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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Beja lidera produção nacional de azeitona para azeite e reforça peso do Alentejo em 2024

Zé LG, 30.12.25

IMG_20250126_152409.jpgO olival nacional registou em 2024 uma produção superior a 1,3 milhões de toneladas de azeitona para azeite, traduzindo-se num crescimento de 11,4% face a 2023. O Alentejo voltou a afirmar-se como a principal região produtora do país, concentrando uma parte significativa deste volume, com especial destaque para o distrito de Beja. Entre os concelhos com maior produção surgem Beja (300.623 toneladas), Serpa (156.213 toneladas), Ferreira do Alentejo (148.010 toneladas) e Moura (105.392 toneladas), o que evidencia o peso estruturante do olival intensivo e superintensivo no território, e confirma a consolidação do Alentejo como eixo central da fileira do azeite em Portugal.

Herdade da Figueirinha transforma bagaço das azeitona e outros resíduos em fertilizantes

Zé LG, 10.12.25

filipe-cameirinha.jpgA Herdade da Figueirinha, no concelho de Beja, avançou com um projeto pioneiro no setor olivícola: a transformação do bagaço da azeitona, um dos maiores problemas de resíduos agroindustriais em Portugal, num composto orgânico de alta qualidade. Através de um modelo de economia circular, reutiliza subprodutos da própria herdade e de outros produtores nacionais, reforçando a fertilidade dos solos e reduzindo até 50% ou mais o uso de adubos minerais, investindo na criação de uma unidade de compostagem própria que valoriza integralmente os excedentes das suas atividades agrícolas e vínicas, como folhas de oliveira, massas vínicas, restos de poda, capoto de amêndoa e águas resultante da laboração do lagar. Ao invés de entregar o bagaço às extratoras, prática comum no setor, o projeto transforma este subproduto em matéria útil. Daqui e daqui.

“o mito de que o Estado tem um peso desmesurado na economia portuguesa”

Zé LG, 18.09.25

550350821_2610075055998781_6825993462290377087_n.jpg«Apesar de sermos dos países que mais reduziram a despesa pública em proporção do PIB, os partidos, comentadores e trolls de direita continuam a jurar que é preciso cortar mais nas “gorduras do Estado”.
Depois, pesarosos, queixam-se de que o Estado português não dá as respostas de que as pessoas precisam – na saúde, na educação, na habitação, no atendimento público, etc. Continuem a cortar, a ver se melhora…» Ricardo Paes Mamede, aqui.

Olival em Alqueva exporta milhões, mas levanta desafios ambientais

Zé LG, 22.08.25

Olival1.jpgUm estudo recente sobre o olival no perímetro de rega de Alqueva revela que esta cultura é hoje um pilar da economia agrícola do Alentejo, mas que exige uma gestão equilibrada para garantir a sua sustentabilidade. A última década foi marcada por uma forte transição do sequeiro para o regadio, o que impulsionou a produtividade e permitiu que Portugal passasse de importador crónico de azeite a exportador, com um saldo positivo de 250 milhões de euros. O olival é uma cultura adaptada às condições de Alqueva, com baixas necessidades hídricas, resistência a pragas e doenças, e capacidade de melhorar a qualidade do solo quando se aplicam boas práticas, como o enrelvamento das entrelinhas. A aposta nesta fileira tem também permitido rentabilizar os investimentos públicos em regadio, criar emprego e fomentar o investimento em agroindústria, com destaque para lagares de última geração. Mas há necessidade de reforçar a monitorização e quantificação dos impactos desta cultura, bem como a articulação entre as entidades públicas que gerem o setor. O olival de regadio, quando gerido de forma responsável, pode ser um aliado no combate à desertificação e na captura de carbono, desempenhando um papel relevante nos objetivos climáticos nacionais. Contudo, o equilíbrio entre produtividade, conservação ambiental e diversidade agrícola é fundamental para garantir um desenvolvimento regional sustentável no Alentejo e no país.

“Bairro Comercial Digital de Beja” vai criar conceito de “marca” de uma zona comercial ampla

Zé LG, 12.08.25

imgLoader2 (5).jpgO hub Beja + Digital, instalado no antigo posto de turismo, “pretende ser um ponto de atendimento aos 130 aderentes ao “Bairro Comercial Digital de Beja”, de forma a poderem ser esclarecidos sobre dúvidas que tenham acerca do seu negócio, no âmbito do “bairro”, disse Paulo Arsénio, acrescentando que “o “Bairro Digital de Beja” visa, entre outras coisas, colocar o pequeno e o médio comércio em condição de competitividade nesse segmento, permitindo e ajudando a venda de produtos e a promoção de serviços, através de canais digitais de grande alcance.”
Para lá deste hub digital, outras ações a levar a cabo para que a revitalização do comércio no centro histórico de Beja venha a ser uma realidade inquestionável são: “A oferta das lojas e a diversidade de produtos e artigos que oferecem, a relação de proximidade dos vendedores com os seus clientes, a criação do conceito de “marca” de uma zona comercial ampla (precisamente, o que o bairro digital vai fazer através do marketplace a ser criado no seu âmbito) e a realização pontual de eventos e de campanhas no espaço mais central são fatores de diferenciação positiva do comércio do centro histórico, partilhando responsabilidades, ideias e soluções entre os operadores e a autarquia”, segundo o presidente da Câmara.

Portugal com maior queda do rendimento real das famílias na OCDE

Zé LG, 11.08.25

Sem nome (99).pngO rendimento real das famílias portuguesas recuou 4,5%, em cadeia, no primeiro trimestre, “principalmente devido ao aumento dos impostos a pagar, com o PIB real per capita também a contrair-se (-0,6%)”, indica a OCDE. “Este aumento nos impostos ocorreu após uma queda no trimestre anterior, na sequência de mudanças no regime tributário”, salienta a organização.

Esboço de Programa Económico, apresentado em 1974 por Francisco Pereira de Moura

Zé LG, 09.08.25

13653-cc1b70d5dc19747ebae7ac60f2fdfb18.jpeg«Mas há que apontar sobretudo para o futuro. E os objetivos serão, certamente, o aumento do nível de vida dos portugueses, bem como a redução das desigualdades mais gritantes que, atualmente, se verificam.
O aumento do nível de vida exige o aumento da produção.
E neste campo a situação caracteriza-se pela estagnação na agricultura.
... haverá que orientar — estimulando produções, apoiando tecnicamente, ajudando ao financiamento e à comercialização, designadamente por formas cooperativas — a agricultura; e não será o menor dos problemas a reconversão da máquina corporativa, que pode ser da maior utilidade desde que enformada por novos princípios e com homens novos — os autênticos rurais, trabalhadores e pequenos e médios empresários — a gerir os seus destinos.
E haverá que começar a preparar transformações estruturais mais profundas, sob pena de tudo tender a aniquilar-se. Chame-se ou não (conforme as conveniências políticas) “reforma agrária” a tais transformações, uma coisa é certa — a longo prazo serão inevitáveis, e há que estar preparado.» 

Abertos concursos em Beja para concessão de espaços no Mercado Municipal e habitações sociais

Zé LG, 09.06.25

461869628_8452335824858489_7797335059085533475_n.jpgA Câmara Municipal de Beja tem abertos os seguintes concursos públicos:
- para concessão de dois espaços comerciais no Mercado Municipal, para Restauração e Comércio. As propostas, em carta fechada, devem ser entregues até ao dia 13/06/2025.
- para o arrendamento de oito habitações municipais, por sorteio, a agregados familiares com rendimentos baixos e intermédios. As candidaturas devem ser apresentadas até ao dia 24/06/2025.

SEDES empossa Conselho Coordenador Distrital de Beja na OVIBEJA

Zé LG, 03.05.25

Sedes.pngA SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social realiza, hoje, às 15h, no Espaço Millennium BCP da Ovibeja, a cerimónia de tomada de posse dos novos membros do Conselho Coordenador da sua Distrital de Beja, eleitos por unanimidade: João Emanuel Pereira Martins. presidente, Tânia Sofia Marques Rosa Monteiro Soares, vice-presidente, Fátima Sofia D´Amaral Marques Rosa, secretária-geral, e os vogais Carlos Manuel Inácio Figueiredo, David da Costa Simão, Jacinto Manuel Cristina Franco, Jaime Manuel Moleiro Serra, José Alberto Correia Vaz Natário, José Jacinto Descalço Bilau, José Miguel Pires D´Almeida e Maria Marques da Cruz V.C. Vasconcelos Gião. Durante a cerimónia, estão previstas intervenções do novo presidente da Distrital de Beja, João Martins, de Fátima Carvalho, membro do Conselho Consultivo, e do Dr. Álvaro Beleza, presidente do Conselho Coordenador nacional da SEDES.