Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alqueva é líder na produção de azeite, amêndoa e melão

Zé LG, 17.06.22

salema_3.pngSegundo o portal Agricultura & Mar, o Alentejo é responsável por “3/4 de todo o azeite produzido em Portugal e 80% desse azeite é fruto de Alqueva, sendo a maior parte exportado a granel”.
José Pedro Salema, presidente do Conselho de Administração da EDIA, referiu ao jornal Planície que a região “é a maior produtora de amêndoa em Portugal”, acrescentando que “a fileira da amêndoa está a desenvolver-se muito”, assim como “a fileira dos frutos secos e já começamos a ter algumas unidades de descasque”.
O portal Agricultura & Mar adianta ainda que também o Alqueva “é a principal região produtora de melão nacional”. Daqui.

Portugal venceu em 10 categorias do Concurso de Azeites da Ovibeja

Zé LG, 06.04.22

cartaz_2022_pt_PT.pngOs azeites portugueses receberam dez distinções por parte do júri internacional do 11º Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja, que contou, este ano, com cerca de uma centena de azeites de 11 nacionalidades diferentes.

Segundo os resultados divulgados pela ACOS – Agricultores do Sul, promotora do concurso em parceria com a Casa do Azeite, Portugal conquistou 10 de 25 galardões atribuídos, seguindo-se Espanha, com sete, Itália e Argentina, com dois cada e Alemanha, Israel e Croácia, com um cada.

Os azeites de Portugal a concurso ganharam todos os seis galardões na categoria de frutado maduro – os três primeiros prémios e três menções honrosas -, além de dois primeiros prémios e uma menção honrosa na categoria de frutado verde ligeiro e, ainda, uma menção honrosa na categoria de frutado verde médio.

A entrega dos prémios aos vencedores está agendada para a Ovibeja, no dia 23 de abril, às 12:30 horas, no Pavilhão Terra Fértil, Auditório ACOS.

Azeites de Moura conquistam duas medalhas de ouro em concurso International em Los Angeles

Zé LG, 16.03.22

Untitled-1-18-690x450.jpgOs Azeite de Moura DOP (Denominação de Origem Protegida) da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, foi distinguido com a Medalha de Ouro no concurso International Extra Virgin Olive Oil Competition 2022, que decorreu em Los Angeles, Estados Unidos da América. Mas não foi o único. O Azeite Selecção foi também galardoado com a Medalha de Ouro no mesmo concurso.

OLEAdapt pretende ajudar olivicultores sobre as oliveiras em que devem apostar no futuro

Zé LG, 13.03.22

P1100885 - Cópia.JPGUma equipa de investigadores da Universidade de Évora (UÉ) desafia os agricultores, associações, cooperativas e empresas a estarem atentos aos olivais: ao registar a localização do seu olival e identificar as variedades associadas, ajuda-os a desenvolver uma base de dados de distribuição geográfica das variedades cultivadas em Portugal. A informação partilhada pelos olivicultores permitirá aos investigadores ajudar a indústria do olival a adaptar-se melhor às alterações climáticas, aumentando a resiliência desta cultura agrícola. A ideia é transferir conhecimento sobre quais as variedades que os olivicultores devem apostar no futuro.

O projeto OLEAdapt é liderado pela Universidade de Évora, no qual participam vários investigadores do MED, e tem como parceiros o CEBAL e o INIAV e é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Olivum premiada no World Olive Oil Exhibition

Zé LG, 10.03.22

Prémio-Olivum-1-1024x674.jpgA Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares do Sul foi distinguida com um prémio na categoria de Reconhecimento de Desenvolvimento Estratégico, na 9ª edição do World Olive Oil Exhibition, que decorreu em Madrid.
Este prémio recompensa, de acordo com a Associação, “o projeto de desenvolvimento estratégico da Olivum, em representação dos seus associados, em prol da excelência da produção de azeitona e do azeite produzido nos mais modernos lagares”.
A Olivum apresenta-se como “a maior associação de Olivicultores e Lagares do país, com 43 mil hectares de exploração agrícola, 100 associados, 300 explorações e 15 lagares”.

Das quatro fábricas apenas a da UCASUL deixou de receber bagaço por falta de capacidade para armazenamento

Zé LG, 17.12.21

P1120388.JPGDas quatro fábricas apenas uma delas, a da UCASUL - União de Cooperativas Agrícolas do Sul, no concelho de Alvito, confirmou ter parado de receber bagaço por falta de capacidade para armazenar o produto, resultante da produção do azeite, mas já recomeçou a receber bagaço de outros fornecedores habituais, “mas de uma forma muito controlada”. As outras três fábricas alentejanas indicaram que ainda não pararam de receber bagaço de fornecedores por qualquer incapacidade de armazenamento.

A UCASUL quer ampliar as instalações ou criar uma nova fábrica, mas tem tido “muita dificuldade na atribuição de licenças”, diz o presidente, concluindo que: “Toda a fileira olivícola tem vindo a crescer, mas não houve da parte do Governo vontade política para ampliar as unidades de transformação de bagaço de azeitona ou criar novas”.

Amigos das Fortes sugerem a transformação do bagaço em composto, temendo que “se venha a multiplicar a abertura de novas fábricas”

Zé LG, 16.12.21

20180924174604245.jpgCom o aumento do investimento no olival intensivo e mais necessidade de armazenamento das unidades de receção de bagaço de azeitona, que está “praticamente esgotada” e no sentido de evitar “um verdadeiro caos ambiental”, a Associação “Amigos das Fortes” defende que uma das soluções deveria passar pela sua transformação em composto.

A Associação “Amigos das Fortes” defende mesmo, que “a fileira do olival deve seguir o caminho da sustentabilidade e o aproveitamento dos fundos comunitários em torno da economia circular, sendo exemplo disto a herdade do Monte Novo e o Olival da Risca em Serpa – o 1º projeto piloto da EDIA como centro de compostagem URSA.”

Ministra da Agricultura defende valorização do bagaço da azeitona “para poder depois ser usado como fertilizante orgânico”

Zé LG, 15.12.21

“Nós [Ministério da Agricultura] temos conhecimento e estamos a acompanhar este processo [falta de capacidade das fábricas para armazenar o bagaço de azeitona]. Em primeiro lugar, isto é uma responsabilidade dos próprios produtores” e “Inclusivamente está neste momento a ser ponderado pelos produtores o aluguer de uns espaços para colocação do bagaço [azeitona] para depois poder ser trabalhado”, afirmou a ministra da Agricultura.

P1120389.JPGA governante realçou ainda que este é um processo que o seu ministério conhece desde há algum tempo e adiantou que até já houve a intenção de se construir uma nova fábrica de transformação de bagaço, projeto que não avançou “por via de questões ligadas ao plano diretor municipal (PDM) que impossibilitava essa localização”.

P1120483.JPGMaria do Céu Antunes sublinhou que as unidades transformadoras de bagaço de azeitona “têm o seu papel”, mas reforçou que aquilo que o Governo está a tentar fazer, através do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), “é encontrar forma de pegar nos subprodutos da agricultura e podermos trabalhar estas matérias para poderem depois ser usadas como fertilizantes orgânicos”.

Sector olivícola parado no Alentejo por falta de capacidade para armazenar bagaço

Zé LG, 10.12.21

AZEITE-690x450.jpgA Fenazeites revelou que, “Devido ao ‘boom’ verificado na produção deste ano, as três grandes unidades de receção de bagaço de azeitona proveniente dos lagares”, que processam todo o fruto produzido no Alentejo, “têm a sua capacidade de armazenamento esgotada ou praticamente esgotada e não aceitam mais matéria-prima”.
Este ano, prevê-se que “a produção de azeite venha a atingir valores na ordem das 180 mil toneladas” em Portugal, constituindo-se como “a maior campanha desde que há registos”. A falta de capacidade das fábricas para armazenar o bagaço de azeitona “está a provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e empresas ligadas ao setor” e “será aterrador o que poderá ocorrer à cadeia de valor oleícola”. Os olivicultores não têm “onde colocar o bagaço de azeitona”, cuja produção estimada é de “900 milhões de quilos”.
A Fenazeites assinalou que, juntamente com a UCASUL, dona da fábrica de Alvito, tem vindo “há vários anos” a sensibilizar as entidades para “a possibilidade desta situação poder ocorrer” e que, “Apesar disso, as unidades extratoras não tiveram autorização nem para aumentar a sua capacidade, nem licenciamento para abrir novas unidades”.

Esperada produção recorde de 150 mil toneladas de azeite

Zé LG, 22.10.21

AZEITE-690x450.jpgA campanha da azeitona arrancou no passado dia 15 de Outubro, num ano em que é esperada uma produção recorde de 150 mil toneladas de azeite, de acordo com as previsões da Olivum — Associação de Olivicultores e Lagares do Sul. O valor das exportações deverá aumentar e superar os 600 milhões de euros.

O olival moderno é responsável por 80% da produção nacional de azeite, estando Portugal posicionado como o 8.º maior produtor mundial de azeite, com produtividades recorde no Alentejo que podem chegar – em 2021 – às 20 toneladas por hectare.

Portugal é o primeiro no mundo em termos de qualidade, ao produzir 95% de azeite virgem e virgem extra. Os Estados Unidos da América ocupam o segundo lugar, atingindo os 90%; Espanha e Itália aparecem em terceiro, com apenas 70%.

Portugal garante desde 2014 a sua autossuficiência em azeite e as exportações têm crescido de forma marcada nos últimos anos, ao atingirem 500 milhões de euros em 2017, cerca de 600 milhões, em 2020, e com a perspetiva de superação deste valor agora em 2021.

Olivum perspetiva "campanha recorde" de azeite

Zé LG, 25.09.21

azeitona.jpgA Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares do Sul, com sede em Beja, adiantou que a campanha da azeitona “arranca a 15 de outubro” e é esperada “uma produção recorde de 150 mil toneladas de azeite” em Portugal.
No Alentejo, responsável por “85%” do azeite produzido no país, a produção de azeite pode chegar “às 20 toneladas por hectare”, para o que contribuíram “uma floração que decorreu sem problemas”, a “pluviosidade em quantidade certa” e a “quase ausência de pragas”.

LAGAR DE VARAS DE MOURA: O que faria sentido aqui? Em vez disso o que se fez?

Zé LG, 04.07.21

1317.png«O que faria sentido aqui?

Concretizar o Centro Documental da Oliveira, ligá-lo ao Jardim e ao Lagar de Varas;

Continuar a atribuir o Prémio de Mérito Académico a dissertações de mestrado e de doutoramento sobre olivicultura;

Concretizar o projeto de iluminação do Lagar de Varas (pronto desde 2017) e melhorar o espaço do monumento.

Em vez disso o que se fez?

Fez-se um trabalho de maquilhagem no edifício do antigo grémio, que continua subaproveitado;

Suprimiu-se o Prémio de Mérito Académico, porque tinha sido lançado pela Câmara anterior;

Meteu-se o projeto de iluminação na gaveta.

Construir, financiar e concretizar projetos que valham a pena e que sejam estruturantes é difícil. Assinar protocolos e fazer promessas futuras é coisa facílima.»

10º Concurso Internacional de Azeites CA/Ovibeja manteve número de participantes de mais países. Selecção das amostras adiada

Zé LG, 18.04.21

202103171619588681.jpgA organização do 10º Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja recebeu este ano 138 amostras provenientes de cerca de uma dúzia de países produtores. Além de Portugal e Espanha, destaca-se ainda a representação de Itália, Grécia, França, Croácia, Israel, China, Brasil, Argentina, Tunísia. A seleção das amostras, prevista para Beja nos dias 16, 17 e 18 de Abril, foi adiada em resultado das medidas de restrição contra a Covid-19. A reunião do Júri internacional para selecção das provas ficou agendada para depois do desconfinamento geral, a partir de 3 de Maio. A data e o formato da cerimónia de entrega dos prémios, que estava previsto acontecer no decorrer da Ovibeja, serão anunciados em breve.

Estudo da EDIA conclui que a olivicultura tem desempenho “muito positivo” na região do Alqueva

Zé LG, 20.03.21

Sem nome.pngO setor da olivicultura “tem um desempenho muito positivo” na região abrangida pelo regadio do Alqueva e “não tem comparação possível” com outras culturas frutícolas, defendeu o presidente da EDIA, José Pedro Salema, com base num estudo recente coordenado pela empresa a que preside, que conclui que o olival é uma cultura “perfeitamente adaptada à região”, sendo as “baixas exigências hídricas” uma das principais características da plantação intensiva de oliveiras no Alentejo.

O trabalho, explicou José Pedro Salema, tentou “distanciar-se e ver de longe” os impactos “na economia, o emprego e nas produções”, assim como observar “que práticas se fazem e como se produz, tipicamente, o olival nestas zonas”.

“O olival não tem problema nenhum. O que pode haver é uma questão de práticas agrícolas. Não há atividade humana sem impacto, isso é óbvio, mas os benefícios desta cultura são claramente superiores aos impactos negativos. Desenvolver esta cultura na região foi nitidamente uma aposta ganha”, frisou, assumindo, no entanto, que “tal como em todos os setores” de atividade, “algumas pessoas não fazem bem as coisas”, mas esses casos são “identificados e reportados para serem corrigidos”.

Primeiro classificado no ranking da World Best Olive Oils, Concurso Internacional de Azeites Ovibeja alarga prazo de receção de amostras

Zé LG, 19.03.21

cartaz_2021_pt_PT.jpgO 10º Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja foi este ano classificado novamente em 1º lugar no ranking da World Best  Olive Oils. Este escrutínio mundial, criado pelo perito alemão Heiko Schmidt, com base nos resultados dos principais concursos internacionais de azeite virgem extra em ambos os hemisférios, tem como referência o Prémio Mario Solinas do Conselho Oleícola Internacional com critérios muito objetivos de rigor e autenticidade. O painel de provadores do Concurso Prémio CA Ovibeja. Presidido por José Gouveia, professor catedrático especialista em azeites, o Concurso Ovibeja recebe amostras de vários de países. 

Devido a vários contactos de interessados em participar no Concurso, a sua Organiazação alargou o prazo de receção de amostras até ao dia 26 de Março.

A participação é gratuita mas tem de respeitar as normas inscritas no Regulamento que pode ser consultado no site do Concurso em: https://www.azeite-ovibeja.pt/.

Cooperativa de Moura e Barrancos lança edição limitada do melhor blend de azeite

Zé LG, 07.03.21

202103051129254390.jpgA Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos acaba de lançar uma edição limitada de Lote Seleção, um blend de azeite virgem extra que resulta das primeiras e melhores azeitonas colhidas em Moura e em Barrancos na campanha 2020/2021. Este “Lote Seleção” terá apenas 5000 garrafas e é extraído de azeitonas selecionadas.

A cooperativa realça ainda que, este azeite de seleção é perfeito para finalizar pratos sem molhos e de aromas simples, como massas e arroz, ou para enriquecer grelhados, é igualmente ideal também para provar com pão fresco ou torrado. A melhor forma de conservar este azeite é num local fresco e ao abrigo da luz.

Produção de azeitona cai 25%

Zé LG, 22.02.21

IMG_3876.JPG“Globalmente estima-se uma diminuição de 25% da produção de azeitona para azeite, face a 2019”, refere o INE, salientando que, apesar do rendimento da azeitona em azeite (funda) ser menor que o do ano anterior, “o produto final apresenta qualidade organolética e química dentro dos parâmetros normais”.

Apesar da diminuição prevista, a produção de azeitona “permanece a níveis bastante elevados”, prevendo-se que seja “a sexta maior das últimas 80 campanhas” e “continuando claramente a evidenciar o fenómeno de safra/contrassafra (manifestação de alternância produtiva anual)”.

Prémio CA Ovibeja - 10º Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra avança com formato adaptado

Zé LG, 14.01.21

cartaz_2021_pt_PT.jpgA ACOS, em colaboração com a Casa do Azeite, vai realizar em 2021 o 10º Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja, com o patrocínio exclusivo do Crédito Agrícola. Mantém-se a abrangência internacional do concurso e dos membros do Júri, assim como a presidência de José Gouveia, especialista em azeites a nível mundial.

Mesmo que o formato do concurso tenha de ser adaptado de acordo com medidas nacionais e/ou internacionais de controlo da Covid-19, é imperativo, para os organizadores, a realização do mesmo. Por um lado, porque vem incentivar a aposta na qualidade dos azeites nacionais, e por outro, revelar o seu potencial não só no mercado interno, mas também na conquista de mercados internacionais.

Consultar: www.azeite-ovibeja.pt.

ACOS reforça capacidade do Laboratório de Química para responder ao aumento da procura

Zé LG, 07.10.20

202009291628312343.jpgA funcionar durante todo o ano, o Laboratório de Química da ACOS está agora a reforçar a equipa para dar resposta ao aumento da procura relacionado com o início da campanha da azeitona. As análises à azeitona são também um instrumento objectivo de apoio ao processo de decisão sobre o momento ideal para a colheita.
Este ano a ACOS adquiriu mais equipamentos para o Laboratório de Química e aumentou a oferta de análises de azeite ao encontro das necessidades dos produtores. Com mais estes equipamentos, passou a ser possível fazer no Laboratório da ACOS uma grande parte das determinações analíticas necessárias à classificação do azeite como virgem extra, virgem ou lampante, categorias definidas em regulamentos comunitários.
O laboratório de Química da ACOS tem actualmente disponíveis análises de rendimento e qualidade em azeitona, análises de bagaço de azeitona, de qualidade e de pureza do azeite e ainda análises ao óleo de bagaço de azeitona.

Os novos donos do Alentejo com mais de 65% dos olivais da região

Zé LG, 17.01.20

img_797x448$2020_01_16_09_55_33_615825.jpg

Cerca de 70% do território agrícola da região de Alqueva mudou de mãos nos últimos dez anos - e o Alentejo passou de celeiro a olival da nação. O antigo terratenente seareiro cedeu lugar a um novo megalatifúndio assente em fundos  internacionais, com seis grandes grupos a deter ou a gerir mais de 65% dos olivais da região. São eles os grandes beneficiários do maior investimento público alguma vez realizado na agricultura portuguesa: 2,5 mil milhões de euros. Ao mesmo tempo que escasseia, a terra irrigada por Alqueva está a sofrer uma pressão sem precedentes, com o preço do hectare a crescer seis vezes em 15 anos. Neste período, graças aos novos olivais alentejanos, Portugal passou de importador crónico a quinto maior exportador mundial de azeite. E, segundo a Comissão Europeia, o olival português poderá aumentar 88% até 2030. Mas isso teve consequências sociais e ambientais. Este é o primeiro de três capítulos de uma reportagem realizada ao abrigo de uma bolsa de investigação jornalística da Fundação Calouste Gulbenkian