Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Municípios do Alentejo Litoral juntam-se para ajudar empresas da região

Zé LG, 22.09.20

vitorproenca.pngOs municípios de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines, numa parceria com a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral – CIMAL e a consultora Deloitte, criaram uma plataforma inovadora que visa colmatar ao máximo os efeitos que os empresários do Litoral Alentejano estão a sentir pela crise provocada pela pandemia de covid-19.

As empresas vão poder contar com uma equipa multidisciplinar que irá divulgar informação sobre obrigações fiscais e incentivos disponíveis, fornecer informação sobre Direito do trabalho e empresarial, propor medidas de emergência a aplicar de imediato, identificar medidas de curto-prazo que permitam operar o negócio e recomendar medidas que visem retomar a normalidade dos negócios.

A iniciativa já arrancou com a abertura da linha telefónica gratuita (800 100 235) de atendimento para o registo dos pedidos das empresas.

ANAFRE exige aprovação de nova lei de freguesias a tempo de produzir efeitos nas próximas eleições autárquicas

Zé LG, 21.09.20

imgLoader2.ashx.jpg“Queremos que o Governo aprove em Conselho de Ministros ainda este mês a proposta de lei de criação, modificação e extinção de freguesias, que a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública tem, para que possa seguir para a Assembleia da República para ser apreciada, discutida e aprovada até dia 31 de março" do próximo ano, disse o presidente da ANAFRE, Jorge Veloso, no final da reunião ordinária mensal, descentralizada e estatutária do conselho diretivo da ANAFRE que decorreu em Beringel.

Na reunião, entre outros assuntos, o conselho diretivo discutiu as negociações do novo protocolo que vai ser assinado entre os CTT e a ANAFRE e que deverá conter um novo modelo de pagamento às juntas de freguesia pela prestação do serviço postal. Este "assunto não foi resolvido a 100%, falta limar umas pequenas arestas", as quais "serão resolvidas na comissão permanente", que foi mandatada para tal pelo conselho diretivo da ANAFRE, acrescentou Jorge Veloso.

E depois da Festa do Avante… o Benfica. É este o programa político da direita?

Zé LG, 15.09.20

image.jpgRui Rio, presidente do PSD, disse que "não faz sentido" que o primeiro-ministro António Costa e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, façam parte da Comissão de Honra da candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica.

O presidente do CDS-PP criticou hoje o apoio do primeiro-ministro ou de “qualquer outro político” à recandidatura do presidente do Benfica, defendendo que é um assunto relacionado “com a vida de todos” e não deve ser normalizado.

Declaração de interesses: Sou adepto do Benfica e acho mal que o primeiro-ministro e o presidente da Câmara de Lisboa apoiem publicamente a recandidatura de LFV  à presidência do SLB, porque nem sequer se trata do apoio ao Clube, o que excluiria os outros, mas o apoio a um dos candidatos, o que é uma intervenção directa numa disputa interna, ou seja, é o menor denomidador comum possível. Isto para além da situação em que se encontram alguns processos judiciais, o que recomendaria, no mínimo, algum recato.

Posto isto, pergunto se os dois líderes partidários da direita criticaram da mesma forma o envolvimento de presidentes de câmaras, deputados e outros políticos do Norte no apoio à recandidatura de Pinto da Costa à presidência do FCP e, mais grave do que isso, à integração do seu Conselho Superior? E, pior do que isso, não têm mais nada com que fazer oposição do que se entreter com estes temas?!...

“o problema está igualmente nos dirigidos”?!

Zé LG, 09.09.20

281893_235492956485711_8379156_n Chalaça.jpg“Querer ver o problema do Baixo Alentejo só na qualidade, ou na falta dela, dos seus dirigentes é um erro, o problema está igualmente nos dirigidos, repare-se como sub-regiões do Alentejo, que são dirigidas pelos mesmos dirigentes inaptos (segundo os Bejenses) conseguem prosperar. É preciso não esquecer que os dirigentes indicados num post anterior são os mesmos que dirigem todo o Alentejo (Beja, Évora, Portalegre, Litoral Alentejano e a Lezíria - quando se trata de ALENTEJO2020). O que fazem as Agências de Desenvolvimento, as Associações Empresariais, as Associações Comerciais, o Politécnico, as associações de cidadãos (não as folclóricas como o + Beja), etc, a gente pensante da Região, se todos estes nada fizerem os dirigentes, autarcas e políticos nada conseguirão fazer.”
Francisco Chalaça, Anónimo 08.09.2020, aqui.

Extinção de turma do 1.º ano indigna pais em Vila Nova de Santo André

Zé LG, 09.09.20

202009081035122353 sto andre.pngAs associações de Pais e Encarregados de Educação das escolas 2 e 4 do Agrupamento de Escolas de Santo André, estão indignados com a falta de uma resposta por parte da Secretária de Estado da Educação, Susana Amador, relativamente ao pedido de reversão da decisão de extinção de uma turma do 1.º ano.

Os pais defendem a abertura de uma quarta turma para receber os alunos do primeiro ano em Santo André, "como vinha a acontecer nos anos anteriores", existindo “recursos humanos para afetar” e “espaço para acolher esta nova turma".

Outras das situações reportadas à secretária de Estado da Educação prendem-se com a existência de “turmas onde se encontram crianças com Necessidades Educativas Especiais (NES) que não viram o número de alunos reduzido, como seria expectável" e existem ainda cerca de 40 crianças cuja entrada no ensino pré-escolar público lhes vai ser vedada por via desta decisão de redução do número de turmas do primeiro ano.

“Observatório do Baixo Alentejo” quer criar a supra região “Sudoeste Ibérico”

Zé LG, 26.08.20

202008242014502729 Obs.jpgO Observatório do Baixo Alentejo é uma Associação, que está em fase de constituição, e integra nomes, entre outros, como os de Jorge Barnabé, João Paulo Ramôa, Gavino Paixão e Lynce de Faria. Vai ter sede em Beja, em finais de outubro, e já entregou o seu contributo para a “recuperação económica de Portugal”, um documento onde defende o Baixo Alentejo como “motor do Sudoeste Ibérico”.

“Esta associação tem pessoas de vários pontos da região e como principal objetivo dar resposta a três fragilidades do território: a falta de massa crítica, de planeamento e de influência”, esclareceu Jorge Barnabé. “Pensar a região como um todo” é o grande propósito, “promovendo a sua articulação com o Alto Alentejo, o Algarve e a Extremadura Espanhola, porque só assim se consegue conceber uma estratégia que dê resposta às necessidades do território, em que o Baixo Alentejo se assuma como o motor do Sudoeste Ibérico”.

A Associação quer, ainda, “potenciar as infraestruturas de transportes, criando ligações ferroviárias e rodoviárias entre o Baixo Alentejo, o Algarve e a Andaluzia”, bem como criar “um «hinterland» ibérico a partir do aeroporto de Beja, em interligação com a futura plataforma logística de Vendas Novas”.

Ler e ouvir também aqui.

CNA e CAP defendem intervenção portuguesa, espanhola e da UE para travar “presunto ibérico americano”

Zé LG, 24.08.20

9973_big.jpg

Em causa está a importação, por duas empresas norte-americanas, de porcos pretos da Península Ibérica para fabricarem, nos estados do Texas e da Geórgia, aquilo que designam de “presunto ibérico americano”.

O dirigente da CNA João Dinis considerou que, “a confirmar-se esse tráfico que adultera na origem um produto de qualidade reconhecida – ... – é mais uma má consequência do sistema”, salientando ainda que “o credenciado presunto ibérico tem a ver não só com a forma como os animais são gerados, com a sua linha genética (que, no caso de uma raça autóctone, é algo que é preciso assegurar), mas também com o seu ‘habitat’ e as suas condições de crescimento”.

Também para o secretário-geral da CAP, Luís Mira, não é o facto de se importarem porcos pretos ibéricos para os EUA que vai substituir a produção autóctone deste animal e dos seus derivados.

Afinal quem tem razão: A Ordem dos Médicos ou a FMIVPS de Reguengos de Monsaraz?

Zé LG, 11.08.20

Lar.jpgO conselho de administração da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), órgão presidido por José Calixto, igualmente presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz e Autoridade Municipal de Proteção Civil, emitiu hoje um comunicado em que garante que fez “tudo o que estava ao seu alcance e dentro das suas competências, com a ajuda de várias dezenas de instituições e pessoas que, ao nosso lado, lutaram para salvar vidas humanas, numa crise de saúde pública que assumiu contornos absolutamente dramáticos”.

A questão que importa esclarecer é exactamente essa: Ou foi feito tudo o que tinha de ser feito, como diz a Fundação, e a Ordem dos Médicos (OM) tem de ser responsabilizada pelas acusações que fez nas conclusões do seu Inquérito; ou houve problemas vários, incluindo a desidratação de algumas pessoas, como diz a OM, e a FMIVPS tem de ser responsabilizada por tudo o que não fez e devia ter feito.

Carlos Pinto de Sá afirma que o governo vai “matar” o Cendrev

Zé LG, 02.08.20

CarlosPintoSa-300x187.jpg“É absolutamente inaceitável, incompreensível e condenável a redução de verbas de oito por cento para o Alentejo, quando todas as outras regiões aumentaram as verbas que tinham para estes concursos”, assegura o presidente da Câmara Municipal de Évora, que explica ainda que o “mais bizarro” é que o Cendrev concorreu e “atingiu a pontuação para receber apoio”. “Curiosamente, apesar de ter havido esta decisão, vem-se dizer que não há dinheiro para apoiar o Cendrev”, acrescenta.

O caso foi exposto à ministra da Cultura, sendo que, explica Carlos Pinto de Sá, a mesma “mostrou-se sensível”, garantindo que a situação seria tratada até março ou abril. Contudo, e com a pandemia, nada foi feito nesse sentido, servindo a situação que se vive no país “como desculpa para que não se chegue a uma solução”, para que “companhias históricas como o Cendrev possam ter o apoio que merecem”.

O que se passou no Lar de Reguengos de Monsaraz? É demasiado grave para ficar sem respostas claras.

Zé LG, 19.07.20

61587346_2695003863907001_1517194723410837504_o.jpSuspeitas de violações dos Direitos Humanos e de decisões ilegais, tomadas pelas autoridades de saúde, pairam sobre a história do lar em Reguengos de Monsaraz que ainda traz mais perguntas que respostas.

“Os médicos que foram destacados para ir para o lar, nos primeiros 15 dias, começaram a assistir a situações que não eram favoráveis a bons desenlaces clínico”, afirma Alexandre Lourenço, da Ordem dos Médicos.

José Calixto, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz e também presidente do Conselho de Administração da FMIVPS, assegura que, antes do surto, o lar tinha dois enfermeiros a contrato, cumprindo o rácio imposto pela Segurança Social … e que agora está “a tentar contratar mais três ou quatro enfermeiros para não sobrecarregar o Serviço Nacional de Saúde” e que: “Competia-me informar, tal como fiz, todas as autoridades competentes, de que tinha um plano pronto e cumprir as instruções e timings da autoridade de saúde pública”.

“Até ao fim-de-semana passado, não havia medicação injetável e faltavam condições para tratar pacientes de alto risco”, afirma Alexandre Lourenço, da Ordem dos Médicos.

“Assistimos a uma situação inexplicável e sem precedentes no país, em que um presidente da ARS dá a indicação de transformar um lar num hospital”, afirma Jorge Roque da Cunha, do Sindicato Independente dos Médicos.

“Estamos a falar de uma franja da população altamente vulnerável a esta pandemia e que parece estar a ser esquecida, em termos de estratégia de prevenção”, afirma Sérgio Branco, da Ordem dos Enfermeiros.

A Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados corrobora a necessidade de uma maior responsabilização do Estado, afirmando que “a saúde pública não pode depender da vontade ou orçamento de cada autarquia para criar hospitais de campanha ou espaços de retaguarda” e aponta mesmo a Constituição da República Portuguesa, onde se pode ler que compete ao Estado “garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde”.

Leia na íntegra este pertinente trabalho de Mariana Almeida Nogueira, na Visão.

Olivum diz que “agricultura de subsistência e agricultura de escala devem coexistir pacificamente”

Zé LG, 13.06.20

A Olivum - Associação de Olivicultores do Sul considera “positiva a não aprovação, na Assembleia da República, dos projectos de lei e de resolução com vista à regulamentação discriminatória do Olival”, porque representa “a reafirmação do Alqueva, um projecto de três mil milhões de euros, como um empreendimento de fins múltiplos em abastecimento humano, regadio agrícola e produção de energia, sem exclusão discriminatória de qualquer uma das vertentes”.

9567_big Olivium.jpg

A discussão e votação em sessão plenária “deram vitória à ciência e à razão ao deixar de lado os argumentos com base nas emoções ou convicções, que em nada contribuem para o esclarecimento do cidadão. Ficou demonstrado que a polarização da discussão dos dois modelos agrícolas – agricultura de subsistência e agricultura de escala – é o caminho errado, pois os ambos os modelos devem coexistir pacificamente” sublinha a Olivum, concluindo que “A desmistificação da agricultura intensiva, super intensiva e da monocultura, assim apelidadas nos projectos legislativos agora chumbados, e a afirmação do olival como agricultura de precisão, dotada de sustentabilidade económica e ambiental, um dos objectivos da Olivum, sai reforçada. O olival moderno continuará a assegurar a viabilidade económica das explorações, dinamizando a economia local e fixando as populações ao território.”

AMCAL vai alargar recolha de resíduos porta-a-porta em todos os concelhos

Zé LG, 05.06.20

20200604155023689 AMCAL.jpgA AMCAL-Associação de Municípios do Alentejo Central lançou, recentemente, um concurso público para a aquisição de mais de 46 mil contentores para implementação do Sistema de Recolha de Resíduos Porta-a-Porta em todos os concelhos da AMCAL, em 2020 e 2021.

Em 2019 a AMCAL, constituída pelos municípios de Cuba, Alvito e Vidigueira, Portel e Viana do Alentejo, já tinha implementado, com resultados muito positivos, o sistema de recolha Porta-a-Porta em Alvito, tendo sido possível recolher e valorizar mais 40% de papel-cartão, 120% de plásticos e metais e 64% de vidro, relativamente aos quantitativos recolhidos no ano de 2018, bem como reduzir em 15% o peso dos resíduos recolhidos de forma indiferenciada e com destino a Aterro Sanitário.

Misericórdia de Alcácer do Sal investe 1,8 ME em residência para pessoas com demência

Zé LG, 30.05.20

202005291217453498 demência.jpgA Santa Casa da Misericórdia de Alcácer do Sal, vai investir 1,8 milhões de euros na construção de uma residência especializada em demência, com capacidade para 48 utentes e a criação de cerca de 40 postos de trabalho.

O projeto de construção da estrutura residencial para idosos (ERPI), que conta com um financiamento comunitário de 750 mil euros, prevê a reabilitação de um edifício “antigo e devoluto” no “campus” onde “existiam as velhas camaratas” da Misericórdia de Alcácer do Sal.

O projeto de recuperação do edifício e a sua transformação em ERPI conta ainda com um apoio de 275 mil euros de uma candidatura que foi apresentada ao Fundo Dona Leonor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, vai permitir ganhos na eficiência energética, tem um prazo de execução de um ano, estando prevista a sua entrada em funcionamento em 2021.

Covid-19 & Igualdade, qual a realidade?

Zé LG, 16.05.20

ESDIME.jpg

A ESDIME lançou o desafio à população de partilhar representações sobre a igualdade em tempos de confinamento social devido à pandemia Covid-19, em formato escrito, desenho, fotografia, dança, música, escultura, etc, que serão divulgadas na página do Facebook do Gabinete VERA, “mostrando a criatividade e a importante reflexão”.

MURPI pede “urgência” na retoma de visitas aos idosos em lares, para evitar o agravamento da sua situação clínica

Zé LG, 09.05.20

201902111652468846 lares.jpgÉ urgente que a DGS-Direcção Geral de Saúde tome medidas para que seja possível retomar visitas aos lares de idosos. Casimiro Menezes, presidente da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos-MURPI, recorda que os residentes dos lares estão sem visitas há mais de dois meses e, por isso, defende que é fundamental criar condições para que os idosos voltem a ver os seus familiares ou amigos mais próximos, porque convém ter em conta que o isolamento total a que os idosos têm estado sujeitos leva a depressão, angustia, ansiedade e naturalmente a um agravamento da situação clínica destas pessoas.

Associação promove Colheita de Sangue amanhã em Beja

Zé LG, 17.04.20

202004150940226397.jpg

A Associação Humanitária de Dadores de Sangue de Beja realiza, amanhã, mais uma colheita de sangue, nas suas instalações, na Rua Pablo Neruda (Bairro Social), nº 13. A recolha decorre entre as 9h30 e as 13 horas.

A Associação afirma que “estarão garantidas todas as normas de segurança” tendo em conta a situação atual relativamente à Covid-19.

“Lares não são unidades de saúde” alerta a CNIS e a União das Misericórdias Portuguesas

Zé LG, 15.04.20

210620131636-405-mosidosos.jpgA Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e a União da Misericórdias Portuguesas (UMP) manifestam a sua preocupação “com a grave situação que se vive nos Lares de Idosos e de Deficientes” no nosso país e dizem estar a aguardar “uma tomada de posição do Ministério do Trabalho e da Segurança Social”.  

A CNIS e a UMP sublinham que “um doente com infecção COVID-19 necessita de cuidados de saúde, com vigilância diária por médicos e enfermeiros” e, não obstante, de todo o suporte e cuidados que os profissionais dão aos utentes, “as auxiliares não podem prestar cuidados de saúde em doença aguda”, uma vez que “não é a sua competência nem a sua missão”.

“No caso da infecção COVID-19, acresce o risco de disseminação interna da doença em estruturas que não têm condições físicas (espaços de isolamento), equipamentos de protecção individual (EPI) e profissionais de saúde adequadamente treinados para prevenir o contágio. E, pela enorme concentração de pessoas frágeis, também não faz qualquer sentido comparar os lares às casas das pessoas”.

A Autoridade de Saúde”, frisam a CNIS e a UMP, “deverá assegurar antecipadamente o seguimento clínico pelo hospital e pelos ACES e ULS eficaz, com adequada alocação nominal de profissionais e respectivos horários, e o fornecimento de equipamentos de protecção individual”.

Está a morrer mais gente por falta de assistência, para além da COVID-19

Zé LG, 09.04.20

 

“Parece que só os números da pandemia importam e todas as outras doenças e mortes deixaram de existir”.

images.jpgA Ordem dos Médicos diz-se preocupada com falta de resposta a doentes prioritários, denunciando que: "Os doentes não COVID-19, por falta de estratégia e organização da tutela, estão a ser relegados para segundo plano em patologias que não podem esperar".

Em causa, assinala, está "o diagnóstico, tratamento e/ou seguimento com exames complementares de doentes oncológicos, de doentes transplantados ou a aguardar transplante, de doenças neurológicas, de outras doenças crónicas como doenças autoimunes, insuficiência cardíaca, DPOC, doenças inflamatórias intestinais, insuficiência renal, diabetes, etc.", ou seja, "doenças que podem descompensar rapidamente, em doentes com medo da COVID-19 e sem alternativa fácil a cuidados de saúde".

A Ordem cita: "alguns dados vindos a público esta semana indicam que houve um crescimento sustentado da mortalidade ao longo do mês de março. O ano de 2020 teve os últimos dez dias de março com mais mortes dos últimos 12 anos - 3471. Os dados da London Business School alertam para mais 984 mortes entre 16 de março e 3 de abril, sendo que só 266 foram oficialmente atribuíveis ao novo coronavírus. Ao mesmo tempo, em março, registaram-se menos 246 mil episódios de urgência em relação ao mesmo mês do ano passado e menos 181 mil do que em fevereiro".