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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Hospital de Beja “desapareceu” do Orçamento do Estado, denuncia Catarina Martins

Zé LG, 18.05.22

Catarina-Martins-1-768x432.jpgCatarina Martins, a Coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), visitou, esta manhã, o Hospital de Beja e não poupou críticas ao Governo pelo desinvestimento, lamentando que o Orçamento de Estado não tenha atribuídas verbas para a ampliação daquela unidade de saúde. “O Hospital de Beja desapareceu do Orçamento do Estado, entre 2018 e agora”, disse, apontando ainda outros problemas: a contratação e a fixação de profissionais, recordando que o prometido aumento das “vagas carenciadas” ficou “aquém das necessidades” no Hospital de Beja.
A coordenadora do Bloco o Esquerda aproveitou a oportunidade para enaltecer a resposta de saúde mental criada em Beja.                               Leia e oiça aqui e aqui.

Museu de Beja mete água enquanto adjudicação das obras aguarda decisão do TAF

Zé LG, 23.03.22

imgLoader2.ashx.jpgAs intervenções de valorização e conservação do Museu Regional de Beja, com início previsto para o princípio deste ano, continuam paradas, à espera de uma decisão judicial sobre o processo de contestação à adjudicação da obra. Os responsáveis políticos municipais mostram-se preocupados com o contínuo estado de degradação do imóvel e do seu espólio e questionam-se sobre a exequibilidade de cumprimento do prazo do projeto.

O presidente da Câmara Municipal de Beja refere que a contestação ao resultado do concurso se relaciona “com a tipologia de alvarás detidos pelos diferentes candidatos à data da abertura das propostas do concurso e se os mesmos reuniam ou não os requisitos para lhes poder ser adjudicada a obra”. O júri do concurso “fez uma determinada apreciação” que esteve na origem da adjudicação da obra á empresa Monumenta, sendo que o consórcio constituído pelas empresas Mural da História e Vestígios & Lugares “fez um entendimento diferente, o que levou o consórcio a apresentar reclamação, junto do TAF ”.

“É urgente a reparação de arruamentos em betuminoso no Penedo Gordo”

Zé LG, 14.03.22

Penedo-Gordo-768x454.jpg“A urgente necessidade de reparação de arruamentos em betuminoso no Penedo Gordo” foi uma das questões colocadas pela União de Freguesias de Beja de Santiago Maior e São João Baptista numa reunião com o executivo da Câmara Municipal.
Miguel Ramalho, presidente daquela União de Freguesias, afirma que o Penedo Gordo “é das áreas da freguesia mais complicadas, em termos de arruamentos em betuminoso”, considera que se trata de uma intervenção prioritária, porque as ruas por ondem circulam os autocarros (urbanas) têm “buracos enormes” e “nalguns casos, os moradores já estão a colocar entulho nesses buracos”.

Autarcas eleitos pelo Chega na Moita desfiliaram-se e continuam nos cargos

Zé LG, 12.03.22

Sem nome.pngOs seis autarcas eleitos pelo Chega para os órgãos municipais da Moita, no distrito de Setúbal, desfiliaram-se e vão continuar nos cargos como independentes, anunciou hoje o núcleo concelhio do partido. Segundo os autarcas, uma das questões que os levou a tomar esta decisão “prende-se com a tentativa de influência do voto favorável do vereador, perante interesses pessoais e financeiros de um membro da distrital de Setúbal e de um investidor por ele apresentado”. Esta tentativa, adiantam os autarcas, foi ignorada, mas chocou o grupo.

Com a saída de Ivo Pedaço do Chega, o partido deixa de ter vereadores eleitos no distrito de Setúbal, depois de os vereadores das autarquias do Seixal e de Sesimbra, Henrique Freire e Márcio Sousa, respetivamente, também terem saído do Chega. Em novembro, o Chega perdeu também a vereação na Câmara Municipal de Moura, no distrito de Beja, após a representante eleita pelo partido, Cidália Figueira, ter passado a independente invocando “divergências políticas”.

Situação de seca que Portugal vive será “o novo normal”(?)

Zé LG, 23.02.22

A falta de chuva na Peninsula Ibérica está a arrastar várias zonas de Portugal e Espanha para risco de seca extrema muitos meses antes do verão, elevando o perigo de incêndios, como mostram as imagens captadas pelos satélites Copernicus.

Sem nome.pngO alerta do EFFIS mostra a seca fora de época, considerada já extrema e com um risco muito elevado de incêndios no sul de Portugal, na Catalunha, Estremadura e Andaluzia em Espanha, mas também em Perpinhão, em França, e na Sardenha, em Itália.

FAABA defende que efeitos da seca na agricultura deveriam ser cobertos por seguros de colheitas

Zé LG, 22.02.22

seca-2-768x432.jpgO presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) considerou “pequenos paliativos” as medidas anunciadas pelo Governo para combater efeitos da seca na agricultura, os quais deveriam ser cobertos por seguros de colheitas, dizendo: “O que está em causa é que a seca seja também um sinistro segurável, o que não é”, explicou Rui Garrido, referindo que, atualmente, um agricultor pode fazer um seguro contra sinistros como um incêndio e uma geada, mas não contra uma seca, frisando que a medida “tem sido apresentada ao Ministério da Agricultura noutros anos, noutras secas e já por mais do que uma vez”.

Mais de 90% do território português estava, a 15 de fevereiro, em seca severa ou extrema, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que indica um novo agravamento da situação de seca meteorológica no país. “Deus queria que não atinja, mas se [a seca deste ano] atingir as proporções [de outras] secas, vai ser uma calamidade enorme. Não pode ser com paliativos destes. Muitas explorações [agrícolas e pecuárias] ficariam pelo caminho”, alertou Rui Garrido.

Portugal tem hoje menos água nas barragens do que na seca de 2005, a pior de sempre

Zé LG, 18.02.22

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O cenário de seca é bem conhecido em Portugal. A mais severa foi em 2005, mostram os dados do INE, e a falta de água no país voltou a repetir-se com gravidade em 2012 e 2017. Agora, em janeiro de 2022, o nível de armazenamento nas albufeiras do Continente chega já a ser inferior ao registado nas secas das duas últimas décadas, nomeadamente em 4 pontos percentuais face à seca de 2005, revelam as estatísticas. O ano ainda agora começou, falta saber se a comparação se manterá na mesma trajetória.

ESTAR preocupada com falta de condições habitacionais em Beja

Zé LG, 16.02.22

image.jpgA falta de condições dignas de habitação, em particular, verificadas na comunidade imigrante preocupa a Associação ESTAR, que apela a toda a comunidade para ajudar a sinalizar estes casos. Tratando-se de uma situação recorrente, a Associação considera ser fundamental que as Juntas de Freguesia sinalizem estas situações, dado o seu papel de proximidade com a população.

Inês Féria, vice-presidente da ESTAR, afirma que “é necessário que não se olhe para o lado”, frisando que a atuação da associação depende, também, do envolvimento de todos.

Secretário-geral do Chega renunciou ao cargo por “ausência de respostas”

Zé LG, 09.02.22

809241.jpgTiago Sousa Dias, o até aqui secretário-geral do Chega, renunciou ao cargo afirmando: "Não abdico da liberdade de pensar por mim e de apenas me dedicar ao que verdadeiramente me motiva. Quando discordo, digo-o. Quando concordo também. Essa é a minha primeira e primária forma de ser leal".

Tiago Sousa Dias disse que escolheu manter o silêncio "até ao encerramento do processo eleitoral que termina na contagem dos votos da emigração", de modo a não prejudicar o partido e tentou "por todos os meios perceber e enquadrar-me no caminho que o Chega tem pela frente". "Mas, na ausência de respostas, não encontrei outra solução".

Esta seca “é a pior de todas pois afeta o País de uma maneira geral e de forma severa”

Zé LG, 06.02.22

20220203125405343.jpgafirma José da Luz, presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco (A.A.C.B.), que deixa claro que “já não há pastagens” nem “o que estava armazenado” para suprimir esta falta, acrescentando que à seca juntaram-se “os preços das rações que dispararam” e que “se não chover nos próximos 15 dias, as culturas outono/inverno e pastagens estão completamente perdidas”. É perentório ao afirmar que “nesta situação, seca e custos de produção inflacionados, sem apoios extraordinários as explorações de sequeiro não vão sobreviver”.

O IPMA anuncia que “a sul do Tejo espera-se uma situação de seca extrema", com o litoral alentejano e a região de Lisboa a enfrentarem as piores condições.

Rui Garrido, presidente da FAABA, afirma que “chegou a altura de nós alertarmos, porque brevemente, vamos ter um novo governo e, em conjunto temos que equacionar as medidas. Perante a falta de água e o aumento brutal dos custos de produção, gera-se uma situação muito complicada, para a rentabilidade das explorações agrícolas”. E adianta que “é nesse sentido que nós não podemos deixar de avisar, quem vem a seguir e estaremos cá para isso em termos de equipa ministerial, para o Ministério da Agricultura”.

Chefes de equipa do Serviço de Urgência do Hospital de Beja apresentaram a demissão e o PSD diz que “a classe média tem sido satisfeita no sector privado”

Zé LG, 19.01.22

Os médicos dizem que o Conselho de Administração (CA) da ULSBA “mostrou vontade para, em conjunto, trabalhar no sentido de resolver as problemáticas apresentadas”. É garantido que os médicos de Medicina Interna “vão continuar a assegurar os cuidados médicos à população em todas as suas áreas de intervenção, com empenho resiliência e dedicação, mantendo o objetivo prioritário de melhorar as condições de atendimento aos doentes”.

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O CA da ULSBA revelou que vai tentar resolver o problema das contratações, no contexto regional, com a ajuda da ARS e que foi criado um grupo de trabalho para resolver a questão da regulamentação do chefe de equipa e Serviço de Urgências e disponibiliza-se para resolver as diversas matérias apontadas dentro das possibilidades existentes e no contexto regional.

A Comissão de Trabalhadores do Serviço de Medicina Interna do Hospital de Beja mostrou-se solidária com a posição tomada pelos assistentes hospitalares de Medicina Interna e para colaborar na resolução das questões laborais.

O deputado do PCP, eleito por Beja, João Dias, reiterou a necessidade de "terem de ser criadas condições para resolver todas estas matérias" e lamenta que "se tenha chegado à situação de terem sido os médicos a tomar esta posição".

O PSD disse que “a ausência de gestão e organização na saúde neste Governo PS, tem levado os hospitais e as unidades locais a baterem no fundo” e que “se a classe média do nosso distrito tem sido satisfeita no sector privado, aqueles que mais precisam não têm essa possibilidade, acabando por ser deixados para trás. Se o SNS numa análise global sofre de doença crónica, em Beja ruiu na sua plenitude”.

É preciso “combater mercenários que encostam à parede serviços do SNS, pensando exclusivamente no lucro pessoal”

Zé LG, 19.01.22

130420151031-871-HospitalBeja.jpg«... Durante o ano de 2021 aconteceram diversas situações destas por todo o Pais, porém, e tanto quanto sei, esta, pelo timing, pelo contexto e pela forma como aconteceu, ou seja, sem qualquer tentativa prévia de reivindicação ou sequer negociação, foi feita de forma vil, ardilosa, de forma desleal, provocando a desconfiança nos restantes profissionais de saúde, a desconfiança da população face ao pouco que ainda lhes resta e acabando por darem um completo tiro nos pés. Existem formas de reivindicar, existe negociação, podem inclusivamente existirem ultimatos, mas ao que parece nada disto foi feito ou sequer tentado pelos profissionais demissionários. O SNS precisa rapidamente ser repensado, em particular as carreiras dos seus profissionais, em particular da sua afetação e manutenção às regiões do interior, mas também temos de combater muitos mercenários e para-quedistas que comem por conta do sistema vigente e que sistematicamente encostam à parede os próprios serviços do SNS, pensando exclusivamente na saúde como lucro pessoal. ...» Atento 18.01.2022, aqui.

Doze chefes de equipa das urgências do hospital de Beja apresentam demissão

Zé LG, 18.01.22

130420151031-871-HospitalBeja.jpgOs 12 chefes de equipa de Medicina Interna consideram que “as condições atuais não permitem assegurar cuidados aos doentes com a qualidade e segurança devidas” no Serviço de Urgência (SU) do hospital de Beja, pelo que apresentaram a demissão dos cargos “até que seja feita uma reavaliação da situação” do SU, “com resolução da carência de recursos humanos médicos e reapreciação das competências dos chefes de equipa”. Outros seis médicos do hospital de Beja subscreveram o documento em sinal de solidariedade para com os 12 chefes de equipa demissionários.
Os médicos referem que a decisão de apresentarem a demissão foi tomada agora “em virtude de uma situação ‘arrastada’ de declínio das condições de trabalho e de organização” do SU, “para a qual foi solicitada a atenção do conselho de administração” da ULSBA, “por inúmeras vezes, sem qualquer resposta efetiva”, consideram “aceitável um prazo de duas semanas para agendamento de uma reunião entre os elementos interessados” e avisam que, “na ausência de resposta, estão previstas medidas adicionais”.
Os 12 chefes de equipa também já pediram escusa de responsabilidade civil, juntamente com mais quatro médicos especialistas do hospital de Beja.

Paula Ramos (PS) renunciou ao cargo de presidente da Assembleia Municipal de Moura, em consequência da decisão do Tribunal

Zé LG, 15.01.22

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“Após ter sido eleita, surgiu uma queixa da bancada da CDU acerca de uma ilegibilidade que resultaria das funções que desempenhava como coordenadora da Comoiprel e simultaneamente Presidente da Assembleia Municipal de Moura”, divulgou Paula Ramos, acrescentando que: “Pensei em sair da Comoiprel e voltar à escola, já que sou docente e faço parte do Agrupamento de Escolas de Moura e cumprir o meu mandato enquanto membro. Porém, não resolvia o processo e tive de tomar esta decisão”.

A pronúncia do Procurador do Ministério Público, “deu razão à CDU e intentou junto do Tribunal Administrativo a acção de perda de mandato”, que considerou que: “a demandada revelou possuir plena consciência de que ... gerava uma situação de inelegibilidade especial” e que revelou "uma consciência aguda da sua existência, em termos de se poder afirmar a verificação de uma ilicitude grave e de uma culpa intensa”.

Desde o início de mandato já renunciaram ao mandato três eleitos do PS na Assembleia Municipal e seis elementos da lista da Assembleia da União de Freguesias de Moura e Santo Amador”.

Não poderiam ter outro fim?

Zé LG, 03.01.22

P1120572.JPGExistem muitos nestas condições. Centros de explorações agrícolas, que tiveram grande importância e com instalações modernas (para a época) e que, entretanto, se foram degradando, encontrando-se em ruínas. As razões para que tal aconteça, serão muitas e diversas. Mas não seria possível evitar que tal acontecesse, fazendo a sua manutenção e, eventualmente, dando-lhes utilizações diferentes das iniciais?...