Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Palavras de raiva/dor e um revoltado com o caminho que a Democracia tem seguido

Zé LG, 15.10.22

cartaz-mob-luta-cgtp.jpg«Lá vai, mais uma vez, a CGTP fazer uma marcha/manifestação, embora não seja de Stº António, não deixa de ser folclore. Nenhum leitor lamentará mais ao ler estas palavras do que a raiva/dor que tenho ao escrevê-las.

As palavras assim ditas tornaram-se surdas, sei-o porque participei em muitas, e doeu-me ao descobrir esta verdade.

O "abaixamento do custo de vida, e o ataque aos direitos" não se consegue com manifestações, já não, conquista-se nos locais de trabalho, nos Centros de Desemprego, junto dos jovens desiludidos que passam pela vida invisíveis. É com esses que manteremos e aumentaremos o que conquistamos.

O Governo dos Capitalistas, seja ele social-democrata, conservador, ou fascista, dizem para eles mesmos - deixai-os gritar, lavam a "consciência" e desopilam o fígado.

Foi a esta situação que os Partidos de Esquerda (Nota - o PS é a esquerda da Direita) e nós, os sem Partido, mas de Esquerda, nos deixamos chegar, ao aceitar o falseado jogo eleitoral da Democracia (Ditadura) Burguesa (Capitalista).

Com tristeza

Zé Onofre 15.10.2022», aqui.

 

Este texto parece-me de grande pertinência e oportunidade por traduzir a desilusão de muitas pessoas, que acreditaram que pelas “portas que Abril abriu” pudesse fazer-se a caminhada que gerasse e consolidasse uma Democracia que, para além de política, fosse também económica, social e cultural e respeitadora do ambiente. E agora sentem-se revoltadas por constatarem que, quase meio século depois do 25 de Abril e depois de tantas lutas, a Democracia política se tem degradado, devido às inúmeras promessas não cumpridas, e as restantes componentes estarem a regredir no pouco que avançaram.

Esta situação é tão gritante que até o comentador-mor da República veio a terreiro reconhecer isto mesmo. Palavras importantes e oportunas que logo o vento levou na enxurrada de declarações/comentários que fez e que, intencionalmente ou não, fizeram esquecer aquelas que deveriam ter merecido a atenção e debate dos agentes políticos.

"Procuramos aplausos rituais"

Zé LG, 02.10.22

PN.jpg"Muito mais do que interessados no debate recional de ideias que desde sempre nos fez evoluir como sociedade, estamos focados no aplauso fácil dos grupos e subgrupos a que pertencemos. Não falamos para um interlocutor, não esperamos verdadeiramente qualquer resposta, não queremos questionar ou ser questionados. Procuramos aplausos rituais. A loucura identitária, o terrível enni das classes médias urbanas, as frustrações indizíveis na vida contemporânea e o pântano cobarde das redes trouxe-nos a um lugar de ruidoso silêncio. E isso, para uma democracia liberal, é profundamente perigoso."

Pedro Norton, na sua crónica "Um lugar de ruidoso silêncio", publicada na VISÃO de 22/09.

"ataques que aqui frequentemente aparecem nada têm de democráticos"

Zé LG, 06.09.22

«Estes ataques que aqui frequentemente aparecem nada têm de democráticos. São proferidos com ódio anticomunista por quem deseja que esse partido desapareça do mapa. Democracia não é pensarmos todos da mesma maneira, seguindo atrás do que insensatamente se proclama, como um rebanho de ovelhas.» Anónimo 03.09.2022, aqui.

“Quando há passividade, conformismo ou comodismo não se exerce influência sobre o dia-a-dia da governação”

Zé LG, 03.07.22

«Vivemos em democracia, elegemos os nossos governantes, a responsabilidade é colectiva. Mas a democracia não se esgota nisso. Manifestar-se, protestar, reivindicar, são direitos, mas de exercício voluntário. Quando há passividade, conformismo ou comodismo não se exerce influência sobre o dia-a-dia da governação. Deixam-se os meios de comunicação social fazerem-no. Para o bem e para o mal. Se assim é, nós cidadãos é que não podemos sacudir a água do capote.» Anónimo 02.07.2022, aqui.

“não tenho quaisquer dúvidas que estamos melhor!”

Zé LG, 14.01.22

democracia (4).jpg«A democracia por princípio não é uma imposição, antes resulta de uma vontade popular por via do sufrágio eleitoral! Quer se goste ou não (porque pelos vistos há quem defenda outros regimes) ainda é o menos mau dos sistemas políticos em vigor! No caso particular da nossa "jovem" democracia, que teve origem em lutas de décadas, atraso civilizacional (se se olhar para o Portugal dos anos 40, 50 ou 60, não há termo de comparação), obscurantismo, anos atrás de anos de analfabetismo, de opressão e de limitações impiedosas das nossas liberdades, não tenho quaisquer dúvidas que estamos melhor! O caminho tem sido tortuoso, é certo, com casos de corrupção, clientelismo, peculato e favorecimentos de vária espécie, que agora merecem mais atenção por parte dos órgãos judiciais, mas nem tudo será mau, como nem tudo será inteiramente positivo!» Anónimo 12.01.2022, aqui.

O clientelismo, a corrupção e o compadrio

Zé LG, 12.01.22

Corrupção.png... têm de ser combatidos, com actos concretos e não com bocas e insinuações que, mais de os combater, pretendem branquear o fascismo, como se neste aquelas práticas não tivessem tido lugar com mais impacto do que agora.
É preciso fazer mais e criar melhores condições para combater aquelas práticas que geram enriquecimentos ilícitos e tanto impacto têm no Orçamento do Estado e nas condições de vida do nosso Povo. Mas dizer que nada está a ser feito, quando um primeiro-ministro e alguns ministros, banqueiros e empresários estão a braços com a Justiça, tendo mesmo alguns já sido presos, tem como objectivo atacar a Justiça e a Democracia, responsabilizando-a por práticas que têm maior impacto em regimes totalitários, que pretendem branquear.

“A Democracia em Portugal não foi gratuita nem um dado adquirido à nascença pelas recentes gerações!”

Zé LG, 01.01.22

ft_democracia_ophana-e1455567624295.jpg«Há gajos que parece que nasceram apenas em 2021! Como se para trás não tivesse existido um País com história política, um regime de ditadura, uma revolução, uma integração europeia, etc!...Gente ingrata e pouco solidária com as gerações antecedentes dos seus pais e avós, que atravessaram enormes dificuldades para que eles pudessem nascer num País verdadeiramente democrático! A Democracia em Portugal não foi gratuita nem um dado adquirido à nascença pelas recentes gerações! Antes pelo contrário, foi objecto de muitas lutas, de perseguição e de um longo exercício de um poder balofo, autoritário, opressivo e obscurantista a todos os níveis! Por respeito pela nossa história democrática e social que não pode em momento algum ser menosprezada ou assumida como um lugar comum, como se nunca tivesse existido País antes de Abril de 1974!...Não sei o que se tem apreendido, ou ensinado na escola a esta gente em matéria histórica, mas uma coisa é certa, ainda há muita malta ingrata, desprovida de racionalidade e de bom senso!..." Há muitos em quem o desasseio não é uma disposição da vontade, mas um encolher de ombros da inteligência. E há muitos em quem o apagado e o mesmo da vida não é uma forma de a quererem, ou uma natural conformação com o não tê-la querido, mas um apagamento da inteligência de si mesmos, uma ironia automática do conhecimento."...Estamos conversados!

Anónimo 30.12.2021», aqui.

“O poder está em nós, nos cidadãos: Proteste!”

Zé LG, 29.11.21

22201079_Rc3l3.jpeg«Viver em democracia, permite-nos decidir. Não somos peões comandados por outros. Vivemos numa democracia representativa, elegemos pessoas para decidirem por nós, mas precisamos de inverter as coisas e ter uma cultura de democracia participativa.

Todos exigem mudança, mas a mudança só acontece quando pessoas comuns protestam e se envolvem na comunidade e na política. Exigem a si e aos outros. Apenas com participação e escolhas que fazemos diariamente, construímos uma comunidade, cidade ou país melhores.» Daqui.

Efeitos da perda da maioria absoluta começam a fazer-se sentir na Câmara de Beja

Zé LG, 04.11.21

20211025151750772.pngA proposta do Executivo da Câmara de Beja para o Conselho de Administração da EMAS foi rejeitada, com 4 votos contra e 3 a favor, ontem, na primeira reunião de Câmara, à porta aberta, deste mandato.

O Executivo PS propôs para o Conselho de Administração da EMAS: Rui Marreiros para presidente do Conselho de Administração; Luísa Pinto, quadro da EDIA, para administradora Executiva e André Pires, quadro das Águas do Alentejo, para administrador Não Executivo. Esta configuração foi rejeitada com 4 votos contra, dos vereadores da CDU e da Beja Consegue!.

Os vereadores da CDU, “sem colocar em causa as qualidades dos nomes avançados”, fizeram uma proposta, que irá à reunião de Câmara do dia 17 deste mês, com representação política tripartida: Rui Marreiros para presidente, um representante da CDU e outro do Beja Consegue! e Executivo recrutado dentro da EMAS.

Foi aprovada, por unanimidade, a representação do Município nos agrupamentos de escolas de Beja: Nuno Palma Ferro, da Beja Consegue!, Marisa Saturnino, do PS, e José Miguel, coordenador do Serviço de Educação, no Agrupamento 1 e no Agrupamento 2, Fátima Estanque, da CDU, Marisa Saturnino, do PS, e José Miguel.

“Uma porra de democracia!”

Zé LG, 02.09.21

«Quando se propaga aos quatro ventos a participação cívica e se apela recorrentemente à participação dos cidadãos na vida política quotidiana é necessário e imperativo, que se esteja disponível para ouvir toda a gente, estando previamente preparados para o contraditório, a interpelação e o questionamento sobre aquilo que a toda comunidade diz respeito, quer nas opções, ou nas políticas levadas a cabo!...Quando existem em pleno século XXI manifestações de censura (hélas) em que se promove a bajulação, a anuência e a aprovação de toda a espécie, estamos verdadeiramente conversados em matéria de exercício democrático!...É bem mais fácil assimilar a concordância do que a problematização, a crítica construtiva, a participação sã da comunidade em prol do interesse colectivo, estabelecendo-se barreiras a qualquer cidadão que faça as perguntas, levante dúvidas ou apresente sugestões de natureza diversa do sistema instituído! Parece vago, mas não é. Quantas vezes já alguém tentou questionar as estruturas do poder perante situações que são susceptíveis de discussão e de esclarecimento, tendo esbarrado numa verdadeira fortaleza, que impede e repele qualquer tipo de questionamento, numa espécie de bolha hermética, impenetrável e impiedosa! Vivemos em democracia? Não haverá dúvidas para o comum dos mortais, mas sempre que se pretende aproveitar o espaço criado pela democracia, para manifestar descontentamento, dúvida ou expressar opinião, fica-se com a forte ideia de que a democracia não passa de uma chavão político que ganha significado em momentos eleitorais, porque os eleitos dependem inexoravelmente dos eleitores! Uma porra de democracia!» Anónimo 31.08.2021, aqui.

"Não pode ser dado espaço a quem não aceita princípios básicos da democracia"

Zé LG, 08.06.21

«É importante interiorizar que a democracia é um espaço de todos que defendem o debate de ideias. Nunca pode ser um espaço para opiniões contra a própria essência da democracia.

Tolerância e liberdade de opinião, são princípios fundamentais. ...

Não pode ser dado espaço a quem não aceita princípios básicos.... Liberdade de opinião mas com um grau de exigência elevado por princípios fundamentais.»

Cgp - Anónimo 07.06.2021, aqui.

“A democracia e a participação não podem nem devem esgotar-se nos partidos políticos”

Zé LG, 26.03.21

«Penso que a democracia e a participação, não pode nem deve, esgotar se nos partidos políticos. Até porque os partidos são geridos com muitos interesses e por vezes contrários aos locais/regionais. Um exemplo concreto é o aeroporto. Um independente de Beja vê a pertinência de lutar por uma infraestrutura como aquela. Na lógica partidária nacional não deve ser promovido porque há outros interesses e que até são válidos! Durante muito tempo conotou-se negativamente o caso do queijo limiano mas cada vez mais acho que essa é a maneira correta de estar em democracia e defender os nossos interesses.»
Anónimo 24.03.2021, aqui.

O que é feito da gestão democrática (participada) das escolas?

Zé LG, 03.09.20

10931435_10204802629898556_7110570649231519311_n.jEstamos a duas semanas da abertura do novo ano lectivo. Depois das escolas terem fechado antes das férias da Páscoa e não mais terem aberto. Depois de meses de ensino à distância, com pais a fazer de explicadores, os que têm competência para tal. Depois de se ter acentuado as desigualdades no acesso ao ensino. Continuando a pandemia e os riscos de contágio, com riscos acrescidos para os mais velhos e os mais debilitados.

Entretanto, como vão reabrir e funcionar as escolas? No caso de Beja, segundo se ouviu dizer, a Câmara Municipal aceitou a transferência de competências. Quais, em que condições e como é que as vai assegurar? O Conselho Municipal de Educação e os conselhos gerais das agrupamentos escolares já reuniram e deram os seus pareceres sobre o que vai ser "o novo normal" das escolas? As associações de pais foram ouvidas e informadas? Se nada disto aconteceu numa situação destas para o que é que servem? 

Os sindicatos dos professores e dos funcionários queixam-se de falta de informação e de medidas preventivas de contágios, designadamente dos mais velhos e mais debilitados. E têm razão. E então os alunos - a razão de existirem as escolas -, não contam, não devem ser esclarecidos? E os pais? Vão ter de aguentar seja o que for que for decidido, de ter de se ver com os empregadores ou ficarem desempregados para acompanhar os filhos?

Afinal o que é uma comunidade escolar e como deve funcionar? O que é feito da gestão democrática (participada) das escolas? Se numa situação de crise e crítica como a que estamos a viver não percebemos a necessidade de estarmos todos juntos, de contarmos uns com os outros, de puxarmos todos no mesmo sentido, quando os interesses são, mais ou menos, comuns, quando é que tal vai acontecer? É este "o novo normal" que queremos?

Debates quinzenais para quê? Eles almoçam e acertam as coisas....

Zé LG, 23.07.20

Imagem_antonio_costa_rui_rio.jpgNão percebo a surpresa e a indignação que se geraram em torno do acordo do PS com o PSD para acabarem com os debates quinzenais na Assembleia da República, passando a realizá-los de dois em dois meses. Ambos os partidos funcionam como instrumentos dos respectivos, líderes que tudo decidem. António e Rui (Foto daqui) dão-se e entendem-se bem. Almoçam com alguma frequência e aí podem combinar o que houver a acertar. Para quê estarem a perder tempo e a fazerem 230 deputados gastarem tempo que podem ocupar melhor noutras coisas, designadamente (alguns) a tratar da sua vidinha?... Aliás aquela cena das reuniões com membros do governo e das comissões parlamentares também os fazem perder muito tempo, talvez seja oportuno pensarem melhor e limitarem-nas ao mínimo...

Depois admirem-se de cada vez mais gente, a crer nas sondagens, dizer Chega...

Presidentes das CCDR's vão ser eleitos em Setembro

Zé LG, 10.06.20

ccdra.jpgO Conselho de Ministros aprovou o decreto-lei que irá permitir a eleição indireta dos presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), prevista para o mês de setembro, por um colégio eleitoral composto pelos presidentes e vereadores das câmaras municipais e pelos presidentes e membros das assembleias municipais (incluindo os presidentes de junta de freguesia) da respetiva área territorial.

O objetivo é “garantir uma maior representatividade de todos os eleitos locais e uma melhor administração ao nível regional, reforçando a legitimidade democrática e a transparência ao nível da governação regional”. Atualmente, os presidentes das CCDR são nomeados pelo Governo.

«Retirem-nos a liberdade - o abominável consenso»

Zé LG, 20.04.20

65028485_10157431962677430_6594661359449800704_n I«Tenho medo da dormência em relação à restrição das nossas liberdades. É fundamental que lutemos pelos direitos sociais, mas uma sociedade que reage com alívio à restrição da sua liberdade, uma sociedade que normaliza o sobrevoo de dromes, uma sociedade que não debate a restrição das suas liberdades, não anda bem.»

Isabel Moreira, in VISÃO, de 16-04-2020.

“Os populismos apenas surgem por incompetência dos partidos do sistema”

Zé LG, 21.09.19

"Os populismos apenas surgem por incompetência dos partidos do sistema, que por multiplas razões sobejamente conhecidas, não conseguem resolver os problemas básicos dos cidadãos.
De modo que, se assim continuarem, de forma paulativa, vão ver o que é que sucede por toda a Europa aliás por todo o mundo e até por cá.
Aliás, já está acontecendo ..., basta só dar tempo ao tempo.

Anónimo 18.09.2019 23:34", aqui.

Participação

Zé LG, 14.07.19

23167967_1702994809775981_8137771581011925297_n.jpFoi há pouco mais de um mês que se realizaram as eleições para o Parlamento Europeu. Percentagem de votantes: 51% (global); 31% (Portugal); 55% (Suécia, onde, nas legislativas de 2018, se registou uma participação de 87%). Sobre estes números, diversas podem ser as explicações (de natureza económica, social ou religiosa) mas aquela que mais justifica tal diferença é, sem dúvida, a política. De facto, 48 anos de ditadura no nosso país, fazem a diferença e contribuem para que, no Índice de Democracia 2018 (da revista The Economist), numa escala até 10, Portugal tenha as pontuações de 6,11 e 6,88 e a Suécia tenha 8,33 e 10, nos parâmetros Participação Política e Cultura Política, respetivamente.

… (ler aqui todo o texto)

Voltando ao início, se quase meio século de ditadura impediu (e até reprimiu) os cidadãos de terem voz ativa na vida da sua aldeia, cidade, concelho ou até do país, daqui a cinco anos comemorar-se-á meio século de democracia. Para que esta seja mais do que o ato formal de depositar o voto nas urnas, importa refletir sobre a forma de incentivar e promover o que de mais importante têm os regimes democráticos: a participação do cidadão, o “animal cívico” descrito por Aristóteles no século IV a.C.

“Políticos são os principais responsáveis pela crise da democracia”

Zé LG, 01.06.19

"Os níveis de desconfiança face às instituições democráticas nacionais e europeias, tal como de insatisfação com a democracia, estão diretamente associados ao aumento do desemprego, dos níveis de pobreza e das desigualdades sociais, assim como aos débeis níveis de desempenho e crescimento da economia", conclui o estudo sobre Cultura Política e Democracia na Europa do Sul, coordenado pelo professor Tiago Fernandes, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa.

"A crise da confiança em Portugal, Espanha, França, Itália e na Grécia está claramente ligada à incapacidade de os governos das democracias nacionais e da União Europeia gerarem prosperidade, emprego e segurança económica para o cidadão comum, nos últimos 30 anos. A era da globalização trouxe, assim, consequências nefastas para a relação dos cidadãos com os regimes democráticos, nesta região", sublinham os autores do estudo.