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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Para onde quer que olhemos a justiça fica mal.”

Zé LG, 14.04.21

«Para onde quer que olhemos a justiça fica mal. Ou o MP andou anos a gastar erário publico para nada e foi incompetente, ou o quadro jurídico em vigor não permite a criminalização do crime ou o juiz foi incompetente. Duas coisas são certa, Sócrates, ex PM do Governo PS foi corrupto (a teoria dos empréstimos só funciona com as crianças) e o crime compensa, mas só acima de determinados montantes.»

Anónimo 11.04.2021, aqui.

“Num estado de direito, os tribunais não são um cata-vento dos fazedores de opinião nos media e redes sociais.”

Zé LG, 13.04.21

«Num estado de direito não existem apenas liberdades como a de assinar petições. Existem direitos individuais, como a presunção de inocência. Num estado de direito, os tribunais não são um cata-vento dos fazedores de opinião nos media e redes sociais. O cidadão de um estado de direito aceita as deliberações judiciais. As rebeliões populistas costumam trazer precipitações, preconceitos, arbitrariedades e minam o estado de direito.» Anónimo 11.04.2021, aqui.

“O que andou o Ministério Público a fazer durante seis longos anos?”

Zé LG, 12.04.21

pgr-938949004.jpg«Prender primeiro e investigar depois. Um juiz que se auto nomeou, Carlos Alexandre, que filtrava noticias para o Correio da Manha, todo um processo com poucas provas, o resultado só podia ser este. Claro que Sócrates tem culpas e muitas no cartório, claro que ninguém acredita e o Juiz Ivo Rosa também não, que a vida faustosa de Sócrates seja fruto do seu trabalho , claro que provar tudo isto seja muito difícil, mas o que andou o Ministério Público a fazer durante SEIS LONGOS ANOS.»                         Anónimo 11.04.2021, aqui.

Devemos avaliar “quem é que se apresenta às próximas eleições com um projecto para o seu concelho digno desse nome”

Zé LG, 05.04.21

22090050_1519761501451971_2710875557418653958_n.jp«Aquando do 25 de abril de 1974, as infra-estruturas básicas nas povoações do Baixo Alentejo estavam quase todos por fazer. E daí e muito bem, que o objectivo de então dos responsáveis das autarquias foi a sua construção. E digamos, que embora uns concelhos melhor que outros, elas lá foram sendo feitas.
Só que desde então a região mudou radicalmente, sobretudo com o declínio populacional, correndo-se o risco a curto prazo de algumas dessas infraestruturas construídas, já não terem a utilização devida, por não já haver pessoas para tal.
Logo e perante o estado deprimente sob o ponto de vista social e económico em que nos encontramos, os atuais e futuros autarcas, deveriam agora ou já desde há algum tempo pôr em primeiríssimo lugar a construção de zonas industriais e comerciais assim como o estímulo a agentes económicos e empresas com vista à sua instalação local. Como é o caso e muito bem da autarquia de Cuba. E só depois e em segundo lugar, sim, a manutenção e construção de novos equipamentos.
Mas nem todos os atuais autarcas e futuros candidatos assim procedem, antes pelo contrário, como é o caso flagrante de Beja, como aqui tem sido referido.
De modo, que é nosso dever e responsabilidade não nos deixarmos ir na conversa da "obra feita ou por fazer" e verificarmos quem é que se apresenta às próximas eleições e tem e quem não tem um projecto para o seu concelho digno desse nome.»                 Anónimo 04.04.2021, aqui.

“As eleições que costumam ser as mais participadas”

Zé LG, 03.04.21

138641673_3725786864154037_6885030219614680244_n.j«2021 é ano de autárquicas. As eleições que costumam ser as mais participadas. As únicas passíveis de concorrerem movimentos independentes dos partidos políticos. E, por isso, as que mais perturbam os que entendem serem detentores da sabedoria e da organização, os capazes de dirigirem os destinos dos indivíduos, da comunidade, do país.

Desde março do ano passado que as atenções se concentram na pandemia. Sobre a sua propagação, testagem e vacinação. Quando o foco se afasta há que alimentar a bipolarização, fomentando a discórdia e potenciando a agressividade.

Enquanto se investe no medo, a classe política vai continuando a trabalhar para garantir o seu poder. Exemplo disso é a aprovação (pelo PS e PSD), em julho último, de alterações à Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, que dificultam as candidaturas de movimentos de cidadãos.»

Sónia Calvário, aqui.

Porque não transmite em directo, o Município de Beja, as suas reuniões públicas?

Zé LG, 31.03.21

22050248_8cJ6J.jpeg«No sentido de maior transparência e participação cívica, o município de Beja deveria transmitir em directo, via YouTube, as reuniões públicas da Câmara Municipal de Beja, bem como as reuniões da Assembleia Municipal. Inúmeros municípios já o fazem, como o de Lisboa ou Loures.
A participação cívica e democrática mudou com os mais jovens. Hoje, os jovens não querem que a participação na vida das cidades seja algo exclusivo de um pequeno grupo de eleitos, que só eles têm poder e voz, ou que a sua participação se cinja ao acto de votar a cada 4 anos. Quer participar com ideias, reclamar sobre algo que está errado e realizar propostas, pequenas ou grandes, simples ou complexas, na vida das cidades. Hoje, a população é mais exigente, reclama mais e melhor, sendo fundamental haver mais transparência nas decisões que são tomadas nas comunidades em que cada indivíduo vive e trabalha, bem como abertura do poder ao público em geral, demonstrando que os eleitos estão lá para resolver os problemas dos eleitores.» Daqui.

“não faltam exemplos de atitudes de desvalorização da participação dos cidadãos na vida das suas comunidades”

Zé LG, 31.03.21

18209059_1457306047677379_4928715705810667509_o.jp«… a nível regional e local, também não faltam exemplos de atitudes de desvalorização da participação dos cidadãos na vida das suas comunidades. Desde logo, o modo como são tratados os movimentos de cidadãos que lutam por certos direitos, ... “Alarido” e “gritaria” são apenas dois dos epítetos atribuídos por alguma partidocracia a essas lutas ...

..., embora se fale na falta de “massa crítica” na região, acontece com alguma frequência (...) que, em períodos pré-eleitorais autárquicos, se convidem alguns cidadãos ligados a determinadas áreas – ... – para debates abertos à sociedade, ... Só que, passado o período eleitoral e instalados os eleitos locais, estes assumam uma postura oposta a essa abertura manifestada alguns meses antes, ignorando contribuições e ideias desses mesmos cidadãos, como se fossem autossuficientes ou lhes bastasse ouvir os seus correligionários políticos.

E que dizer do ostracismo a que foi votado um dos primeiros (e poucos) conselhos municipais da Cultura, precisamente o que foi aprovado em Beja em 2008? ..., foi pura e simplesmente metido na gaveta pelos três executivos municipais que se seguiram. Neste momento, nem o seu regulamento consta no site da CM Beja. ...

Mais haveria para dizer sobre a questão da participação dos cidadãos na vida da sua polis, mas pelo que atrás se referiu, uma das premissas para que tal aconteça é o fim da desconfiança e até hostilização com que muitos desses cidadãos são encarados, a maior parte das vezes porque algumas das suas opiniões não coincidem, em determinados momentos e sobre determinados temas, com as dos políticos instalados. ...» José Filipe Murteira, no seu Notas à Esquerda.

“Por todos, no mesmo sentido e a uma só voz.”

Zé LG, 30.03.21

JR.png«…, embora valorizando o espaço de diálogo aqui existente, não poderia deixar de dizer, que este espaço poderia ser também um espaço para os homens. E digo isto, porque não consigo perceber vantagens em nenhum tipo de segregação.

Onde reside a diferença? – pergunto. A diferença só existe se quisermos que ela exista. E não deve existir!

A mudança tem de ser feita por mulheres livres e responsáveis, mas também por homens responsáveis e livres. Neste sentido, quero aqui deixar expressa esta ideia: tudo o que falta fazer na defesa do princípio da igualdade – e de tudo o que nos deve mover – tem que ser feito e participado por mulheres e por homens, com as suas vivências, experiências, saberes e desejos. Por todos, no mesmo sentido e a uma só voz.

A luta é a mesma e só juntos conseguiremos uma ação responsável, partilhada e livre, quaisquer que sejam os espaços, os sítios e as formas dessa participação.»

Assim termina João Rocha o seu texto, aqui.

Quem sabe do Orçamento Participativo do Município de Beja?

Zé LG, 29.03.21

22050248_8cJ6J.jpeg«Para mim, foi uma enorme alegria há 4 anos, quando, por proposta do Partido Socialista (Paulo Arsénio), iria ser implementado no concelho de Beja o Orçamento Participativo. Hoje, é uma gigantesca frustração a não implementação dessa mais-valia de aproximação e participação cívica dos bejenses. Mais absurdo se torna, quando vários municípios do Baixo Alentejo (Castro Verde, Odemira, Mértola, Almodôvar) já o fazem há vários anos, com um sucesso estrondoso e sem esvaziar as arcas do município.” Daqui.

“D.A. acaba por cumprir um pouco a sua missão”?

Zé LG, 21.03.21

161986057_3856366951122089_8157272888626444294_o.j«Aqui, neste blog, é frequente criticar-se o D.A. por se limitar a ser apenas um orgão de comunicação social local pago pelos contribuintes, para servir única e exclusivamente de muleta e de propaganda do Partido Socialista. Esquecendo ou branqueando os problemas e a continua decadência em que se encontra a cidade de Beja e toda a sua região.
No entanto, nesta edição, embora mantendo a mesma "linha editorial", devido aos assuntos que salienta em primeira página, acaba por cumprir um pouco a sua missão.
Mantendo, evidentemente, e diga-se em abono da verdade de forma inteligente, o mesmo objectivo de panfleterismo e de apoio e subserviência ao poder.
De facto, tal como se salienta, Paulo Arsénio diz que " Beja tem em execução o maior volume de obras desde o Programa Polis".
Embora a maioria dessas obras esteja parada e não se vislumbre o seu fim. Só não diz, é que as juntou todas ao mesmo tempo para o ultimo ano de mandato, com todas as consequências daí inerentes. Ou seja, não se aprendeu nada com os erros do Programa Polis. Pelo contrário, até certo ponto, pelos vistos, valorizam-se. ...
Por fim, dizer que embora possam enganar uns quantos, outros há, que não se irão esquecer de tudo isto no dia das eleições.»
Anónimo 20.03.2021, aqui.

“Beja nada ganhou ao ter uma câmara da mesma cor política do Governo central”

Zé LG, 15.03.21

«Beja nada ganhou, como muitos contrariamente diziam, ao ter uma câmara da mesma cor política do Governo central. Diziam que iria haver progresso e investimento. Nada se concretizou. A expansão do único hospital mantém-se fechada na gaveta. A eletrificação da única linha de comboio não avançou. O IP8 está num estado lastimável, sendo inclusive gerador de acidentes, havendo o sucessivo adiar de obras para o ano seguinte. O novo tribunal continua por realizar, com verbas tão baixas, que nenhuma empresa construtora apresenta candidatura. Ou a não reabilitação do Museu Regional de Beja, que se encontra num estado de penúria, com claros prejuízos para o edifício e obras lá existentes, apesar de inúmeras promessas.

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E tudo é isto é uma incongruência, quando antes da pandemia, o país financiava-se a juros de quase 0%, recebia fundos europeus a potes, atingiu pela primeira vez um superavit orçamental, sem austeridade e num Governo socialista, liderado por António Costa. E o que deram essas boas notícias? Nada. Não houve sequer um único projeto em Beja que alterasse, um pouco, o seu rumo. É desconcertante, mas é a realidade.»

Termina assim o post “Beja está deprimida na sua pequenez”, no blogue “MAIS BEJA”

“Não confundo as pessoas com os cargos que exercem”, afirma Sónia Calvário

Zé LG, 02.03.21

28661144_1689103707822373_2397492462789307058_n.jp«… presumo que deve ser difícil para si aceitar que existem pessoas, e são muitas felizmente, que pautam os seus comportamentos de acordo com os princípios que defendem. Quanto à vereação, também lamento desiludi-lo: exerço o mandato onde entendo que o devo fazer - na CMB. Poderá consultar as atas das reuniões ou assistir às mesmas (a próxima é quarta-feira, via zoom, e requer prévia inscrição). Não confundo papéis, nem sinto necessidade de publicar nas redes sociais os meus passos, quer os que tomo na esfera pública, quer os respeitantes à minha vida privada. Claro quem o faça e a crítica. Estou disponível para ouvi-lo e falar consigo...sendo, porém, necessário saber quem é. Compreenda que não é mania; apenas por uma questão de respeito. E descanse que a conversa, a ter lugar, talvez por "defeito" de profissão, estará sempre sob sigilo. E, já agora, o texto não foi escrito na qualidade de vereadora. Foi num blog, enquanto cidadã. Lá esta, deverá ser, para si, difícil entender que se consiga fazer essa distinção. Mas ela existe. Não confundo as pessoas com os cargos que exercem, apesar de entender que quem exerce cargos públicos deve ter um " determinado perfil" enquanto pessoa. Sempre fiz por me respeitarem enquanto cidadã e enquanto eleita; sempre procurei não deixar que a cidadã limitasse ou condicionasse a eleita e vice-versa. Agradeço o tempo que dispensou ao ler a crónica, esperando que a tivesse lido toda, e não apenas os excertos que estão aqui neste espaço.» SC

Assim respondeu Sónia Calvário a “Anónimo 02.03.2021”, aqui, depois de esclarecer também que «lamento contrariá-lo, mas de facto não estou vacinada. E sim, foi a minha ética que me levou a recusar.”

Falta de ética no acesso de alguns à vacina contra a COVID-19

Zé LG, 01.03.21

95218787_2998800846852646_2555435481613467648_o.jp«O mês de fevereiro iniciou com notícias diárias de novos casos de “vacinação indevida” contra a Covid 19. A indignação tomou conta das redes sociais e a comunicação social veiculou as opiniões dos do costume: comentadores residentes, uns políticos no ativo, outros nem tanto.

Parece-nos que se trata, na maioria, de matéria relacionada com a ética, ou a falta dela, do que propriamente com questões de ilegalidade. …

O Plano da task force, a Norma da DGC e a sua atualização não primam pela clareza. Contudo, a cronologia apresentada na página da DGS, indicando a hierarquização e apontando, para fevereiro, o início da vacinação dos grupos prioritários em razão da idade, bem como as diversas declarações públicas a este respeito, por parte de vários responsáveis políticos, veio fortalecer as suspeitas de que houve pessoas vacinadas indevidamente.

Têm sido noticiados atropelos aos processos de vacinação contra a Covid 19 um pouco por todo o mundo, nalguns casos com consequências imediatas, nomeadamente através da demissão dos prevaricadores. Em Portugal, suspeita-se de muitos casos de vacinação que ilegal. Houve, até ao momento, duas demissões. Porém, ainda que não sejam contrárias à lei, a falta de ética, na maioria das situações que se tornaram públicas, oferece poucas dúvidas.»

Sónia Calvário, aqui.

“pede-se uma investigação ao que se passa com as vacinas em Beja”

Zé LG, 17.02.21

«... Gostaria ver uma declaração do vereador/engenheiro que respondesse às seguintes questões:

- Em que dias foi vacinado?

- Como lhe foi “receitada” a vacina?

- Onde levou a vacina?

... se ... em Beja, a vacinação de pessoas com mais de 80 anos e mais de 50 anos de idade com doenças graves (e de risco para a covid 19) deveria ter começado apenas dia 10 de Fevereiro de 2021, e que inclusive foi adiada para data em que haja mais disponibilidade de vacinas, como explica o vereador que o mesmo já tenha sido vacinado?

... pede-se que exista uma investigação ao que se passa com as vacinas em Beja. Não pode nem deve ser poder local, amizades ou interesses a ditar quem deve ser imunizado para este vírus que nos abalou a todos, mas sim o nosso papel na sociedade moderna que gostamos de dizer que somos.»

Bejense 16.02.2021, aqui.

Declarações do Dr. José Barriga coloca o Alvitrando no topo dos posts mais comentados nos Blogues do SAPO

Zé LG, 17.02.21

Não vale tudo! Não vivemos no pior dos mundos!

Zé LG, 09.02.21

«O PIOR DA NATUREZA HUMANA

... tem sido evidenciado com estas cenas das corridas às vacinas. O que alguns (poucos, espero eu) têm feito para serem vacinados ou conseguirem que alguém das suas relações o seja antes da sua vez, passando à frente - podendo condenar à morte -, de outros é o "chico-espertismo" que vemos nas filas do que quer que seja.

... tem sido igualmente evidenciado por julgamentos na praça pública do carácter de todos os que assim procederam, sem separar as águas. Sim, porque alguns dos que passaram à frente dos que estavam na fila podem-no ter feito com justificação ou, pelo menos, sem dolo. O que não é exactamente o mesmo que fazê-lo apenas por oportunismo…»

 

Escrevi isto há dias no Facebook. Por alguns comentários que aqui tenho lido, parece que alguns comentadores insistem em meter tudo no mesmo saco, nivelando todos e os seus comportamentos e atitudes por baixo. Para eles, tudo e todos são o piorio. Atribuem responsabilidades a quem as não tem e apontam “factos” que o não são.

Há muitos problemas que devem ser criticados e reclamada a sua resolução pelos que têm a responsabilidade de os resolverem. Há erros e crimes que são cometidos, que devem ser denunciados e exigida a sua reparação, assacando responsabilidades a quem os comete. Não vale a pena inventar mais, na tentativa (intencional ou não) de fomentar a ideia de que “são todos iguais”, “é tudo farinha do mesmo saco”, “isto está pior do que antigamente”, “vivemos no pior dos mundos”, …, porque isso não corresponde à realidade. Esse tipo de intervenção sabemos todos que consequências tem e a quem serve…

«Senti o vírus vivo no corpo. Evita sim?»

Zé LG, 30.01.21

transferir.jpg«… E as horas a passar e as pessoas a chegar e a angústia a subir e vomitar mais um pouco e o olhar da médica com a preocupação de não desmaiar novamente porque “a convulsão não foi bonita”. E eu só queria ir para casa e fugir dali. Não queria dar trabalho. Não queria morrer ali. Não queria ouvir aqueles ruídos. Não queria estar ali. Vieram os resultados. “Vai para casa porque mora perto e está lúcida”, mas com a certeza de que iria piorar muito antes de melhorar. E piorei e não foi bonito. Não sei como é com as outras pessoas, mas eu senti o vírus vivo no corpo. Senti-o agarrado a cada canto de mim a apoderar-se das minhas forças e da minha alma. Desesperei. Chorei muito. Mas passou. E, duas semanas e meia depois estou a escrever sobre isso e tive alguns momentos em que pensei que jamais seria capaz de seja o que for.

Passou. O que sinto é apenas o peito mais pesado e ligeiro cansaço. Mas também isso irá passar, espero. E escrevo-te Rosa, porque quero que saibas que isto é feio, mau, complicado e evitável. Evita sim?»

Madalena Palma conta como sentiu a infecção com o novo coronavírus, in “Expoente m”.

“É um nojo o que se passa aqui.”?

Zé LG, 11.01.21

Hospital-Beja-4-768x512.jpg«Este blog, patrocinado a 100% pelo autor, tornou-se o esgoto da vida ou supostamente daquilo que acontece no Hospital de Beja. Não tem qualquer bom senso, filtro ou procura pela verdade. Simplesmente, pega em boatos e mitos, que anónimos escrevem em caixas comentários e, partilha, como se fosse uma notícia do jornal Expresso ou Público. É um nojo o que se passa aqui.»

Bejense 10.01.2021, aqui.

“São os novos lobos liberais atacando o rebanho...”

Zé LG, 24.12.20

«A MINISTRA DA SAÚDE

ms.jpgA ministra assim, a ministra assado. Devia demitir-se, já se devia ter demitido. As vacinas não vão dar para todos, pois já se sabia. Dias a fio disto, semanas a fio. A minha área política não é, claramente, a da ministra Marta Temido. Mas, muitas vezes tenho pensado, durante estes meses, quantas pessoas aguentariam, com aquela serenidade consciente (consciente porque conhecedora, não por indiferença), a pressão de todas as dificuldades. Seria possível ter feito melhor? Com os meios que há? Tenho, enquanto cidadão (não sou técnico nem comentador televisivo), as maiores dúvidas.

Ganhei, ao longo dos meses, respeito à ministra Marta Temido. Ao mesmo tempo que se me firmou a convicção que sem o papel do Estado, que sem o Serviço Nacional de Saúde, sem os trabalhadores que têm dado o seu melhor, e até mais que isso, teríamos fracassado.

Ouvir um candidato à Presidência da República, chamado Tiago Mayan, dizer que a ministra é responsável por 10.000 mortes causa uma tristeza sem limites. E revolta, ante a infâmia. São os novos lobos liberais atacando o rebanho…” - Santiago Macias, aqui.