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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

América do Sul está a virar virar à esquerda

Zé LG, 20.06.22

gustavo-petro-848x477.jpegNa Colômbia, os eleitores que votaram (58% dos 39 milhões de inscritos) ditaram uma revolução: pela primeira vez, a Colômbia tem um presidente de esquerda e que se assume porta-voz dos de baixo. O eleito, Gustavo Petro, com 62 anos, integrou nos tempos de juventude o M-19 ...

A guinada à esquerda começou com a eleição do esquerdista Andrés Manuel López Obrador, no México, em 2018. O país foi seguido de Argentina, com Alberto Fernández em 2019, e Bolívia, com Luis Arce em 2020. No ano seguinte, 2021, foi a vez de Peru, com Pedro Castillo; Chile, com Gabriel Boric; e Honduras, com Xiomara Castro… E poderá prosseguir no Brasil, com nova eleição de Lula.

As desigualdades sociais, a noção de muita corrupção no topo do poder, a perceção de que as alterações climáticas são uma realidade negligenciada pelos governos e a má resposta à pandemia são contributos fortes para esta viragem – por período curto? Os novos governos conseguirão corresponder às promessas? – na América do Sul.

ACOS elege Corpos Sociais

Zé LG, 24.05.22

2022050912021111.jpgA ACOS – Associação de Agricultores do Sul realiza no dia 31 de Maio, pelas 17h30, na sua Sede, a Assembleia Geral, que, para além da apreciação e votação do Relatório de Actividades e Contas de 2021, vai proceder à eleição dos Corpos Sociais para o mandato de 2022 – 2024.

A Mesa da Assembleia-Geral recebeu oportunamente uma lista de candidatura ao conjunto dos Órgãos Sociais.

Vítor Besugo reeleito presidente da Delegação de Beja da ANAFRE

Zé LG, 13.05.22

O Centro Cultural de Beringel recebeu, na última 4ª feira, a cerimónia de Tomada de Posse dos novos Órgãos da Delegação Distrital de Beja da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) que continua a ser liderada por Vítor Besugo, presidente da Junta de Freguesia de Beringel. A Mesa da Assembleia é presidida por Carla Penas, presidente da Junta de Freguesia de Vidigueira.

202205122023065186.JPGVítor Besugo destacou, no seu discurso de tomada de posse, que para este mandato a grande “prioridade será de continuar a aproximar a Delegação das Juntas de Freguesia, através de reuniões mensais descentralizadas por todos os concelhos do nosso distrito.” Destacou ainda como prioridadesa formação de eleitos e trabalhadores.
A nível nacional, os principais objetivos são a necessidade das freguesias passarem a “ser elegíveis para a apresentação de candidaturas aos quadros comunitários europeus” e “o pagamento das despesas extraordinárias que as freguesias assumiram no combate à pandemia covid-19”.

Hermínia Vilar eleita reitora da Universidade de Évora

Zé LG, 03.04.22

20220331180459822.pngHermínia Vasconcelos Vilar, de 59 anos, é professora associada com agregação do Departamento de História da UÉ e diretora e investigadora no Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDHEUS).

A futura reitora da academia alentejana mostrou-se “emocionada” com a sua eleição e assinalou o “enorme sentido de responsabilidade pelo voto de confiança” que lhe foi dado pelo conselho geral, destacou como prioridades para o seu mandato a definição de “um plano de rejuvenescimento do corpo docente e não docente” e a “consolidação de áreas como a saúde e a agroalimentar”, acrescentando que: “Temos também que pensar no problema do alojamento universitário que afeta os estudantes da UÉ e preparar candidaturas a vários programas”, pois, “é importante que a universidade concorra e tenha êxito”.

O ato eleitoral foi disputado ainda por outros três candidatos: António Candeias, do Departamento de Química e Bioquímica, José Bravo Nico, do Departamento de Pedagogia e Educação, e Paulo Quaresma, de Informática.

Marcelo e as suas “necessidades”

Zé LG, 30.03.22

Sem nome.pngO Presidente da República deu posse, esta tarde, ao novo governo, depois de ter marcado eleições legislativas antecipadas, há quase cinco meses, para 22 de Janeiro, na sequência do chumbo do Orçamento de Estado para 2022 na Assembleia da República.

Uns meses antes da marcação das eleições, já Marcelo Rebelo de Sousa ameaçava com eleições antecipadas. Depois do chumbo do Orçamento de Estado na Assembleia da República, apressou-se a afirmar que era urgente a realização de eleições antecipadas face à necessidade de ultrapassar “a mais grave crise política dos últimos anos” e pôr fim à instabilidade.

A urgência era tanta, que o novo governo tomou posse quase cinco meses depois de marcadas as eleições, batendo todos os recordes temporais!… A necessidade de estabilidade política era tanta que, logo na tomada de posse do novo governo, Marcelo Rebelo de Sousa ameaçou novamente com eleições antecipadas se António Costa, por qualquer razão, deixar o governo!…

Terminadas as eleições, quando avançam as alterações à legislação?

Zé LG, 23.03.22

202112151824142218.jpgA organização das eleições mantém-se praticamente inalterada desde as primeiras eleições para a Assembleia Constituinte, realizadas em Abril de 1995, há 47 anos!!!

Com tudo o que mudou, designadamente com a evolução técnica e tecnológica, não se percebe porque tal acontece. Para se perceber como alguns aspectos desse processo estão obsoletos basta recordar o que se passou com a votação dos emigrantes, que a todos os responsáveis devia envergonhar e que teve como resultado acentuar o desinteresse dos eleitores pelo voto (11,42% de votantes).

Não vou apresentar propostas, mas não deixo de colocar duas questões para reflexão. Hoje, quando podemos tratar de quase tudo através da Internet, porque não podemos votar por esse meio?! Porque se mantêm os cadernos eleitorais em papel e não são informatizados e ligados a outras bases de dados, que lhe permitam ser automaticamente actualizados, como por exemplo quando morre alguém ser abatido imediatamente como eleitor?!

É tempo de ultrapassar esta situação! Não há tempo a perder, antes que se realizem novas eleições nas mesmas tristes condições. O poder político deve assumir este desiderato como uma das prioridades da sua acção.

Afinal onde está a crise política e a urgência da sua superação?!...

Zé LG, 18.03.22

doc2018122025312733miguelalopes_7286047634defaultlCom o chumbo do OE, o que é que aconteceu? Marcelo rapidamente tratou de todos os procedimentos constitucionais para dissolver a AR e anunciou a sua dissolução... para daí a mais de um mês e eleições para o final de Janeiro, mais de três meses depois daquele anúncio... Com a realização destas e a trapalhada / trapaça dos votos dos emigrantes da Europa, tudo continuou, mais ou menos como dantes. Ou seja, António Costa e o governo mantêm-se em plenas funções e a AR mantém-se em funcionamento, em modo de serviços mínimos... Ou seja, a tal “crise política” que devia ser rapidamente debelada, na opinião do PR, ainda não o foi, o OE continua a ser gerido por duodécimos e parece que nada de dramático aconteceu...

Em estórias da carochina só acredita quem quer. E parece que há muita gente que quer...

Cinco candidatos às eleições para Reitor da Universidade de Évora

Zé LG, 06.03.22

202112201526551597.jpgAs eleições para reitor da Universidade de Évora (UÉ) estão marcadas para o dia 31 deste mês. Entre os dias 24 e 30, realiza-se a audição pública dos candidatos para que possam expor o respetivo programa de ação. A cerimónia de tomada de posse do novo reitor está prevista para 09 de maio.

Às eleições apresentam-se quatro candidatos que são professores da UÉ (José Bravo Nico, do Departamento de Pedagogia e Educação, António Candeias, de Química e Bioquímica, Paulo Quaresma, de Informática, e Hermínia Vilar, de História) e já tinham confirmado as respetivas candidaturas. A novidade é a candidatura de Rita Louro Guerreiro, professora ligada à área da saúde numa instituição dos Estados Unidos.

Capacidade de antever as consequências das suas decisões distingue as lideranças

Zé LG, 09.02.22

Os líderes – as direcções partidárias -, ao tomarem qualquer decisão devem ser capazes de antever quais as consequências que elas vão ter e, dessa forma, procurar alcançar os seus objectivos ou, pelo menos, atenuar os seus impactos negativos.

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As direcções do BE e do PCP, por mais razões que pudessem ter – e tinham muitas -, para chumbar a proposta de Orçamento de Estado apresentada pelo governo de António Costa, deviam ter avaliado melhor as consequências das suas decisões, designadamente ao nem sequer admitirem a discussão na especialidade. As reacções imediatas da generalidade dos portugueses, incluindo as de muitos dos seus apoiantes, foi de rejeição ou, no mínimo, de receio pelas suas consequências.

Os resultados das eleições vieram provar que avaliaram mal as consequências das suas decisões, porque certamente não era uma maioria absoluta do PS e grandes derrotas eleitorais que reduziram significativamente os seus grupos parlamentares e, consequentemente, as suas capacidades de intervenção política institucional que pretendiam.

Em vez de terem a humildade democrática de reconhecer os seus erros e os fracassos deles resultantes e assumir as respectivas responsabilidades, insistiram na afirmação da bondade das suas decisões, o que, no mínimo, foi inoportuno e em nada contribuiu para atenuar as más imagens e situações em que ficaram os seus partidos. E não será o falar grosso e ameaçar com agitação social que irá ultrapassar, pelo menos nos próximos tempos, as difíceis situações em que ficaram.

Rui Marreiros e Dinis Cortes disputam concelhia de Beja do PS

Zé LG, 08.02.22

RuiMarreiros-768x483.jpgRui Marreiros anunciou a sua candidatura à Concelhia de Beja do PS, afirmando que se trata “de um projeto de continuidade, acrescido das oportunidades de melhoria que todos já identificámos como necessárias e que passam por um modelo assente em dois pilares fundamentais: a partilha da presidência da concelhia e a delegação de responsabilidades em áreas chaves”. 

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Dinis Cortes avançou com a candidatura à presidência da concelhia de Beja do PS, em resposta “a inúmeras solicitações de militantes e mesmo simpatizantes”e porque entende que as estruturas representativas do PS não devem ser lideradas por pessoas com responsabilidades autárquicas. Ou seja, a presidência da concelhia deve ser separada do desempenho de funções autárquicas. 

O que falhou não foi a estratégia de Rui Rio, mas não tê-la seguido

Zé LG, 07.02.22

PSD-8-780x405.jpgRui Rio definiu o PSD como partido de centro-direita, tendo chegado a definir-se a si próprio como de centro-esquerda. E, de acordo com essa estratégia, tentou captar votos ao centro, incluindo os dos descontentes com a governação de António Costa / PS. Essa estratégia estava correcta, porque era daí que podia alcançar os votos necessários para ganhar as eleições ou, pelo menos, impedir a maioria absoluta do PS. Ao infectir à direita – por decisão própria ou mal aconselhado – e mudar de estratégia, não só não conseguiu ganhar votos da direita, porque teve a concorrência do Chega e da IL, que se afirmaram claramente da direita, e “devolveu” ao PS os votos que lhe poderia tirar, porque estes descontentes não viram nele a alternância ao centro de que gostam, mas não queriam uma viragem significativa à direita.

“É tão difícil admitir que foi o chumbo do Orçamento do Estado que criou a maioria absoluta?”

Zé LG, 02.02.22

198438_1012620692002_1935660_n.jpg«O "mistério" da maioria absoluta

Como aconteceu? de quem foi a culpa? foram as sondagens, foi um golpe maquiavélico do Costa, foi um truque do Marcelo, foi o medo das várias direitas que fez as pessoas da "verdadeira" esquerda suicidarem-se nos braços hipócritas do PS, foi a ignorância popular, e mais etecetras...

E se o medo de tantos milhares foi não querer ver repetido o ataque ao Pec 4 do Sócrates e de Merkel, abrindo as portas aos Passos e Portas e à troika?

O chumbo do Orçamento do Estado criou uma onda de desgosto e indignação por todo o país, foi um facto triste e irrecuperável para BE e PCP.

Este colapso, pelos vistos, dadas as ultimas declarações e justificações dos seus responsáveis políticos, veio para ficar.

Caramba! É tão difícil admitir que foi esse acto inadmissível e inacreditável que criou a Maioria Absoluta?»

Helder Costa, aqui.

Ao PS saiu o brinde, ao BE e à CDU saiu a fava

Zé LG, 01.02.22

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«Ou seja: o PS beneficiou eleitoralmente das políticas da “geringonça”, e as forças políticas que mais contribuíram para esses avanços – PCP e BE – foram penalizadas pela estratégia da bipolarização e do voto útil. O Bloco perdeu três quartos dos seus deputados e o PCP metade.

O Presidente da República queria um “virar de página”, ou seja, um governo com uma política de direita, preferencialmente um governo PS/PSD. Não conseguiu a mudança e terá de convidar e dar posse a António Costa e a um Governo PS. Que não terá agora desculpas para não avançar com medidas que antes recusou…»

Análise dos resultados globais pelo jornalista Carlos Lopes Pereira, aqui.

PS conquista a maioria absoluta. Vamos ver o que faz com ela.

Zé LG, 31.01.22

Sem nome.pngO PS alcançou a sua segunda maioria absoluta. António Costa tem assim criadas as condições de estabilidade que tanto pediu. Tem estabilidade política (a maioria absoluta na Assembleia da República) e tem dinnheiro (a "bazuca" dos fundos comunitários) para investir no que é preciso para desenvolver Portugal. Vamos ver o que faz. Não tem desculpas para falhar! 

E Marcelo Rebelo de Sousa como fica, depois de ter visto o seu PSD estagnar e a desnecessidade do bloco central, que defendia? Como se vai adaptar à perda de protagonismo que naturalmente vai ter, face ao maior protagonismo de António Costa e do seu governo?

PS à beira da maioria absoluta

Zé LG, 31.01.22

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Com base nos resultados provisórios, é possível que o PS alcance a maioria absoluta e que o CDS fique de fora do Parlamento.

Os grandes vencedores são o PS (+ 5 pontos percentuais), à esquerda, e o Chega (+6) e a IL (+3,7), à direita, que sobem significativamente as suas votações.

Os grandes derrotados são o BE (-5) e a CDU (-2), à esquerda, e o CDS (-2,6) e o PSD (=), à direita. O PSD é o grande derrotado, não porque tenha perdido votação mas porque ficou muito mais aquém da vitória eleitoral, por que se bateu e chegou a anunciar nos últimos dias de campanha.

Saiba onde votar, no Concelho de Beja

Zé LG, 30.01.22

202112151824142218.jpgNo concelho de Beja há 47 mesas de voto que vão estar abertas entre as 8 e as 19 horas. No Círculo Eleitoral de Beja há 16 candidaturas, mas no boletim de voto aparecem 17. Conheça os resultados desde 2009.

Nas 12 Freguesias e Uniões de Freguesias do concelho de Beja há 47 secções de voto e as que têm mais mesas de voto e eleitores são as duas Uniões de Freguesias da cidade de Beja, Santiago Maior e São João Baptista com 16 secções e Salvador e Santa Maria da Feira com 12 secções.

Se quer saber onde vai votar, veja aqui.