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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“o utente tem que adivinhar que vai ficar doente, que vai ter uma dor aguda”

Zé LG, 13.08.22

centro-de-saude-1.jpg«Não sei se deva rir ou chorar. Presentemente a Urgência no Centro de Saúde funciona por marcação, uma coisa nunca vista uma Urgência funcionar por marcação, o que quer dizer que um utente que tenha que ir de urgência ao Centro de Saúde não pode ser atendido porque tem que ser por marcação, portanto o utente tem que adivinhar que vai ficar doente, que vai ter uma dor aguda. Agora ainda querem encaminhar os casos que aparecem na Urgência do Hospital para os Centros de Saúde, que por sua vez não têm vaga porque funcionam por marcação, ou seja de manhã fica logo esgotada e da parte da tarde fica logo esgotada às 14h. Francamente haja paciência para tanta falta de incompetência.» Anónimo 10.08.2022, aqui.

IPBeja quer mais alunos estrangeiros para “poder abrir alguns cursos” e “manter os fracos professores”?

Zé LG, 08.08.22

202207220942462189.jpg«..., gostaria de dizer que considero que uma instituição de ensino superior em Beja pode ser um grande factor de desenvolvimento concelhio e até mesmo regional. Por este motivo, considero que tudo se deve fazer para que se mantenha em funcionamento. Porém, com padrões que garantam uma formação robusta e de qualidade. Ressalvo ainda que, em meu entender, se em algumas escolas do IPB isso acontece, isso não pode ser generalizado a todas. ...

O facto do IPB ter alunos estrangeiros ... pode até ser interessante. Porém, o que se passa no IPB é que o número destes alunos é um escândalo. E o mais grave é que estes alunos só existem para que possam abrir alguns cursos, pois de contrário o IPB fecharia as suas portas por falta de alunos.

E porque é que interessa abrir alguns cursos? Ora para manter os fracos professores que por lá ficaram por não terem outras alternativas. É certo que esta apreciação também não se pode generalizar pois entendo que existem muito bons professores que se mantêm na instituição, mas o certo é que o percurso de alguns foi mesmo este.

... faz sentido andarmos a formar licenciados e mestres à custa dos nossos impostos para isso? Parece que a resposta que todos daremos mais facilmente é: não!...

Então, porque se continua a apostar nesta forma de gastar os nossos impostos se isso apenas serve para alguns "professores" se manterem a receber os seus vencimentos chorudos? … comentário de Pica do 7, 03.08.2022, aqui.

Estamos “mais focados na maledicência sem a mínima preocupação com o futuro do seu território”?

Zé LG, 06.08.22

imbecilidade-humana-ignorancia.jpg«O Governo de António Costa desistiu do Baixo Alentejo há muito tempo. Pelo menos é o que parece. E os Baixo Alentejanos deixam-se estar, mais focados na maledicência sem a mínima preocupação com o futuro do seu território, que sabem já condenado. E se alguém faz alguma coisa para agitar as águas ou tentar que alguma coisa ande, é logo rotulado, comentado e "aconselhado" a estar quieto. Digam-me uma pessoa do distrito de Beja que tenha algum peso nas decisões politicas de hoje e dou-lhe uma moeda de ouro.» Anónimo 05.08.2022, aqui.

O privado só aparece quando o Estado o falha

Zé LG, 12.07.22

22311692_yTgte.jpeg«E o problema persiste, porque somos incultos, preguiçosos e apáticos. O povo só reclama dos serviços públicos, quando os utiliza, e junto de quem não tem culpa - os trabalhadores - quando deveria pensar, à priori, e nas consequências de ter serviços públicos, sem capacidade ou investimento, porque amanhã, todos iremos lá parar, num hospital do SNS.

O Partido Socialista, muito tem prometido, mas nada concretizou para melhorar os cuidados de saúde do interior do país. Prova disso, é o crescimento do número de portugueses com seguro de saúde privado, ADSE ou outros sub-sistemas de saúde e o surgimento, a cada ano, de mais instituições privadas de saúde. O privado só aparece, quando os outros falham, neste caso o Estado.» MAIS BEJA, aqui.

Hospital de Beja é, cada vez mais, um hospital-contentor

Zé LG, 11.07.22

22311696_GYmpk.jpeg«… Basta qualquer utente ir ao Serviço de Urgência do Hospital José Joaquim Fernandes, e depara-se facilmente com a carência de médicos, bem como uma estrutura física pequena e desatualizada para acomodar os doentes que lá se encontram. Além disso, basta dar uma volta pelo recinto, para constatar que o único hospital da região se tornou um hospital-contentor. Serviço de Urgência COVID-19 -> Contentores. Consultas externas de pediatria -> Contentores. Consultas de diabetologia -> Contentores. O próprio Concelho de Administração -> Contentores. Serviço de Urgência pediátrico -> Contentores.

Em suma, o único hospital da região, além da carência de material e de recursos humanos, é uma estrutura física cheia de remendas, em que os défices vão sendo “tapados” com contentores, que, acredito, não serão temporários, e sim definitivos, nunca sendo criada uma solução para as necessidades da população, que paga elevados impostos, por fracos cuidados de saúde.» MAIS BEJA, aqui.

“Quando há passividade, conformismo ou comodismo não se exerce influência sobre o dia-a-dia da governação”

Zé LG, 03.07.22

«Vivemos em democracia, elegemos os nossos governantes, a responsabilidade é colectiva. Mas a democracia não se esgota nisso. Manifestar-se, protestar, reivindicar, são direitos, mas de exercício voluntário. Quando há passividade, conformismo ou comodismo não se exerce influência sobre o dia-a-dia da governação. Deixam-se os meios de comunicação social fazerem-no. Para o bem e para o mal. Se assim é, nós cidadãos é que não podemos sacudir a água do capote.» Anónimo 02.07.2022, aqui.

“Não seria mais sensato, anunciar o início da construção, quando fosse realmente uma certeza?”

Zé LG, 22.06.22

foto_vice_beja-300x249.jpg«Mas qualquer coisa não está objectivamente clara! Os promotores "tinham a expectativa de arranque da obra até final do ano passado"- ter expectativa não é mau em si mesmo, daí até haver condições para lançar a obra, pode ir uma distância ainda grande - com a carga burocrática que o País visceralmente possui, seria talvez uma expectativa muito alta! Uma coisa é certa, andou meio mundo a apregoar alto e bom som, que estaria para breve o arranque, quando afinal nem o projecto está aprovado! E calculamos todos, o tempo que medeia entre a concepção, a aprovação final por todas as entidades, e o lançamento da obra (que não será pequena)! Não seria mais sensato, anunciar o início da construção, quando fosse realmente uma certeza? Cheio de boas intenções está o inferno cheio!...Posto isto, já ninguém saberá ao certo (pelos vistos nem mesmo a autarquia) se teremos hospital ou não!...Uma porra.» Anónimo 21.06.2022, aqui.

Fulanização do debate

Zé LG, 21.06.22

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Dificilmente se consegue debater seja o que quer que seja, sem se cair na fulanização. O que importa é saber quem disse, para que em função de quem é, apreciado geralmente de forma depreciativa, se criticar, não pelo que disse, mas porque o disse.

Dificilmente se consegue debater qualquer ideia pelo que vale em si mesma. A ideia é boa ou má consoante é de alguém que estimamos ou detestamos. Como se alguém, por pior que seja ou tenha sido, não possa ter uma boa ideia, válida para a comunidade ou sociedade...

Câmara de Beja não cumpre competências básicas. Porquê?

Zé LG, 20.06.22

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Como já aqui tenho alvitrado algumas vezes, o Penedo Gordo tem os arruamentos num péssimo estado de conservação. Os arruamentos dos bairros do Moinho e da Casa do Povo e os por onde circulam os transportes públicos há muito que reclamam manutenção. Como esta não foi feita, agora têm de ser reparados com custos muito mais elevados. A responsabilidade dos arruamentos é exclusiva da Câmara Municipal. Quando tanto se fala em desenvolvimento, é uma vergonha não satisfazer as necessidades básicas das populações. E é ainda mais vergonhoso o Executivo Camarário não querer indicar quando o fará.

Regionalização versus descentralização

Zé LG, 02.06.22

«Regionalização não significa descentralização para os municípios.

Na área da saúde, não pode significar municipalização, pois isso teria como consequência a perversão do princípio de igualdade de acesso universal. Os serviços de saúde não podem estar dependentes das capacidades orçamentais das câmaras. Os munícipes dos concelhos com menores receitas ficariam prejudicados. Os investimentos e os recursos terão de continuar a ser responsabilidade da administração central. Na área da educação, a mesma coisa. Regionalização só pode significar poder de participação e decisão mais próximos das populações.»

«Ao contrário.

Ninguém melhor do que os eleitos e responsáveis dos municípios para resolver os problemas dos seus munícipes. Isto devido às sua proximidade, e ao conhecimento dos problemas no terreno. Bem ao contrário longínquas direções regionais e dos ministérios, que pouco ou nenhum conhecimento têm da realidade e das carências de quem vive bem longe. Era está a palavra de ordem logo após o 25 de abril de 1974. Porque é que de repente, 50 anos depois, muda assim de forma tão radical?»

Anónimos 01.06.2022, aqui.

Para quando a explicação sobre as razões do fracasso da candidatura a financiamento da programação do Pax Julia?

Zé LG, 01.06.22

202101151115505352.jpg«Talvez fosse desejável e expectável uma explicação sobre as razões que levaram a este fracasso da candidatura bejense, numa área crucial para a programação cultural, e para a má imagem que deixámos todos enquanto região! Se a pontuação foi tão escassa, será certamente porque não foram preenchidos em sede de sustentação da candidatura, os requisitos suficientes! Como não há uma explicação de nenhum responsável, fica no ar a dúvida e a estupefação generalizadas! Já chega de sermos parente pobre em muitas outras áreas, mas seria de bom tom (usando um eufemismo) os dirigentes locais virem a público esclarecer a população sobre o sucedido! Digo eu...» Anónimo 01.06.2022, aqui.

“Que cidade queremos construir?”

Zé LG, 14.04.22

Sem nome.png«A escritora norte-americana Jane Jacobs escreveu: “Os seres humanos, é óbvio, fazem parte da natureza, assim como os ursos-pardos e as abelhas e as baleias e a cana de açúcar. Sendo produto de uma forma de natureza, as cidades dos seres humanos são tão naturais quanto os locais onde vivem os cachorros-do-mato ou as colónias de ostras.” Entender as cidades como habitat natural do homem, e o homem como parte da natureza leva-nos a questionar de que natureza estamos a falar. Os nossos espaços construídos, muitas das vezes a régua e esquadro, mais parecem criar barreiras em vez de procurarem o tão necessário equilíbrio, entre esses dois mundos que insistimos em separar.

Mas se pensamos que o desenho de cidade apenas diz respeito a arquitectos, urbanistas e engenheiros então é porque ainda não percebemos que a cidade diz respeito ao colectivo e como tal é uma construção colectiva. »

Texto escrito por Xana Melão, arquitecta e dinamizadora do Laboratório, aqui.

Afinal, como terminou o concurso?

Zé LG, 12.04.22

concurso-publico-duvidas.jpg«É triste a forma como alguns reagem aos factos. A questão é o concurso que deve ter um início, um meio e um fim, goste-se ou não, concorde-se ou não. Questionar a situação é um direito de todos, sobretudo se forem concorrentes. Quanto ao resto, de facto é uma vergonha a forma como alguns tentam adulterar a situação ou, cobardemente, tentar denegrir a imagem dos que legitimamente expõem as situações (bloguista) ou pedem os devidos esclarecimentos (autora do artigo). Na realidade a sociedade, os partidos, mesmo o PS dispensa esta gente!» Justo 12.04.2022, aqui.

Atacam o mensageiro em vez da mensagem e quem a produziu

Zé LG, 09.04.22

«LG devia ter vergonha de trazer este assunto para aqui. E sobretudo fazer propaganda desta senhora. Mas enfim...lá deverá ter os seus interesses, embora obscuros. »

«LG está usando aqui o seu bog da forma mais ignóbil e baixa que pode haver.
A partir deste momento não mais mais aqui virei. Adeus.»

«LG anda certamente deslumbrado com o sucesso local do seu blog, a ponto de ter perdido a noção do ridículo. E envolver-se tomando posição, sem perceber nada do que se passa, a não ser o que uma parte e bem interessada lhe conta.
Aliás é bem demonstrativo do seu sectarismo político e impreparação com que aborda aqui alguns temas, sem que deles tenha o devido conhecimento. Como é caso.
Opina e defende posições e interesses , segundo o que lhe parece ou o que dizem ou assopram.
Não se pode levar o Alvitrando e o que aqui se diz a sério. Está comprovado.»

Daqui.

“Por que não experimentar novos Governos?”

Zé LG, 07.04.22

images.jpg«Por que não experimentar novos Governos que não recebam o "direito divino" do Capital, enquanto explorador do Trabalho?

É simplesmente isto que desejo e pelo que luto.

E se não der certo? O caminho nunca será voltar atrás que já vimos que não é bom o suficiente, mas procurar novos caminhos a partir do lugar onde paramos.»

Zé Onofre, Anónimo 07.04.2022, aqui.

Sem palas

Zé LG, 05.04.22

images.jpgEstamos a viver tempos difíceis, em que alguns acham que são detentores da verdade absoluta, condenam sumariamente quem expressa opiniões diferentes das suas, sem esperar que as entidades competentes façam o seu trabalho de investigação, dando a oportunidade aos acusados de se defenderem, antes de proferirem a respectivas sentença. Infelizmente, muitos órgãos de comunicação social, já para não falar das redes sociais, preferem aquele tipo de actuação em vez deste último, contribuindo para uma espiral de falta de respeito e de agressividade que em nada contribui para a avaliação ponderada dos acontecimentos e notícias, com respeito pelas opiniões divergentes, por mais absurdas que nos possam parecer. 

O Alvitrando procura dar oportunidade a que todos e cada um expressem o mais livremente possível as suas opiniões, por mais disparatadas e absurdas e divergentes da minha. Por isso é admitido o anonimato, que deve ser entendido como forma das pessoas se expressarem mais à vontade, mas com responsabilidade, o que nem sempre acontece. Há quem, reiteradamente, pretenda fazer do Alvitrando uma "quinta" sua, onde pode injuriar e ofender como entende e quem entende, e um veículo da propaganda das ideias que defende, sem mostrar respeito pelo gestor do blogue, nem, principalmente, pela forma como faz a sua gestão. Há quem, inclusivamente, me tenha aconselhado a que tirasse as palas, não percebendo que, se as usasse, certamente não teria oportunidade de me dar tais conselhos aqui....

“O Imperador do Ocidente”

Zé LG, 02.04.22

277445378_2155870137913173_6589874954186500318_n.j«... foi o Imperador do Ocidente, que veio pessoalmente visitar as suas províncias, porque não acreditava que um Cônsul com poderes especiais, não seria capaz de exprimir claramente qual a posição do Império sobre o momento atual. Lá do alto das escadarias do Senado, um resquício dos tempos em que havia uma certa democracia, chamou a atenção para os seus fiéis Governadores de Províncias que não estavam a ser suficientemente duros com os Bárbaros que tentam abrir uma brecha nas defesas do Império. Tendes que tomar decisões firmes, porque se eles conseguem uma brecha é o fim do Império.” Zé Onofre 29.03.2022, aqui.

“Só fica confuso quem andou distraído da política”

Zé LG, 28.03.22

70365791_10205606536479761_4613475439241854976_n.j«Os anti-stalinistas não estão confusos. Como é sabido, a maior parte das antigas Repúblicas Soviéticas transformaram-se em antros de corrupção oligárquica. A feroz acumulação capitalista que se deu com o desmembramento da URSS foi não só selvagem, mas sobretudo mafiosa. Devido a isso, apenas algumas conseguiram transitar para regimes democráticos. Só fica confuso quem andou distraído da política, ou sossegadinho pela informação tendenciosa.»                                      Munhoz Frade 28.03.2022, aqui.

“A autarquia deveria ter um papel mais activo e uma visão mais abrangente com a adopção de apoios mais firmes e objectivos”

Zé LG, 26.03.22

57209146_2147160238653491_188981494486663168_n.jpg«A degradação do centro histórico em Beja, como em outros lugares, deve-se a múltiplos factores, desde a especulação imobiliária, a decrepitude do tecido habitacional e comercial, que não se tem reinventado de modo amplo, a neglicência do poder autárquico por falta de uma verdadeira estratégia para o território e para os valores patrimoniais, etc...Temos todos, que definitivamente repensar este rumo que tem levado os proprietários e os empresários a abandonar o centro da cidade. As casas no centro histórico são caras é um facto. A vontade de alguns em investir na requalificação avulsa de imóveis depara-se efectivamente com um contexto altamente burocrático e dispendioso, que não permite estimular uma procura suficientemente forte! A autarquia deveria ter por isso um papel mais activo, e uma visão mais abrangente com a adopção de apoios mais firmes e objectivos! O mercado do arrendamento jovem a preços controlados tem funcionado bem noutros lugares, quer por iniciativa dos proprietários que são apoiados nesse sentido, quer por intervenção dos organismos públicos locais! Não haverá fórmulas mágicas para resolver o problema, mas é preciso encontrar soluções e realizar experiências que permitam avançar noutra direcção que não aquela a que se assiste quotidianamente! Para esse desígnio é fundamental congregar interesses e vontades de todos os agentes transformadores do território, que em suma somos todos enquanto habitantes!» Anónimo 26.03.2022, aqui. Foto copiada daqui.