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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

FOI FEITO O QUE ERA PRECISO FAZER?!

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Dói assistir a este triste "espectáculo", depois do que se passou no ano passado, das promessas de que tudo iria ser feito para evitar que se repetisse e das garantias de que tudo foi feito para travar tantos custos - humanos, sociais, ambientais, patrimoniais, económicos - provocados pelos incêndios. 

Ainda no Domingo à noite, o responsável nacional da Protecção Civil e o Ministro da Administração Interna "descansaram" as pessoas em risco, dizendo que tudo o que era possível fazer estava a ser feito e que contavam que o incêndio fosse controlado nessa noite. Entretanto, passaram mais dois dias... e já dura há 5 dias! 

Como se pode admitir que, tendo no ano passado técnicos alertado para que o próximo grande incêndio seria em Monchique, não se tivessem tomado todas as precauções - e tem-se visto que tal não aconteceu - para evitar que tal acontecesse?! Como explica o governo que, depois do que aconteceu no ano passado e de tudo o que disse, se tenha registado um incêndio destas proporções e que o mesmo não tenha sido controlado ao fim de 5 dias?! Parece-me que as condições climatéricas adversas são uma explicação mas que não explicam tudo. Exige-se, por isso e em tempo oportuno, que o governo apresente todas as explicações e tire todas as consequências de mais este drama.

ULSLA ATINGIU “LIMIAR DA RUPTURA”

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A Comissão de Saúde considera que “A ULSLA-Unidade de Saúde Local do Litoral Alentejano, E.P.E. atingiu o limiar da ruptura, que limita o acesso da população a cuidados de saúde condignos, especialmente devido ao défice crónico de profissionais médicos, de enfermagem, técnicos de diagnóstico e terapêutica, assistentes operacionais e assistentes técnicos. Ainda segundo a comissão “a carência dos profissionais levou ao encerramento de cerca de 30 camas em várias valências, com os utentes, por vezes, internados em condições provisórias e precárias no Serviço de Urgência”.
A estas preocupações "acresce o aumento da população durante a época balnear que coloca ainda mais pressão nos Serviços de Saúde do Litoral Alentejano".

ALENTEJO É A REGIÃO COM “MENOR DISPONIBILIDADE DE MÉDICOS” DO PAÍS

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O Relatório Primavera 2018 do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), confirma aquilo que é do conhecimento de todos.

O Alentejo “regista a menor disponibilidade de médicos no Serviço Nacional de Saúde por habitante, em contraste com a região de Lisboa e Vale do Tejo”.

O Alentejo apresentava no ano passado 1,4 médicos especialistas por cada mil habitantes e 0,6 médicos internos por cada mil habitantes.

Na região são apontadas carências em quase todas as áreas profissionais de saúde, desde médicos a técnicos superiores de saúde, passando pelos enfermeiros.

EDIA PROMOVE SEMINÁRIO “GERIR A CARÊNCIA DE ÁGUA: UMA OPORTUNIDADE?”

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A EDIA, entidade gestora do maior Empreendimento de Fins Múltiplos em Portugal, promove, hoje, em Beja, o Seminário Internacional “Gerir a Carência de Água: Uma oportunidade?”.

Os trabalhos, com início marcado para as 9.30 horas, reúnem um conjunto de oradores nacionais e internacionais, de reconhecido mérito e experiência.

“DESUMANIZAÇÃO” NOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO LITORAL ALENTEJANO

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O presidente da CIMAL, Vítor Proença, afirma estar preocupado com relatos de “desumanização” no Hospital do Litoral Alentejano, mas frisa, igualmente, que esta será uma “consequência do próprio sistema” e que nada terá a ver com as pessoas que prestam os cuidados.

Aquela matéria foi abordada na reunião do passado dia 27 de março, que juntou os municípios do Alentejo Litoral e cerca de 30 instituições do setor social da sub-região. Os relatos de “desumanização” foram efetuados por parte das instituições de caráter social presentes, nomeadamente IPSS e bombeiros.

“PIOR SECA DOS ÚLTIMOS 20 ANOS” REDUZIRÁ EM 50% ÁREA REGADA E TERÁ CONSEQUÊNCIAS NA ECONOMIA RURAL

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A FENAREG – Federação Nacional de Regantes alerta que este ano “haverá fortes restrições em quase todas as obras de rega” e frisa que “a maioria não terá água”, lembrando que “após quatro anos consecutivos de precipitação inferior à média, as reservas de água situam-se agora nos 36%”.

Isto significa para a FENAREG que mais de 50% das áreas irrigáveis não vão poder ser regadas em 2018, que os agricultores são os primeiros a ser afetados pela seca e que terão que adaptar as culturas e as áreas cultivadas à água disponível. Acrescenta que redução de colheitas e menores rentabilidades são efeitos da seca prolongada e que acabam transferidos à indústria agroalimentar e à economia rural.

Para a FENAREG a seca vai provocar em 2018, um prejuízo direto estimado de mais de 1,1 mil milhões de euros no saldo da balança comercial e por tudo isto pede “urgentes medidas compensatórias aos agricultores pelo agrupamento de custos com a rega.”

Para a FENAREG o Programa Nacional de Regadios, cujo arranque foi assinalado pelo ministro da Agricultura no passado dia 2, é “mais um progresso na adaptação às alterações climáticas” e refere, igualmente, que “como aposta na competitividade da agricultura, também a PAC pós 2020 deve assegurar a continuidade dos investimentos em regadio para melhor resiliência aos períodos de seca.”

SERVIÇOS DO HOSPITAL DE BEJA EM “RISCO DE COLAPSO”

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Doze directores de serviço do Hospital José Joaquim Fernandes em Beja divulgam hoje um manifesto em que expressam a sua preocupação pela situação de “absoluta carência de médicos” para fazer face às necessidades assistenciais da população nesta unidade de saúde.  “Está muito complicado”, desabafou ao PÚBLICO Ana Matos Pires, directora do serviço de psiquiatria, alertando para o “risco iminente” de colapso das urgências de pediatria e obstetrícia e para as “graves dificuldades” existentes nos serviços de anestesiologia, radiologia, cirurgia geral e ortopedia. “Faltam sobretudo médicos especialistas”, refere Ana Matos Pires, criticando a “não abertura de concursos para recém-especialistas em 2017”. Esta “grave lacuna” surge associada às “dificuldades acrescidas de atrair e manter novos clínicos nesta região”. 

O caminho a percorrer para minorar as carências que existem nos serviços de Saúde do Baixo Alentejo, passam por “uma discussão alargada” que ainda não foi possível concretizar. “Sem sugestões realistas e concretas os problemas não serão ultrapassados”, diz, alertando para necessidade de os discutir e tentar resolver.

PS ACUSA EXECUTIVO CAMARÁRIO DE CUBA DE “PERSEGUIÇÃO”. CDU NEGA.

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A concelhia de Cuba do Partido Socialista acusa a maioria CDU na Câmara de “perseguições político-partidárias mascaradas de actos de gestão dos recursos humanos”.

Em comunicado enviado às redacções, o PS fala em mudanças de trabalhadores que “apenas atingem funcionários que, de uma forma perfeitamente legítima e democrática, tiveram posições cívicas e políticas diferentes das da actual maioria da gestão autárquica”.

Em reacção a estas acusações, João Português, presidente da Câmara Municipal de Cuba, afirma que esta posição do PS “está integrada numa estratégia política de desgaste dos eleitos da CDU”.

João Português acrescenta que o executivo tem tratado “todas as pessoas da mesma forma” e que está em curso a remodelação dos serviços, algo normal no inicio de um novo mandato, negando qualquer “perseguição politica/partidária”.

GOVERNO AVANÇA COM RETIRADA DE SEDIMENTOS DAS BARRAGENS NO SADO

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O Secretário de Estado do Ambiente Carlos Martins esteve numa visita à Barragem de Pego do Altar e de Vale do Gaio em Alcácer do Sal, no âmbito da visita da Comissão de Ambiente e Ordenamento do Território, na sequência das preocupações levantadas pela autarquia, pelos produtores de arroz da região, assim como da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sado e Associação dos Agricultores de Alcácer do Sal.

Perante os representantes daquelas instituições, que temem o colapso das culturas, e 11 deputados da Assembleia da República que integram a Comissão, o Secretário de Estado do Ambiente disse não ter solução milagrosa para a seca severa na Bacia Hidrográfica do Sado, garantindo porém avançar com a retirada de sedimentos das barragens que ocupam quase 15 a 20 por cento da sua capacidade natural, no início do próximo ano.

Passaram por cá

(desde 15-01-2011)

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