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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Beja, "madrasta" e com outros "defeitos", entre desilusão e pessimismo e factos e confiança

Zé LG, 19.12.20

127039230_1087071795058396_6042060700786322194_o.j«Mas mais do que "madrasta" a cidade tem outros "defeitos" bem piores. Sendo o principal a total ausência de investimentos estruturais...

E não há nada a fazer, dada a inoperância e incapacidade manifesta dos políticos e governantes locais para conseguirem atrair investidores e investimentos sobre o que quer que seja. Com exceção evidente dos olivais e outras culturas intensivas e superintensivas. Que pouco ou nenhum emprego criam, cujas mais valias não ficam na região, que degradam a qualidade de vida e o ambiente e que dentro de duas ou três décadas só deixaram terra queimada...»

 

«O seu post é de uma ignorância atroz. Informe-se do número de pessoas que trabalham nas explorações de regadio do Alqueva, informe-se do número de jovens formados no IPB que trabalham nas empresas agrícolas da Região, informe-se do contributo que essas empresas têm no PIB, informe-se do contributo para a Segurança Social de empregados e empregadores. Senão tivesse um sector agrícola e pecuário de grande dinâmica, e criador de riqueza, quereria viver num perfeito deserto. Concerteza que existem alguns problemas de natureza ambiental e social, mas com vontade do Estado e das Empresas serão resolvidos.»

Anónimos 19.12.2020, aqui.

“Beja pode ser a capital ibérica contra a desertificação”

Zé LG, 17.09.20

Costa_e_Silva_3.jpgOutra das medidas defendidas pelo professor e consultor (António Costa Silva ) prende-se com a criação de geoeconomias favoráveis à inovação ao longo da fronteira com Espanha, em regiões progressivamente isoladas e envelhecidas. “Beja pode ser a capital ibérica contra a desertificação”, exemplificou o professor, que imagina para a cidade polos semelhantes aos desenvolvido no Fundão.

BARREGÃO: Um exemplo do despovoamento do Interior de Portugal

Zé LG, 14.06.20

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Uma pequena aldeia reduzida a cerca de 10% da população que já teve. Hoje não tem mais de oito residentes.

Apesar dos investimentos - estrada, arruamentos, águas e esgotos, recolha de lixo e transportes colectivos - feitos pela Autarquia nos últimos anos e da recuperação de algumas casas feita por naturais que querem manter a ligação à Aldeia, o despovoamento e a degradação da maioria das casas avança a passos largos.

Paralelamente e apesar de alguns investimentos feitos por alguns proprietários, a maioria dos terrenos vai ficando abandonada, avançando o mato e o risco de incêndios...

O despovoamento e, nalguns casos, a consequente desertificação, é um problema demasiado complexo para ser resolvido com a criação ou instalação arbitrária de secretarias de Estado em locais "à sorte"... Exige um outro olhar para o Território, para o Ambiente, para o Desenvolvimento sustentado, coeso e coerente, traduzido em políticas sérias, coerentes, adequadas e persistentes de médio e longo prazo.

IPBeja aloja estudantes em S. Brissos

Zé LG, 10.11.19

40-IPBeja-768x432.jpgO Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) e a União de Freguesias de Trigaches e S. Brissos assinaram um protocolo tendo em vista o alojamento de 18 alunos na antiga Escola Primária de S. Brissos, renovada e preparada para acolher os estudantes.
Este protocolo vem “beneficiar as populações mais desfavorecidas” e “minimizar a falta de alojamentos para estudantes”, sublinhou João Paulo Trindade, presidente do IPBeja, que adiantou que o projecto poderá ser alargado a outras localidades.
O IPBeja tem neste momento mais de 3 mil estudantes, sendo 590 estrangeiros.

Daqui e daqui.

“Nenhum território tem futuro sem pessoas. Pessoas em idade para trabalhar e que tenham emprego."

Zé LG, 23.05.19

IMG_7447.JPGUma coisa é certa. Não é possível inverter esta situação sem que isso seja um desígnio nacional. E a solução não passa por políticas de incentivo à natalidade nestes territórios em processo de despovoamento, pois que velhos não fazem filhos.
... A solucão tem que assentar em dois eixos estratégicos: Um deles que tenha como objectivo a fixação das pessoas que ainda vão nascendo nesses territórios e que as impeçam de os abandonar quando entrarem na idade activa. O outro eixo tem que ter o objectivo de atrair pessoas de fora, sejam elas portuguesas ou de outros países, sejam eles da União Europeia ou não.
Assim termina Vitor Silva a sua crónica sobre “o envelhecimento do interior”, que pode ler e ouvir aqui.

Câmara de Alvito e a Comuna italiana de Alvito querem realizar conferência internacional sobre despovoamento

Zé LG, 06.11.18

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A Câmara de Alvito quer realizar uma conferência internacional para discutir, com vários especialistas europeus, os problemas dos territórios de baixa densidade.

O desafio foi lançado por António Valério no quadro do protocolo de geminação entre a Câmara de Alvito e a comuna italiana de Alvito.

O presidente da Câmara de Alvito gostaria que a conferência internacional tivesse lugar já no próximo ano, para que “sejam encontrados caminhos que solucionem os problemas”, porque considera importante discutir não só os constrangimentos como as oportunidades dos territórios que sofrem problemas como o despovoamento e o envelhecimento.