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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Afinal Portugal está ou não a perder licenciados?

Zé LG, 21.11.24

Screenshot 2024-11-21 at 09-47-01 Senhor Governador a fuga de talento é mesmo real – ECO.pngAs recentes declarações do Governador do Banco de Portugal (BdP), sugerindo que Portugal tem sido um “recetor líquido de diplomados” nos últimos oito anos, levantaram polémica e geraram perplexidade. Mas, afinal, os números suportam essa visão otimista ou mascaram uma realidade mais preocupante? Neste artigo desvendo o verdadeiro retrato da perda de talento em Portugal, devido à saída dos nossos jovens qualificados, um problema que ameaça o futuro do país e que não pode ser ignorado. … De forma mais realista, posso afirmar que, com elevada probabilidade, a perda líquida de jovens talentos (devido à emigração do talento gerado – os novos diplomados –, descontando os emigrantes regressados e os imigrantes com formação superior até 34 anos) será superior a 60 mil por ano, ou seja, mais de três quartos dos novos diplomados (80 mil por ano), sendo assim responsável pela perda global de talento.”
Óscar Afonso, Diretor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Professor Catedrático e sócio fundador do OBEGEF.

As conclusões dependem muito de como são trabalhados os dados usados. Só um exemplo: Se os números de mestrados e doutoramentos forem acrescentados aos das licenciaturas inflaccionam os números de diplomados, porque o mesmo jovem é contabilizado três vezes, com a licenciatura, o mestrado e o doutoramento… Uma vez que o debate envolveu já o Governador do BdP, o ministro das Finanças e o Diretor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, esperemos que se chegue a uma só conclusão, com base nos mesmos dados, porque ela é importante para o delinear de políticas com vista à fixação de quadros qualificados.

Muitos emigrantes na Suíça ‘forçados’ a regressar a Portugal após reforma

Zé LG, 09.06.24

suica.jpgMuitos dos portugueses que rumaram à Suíça no ‘pico’ da emigração na década de 1980 e atingiram entretanto a idade de reforma regressam a Portugal, e nem sempre pelo simples desejo de voltar a ‘casa’, mas por constrangimentos económicos.
A maior parte dos portugueses [reformados] não chegam aos dois mil euros por mês, muitos só têm 1.500 euros, 1.300 euros”, manifestamente insuficiente para viver na Suíça, onde “não há sistema nacional de saúde, mas sim seguros privados de saúde, que são obrigatórios”, com custo variado, mas que em regra representa, “no mínimo, 500 ou 600 euros mensais por membro do casal”. Deste modo, “para se manterem na Suíça” após atingirem a reforma, muitos emigrantes portugueses sabem que “consumirão todo o capital poupado ao longo da vida ativa”, pelo que, “Quando atingem a reforma e fazem contas à vida, decidem regressar, pois o nível baixo das pensões relativamente ao elevado custo de vida e um sistema de saúde bastante caro vai consumir parte substancial das poupanças, delapidando todo o capital acumulado ao longo da vida”, sintetiza a socióloga Liliana Azevedo, investigadora associada do Observatório Emigração.

"Jovens saem menos de Portugal do que saíam no tempo da 'troika'"

Zé LG, 09.02.24

img_5491_770x433_acf_cropped.jpg«De acordo com os dados mais recentes da Pordata, em 2022 saíram de Portugal 71.717 indivíduos, dos quais 33.538 na faixa etária até aos 29 anos de idade. Mesmo que este valor tenha aumentado, a verdade é que durante o período de assistência financeira da troika (2011-2014), o nível de emigração foi sempre mais elevado, variando entre um mínimo de 100.978 pessoas em 2011 e um máximo de 134.624 pessoas em 2014. No mesmo período, o nível de emigração na faixa etária até aos 29 anos de idade foi sempre mais elevado. Em 2012, por exemplo, registou-se um total de 56.962 emigrantes jovens. Mesmo se retirarmos da equação os menores de 19 anos, a emigração jovem continua a ser superior no período de assistência financeira, ou seja, entre 2011 e 2014.» Daqui.