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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Antigo presidente (PSD) da extinta Junta de Freguesia de São Jorge de Arroios, em Lisboa, foi condenado a oito anos de prisão

Zé LG, 22.02.20

João Taveira (PSD) foi condenado a oito anos de prisão, após ser julgado por seis crimes de peculato, cometidos entre 2005 e 2009. Para o Tribunal, não há dúvidas de que se aproveitou das “funções que exercia”.

Gastaram mais de 300 mil euros em viagens, restauração, combustível e na contratação de serviços e avenças, alguns celebrados com familiares. Utilizaram a construção da Casa da Lusofonia para “retirar dinheiro” à junta ou para “custear” despesas com viagens à Guiné-Bissau e Brasil, com despesas para a freguesia de 40.755 euros. Atribuíram “de forma irregular” bolsas de estudo a quatro bolseiros que “não eram residentes” na junta, sendo um deles João Belchior, membro dos órgãos da Secção E do PSD de Lisboa. Celebraram contratos de assessoria, consultoria e prestação de serviços com elementos dos órgãos da Secção E do PSD Lisboa, nomeadamente João Belchior, Francisco Catalão e Nuno Lopes, irmão de Rodrigo Neiva Lopes. A namorada de Rodrigo Neiva Lopes recebeu 32.730 euros a título de prestação de serviços. A mulher de João Taveira recebeu indevidamente da junta mais de 6.000 euros, entre 2008 e 2009. O ex-presidente da junta determinou que a junta pagasse 7.005 euros a um restaurante, sua propriedade…

"Comigo, toda a equipa sairia do campo"?

Zé LG, 19.02.20

Peter Bosz, treinador do Bayer Leverkusen, falou sobre o caso de racismo de que Marega foi vítima e mais duas situações semelhantes que aconteceram recentemente na Alemanha e disse que, se tivesse passado com algum jogador seu, "Toda a equipa sairia do campo".

Será que faria isso mesmo? Como se pode fazer uma afirmação destas sem passar pela situação em concreto? É positivo que assim pense. Mas esta afirmação é, pelo menos, deselegante para com Sérgio Conceição...

“Há criminalidade em todos os quadrantes”

Zé LG, 18.02.20

“Cova da Moura pertence à Amadora e não a Odivelas!...Disso sei eu, que já morei ao pé e ainda aqui estou! Depois disso fui morar para o bairro do Alto da Ajuda, onde aliás havia uma forte presença de famílias de etnia cigana, entre outras "raças" e nunca tive qualquer problema!...Alguns casos que defende, e que têm estado na ordem do dia, são isso mesmo, casos, no meio de comunidades mais vastas!...Há criminalidade em todos os quadrantes, que é independente da cor, raça ou meio social, que não deve ser objecto de generalização nem ser tomada como uma característica exclusiva de determinada etnia...É uma idiossincrasia do nosso tempo, violento, social e culturalmente disfuncional, que atravessa raças, etnias, credos, cores, etc...
Anónimo 17.02.2020”, aqui.

Obrigado Marega! A dignidade da pessoa humana é mais importante do que o resultado de um jogo de futebol.

Zé LG, 16.02.20

Alvo de insultos racistas, Marega abandona o jogo no D. Afonso Henriques

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Avançado do FC Porto não gostou das insultos provenientes das bancadas do D. Afonso Henriques e pediu para abandonar a partida, aos 73 minutos.

Alegadamente, Marega acabou mesmo por ser alvo de insultos racistas, pedindo ao treinador para abandonar a partida. Os responsáveis do FC Porto tentaram impedir, mas o avançado maliano estava determinado. Vários companheiros de equipa e alguns adversários tentaram demovê-lo, mas a decisão estava mesmo tomada por parte de Marega.

Moussa Marega, contrariando os seus e até adversários, perante a passividade do árbitro e das autoridades perante a prática de um crime público (racismo) tomou uma atitute que que o honra e deve honrar todos os que condenam o racismo e defendem o estado de direito. Esperemos que, com esta sua atitude, possa estar a abrir caminho para que seja travado um combate mais sério contra o racismo no desporto e na sociedade em geral e afastados dos espectáculos desportivos todos os que o praticam.

“A hostilidade e os estereótipos negativos relativamente aos ciganos persistiram.”

Zé LG, 03.02.20

bundesarchiv_r_165_bild-244-48_asperg_deportation_Foi apenas em 1982 que a Alemanha reconheceu oficialmente os crimes nazis contra os ciganos como um genocídio; as primeiras desculpas da França pela sua colaboração nos crimes nazis contra os Roms e os Sinti foram apresentadas em 2016.

Na URSS e na Europa de Leste, as experiências dos ciganos durante o genocídio foram igualmente amplamente ignoradas. Os ciganos que desejavam permanecer nómadas foram obrigados a instalar-se em casas. No período pós-comunista, a discriminação face aos ciganos aumentou, enquanto que as suas condições de vida e o acesso a serviços diminuíram fortemente.

O facto de que a verdadeira natureza e escala do genocídio cigano tenha sido negado, minimizado ou ignorado por tantos durante tanto tempo foi doloroso e enfurecedor para as vítimas e as suas famílias.

Apesar de ser tarde demais para retificar as injustiças que eles experienciaram, não é tarde demais para lidarmos com a marginalização e discriminação que enfrentam as comunidades ciganas hoje em dia em lugares como a Hungria, nos quais a discriminação e hostilidade contra os ciganos é comum, e a Ucrânia, onde grupos fascistas levaram a cabo muitos ataques violentos contra ciganos nos últimos anos. 

Câmara de Castro Verde confirmou destruição de peças da INSTALAÇÃO ARTÍSTICA DE PRESÉPIO e pediu desculpa aos autores

Zé LG, 26.12.19

"A Câmara Municipal de Castro Verde ..., para esclarecimento público, entende informar o seguinte:

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1 - O presépio foi exposto entre 2002 e 2016. Em 2017 e 2018, dado o seu estado avançado de degradação e os graves riscos para exibição pública, a Câmara Municipal optou por deixar de o apresentar para não pôr em causa a segurança das pessoas.

2 - ..., deve ficar claro que em nenhum momento o executivo da Câmara Municipal ordenou o desmantelamento propositado do presépio. Contudo, apurou-se agora, no decurso de trabalhos no estaleiro municipal, que algumas peças sofreram danos irreparáveis.

3 - O executivo da Câmara Municipal lamenta verdadeiramente o sucedido e assume, com toda a clareza, transparência e frontalidade, que é o único responsável pelo sucedido.

4 - ... a Câmara Municipal sempre respeitou a criatividade e o trabalho artístico associados ao presépio e, naturalmente, tem admiração, desde sempre, pelos autores da obra, a quem já manifestou o seu desalento e apresentou desculpas pelo ocorrido. …"

NOTA: Apesar de ter sidp publicado em 12 de dezembro às 12:09, só agora tive conhecimento desta informação da Câmara Municipal de Castro Verde, através de uma mensagem pessoal de António José Brito, seu presidente. Só publiquei o meu alvitre sobre o assunto no passado dia 24, porque esperei pelo esclarecimento da CMCV, de que só agora tive conhecimento, como referiu.

CÂMARA DE CASTRO VERDE DESTRÓI PATRIMÓNIO ARTÍSTICO

Zé LG, 24.12.19

Há anos, a Câmara Municipal de Castro Verde encomendou aos artistas locais Joaquim Rosa e Pedro Pinheiro, um presépio, executado por gente da terra. A ideia era a de que o presépio fosse anualmente acrescentado de novas peças que ocupassem algumas das principais vias do Centro da Vila, o que efectivamente aconteceu durante alguns anos.

78792598_2591726724257250_2460339124654047232_o.jpLogo após a sua tomada de posse, o novo executivo na Câmara Municipal de Castro Verde optou por não o colocar no espaço público, deixando as peças de autor num abandono visível aos olhos de muita gente. Não contente com essa situação, no início deste mês mandou destrui-las, ou permitiu que as destruíssem sem apurar responsabilidades pelo crime de lesa património cometido.

78746508_2591727237590532_1801335783890616320_n.jpA “vontade desmedida e irracional de querer apagar o passado sem olhar a meios” do actual executivo camarário, como acusa a CDU, ou qualquer outra explicação para o acontecido, deveria obrigar o executivo camarário a esclarecer a situação, a pedir desculpas públicas aos autores da obra artística e a toda a população e a recuperar as peças destruidas. Não fazê-lo, para além de cobardia política, revela também uma grande falta de respeito pelo património artístico municipal, pelos seus autores e, principalmente, pela população que se comprometeu servir.

PJ apreendeu cartas régias escritas entre os séculos XVII e XIX

Zé LG, 05.10.19

201910041109179824.jpgA Polícia Judiciária, através da Directoria do Sul, no âmbito de uma investigação em curso, procedeu à apreensão de um códice factício, constituído por 165 documentos, em bifólio de papel, manuscritos, entre os anos de 1623 e 1806, contendo maioritariamente cartas originais enviadas em nome do “Rei” do “Príncipe” do “Infante” e da “duquesa de Mântua” e endereçadas a figuras ilustres da cidade de Beja.

Estes documentos, que se encontravam em posse de particulares, foram apreendidos por terem sido levantadas dúvidas, pela Câmara Municipal de Beja, relativamente ao seu eventual descaminho do espólio do Estado e vão agora ser alvo de perícia, no Laboratório de Polícia Científica, com vista a determinar a sua autenticidade.

SEF detém em Beja e Alcácer dois suspeitos de tráfico humano

Zé LG, 10.07.19

O SEF adianta ainda, que os dois detidos são irmãos, cidadãos “oriundos do leste da Europa”, e que “recrutavam os trabalhadores a partir dos países de origem, através do aliciamento por melhores condições de vida”.

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“Já em território nacional as vítimas acabavam por ser exploradas em herdades agrícolas, na preparação da campanha da azeitona. Muitos deles acabaram privados da respetiva remuneração e com recurso a violência física”.

Proibido deitar entulho?

Zé LG, 05.06.19

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É por esta e por outras que há muito tempo defendo que em todas as aldeias devia ser definido um espaço onde as pessoas podiam depositar entulhos (definindo a quantidade máxima), que depois a Autarquia recolheria e transportaria para o Aterro Sanitário. Parece-me que esta será a única forma de evitarmos ter alguns caminhos junto das aldeias no estado que a fotografia mostra.