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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Chega de culpar o Chega, pelos erros que cometemos!

Zé LG, 21.04.24

IMG_20231105_153712.jpgFiquei triste e preocupado com os resultados eleitorais obtidos pelas Esquerdas, com excepção da do Livre, e também com a grande votação no Chega, por tudo o que de pior isso representa.
Isto não autoriza as Esquerdas a responsabilizar o Chega pelos maus resultados obtidos e, muito menos, pelos que ele alcançou. Fez o seu trabalho. Todos pediram aos eleitores que votassem e eles votaram como não faziam há décadas. Não os podemos culpar agora por terem votado. Nem mesmo por, em nossa opinião, terem votado mal. Exerceram o seu direito / dever. Fizeram-no com a informação a que tiveram acesso e, certamente, em reacção ao impacto das políticas do governo nas suas vidas e no País.
Em vez de acusarmos os outros – os eleitores que votaram na Direita, em especial no Chega, os partidos da Direita, as redes sociais e a comunicação social, os comentadores, … - não será mais correcto e eficaz reflectirmos mais sobre as causas do desbaratamento de uma maioria absoluta do PS e da acentuada deslocação dos votos para a Direita, designadamente para a Extrema-Direita? Ainda por cima no ano em que se comemora os 50 anos do 25 de Abril? O que temos – os que defendemos o 25 de Abril – andado a fazer para chegarmos a esta situação?
Sem esta atitude, sem esta reflexão, sem o assumir de responsabilidades, sem o apurarmos as principais causas desta derrota, não encontraremos a forma que permita às Esquerdas retomar o caminho e cumprir as promessas de Abril.

“O fascismo não gosta que percebamos isso.”

Zé LG, 19.03.24

fascismo-nunca-mais.jpg«A diferença fundamental que divide a esquerda da direita é a preocupação com os outros, a maioria do povo. A direita preocupa-se apenas com o bem-estar de apenas alguns egoistas. A esquerda luta por políticas sociais para melhorar as condições de vida dos mais desfavorecidos, a direita luta para alguns terem grandes lucros e vidas luxuosas. Há muito que percebemos essa diferença. O fascismo não gosta que percebamos isso.» Zobaida, 18.03.2024, aqui.

Esquerda e direita

Zé LG, 06.03.24

Sem nome (44).pngApesar de cada vez mais pessoas, designadamente jovens, afirmarem que não se reveem na divisão política entre esquerda e direita, esta foi uma das campanhas eleitorais em que se falou mais em esquerda e direita e em que as forças políticas candidatas às eleições de 10 de Março mais claramente assumiram de que lado estão.

Apesar de existirem áreas, como a do ambiente, em que as pessoas podem ter posições semelhantes, independentemente da opção política ser de esquerda ou direita, esta divisão política-ideológica parece ainda fazer todo o sentido.

 

 

Toda a Esquerda, Melhor Esquerda

Zé LG, 05.03.24

esquerdanovo-1-671x377_c.jpgMuitos portugueses, tal como os subscritores deste Apelo, desejam que as eleições de 10 de Março tenham como resultado a constituição de uma Assembleia da República maioritariamente de esquerda, e que os partidos que dela se reclamam, ou que com ela colaboram reiteradamente em soluções progressistas, saibam encontrar o caminho certo que leve à formação de um governo que encontre as soluções políticas e sociais que respondam aos anseios por condições de vida com mais dignidade.
Se, apesar da precária situação deixada pela direita, em 2015, foi possível, mesmo assim, recuperar parte da destruição que tinha sido levada a cabo pelo governo do PSD/CDS, nas actuais condições, em que algum desafogo foi conseguido, é possível ir mais longe, nomeadamente em termos de valorização salarial e de reforço efetivo dos serviços públicos. Urge também resolver os problemas da habitação, limitar os privilégios fiscais dados aos estrangeiros e aumentar significativamente o peso dos salários, face aos rendimentos de capital, no PIB.

 

 

"Impõe-se um outro mundo onde se possa ser mais humano”

Zé LG, 11.01.24

84164569_2736496576405637_3341637835080859648_n.jpg«A vaga neoliberal que é a expressão do capitalismo atual, onde jaz a social-democracia, tem como objetivo restringir e, nalguns casos, liquidar direitos e liberdades, sobretudo os que constituíram alavancas para melhorar as condições de vida materiais e espirituais, e, na sua essência, empobrecer os assalariados e fazer das classes médias classes assalariadas, reduzindo-as substancialmente, ficando uma minoria de um por cento com a riqueza de mais de cinquenta por cento de toda a população mundial, como acontece.

É preciso alterar esta realidade, ganhando para um projeto político a imensa maioria dos que vivem do seu trabalho e as empresas produtivas. Numa perspetiva hegemónica gramsciana, as cabeças deverão ficar direitinhas nos pescoços de quem as tem, pois, como já vimos, não deu certo e a repetição seria ainda mais trágica.

Impõe-se, quase como dever kantiano, um outro mundo onde se possa ser mais humano, onde cada um não é o lobo que se abate sobre o seu companheiro de espécie, onde a meritocracia altamente duvidosa nos põe em guerra de todos contra todos.»

Domingos Lopes, in “Nas Asas do Sonho”, publicado no Público.

Candidato de esquerda Gabriel Boric vence eleições presidenciais no Chile

Zé LG, 22.12.21

1651916.jpgO jovem deputado de esquerda Gabriel Boric, apoiado pela Frente Ampla e pelo Partido Comunista, venceu a segunda volta das eleições presidenciais no Chile ao obter mais de 55,18% dos votos, com 68,7% das mesas escrutinadas. O seu opositor, o advogado de extrema-direita José Antonio Kast, com 44,92% dos votos, já reconheceu a vitória do ex-líder estudantil. Boric, de 35 anos e líder da Frente Ampla, representa a parte da sociedade chilena que quer “mudanças profundas” e que participou nos massivos protestos pela igualdade de 2019: quer melhores pensões, educação, saúde e põe muita ênfase no ambientalismo e no feminismo. Foto: EPA/ELVIS GONZALEZ