A estória do Monumento Evocativo do Passado Militar de Beja
«Em 2009 o Clube de Modelismo da Escola Básica Mário Beirão e a AMBA (Associação de Modelistas do Baixo Alentejo) foram contactados pelo Comandante do Regimento de Infantaria N°3, o Coronel Fernando Figueiredo no sentido de se realizar um projecto de criação de um Monumento evocativo do exército e do passado militar da cidade de Beja destinado à rotunda Sul do IP2, vulgo rotunda do McDonald's. ... que pudesse constituir uma segunda opção relativamente à proposta inicial feita pela Câmara Municipal de Beja, da autoria de Teresa Martins. Juntamente com o amigo João Calado elaborámos esta proposta. … entregue à Câmara Municipal de Beja para análise pelos serviços técnicos da autarquia.
Anos mais tarde reunimos com o então vereador Vitor Picado, na presença do Coronel Carlos Faria e do Tenente Coronel Joaquim Branquinho para apurar o andamento do projeto, na altura desconhecia-se o paradeiro da maquete. Em 2019 na sequência de limpezas no antigo edifício dos serviços gráficos e multimédia da autarquia na rua das lojas, foi descoberta a maquete parcialmente destruída. Recuperada e restaurada ontem foi entregue ao Sr. Comandante do Regimento de Infantaria N 1 de Beja, retornando à casa onde tinha sido entregue há 14 anos atrás.
Creio que o presidente Paulo Arsénio ignora a sua existência, ..., esta foi a nossa interpretação, passível de crítica favorável ou desfavorável, aqui fica para memória futura.» Simão Matos, 17 de maio de 2023, aqui.
«O tio Luís tinha uma bicicleta velha que costumava passear pela vila. Só se montava no veículo quando via alguém ao longe a quem não queria falar. A GNR deu em pedir-lhe a licença e o livrete e ele disse logo que não tinha. Iniciou-se então um processo de intimações, com prazos para tratar dos papéis, as quais não mereceram qualquer resposta por parte do tio Luís. Os guardas, ofendidos, disseram então que se não tratasse dos papéis no novo prazo, lhe apreendiam a bicicleta. E assim foi. A bicicleta foi para o posto da GNR, até que o tio Luís tratasse dos documentos. Lá esteve uns anos, até que os guardas (sobretudo os que faziam a limpeza) se fartaram do móvel e mandaram recado ao tio Luís para a ir buscar. “Quem ma levou que ma venha trazer”. Lá esteve mais uns meses, que aquilo era provocação a mais, mas acabaram por lha levar a casa.» 



