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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

PCP REIVINDICA POLÍTICAS DIFERENTES PARA O INTERIOR E PARA O DISTRITO DE BEJA

O Grupo Parlamentar do PCP confrontou o ministro Adjunto, responsável político pela Unidade de Missão para a Valorização do Interior, com o modelo de desenvolvimento do interior do país, reivindicando políticas diferentes para o interior e para a situação do distrito de Beja

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O PCP frisou naquela interpelação ao Governo, que no Alentejo foi feito o maior investimento hidroagrícola do país, mas o modelo associado ao desenvolvimento do projeto estimulou a concentração da propriedade, aumentou as preocupações ambientais e a destruição do património cultural, não promoveu o povoamento, não reduziu o desemprego e não dinamizou substancialmente as economias locais, a não ser alguma empresa de fornecimento de serviços e equipamentos de regadio. Neste contexto, o PCP reivindica um modelo de investimento nas infraestruturas que têm de acompanhar o aumento produtivo.

O PCP refere ainda, que o distrito de Beja aguarda desde 1985 pela construção de dois Itinerários Principais (IP2 e IP8) e desde 1998 pela construção do IC27, a ligação ferroviária tem-se vindo a degradar e o atual Governo continua sem assumir a eletrificação da linha, o aeroporto, construído para aproveitamento de uma das melhores pistas do país, não se articula nem com a rodovia nem com a ferrovia. Por tudo isto, o Grupo Parlamentar do PCP exigiu que, ao investimento e ao aumento da produção, esteja associado um modelo económico verdadeiramente orientado para o desenvolvimento regional e a coesão social e territorial.

QUE FUTURO QUEREMOS PARA BEJA?

"...

Quais das alternativa é que consideraria que seria mais vantajosa para o país ao longo prazo?

A) O governo gasta algum dinheiro (não muito comparado com outros projectos em outras partes do país) para eletrificar a linha de comboio e terminar a auto-estrada para depois o país beneficiar, ao longo de largos anos,de todo o potential florescimento económico que daí verá com mais exportações, em especial agrícolas e agro-industriais e potencialmente outros tipos de indústria também, como indústrias ligadas à aeronáutica.
B) O governo continua a fazer o que tem feito até agora, o distrito de Beja morre, aldeias e vilas desaparecem do mapa, e Beja torna-se numa simples vila de 8000 habitantes com um enorme deserto à sua volta. Perde-se todo o potential agrícola e económico e perde-se ainda toda uma cultura e uma região líndissima em termos de património.
Qual das opções lhe parece melhor, para os bejenses e para Portugal? E até para o próprio governo. Embora o governo obviamente já escolheu a sua opção há muito tempo.

..." 

Trecho do comentário de Eu a 3 de Novembro de 2017 às 00:49, AQUI.

Combater o despovoamento e a desertificação do Alentejo

Há muitos grandes investimentos em curso no Alentejo.

Uns são resultado da iniciativa privada, outros da responsabilidade do Estado e outros, ainda, de parcerias público-privado.

Uns são completamente nacionais, outros completamente estrangeiros e outros, ainda, integram as duas componentes.

Alguns já estão a ser concretizados no terreno, outros estão em projecto, em diferentes fases, e outros ainda estão em fase de pré-projecto.

Os PIN’s – Projectos de interesse Nacional, a revisão de PDM’s e de outros planos de ordenamento têm facilitado o aparecimento e aprovação de muitos desses projectos.

Muitos outros projectos poderiam já estar no terreno não fora o atraso, de mais de um ano, registado na entrada em funcionamento pleno do QREN e do Programa Operacional do Alentejo e na consequente aprovação de financiamentos.

Entretanto, se apreciarmos bem como esses investimentos são implantados no terreno e, depois, como são ou vão ser explorados concluiremos que as consequências para a dinamização da economia local, mas, principalmente, para a criação de emprego e uma maior justiça social na região não são tão significativas como se poderia esperar.

 

 

A NOVA REALIDADE AMBIENTAL RESULTANTE DA FILEIRA DO OLIVAL

Neste momento a única saída para a região, passa pela agricultura.

Sobre o tema há todo um reverso da medalha, que deve e tem de ser bem analisado e debatido pelas populações.

É a nova realidade ambiental resultante da fileira do olival intensivo e superintensivo produzido na área sob influência de Alqueva. Uma fonte da empresa Alcides Branco adiantou ao PÚBLICO que o volume de bagaço de azeitona produzido nos novos lagares de azeite instalados na região de Beja chega às 600 mil toneladas. Este é um resíduo que não pode ser depositado em aterro.

O recurso é transformar uma matéria orgânica que contém água, óleo e biomassa em material de queima. Para isso é preciso transformá-lo nas três unidades que neste momento existem em Alvito, Odivelas e Fortes (ambas em Ferreira do Alentejo).

Acresce ainda que transportar o bagaço de azeitona dos lagares para as três unidades de transformação significa um tráfego médio de 24 mil camiões com capacidade de 25 toneladas cada. As consequências ambientais que derivam da actividade já se fazem sentir na contaminação de linhas de água.

Anónimo a 14 de Maio de 2015 às 12:06, aqui

Maioria CDU na Assembleia Municipal aprovou extinção da INOVOBEJA

Foi ontem aprovada, com os votos da maioria CDU na Assembleia Municipal de Beja, a extinção da empresa municipal INOVOBEJA, com o fundamento na insustentabilidade económica e financeira.

O PS afasta o argumento financeiro, uma vez que a empresa só apresentou resultados negativos em 2013. “Houve transferências que não foram feitas do município para a INOVOBEJA que levaram à situação de resultado negativo” afirmou Paulo Arsénio.

O vereador Manuel Oliveira adiantou que os projectos a cargo da INOVOBEJA vão ficar a cargo de um Gabinete de Desenvolvimento que será criado pelo município, não se comprometendo com a garantia de emprego em relação às trabalhadoras da empresa.

In: http://www.radiopax.com/index.php?go=noticias&id=4355

 

Importa recordar que esta empresa municipal foi criada pela Câmara Municipal de Beja, de maioria CDU, presidida por Francisco Santos. É caso para se dizer que mudam os tempos mudam-se as vontades. Mas seria importante explicar porque mudaram as vontades da CDU, porque as razões apresentadas para a extinção da INOVOBEJA não parecem justificar tal decisão.

Porque não podia estar mais de acordo: "CARLOS JÚLIO"

Ponho de lado quase 25 anos de fortes laços. Deixo à margem a amizade profunda. Deixo de lado os afectos normalmente causadores de olhares enviesados, apreciações subjectivas, análises injustas.

 

O jornalismo no Alentejo é alvo de profundos abanões nos últimos quatro, cinco anos. Sem perder tempo a enumerar os problemas, sigo directo ao assunto: Com o despedimento de Carlos Júlio a TSF acaba de cravar fundo o machado na delicada raiz do jornalismo que por cá se vai fazendo.

Se é uma má notícia para a região, é uma péssima notícia para o jornalismo deste país, que se vê privado de um dos seus maiores profissionais dos últimos 30 anos, figura incontornável da rádio, um dos obreiros da construção da TSF - daquela TSF que lá atrás foi farol para a renovação do jornalismo no Portugal democrático.

Ao serviço da RDP, primeiro e da TSF há quatro anos, foi distinguido com o mais alto galardão do jornalismo em Portugal, o Prémio Gazeta, sendo dos poucos no país com duas distinções.

 

Carlos Júlio é marca de seriedade. De competência. É sinónimo daquela que é a mais importante e difícil qualidade no jornalismo e que hoje em dia escasseia nas redacções: CREDIBILIDADE.

Credibilidade não é algo que se compre na drogaria, se estude na faculdade, se embrulhe em qualquer mestrado ou doutoramento. A credibilidade conquista-se com anos e anos de trabalho sério e continuado.

Numa altura em que o jornalismo é diariamente vilipendiado por gente que despudoradamente o maltrata por incompetência, medo e suborno, o jornalismo deixa de contar com uma personalidade frontal, convicta do papel e do poder do jornalista. Alguém que não se verga aos interesses partidários/políticos/económicos. Que faz da independência escudo para o exercício da arte de informar.

 

Carlos Júlio É, pois, um grande jornalista. Não foi mais além nas hierarquias, sei-o bem, primeiro por ser contrário ao seu feitio. Também porque decidiu um dia deixar a confusão da cidade grande e rumar ao sul. Ao seu Alentejo onde ficou e permanece preso de Amores.

Nos últimos 30 anos além do Alentejo fez reportagem em todos os cantos do país. Esteve em alguns dos mais marcantes momentos da vida política e social de Portugal. Fez inúmeras campanhas eleitorais. Realizou dezenas de programas por todo o país, chegando a ser companhia permanente no “Terra a Terra” nas manhãs de sábado.

Ao longo de quase um quarto de século na TSF, Carlos Júlio não foi correspondente em Évora. Carlos Júlio foi, é, repórter do mundo. De todo o mundo por onde passou cobrindo conflitos, as mais sangrentas guerras.

Esteve mais que uma vez, sempre que os tiros soaram, em Timor, na Guiné, em São Tomé e Príncipe. Passou semanas no Afeganistão. Esteve na ex-Jugoslávia, no sangrento conflito do Kosovo – onde viu a morte perto quase atingido por fogo “amigo” cuspido por F16 americanos que acabaram por matar o seu guia/motorista.

Do México a Cabo Verde e por muitos outros países, calcorreou quilómetros Espanha adentro sempre em reportagem. Por onde passou Carlos Júlio pintou retratos do quotidiano, da actualidade que marca a vida das populações.

Fez do jornalismo e da rádio a sua paixão maior.

 

A TSF não extinguiu um posto de trabalho. A TSF pôs na rua um profissional de créditos firmados. Marca de seriedade. De competência. De credibilidade.

 

A TSF não extinguiu um posto de trabalho.

A TSF deu um passo largo rumo à extinção.

 

Pelo contrário, Carlos Júlio há-de continuar jornalista. Junto com ele, meu grande mestre desta arte efémera como tão bem a descreveu Pedro Ferro, havemos ainda de pautar o andamento das notícias nesta nossa Pátria.

Publicada por Paulo Nobre às 16:29, in: http://www.cincotons.com/2014/06/carlos-julio.html#comment-form

“E já não terão ninguém para lhes mostrar solidariedade”

Um dia deixaram de te telefonar

E raramente te marcavam serviços de agenda

E tu pensaste que era por acaso

E que a direcção devia estar muito ocupada

 

Depois de ganhares o prémio 'Gazeta' pela segunda vez

Proibiram-te de fazer “grandes” reportagens

Porque a direcção tinha um entendimento do direito de autor

Diferente do teu e do sindicato

E tu pensaste que com o tempo tudo se resolveria

 

Depois tiraram-te o carro de serviço

E nunca mais te destacaram para cobrir eleições,

Visitas presidenciais ou edição de noticiários

E tu ainda deste o benefício da dúvida

 

Depois começaram a comunicar contigo apenas por email

A fazerem-te um pedido de trabalho por mês

E o director a ligar-te quatro vezes em quatro anos:

Uma (depois de almoço) a dizer que o teu trabalho estava uma merda;

Outra a dizer que a esponja do teu microfone aparecia suja na televisão;

e duas outras a dizer que estavas na lista para despedimento

E aí começaram a desaparecer as dúvidas

 

A não marcação de trabalhos, a falta de contactos,

O isolamento, a contínua discriminação, a ausência de meios

Só tinham um objectivo: a extinção do teu posto de trabalho

E a tua substituição por quem, custando menos, se sujeitasse mais

 

E já não havia mais espaço para ter dúvidas:

No rolo compressor do poder

Só interessa quem custa menos, se submete,

Quem tem medo

 

Mas um dia destes alguns dos que agora fazem as listas

Também serão postos em listas.

Um telefonema pela manhã dir-lhes-á que já não fazem falta,

Que o seu trabalho não justifica o salário,

Que há sempre alguém mais barato do que eles

 

E já não terão ninguém para lhes mostrar solidariedade

Porque os que ficarem serão sempre

 

Os que melhor se deixarem submeter.

 

(Parafraseando Maiakovsky , Niemöller , Brecht…)

Carlos Júliohttp://www.cincotons.com/2014/06/acerca-do-processo-de-extincao-de-posto.html#comment-form

Trabalhadores da Kemet lutam contram despedimentos

Autárquicas aquecem em Moura - Santiago Macias activo

 

 

Deixo aqui os links para três interessantes, pertinentes e oportunos textos do meu amigo Santiago Macias sobre temas importantes do debate autárquico, cuja leitura aconselho:

 

http://avenidadasaluquia34.blogspot.pt/2013/09/do-rijksmuseum-moura-passando-por.html

 

http://avenidadasaluquia34.blogspot.pt/2013/09/moura-o-desemprego-demagogia-e-os.html

 

http://avenidadasaluquia34.blogspot.pt/2013/09/autarquicas-2013-notas-de-campanha-n-3.html

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