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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“É um nojo o que se passa aqui.”?

Zé LG, 11.01.21

Hospital-Beja-4-768x512.jpg«Este blog, patrocinado a 100% pelo autor, tornou-se o esgoto da vida ou supostamente daquilo que acontece no Hospital de Beja. Não tem qualquer bom senso, filtro ou procura pela verdade. Simplesmente, pega em boatos e mitos, que anónimos escrevem em caixas comentários e, partilha, como se fosse uma notícia do jornal Expresso ou Público. É um nojo o que se passa aqui.»

Bejense 10.01.2021, aqui.

“São os novos lobos liberais atacando o rebanho...”

Zé LG, 24.12.20

«A MINISTRA DA SAÚDE

ms.jpgA ministra assim, a ministra assado. Devia demitir-se, já se devia ter demitido. As vacinas não vão dar para todos, pois já se sabia. Dias a fio disto, semanas a fio. A minha área política não é, claramente, a da ministra Marta Temido. Mas, muitas vezes tenho pensado, durante estes meses, quantas pessoas aguentariam, com aquela serenidade consciente (consciente porque conhecedora, não por indiferença), a pressão de todas as dificuldades. Seria possível ter feito melhor? Com os meios que há? Tenho, enquanto cidadão (não sou técnico nem comentador televisivo), as maiores dúvidas.

Ganhei, ao longo dos meses, respeito à ministra Marta Temido. Ao mesmo tempo que se me firmou a convicção que sem o papel do Estado, que sem o Serviço Nacional de Saúde, sem os trabalhadores que têm dado o seu melhor, e até mais que isso, teríamos fracassado.

Ouvir um candidato à Presidência da República, chamado Tiago Mayan, dizer que a ministra é responsável por 10.000 mortes causa uma tristeza sem limites. E revolta, ante a infâmia. São os novos lobos liberais atacando o rebanho…” - Santiago Macias, aqui.

Beja, "madrasta" e com outros "defeitos", entre desilusão e pessimismo e factos e confiança

Zé LG, 19.12.20

127039230_1087071795058396_6042060700786322194_o.j«Mas mais do que "madrasta" a cidade tem outros "defeitos" bem piores. Sendo o principal a total ausência de investimentos estruturais...

E não há nada a fazer, dada a inoperância e incapacidade manifesta dos políticos e governantes locais para conseguirem atrair investidores e investimentos sobre o que quer que seja. Com exceção evidente dos olivais e outras culturas intensivas e superintensivas. Que pouco ou nenhum emprego criam, cujas mais valias não ficam na região, que degradam a qualidade de vida e o ambiente e que dentro de duas ou três décadas só deixaram terra queimada...»

 

«O seu post é de uma ignorância atroz. Informe-se do número de pessoas que trabalham nas explorações de regadio do Alqueva, informe-se do número de jovens formados no IPB que trabalham nas empresas agrícolas da Região, informe-se do contributo que essas empresas têm no PIB, informe-se do contributo para a Segurança Social de empregados e empregadores. Senão tivesse um sector agrícola e pecuário de grande dinâmica, e criador de riqueza, quereria viver num perfeito deserto. Concerteza que existem alguns problemas de natureza ambiental e social, mas com vontade do Estado e das Empresas serão resolvidos.»

Anónimos 19.12.2020, aqui.

“Quem ma levou que ma venha trazer”

Zé LG, 13.12.20

Sem nome.png«O tio Luís tinha uma bicicleta velha que costumava passear pela vila. Só se montava no veículo quando via alguém ao longe a quem não queria falar. A GNR deu em pedir-lhe a licença e o livrete e ele disse logo que não tinha. Iniciou-se então um processo de intimações, com prazos para tratar dos papéis, as quais não mereceram qualquer resposta por parte do tio Luís. Os guardas, ofendidos, disseram então que se não tratasse dos papéis no novo prazo, lhe apreendiam a bicicleta. E assim foi. A bicicleta foi para o posto da GNR, até que o tio Luís tratasse dos documentos. Lá esteve uns anos, até que os guardas (sobretudo os que faziam a limpeza) se fartaram do móvel e mandaram recado ao tio Luís para a ir buscar. “Quem ma levou que ma venha trazer”. Lá esteve mais uns meses, que aquilo era provocação a mais, mas acabaram por lha levar a casa.»
Leia aqui, esta e outras estórias contadas pela Manuela Oliveira.

“João Ferreira foi somando pontos, até ao fim.”

Zé LG, 05.12.20

«OBRIGADO, MIGUEL SOUSA TAVARES!

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Estou cansado de ler coisas sobre esta entrevista. Miguel Sousa Tavares não se limitou a colocar questões incómodas, como lhe competia. Foi arrogante e tentou menorizar João Ferreira. Veremos se tem o mesmo padrão com outros.

No meio disto, às tantas, João Ferreira chateou-se. A linguagem corporal mal disfarçava a irritação. Sem nunca perder a compostura, o candidato tornou-se mais direto e incisivo e deixou-se de rodriguinhos. E fez deste momento a sua melhor entrevista até ao momento.

Miguel Sousa Tavares, mal preparado (o auto-convencimento dá nisto...), foi-se enleando e desaparecendo. João Ferreira foi somando pontos, até ao fim.

A suivre...» - Santiago Macias, aqui no seu “avenida da salúquia 34”.

Vi a entrevista e não podia estar mais de acordo com o Santiago Macias.

Saúde continua a aquecer o aquecer o debate no Alvitrando

Zé LG, 24.09.20

“É preciso muito mais, na acção política e no exercício da cidadania individual e colectiva!”

Zé LG, 22.09.20

“Pois. Mas quem é que pretende fazer, e quem é que atrapalha quem quer fazer?
Um lugar comum, que pode encerrar uma visão clarividente de que não é possível questionar os métodos, os agentes ou as políticas levadas a cabo!...Era só o que nos faltava, que ninguém pudesse pôr em causa o modo de fazer!...
Se é verdade que "periódica e esporadicamente vamos assistindo a alguma coisa de positivo que, felizmente, vai acontecendo por cá". Ser "profeta da desgraça" não ajuda, antes favorece a tristeza espiritual dos bejenses. Não demos ouvidos a estes "velhos do Restelo"! "Os bejenses acreditam nas suas capacidades! Não atrapalhem quem quer fazer!”...O problema não está na capacidade (ou falta dela) do povo alentejano, que me parece que já deu provas históricas suficientes de resiliência em momentos delicados da sua história, mas na forma como os arautos da verdade pretendem conduzir a região em nome colectivo, sem contar com a participação de todos!...E já agora, os alentejanos não são profetas da desgraça nem têm problemas de natureza espiritual ( fosse esse o mal maior); antes conhecem, profundamente os problemas da região como ninguém! ...E tendo durante anos a fio, confiado responsabilidades nos seus representantes, se vêm pessimistas, pelos parcos resultados alcançados!...O Povo alentejano também é resistente nas suas aspirações, mas infelizmente quem nos representa não se tem mostrado à altura desse desafio!...E aqui o problema será transversal, numa relação de impotência por um lado, e de falta de assertividade no plano da representatividade dos dirigentes!...É preciso muito mais, na acção política e no exercício da cidadania individual e colectiva!...Mas também não será menos importante colocar de lado as diferenças ou conflitos de natureza partidária (com as suas proporções provincianas), em nome do superior interesse de defesa da maior região do País!”

Anónimo 21.09.2020, aqui.

“O que falta é TUDO O RESTO!”

Zé LG, 21.09.20

105913804_967840566981520_4336672682235452250_o PI“Desculpe o tom talvez indelicado deste comentário, mas o senhor está com esse tipo de discurso a tentar branquear a incompetência que é REAL na gestão pública. Não se trata de avaliar com base em estatísticas nem em obras feita. Até porque se o desenvolvimento se medisse em infraestruturas de lazer, desporto e afins, Beja até não estaria mal classificada. O que falta é TUDO O RESTO! É preciso estratégia para o apoio ao investimento e para a fixação de jovens e de profissionais qualificados de qualquer idade. É preciso profissionalismo, coragem e verdadeiro empenhamento por parte dos responsáveis autárquicos (mesmo que isso venha a ser pouco reconhecido nas urnas) para canalizar os fundos que existem para a qualificação das pessoas, para a criação de massa crítica e atração de investimento que, por sua vez tenha efeitos favoráveis e sustentados ao nível do dinamismo económico e da criação de emprego. Isto é, sem dúvida, intangível, mas não quer dizer que não possa ser comunicado aos munícipes - não está é a ser feito, ponto. É preciso ainda lutar ferozmente pelos investimentos estratégicos que há demasiado tempo são adiados na ferrovia, no aproveitamento do aeroporto, entre outros. Custe o que custar! É para isso que estas pessoas são eleitas, mas não é nada disso que têm para mostrar quando deixam os cargos. Aquilo que uns e outros vão deixando sempre é, isso sim, um rasto de novos tachos do respectivo partido, que vão aumentando eternamente as hostes de funcionários mais ou menos inúteis, com competências e perfis profissionais muito desajustados às funções que exercem nas autarquias e outras organizações públicas e privadas de relevância local e regional.”

Anónimo 20.09.2020, aqui.

“O que falta nesta ideologia dominante não habita as consciências”

Zé LG, 20.09.20

105913804_967840566981520_4336672682235452250_o PI“Na vida pública, é habitual não se dar conta do que produzem os mais variados serviços indispensáveis para o normal funcionamento da sociedade. Por falta de visibilidade material e perene, não se considera que fazem parte da vida económica, do desenvolvimento. O que é valorizado como significativo são as infraestruturas bem visíveis, como auto-estradas, aeroportos, edifícios fabris, etc. Apenas o que modifique a percepção do horizonte à volta. O trabalho diário e invisível de professores, profissionais de saúde, administrativos e funcionários, etc. não modifica a ideia de que nada fazem mexer. Nos dias de hoje, a certeza de desenvolvimento que se constrói nas mentes baseia-se no número de viaturas pessoais, na intensidade do tráfego rodoviário, na confusão urbana. O que falta nesta ideologia dominante não habita as consciências. É pois difícil exercer o contraditório, fazer ouvir alguma crítica. Onde o sentido do progresso civilizacional é medido pelas toneladas de combustíveis consumidas é árduo ter uma narrativa contra-corrente. Globalmente, a consciência da Humanidade parece andar desprovida de realidade, especialmente da sua parte intangível. E localmente? Aqui, em Beja, também. Também se diz que não há nada, que falta tudo. É certo que boa parte dos insaciáveis procuram outras distantes paragens, outras satisfações. E se perguntássemos aos que vão ficando, às famílias que aqui crescem? Se lhes perguntássemos o que conseguiram erigir, e como? Se soubéssemos olhar para outros indicadores que não os estatísticos? Se valorizássemos os casos exemplares? Se déssemos outro significado ao conceito de sucesso?”

Munhoz Frade 20.09.2020, aqui.

“Beja está ficando perigosa e pouco recomendável”?

Zé LG, 19.09.20

105913804_967840566981520_4336672682235452250_o PI“Beja está ficando perigosa e pouco recomendável. E com um ambiente desagradável, cada vez mais desagradável ... O visível e crescente processo de desertificação, o completo abandono e visível degradação quer dos espaços públicos quer do parque habitacional da cidade, o comércio decadente e nada atrativo, a inexistência de indústria, a notória falta de educação e de respeito de cada um por si próprio e pelos outros, o esvaziamento de funções dos principais serviços públicos, a falta de empregos qualificados para os mais jovens, ... E a culpa não é do COVID. Isto já vem de trás. muito de trás! O COVID só veio acentuar tudo isto. Não, não estamos todos bem nem vamos ficar todos bem!

Periódica e esporadicamente vamos assistindo a alguma coisa de positivo que, felizmente, vai acontecendo por cá mas nada que, no curto prazo, altere o estado a que isto chegou!

Oxalá estivesse enganado mas isto entrou num processo de declínio sem retorno a curto prazo!”

 

“Ser "profeta da desgraça" não ajuda, antes favorece a tristeza espiritual dos bejenses. Não demos ouvidos a estes "velhos do Restelo"! Os bejenses acreditam nas suas capacidades! Não atrapalhem quem quer fazer!”

 

Anónimos 19.09.2020, aqui.

“É tarde, pelo menos para mim.”

Zé LG, 05.09.20

21892176_vGwVC.jpeg“Fico pelas expedições espirituais. Desperdiço a oportunidade de desfrutar de novas culturas, história local, tradições, arquiteturas, paisagens, culinária regional e sei lá que mais. É só isso que perco! (Percebam, por favor, a ironia do “SÓ!”).

O que o passeio cerebral tem de bom é que não gasto um cêntimo, não tenho que pensar em reservas, malas, burocracias, horários. Melgas e mosquitos (de todo o tipo, se me entendem). E posso sempre encontrar-te numa dessas viagens mentais. A ti. Tu. De quem um dia terei gostado e que sumiste em alguma encruzilhada da vida, deixando a saudade e o anseio.
É tarde, pelo menos para mim. Do alto dos meus anos vividos, digo e repito: é tarde.”

Daqui.

“A vida pode ser tão simples”

Zé LG, 27.08.20

75282242_10215952297980047_956784899547725824_n Ma«A Rosa

A cabeça está cansada.

O corpo está exausto.

Por mais que tentasse não conseguiria descrever a luta dos dias que estão nos antípodas da palavra e do conceito “rotina”.

Quilómetros na estrada, de estrada, na rua, nas ruelas, caminhos longos e curtos, respostas na hora, pedidos que não param, história de vida que precisam de algo no momento, não quero que esperem, não podem esperar, não faz sentido a espera quando as armas, as ferramentas e a solução estão logo ali, à distância de um caminho longo ou curto mas logo ali. Tantas vezes a resposta e a solução são apenas uma palavra ou um apontar para o caminho certo, o tratar pelo nome próprio ou o olhar nos olhos. Ouvir. Saber ouvir.

 

 

“Um aeroporto terá que ser sempre uma aposta de longo prazo”

Zé LG, 06.08.20

201806112220285972.JPG“Um aeroporto terá que ser sempre uma aposta de longo prazo. Logo, o que no curto prazo parece não fazer sentido (?!) sê-lo-á, no futuro. Defendo a valorização do aeroporto de Beja. Aeroporto dentro da área da Grande Lisboa é de afastar essa ideia. Para defender as regiões periféricas, as forças partidárias devem pensar e agir em conjunto, não divididas.”

Francisco Carita Mata 01.08.2020, aqui.

E agora?

Zé LG, 21.07.20

Os posts do alvitrando são agora o treino fotográfico do LG, à falta de melhor informação.”, escreveu um Anónimo, em 13.07.2020, aqui.

IMG_4594 (1).JPGExpliquei que tal aconteceu porque estive de férias e, entretanto, publiquei alguns alvitres, que me pareciam poder gerar alguma discussão. Mas, NADA! Afinal, parece que a questão não é “o treino fotográfico do LG” nem a “falta de melhor informação”...

«promovem as regiões que mais lhe garantem a reeleição»

Zé LG, 18.07.20

P1080739.JPG

«Salientar também o que aqui poderemos designar de "cansaço" de LG em relação aos temas fraturantes do momento.
Sobretudo as políticas a nível central e regional dos governos do PS dos últimos 5 anos, graças ao apoio parlamentar do PCP e do Bloco. E que vieram demonstrar aquilo que já era uma certeza para todos com exceção da malta de esquerda.
É que enfermam dos mesmos vícios de todos os partidos que estão ou apoiam os governos. E nem sequer estou a dizer, antes pelo contrário, que a direita teria feito melhor.
Ou seja, governam-se sobretudo a eles e aos amigalhaços, apoiam e promovem as regiões que mais lhe garantem a reeleição e o povo e em particular os mais desfavorecidos e das regiões mais periféricas como a nossa, continuam na mesma e sem expectativas nenhumas de melhoria, e em particular com o que está para vir. »

Anónimo 16.07.2020, aqui. (foto de LG)

De volta ao velho normal

Zé LG, 17.07.20

IMG_4193.JPGDesde o dia cinco que estive fora de casa, em gozo de férias. Este ano, decidi aproveitar este período para tentar reduzir a dependência da Internet. Se na primeira semana quase o consegui radicalmente, nesta nem por isso.

Para não cortar a ligação quotidiana com os que visitam o Alvitrando, preparei alvitres diários com fotografias de arquivo. Algumas podiam ser deste período, outras não, devido à localização dos sítios fotografados. Volto hoje, com este alvitre, ao velho normal, através da ligação quotidiana directa com os visitantes do Alvitrando, procurando, dentro das minhas limitações, trazer para conhecimento e debate assuntos de interesse, o que nem sempre consigo.

Nos próximos tempos tentarei publicar alguns alvitres sobre o Ensino em geral e o que é ministrado em Beja em especial, porque é um assunto que me interessa particularmente e porque me parece que o estado que atravessa justifica o envolvimento de todos os interessados no seu debate, que parece não interessar aos responsáveis promover.