Ceia da Silva reclama “discriminação positiva” para “inverter a tendência” de diminuição da população e “atrair e fixar pessoas”
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, António Ceia da Silva, reclamou para a região uma “discriminação positiva” do Governo, com reflexo no próximo quadro comunitário, para “contrariar” a perda populacional, numa reação aos dados preliminares dos Censos 2021.
“O Alentejo deve ter essa discriminação positiva” na distribuição das verbas europeias para “ter mais recursos alocados e, obviamente, devidamente utilizados e da forma mais consentânea possível”. Ceia da Silva deu outro exemplo da discriminação positiva que defende para o Alentejo, defendendo que “as empresas que se instalarem no interior” devem poder “ter bonificações ao nível das suas contribuições e dos seus impostos”.
«Sempre fui defensor, devo até dizer entusiasta, da regionalização. ..., com particular destaque para a criação de um grau de governação intermédio entre os municípios e a Administração Central, significando isto, uma melhor “governança” com maior proximidade entre eleitos e eleitores, “mais próximo da população com maior eficiência e eficácia (princípio da subsidiariedade a pautar a ação política) potencializando os recursos endógenos regionais/locais, e desenvolvendo uma visão regional estratégica e mais integrada do território”.
Ceia da Silva, actual presidente da ERT Alentejo/Ribatejo, diz ambicionar “uma CCDR mais inteligente, capaz de, no plano interno, produzir reflexão e programação sobre a região” e afirma que a mesma “precisa de descer ao terreno, indo ao encontro dos cidadãos.” “A afirmação do Alentejo e da sua economia no plano internacional” é outra das suas prioridades.
“A propósito da eleição do próximo Presidente da CCDR Alentejo, vai nas redes sociais, frequentadas pelas gentes de Beja, um alarido que é bem demonstrativo das razões porque o Distrito está estagnado, a mal decência, a desconfiança permanente naqueles que governam na região e localmente, a desorganização da sociedade civil, enquanto elementos indutores de desenvolvimento, o reafirmar quotidiano de que são preteridos nas políticas públicas em detrimento de Évora, mentido a si próprios sobre o domínio de Évora nos organismos regionais liderantes do desenvolvimento o que é um embuste que tem como único objetivo esconder as suas reais e evidentes responsabilidades pela situação que o Distrito vive.
“Embora não morra de amores pela figura de Ceia da Silva, acho que neste leque de escolhas, ainda será o menos mau!… Por força do cargo que ocupa, é figura com visibilidade, e fortes relações institucionais e políticas, pelo que não estranho a escolha…
O plano de recuperação económica e social do país está na ordem do dia e no que se refere à região, o, recentemente eleito, presidente da Federação do Baixo Alentejo do PS diz que esta “é uma oportunidade em que não se pode falhar”. Defensor da região Baixo Alentejo, Nelson Brito quer “um novo referendo sobre regionalização” e promete “uma nova atitude” em defesa do território, nos mais variados aspetos.
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O Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, participa numa sessão conjunta organizada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Alentejo (CCDRA) e pelo Fórum da Economia Circular do Alentejo, para debater precisamente a economia circular, no âmbito da Agenda Regional para a Economia Circular do Alentejo, nesta