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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Mais papistas que o Papa. COVID justifica tudo...

Zé LG, 04.07.20

Piscinas Descobertas de Mértola continuam encerradas ao público.

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A Câmara Municipal de Mértola, “considerando o momento de pandemia que se vive, ponderando os fatores de risco associados ao funcionamento do equipamento das piscinas descobertas e adotando uma posição preventiva” decidiu manter encerradas ao público as Piscinas Municipais Descobertas.

Piscina Municipal de Ferreira do Alentejo não abre este ano.

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A Piscina Municipal de Ferreira do Alentejo não vai abrir este ano devido à pandemia causada pela Covid-19. O Município de Ferreira do Alentejo revela que “esta foi uma decisão muito discutida e ponderada, aprovada na última reunião de câmara”.

Câmara e vendedores de peixe do Mercado Municipal de Beja não se entendem

Zé LG, 02.07.20

Mercado Municipal de Beja: Câmara diz que resolução está “nas mãos” dos operadores.

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O primeiro passo para a resolução da questão do Mercado Municipal de Beja “está nas mãos dos operadores”, disse Luís Miranda, vereador da autarquia bejense, na reunião de Câmara, quando foi abordada a questão da saída dos vendedores deste espaço, que irá em breve, entrar em obras de requalificação por um período de cerca de 2 anos. António Pimentão, vendedor de peixe, considera que a Câmara Municipal errou ao colocar o contentor no Largo de Santo Amaro e, que os comerciantes, não podem ficar sem trabalhar, por causa de uma falha do executivo.

Operadores recusam sair de Mercado Municipal de Beja. Câmara esclarece situação.

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“A CM Beja prolongou, várias vezes, a abertura do mercado até ao momento em que as obras estão iminentes de se iniciarem e portanto esta atitude, depois de termos estado reunidos no dia 18 de junho (…) e depois de termos explicado até quando é que o mercado poderia ficar aberto o que iriamos fazer para que dentro de um mês ou dois a situação fosse resolvida,  muito nos surpreende a atitude que foi tomada pelos operadores”, acrescenta. O Presidente da Câmara de Beja adianta que “a partir de agora a confiança entre as partes está naturalmente quebrada. A Câmara não confia mais em negociações com aqueles operadores”e a situação passa agora para as advogadas da autarquia.

Vendedores de peixe do Mercado descontentes com mudança para Largo de Santo Amaro

Zé LG, 10.06.20

202006081345023842 peixaria.jpgA partir da próxima segunda-feira, dia 15, comerciantes e operadores do Mercado Municipal de Beja vão ser transferidos para o Largo de Santo Amaro, durante cerca de um ano e meio, devido às obras de reabilitação daquele equipamento municipal. A solução encontrada pela Câmara de Beja não agrada a parte dos vendedores, em particular, aos da peixaria.

O presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio, esclareceu que “no que toca à peixaria, as condições do mercado não são para já as ideais e as indicadas” e disse que “isso não significa que no futuro a autarquia não continue à procura de uma solução melhor”, realçando que a situação é particularmente delicada e difícil e que é preciso que os operadores estejam do “lado da solução e não do problema”.

Alterações nos horários de trabalho e de local de plenário de trabalhadores põem STAL e Câmara de Beja de candeias às avessas

Zé LG, 05.06.20

201812202250165321 stal.pngO STAL de Beja denuncia “a tentativa de limitar a atuação deste Sindicato por parte do Executivo da Câmara Municipal, bem como da chefe de divisão da Cultura, que tentou boicotar o plenário de trabalhadores, agendado para as instalações da Biblioteca Municipal da cidade”, revela esta estrutura sindical em comunicado. Paulo Arsénio nega tais acusações e diz que "o STAL está a tomar uma atitude de hostilidade". Ler mais aqui.

Porque têm os clubes e os jogadores de futebol tratamento diferente dos outros trabalhadores e empresas / serviços, face à COVID-19?

Zé LG, 21.05.20

images.jpgPorque é que os clubes de futebol tiveram de ter um conjunto apertado de regras aplicadas pela DGS às suas instalações e aos seus trabalhadores (jogadores, equipas técnicas e demais profissionais) para poderem voltar à sua actividade e a generalidade das empresas não?

Quantos jogadores, técnicos e outros profissionais de futebol foram infectados pelo novo Coronavírus e quantos trabalhadores de outras actividades o foram? Veja-se o que se tem passado, nos últimos dias, na Plataforma Logística de Azambuja...

Importa ainda não esquecer que muitos trabalhadores, de diversas actividades não pararam de trabalhar e outros passaram mesmo a trabalhar mais para que os países não parassem e pudéssemos continuar a viver.

Parece tratar-se de um contra-senso, porque são precisamente os jogadores, técnicos e demais profissionais de futebol que têm maior vigilância no controlo sanitário e, consequentemente, os riscos que correm são menores...

BE questiona Câmara de Beja sobre questões “sanitárias, económicas e sociais”

Zé LG, 21.05.20

92669856_3184606271569914_2513412276048887808_n giA Concelhia de Beja do Bloco de Esquerda (BE) considera “essencial o aprofundamento da comunicação entre os vários órgãos autárquicos e destes com a população, em particular entre a Câmara e a Assembleia Municipal, órgão deliberativo a quem compete fiscalizar a ação do executivo.” Neste contexto, o BE, para além das questões colocadas pela deputada Gina Mateus na Assembleia Municipa, que ficaram sem resposta”, fez um conjunto de perguntas sobre questões sanitárias, económicas e sociais, designadamente:

- como pensa o Município “suprir a falta de meios tecnológicos nas famílias do concelho, sentida no âmbito da interrupção das atividades letivas presenciais”;

- que apoios aos idosos que não estão institucionalizados e aos imigrantes do concelho;

- como pensa a Câmara de Beja “resolver a questão da placa «ameaçando com covid-19» como tática para se fechar o caminho municipal 1063, usando argumentos que provocam o medo na população, uma situação que se arrasta desde 2018”.

Entre o oito e o oitenta devia existir mais bom senso

Zé LG, 13.05.20

image.jpgParece-me estarmos a viver um período em que o bom senso - sempre tão necessário e agora mais do que nunca -, escasseia. Vejamos só dois  exemplos.

As medidas de combate à COVID-19 balançam, rápida e frequentemente, de excessivamente condicionantes e impraticáveis a excessivamente distentidas e pouco cautelosas. Veja-se o que se passa com as escolas e creches, com as empresas e o trabalho, com a restauração e o turismo, com o futebol e outras modalidades desportivas, para já não falar nas máscaras, no distanciamento físico, na lavagem e limpeza, etc, etc.

A crise governamental, escancarada entre o ministro das Finanças e o primeiro ministro, com este a dar já como eleito para um novo mandato o PR, que, embalado, se envolve naquela crise, acentuando-a com a afirmação de que o primeiro-ministro tinha razão e, consequentemente, sugerindo o afastamento do ministro das Finanças. Tudo isto, depois de terem afirmado repetidamente que tudo devia ser feito para evitar outras crises à crise sanitária causada pela COVID-19.

Se isto não é falta de bom senso, digam lá o que é isto...

Foto: TIAGO PETINGA/LUSA/Arquivo

Desemprego no Alentejo aumentou 57,5%, por impacto da COVID-19

Zé LG, 13.05.20

imgLoader2.ashx.jpgO Alentejo e o Algarve foram as regiões do continente com maior aumento do número de desempregados por mil habitantes durante o mês de março em relação ao mesmo período do ano passado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística. O aumento no Algarve atingiu 152,5%, enquanto no Alentejo foi de 57,5%, de acordo com o boletim relativo ao impacto socioeconómico da pandemia da covid-19.
Dos 123 municípios do continente em que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou durante março deste ano, 35 deles, situados no Alentejo e Algarve, dobraram o número em relação ao mesmo período do ano anterior. A média nacional de novos desempregados entre os 15 e 64 anos por mil habitantes situou-se nos 8,2, mas no Algarve a média foi quase o dobro (16) e no Alentejo chegou a 10,5.

Galp suspende atividade na refinaria de Sines por impossibilidade de escoamento "dos produtos produzidos", na sequência da pandemia

Zé LG, 24.04.20

202004211236192771 sines CT.jpgA Galp anunciou que vai suspender a atividade na refinaria de Sines a partir de 4 de maio e durante cerca de um mês, por impossibilidade de escoamento "dos produtos produzidos", na sequência da pandemia.

Hélder Guerreiro, da Comissão de Trabalhadores da Refinaria de Sines, está preocupado com a situação e, embora a empresa tenha afirmado que “a medida não terá impacto nos salários dos trabalhadores”, diz que “o mais importante nesta altura é garantir todos os postos de trabalho, incluindo dos prestadores de serviços e evitar mais despedimentos que podem criar a situação social grave em toda a região”.

Isolamento, densidade populacional e mobilidade são os trunfos do Alentejo a evitar a COVID-19

Zé LG, 23.04.20

image nuno sousa.jpg"Na origem disto, acho que há três fatores: o isolamento social, a baixa densidade populacional e a menor mobilidade. É uma região do país onde a pirâmide etária é composta por pessoas mais idosas, há menos mobilidade e contacto social e de facto as cadeias de transmissão não tiveram um impacto tão grande", explica Nuno Sousa, presidente da faculdade de Medicina da Universidade do Minho. "Sendo que o rácio de infetados é menor quando comparado com a quantidade de pessoas que vivem no Alentejo. No entanto, não haver mortos é algo que nos deve deixar muitíssimo felizes, mas provavelmente reflete estes três fatores", acrescenta.

Rui Raposo, presidente da Câmara de Vidigueira, acredita que "a menor densidade populacional e o distanciamento social podem ser as razões [para ainda não haver nenhum caso de covid-19 na Vidigueira]. Depois também há o acatar das normas e o trabalho de prevenção que os municípios têm feito junto da população, mas sabemos que de um momento para o outro tudo pode mudar", refere. Por isso, promete não baixar os braços.

Jorge Seguro Sanches diz que trabalho de proximidade com as autarquias é essencial

Zé LG, 23.04.20

202004211259417987 SE.jpg“Só poderemos ter sucesso na estratégia” de combate à COVID-19, nomeadamente, no Alentejo, “se o fizermos de uma forma muito próxima com as autarquias, porque são elas o grande garante do interesse público”, frisou o coordenador no Alentejo das medidas de combate ao novo coronavírus, que realçou o trabalho que tem sido desenvolvido pelas autarquias da região, que diz terem feito “um trabalho preventivo” desde o primeiro momento em que fomos confrontados com este “desafio”.

O secretário de Estado Adjunto da Defesa Nacional esclareceu que a sua missão é assegurar “que os serviços públicos tenham uma atuação mais coordenada”, conseguindo “uma boa resposta nas IPSS, no SNS”, a par de um trabalho de grande proximidade com os autarcas, pois são eles que estão no terreno.

«Retirem-nos a liberdade - o abominável consenso»

Zé LG, 20.04.20

65028485_10157431962677430_6594661359449800704_n I«Tenho medo da dormência em relação à restrição das nossas liberdades. É fundamental que lutemos pelos direitos sociais, mas uma sociedade que reage com alívio à restrição da sua liberdade, uma sociedade que normaliza o sobrevoo de dromes, uma sociedade que não debate a restrição das suas liberdades, não anda bem.»

Isabel Moreira, in VISÃO, de 16-04-2020.

Sem papas na língua

Zé LG, 18.04.20

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"Houve sempre quem fizesse fortunas nas horas mais tenebrosas, aproveitando-se de quem já vive esmagado pela pobreza e pela miséria. Estamos a assistir a isso de novo."

"Alguns descobriram que somos mais do que um País bonito, com pessoas acolhedoras e boa gastronomia. Temos qualidades mais valiosas e não devemos resumir-nos ao turismo."

In: VISÃO, de 16-04-2020.

«Covid-19 veio agravar pobreza no Alto Alentejo e já há pessoas a passar fome»

Zé LG, 16.04.20

93390571_2958340454242772_3477932304322527232_n poO alerta foi lançado pelo presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco, Elicídio Bilé, que revelou que desde o início do surto do novo coronavírus aumentaram os pedidos de ajuda, sobretudo ao nível de bens alimentares, aos quais a instituição está com muitas dificuldades em conseguir responder.

O dirigente esclareceu que os alimentos doados pelo Banco Alimentar Contra a Fome de Portalegre são os possíveis, mas insuficientes, sendo que a Cáritas está mesmo a ponderar comprar bens alimentares para distribuir pelas famílias que estão a passar por maiores dificuldades.

O mesmo responsável indicou que as cantinas sociais também já atingiram o número máximo de refeições que conseguem servir não conseguindo responder a todos os pedidos.  

Questões levantadas e propostas apresentadas pelo BE na AM de Beja para minimizar danos causados pela Covid 19

Zé LG, 12.04.20

92669856_3184606271569914_2513412276048887808_n giO Bloco de Esquerda, na reunião da Assembleia Municipal de Beja de 07/04/2020, solicitou informações e avançou com algumas propostas que considerou essenciais para minimizar os danos causados pela pandemia Covid 19, designadamente:

- Limpeza e desinfeção dos espaços públicos;

- Suspensão do pagamento das rendas em todos os fogos municipais;

- Isenção do pagamento de faturas de água, bem como das taxas relativas às águas residuais e resíduos sólidos até um montante de consumo considerado mínimo face às necessidades sanitárias;

- Isenção da cobrança das taxas relativas à ocupação de espaço público e publicidade;

- Condições do Bairro das Pedreiras, que facilitam a propagação do contágio;

- Condições de habitabilidade, de transporte e de trabalho da população migrante;

- Implementação do projeto Co(m)sigo, articulação com as IPSS, proteção individual de trabalhadores e utentes; papel da "Rede Social" na coordenação, desenvolvimento e majoração das diferentes respostas sociais;

- Reforço do apoio às IPSS, bem como à Corporação de Bombeiros;

- Proporcionar as condições para a efetivação do ensino à distância para todo/as o/as aluno/as;

- Fornecer informação relativamente aos Planos de Ensino à Distância (E@D) elaborados pelos agrupamentos de escola, visando os objetivos do ensino universal.

Ler aqui, aqui, aqui e aqui, na íntegra.

“No atual cenário pandémico, as convulsões sociais e as clivagens são tudo o que não precisamos”

Zé LG, 12.04.20

"A generalizações correm sempre riscos graves. Há quem não seja cigano e cumpra todos os requisitos que referiu e há quem seja e não os cumpre.
A comunidade cigana tem responsabilidades no seu próprio ostracismo, como as mulheres, como grupo, têm responsabilidades no machismo, mas a alternativa de mudança não é a perpetuação das coisas.
Acredito na educação, no aumento da literacia social, na importância do exercício de uma cidadania de qualidade e na capacidade de mudança. Acredito e defendo o estado social, marginalizar e, sobretudo, estigmatizar nunca me parece um bom caminho.
No atual cenário pandémico tudo isto tem, ainda, maior importância, as convulsões sociais e as clivagens são tudo o que não precisamos."

Ana Matos Pires 11.04.2020, aqui.

"Em termos de Saúde Pública a obrigação é tanto maior quanto mais "fora do Sistema" habitualmente as comunidades e os grupos estão”

Zé LG, 11.04.20

Isso (Neste grave contexto, são apenas pessoas em perigo de vida.). O SNS tem de responder, ponto.
Fico sempre apreensiva com as frases "Não sou racista (ou homofóbico, ou machista, ou misógino ou...) mas", este "mas" é sempre repleto de significado.
Em termos de Saúde Pública a obrigação é tanto maior quanto mais "fora do Sistema" habitualmente as comunidades e os grupos estão, para bem de toda a população - estamos perante uma doença infecciosa de propagação muito fácil,
Não esquecer, ficar em casa e cumprir as regras preventivas emanadas pelo MSaúde, DGS e instituições de Saúde é o que TODOS e TODAS podemos, e devemos, fazer.

Ana Matos Pires 11.04.2020, aqui.

Comunidade cigana infectada com a COVID-19 em Moura

Zé LG, 10.04.20

Foram hoje confirmados 19 resultados positivos de COVID-19, no seio de uma comunidade de etnia cigana, moradores no Bairro Espadanal, em Moura. São 17 crianças/jovens e 2 adultos.

Ainda dentro da mesma comunidade, foram feitas várias dezenas de colheitas cujos resultados ainda são desconhecidos.

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Depois de confirmação da existência de 19 infectados, sob vigilância apertada por parte das autoridades de segurança, já foram localizadas várias pessoas na tentativa de fuga.

Recorda-se que se tara de uma grande comunidade de proximidade que pode causar um aumento exponencial de casos no concelho de Moura.

Leia mais aqui e aqui.