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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Cante Alentejano está vivo e recomenda-se

Zé LG, 27.11.22

316679606_514407414062356_4480257522509476771_n-696x642.jpgO ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, destacou hoje, em Odemira, à margem da inauguração de um monumento ao cante alentejano, a importância da dimensão intergeracional do cante alentejano, considerando que esta arte polifónica está viva e “recomenda-se”. O cante tem sido “um elemento central da cultura” alentejana e, aos longos dos anos tem sido responsável pela promoção do “vínculo social”. “É um reconhecimento merecido, é um reconhecimento que tem sido apoiado e que tem também correspondido a uma renovação do cante alentejano. Acho que essas duas dimensões, a do reconhecimento da memória e a renovação, são cruciais para manter o cante vivo”.

Municípios do Baixo Alentejo “disponíveis para colaborar ativamente para o sucesso da Candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura”

Zé LG, 15.06.22

202206131808556787.PNGO presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, e a coordenadora da Equipa de Missão, Paula Mota Garcia, estiveram ontem na reunião ordinária do Conselho Intermunicipal da CIMBAL. Para além da apresentação, foi destacada a necessidade desta Candidatura "ter um âmbito regional, de todo o Alentejo, com a identidade cultural que o caracteriza". Nesse sentido, a CIMBAL afirma que "da parte dos municípios do Baixo Alentejo, foi demonstrada a disponibilidade e vontade de colaborarem ativamente para o sucesso da mesma".

Para quando a explicação sobre as razões do fracasso da candidatura a financiamento da programação do Pax Julia?

Zé LG, 01.06.22

202101151115505352.jpg«Talvez fosse desejável e expectável uma explicação sobre as razões que levaram a este fracasso da candidatura bejense, numa área crucial para a programação cultural, e para a má imagem que deixámos todos enquanto região! Se a pontuação foi tão escassa, será certamente porque não foram preenchidos em sede de sustentação da candidatura, os requisitos suficientes! Como não há uma explicação de nenhum responsável, fica no ar a dúvida e a estupefação generalizadas! Já chega de sermos parente pobre em muitas outras áreas, mas seria de bom tom (usando um eufemismo) os dirigentes locais virem a público esclarecer a população sobre o sucedido! Digo eu...» Anónimo 01.06.2022, aqui.

“Algo relacionado com o cineteatro Pax- Julia não está bem”, acusa Nuno Palma Ferro

Zé LG, 01.06.22

Nuno-Palma-Ferro-768x432.jpegNuno Palma Ferro, vereador da Câmara Municipal de Beja pela Coligação “Beja Consegue” afirma que houve “falhanço do Município de Beja em garantir apoios para a programação cultural do Teatro Pax Júlia”, depois de se saber que o Pax Julia ficou de fora do primeiro concurso da Direção-Geral das Artes de apoio à programação de teatro e cineteatros para promover a “coesão territorial à cultura e às artes em Portugal”. Das 53 candidaturas entregues, a do município Bejense conseguiu “a proeza de obter a quarta pior classificação do país, com uma extraordinária pontuação de 35,31%.
De acordo com Nuno Palma Ferro, a Câmara de Beja apresentou um projeto pouco qualificado, que demonstra que algo relacionado com o cineteatro Pax- Julia não está bem e, face a isso, o Presidente devia explicar efetivamente o que aconteceu e quais as consequências deste processo, porque "a cidade deixou passar mais uma oportunidade e continua o seu processo de decadência, enquanto os outros crescem.”                           Daqui, daqui e daqui.

Semana da Interculturalidade começou hoje em Beja

Zé LG, 04.04.22

202204011453011954.jpgA Semana da Interculturalidade 2022 realiza-se de 4 a 10 de abril. A iniciativa, que é promovida pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, com o apoio institucional do Alto Comissariado para as Migrações (ACM), prevê a realização de 260 ações em todo o país. Em Beja há atividades na Praça da República e na Praça do Jornal Ala Esquerda.

Consulte a programação completa aqui e leia e oiça mais aqui e aqui.

“Olivença precisa, pelo menos culturalmente, que o Estado português lhe dê a mão”

Zé LG, 25.12.21

372326.jpg«... Numa região bem definida (Olivença, incluindo o novo concelho de Táliga), ... , subsiste um falar português alentejano, com algumas marcas próprias. Teimosamente. Numa resistência de duzentos anos. Ou resiliência, como está na moda dizer-se. As autoridade locais buscam atualmente promovê-lo. Há mesmo, o que é mais controverso, quem defenda ser esse português algo de razoavelmente diferenciado, e não faltou uma empresa portuguesa, de Campo Maior, que se ofereceu pata o divulgar. …

O que será preciso para órgãos de soberania portugueses, incluindo a Assembleia da República, darem alguma atenção a esta realidade?

Note-se, como curiosidade, que, a nível de Estado, Portugal considera haver ali um problema de definição de soberania. Então… porquê tanto silêncio?

Olivença precisa, pelo menos culturalmente, que o Estado português lhe dê a mão. E, já agora, que a comunicação social não silencie tudo o que por lá se passa. Que critérios se podem aferir?»

Carlos Eduardo da Cruz Luna, Prof. História e formado pela Faculdade (Clássica) de Letras de Lisboa

Festas do Povo de Campo Maior já são Património da Humanidade

Zé LG, 16.12.21

202112151512031816.jpgTradição secular, transmitida de geração em geração, oralmente e de forma informal, estas festas tradicionais são conhecidas por apresentarem dezenas de ruas, sobretudo no centro histórico, decoradas com milhares de flores de papel, feitas voluntariamente pela população.

Promovida pela Câmara e Associação das Festas do Povo de Campo Maior (AFPCM) e a Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, a candidatura das Festas do Povo de Campo Maior a Património Cultural Imaterial da Humanidade foi, ontem, apreciada e aprovada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Alentejanos indignados com “usurpação abusiva da patente dos capotes e samarras alentejanas”

Zé LG, 12.12.21

265400316_408648024021085_6811135821103484622_n.jpOs produtores de capotes, samarras e capas típicas do Alentejo têm sido surpreendidos com avisos do titular dos direitos de registo deste tipo de vestuário para pararem as vendas ou pagarem licença, por violação de direitos. Na carta, o advogado realça que Joaquim Moreira “é titular dos direitos de registo de propriedade industrial dos desenhos e modelos” e que a venda destes produtos sem autorização ou licença “configura uma clara infração dos legítimos direitos de propriedade industrial”.

A diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira já está a analisar o processo, admitindo que possa ser pedida “a anulação deste registo” e adiantou que, para evitar situações semelhantes no futuro, está a ser estudada a inscrição deste vestuário no Inventário Nacional do Património Imaterial e a obtenção do registo da denominação de origem.

A Câmara Municipal de Évora, considerando “o carácter de património popular do Alentejo do capote e da samarra alentejanas, entre outro vestuário popular alentejano que integra a identidade cultural do Alentejo”, deliberou “repudiar a tentativa de apropriação privada”, “exigir ao INPI que anule os registos ilegítimos daquele vestuário popular e património identitário do Alentejo” e “desencadear, em cooperação com todas as instituições do Alentejo que o desejem, as medidas e ações necessárias à denúncia da situação e à anulação daqueles registos.”

Também os deputados do PS eleitos pelos círculos eleitorais do Alentejo estão indignados com aquilo a que chamam de “usurpação abusiva da patente dos capotes e samarras alentejanas” e já questionaram os ministérios da Cultura e da Justiça sobre as diligências que estão a ser tomadas para a salvaguarda deste património cultural.

AR aprovou por unanimidade a proteção e a valorização do barranquenho

Zé LG, 18.09.21

Barrancos-768x512.jpgA Assembleia da República aprovou por unanimidade o projeto de lei do PS para “Proteção e valorização do Barranquenho” e do PCP para “Reconhecimento e proteção do barranquenho e da sua identidade cultural”, tendo todos os partidos concordado com a necessidade de reconhecer, como língua oficial, e proteger como manifestação cultural imaterial identitária, o barranquenho, falar típico do concelho raiano de Barrancos, no distrito de Beja, que cruza português e espanhol. Por isso, os diplomas defendem que o barranquenho seja ensinado na escola, estudado e investigado.

El Pais destaca Évora na corrida a Capital Europeia da Cultura

Zé LG, 27.08.21

Év.pngA edição online do jornal espanhol El País destaca a cidade de Évora de entre as candidaturas nacionais a Capital Europeia da Cultura em 2027: “Évora leva a vantagem de ter um centro histórico reconhecido como património da Humanidade, mas também está a saber demonstrar a sua capacidade de gestão e execução de eventos com grande qualidade artística como o Festival Imaterial.”

3ª edição do Prémio Literário Joaquim Mestre lançada na “Feira do Livro – Solstício das Palavras”

Zé LG, 27.06.21

Passados dois anos desde o lançamento da primeira edição do Prémio Literário Joaquim Mestre, uma iniciativa promovida pela ASSESTA, em parceria com a Câmara Municipal de Beja e a Direção Regional de Cultura do Alentejo, Luís Miguel Ricardo afirma que “o balanço é francamente positivo”.
O presidente da ASSESTA recorda que, em 2017, quando surgiu a iniciativa, “não havia nenhum prémio literário na região” e “hoje existem três”.  Acrescenta que “ter um Prémio Literário no Alentejo de dimensão nacional”, foi um dos objetivos cumpridos.
Nesta terceira edição, o período de entrega dos trabalhos vai ser estendido até ao último dia deste ano.
Tal como nas edições anteriores, o prémio irá atribuir ao vencedor um valor de 3 mil euros, além de apoio à publicação da obra, numa editora prestigiada.

“a coisa (cultura) merece um pelouro próprio, autónomo e com desafogada emancipação financeira”

Zé LG, 24.05.21

202105232248135596.jpg«Tenho uma tese sobre a administração autárquica da cultura e sobre o potencial de desenvolvimento de pequenas cidades periféricas como Beja: a coisa merece um pelouro próprio, autónomo e com desafogada emancipação financeira. Não é o caso, infelizmente. Encafurnar a cultura na já ataviada mochila de tarefas e funções do presidente executivo revela uma de duas coisas. Ou a cultura é apreciada como mera alínea, verbo de encher que leva trato de vão-de-escada (como aparenta suceder). Ou então o autarca presidente tem uma sensibilidade desmedida, uma visão mundividente, um rasgo civilizacional que a mete a ela, à cultura, na linha da frente do desenvolvimento económico e social do seu concelho (o que, de todo, não está a suceder).»

Paulo Barriga, aqui.

Deputados eleitos por Beja visitaram Museu Regional Rainha D. Leonor, a convite da DRCAlentejo

Zé LG, 03.05.21

Visita-deputados-Museu-768x576.jpgA visita contou com as presenças da Diretora Regional de Cultura, Ana Paula Amendoeira, do vice-presidente da Câmara Municipal de Beja, Luís Miranda, e do Pe. Manuel do Rosário, Presidente da Associação Portas do Território (APT), “dado que as entidades que representam, serem parceiras fundamentais da DRCAlentejo, para a prossecução dos projetos, em curso, com vista à Reabilitação e Valorização do Museu”, para além dos deputados Telma Guerreiro e Pedro do Carmo (PS) e João Dias (PCP) .

Com esta visita, pretendeu-se “dar a conhecer as condições difíceis, quer ao nível da conservação dos vários edifícios que integram o Museu, quer os problemas ao nível dos recursos humanos”, bem como, “no que respeita às condições de conservação e salvaguarda do acervo, exposição permanente e reservas e a ausência de espaço de reserva e de inventário do mesmo”.

Ministra da Cultura diz que Futurama "vai potenciar uma nova dinâmica num território que tem um enorme potencial criativo"

Zé LG, 02.05.21

202104301724074237.jpgBeja recebeu hoje, a apresentação do projeto Futurama - Ecossistema Cultural e Artístico do Baixo Alentejo, numa sessão que decorreu no Museu Regional Rainha Dona Leonor. A ministra da Cultura Graça Fonseca marcou presenta nesta iniciativa e referiu que o projeto "vai potenciar uma nova dinâmica num território que tem um enorme potencial criativo".

Este projeto foi concebido por John Romão e tem como propósitos “dinamizar a região do Baixo Alentejo através de uma sinergia entre os municípios de Serpa, Mértola, Castro Verde e Beja, promovendo a oferta cultural e a integração da comunidade com práticas artísticas contemporâneas em articulação com instituições de ensino, entre outros."

"Passados complexos. Futuros diversos."

Zé LG, 18.04.21

202104161648292675.pngAssinala-se hoje o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS), criado pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) em 1982, e aprovado pela UNESCO no ano seguinte, com o objetivo de sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para a necessidade da sua proteção e valorização.

A Câmara Municipal de Serpa, faz o lançamento, em formato vídeo, de um novo projeto, intitulado “Conversas no Castelo” que consiste, neste primeiro programa, numa conversa com diversos convidados sobre as vivências na Alcáçova do Castelo, desde meados do século XX, com histórias sobre o bairro, a prisão e muitas outras curiosidades.

Em Cuba, a Câmara Municipal, assinala esta data com uma visita guiada gratuita ao Museu Literário Fialho de Almeida.

A versão final da plataforma digital “Beja Monumental” disponibilizada, hoje, permite “consultar levantamentos 3D de alguns monumentos icónicos da cidade, zonas de interesse histórico e reconstruções virtuais de ambientes e artefactos, bem como assistir a pequenos documentários sobre estes lugares e parte da história da cidade.”