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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Associação ZERO considera “inconcebível” a construção do bloco de rega de Messejana

Zé LG, 30.08.21

imgLoader2.ashx.jpgA associação ambientalista ZERO considerou “inconcebível” a construção do bloco de rega de Messejana, incluído na expansão do Alqueva, por poder implicar “riscos sérios para a sustentabilidade” e pressões hídricas numa albufeira do Alentejo e ser “mais um projeto público sem visão” e um investimento de “20 milhões de euros sem um diagnóstico aceitável das pressões hídricas na albufeira do Monte da Rocha”.
A situação da agricultura de regadio ligada à utilização da água do Monte da Rocha é “preocupante”, porque o bloco de rega proposto é “incompatível” com vários instrumentos de ordenamento do território em vigor, ocupará solos “desadequados para o regadio” e irá por “em causa” habitats e espécies protegidas, levando a “pressões negativas” sobre espécies protegidas presentes na área do bloco, “causando a fragmentação adicional” e a perda de habitats “relevantes”, e porque “as medidas de proteção dos aglomerados urbanos são insuficientes ou nulas” e “não se prevê uma monitorização das práticas [agrícolas] dos beneficiários”.

“É necessário esbater fronteiras e criar dinâmicas regionais, deixar de pensar os territórios na sua dimensão paroquial”

Zé LG, 21.08.21

imgLoader2.ashx.jpg«Há vários problemas e cada um tem soluções diferentes, mas acreditamos que a solução principal passa por conciliar interesses e criar uma perspetiva comum a todos que valorize uma estratégia regional assente em várias soluções e dinâmicas. Estamos a viver um tempo de oportunidades através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que deve ser aproveitado pelos municípios, não só numa perspetiva local mas sobretudo intermunicipal e que a partir daí se crie uma dinâmica regional.

É a mais importante oportunidade para os problemas estruturais da região. Não teremos nas próximas décadas outra oportunidade igual e esta tem uma condição importante: o que não for feito por esta via até 2026 já não será feito. Portanto, não só é preciso ter projetos de aproveitamento do PRR como é necessário ter capacidade de os executar até 2016. E quando falamos em executar não é no modelo que temos usado de fazer por fazer, as coisas têm que estar interligadas, Têm que fazer parte de uma estratégia de planeamento comum a toda a região. O PRR é decisivo para promover a coesão e através da coesão criar equilíbrios e sustentabilidade. Preocupa-nos que a visão possa ser muito redutora e que na maioria dos casos as autarquias não estejam a olhar para esta oportunidade como um modelo de desenvolvimento regional. É necessário esbater fronteiras e criar dinâmicas regionais, deixar de pensar os territórios na sua dimensão paroquial. É para isso que serve o PRR, para resolver os problemas estruturais e não para as soluções pequenas. Esta é uma revolução para as próximas décadas e não para os ciclos eleitorais imediatos.»

Trecho da entrevista de Jorge Barnabé, do Observatório do Baixo Alentejo, ao Diário do Alentejo.

Vítor Silva diz que 2021 é um ano de recuperação do turismo no Alentejo

Zé LG, 19.08.21

145735528_112624367465812_855766605797839348_n.jpgO presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo diz que, apesar das taxas de ocupação não serem uniformes no litoral e interior, a ocupação ronda os 100%, com uma clara predominância no meio rural.

Vítor Silva sublinha que 2021 é um ano de recuperação e antevê bons proveitos para os operadores turísticos da região, uma vez que a procura intensa pelo Alentejo fez subir preços.

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo está otimista face à evolução do turismo nacional, bem como em relação à recuperação dos mercados internacionais, no entanto Vítor Silva considera que os próximos anos ainda vão ser de recuperação, sendo que os valores de 2019 poderão apenas ser alcançados em 2024.

FAABA acusa o Governo de não ouvir os agricultores e de ameaçar a agricultura intensiva

Zé LG, 11.08.21

202106021222478018.pngA Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) acusa o Governo de não ouvir os agricultores e de ameaçar a agricultura intensiva, na sequência da publicação de uma resolução do Conselho de Ministros que propõe a necessidade de execução de um estudo-piloto que analise os impactos da agricultura intensiva.

A FAABA considera a oportunidade para a realização deste estudo “completamente inapropriada” e que só se justifica, não por questões técnico-científicas, ambientais, sociais e económicas, mas sim para dar cobertura a clientelismo político de partidos que ainda viabilizam a governação atual” e diz que, “por tática puramente política, em vez de se basear em conhecimento técnico-científico já produzido, o Governo encomenda novos estudos, legisla avulso, ao sabor de crenças de “ambientalistas radicais” que não conhecem o território e que militam em forças políticas minoritárias”.

CNA diz que, “três anos depois, o Estatuto da Agricultura Familiar continua por concretizar”

Zé LG, 10.08.21

202101111643219465.jpgO Estatuto da Agricultura Familiar (EAF) contempla o reconhecimento de um conjunto de direitos e apoios acessíveis às pequenas e médias explorações que utilizem mão-de-obra familiar em mais de 50% do seu volume de trabalho. Porém, três anos depois, a maioria das medidas previstas continuam por concretizar, entre as quais a efetivação de um regime de segurança social próprio, de um regime fiscal adequado, a prioridade no abastecimento público, ou o acesso prioritário à terra.
A CNA frisa que é preciso concretizar o Estatuto, e que é indispensável melhorar as condições de reconhecimento dos pequenos e médios agricultores para o acesso ao EAF e a implementação de um programa específico de investimento e promoção da Agricultura Familiar, integrado no PEPAC e com investimento nacional contemplado no Orçamento do Estado de 2022.

Lêndias d’Encantar leva “Quarteto de Alba” à Colômbia

Zé LG, 05.08.21

202108041427563834.jpg“Uma crónica no feminino sobre uma civilização que perde dignidade, mas que mantém a esperança”. A peça, escrita e encenada por Carlos Gil Zamora e protagonizada por Andreia Galamba, Bárbara Teixeira, Clara Cunha e Inês Minor, estará em cena dia 12 de Agosto em Bogotá e nos dias 17 e 18 em Medellín.

A deslocação da companhia bejense é feita a convite da Colombian Theatre Corporation no âmbito do 30º aniversário do Festival Mujeres en Escena por la Paz, que decorrerá entre 6 e 15 do presente mês.

Associação ZERO critica o apoio comunitário concedido a projetos agrícolas “que destruíram habitats protegidos” na área do Alqueva

Zé LG, 03.08.21

20210602100838579.jpg“A ZERO verifica que se continua a subsidiar um modelo agrícola destrutivo do ambiente, perante a ineficácia das entidades públicas e corrompendo os próprios objetivos das medidas da PAC” e que, “sem as necessárias salvaguardas, o próximo quadro de apoios [comunitários] poderá seguir precisamente o mesmo caminho”.
As conclusões um levantamento “do estado geral de habitats, áreas protegidas e sistemas agroflorestais de alto valor natural” realizado pela ZERO no concelho de Beja, mostram que a “maior parte das intervenções destrutivas ocorreram após 2015”, causando “a destruição de 18 charcos temporários mediterrânicos” e “o desaparecimento de mais de 1.000 hectares” de montado.
De acordo com o estudo, “são cerca de 120 as parcelas”, num total de 3.900 hectares, que receberam apoios do Programa de Desenvolvimento Rural 2020 e que “causaram danos em habitats e sistemas agrícolas importantes do ponto de vista ambiental”.

OBA e CSI querem “um pensamento sobre a supra-região do Sudoeste Ibérico para os próximos 30 anos”

Zé LG, 31.07.21

Observatorio-do-Baixo-Alentejo-reuniao-CSI-Julho-2O Observatório do Baixo Alentejo (OBA), de Beja, e o Corredor do Sudoeste Ibérico (CSI), de Badajoz, vão trabalhar na criação de uma plataforma formal que junte entidades dos territórios do Sudoeste Ibérico, ou seja, do Alentejo e Algarve (Portugal), Andaluzia e Extremadura (Espanha), que terá como objetivo “promover uma estratégia comum a articular com as entidades oficiais de ambos os países, no sentido de dimensionar a capacidade de reflexão e de geração de propostas, complementarmente”.

Associação de Beneficiários do Mira nomeada para prémio pelas suas más práticas

Zé LG, 24.07.21

Votacoes-Premios-Guarda-Rios-2021_05-980x735.jpgA Associação de Beneficiários do Mira está nomeada para o prémio Guarda-Rios de Luto (más práticas), uma iniciativa promovida pelo Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) que pretende alertar para aquelas que têm sido as práticas positivas e negativas nos rios portugueses.
De acordo com o GEOTA, a Associação de Beneficiários do Mira é “responsável pela redução do caudal da água emitido pela Barragem de Santa Clara, que resultou numa descida drástica do nível das águas, causando graves problemas de fornecimento de água para a rega de pequenos agricultores em Aljezur e Odemira”.

Luís Peres de Sousa foi eleito presidente da Subcomissão Produtos não fermentados, uvas de mesa e passas da OIV

Zé LG, 21.07.21

217568770_5846312882077458_7969419108224406416_n.jDurante a última assembleia geral do OIV - International Organisation of Vine and Wine, Luís Peres de Sousa (de Portugal) foi eleito presidente da Subcomissão Produtos não fermentados, uvas de mesa e passas.

Até agora presidente do Conselho Técnico e Científico da Comissão Nacional da OIV e Coordenador do Grupo Nacional de Peritos em Viticultura OIV, Luís Peres de Sousa é professor assistente da Escola Superior Agrária (ESAB) e do Instituto Politécnico de Beja (IPB), no setor da Viticultura Científica. Engenheiro Agrícola formado pelo Instituto Superior de Agronomia em Portugal, dedica a sua carreira à viticultura e, mais especificamente, às uvas, tanto de mesa como de secas.

CNA considera a nova PAC “negativa” para a agricultura familiar

Zé LG, 01.07.21

202106301614437521.PNGA Confederação Nacional da Agricultura (CNA) afirma, em comunicado, que a ambição da conclusão das negociações da reforma da Política Agrícola Comum (PAC), durante a presidência portuguesa da UE, resulta num mau acordo para a Agricultura Familiar, para a pequena e média Agricultura, para a Produção Nacional e para a Soberania Alimentar do País e explica porquê. Ver aqui.

Francisco George chuta abandono da obra do Lar da Cruz Vermelha para Tadeu de Freiras, que diz recusar jogar “pingue-pongue”

Zé LG, 11.06.21

maxresdefault.jpgFrancisco George, presidente da CVP, diz ter conhecimento da situação, “apesar de todas as decisões” referentes a este equipamento social destinado a idosos terem sido “iniciadas pela anterior direção” da instituição. “O espaço já se encontrava neste estado antes da minha eleição como presidente nacional da Cruz Vermelha em 26 de outubro de 2017. Ora, antes, as obras para o lar já se encontravam suspensas. Portanto, sob a responsabilidade da direção anterior”, refere. “Por este motivo, melhor do que ninguém, o então dirigente da delegação de Beja, José Tadeu de Freitas, saberá responder, visto que foi ele que geriu o empreendimento.”

26907856_471535473247496_6673916734096684721_n.jpgJosé Tadeu de Freitas, que liderava a delegação de Beja da CVP, recusa entrar em “diálogos de pingue-pongue” com Francisco George, mas lembra que, á época, “era um diretor funcionário, o que significa que a decisão da obra cabia sempre à sede nacional e nunca à delegação local”.

“Precisamos de uma vereação dinâmica, culta, criativa, que saiba ouvir e executar”, diz Florival Baiôa Monteiro

Zé LG, 20.05.21

imgLoader2.ashx.jpgRecuperar o património do centro histórico seria a principal tarefa. É humilhante, ao fazermos visitas guiadas, ouvir os comentários sobre a degradação dos edifícios. A falta de limpeza das ruas é outro problema, ninguém gosta de uma cidade suja. Falta uma visão, de futuro, para esta cidade, a nível patrimonial. Dou um exemplo: estava planeada a reconstrução parcial do templo romano, junto à Praça da República, para que os visitantes tivessem a sensação de volumetria do templo de Augusto. O que lá está, os alicerces do templo, são muros de pedra e argamassa, com um interesse relativamente pequeno para quem quer visitar a capital do antigo Conventus Pacensis romano. O trabalho de restauro arqueológico que foi executado em Mérida [Estremadura, Espanha] fez o turismo subir em flecha. Será que as nossas vereações não têm capacidade para olhar um pouco mais longe e executar obra de dimensão? Porque minguamos em vez de crescer? Espero que a futura vereação crie condições para a participação dos jovens na vida artística e que apoie as associações. Precisamos de uma vereação dinâmica, culta, criativa, que saiba ouvir e executar, pondo a população mais amante da sua terra e Beja no mapa de Portugal.”

Associação de Caravanismo de Portugal celebra protocolo com a Câmara Municipal de Beja

Zé LG, 19.05.21

202105181110586087.jpgA Câmara Municipal de Beja celebrou um protocolo com a Associação de Caravanismo de Portugal, através do qual acordou um desconto de 10% aos sócios da associação, na utilização do Parque de Campismo Municipal.
Deste modo, o Município espera atrair um maior e mais diversificado número de visitantes, bem como aumentar a rentabilidade do Parque de Campismo Municipal.

CVP com obras do Lar Residencial paradas há quatro anos, em edifício alugado há mais de oito anos

Zé LG, 15.05.21

BEJA-CRUZ-VERMELHA-lar_800x800.jpgEm 2012, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) assinou com a Infraestruturas de Portugal (IP) um contrato de arrendamento da antiga cantina da REFER, válido por 20 anos e renovável, para ali instalar a Casa de Repouso e o Serviço de Apoio Domiciliário, que funcionam num prédio antigo no Centro Histórico de Beja.

O que já devia ser um Lar Residencial em funcionamento há mais de quatro anos, é um edifício ao abandono, onde foram gastos cerca de meio milhão de euros e apesar das obras terem parado em fevereiro de 2017, a CVP continua a pagar a renda mensal, num total de 850.000 euros.

Após tomar posse do cargo de presidente da Direção Nacional da CVP, Francisco George esteve em Beja e anunciou que “vão ser investidos mais de um milhão de euros na construção da residência” e “que no próximo dia 2 de janeiro de 2018 as obras vão ser retomadas. Está garantido o financiamento de 600 mil euros para as concluir”. Passaram três anos e a situação está na mesma: obras paradas.

Mas a situação pode vir a ter contornos mais graves. É voz corrente no interior da instituição que a Cruz Vermelha vai encerrar a Casa de Repouso e o Serviço de Apoio Domiciliário, que passará para a Santa Casa da Misericórdia de Beja, que assumirá as obras e o aluguer do antigo edifício da Refer, mas a dívida do empréstimo de meio milhão continuará a ser da responsabilidade da CVP.

CNA promove, em Évora, marcha lenta em defesa da Agricultura Familiar e do Mundo Rural vivo

Zé LG, 14.05.21

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A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) promove, em parceria com a Associação para o Desenvolvimento Rural (TRILHO) e outras filiadas sediadas no Alentejo, neste sábado, às 12.00 horas, na cidade de Évora, uma marcha lenta pela defesa das culturas tradicionais e de uma agricultura que respeita o ambiente e os pequenos e médios agricultores do País, a um mês da realização de uma manifestação nacional em Lisboa, agendada para o dia 14 de junho.

Desde que Francisco George assumiu a presidência da Cruz Vermelha que a “Dança de Cadeiras” na Delegação de Beja não para

Zé LG, 27.04.21

George-e-Equipa_800x800.jpgDesde que Francisco George assumiu a presidência da Cruz Vermelha em novembro de 2017, a Delegação de Beja já conheceu vários responsáveis. A última presidente da Comissão Administrativa, antes do atual Delegado Especial, durou seis dias. Lar/Residência de Beja: um que não abre ou que pode fechar.

A “Dança de Cadeiras” começou na noite de 1 de dezembro de 2017, na primeira visita de Francisco George enquanto presidente da Direção Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), cargo que tinha assumido sete dias antes e desde essa data já houve um presidente, cinco presidentes de Comissões Administrativas (CA) e agora um Delegado Especial.

Veja, aqui, todas as mudanças registadas desde aquela data.

“Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva está em perigo”, alerta a APBA

Zé LG, 05.04.21

Alqueva-cheia-2013_800x800.jpgA Associação de Proprietários e Beneficiários de Alqueva (APBA) afirma que “o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) está em perigo”, porque estão em marcha três possíveis desvios de água da albufeira alentejana:

1- Levar água para o Algarve através de uma captação no Pomarão, que só será viável aumentando a libertação de água das albufeiras de Alqueva e Pedrógão.

2- Permitir a Espanha, aumentar e legalizar a captação ilegal existente no Pomarão. Da forma como as negociações parecem ser conduzidas pelo Ministério do Ambiente, é o que vai acontecer num futuro próximo.

3- Aumentar o volume de água afeto ao Perímetro do Caia, através de uma captação no Guadiana a montante de Alqueva.

Para o presidente da APBA, José Cavaco Rodrigues, ao Governo “não chega atingir os cerca de duzentos mil hectares a regar por Alqueva com o volume de água previsto para os cento e vinte mil hectares inicialmente aprovados”. Já não parece ser relevante para o governo, “garantir a água necessária para o sucesso deste grande projeto nacional e para o sucesso dos investimentos feitos”, deixando no ar a dúvida de que “parece querer mais, sem acautelar os riscos para o sucesso dos investimentos públicos e particulares já realizados”, sustenta.