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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Baixas por doença ou isolamento Covid-19 até abril já ultrapassam todo o ano de 2021

Zé LG, 06.05.22

seguranca-social-750x430.jpgO número de baixas por doença e isolamento por Covid-19 ascendeu a 1.079.486 de janeiro a abril, superando a totalidade das baixas em 2021 e quase quadruplicado as de 2020, segundo as estatísticas da Segurança Social.

O pagamento das baixas por doença nestes quatro meses de 2022 ascendeu a 58,4 milhões de euros, a que se somam 181,3 milhões de euros para fazer face às baixas por isolamento, num total de 239,7 milhões de euros, o que ultrapassa a despesa registada pela Segurança Social ao longo de todo o ano de 2021 para fazer face a estas duas situações e que foi de 231,4 milhões de euros.

Os números da COVID-19 tiveram um acréscimo significativo na última semana, tendo a linha SNS 24 entupido novamente (passou de 11 mil para mais de 80 mil atendimentos num dia). Os impactos desta situação na economia e no resto das nossas vidas são evidentes à vista desarmada. Porque se deixou, praticamente, de falar da COVID-19, quando os seus impactos estão em crescendo?

A Terra está a ficar pouco recomendada para vivermos

Zé LG, 31.03.22

Ainda não saímos de uma pandemia a que se apressaram a chamar "guerra" e já temos uma guerra a sério, mandada fazer por um aspirante a imperador, cujo fim ainda não se vislumbra.

briga-e-discussao-imagem-animada-0010.gifTalvez sejam estas razões mais que suficientes para todo o tipo de excessos, de que refiro apenas dois exemplos recentes: O Presidente dos EUA chama "carniceiro" e outros "mimos" ao Presidente da Federação Russa (refiro os cargos que desempenham, para que se perceba que não são dois amigos desavindos depois de uns copos...); Na entrega dos Óscares, um comediante deu uma chapada no seu colega que fez a apresentação, porque não gostou da piada que este fez à sua esposa e foi aplaudido!... A exasperação que se nota nos relacionamentos entre as pessoas é bem evidente. Com exemplos destes...

“Long covid“ cresce e tem repercussões funcionais potencialmente graves

Zé LG, 17.03.22

Sem nome.pngA `long covid´ tem repercussões funcionais potencialmente graves, que interferem com a qualidade de vida e capacidade laboral das pessoas afetadas, com óbvio impacto socioeconómico, adianta a DGS, que considera que a “persistência dos sintomas além das quatro semanas tem vindo a ser pouco estudada nos cuidados de saúde primários, local de acompanhamento da maioria das infeções por SARS-CoV-2”.

O principal objetivo da abordagem prevista na norma da DGS à `long covid´ é o reconhecimento precoce de sintomas e sinais que possam indiciar “complicações graves e ameaçadoras da vida e a recuperação sintomática e funcional” da pessoa afetada.

O que distingue Jacinda Ardern de Boris Jonhson

Zé LG, 23.01.22

Jacinta.pngO meu casamento não vai acontecer. Não sou diferente de milhares de outros neozelandeses afetados pela pandemia. O mais desanimador é não poder estar com um ente querido quando este está doente”, disse a chefe de Governo, Jacinda Ardern.
O Governo de Jacinda Ardern vai impor, a partir da meia-noite (hora local) de hoje, regras mais rígidas sobre o uso de máscara, bem como a limitação de pessoas em eventos, devido ao aparecimento de um surto de nove casos da variante Ómicron após um casamento.

Atitude bem diferente da que teve Boris Jonhsom, que participou em festas na sede do governo em plena pandemia, quando tal era proibido pelo seu governo.

Como combater a COVID-19? - Reconhecer o óbvio… e prevenir.

Zé LG, 21.12.21

Sem nome.png

«...o Governo está a ponderar antecipar as medidas que já anunciou para a semana de contenção de 2 a 9 de janeiro.

A avançar a antecipação da semana de contenção, tal significará que já a partir da próxima semana o teletrabalho passa a ser obrigatório para todas as atividades em que tal seja possível e que não haverá discotecas abertas na passagem de ano.

O Presidente da República também se pronunciou sobre o tema, mas no sentido de se prolongar as medidas da semana de contenção depois de 9 de janeiro. “Se for necessário reforças as restrições, reforçamos”, disse.

a Direção-Geral da Saúde (DGS) assume que é preciso mais restrições uma vez que estamos numa fase de “elevada incerteza que provavelmente vai levar a um maior número de casos”. Graças Freitas admitiu que a semana de contenção “pode não ser suficiente perante este panorama” de crescimento da variante Ómicron.» Daqui.

 

Recordo o que aqui escrevi, em 26.11.21: Porque não prevenir em vez de remediar, evitando a repetição do que aconteceu no ano passado?

Abriu novo Centro de Testes Antigénio à Covid-19 em Beja

Zé LG, 20.12.21

teste.jpgSegundo a Câmara Municipal de Beja, este novo Centro, que irá reforçar o serviço já prestado pelas farmácias aderentes às testagens gratuitas, funciona no Parque de Feiras de Exposições de Beja, nos dias úteis das 9.00 às 17.00 horas, com entrada pelo portão dos testes COVID-19, junto ao Parque de Estacionamento do Parque. As marcações devem ser feitas previamente para os seguintes números de telefone:

- 808 303 203, testes entre as 9h00 e as 13h00;

- 93 0558390, testes entre as 13h00 e as 17h00.

Medidas anti-COVID-19 para tratar da ressaca das comemorações do Natal

Zé LG, 26.11.21

ac.pngO primeiro-ministro anunciou as medidas decididas pelo governo para travar a subida da pandemia. A que mais ressalta é a “seca” decretada para a primeira semana do novo ano, para tratar a ressaca dos “descuidos” das comemorações do Natal. Porque não prevenir em vez de remediar, evitando a repetição do que aconteceu no ano passado?

Exige-se a apresentação do resultado do teste, em diversas circunstâncias, mesmo para quem tenha sido vacinado. Mas que importância atribui o governo à vacina, que tanto promoveu e continua a promover, agora até paras as crianças dos 5 aos 12 anos, se o certificado de vacina não serve para nada?

Mais uma vez, vão ser os mesmos os mais penalizados com as “novas” medidas. É preciso teste (negativo?) para entrar num hotel mas não para nele permanecer, como se as pessoas ficassem “isoladas”, como se dele não saíssem e não contactassem com outras pessoas, eventualmente, infectadas...

A matéria é complexa e geradora de dúvidas. Ainda há bem pouco tempo nos prometiam ficarmos “a salvo” se atingíssemos a imunidade de grupo, de que se deixou de falar uma vez “alcançada”…

Vejam aqui as medidas anunciadas, entre recomendações e obrigações.

Hospital de Beja sem camas para doentes com Covid-19 que precisem de cuidados intensivos, devido a obras

Zé LG, 20.11.21

Hospital-768x432.jpgDesde o passado mês de setembro, quando começaram as obras de remodelação da Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), o Hospital de Beja “não tem camas de medicina intensiva afetas a doentes Covid-19”, sendo os doentes com Covid-19 internados no Hospital de Beja que precisem de cuidados intensivos transferidos para outros hospitais.
Desde o início das obras e até hoje, o hospital já transferiu oito doentes com Covid-19 e necessidade de cuidados intensivos para o Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) e para o Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém.
Devido às obras no espaço da UCI no piso 1, previstas terminar em março de 2022, o hospital só presta cuidados intensivos a utentes com outras doenças que não a Covid-19 e em oito camas no piso 3.

Não, não ficou tudo na mesma!... Ficou pior!

Zé LG, 10.10.21

202102011824137297.jpgLogo que surgiu a pandemia, muitas foram as vozes que se fizeram ouvir a garantir que nada iria ficar na mesma. À medida que a pandemia avançou e assustou mais, passámos a ouvir elogios, não só aos trabalhadores da Saúde, que foram catalogados de heróis, mas também a todos os que asseguravam que a vida continuasse, com referência a profissões tantas vezes ignoradas ou subestimadas como as ligadas à agricultura e à produção e distribuição de bens essenciais, que tiveram de continuar a trabalhar na mesma.

Chegados agora à fase em que parece estar a ser controlada a pandemia, os “heróis” ficaram com o título e continuaram com os problemas que os afecta(v)am. Os outros trabalhadores de áreas essenciais – para além dos já citados, os que produziram as vacinas e todos os produtos usados no combate à Covid-19) e tantos outros -, que durante um curto período inicial viram ser-lhes reconhecida a sua importância, voltaram a cair no esquecimento e a ver os meses a crescerem e os ordenados a minguarem.

Entretanto, as estatísticas mostram como grandes empresas, algumas apoiadas pelos Estados, multiplicaram os lucros e concentram a riqueza e as dificuldades dos trabalhadores, desempregados, reformados e pequenos empresários se acentuaram. Há mesmo empresas e outras entidades empregadoras que, à pala da pandemia – mesmo que esta não as tenha afectado -, estão a tentar retirar mais direitos aos trabalhadores…

Ou seja, efectivamente não está a ficar tudo na mesma à medida que caminhamos para o fim da pandemia. Está a ficar muito pior… porque, ao contrário do que se admitia, não foi por termos sido “todos metidos no mesmo barco” que a natureza humana evidenciou os seus aspectos mais positivos. Antes pelo contrário, a de alguns, designadamente dos têm mais poderes, está a evidenciar o que de pior tem...

A última(?) informação de Paulo Arsénio sobre o estado do Concelho de Beja em termos de COVID-19

Zé LG, 28.08.21

238880300_1254153838350190_2494968159567876313_n.j«Esta manhã, entre outras atividades, passagem pelo Centro de Vacinação COVID-19 de Beja para verificação com o pessoal da Câmara Municipal que presta serviço no espaço, sobre a adesão dos jovens de 16 e de 17 anos do concelho à vacinação . ...
A Vacinação é muito importante!
Beja está neste momento com 215 casos ativos, com muita gente a ser testada e portanto com tendência para subir, e é concelho de grau de risco "Muito Elevado", o mais elevado de todos.»

Esta foi a última informação do presidente da Câmara de Beja, feita na sua página do FB, dia 15, aqui. Desde então, não vi mais informação sua sobre a ebolução da pandemia, mantendo o concelho o "grau de risco "Muito Elevado", o mais elevado de todos". E que dizem e estão a fazer os serviços de saúde? Já não há nada a dizer e a fazer, para tentarmos controlar a situação a não ser esperarmos que a vacinação a controle?!...

Beja é um dos sete concelhos com maior incidência do coronavírus SARS-CoV-2

Zé LG, 28.08.21

239565665_3900459350058852_2992399624476320058_n.jBeja está entre os concelhos que apresentam maior incidência de infecções a 14 dias pelo novo coronavírus, onde estão Mourão e a que juntou Marvão. Alvito e Barrancos tem incidência zero.
Portugal tem esta sexta-feira sete concelhos com incidência do coronavírus SARS-CoV-2 superior a 960 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, mais dois do que na última sexta-feira.

Nos concelhos do distrito de Beja, registam-se, por ordem alfabética, os seguintes dados, sobre o covid-19 a 14 dias: Aljustrel-135, Almodôvar-375, Alvito-0, Barrancos-0, Beja-1002, Castro Verde-305, Cuba-594, Ferreira do Alentejo-218, Mértola-198, Moura-742, Odemira-272, Ourique-198, Serpa- 261 e Vidigueira-237.

E, perante esta grave situação, ninguém dá uma explicação nem qualquer esclarecimento?!... Não temos direito a isso? Já toda a gente, a começar pelas entidades responsáveis, "está nas tintas" para a COVID-19 e suas consequências? O que está a ser feito para travar e reduzir rapidamente o número de casos?

Desconstrução de sete mitos sobre a Covid-19

Zé LG, 17.08.21

coronavirus-covid-6-750x430.jpgUm ano e meio depois de o novo coronavírus invadir as vidas dos cidadãos a nível mundial, ainda são muitas as dúvidas que persistem, as perguntas sem resposta e os mitos que vão sendo espalhados. A pandemia provou ser o rastilho perfeito para a desinformação e para as notícias falsas, pelo que urge esclarecer e divulgar os dados científicos que já estão ao dispor da população.

Veja aqui a desconstrução dos sete dos mitos mais comuns, com base em informação oficial:

Já não nos preocupamos com a COPVID-19? Em Beja aumentou cinco vezes o número de casos activos num mês...

Zé LG, 16.08.21

238642787_3866629700108484_5691445836960526332_n.jNo dia 14.08.2021 encontravam-se 237 casos ativos e o dia 14.07.2021encontravam-se 46 casos ativos no concelho de Beja.

Como se pode verificar, o número de casos activos de COVID-19 no concelho de Beja aumentou mais de cinco vezes, num mês, sendo MUITO ELEVADO o risco de contrair a doença. Isto já não nos preocupa? Ninguém já perde tempo a explicar o que se passou, quantos e onde se localizam os principais focos? Que medidas estão a ser tomadas para evitar um eventual descontrolo da situação? Estão todos à espera que as vacinas façam "o milagre". E se tal não acontecer e se tivermos outra "onda"? Que explicações nos vão dar então? Que afinal a luz que se vislumbrava ao fundo do túnel não passava de um pirilampo?

Afinal o "pior cenário possível" admitido pela DGS concretizou-se

Zé LG, 15.08.21

DGS.pngNo último dia de fevereiro de 2020, em entrevista ao jornal Expresso, Graça Freitas admitia que, no pior cenário possível, seriam infetados com covid-19 um milhão de portugueses, sendo que na semana mais crítica poderia haver 21.000 casos. Em janeiro deste ano só num dia foram contabilizados mais de 16.000 infeções.

A previsão suscitou na altura polémica e apreensão. Graça Freitas convocou uma conferência de imprensa para dizer que afastava “completamente” a hipótese de um milhão de infetados. Daqui.

“Trabalhadores rurais de Odemira continuam a ser explorados e o Governo nada fez para resolver este problema”, afirma Alberto Matos

Zé LG, 05.08.21

ODEMIRA-Porta-ZMAR_800x800.jpgAlberto Matos, coordenador da delegação da associação Solidariedade Imigrante de Beja, lamenta que, três meses depois de o Governo ter prometido soluções para responder à falta de condições em que vivem os trabalhadores rurais de Odemira, nada tenha mudado. Alberto Matos afirma que se tratou de uma “operação cosmética e de marketing”.

“Isto é uma situação estrutural, não se altera com pormenores, nem com operações de marketing. Naturalmente, as culturas continuam a necessitar de mão-de-obra, o sistema de contratação continua exatamente o mesmo, isto é, através de intermediários que exploram os trabalhadores no trabalho, na habitação e no transporte. Portanto, podem ter baralhado e dado de novo, mudar as pessoas de algumas casas mais degradadas, mas basicamente a situação mantém-se”, sustenta Alberto Matos, que sublinha que a pandemia mostrou a fragilidade a que estes trabalhadores estão expostos, mas em setembro arrancam as campanhas das vinhas e da azeitona e o cenário vai repetir-se.