seus ideais até falecer, em 1962.» Luís Carvalho, aqui.

Centenário da morte de Eduardo Metzner, um dos fundadores do PCP

Zé LG, 02.03.22

Sem nome.pngCaiu no esquecimento, mas marcou o seu tempo. Saltou para a ribalta quando foi preso político sob a ditadura de João Franco, na fase final do reinado de D. Carlos. Em 1909, lançou o jornal A Revolta. Durou pouco tempo, mas foi mais uma estocada na monarquia. Logo no primeiro editorial apontava o dedo: “a sociedade portuguesa desconjunta-se e precipita-se num abismo de corrupção”. Metzner entusiasmou-se depois com a Revolução Russa de 1917, divulgando-a em Portugal, ao traduzir a “Constituição Política da República dos Sovietes”. De sua autoria, publicou “A verdade acerca de Revolução Russa” (em 1919). Trata-se de um livro bastante documentado e com um certo sentido crítico. Se apontava essa revolução como “a mais espantosa transformação social de todos os tempos”, não deixava de lhe reprovar alguns “excessos” e “abusos contra a Liberdade”. Mas no final de 1920, surgiu como um dos fundadores do Partido Comunista Português, presidindo à primeira reunião da sua “comissão organizadora”. Em Março de 1921, ainda foi eleito para a “Comissão de Educação e Propaganda” e teve um papel importante na divulgação do novo partido. Daqui.

E agora todos têm parte... em Alqueva

Zé LG, 08.02.22

202202072338436271.jpgDuas décadas após encerradas as comportas da barragem e de ter sido dado início ao enchimento da albufeira de Alqueva, eis que aparece tanta gente a a pretender assumir a paternidade do projecto, a garantir que "também tem parte" nele. Não posso deixar de me lembrar da anedota do relógio de Aguiar e da encomenda enviada pelo padre...

Para não me alongar muito, deixo aqui três das datas recordadas pel' O ATUAL, que talvez ajudem a avivar a memória de alguns:

1975: Conselho de Ministros aprova realização do projeto da barragem do Alqueva.

1976: Criação da Comissão do Alqueva e início das obras preliminares.

1978: Interrupção das obras.

(Lembram-se dos governos que tomaram estas decisões?)

Beja comemora os 100 anos da Travessia Aérea do Atlântico Sul

Zé LG, 03.02.22

Travessia.jpgA Força Aérea, a Marinha e o município de Beja juntam-se para assinalar os 100 Anos da Travessia Aérea do Atlântico Sul.

A partir de hoje e até dia 13 fevereiro, está patente na Biblioteca Municipal de Beja uma exposição itinerante comemorativa do centenário da travessia. No dia 8 de fevereiro, pelas 21:00 horas, o centenário será assinalado com um concerto pela Banda de Música da Força Aérea, no Pax Julia Teatro Municipal. Ainda no âmbito das comemorações vai ser colocada uma placa no jardim Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em Beja, que assinala o Centenário da Travessia.

“Que o mérito seja concedido a Pax Julia!”

Zé LG, 06.12.21

imgLoader2.ashx.jpg«Cumpre dizer que, de facto, a inusitada forma do monumento não causou perplexidades, não levantou questões, até que, observando melhor, decidimos perguntar, em 2012: não será o pedestal de uma estátua equestre? A ideia foi germinando, sucederam-se acaloradas trocas de impressões e, hoje, a hipótese transformou-se em certeza: as singulares dimensões da pedra com a inscrição gravada no lado menor exigem essa classificação!

Pax julia ganha, assim, um relevo ainda maior do que as inscrições dadas a conhecer até aqui aos leitores de “Diário do Alentejo” poderiam fazer supor! É que erguer a estátua a um magistrado local constituiu raridade no mundo romano. Mérida, que foi capital da Lusitânia, não tem, até ao momento, nenhuma! Há estátuas, de facto, a magistrados: bustos, esculturas de corpo inteiro… Mas, estátuas equestres e, ainda por cima, para homenagear alguém que não foi sequer elevado à categoria de cavaleiro… não!

Mais uma vez, um documento epigráfico romano aparentemente ‘inofensivo’, que até passou despercebido aos investigadores mais atentos, acaba por trazer lustre a uma cidade, que deu honra ao mérito! Não será, pois, inoportuno reclamar que seja recompensada: que o mérito lhe seja concedido!»

Assim termina o texto de José d’Encarnação, arqueólogo, publicado no "DA".

Apresentação pública em Cuba do livro de BD Fialho de Almeida – Um Homem Sem Medo

Zé LG, 03.12.21

apresentação banda desenhada fialho.jpg

Na sequência da apresentação da BD Fialho de Almeida – Um Homem Sem Medo, no Festival de BD da Amadora (1-11-2021; Paulo Monteiro e Francisca Bicho), bem como das 5 primeiras sessões já realizadas com Alunos (2ºs e 3ºs. Ciclos) do Agrupamento de Escolas de Cuba, foi agendada, entre a Associação e o Autor, Paulo Monteiro, a apresentação pública em Cuba.

Abílio Fernandes diz que Honoris Causa reconhece "coletivo e população"

Zé LG, 14.10.21

202110081555032788.jpg“Considero que esta ousadia da reitora” da Universidade de Évora (UÉ) é “um reconhecimento daquele período, em que não fui só eu”, mas sim “todo um coletivo e uma população” que colaboraram para “construir um país novo”, afirmou o ex-autarca, no final da cerimónia de atribuição do doutoramento.
Nas declarações aos jornalistas, Abílio Fernandes admitiu que foi surpreendido e que “esta homenagem não estava” no seu “programa”, uma vez que, já era “um cidadão pacato” e andava ocupado na sua vida e com a família.
“Foi surpresa, mas, ao mesmo tempo, foi muito gratificante, não tanto por mim pessoalmente, mas por tudo o que esta cidade e as pessoas fizeram durante aquele período em que todos nos podemos orgulhar de termos dado um grande salto na vida do nosso país para a democracia”, sublinhou.

Abílio Fernandes sempre igual a si próprio. Uma homenagem merecida. Muitos parabéns!

Casa da Memória de Eunice Muñoz é inaugurada hoje em Amareleja

Zé LG, 14.10.21

Casa-Museu-Eunice-Muñoz-768x512.jpgA Amareleja, no concelho de Moura, inaugura, nesta quinta-feira, a Casa da Memória de Eunice Muñoz, em homenagem “em vida” da vila que viu nascer a atriz, de 93 anos, que marca presença na cerimónia.
Joaquim Mário, presidente da Junta de Freguesia da Amareleja, entidade que teve a iniciativa de colocar projeto em andamento, esclarece que “é um espaço pequeno, mas que vai albergar 93 anos de memória de Eunice Muñoz, 80 dos quais, nos palcos”. A iniciativa contou com a colaboração da própria Eunice Muñoz, bem como, de alguns familiares da atriz.
A primeira exposição vai ter a duração de “entre seis meses e um ano”, mas depois “outras exposições virão, com assuntos mais abrangentes ou mais específicos”, mas sempre relacionados com a vida e a obra da atriz”, refere, ainda, o autarca.