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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Trabalhadores rurais de Odemira continuam a ser explorados e o Governo nada fez para resolver este problema”, afirma Alberto Matos

Zé LG, 05.08.21

ODEMIRA-Porta-ZMAR_800x800.jpgAlberto Matos, coordenador da delegação da associação Solidariedade Imigrante de Beja, lamenta que, três meses depois de o Governo ter prometido soluções para responder à falta de condições em que vivem os trabalhadores rurais de Odemira, nada tenha mudado. Alberto Matos afirma que se tratou de uma “operação cosmética e de marketing”.

“Isto é uma situação estrutural, não se altera com pormenores, nem com operações de marketing. Naturalmente, as culturas continuam a necessitar de mão-de-obra, o sistema de contratação continua exatamente o mesmo, isto é, através de intermediários que exploram os trabalhadores no trabalho, na habitação e no transporte. Portanto, podem ter baralhado e dado de novo, mudar as pessoas de algumas casas mais degradadas, mas basicamente a situação mantém-se”, sustenta Alberto Matos, que sublinha que a pandemia mostrou a fragilidade a que estes trabalhadores estão expostos, mas em setembro arrancam as campanhas das vinhas e da azeitona e o cenário vai repetir-se.

Quatro anos depois, continuamos na mesma...

Zé LG, 31.07.21

20531517_mg0am.jpeg"… existem ruas ou troços onde não foram plantadas as tão necessárias árvores. É o caso da Rua Cidade de S. Paulo, que, desde a Rodoviária até à Escola Mário Beirão, tem árvores frondosas de um lado e de outro e que no troço desta Escola até à Rotunda do Pastor nem uma tem para amostra. …

Fica a sugestão à Câmara Municipal de Beja, que, estou certo, não a deixará de atender, … Não foi atentida, com prejuizo para todos os que por ali circulam.

Associação de Beneficiários do Mira nomeada para prémio pelas suas más práticas

Zé LG, 24.07.21

Votacoes-Premios-Guarda-Rios-2021_05-980x735.jpgA Associação de Beneficiários do Mira está nomeada para o prémio Guarda-Rios de Luto (más práticas), uma iniciativa promovida pelo Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) que pretende alertar para aquelas que têm sido as práticas positivas e negativas nos rios portugueses.
De acordo com o GEOTA, a Associação de Beneficiários do Mira é “responsável pela redução do caudal da água emitido pela Barragem de Santa Clara, que resultou numa descida drástica do nível das águas, causando graves problemas de fornecimento de água para a rega de pequenos agricultores em Aljezur e Odemira”.

Presidente da Distrital de Beja do Chega demitiu-se, devido a "comportamentos irregulares de alguns membros da direcção”

Zé LG, 23.07.21

chega-690x450.jpgO líder da Distrital de Beja do CHEGA demitiu-se do cargo, referindo que “o motivo, deve-se a alguns comportamentos irregulares de alguns membros da direcção”. Acrescentando que enquanto lá estiverem, não contam comigo. Mas continuo no Partido”.

Banhos interditos na praia da Zambujeira do Mar devido a bactéria E.coli na água

Zé LG, 02.07.21

202107011441323920.jpgA decisão foi tomada após a Capitania do Porto de Sines receber uma comunicação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de que, nas análises feitas na quarta-feira, tinha sido detetada "a bactéria E.coli na água". Nesse mesmo dia, "foi feita a recolha de novas amostras" à água.
Desconhecendo-se "a origem" da contaminação por concentração de coliformes fecais e até que as restrições sejam levantadas, os banhistas "podem permanecer no areal, mas os banhos estão totalmente desaconselhados".

PS candidata Carlos Teles à Câmara de Aljustrel, depois da desistência de Manuel Ruas

Zé LG, 29.06.21

Carlos-Teles-PS-Aljustrel-2021-1024x576.jpgManuel Ruas, o candidato do PS à Câmara de Aljustrel nas próxima Autárquicas, formalizou a sua desistência, durante uma reunião da Comissão Política da Concelhia de Aljustrel do PS convocada para o efeito, tendo o empresário evocado motivos “de ordem pessoal” para a sua decisão.

O atual vice-presidente da Câmara de Aljustrel, o socialista Carlos Teles, de 49 anos, vai ser o candidato do PS a este município nas próximas eleições Autárquicas, anunciou nesta terça-feira, 29, a Concelhia de Aljustrel do PS.

Não Sr. primeiro-ministro, eu não sou responsável pelo descontrolo da pandemia!

Zé LG, 27.06.21

202010151132032077.jpgO Sr. primeiro-ministro voltou a afirmar, naquela sua estratégia desresponsabilizadora, que a responsabilidade do descontrolo da pandemia é dos portugueses e que, por isso, vamos sofrer as consequências, designadamente de mais restrições.

Ora, Senhor primeiro-ministro, eu, como a esmagadora maioria dos portugueses, sempre cumpri as normas que o seu governo impôs. Mesmo quando não concordei com algumas e até achei disparatadas algumas destas. Ora, como pode vir agora o Sr. Primeiro-ministro atribuir-me responsabilidades?

Uma pandemia, uma doença, não se combate (só) com medidas administrativas, com confinamentos e restrições das liberdades individuais e colectivas. Combate-se também – e principalmente, com medidas sanitárias. E o Senhor primeiro-ministro, há mais de seis meses, repetiu a sua divulgação – testes, rastreio e confinamento das pessoas infectadas ou com hipótese de estarem. Será que essas medidas, da responsabilidade do governo, foram aplicadas de acordo com as necessidades, face à evolução da pandemia? Se foram, porque é que se chegou novamente ao descontrolo registado nalguns concelhos, designadamente da Área Metropolitana de Lisboa, como já se tinha verificado há seis meses (a história está-se a repetir uma vez mais…)?

Não, Senhor primeiro-ministro, a responsabilidade não é das pessoas, pelo menos da grande maioria. A principal responsabilidade é sua e do seu governo, porque não tomou as medidas sanitárias que anunciou, na medida que era necessário, e porque não foi capaz de fazer aplicar, a quem não as cumpre, as medidas de contenção que tomou, que é para isso, também, que serve um governo e um primeiro-ministro...

Guerra aberta pela água no Perímetro de Rega do Mira

Zé LG, 18.06.21

202106171131456740.jpgNuma curta carta, a Associação de Beneficiários do Mira (ABM), informa que devido a situação atual dos níveis de água na Barragem de Santa Clara, “A albufeira de Santa Clara continua num nível critico o que limita o fornecimento de água às aéreas beneficiadas em 3.500m3 por hectare inscrito e impossibilita o fornecimento de água para rega ou outras utilizações a titulo precário”, não poderá continuar a fornecer água a centenas de pequenos consumidores, na maioria pequenos empresários, estando em risco negócios, pequenas hortas e criação de animais, numa situação de profunda injustiça, para quem durante anos usufruiu deste bem essencial, pagando a respetiva fatura.
Os presidentes das Câmaras de Aljezur e de Odemira manifestaram a sua preocupação e exigiram a revisão desta posição encontrando uma solução equilibrada e justa, por forma a minimizar os efeitos da necessária poupança, mas sem privar ninguém dos atuais utilizadores no acesso à água com origem em Santa Clara.

A "guerra pela água" só agora começou... imagine-se o que poderá ser quando faltar para o abastecimento público das populações, como alguns dizem poder acontecer em breve...

AM de Odemira desagrada pela forma como o Governo “geriu esta pandemia”

Zé LG, 16.06.21

202105041649342112.jpgA moção: “Resiliência dos setores do turismo, restauração, comércio e serviços no concelho de Odemira” foi apresentada pelos eleitos do PS, na Assembleia Municipal de Odemira, e foi aprovada por unanimidade.

Segundo o que se pode ler na moção, os eleitos do PS demonstram o seu desagrado pela forma como o Governo “geriu esta pandemia”, em particular, em Odemira, não compreendendo “como se podem continuar a adotar critérios absolutamente desadequados para esta fase e demasiado penalizadores para este setor que se esforça diariamente para cumprir todas as regras” e defendendo que o poder local deve ser ouvido de forma a “proceder a uma revisão imediata dos critérios por forma a permitir, com segurança, a retoma das atividades e criar uma linha de apoio, a fundo perdido, para os empresários (e pessoas singulares) afetados pela cerca sanitária”, que se instalou nas freguesias de São Teotónio e Longueira/Almograve, referindo que “o valor a compensar pelo Governo seja aquele que resultar da diferença entre o volume de faturação no período homólogo ao de 2019 e o volume de faturação ocorrido durante a cerca sanitária”.

Francisco George chuta abandono da obra do Lar da Cruz Vermelha para Tadeu de Freiras, que diz recusar jogar “pingue-pongue”

Zé LG, 11.06.21

maxresdefault.jpgFrancisco George, presidente da CVP, diz ter conhecimento da situação, “apesar de todas as decisões” referentes a este equipamento social destinado a idosos terem sido “iniciadas pela anterior direção” da instituição. “O espaço já se encontrava neste estado antes da minha eleição como presidente nacional da Cruz Vermelha em 26 de outubro de 2017. Ora, antes, as obras para o lar já se encontravam suspensas. Portanto, sob a responsabilidade da direção anterior”, refere. “Por este motivo, melhor do que ninguém, o então dirigente da delegação de Beja, José Tadeu de Freitas, saberá responder, visto que foi ele que geriu o empreendimento.”

26907856_471535473247496_6673916734096684721_n.jpgJosé Tadeu de Freitas, que liderava a delegação de Beja da CVP, recusa entrar em “diálogos de pingue-pongue” com Francisco George, mas lembra que, á época, “era um diretor funcionário, o que significa que a decisão da obra cabia sempre à sede nacional e nunca à delegação local”.

Humberto Baião desistiu da candidatura à Câmara de Évora e o líder da Distrital diz que o Chega vai apresentar um novo cabeça de lista

Zé LG, 10.06.21

chega 1.pngO cabeça de lista do Chega à Câmara de Évora, Humberto Baião, desistiu da candidatura, alegando divergências com as estruturas locais do partido. “É insuperável e inultrapassável o confronto surgido entre mim e as estruturas locais do partido a que ainda pertenço”, afirma Humberto Baião.

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O presidente da Comissão Política Distrital de Évora do Chega revelou que o partido vai apresentar um novo cabeça de lista à Câmara de Évora, depois da retirada da candidatura de Humberto Baião. Sem querer falar sobre os motivos que estão na base da retirada da candidatura, Carlos Magalhães prometeu falar sobre o tema quando “as coisas acalmarem”.

Aumentou 38% o número de utentes da ULSBA sem médico de família

Zé LG, 03.06.21

HDB.jpgEntre março de 2020 e o mesmo mês de 2021 mais 1151 utentes (+ 38%) do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Alentejo ficaram sem acesso a um médico de família. A evolução negativa desta sub-região está em contracorrente ao verificado na totalidade do Alentejo em que mais 8399 passaram a ter acompanhamento médico personalizado.
O valor até tinha sofrido uma evolução positiva entre março de 2019 (3437) e março de 2020 (3052), mas este ano voltou a subir para 4209 utentes. Um cenário contrário ao que se verifica em toda a região do Alentejo, em que se assistiu a um aumento da oferta e a uma redução do número de pessoas sem médico de família, de 36 413, em 2020, para 28 014, quase tudo conseguido à custa da “recuperação” no Alentejo Litoral que passou dos 17 649 para 8 494, no mesmo período.

CVP com obras do Lar Residencial paradas há quatro anos, em edifício alugado há mais de oito anos

Zé LG, 15.05.21

BEJA-CRUZ-VERMELHA-lar_800x800.jpgEm 2012, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) assinou com a Infraestruturas de Portugal (IP) um contrato de arrendamento da antiga cantina da REFER, válido por 20 anos e renovável, para ali instalar a Casa de Repouso e o Serviço de Apoio Domiciliário, que funcionam num prédio antigo no Centro Histórico de Beja.

O que já devia ser um Lar Residencial em funcionamento há mais de quatro anos, é um edifício ao abandono, onde foram gastos cerca de meio milhão de euros e apesar das obras terem parado em fevereiro de 2017, a CVP continua a pagar a renda mensal, num total de 850.000 euros.

Após tomar posse do cargo de presidente da Direção Nacional da CVP, Francisco George esteve em Beja e anunciou que “vão ser investidos mais de um milhão de euros na construção da residência” e “que no próximo dia 2 de janeiro de 2018 as obras vão ser retomadas. Está garantido o financiamento de 600 mil euros para as concluir”. Passaram três anos e a situação está na mesma: obras paradas.

Mas a situação pode vir a ter contornos mais graves. É voz corrente no interior da instituição que a Cruz Vermelha vai encerrar a Casa de Repouso e o Serviço de Apoio Domiciliário, que passará para a Santa Casa da Misericórdia de Beja, que assumirá as obras e o aluguer do antigo edifício da Refer, mas a dívida do empréstimo de meio milhão continuará a ser da responsabilidade da CVP.

Afinal o que fez o Dr. José Barriga para ser vacinado, para além de protestar?

Zé LG, 15.05.21

Barriga-768x432.pngSegundo me informaram, os médicos que exercem medicina privada, sem ligação directa ao SNS, para serem vacinados contra a COVID-19, devem fazer a sua inscrição na Ordem dos Médicos, que a encaminha para o Sistema de Vacinação. O Dr. José Barriga, apesar de informado deste procedimento, não terá feito a sua inscrição, razão por que não foi vacinado.

Dando como boa esta informação, a responsabilidade que o Dr. José Barriga tem atribuído à ULSBA e à ARS do Alentejo é apenas sua. É importante, por isso, que  esclareça esta situação.

Porque continuam por vacinar profissionais de saúde do sector privado de Beja, que denunciaram a situação há quatro meses?

Zé LG, 12.05.21

Barriga-768x432.pngContinuamos sem estar vacinados, continuamos completamente ignorados por todas as entidades responsáveis” pelo processo de vacinação contra a Covid-19, frisa José Barriga, considerando que “não há esquecimento possível”, uma vez que, garante ter já contactado e pressionado, “de todas as formas as entidades locais”, que dizem “não serem responsáveis pela vacinação”.
José Barriga diz que as entidades locais de saúde “são altamente responsáveis” pela “1ª fase catastrófica da vacinação”, porque foram inoculadas “vacinas, completamente indevidas, no Hospital de Beja e fora” deste equipamento, e “entregues vacinas aos médicos de família para eles vacinarem caoticamente” pessoas, “nessa 1ª fase”, apontando o dedo à ARS do Alentejo, que diz ser a responsável por esta situação.

"É fundamental denunciar os abusos, pois sabemos que a justiça não o faz e não existe nenhum outro mecanismo de regulação"

Zé LG, 09.05.21

«Não acho que só eu é que presto e que todos os outros são ruins, mas já vim aqui inúmeras vezes criticar os detentores do poder local. Faço-o não pelas suas características pessoais mas por achar que a sua atuação, determinada certamente por condicionamentos impostos pelo partido (ps) a que não conseguem escapar e, em grande parte por um doentio apego ao poder, não serve os interesses da região e causa desequilíbrios gravíssimos na gestão dos recursos e, na perspectiva interna, na gestão das pessoas.

Isto não é uma questão de opinião, é algo que toda a gente fora do circuitos dos "amigos" sente bem na pele. Não existindo uma cultura de debate aberto e sendo a discriminação das vozes criticas uma realidade, é só de forma anónima que eu e outros nos conseguimos manifestar.

"Odemira" não é só Odemira, nem surgiu só agora, com a COVID-19

Zé LG, 07.05.21

Sindicatos desde há muito que denunciam “a exploração sobre os trabalhadores migrantes no Alentejo, que a pandemia veio agora colocar a nu”

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O SINTAB, a USDBeja e a CGTP-IN “têm alertado para a negação de direitos laborais e a falta de condições de habitabilidade a que estes trabalhadores têm sido sujeitos, tanto por denúncia às instâncias competentes, como na intervenção por via da Associação para a Interculturalidade e Apoio ao Imigrante”.

“Infelizmente, tanto a ACT, como os Ministérios do Trabalho e Segurança Social e da Agricultura, nada têm feito. Estes graves problemas não são exclusivos de Odemira, nem sequer do Alentejo, e são um problema geral nas atividades agrícolas, onde a atividade sindical está proibida e os direitos dos trabalhadores são espezinhados”.

O SINTAB, a USDBeja e a CGTP-IN realizam, amanhã, pelas 11 horas, uma conferência de imprensa com o intuito de “abordar esta problemática”. Daqui e daqui.

Presidente da Câmara de Odemira alertou para a falta de água no concelho, devido à falta de ordenamento e às explorações agrícolas

Zé LG, 05.05.21

jose-alberto-guerreiro.pngJosé Alberto Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de Odemira, alertou para a forte possibilidade de haver falta de água na região e de a água disponível na barragem de Santa Clara, situada no rio Mira, só chegar para o período de um ano, caso não chova. Para o autarca, o problema é agravado pela agricultura intensiva, situação que o próprio já tinha denunciado ao Governo.

O presidente da Câmara de Odemira assegura ainda que o Governo já tinha conhecimento do problema, uma vez que as deliberações da autarquia sobre o caso foram remetidas ao Executivo e à Assembleia da República, acusando o poder central de “surdez” perante a autarquia.

De acordo com José Alberto Guerreiro, o surgimento de cada vez mais empresas que contratam estes migrantes para a agricultura intensiva preocupa a autarquia, que teme, “no próximo ano, ter também um problema de falta de água”, caso se continue “a acrescentar explorações agrícolas, sem nenhum critério”.

Cercas sanitárias no Concelho de Odemira evidenciam a opção do governo no combate à pandemia

Zé LG, 03.05.21

Desde há muito que o governo conhece os graves problemas vividos no Concelho de Odemira, designadamente nas Freguesias de Longueira/ Almograve e São Teotónio/ Zambujeira do Mar, em consequência das condições de vida dos imigrantes contratados para as explorações de agricultura intensiva e não só. E sabia, como todos, que tal situação poderia provocar o descontrolo dos contágios da COVID-19.

ODEMIRA-Cerca-Sanitaria_800x800.jpgMas, em vez de atacar os problemas na sua raiz, tomando as medidas necessárias para resolver as condições de vida dos imigrantes, designadamente as condições em que estão alojados, bem como a testagem de todos os trabalhadores e demais colaboradores das explorações agrícolas (e outras empresas) que os empregam, senão fosse possível de toda a população, ignorou os alertas feitos e só começou a testar os trabalhadores há poucos dias.

Não satisfeito com isto, o governo não considerou os imigrantes para efeitos de cálculo do número de infectados por 200 mil habitantes, nem o facto desse número já ter sido muito mais elevado e, mais uma vez, optou pelas medidas de restrição das liberdades, como sempre tem feito desde o início do combate à pandemia. Neste caso, mesmo sem estado de emergência…

Razão tem o presidente da Junta de Freguesia de São Teotónio, Dário Guerreiro, que afirmou que:São Teotónio está neste momento a ser uma vítima da incompetência deste Governo, porque parece só agora ter acordado para esta realidade.”

Presidente da Junta de Freguesia de São Teotónio culpou o Governo pela necessidade de criação de uma cerca sanitária na sua freguesia

Zé LG, 02.05.21

202104301830519587.pngSão Teotónio está neste momento a ser uma vítima da incompetência deste Governo, porque parece só agora ter acordado para esta realidade. A situação não tem sido acompanhada e não foi devidamente acautelada, mas o Governo sabe há muito tempo o que se passa nesta freguesia, afirmou Dário Guerreiro (PS), mostrando-se “surpreendido” com as declarações do primeiro-ministro, que só agora diz estar preocupado com a “sobrelotação das habitações, no que isso representa para a saúde pública e a violação gritante dos direitos humanos”.
As freguesias de São Teotónio e Almograve-Longueira estão, desde as 08:00 do dia 1 de Maio, em cerca sanitária. “O Governo tem agora as portas abertas para, definitivamente, revolver a situação que existe na freguesia e não pode continuar a fechar os olhos, tem que agir e imediatamente”, advertiu, deixando perguntas à atual ministra e ao ex-ministro da Agricultura sobre o que foi feito ou está previsto fazer para que “este problema [de habitação dos migrantes] nunca mais venha a acontecer”, já que a pandemia “pode ir embora, mas este problema vai cá ficar”.