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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Códice Fáctico de Cartas Régias” vai ser devolvido à Câmara de Beja

Zé LG, 15.04.21

1399934.jpgO Ministério Público (MP) da Comarca Judicial de Beja, determinou a devolução à Câmara Municipal de Beja de um conjunto de documentos régios, conhecido como “Códice Fáctico de Cartas Régias”, que integram correspondência trocada entre Reis de Portugal e autoridades locais da cidade de Beja, nomeadamente, o juiz, o procurador e vereadores.

A decisão foi tomada depois “do arquivamento do inquérito, em que não foi possível determinar, em concreto, as circunstâncias da apropriação dos documentos, nem a sua autoria”, justificando o magistrado que “havendo indícios de que a mesma tenha ocorrido, há pelo menos, três gerações”, remata.

No dia 4 de outubro de 2019, a Diretoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ), emitiu um comunicado onde anunciava a apreensão de “um códice factício, constituído por 165 documentos, em bifólio de papel, manuscritos, entre os anos 1623 e 1806, contando cartas originais enviadas em nome do “Rei” do “Príncipe” do “Infante” e da “Duquesa de Mântua” dirigidas a figuras da cidade de Beja.

Serpa comemora quatro décadas de Cortejo Histórico e Etnográfico

Zé LG, 04.04.21

202103301841126320.jpgSerpa comemora quatro décadas de realização do Cortejo Histórico e Etnográfico. A Câmara de Serpa preparou um conjunto de iniciativas para transmissão dos canais do Município. Com o intuito de recriar a história, tradição, usos e costumes locais refletidos no Cortejo, foi produzido um filme documental, a cargo da Ronda – Associação Cultural, e dirigido pelo encenador serpense João Duarte Costa, divulgado neste domingo de Páscoa e pretende “proporcionar um meio para reflexão em torno da diversidade e identidade cultural, patente nos inúmeros quadros que constituem o Cortejo Histórico e Etnográfico.”

Câmara Municipal vai criar Centro de Interpretação do Barranquenho, para garantir a “sobrevivência desta língua minoritária”

Zé LG, 20.03.21

202103182049306839.jpgA Câmara Municipal de Barrancos quer preservar para o futuro o barranquenho e para isso está a trabalhar na criação de um Centro de Interpretação que vai ser instalado num casa “senhorial”, próxima do Museu de Etnografia local, que vai ser partilhada com a Biblioteca Municipal, para “guardar, registar e ser visitável mostrando/preservando a identidade cultural de Barrancos”

João Serranito Nunes explica que “em Barrancos se falam três línguas: o barranquenho, o português e o castelhano” e que a ideia “é deixar para o futuro este legado linguístico”, através de “um dicionário, uma língua estruturada e uma grafia, que permita ser ensinada na escola, fazendo com que o barranquenho deixe de ser só oralidade e salvaguardando assim, a permanência da língua”.

“Não há conhecimento desligado do compromisso social”, afirma Santiago Macias

Zé LG, 10.03.21

imgLoader2.ashx.jpgHistoriador e arqueólogo, docente universitário, um dos pioneiros do Campo Arqueológico de Mértola, ex-presidente da Câmara de Moura, Santiago Macias, de 57 anos, é o novo diretor do Panteão Nacional, em Lisboa. Escolhido através de concurso internacional, entra em funções a 1 de abril. O mandato é de três anos.

“Não pode haver prática ou conhecimento científico desligado do compromisso social”, defende Santiago Macias, que acaba de ser anunciado como novo diretor do Panteão Nacional, em Lisboa. Em entrevista ao “Diário do Alentejo”, o historiador revela que a divulgação do Panteão Nacional junto da juventude é uma das áreas em que pretende desenvolver iniciativas, “porque o conhecimento da História e a preservação da memória coletiva são matérias fundamentais”.

“Câmara Municipal de Beja não está interessada na arte contemporânea.”?!...

Zé LG, 23.02.21

22491954_1866997063315865_7047551772929531891_n.jp“um galerista apresentou uma proposta à Câmara de Beja, há dois anos, para uma exposição com os meus trabalhos de investigação. O Galerista já faleceu há um ano e não obteve resposta, eu já não me sinto lá muito bem e tu agora dás-nos essa notícia (A Câmara Municipal de Beja não está interessada na arte contemporânea. Florbela Fernandes, Chefe do Departamento da Cultura de CMBeja)…

Jorge Castanho, aqui.

Barrancos assinala Dia Internacional da Língua Materna

Zé LG, 21.02.21

202102200920125249.pngO Dia Internacional da Língua Materna é assinalado pela Câmara Municipal de Barrancos com várias propostas, que pode ver aqui.

O Dia Internacional da Língua Materna, proclamado na Conferência Geral da UNESCO em 1999, é celebrado todos os anos no dia 21 de fevereiro com o objetivo de celebrar a importância da diversidade linguística e cultural, contribuindo para proteger as línguas faladas no Mundo.

DGPC assinou protocolo com organismos estatais de gestão agrícola, visando a "salvaguarda do património arqueológico nacional"

Zé LG, 14.12.20

imgLoader2.ashx.jpgA Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) assinou "um protocolo de entendimento" com o Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP) e a Autoridade de Gestão do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente, visando a "salvaguarda do património arqueológico nacional, no âmbito de projetos agrícolas financiados", depois de a Assembleia da República ter aprovado um requerimento do Bloco de Esquerda (BE) para ouvir especialistas em arqueologia, sindicato e associações do setor, sobre "situações de abandono e destruição" de vestígios arqueológicos no Alentejo.

O protocolo prevê a conjugação de esforços e recursos de forma a estabelecer uma atuação preventiva na salvaguarda do património arqueológico, em articulação com a execução do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente e que o IFAP se comprometa "a integrar, no Parcelário Agrícola Nacional, a informação georreferenciada relativa ao património arqueológico disponibilizada pela DGPC, permitindo assim a sua consulta durante a fase de análise técnica e aprovação de projetos agrícolas", informação que "ficará também disponível para consulta dos proprietários e investidores agrícolas, de modo a que estes tomem conhecimento das ocorrências patrimoniais existentes nas parcelas a intervir".

“Já se passaram 40 anos, quatro décadas de trabalho, mas de um sublime romance com esta cidade de 2.500 anos de idade”

Zé LG, 13.12.20

imgLoader2.ashx.jpg«Temos o dever de preservar o nosso património para que os nossos filhos e netos o preservem como nós, para o poderem usufruir. É a cultura que nos diferencia e nos dá esta enorme qualidade de vida e entrelaça as nossas relações de amizade e vizinhança.

O Joaquim Mestre, o Ni Almodôvar, o Martins da Biblioteca, o Ramalho, o Baiôa, o Barahona, o Barbosa Bentes, o eng. Carrusca, o Borrela, a Lena, a Eulália e a Zézinha, o Vítor Silva, o Pereira Guerreiro, o Rochinha, o Luciano, o eng. Mira Galvão e o Rui Parreira decidiram criar, em 1979, a adpBEJA – Associação para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja, com o objetivo de investigar, sensibilizar e preservar o património cultural desta região, podendo ainda apoiar outras gentes que tivessem as mesmas intenções na formação de associações.

Já se passaram 40 anos, quatro décadas de trabalho, mas de um sublime romance com esta cidade de 2.500 anos de idade, que consegue manter algumas das suas maiores virtudes com o passado, ...

Como somos muito esquecidos talvez valha a pena passar e ver o que foi feito nestes 40 anos de vida da adpBEJA, no hospital velho - Santa Casa da Misericórdia de Beja.»

Leia aqui o texto completo do Florival Baiôa.

Candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura quer envolver todo o Alentejo

Zé LG, 01.11.20

10388_big évora.jpgA Câmara Municipal de Évora assumiu publicamente a decisão de avançar com a candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027, durante o Workshop Internacional "Culture Capital Cities", que decorreu, em fevereiro de 2019, na cidade.
Na apresentação da candidatura, na sua sede, na Torre do Salvador, no centro histórico, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, afirmou que  "Abrangente e participada são bons temas de enquadramento da candidatura" e vincou que se pretende "uma participação efetiva" e que esta se "possa refletir na elaboração" da iniciativa.
"Façam propostas, tragam ideias e apresentem sugestões para que se possam articular esses projetos, que, obviamente, têm de ser exequíveis, mas queremos ter a porta aberta", referiu.
Por outro lado, defendeu que a candidatura deve abranger todo o Alentejo e receber contributos de outros locais da região para que as populações dessas zonas se "sintam representadas".

PCP refere que “pobreza alastrou na região Alentejo”

Zé LG, 22.10.20

imgLoader2.ashx.jpg"A situação de pandemia em que se vive tem tido impactos significativos na região Alentejo, entre eles o aumento do desemprego, a diminuição de rendimentos e o agudizar da situação dos profissionais da cultura, questões que conduziram ao alastrar da pobreza neste território, onde a campanha do medo também se acentua”, refere Dias Coelho da DRA do PCP, acrescentando que as dificuldades não se ficam por aqui, pois tem tido manifestações bastante negativas, igualmente, nas questões da saúde e da educação.

“a confirmação de que é possível retomar a atividade laboral, económica, social e cultural”

Zé LG, 12.10.20

95218787_2998800846852646_2555435481613467648_o s“Neste mês que passou, o que houve foi continuidade e repetição. Muita histeria, muita contestação contra a realização de eventos, de um em particular; depois o silêncio perante o sucesso e a confirmação de que é possível retomar a atividade laboral, económica, social e cultural. Mas para isso é preciso que todos colaboremos, respeitando e cumprindo as regras.

É triste perceber que afinal aqueles que, durante o confinamento, tanto contribuíram para o aliviar, e que deram de si, de forma altruísta, mas que precisam, como todos nós, de trabalhar, de retomar as suas atividades profissionais, para que possam, também eles, pagar as suas contas e garantir a segurança das suas famílias, sejam alvo de um desprezo que nos deve envergonhar a todos. Falo dos artistas e dos agentes culturais, em sentido muito amplo. Mais desprezível ainda porque fundado num medo que pouco tem a ver com o vírus, pois se o fosse estaríamos todos a cumprir as regras higiénico-sanitárias vigentes e aconselhadas.”

“encanto e desencanto”, de Sónia Calvário, aqui.

Câmara de Serpa e DRCA assinam protocolo para salvaguarda do património arqueológico

Zé LG, 13.08.20

serpa-arqueologia-768x432.jpgO protocolo pretende “garantir uma melhor articulação e cooperação entre as entidades com competências na matéria, através de uma ação preventiva mais eficaz para evitar danos sobre o património arqueológico que possam decorrer das práticas agrícolas em modo intensivo, e simultaneamente, potenciar uma ação pedagógica junto das populações”.

A autarquia passará, assim, a enviar à DRCA todas as informações emitidas de pedidos de enquadramento em Plano Diretor Municipal em matéria de arqueologia no âmbito de processos agrícolas, “de modo a possibilitar um acompanhamento e fiscalização de maior proximidade e rigor”.

Bispo de Beja mantém guerra aberta a José António Falcão

Zé LG, 10.08.20

“Grande parte” das peças de arte sacra da Diocese de Beja que estavam desaparecidas foram encontradas na Igreja de Santiago do Cacém.

Bispo-768x432.jpgD. João Marcos, Bispo de Beja disse que as paróquias e o seminário “pediam a devolução das peças”, mas que isso “raramente acontecia”, considerando que ainda existem mais peças que “não se sabe onde estão” e que este assunto não está “todo esmiuçado”.

Em declarações, à Rádio Pax, a 13 de julho, José António Falcão, garantiu que “quando terminavam as exposições temporárias, as peças eram devolvidas à sua proveniência” com exceção de alguns casos em que “os responsáveis das paróquias ou da Diocese consideravam que não havia condições de segurança ou de conservação para regressar logo aos locais de origem”. Nessas situações, as peças “ficavam nos museus da Diocese, no Seminário ou na Casa Episcopal”.

Falcão disse ter entregue um “relatório e lista de peças inventariadas, que foram confirmadas pela Diocese”. D. João Marcos confirmou esse documento, entregue “depois da extinção do DPHA” e alertou também para o facto de esse inventário ter sido “assinado por um padre idoso, que confiava em José António Falcão”, garantindo que esse documento “é falso” e que “foi assinado inadvertidamente”

Entretanto, a pergunta que se impõe continua sem resposta: onde estão as restantes peças de Arte Sacra da Diocese de Beja?

CDU acusa Executivo da Câmara de Beja de abandonar projeto do Museu de BD

Zé LG, 07.08.20

190120151743-561-BDemBejaCasadaCultura.jpg“Abandonar o projeto do Museu de Banda Desenhada é (mais) um erro do executivo PS”, afirmam os vereadores da CDU na Câmara Municipal de Beja, frisando que existe falta de uma “política de desenvolvimento na área da cultura”.
Consideram que “o sucesso, nacional e além-fronteiras, do Festival Internacional de Banda Desenhada devia motivar a criação de mais um polo de atração ao território, não apenas em termos turísticos, mas também como fator catalisador do progresso económico e social de Beja”.
Sónia Calvário, vereadora da CDU, recorda que na apresentação pública do Festival de Banda Desenhada, em 2018, no primeiro ano de mandato do atual Executivo foi assegurado que haveria continuidade deste projeto. Leia também aqui.

ACTUALIZAÇÃO

Entretanto, a Câmara Municipal de Beja mostrou-se “surpreendida com a posição pública dos vereadores da CDU neste órgão, face ao Museu de Banda Desenhada em Beja”, assegurando que “nunca houve qualquer volte-face do executivo nesta matéria desde a tomada de posse”, porque “o responsável da Bedeteca de Beja foi informado ainda, em 2017, pelo Presidente da Câmara, que o Museu não seria realizado no mandato 2017-2021, por serem outras as prioridades imediatas do Município, em termos de aproveitamento de fundos comunitários, ainda, disponíveis para recuperação de espaços urbanos”.

Direcção Regional da Cultura do Alentejo (re)abre Museu de Beja

Zé LG, 17.05.20

201902112109502383 museu.jpgSegunda-feira, Dia Internacional dos Museus, sob o tema “Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão”, a diretora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, o presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio, e a presidente do ICOM Portugal, Maria de Jesus Monge, visitarão simbolicamente o Museu Regional de Beja - Rainha D. Leonor, assinalando a sua reabertura, sem alteração de horário ou restrições de áreas visitáveis, neste que é o primeiro Dia Internacional dos Museus em que o Museu de Beja está integrado na DRCAlentejo.

A DRCAlentejo e o Município de Beja comemoram este dia com a assinatura, pelas 15.00 horas, nas instalações do Museu, do Protocolo de Colaboração relativo ao Museu de Beja e a outros equipamentos culturais da cidade e que permitirá, com a colaboração da Associação Portas do Território e o financiamento através da CIMBAL/Alentejo 2020, lançar em breve o concurso para as obras de conservação e recuperação do Museu Regional.

José António Falcão condecorado com a Medalha Martim Soares Moreno

Zé LG, 09.03.20

Medalha-768x432.jpgJosé António Falcão, antigo dirigente do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, foi condecorado pelo Ministério da Defesa do Brasil com a Medalha Martim Soares Moreno.

O historiador, professor universitário e conservador de museus esteve, também, na origem da fundação do Centro UNESCO de Arquitectura e Arte, com sede na região de Beja.

José António Falcão tem vindo a estudar os laços históricos entre o território alentejano e o Brasil, o que lhe permitiu redescobrir as origens de Martim Soares Moreno, o primeiro capitão-mor do Ceará.

Barrancos pretende elevar o Barranquenho a 3ª Língua oficial em Portugal

Zé LG, 16.02.20

A Câmara Municipal de Barrancos está a desenvolver um projecto de investigação e valorização do Barranquenho como Língua e cultura locais. O Barranquenho é desde 2008 “Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal”.
Este “dialecto local, que mistura o português e o castelhano, revela a nítida influência Andaluz nas raízes culturais do seu povo, de fortes tradições, alegre e hospitaleiro”.
Para João Serranito Nunes, presidente da Câmara Municipal, a Língua Barranquenha encontra-se “viva”, visto que “os melhores falantes são os mais novos que ainda não foram para a escola”.
Recorde-se que a par do Português, o Mirandês é a 2ª língua oficial Portuguesa desde 1999 e é falada por mais de 10 mil pessoas.

Patrimónios Imateriais: “Manter viva a língua e cultura portuguesa no Luxemburgo”

Zé LG, 10.02.20

202002091210524824.JPGO projeto, iniciado há 3 anos numa parceria da Associação de Divulgação e Intervenção Educativa, do Luxemburgo, e a Associação Juvenil Carpe Diem, de Portugal, tem contribuído para a promoção e a valorização da língua e da cultura portuguesa no Luxemburgo.
A iniciativa, de levar ao Luxemburgo uma embaixada cultural, terminou com um jantar convívio e concerto, que contou com a presença de mais de 600 pessoas, entre elas Franca Romeo, presidente da comissão municipal de integração, e o Burgermeister (presidente de câmara) Georges Engel.
A animação esteve a cargo das fadistas Joana Vales e Mafalda Vasques, acompanhadas por António Barros na guitarra portuguesa, António José Caeiro na viola de fado e Paulo Lopes viola baixo. O espectáculo foi encerrado pelo grupo “De Moda em Moda”.

202002072327277526.jpgMafalda Vasques e a Joana Vales e os De Moda em Moda fizeram ainda um espetáculo na casa do bejense António Castanho.