A Problemática da Água na Bacia do Sado em debate em Alvito
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Organizado pelos Estudos Gerais de Alvito, em parceria com o Município de Alvito, das 10h00 às 17h30.
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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
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A falta de meios aéreos para combate aos incêndios rurais no Baixco Alentejo preocupa os autarcas de Grândola, Ourique e Moura, que apelaram a uma solução urgente para dar resposta às populações, uma vez que a colocação dos três helicópteros de combate aos incêndios nos centros de meios aéreos (CMA) estava prevista para o dia 1 deste mês, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).
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Uma parte do concelho de Beja, cidade incluída, foi durante a tarde de sábado duramente atingida pela tempestade "Olivier". Como consequência da trovoada acompanhada de intensa precipitação num curto espaço de tempo, foram registadas 17 ocorrências de grande dimensão no espaço urbano, nomeadamente, 12 inundações na via ou em edifícios públicos, 3 arrastamentos de pedras e detritos para a via pública, 1 queda de muro e 1 levantamento de tampa de esgoto. A Câmara Municipal de Beja informa que serão reparados os pontos mais severamente afetados pela intensa chuva, conforme as condições meteorológicas dos próximos dias permitirem. Daqui.
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Na apresentação do Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Alentejo Litoral, Vítor Proença, presidente da CIMAL, alertou que “Se nada for feito, a escassez hídrica comprometerá o abastecimento público, particularmente na agricultura e na biodiversidade”, os fogos florestais “pela subida das temperaturas e pelos fenómenos extremos, como ventos fortes e humidades reduzidas”, assim como “a subida do nível do mar e dos rios”, são “os riscos mais visíveis” do impacto das alterações climáticas nesta região, o que “coloca em risco” as praias, incluindo o areal, “entre Troia e Sines ou as falésias entre a costa do Norte e toda a costa vicentina”, e “poderá inundar zonas ribeirinhas como Alcácer do Sal e a Comporta”, onde predominam os arrozais.
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«Bem sei que se convencionou chamar de fenómenos naturais todo o tipo de calamidades que acontecem sobretudo em meios densamente povoados, mas diria que são tudo menos "naturais", porque esses verdadeiramente sempre existiram (com maior ou menor intensidade)! Aquilo que habitualmente se resolveu apelidar como tal, são em termos gerais, resultado da acção voraz e descontrolada do Homem no meio que decidiu "domesticar" e subtrair à própria natureza! Lembro-me sempre daquela canção dos Kinks, Now and then:
"In the beginning of it all there was the land
And the sea and the sky
Then into the middle of it all there came man
To live on the land".
E no fundo é isso mesmo- damos cabo do planeta em nome do progresso e da felicidade colectiva! Para depois nos queixarmos da ferocidade da natureza! Uma porra!...» Anónimo, 06.11.2024, aqui.
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As tragédias provocadas pelos chamados fenómenos naturais acontecem com cada vez mais frequência, com intervalos mais curtos e com consequências mais graves.
Falei nos chamados fenómenos naturais, porque eles são provocados cada vez mais pelas actividades humanas.
Na tragédia registada na semana passada na região de Valência, no sudoeste de Espanha, isso ficou bem evidenciado. A começar por uma gestão urbanística que permitiu a construção de zonas industriais e habitacionais em áreas de grande vulnerabilidade às cheias e em profundidade sem capacidade de escoamento. Esta situação foi agora agravada pelas alterações climáticas, que provocou quantidades de chuva em curtos espaços de tempo como nunca se vira antes.
O desrespeito pela Natureza, a ganância de alguns, a grande especulação imobiliária associada à corrupção, a construção de génese clandestina ou de fraca qualidade e sem condições de segurança mínimas contribuem para o surgimento dos, cada vez mais, impropriamente chamados fenómenos naturais, com consequências cada vez mais graves e trágicas.
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A Câmara Municipal de Beja, em conjunto com a empresa IrRADIARE, apresentou o Programa Municipal de Ação Climática, que pretende capacitar o Município de Beja para lidar com os impactos previstos, com especial atenção nos setores e população mais vulneráveis às Alterações Climáticas, e visa implementar medidas para a promoção da sustentabilidade, em seis setores, entre eles a agricultura e os transportes e mobilidade.
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O 8º Seminário Anual adapt.local.24, que abordará temas relacionados com a adaptação local aos desafios da ação climática, realiza-se no Cineteatro Camacho Costa, em Odemira, no próximo dia 18.
«Numa altura particularmente sensível para o país em termos de gestão dos recursos hídricos e de incêndios florestais, a 8ª edição do Seminário adapt.local, coorganizada em parceria com o Município de Odemira, tem nestes dois temas o seu principal foco, e contará com a presença ativa de vários oradores especialistas, os quais, juntamente com os responsáveis políticos e técnicos autárquicos de todo o país, abordarão e debaterão os desafios da gestão local da floresta e da gestão da água», refere a autarquia. Ver PROGRAMA.
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A escassez de água deve ser combatida através de pelo menos quatro eixos de atuação diferentes. “A dessalinização é um, a reutilização da água é outro, novas captações e, sobretudo, muito maior eficiência”, defendeu o investigador Rodrigo Proença de Oliveira, doutorado em Planeamento e Gestão de Recursos Hídricos pela Universidade de Cornell (EUA), que falou sobre o tema no colóquio sobre “Alterações Climáticas, Seca e Recursos Hídricos”, promovido pela Associação dos Ex-Deputados da Assembleia d República (AEDAR), em Ferreira do Alentejo.
Defendeu a “análise da componente económica” para chegar a conclusões sobre “a relação custo-benefício” das intervenções propostas e, nesse sentido, revelou-se cético em relação aos transvases de água do Norte para o Sul do país, considerando, por isso, que é preciso avaliar “se os custos dessas obras são justificáveis perante o benefício que proporcionam” e admitiu que a dessalinização pode ser uma alternativa mais viável.
Quanto à eficiência, lembrou que “há muito trabalho a fazer na redução das perdas físicas das redes de abastecimento para consumo humano e agrícola”, onde viu “uma oportunidade”, assim como “usar melhor as águas superficiais e subterrâneas”.
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