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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Associações de regantes denunciam custos “insuportáveis da energia” e relamam medidas do governo

Zé LG, 22.09.22

Regantes.pngA Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG) reuniu com o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, a quem expôs as preocupações dos agricultores relativamente ao impacto que o aumento exponencial do preço da energia elétrica está a ter na distribuição de água à agricultura e pediu a abertura de um novo concurso no âmbito do Plano de Desenvolvimento Rural (PDR 2020) para apoio à instalação de painéis fotovoltaicos nos regadios coletivos. Ler mais aqui e aqui.

Mário Eugénio morreu

Zé LG, 25.08.22

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Mário Eugénio, de 73 anos, era agricultor e foi eleito pela CDU na Assembleia Municipal de Mértola e Assembleia de Freguesia de S. Miguel do Pinheiro.

Homem de firmes convicções progressistas e humanistas, teve uma vida marcada por uma forte intervenção política, cívica e cultural desde o 25 de abril, ..., teve um destacado papel a nível dirigente no processo da Reforma Agrária" e, nos últimos anos, exerceu funções de técnico e dirigente nacional da CNA.

Conheci e convivi de perto com Mário Eugénio no PCP, na Reforma Agrária e nas autarquias. Era um homem discreto, empenhado e dedicado às causas que defendia, com quem tive sempre uma relação fraterna.

O funeral realiza-se amanhã, 26 de Agosto, pelas 9 horas, da casa mortuária de Esparagosa para o cemitério em São Miguel do Pinheiro.

À família e ao PCP apresento os meus sentidos pêsames.

CNA exige que o Governo “passe das palavras aos atos e demonstre vontade política”

Zé LG, 10.08.22

CNA.png“Quatro anos volvidos sobre a publicação do decreto-lei que institui o Estatuto da Agricultura Familiar (EAF) muito falta fazer por parte do Governo e dos diversos ministérios”, assinalou a CNA - Confederação Nacional da Agricultura . Por outro lado, a situação da agricultura familiar “agravou-se exponencialmente” com a pandemia de covid-19, sanções “a pretexto da guerra na Ucrânia”, seca, fogos e aumento dos custos de produção.

Apesar de garantir não desvalorizar o que já foi feito, a CNA apelou à adoção de medidas como a criação de um regime de segurança social extensivo aos cônjuges nas explorações, um regime fiscal adequado e prioridade no abastecimento público, acesso à terra e à água, apoios para os sistemas policulturais, bem como a majoração dos apoios nas medidas de desenvolvimento rural para as zonas desfavorecidas ou com desvantagens naturais.

A CNA exigiu que o Governo “passe das palavras aos atos e demonstre vontade política”, a começar pela convocação da Comissão Nacional da Agricultura Familiar (CNAF).

Amigos das Forte lança campanha de sensibilização para a poluição causada pela fábrica de bagaço de azeitona

Zé LG, 27.07.22

bagaco-1024x687-1-690x450.jpgA Associação Ambiental de Amigos das Fortes (AAAF), em Ferreira do Alentejo, acaba de lançar uma campanha para sensibilizar a opinião pública da comunidade, para o problema ambiental gerado pelas fábricas de bagaço de azeitona.

Para mostrar que “as fábricas de bagaço de azeitona são um desastre” e que a “Aldeia das Fortes sufoca”, Fátima Mourão da AAAF diz que é preciso agir e por isso, a finalidade do projecto é dizer que “há alternativa às fábricas de bagaço de azeitona. Andam a fustigar há 13 anos a Aldeia das Fortes. A fábrica emite cheiros nauseabundos e fumos durante um ano inteiro, em que toda a população vive com esse problema grave”.

A poluição gerada pelas fábricas de bagaço, tem vindo “a destruir o tecido social e emocional de uma população. Os centros de compostagem existem, é preciso agilizar para que se tornem uma realidade e se multipliquem”, referiu Fátima Mourão.  

Criada uma nova resposta social em Beja para imigrantes e refugiados

Zé LG, 25.07.22

Screenshot 2022-07-25 at 12-41-11 Há uma nova resSediada em Beja, a recentemente aberta Cooperativa de Apoio Social a Imigrantes e Refugiados quer apoiar pessoas ao nível burocrático, jurídico e de habitação. Conhecer a cultura das diferentes comunidades que vivem na cidade é um dos primeiros passos.

A Cooperativa de Apoio Social aos Imigrantes e Refugiados (Cossir) é uma organização sem fins lucrativos e nasce de uma necessidade verificada no distrito de Beja. São muitos os imigrantes que chegam ao País para trabalhar e instalar-se, porém, ao nível social, as instituições nem sempre conseguem chegar a todos.

Neste momento os órgãos sociais da Cossir são constituídos pelos cooperadores fundadores, como titulares únicos. Luís Narciso é o administrador único, Carlos Moreira o fiscal único e Sérgio Martins titular único da MAG. Trabalhar no sentido de conseguir a equiparação a IPSS é um dos objetivos iniciais, disse Carlos Moreira.

FAABA propõe à ministra da Agricultura alargamento do horário para trabalhos agrícolas no Alentejo

Zé LG, 18.07.22

202207181605146040.jpgA FAABA, apesar de reconhecer “a absoluta necessidade de implementação de medidas que evitem a deflagração de fogos”, solicita à ministra da Agricultura que tenha em conta “algumas situações na nossa região, que pelas suas particularidades, deveriam, ... merecer outra atenção e até algum alívio e bom senso nas medidas restritivas agora decretadas” e propõe “que seja permitida a debulha normal dos cereais, exceto no período compreendido entre as 13 e 17 horas (período em que as temperaturas são mais elevadas)", bem como a possibilidade de “utilização de retroescavadoras para abertura e fecho de valas. ..., onde o risco de incêndio é nulo. ...” e de “determinadas operações de preparação de terreno para culturas anuais ou permanentes, (ex. lavouras e ripagens sem recursos à utilização de alfaias de discos) ...", exceto no período indicado.

A FAABA conclui, apelando à ministra da Agricultura “para que, em conjunto com os vários Ministérios envolvidos ... seja dado o seguimento que propomos, uma vez tratar-se de medidas que, em nossa opinião, não trarão um risco acrescido de incêndio.”

Misericórdia e Município de Beja assinam protocolo para concretização de Cidadela

Zé LG, 03.07.22

Screenshot 2022-07-02 at 22-06-22 Misericórdia e O protocolo define a forma de apoio financeiro a disponibilizar pela autarquia e acentua o interesse no Ante-Projeto do Espaço Cidadela da Misericórdia face ao importante impacto que pode ter na zona da cidade onde se pretende implementar. A Misericórdia prevê ter condições de apresentar a maqueta no prazo de um ano e quer que este seja “um projeto inclusivo” e integrar outras entidades.
João Paulo Ramôa, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Beja, frisa que o terreno, com 4,5 hectares, localizado no Bairro dos Moinhos, tem condições para albergar vários projetos, sejam públicos, sejam privados, na área da saúde e do sector social.

Projeto “+Solo + Vida” luta contra a desertificação da área natural do Vale do Guadiana

Zé LG, 02.07.22

202206301508291956.jpgO início do mês de julho fica marcado pelo arranque do Programa Territorial “+Solo + Vida”, um dos quatro projetos aprovados a nível nacional pelo Fundo EEAGrants, aviso “Projetos de preparação para condições meteorológicas extremas e de gestão de riscos no contexto das alterações climáticas”. O projeto é promovido pela ADPM e tem como entidades parceiras a Cooperativa Agrícola do Guadiana, a Natural Business Intelligence, a Universidade do Algarve e a International Development Norway.

Pretende-se igualmente capacitar os atores locais, nomeadamente os agricultores, para a adoção de boas práticas agrossilvopecuárias de combate à degradação do solo nos concelhos abrangidos pela área do Parque (Mértola e Serpa); realizar um diagnóstico das principais barreiras à adoção de boas práticas e desenvolver um modelo de governança para impulsionar a adaptação às alterações climáticas a nível local; e aplicar demonstrativamente 10 boas práticas, com elevado potencial de replicação, em 94 hectares nas explorações silvo agropecuárias do Parque.

Ministra da Agricultura destaca projeto-piloto de energia renovável da ABRoxo

Zé LG, 13.06.22

202206111945413085.jpgEste projeto vai “acrescentar o equilíbrio entre o desenvolvimento económico” e o “desenvolvimento ambiental”, além de permitir “diminuir a pegada ecológica” e “fixar mais carbono”, frisou a ministra Maria do Céu Antunes, após a sessão de apresentação da Comunidade de Energia Renovável do Roxo, em São João de Negrilhos.

A Comunidade de Energia Renovável é um projeto-piloto da Associação de Beneficiários do Roxo (ABRoxo), gestora deste perímetro de rega que beneficia mais de 8.500 hectares nos municípios de Aljustrel e Ferreira do Alentejo (Beja) e Santiago do Cacém (Setúbal), e da Federação Nacional de Regantes de Portugal (Fenareg).

O presidente da ABRoxo, António Parreira, disse que o objetivo “é ter 8.500 hectares” do aproveitamento “regados com energia praticamente a custo zero”, realçando que: “Seremos o primeiro perímetro de rega no país a fornecer água com pressão com energia produzida por nós próprios”.

No âmbito da Comunidade de Energia Renovável do Roxo, foi assinado um acordo com a Transwater, com sede em São João de Negrilhos e que produz tubos de betão com alma de aço, utilizados sobretudo para abastecimento de água, que vai permitir à empresa adquirir à associação energia a um custo mais reduzido face ao praticado pelos operadores energéticos.

“É crucial que tudo isso seja desenvolvido em parceria, numa lógica de coerência, objectividade e economia de recursos!”

Zé LG, 30.05.22

maias.jpg«Há uma forma objectiva de evitar aquilo que PA expõe e que na sua opinião torna "impossivel dar resposta"! Basta que nos protocolos com as associações, como aliás é feito noutros municípios vizinhos, esteja claro um plano de actividades e uma orçamentação séria! Será aliás, esta uma das condições que legitimam o próprio financiamento ou subsidiação (não descurando os objectivos sociais e culturais das actividades que promovem)! O resto pois, caberá à autarquia, que possui orçamento próprio para as áreas cultural, social e desportiva, tendo ainda possibilidade de financiamento externo que não estará ao alcance de todas as associações! É crucial que tudo isso seja desenvolvido em parceria, numa lógica de coerência, objectividade e economia de recursos!» Anónimo 30.05.2022, aqui.

CDU e PS trocam acusações sobre o apoio da Câmara de Beja ao movimento associativo

Zé LG, 28.05.22

maias.jpgDe acordo com os vereadores da CDU “o executivo do PS em permanência na Câmara Municipal de Beja continua a recusar-se apoiar condignamente o movimento associativo para a realização de atividades que são o garante de elevada participação cívica e, em muitos casos, oportunidades de acesso da população a eventos gratuitos ou a custos reduzidos.”
“A autarquia não pode aspirar a querer organizar ou ser a autora/criadora de todos os eventos. Não é esta a sua vocação. É preferível deixar que sejam outros que já deram mostras de organização ao fazê-lo. Mas para isso, é preciso apoiar. Financeiramente e logisticamente.” dizem os vereadores da CDU, porque “se não se contrariar esta tendência, vamos continuar a assistir ao definhamento cultural, artístico, económico e populacional da cidade e do concelho.”

O presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio, diz, por sua vez, que os vereadores da CDU “têm uma visão distorcida da realidade”, que “os apoios atuais são superiores aos dados às associações no mandato de 2013-2017” e que “há pedidos que chegam em cima das realizações e aos quais é impossível dar resposta pois não é o orçamento da Câmara que tem de se adaptar às solicitações, mas o contrário”.

Leia e oiça aqui e aqui.

ZERO defende setor da água mais eficiente, alertando para as perdas de 24% da água que entra no sistema de abastecimento

Zé LG, 16.05.22

202102020945456668.png"É com grande apreensão que a ZERO antevê os próximos 10 anos, uma vez que o plano, ..., revela uma excessiva preocupação com o equilíbrio económico-financeiro das entidades gestoras, não estando vertida uma verdadeira intenção de melhorar o desempenho ambiental das mesmas e a eficiência hídrica dos serviços onde as perdas de água representam 24% do volume de água que entra no sistema de abastecimento", afirmou a associação ambientalista ZERO, após análise do Plano Estratégico para o setor da água em Portugal, concluindo que "os desafios que se colocam ao setor para as próximas décadas são enormes, podendo ser agravados pela evolução das alterações climáticas e dos seus efeitos sobre os recursos hídricos, tanto em termos de quantidade como de qualidade, pelo que é preciso fazer muito mais e muito melhor do que se tem feito até agora para termos serviços mais eficientes a todos os níveis".

ESTAR com novas instalações

Zé LG, 14.05.22

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A partir deste sábado, dia 14, a sede da Associação ESTAR muda de instalações, estando atualmente na Rua de Angola, nº 8. A inauguração oficial do espaço será às 16h00, assinalando também o 3º aniversário da Associação.

Para além da sede, a Associação mudou o armazém MARMITA que, a partir da próxima semana, permitirá às famílias a recolha dos cabazes no local.

A loja Espaço Estar continua localizada na Rua António Sardinha, mas as doações de roupa, alimentos e outros bens devem ser efetuadas diretamente na nova sede.

“Pouco ou nada mudou em Odemira”, diz Associação Solidariedade Imigrante

Zé LG, 29.04.22

202104090856093885.jpgA Associação Solidariedade Imigrante considerou hoje que muito pouco ou nada mudou nas condições laborais e de vida de trabalhadores imigrantes no concelho de Odemira, persistindo casos “a roçar a escravatura” e “condições desumanas de habitação”.

Em termos laborais, “nada mudou”, criticou, argumentando que “a subcontratação de milhares de trabalhadores é feita através de prestadores de serviços de ‘vão de escada’, responsáveis diretos por muitas misérias humanas que o surto de covid-19 pôs a nu em 2021”, alertou o dirigente nacional da associação Alberto Matos .

Em relação à habitação, “os contentores não são uma solução inclusiva, pelo contrário, dificultam a socialização e a tão propalada integração dos imigrantes”. A solução passa pela reabilitação e pelo repovoamento de vilas e aldeias, não apenas numa faixa litoral, mas também no interior do concelho e “garantindo a mobilidade casa-trabalho, através de uma rede de transportes públicos para a qual devem contribuir uma fatia dos superlucros da agricultura intensiva”.

Apoie instituições consignando parte do seu IRS, sem qualquer custo

Zé LG, 18.04.22

FINANÇAS.jpgA lista de entidades a quem pode atribuir os 0,5% do IRS liquidado é muito extensa. No concelho de Beja são 17 as Instituições a quem pode consignar o IRS sem qualquer custo.

Integram a lista: os Bombeiros de Beja, a Associação Recolher e Dar, a Associação Sementes de Vida, a Cáritas de Beja, a Casa do Estudante, o Centro de Paralisia Cerebral de Beja, o Centro Infantil Coronel Sousa Tavares, o Centro Paroquial e Social do Salvador, o Centro Social e Cultural da Imaculada Conceição da Salvada, o Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora da Luz de Albernoa, o Centro Social de Nossa Senhora da Graça, a Cercibeja, o Coro de Câmara de Beja, a Fundação Manuel Gerardo de Sousa e Castro, a Liga dos Amigos do Hospital de Beja, a Santa Casa da Misericórdia de Beja e a Sociedade Filarmónica Capricho Bejense.

Os contribuintes que pretendam ajudar algumas destas instituições devem preencher, no modelo 3 do IRS, o campo 1101, do quadro 11, com o número de contribuinte da respetiva entidade.

Vtor Besugo reclama internet em todo o interior do País e teletrabalho par fixar pessoas

Zé LG, 23.03.22

20220321125219649.jpgVítor Besugo, presidente da Junta de Freguesia de Beringel e coordenador distrital da ANAFRE, defendeu, no Congresso daquela Associação, que seja realizado um maior investimento “nas acessibilidades digitais” em todo o interior do País, dotando estes territórios de “mais condições para fixar população e atrair novos habitantes” e defendeu ser importante “criar as condições necessárias” para tirar partido dos apoios que a administração central “está a proporcionar para criação de espaços de coworking em regiões mais desfavorecidas”, possibilitando “condições de atratividade para pessoas que possam realizar a sua atividade profissional à distância, com recurso ao teletrabalho”.