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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Estar calado, não será solução para coisa nenhuma”

Zé LG, 25.09.20

“A cidadania acarreta responsabilidades que não terminam nos gestos e nas discorrências, mas começam por aí!… A consciência crítica já é um reflexo positivo de não resignação, de inconformismo e de participação social!… Dá trabalho, e obriga a esforços pessoais em nome colectivo!… Estar calado, não será solução para coisa nenhuma, assim como não o será a acção errática e irracional!”

Anónimo 24.09.2020, aqui.

“O que importa é praticar a política de uma nova forma, deixando para trás a “clubite”.”

Zé LG, 25.09.20

70365791_10205606536479761_4613475439241854976_n MO que está em causa não é quem pode atirar pedras e quem tem telhados de vidro. O que neste momento imperiosamente importa é praticar a política de uma nova forma, deixando para trás a “clubite”. O que hoje em dia está em causa é a definição de uma estratégia para Portugal, e também para a região, em todos os sectores da economia e da vida social. É uma tarefa de grande envergadura, pois claro. Precisa, para ser enfrentada, que se reúnam os recursos mais amplos que consigamos reunir. Seguramente, não será a União Europeia a determinar as prioridades de desenvolvimento do nosso País. Também na Saúde, obviamente, o teremos de fazer. Teremos de imaginar como se deverá processar a evolução e reforço do Serviço Nacional de Saúde. O empenho de todos nós cidadãos, na cooperação para descoberta de soluções para os problemas que nos constrangem é fundamental. Por isso, concordo com o sentido das palavras da Dra. Matos Pires, definindo o modo honesto e solidário de trabalhar, com o fito de beneficiar o interesse público.

Munhoz Frade 23.09.2020, aqui.

“É preciso muito mais, na acção política e no exercício da cidadania individual e colectiva!”

Zé LG, 22.09.20

“Pois. Mas quem é que pretende fazer, e quem é que atrapalha quem quer fazer?
Um lugar comum, que pode encerrar uma visão clarividente de que não é possível questionar os métodos, os agentes ou as políticas levadas a cabo!...Era só o que nos faltava, que ninguém pudesse pôr em causa o modo de fazer!...
Se é verdade que "periódica e esporadicamente vamos assistindo a alguma coisa de positivo que, felizmente, vai acontecendo por cá". Ser "profeta da desgraça" não ajuda, antes favorece a tristeza espiritual dos bejenses. Não demos ouvidos a estes "velhos do Restelo"! "Os bejenses acreditam nas suas capacidades! Não atrapalhem quem quer fazer!”...O problema não está na capacidade (ou falta dela) do povo alentejano, que me parece que já deu provas históricas suficientes de resiliência em momentos delicados da sua história, mas na forma como os arautos da verdade pretendem conduzir a região em nome colectivo, sem contar com a participação de todos!...E já agora, os alentejanos não são profetas da desgraça nem têm problemas de natureza espiritual ( fosse esse o mal maior); antes conhecem, profundamente os problemas da região como ninguém! ...E tendo durante anos a fio, confiado responsabilidades nos seus representantes, se vêm pessimistas, pelos parcos resultados alcançados!...O Povo alentejano também é resistente nas suas aspirações, mas infelizmente quem nos representa não se tem mostrado à altura desse desafio!...E aqui o problema será transversal, numa relação de impotência por um lado, e de falta de assertividade no plano da representatividade dos dirigentes!...É preciso muito mais, na acção política e no exercício da cidadania individual e colectiva!...Mas também não será menos importante colocar de lado as diferenças ou conflitos de natureza partidária (com as suas proporções provincianas), em nome do superior interesse de defesa da maior região do País!”

Anónimo 21.09.2020, aqui.

PS e PSD criam mais dificuldades às candidaturas de Movimentos Independentes

Zé LG, 27.08.20

331310_295805637106613_145786679_o AMAI.jpgPS e PSD unidos para dificultar (ainda mais) as candidaturas autárquicas dos GCE (Grupos de Cidadãos Eleitores), vulgarmente intitulados Movimentos Independentes.

Não bastava, que ao contrário das candidaturas partidárias não tivessem isenção do IVA, agora propõem que os GCE sejam impedidos de, no mesmo concelho, utilizarem a mesma denominação, símbolo e sigla, nas candidaturas das Assembleias de freguesia (AF) que utilizam nas Camaras (CM) e Assembleias Municipais (AM). Ou seja, na AF os GCE têm de candidatar-se com outro GCE. Então quando um GCE se candidata à CM e à AM, não está a abranger todo o concelho ? E não são os mesmos cidadãos eleitores que legitimamente votarão nos três órgãos (CM, AM e AF) !!!!

 

 

Comissão de Utentes de Beja pede “a reabertura imediata das extensões de saúde”

Zé LG, 20.08.20

A Comissão de Utentes de Beja faz o ponto de situação, revelando que “há freguesias do concelho de Beja onde não vai um médico há mais de três meses” e, preocupada com “o agravamento das situações de saúde destas pessoas”, uma vez que “consultas por telefone não são, nem podem ser, alternativa às presenciais”, pede “a reabertura imediata das extensões de saúde”.

76615076_2369031209980176_1107038605206880256_o.jpPara a Comissão de Utentes de Beja “é preciso que seja feita a reabertura imediata das extensões de saúde, de forma a permitir a continuidade dos cuidados de saúde de proximidade, assim como fomentar os cuidados domiciliários”. “Mas sem esquecer”, que “são necessários mais investimentos no SNS - contratando mais profissionais e equipamentos para hospitais e centros de saúde - e que esta é uma responsabilidade do Governo”.

À atenção da UF de Santiago Maior e S. João Baptista: é preciso um balde para o lixo

Zé LG, 19.07.20

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IMG_4748.JPGComo as fotografias mostram, o Largo Francisco Miguel Duarte, no Penedo Gordo, precisa de um balde para o lixo. Este largo é um dos lugares mais aprazíveis da Aldeia e por isso muito procurado para encontros familiares e de amigos, que nem sempre o deixam nas melhores condições de limpeza. Pode-se falar em falta de civismo dos utentes, mas, mesmo que queiram, não têm onde deitar o lixo. Certamente que um balde e a recolha frequente do lixo evitaria esta situação num espaço onde existe um parque infantil.

“A autarquia não pode e nem deve fechar os olhos”

Zé LG, 13.06.20

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Quanto à higiene da nossa cidade e o civismo de algumas pessoas, onde se incluem os dejectos caninos que aparecem por todo o lado e por lá permanecem até à sua degradação natural., a autarquia não pode e nem deve fechar os olhos, e considerar-se de antemão vencida nesta batalha.
À que fazer um esforço e tomar decisões, boas ou más. Mas, pelo menos, manifestar a sua intenção de alterar o atual estado a que as ruas da cidade chegaram.

Anónimo 11.08.2019 14:15”, aqui. Fotografia daqui.

“Agricultura do sudoeste alentejano continua a alimentar o país” ou está a seguir um “caminho extremamente arriscado”?

Zé LG, 31.03.20

imgLoader2.ashx estufas.jpgO Movimento Juntos Pelo Sudoeste acusou empresas frutícolas de Odemira e Aljezur de seguirem um “caminho extremamente arriscado” ao continuarem a operar, podendo “colocar em risco a saúde de milhares de pessoas”, devido à pandemia de covid- 19. “Poderá ser uma decisão economicista, em contraciclo com muitas outras empresas no país que foram obrigadas a parar”.

O comunicado do movimento surge em reação a uma nota de imprensa da Associação dos Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos Concelhos de Odemira e Aljezur (AHSA), com o título "Agricultura do sudoeste alentejano continua a alimentar o país”. As associadas da AHSA, que "representam mais de 200 milhões de euros de faturação anual", mantêm "atividade em pleno", apesar da pandemia de covid-19, e "Continuam a operar e a alimentar a cadeia de distribuição nacional e internacional", seguindo "todas as orientações das autoridades" e priorizarando “ao máximo a prevenção e a implementação e adaptação dos seus planos de contingência".

Associação Amigos das Fortes recusa convite da Câmara de Ferreira do Alentejo

Zé LG, 05.03.20

A Associação Ambiental dos Amigos das Fortes (AAAF), convidada para o dia do município de Ferreira do Alentejo, que se assinala hoje, para uma sessão solene a realizar frente à Câmara Municipal, com a presença das associações e os respetivos estandartes, declinou o convite como forma de protesto contra a situação que as Fortes vivem há mais de 12 anos.

202003041945101966.jpgFátima Mourão frisou, ainda, que o compromisso da Associação é “estar ao lado da população das Fortes e procurar que a Câmara de Ferreira do Alentejo execute o papel a que está confinada, defender as populações, responder a problemas concretos e fomentar a nossa participação nas políticas correspondentes.”

“Juntos pelo Sudoeste” entregou petição com 6 000 assinaturas na AR para impedir que “a área coberta de plástico triplique”

Zé LG, 04.03.20

202003021542599596.jpg“Juntos pelo Sudoeste” (JPS), o movimento de cidadãos de Odemira e Aljezur que se juntou para impedir que “a área coberta de plástico que já existe no parque” se “triplique”, como está previsto na resolução do Conselho de Ministros n.º 179/2019, aprovada pelo anterior Governo, entregou, na Assembleia da República, uma petição pública com cerca de seis mil assinaturas”, com o objectivo de “levar este tema a debate na Assembleia da República para que seja cuidadosamente analisado”, porque “numa região que é Parque Natural há compromissos que não estão a ser cumpridos”.
“Juntos pelo Sudoeste” criou a petição “O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina não aguenta mais agricultura intensiva”, que pretende também impedir a colocação de contentores dentro das explorações agrícolas para mais trabalhadores emigrantes até 36 mil pessoas”. Daqui e daqui.

Proposta de gestão partilhada de Pisões e dos Museus de Beja

Zé LG, 08.02.20

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«... Em minha opinião, essa ligação poderia/deveria passar por um modelo que, agregando as três entidades – Direção Regional, Universidade e Câmara Municipal – desse origem a uma única entidade responsável pela gestão conjunta do museu (incluído naturalmente o seu Núcleo Visigótico), de Pisões e, eventualmente, do Núcleo Museológico da Rua do Sembrano. Deixo de fora o Centro de Arqueologia e Artes e o sítio arqueológico anexo, que aguardam, por parte da autarquia, uma decisão sobre o seu futuro e modelo de funcionamento.

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Essa nova entidade deveria ter uma administração tripartida, coadjuvada por um conselho consultivo alargado e, tal como prevê o citado decreto-lei, um diretor recrutado “…através de concurso público (…) a quem são delegadas competências para uma gestão responsável, que prime pela transparência e pelo cumprimento do quadro legal vigente e que se adeque às características do equipamento em causa, permitindo agilizar a operacionalização do seu plano de atividades do setor”. ...»

José Filipe Murteira, aqui.

Petição para revogação de Resolução que permite aumentar área de estufas até 40 % e de contentores no Perímetro de Rega do Mira

Zé LG, 24.01.20

imgLoader2.ashx.jpg“Temos cerca de 11 por cento da agricultura intensiva coberta por plástico e aquilo que a resolução [do Conselho de Ministros] diz é que pode vir a aumentar até 40 por cento, além da autorização, a título excecional, de contentores dentro das explorações agrícolas” e da "contratação de milhares de trabalhadores asiáticos em condições pouco claras”, disse Fátima Teixeira, porta-voz do movimento que lançou a petição.

O movimento alerta para as consequências “nefastas” de práticas agrícolas “que apostam na utilização intensiva de água para rega, plásticos, fertilizantes e pesticidas sintéticos”, no “Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, uma zona de excelência, com recursos ambientais que é preciso proteger. Estamos a destruir um património ambiental que é único”, pelo que é urgente “resolver os problemas que já existem ao nível de estufas, de agricultura intensiva e da capacidade para acolher tantos imigrantes” antes de se avançar para a expansão da atividade agrícola.

É urgente travar este avanço e proteger as zonas sensíveis do ponto de vista ecológico, assim como as populações dos aglomerados urbanos, das contaminações desta agroindústria, sendo por isso imperativo a demarcação de uma faixa mínima de 1.000 metros a partir da linha de costa e de 500 metros dos perímetros urbanos, livres de agricultura intensiva”.

"Olá cidadania, como estás?"

Zé LG, 09.12.19

rita_medinas_3.png"Já há tanto tempo que não te vejo. Pensando bem, não sei se te cheguei a conhecer. Penso que te imaginei nos meus tempos de inocência, nos mesmos tempos em que cheguei a pensar mesmo que existia uma fada mágica que trocava o nosso dente de leite, por uma prenda.

Confundo-te imenso com a solidariedade e equidade. Uma das vossas parecenças é que não estão presentes; o vosso significado aparece, apenas, no dicionário para fazer inveja."

Leia aqui o resto do texto de Rita Medinas, natural de Reguengos de Monsaraz, com dezoito anos e estudante do Curso de Português na Universidade de Coimbra.

“Quando se unem Funcionários, Alunos, Professores, Pais e Encarregados de Educação na mesma luta, tenho a certeza que a razão lhes assiste”

Zé LG, 05.12.19

"Temos assistido desde o início oficial do ano lectivo, a contestações e a várias iniciativas dos trabalhadores, encarregados de educação e professores, com o objectivo de questionar, reivindicar e exigir melhores condições de trabalho.
Não têm sido levantadas as questões que envolvem os baixos salários, e outras questões materiais que normalmente são exigidas.
Estamos perante uma nova exigência legítima, onde a falta de recursos humanos levam outros à exaustão. Verificamos também a existência da consciência dos trabalhadores, relativamente às responsabilidades que a sua função encerra, alegando e declarando...."que não podemos trabalhar assim. Assim não podemos continuar a assumir as nossas responsabilidades".
...
Estamos perante uma evidência.… as crianças não estão seguras nas escolas, os pais preocupados, os professores também.
Será que é incomportável para o Governo criar algumas centenas de postos de trabalho para responder a estas preocupações ? Será que temos assim tantas dificuldades financeiras enquanto país, que não estejamos disponíveis para este minúsculo investimento ?
… CGP - Anónimo 04.12.2019 12:24", aqui.

“É mais urgente salvaguardar o que resta do património natural do Alentejo”

Zé LG, 19.11.19

P1060215.JPG“… Falta fazer muito..., no sentido da preservação e disciplina na implementação de mais culturas deste tipo, e para isso é premente que todos os organismos da tutela falem a uma só voz e em tempo útil! … é necessário investimento agrícola sim, mas é mais urgente salvaguardar o que resta do património natural do Alentejo, porque aí também reside parte da actividade turística e social desta vasta região!”

Anónimo 18.11.2019 19:12, aqui.

“Os Baixo-Alentejanos estão verdadeiramente interessados em resolver os seus problemas?”

Zé LG, 19.11.19

Sim, isso foi feito, mas ao que parece com poucos ou nenhuns resultados!.. E só isso já seria matéria para reflexão interna. Os autarcas e os políticos que em geral foram legitimados pelo voto, é que deveriam mostrar mais respeito pelos cidadãos! No entanto parece que nem isso constitui mal maior, porque se insiste na fórmula! Os Baixo-Alentejanos estão verdadeiramente interessados em resolver os seus problemas? É a pergunta que me coloco muitas vezes, porque a dúvida persiste!… estamos demasiado fragmentados e sós e demasiado preocupados com as nossas quintinhas para a causa ganhar a expressão necessária! Mas aqui o mal é mais endémico do que circunstancial… Seja como for, nada se perde em insistir ainda que o caminho seja tortuoso!
Anónimo 16.11.2019 23:29, aqui.

Beja “tem as suas particularidades e para mim tem futuro... temos de ser mais que isto.”

Zé LG, 18.11.19

"Realmente e infelizmente Beja tem cada vez mais pequenez de espírito e menos vozes que se erguem precisamente devido à atitude intrínseca espelhada neste comentário, acabe-se com a maledicência gratuita, a inveja, a ignorância, a procrastinação, a desunião, o egoísmo nesta cidade, quando o assunto é o nosso futuro coletivo! Parem com as comparações e com a vitimização, a nossa cidade não é um campo de batalha entre vermelhos e rosas, os interesses coletivos não servem para instrumentalizacões políticas, a nossa cidade não é Évora, não é Faro, não é Castelo Branco, etc. tem as suas particularidades e para mim tem futuro... ouvir um bejense dizer mal da comitiva Beja Merece+ é inqualificável, é mesmo o retrato do que somos, que seja o ponto final dessa forma de estar, temos de ser mais que isto.
José Dores 16.11.2019 23:35", aqui.

“É evidente que a Câmara não está a fazer um trabalho competente”

Zé LG, 18.11.19

“… é notória, a falta de caixotes de lixo , … nas zonas mais movimentadas, sendo esta falha da total responsabilidade da Câmara Municipal de Beja.

Atualmente, os caixotes do lixo encontram-se quase sempre esgotados na sua capacidade, acabando por obrigar as pessoas a colocar o lixo de fora dos contentores, trazendo insalubridade às ruas e criando uma paisagem horrível da cidade, …

lixo.jpeg… Não sei se o problema é falta de veículos, funcionários ou simplesmente má organização. Mas que há um problema, isso é inegável, …

Não estamos bem, ...”

In Mais Beja, aqui.

“Mas "PORRA PÁ" a "gente" precisa de mais...”

Zé LG, 16.11.19

"Mais uma vez, estamos a constatar o desinvestimento a que os sucessivos governos de Portugal têm remetido o nosso Alentejo.
Toda a "gente" diz bem e gosta do Alentejo....Quer pela gastronomia, quer pelo vinho, quer pelo sossego, quer pela qualidade do pão e do ar que respiramos.
Mas "PORRA PÁ" a "gente" precisa de mais...
Anónimo 12.11.2019 12:18", aqui.

Deixem-se de merdas!

Zé LG, 16.11.19

A propósito da deslocação de uma delegação do “Beja Merece +” a Bruxelas, a convite da bejense deputada europeia Maria da Graça Carvalho, têm sido escritos os maiores disparates que imaginar se podia. Tudo serve para acusar todos os intervenientes de alguma coisa. Ou seja, atira-se a tudo o que mexe. E se alguém não quer ser acusado de alguma coisa, o melhor é enfiar-se nas pantufas e não sair de casa…

beja+.jpgVamos aos factos e às opiniões:

1. Uma bejense, deputada do PSD no Parlamento Europeu, promoveu a deslocação de uma delegação do “Beja Merece +”, para contactos com instituições da União Europeia.

2 – A deputada do PSD pode ter tirado proveito político da iniciativa. Talvez. Porque é que deputados dos outros partidos não tiveram a iniciativa?

3. O “Beja Merece +” constituiu a delegação com os seus membros mais activos e outras pessoas que, pela funções que desempenham ou pela visibilidade que têm, melhor podiam contribuir para dar visibilidade ao Movimento e às posições que defende.

4. A deslocação, para além de aspectos lúdicos, que costumam ser os mais criticados, muitas vezes por inveja, certamente que contribuiu para o enriquecimento dos que integraram a delegação, quer pelo conhecimento entre eles, quer pelo melhor conhecimento do funcionamento das instituições da UE.

5. Da deslocação não resultaram – nem era expectável que resultassem -, resultados práticos imediatos, porque a responsabilidade pela resolução dos problemas é do nosso governo.

6. Desta iniciativa resultou maior visibilidade - vejam-se aos inúmeras reportagens de ocs nacionais e regionais e publicações nas redes sociais -, para a necessidade e a premência da região ser dotada de acessibilidades básicas, que contibuam para combater o seu isolamento e facilitem o seu desenvolvimento, integrado no todo nacional.

E se, em vez de procuramos falhas em tudo o que mexe e criticarmos todos os que fazem mexer, fôssemos capazes de, com humildade, reconhecer que ainda há quem saia da sua zona de conformo para lutar pela sua / nossa região, pela criação de condições necessárias à fixação de pessoas, que combatam o despovoamento e a desertificação em curso?

Todos os que fazem merecem críticas – eles e as suas acções. Mas mais críticas merecem os que nada fazem e que se limitam a dizer mal dos que fazem.