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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O presidente da EDIA devia ser substituído?

Zé LG, 23.11.25

edia.164501156_182712730307089_6882082977381549229_n.jpg«Não se teria perdido nada se o Presidente tivesse sido substituído. A sua total falta de diálogo com os Agricultores já merecia um bilhete para regressar a Cascais.»
«Falar para quê? Ele já sabe qual é o tema principal. A conversa é sempre a mesma e já dura desde o salazarismo e respectivos apoios à agricultura do Alentejo.»
Anónimos 22.11.2025, aqui.

Falta um administrador na EDIA

Zé LG, 22.11.25

edia.164501156_182712730307089_6882082977381549229_n.jpgA EDIA confirmou à CMVM, a recomposição dos seus órgãos sociais para o mandato 2025-2027, na sequência da Assembleia Geral de 18 de novembro, que deliberou a substituição dos administradores Augusta Cachoupo e Jorge Vasquez, que cessaram funções por terem atingido o limite legal de mandatos. Para o Conselho de Administração foram designados José Pedro da Costa Salema, que permanece na presidência, e Teresa Cristina Lince Núncio Torgal Ferreira, ficando a terceira vaga por preencher, a nomear posteriormente.

“Arte numa Perspetiva Diferente” em exposição na sede da EDIA

Zé LG, 20.11.25

cpcb.202511191118335485.pngA exposição “Arte numa Perspetiva Diferente” promovida pela EDIA e pelo Centro de Paralisia Cerebral de Beja (CPCB) foi inaugurada hoje e vai ficar patente ao público, na sede da EDIA em Beja, até 23 de dezembro. Esta mostra, que promove a inclusão, a criatividade e a expressão artística, reune 22 trabalhos produzidos pelos utentes do CPCB, cada um refletindo olhares únicos sobre o mundo, a sensibilidade individual e a diversidade de formas de expressão. O valor das vendas das obras reverte integralmente para o CPCB, apoiando a continuidade do seu trabalho terapêutico, educativo e social.

Olival em Alqueva exporta milhões, mas levanta desafios ambientais

Zé LG, 22.08.25

Olival1.jpgUm estudo recente sobre o olival no perímetro de rega de Alqueva revela que esta cultura é hoje um pilar da economia agrícola do Alentejo, mas que exige uma gestão equilibrada para garantir a sua sustentabilidade. A última década foi marcada por uma forte transição do sequeiro para o regadio, o que impulsionou a produtividade e permitiu que Portugal passasse de importador crónico de azeite a exportador, com um saldo positivo de 250 milhões de euros. O olival é uma cultura adaptada às condições de Alqueva, com baixas necessidades hídricas, resistência a pragas e doenças, e capacidade de melhorar a qualidade do solo quando se aplicam boas práticas, como o enrelvamento das entrelinhas. A aposta nesta fileira tem também permitido rentabilizar os investimentos públicos em regadio, criar emprego e fomentar o investimento em agroindústria, com destaque para lagares de última geração. Mas há necessidade de reforçar a monitorização e quantificação dos impactos desta cultura, bem como a articulação entre as entidades públicas que gerem o setor. O olival de regadio, quando gerido de forma responsável, pode ser um aliado no combate à desertificação e na captura de carbono, desempenhando um papel relevante nos objetivos climáticos nacionais. Contudo, o equilíbrio entre produtividade, conservação ambiental e diversidade agrícola é fundamental para garantir um desenvolvimento regional sustentável no Alentejo e no país.

Actualização do preço da água de Alqueva coloca FENARREG contra EDIA

Zé LG, 29.07.25

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José Pedro Salema, presidente e CEO da EDIA, critica o congelamento das tarifas da água desde 2017, que já obrigou o Estado a injetar quase 1.000 milhões na empresa para tapar sucessivos prejuízos. A solução definitiva é política e passa por “os políticos aumentarem os preços”, salienta José Salema, explicando que: “A nossa proposta é que esse preço [preço da água] seja não um preço político, mas um preço técnico. Que haja uma fórmula indexada ao preço da energia e aos custos reais que a empresa vai experimentando, principalmente as manutenções”.

A Federação Nacional de Regantes de Portugal – FENAREG está totalmente alinhada com a decisão do Ministério da Agricultura de manter estável o preço da água de Alqueva para os agricultores, porque “É fundamental garantir estabilidade para a atividade agrícola. Os agricultores não podem ser penalizados e responsabilizados pelas contas da EDIA”, diz José Núncio, presidente da FENAREG.

“Esta Ovibeja deverá ser o ponto de partida para a renovação da EDIA”(?)

Zé LG, 02.05.25

images (1) (2).jpg«Seria interessante que os políticos analisassem o actual modelo de Governance da EDIA, sem qualquer participação dos Agricultores, e com a Presidência de uma pessoa que já ultrapassou largamente múltiplos mandatos. Deverá ser também o local aonde os Dirigentes Associativos assumam publicamente, e de uma forma clara, a sua oposição à gestão de José Pedro Salema. Em todo o Movimento Associativo do Alentejo existe um total desconforto face José Pedro Salema, será altura de o assumirem publicamente. Efectivamente a arrogância, prepotência, o compadrio, aliado ainda a má educação, concerteza que não traz nada de bom aos Agricultores e á EDIA. Esta Ovibeja deverá ser o ponto de partida para a renovação da EDIA.» Anónimo 28.04.2025, aqui.

Alentejo sem Alqueva seria um deserto, mas com Alqueva continuou a perder população

Zé LG, 27.03.25

IMG_20250315_151502.jpgNas celebrações do 30.º aniversário da constituição da EDIA, foi apresentado o Estudo de Avaliação do Impacto Económico da Implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, que analisa o impacto económico da actividade deste projecto dimensionado para fins múltiplos, realçando o impacto na receita fiscal para o orçamento de Estado, que ascende a 339 milhões de euros anuais, e que revela a “eficiência da aplicação de financiamentos públicos”, e que, “À data de hoje, o EFMA já garantiu um retorno financeiro para o Estado superior aos recursos investidos”.
Apesar do ministro da Agricultura, José Manuel Fernande, ter defendido que “Alqueva é um caso de sucesso, não é um elefante branco como aconteceu com outros investimentos públicos. Sem Alqueva, o Alentejo corria o risco de se transformar num deserto”, o estudo apresentado contraria a afirmação, concluindo que o despovoamento do Alentejo prossegue apesar do impacto económico que o grande projecto de regadio está a provocar em 23 concelhos da região Alentejo.